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Arquivo mensal: setembro 2013

Forte terremoto causa mortes no Paquistão e cria ilha na costa do país

mapa terremoto paquistão 24/9 (Foto: 1)

Um forte terremoto matou pelo menos 45 pessoas nesta terça-feira (24) no oeste do Paquistão, além de destruir uma série de casas em uma área montanhosa remota e causar a formação de uma nova pequena ilha perto da costa sul do país.

Os tremores foram sentidos até na capital da vizinha, Nova Déli, a centenas de quilômetros a leste, onde edifícios tremeram.

O erviço Geológico dos Estados Unidos informou que o terremoto de magnitude 7,7 ocorreu 235 quilômetros a sudeste de Dalbandin, na província paquistanesa propensa a terremoto do Baluquistão, que faz fronteira com o Irã.

O terremoto foi tão forte que causou uma elevação do fundo do mar e criou uma pequena ilha a cerca de 600 metros da costa paquistanesa de Gwadar, no Mar Arábico.

As emissoras de televisão mostraram imagens de um trecho de terreno rochoso elevando-se acima do nível do mar, com um grupo de pessoas perplexo reunido na praia para testemunhar o fenômeno raro.

Autoridades disseram que dezenas de casas de taipa foram destruídas por tremores secundários na região montanhosa pouco povoada perto do epicentro do terremoto no Baluquistão, uma província árida marcada por desertos e montanhas.

Abdul Qadoos, vice-presidente da Assembleia do Baluchistão, disse à Reuters que pelo menos 30 por cento das casas no distrito pobre de Awaran ficaram destruídas.

O subcomissário local em Awaran, Abdul Rasheed Gogazai, e o porta-voz do corpo militar de fronteira do Paquistão, envolvido no esforço de resgate, disseram que pelo menos 45 pessoas foram mortas.

A televisão local informou que helicópteros que transportam suprimentos foram enviados para a área afetada. O Exército disse que tinha deslocado 200 soldados para ajudar a lidar com a catástrofe.

Pessoas correram de seus apartamentos para a rua após sentirem um tremor de terra na região do Baluquistão. (Foto: AP/Shakil Adil)Pessoas correram de seus apartamentos para a rua após sentirem um tremor de terra na região do Baluquistão. (Foto: AP/Shakil Adil)

Fonte G1

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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Primeiro estudo do ar de Fukushima confirma altos níveis de radiação

Imagem aérea da usina de Fukushima feita na quinta-feira (19) (Foto: Kyodo News/AP)Imagem aérea da usina nuclear de Fukushima feita na quinta-feira (19) (Foto: Kyodo News/AP)

A Agência da Energia Atômica do Japão (JAEA, na sigla em inglês) completou o primeiro estudo detalhado de contaminação do ar nos arredores da usina nuclear de Fukushima e confirmou altos níveis de radiação, informou nesta terça-feira (24) o jornal “Asahi Shimbun”.

O órgão público, encarregado de pesquisar e promover a energia atômica, conseguiu fazer uma medição da área mais próxima à central nuclear, em um raio de 3 km em torno dela, através do o uso de um helicóptero com controle remoto, no fim do ano passado.

Até agora, não era possível analisar a radiação aérea nesse setor, devido à proximidade dos reatores danificados pelo tsunami de 11 de março de 2011. Graças ao helicóptero não tripulado, a JAEA detectou mais de 19 microsieverts (unidade de medida usada para avaliar efeitos da radiação) por hora a 1 metro acima o solo nas áreas imediatamente ao sul e a oeste da usina, segundo os dados recém-divulgados.

Apesar de as leituras na direção noroeste terem sido menores (entre 9,5 e 19 microsieverts por hora), a instituição destacou que, mesmo assim, os níveis também estão relativamente altos. A JAEA divulgou ainda a radiação medida, em dezembro do ano passado, de 10 mil pontos diferentes dentro de uma área de 80 km ao redor da usina, situada a cerca de 220 km da capital, Tóquio.

O resultado mostra que o volume de radiação nessa área caiu 36% em relação aos dados obtidos pela primeira vez em junho de 2011, três meses após o acidente nuclear. A JAEA explicou que essa queda se deve principalmente à diminuição dos níveis de césio-134, isótopo que tem uma vida média de dois anos e que também foi “varrido” por sucessivas chuvas.

Apesar disso, em 60% da área foram detectados níveis de 1 millisievert por ano (quantidade máxima recomendada pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica) ou mais. Em todo caso, a quantidade de radiação em casas e prédios caiu 35% em relação a junho de 2011, e nas vias que atravessam zonas de florestas (onde os materiais radioativos tendem a se acumular) a queda foi de 44%, graças aos trabalhos de descontaminação.

O desastre na central de Fukushima forçou o deslocamento de 52 mil pessoas que viviam em torno da usina e afetou a pesca, a agricultura e a pecuária locais.

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Prédio de coleções de animais do Instituto Butantan é reinaugurado

Estante com serpentes no novo prédio do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Estante com serpentes no novo prédio do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

O prédio de coleções de animais do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, foi reinaugurado na manhã desta terça-feira (24) com novo sistema de segurança contra fogo. Em 2010, um incêndio atingiu o laboratório de répteis e destruiu um dos principais acervos de cobras, aranhas e escorpiões para pesquisas do mundo e o maior do Brasil.  Sob protestos de pesquisadores do Instituto por mais investimento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou da cerimônia de inauguração.

Durante o incêndio, cerca de 90 mil animais mortos e conservados em formol foram queimados. Animais vivos foram retirados e levados para local seguro. Hoje, há cerca de 17 mil animais no prédio.

Novo prédio de coleções de animais do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Novo prédio de coleções de animais do Instituto
Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

Após investimento de R$ 5,5 milhões da Secretaria de Estado da Saúde, um novo prédio de 1.600 m2, dois andares e sete salas com coleções de répteis, anfíbios, aracnídeos e insetos foi construído no local onde funcionava o edifício que foi queimado. Segundo a secretaria, o novo prédio é o “mais moderno e seguro edifício de coleções zoológicas da América Latina”.

O sistema anti-incêndio é composto pelo gás FM 200 absorve o calor e reduz o fogo a uma temperatura ao ponto em que ele não consegue se sustentar.  O gás não é prejudicial à saúde humana. Também há um mecanismo que faz com que o álcool e demais líquidos inflamáveis utilizados internamente sejam levados para uma caixa externa.

Outra novidade do prédio é a instalação de um laboratório que permitirá que os cientistas façam análises genéticas das coleções. A partir de aparelhos de biologia molecular e sequenciamento genético, os profissionais do Butantan poderão fazer a extração do DNA dos animais. O novo prédio estará aberto ao público de pesquisadores e estudantes a partir desta terça-feira (24).

“O Butantan é o maior instituto de soroterápico da América Latina. Nós estamos hoje entregando um novo prédio moderno e seguro que prevê segurança contra incêndios através de gás que absorve o calor, reduz o fogo e suspende o incêndio em até 10 segundos. Enfim, com toda a tecnologia e a modernidade para que se tenha aqui o material para as pesquisas e os avanços da ciência”, disse Alckmin.

Alckmin observa microscópio e cobras do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Alckmin observa microscópio e cobras do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

O Instituto Butantan, centro de pesquisas biomédicas, foi fundado em 23 de janeiro de 1901 e é responsável pela produção de soros e vacinas. Conta com parque, museus, bibliotecas e serpentário.

Protesto
Os manifestantes pediam melhores condições de trabalho e infraestrutura em todos os institutos do estado. Outra reivindicação do grupo é por um salário compatível ao que é recebidos pelos profissionais ligados a universidade para evitar evasão de profissionais dos institutos. Eles também pediram abertura de concursos para a categoria.

Alckmin afirmou que os pesquisadores tiveram aumento salarial superio à inflação – em 2011, de 20%, e em 2012 e 2013 de 13,5%. O governou prometeu ampliar o concurso que está em vigência para convocar mais pesquisadores.

Vacinas
Alckmin afirmou, durante o discurso de reinauguração, que o processo de cinco anos para a  transferência da produção da vacina da gripe da França para o Brasil será concluído neste ano e o Instituto Butantan passará a produzir mais vacinas – em 2013, foram 7 milhões de doses e em 2014 devem ser produzidas cerca de 20 milhões. O governo paulista também fechou acordo com laboratório para iniciar a transferência da produção de vacina contra o HPV. O Instituto também desenvolve pesquisa para desenvolver vacina contra dengue.

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Hoje vai ter

megane

Olha a cara do filho da puta…

É como se dissesse NOSSA HOJE VAMO ARROMBAR ESSE PORQUINHO…

Sorry, I could not read the content fromt this page.

Fonte: ahnegao.com.br

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

Resolução da ONU sobre Síria pode ‘mencionar’ uso de força, diz Rússia

A Rússia admitiu nesta terça-feira (24) que uma resolução do Conselho de Segurança sobre a Síria pode mencionar o Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, que permite duras sanções ou o uso da força, mas que isso não significará o recurso automático à força.

Acompanhe a cobertura em tempo real.

“O Capítulo VII só pode ser mencionado como uma das medidas” a adotar em caso de violação dos compromissos adquiridos pela Síria para desmantelar seu arsenal químico, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela agência Interfax.

Mas “de nenhuma maneira se trata de adotar uma resolução (…) sob o Capítulo VII” com uma “aplicação automática de sanções ou, menos ainda, de recurso à força”, disse o vice-ministro.

Riabkov também anunciou que os inspetores da ONU retornarão na quarta-feira à Síria para investigar a utilização de armas químicas.

“O grupo de inspetores da ONU parte a Damasco amanhã, 25 de setembro”, declarou o vice-ministro, citado por agências russas.

Arte Síria 17/09 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Forte terremoto causa mortes no Paquistão e cria ilha na costa do país

mapa terremoto paquistão 24/9 (Foto: 1)

Um forte terremoto matou pelo menos 45 pessoas nesta terça-feira (24) no oeste do Paquistão, além de destruir uma série de casas em uma área montanhosa remota e causar a formação de uma nova pequena ilha perto da costa sul do país.

Os tremores foram sentidos até na capital da vizinha, Nova Déli, a centenas de quilômetros a leste, onde edifícios tremeram.

O erviço Geológico dos Estados Unidos informou que o terremoto de magnitude 7,7 ocorreu 235 quilômetros a sudeste de Dalbandin, na província paquistanesa propensa a terremoto do Baluquistão, que faz fronteira com o Irã.

O terremoto foi tão forte que causou uma elevação do fundo do mar e criou uma pequena ilha a cerca de 600 metros da costa paquistanesa de Gwadar, no Mar Arábico.

As emissoras de televisão mostraram imagens de um trecho de terreno rochoso elevando-se acima do nível do mar, com um grupo de pessoas perplexo reunido na praia para testemunhar o fenômeno raro.

Autoridades disseram que dezenas de casas de taipa foram destruídas por tremores secundários na região montanhosa pouco povoada perto do epicentro do terremoto no Baluquistão, uma província árida marcada por desertos e montanhas.

Abdul Qadoos, vice-presidente da Assembleia do Baluchistão, disse à Reuters que pelo menos 30 por cento das casas no distrito pobre de Awaran ficaram destruídas.

O subcomissário local em Awaran, Abdul Rasheed Gogazai, e o porta-voz do corpo militar de fronteira do Paquistão, envolvido no esforço de resgate, disseram que pelo menos 45 pessoas foram mortas.

A televisão local informou que helicópteros que transportam suprimentos foram enviados para a área afetada. O Exército disse que tinha deslocado 200 soldados para ajudar a lidar com a catástrofe.

Pessoas correram de seus apartamentos para a rua após sentirem um tremor de terra na região do Baluquistão. (Foto: AP/Shakil Adil)Pessoas correram de seus apartamentos para a rua após sentirem um tremor de terra na região do Baluquistão. (Foto: AP/Shakil Adil)

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Dilma diz na ONU que espionagem fere soberania e direito internacional

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (24) em discurso de abertura da  68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, que as ações de espionagem dos Estados Unidos no Brasil “ferem” o direito internacional e “afrontam” os princípios que regem a relação entre os países.

Dilma iniciou o discurso, de 23 minutos, lamentando atentado terrorista da semana passada no Quênia que matou mais de 50 pessoas. “Jamais transigiremos com a barbárie”, disse.

Em seguida, passou a criticar as ações de espionagem dos Estados Unidos das quais ela, assessores e a estatal Petrobras foram alvos, segundo revelou o programa Fantástico.

“Quero trazer à consideração das delegações uma questão à qual atribuo a maior relevância e gravidade. Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial”, disse Dilma no discurso, tradicionamente proferido pelo presidente do Brasil, primeiro país a aderir à ONU em 1945.

Imiscuir-se dessa forma na vida dos outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas.”

A presidente destacou que o Brasil apareceu como alvo “dessa intrusão”.

“Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes com alto valor econômico e mesmo estratégico – estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República do Brasil tiveram suas comunicações interceptadas”, afirmou.

Para a presidente, “imiscuir-se dessa forma na vida dos outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas”.

Diante das delegações de mais de 190 países, inclusive dos Estados Unidos, Dilma afirmou que “não procedem” as afirmações do governo norte-americano de que a interceptação da comunicação de autoridades destina-se a proteger os cidadãos contra o terrorismo.

A fala de Dilma antecedeu o discurso do presidente norte-americano, Barack Obama. Na última terça-feira (17), ela anunciou o adiamento da visita de Estado que faria em outubro a Washington, nos Estados Unidos, em razão das denúncias de espionagem.

A presidente brasileira afirmou que “ações ilegais” são “inadmissíveis”.

As tecnologias de telecomunicações e informação não podem ser novo campo de batalha entre os estados. Este é o momento de criamos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.”

“Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos fundamentais dos cidadãos de outro país. Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo”, afirmou Dilma.

A presidente destacou que o Brasil é pacífico e democrático e não tem histórico de terrorismo. Segundo ela, o país “sabe se proteger” e “repudia” e “não dá abrigo” a grupos terroristas. “Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do direito internacional”, disse.

Ao lembrar que lutou na juventude contra a ditadura militar, a presidente afirmou que vai defender “de modo intransigente” o direito à privacidade dos indivíduos.

“Sem ele, o direito à privacidade, não há efetiva liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva à democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, afirmou Dilma.

De acordo com a presidente, o problema afeta a própria comunidade internacional. “Temos que criar as condições para evitar que o espaço cibernético seja arma de guerra”, disse.

Dilma Rousseff faz discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU e critica práticas de espionagem dos EUA (Foto: Stan Honda/AFP)Dilma Rousseff durante discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU (Foto: Stan Honda/AFP)

Internet
Para Dilma, a ONU deve liderar uma iniciativa de regulamentação do papel dos estados em relação às tecnologias. Segundo ela, o Brasil fará uma proposta sobre o tema.

“A ONU deve desempenhar liderança no esforço de regular o comportamento dos estados frente a essas tecnologias. Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil mulitlateral para governança e o uso da internet”, declarou.

Segundo ela, “as tecnologias de telecomunicações e informação não podem ser novo campo de batalha entre os estados. Este é o momento de criamos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países”.

De acordo com a presidente, esse marco regulatório deve garantir sobretudo a liberdade de expressão, privacidade dos indivíduos e a “neutralidade” da rede de computadores. Para ela, o acesso à internet não pode ser impedido por motivos políticos, comerciais ou religiosos.

Questão interna
Dilma utilizou parte do discurso para relacionar o que apontou como conquistas sociais e econômicas do governo.

Ela disse que o Brasil retirmou da pobreza extrema 22 milhões de pessoas em dois anos e reduziu “de forma drástica” a mortalidade infantil. Também lembrou da proposta aprovada pelo Congresso que vinculou à educação 75% dos royaltes da exploração do petróleo e à saúde os outros 25%. Segundo ela, nesta década, o Brasil obteve a maior redução da desigualdade dos últimos 50 anos.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um conselho de segurança capaz de exercer plenamente suas responsabildaides no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os desafios do século 21. Exemplos disso são a dificuldade no conflito sírio e a paralisia na questão israelo-palestina.”

A presidente fez referência às manifestações de rua em junho. Disse que o governo não tentou contê-las e afirmou que são “parte indiscutível” do processo de construção da democracia.

“O meu governo não as reprimiu. Pelo contrário, ouviu e compreendeu as vozes das ruas. Porque nós viemos das ruas. A rua é nosso chão, a nossa base. Os manifestantes não pediram a volta do passado. Pediram um avanço para um fuuro com mais direitos, mais conquistas sociais.”

Para ela, os “avanços conquistados” são só um começo.

“Sabemos que democracia gera mais desejo de democracia, qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida”, declarou.

Economia
Segundo a presidente, “passada a fase mais aguda da crise internacional”,  a economia mundial continua “frágil” e com nível de desemprego “inaceitável”, fenômeno que, avaliou, afeta países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Ela defendeu uma ação coordenada para a retomada do crescimento mundial. “Estamos todos no mesmo barco. Meu país está recuperando o crescimento, apesar do impacto da crise.”

Ela voltou a defender a posição do Brasil de se promover uma mudança na composição do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a ampliação da representatividade dos países em desenvolvimento.

“Seguimos apoiando a reforma do FMI. A governança do fundo deve refletir o peso do emergentes e em desenvolvimento. A demora reduz sua legitimidade e eficácia, declarou.

Síria
Para a guerra civil na Síria, que já matou mais de 110 mil pessoas, Dilma defendeu uma solução diplomática, sem o uso de força militar.

“É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas – do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar. A única solução é a negociada, o diálogo, o entendimento”, disse.

É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas – do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar [para a Síria]. A única solução é a negociada, o diálogo, o entendimento.”

Dilma disse apoiar o acordo liderado pela Rússia para a eliminação de armas químicas na Síria.

“Cabe ao governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do direito internacional, sem autorização do Conselho de Segurança”, afirmou.

Para a presidente uma  intervenção militar só “agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano”.

Reforma na ONU
A presidente também reivindicou a “reforma urgente” do Conselho de Segurança da ONU, organismo criado para dar solução a conflitos pelo mundo. Para ela, a ocasião para essa reforma é 2015, quando a ONU completará 70 anos.

“Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um conselho de segurança capaz de exercer plenamente suas responsabildaides no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os desafios do século 21. Exemplos disso são a dificuldade no conflito sírio e a paralisia na questão israelo-palestina”, disse.

Para a presidente, “urge” dotar o conselho de “vozes independentes e construtivas”.

“Somente a ampliação de membros permantenes e não-permanentes permitirá sanar o atual déficit de representatividade e legitimidade do conselho”, declarou.

O Brasil pleiteia um assento permanente no conselho, formado hoje por Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra.

Palestina
Dilma também reiterou a posição do governo brasileiro de defender a criação de um Estado Palestino.

“É chegada a hora de transformar em realidade o amplo consenso internacional em favor da solução de dois Estados”, disse.

Rio+20
A presidente também deu destaque à necessidade de cumprimento das resoluções firmadas na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Clima, realizada em junho do ano passado no Rio de Janeiro.

“O grande passo que demos no Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do desenvolvimento sustentável. A pobreza não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada”, disse.

Dilma encerrou o discurso defendendo que a comunidade internacional reforce negociações multilaterais, como as encabeçadas pelas Nações Unidas.

“A história do século 20 mostra que o abandono do multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana e devastação.”

Íntegra
Leia abaixo a íntegra do discurso de Dilma na ONU.

Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,

Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e Senhores,

Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos desta Sessão da Assembleia-Geral.

Conte, Excelência, com o apoio permanente de meu Governo.

Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.

O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.

Senhor Presidente,

Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual atribuo a maior relevância e gravidade.

Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.

No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto valor econômico e mesmo estratégico – estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República tiveram suas
comunicações interceptadas.

Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.

Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem.

Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo.

O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se. Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.

Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os nossos vizinhos há mais de 140 anos.

Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.

Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país.

Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão.

Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.

O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados.

Meu governo fará tudo que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos trabalhadores e de nossas empresas.

O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e
infraestrutura de outros países.

A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia no mundo.

Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.

Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos multilaterais

1 – Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos.

2 – Da Governança democrática, multilateral e aberta, exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a participação da sociedade, dos governos e do setor privado.

3 – Da universalidade que assegura o desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias.

4 – Da diversidade cultural, sem imposição de crenças, costumes e valores.

5 – Da neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, tornando inadmissível restrições por motivos políticos, comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza.

O aproveitamento do pleno potencial da internet passa, assim, por uma regulação responsável, que garanta ao mesmo tempo liberdade de expressão, segurança e respeito aos direitos humanos.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

Não poderia ser mais oportuna a escolha da agenda de desenvolvimento pós-2015 como tema desta Sessão da Assembleia-Geral.

O combate à pobreza, à fome e à desigualdade constitui o maior desafio de nosso tempo.

Por isso, adotamos no Brasil um modelo econômico com inclusão social, que se assenta na geração de empregos, no fortalecimento da agricultura familiar, na ampliação do crédito, na valorização do salário e na construção de uma vasta rede de proteção social, particularmente por meio do nosso programa Bolsa Família.

Além das conquistas anteriores, retiramos da extrema pobreza, com o Plano Brasil sem Miséria, 22 milhões de brasileiros, em apenas dois anos.

Reduzimos de forma drástica a mortalidade infantil. Relatório recente do UNICEF aponta o Brasil como país que promoveu uma das maiores quedas deste indicador em todo o mundo.

As crianças são prioridade para o Brasil. Isso se traduz no compromisso com a educação. Somos o país que mais aumentou o investimento público no setor educacional, segundo o ultimo relatório da OCDE. Agora vinculamos, por lei, 75% de todos os royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.

Senhor presidente,

No debate sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 devemos ter como eixo os resultados da Rio+20.

O grande passo que demos no Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do desenvolvimento sustentável. A pobreza, senhor presidente, não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada.

O sentido da agenda pós-2015 é a construção de um mundo no qual seja possível crescer, incluir, conservar e proteger.

Ao promover, senhor presidente, a ascensão social e superar a extrema pobreza, como estamos fazendo, nós criamos um imenso contingente de cidadãos com melhores condições de vida, maior acesso à informação e mais consciência de seus direitos.

Um cidadão com novas esperanças, novos desejos e novas demandas.

As manifestações de junho, em meu país, são parte indissociável do nosso processo de construção da democracia e de mudança social.

O meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas.

Nós nos formamos no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base.

Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Os manifestantes pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais.

No Brasil, foi nessa década, que houve a maior redução de desigualdade dos últimos 50 anos. Foi esta década que criamos um sistema de proteção social que nos permitiu agora praticamente superar a extrema pobreza.

Sabemos que democracia gera mais desejo de democracia. Inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social. Qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida.

Para nós, todos os avanços conquistados são sempre só um começo. Nossa estratégia de desenvolvimento exige mais, tal como querem todos os brasileiros e as brasileiras.

Por isso, não basta ouvir, é necessário fazer. Transformar essa extraordinária energia das manifestações em realizações para todos.

Por isso, lancei cinco grandes pactos: o pacto pelo Combate à Corrupção e pela Reforma Política; o pacto pela Mobilidade Urbana, pela melhoria do transporte público e por uma reforma urbana; o pacto pela Educação, nosso grande passaporte para o futuro, com o auxílio dos royalties e do fundo social do petróleo; o pacto pela Saúde, o qual prevê o envio de médicos para atender e salvar as vidas dos brasileiros que vivem nos rincões mais remotos e pobres do país; e o pacto pela Responsabilidade Fiscal, para garantir a viabilidade dessa nova etapa.

Senhoras e Senhores,

Passada a fase mais aguda da crise, a situação da economia mundial ainda continua frágil, com níveis de desemprego inaceitáveis.

Os dados da OIT indicam a existência de mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo.

Esse fenômeno afeta as populações de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação.

Os países emergentes, sozinhos, não podem garantir a retomada do crescimento global. Mais do que nunca, é preciso uma ação coordenada para reduzir o desemprego e restabelecer o dinamismo do comércio internacional. Estamos todos no mesmo barco.

Meu país está recuperando o crescimento apesar do impacto da crise internacional nos últimos anos. Contamos com três importantes elementos: i) o compromisso com políticas macroeconômicas sólidas; ii) a manutenção de exitosas políticas sociais inclusivas; iii) e a adoção de medidas para aumentar nossa produtividade e, portanto, a competitividade do país.

Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de um bom desempenho fiscal.

Seguimos, senhor presidente, apoiando a reforma do Fundo Monetário Internacional.

A governança do fundo deve refletir o peso dos países emergentes e em desenvolvimento na economia mundial. A demora nessa adaptação reduz sua legitimidade e sua eficácia.

Senhoras e senhores, senhor presidente

O ano de 2015 marcará o 70º aniversário das Nações Unidas e o 10º da Cúpula Mundial de 2005.

Será a ocasião para realizar a reforma urgente que pedimos desde aquela cúpula.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje.

É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU, face os novos desafios do século XXI.

Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestina.

Em importantes temas, a recorrente polarização entre os membros permanentes gera imobilismo perigoso.

Urge dotar o Conselho de vozes ao mesmo tempo independentes e construtivas. Somente a ampliação do número de membros permanentes e não permanentes, e a inclusão de países em desenvolvimento em ambas as categorias, permitirá sanar o atual déficit de representatividade e legitimidade do Conselho.

Senhor presidente,

O Debate Geral oferece a oportunidade para reiterar os princípios fundamentais que orientam a política externa do meu país e nossa posição em temas candentes da realidade e da atualidade internacional. Guiamo-nos pela defesa de um mundo multilateral, regido pelo Direito Internacional, pela primazia da solução pacífica dos conflitos e pela busca de uma ordem solidária e justa – econômica e socialmente.

A crise na Síria comove e provoca indignação. Dois anos e meio de perdas de vidas e destruição causaram o maior desastre humanitário deste século.

O Brasil, que tem na descendência síria um importante componente de nossa nacionalidade, está profundamente envolvido com este drama.

É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, homens, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas, do governo ou dos rebeldes.

Não há saída militar. A única solução é a negociação, o diálogo, o entendimento.

Foi importante a decisão da Síria de aceder à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e aplicá-la imediatamente.

A medida é decisiva para superar o conflito e contribui para um mundo livre dessas armas. Seu uso, reitero, é hediondo e inadmissível em qualquer situação.

Por isso, apoiamos o acordo obtido entre os Estados Unidos e a Rússia para a eliminação das armas químicas sírias. Cabe ao Governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do Direito Internacional, sem autorização do Conselho de Segurança. Isto só agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano.

Da mesma forma, a paz duradoura entre Israel e Palestina assume nova urgência diante das transformações por que passa o Oriente Médio.

É chegada a hora de se atender às legítimas aspirações palestinas por um Estado independente e soberano.

É também chegada a hora de transformar em realidade o amplo consenso internacional em favor de uma solução de dois Estados.

As atuais tratativas entre israelenses e palestinos devem gerar resultados práticos e significativos na direção de um acordo.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

A história do século XX mostra que o abandono do multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana e devastação.

Mostra também que a promoção do multilateralismo rende frutos nos planos ético, político e institucional.

Renovo, assim, o apelo em prol de uma ampla e vigorosa conjunção de vontades políticas que sustente e revigore o sistema multilateral, que tem nas Nações Unidas seu principal pilar.

Em seu nascimento, reuniram-se as esperanças de que a humanidade poderia superar as feridas da Segunda Guerra Mundial.

De que seria possível reconstruir, dos destroços e do morticínio, um mundo novo de liberdade, de solidariedade e prosperidade.

Temos todos a responsabilidade de não deixar morrer essa esperança tão generosa e tão fecunda.

Muito obrigada, senhores e senhoras.

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Brasil

 

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