RSS

Arquivo da tag: Fukushima

Diretor de agência defende despejo de água de Fukushima ao mar

Água contaminada vazou de um grande tanque de armazenamento em Fukushima. (Foto: Tokyo Electric Power Co / via Reuters)Água contaminada fica em tanques em Fukushima.
(Foto: Tokyo Electric Power Co / via Reuters)

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, defendeu nesta segunda-feira (17) a realização de um “vazamento controlado” ao mar da água radioativa armazenada na usina nuclear de Fukushima.

A gestão do volume de líquido radioativo, que era utilizado para esfriar os reatores parcialmente fundidos da central e armazenado em mais de um milhão de tanques, é um dos principais desafios da fábrica.

“Despejar a água após tratá-la cuidadosamente é uma prática comum da comunidade internacional”, afirmou Amano em entrevista no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Tóquio. Ele também destacou a recomendação que já transmitiu ao Japão de enviar uma missão de analistas do órgão.

“No entanto, é importante contar com a compreensão e o apoio das partes afetadas, neste caso, a prefeitura de Fukushima e os pescadores da região”, apontou o diretor-geral da AIEA, que insistiu que armazenar a água em contêineres não é “sustentável e não constitui uma solução de longo prazo”.

O plano divulgado pelo operador da central, Tokyo Electric Power (Tepco), e pelo governo do Japão é despejar a água após filtrá-la com um sistema projetado para retirar 62 tipos de materiais radioativos, exceto o trítio, isótopo que tem meia vida de, em média, 12 anos.

Demolição
Quanto ao prazo para desmontar a central, inicialmente estimado em 30 a 40 anos, Amano alertou que será necessário ter acesso aos núcleos fundidos, algo que até agora foi impossível, para avaliar realmente a duração do processo.

“Continuamos a insistir que o Japão deveria realizar a demolição com apoio internacional”, acrescentou.

Questionado sobre as informações que denunciaram as péssimas condições de segurança nas quais o pessoal terceirizado realiza os trabalhos de descontaminação em torno da usina, o diretor da AIEA se limitou a lembrar de que seu organismo “só fornece assistência técnica” e que isto é “responsabilidade do governo japonês e da Tepco”.

Amano também considerou que as novas regulações de segurança para as usinas nucleares no Japão, estabelecidas por causa do acidente de Fukushima “concordam, em linhas gerais, com os padrões da AIEA. Alguns aspectos, como a assistência a possíveis terremotos, estão entre os mais restritos do mundo”.

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, que planeja reativar em breve os reatores, comprometeu-se a impulsionar a reativação das centrais que cumprirem com estas regulações, apesar de grande parte da opinião pública japonesa estar contra a posição.

Fonte G1

Anúncios
 
1 comentário

Publicado por em 18 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

Projeção na Hungria contra energia nuclear lembra tragédia de Fukushima

Organização Greenpeace projeta nome Fukushima e logomarca que representa o uso de energia nuclear no prédio do Parlamento húngaro, em Budapeste (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)Organização Greenpeace projeta nome Fukushima e logomarca que representa o uso de energia nuclear no prédio do Parlamento húngaro, em Budapeste (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)

Ativistas da organização ambiental Greenpeace projetaram na madrugada desta terça-feira (11) no edifício do Parlamento da Hungria, em Budapeste, o nome da cidade de Fukushima e o símbolo usado pela ONG que remete ao uso de energia nuclear.

A ação lembra os três anos de um dos maiores desastres nucleares da história, ocorrido em março de 2011, quando a planta energética instalada em Fukushima sofreu danos graves após ser atingida por um terremoto, que gerou um tsunami.

Depois do acidente nuclear, 200 mil pessoas foram retiradas de localidades próximas da central de energia e 50 mil delas continuam sem poder voltar para seus lares em um raio de entre 10 e 20 km ao redor da usina.

Em todo o Japão, aproximadamente 267 mil pessoas ainda vivem em alojamentos temporários, mais da metade dos 470 mil que tiveram que deixar suas casas há três anos devido ao tsunami, o terremoto e o acidente nuclear.

No total, o terremoto e o tsunami causaram 15.884 mortos e 2.633 desaparecidos, segundo os últimos dados da Agência Nacional de Polícia.

Ação lembra os três anos do desastre de Fukushima, acidente nuclear provocado pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março de 2011 (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)Ação lembra os três anos do desastre de Fukushima, acidente nuclear provocado pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março de 2011 (Foto: MTI, Balazs Mohai/AP)

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , , , ,

Japoneses fazem ato contra ausência de penas pelo desastre de Fukushima

Homem enxuga as lágrimas enquanto houve um discurso em protesto contra falta de punição pelo acidente nuclear de Fukushima (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)Homem enxuga as lágrimas enquanto houve um discurso em protesto contra falta de punição pelo acidente nuclear de Fukushima (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)

Centenas de pessoas se manifestaram neste sábado (1º), em Tóquio, contra a decisão judicial de abandonar os processos contra os responsáveis pelo desastre nuclear de Fukushima, há três anos.

Cerca de 15 mil pessoas, cujas casas e fazendas foram afetadas pela radiação, apresentaram uma ação judicial em 2012 contra o governo japonês e os dirigentes da operadora da central Tokyo Electric Power (Tepco).

Em setembro, os juízes decidiram não emitir qualquer acusação por negligência, estimando que ninguém poderia prever o terremoto e nem um tsunami tão violento, como o que provocou a morte de 18 mil pessoas. Os juízes também não detectaram falhas na resposta à catástrofe.

“Foram muitas vítimas, mas não há ação judicial”, declarou Ruiko Muto, organizador da manifestação.

As autoridades não registraram nenhuma morte como consequência direta das emissões radioativas da central após o desastre de 2011.

Vários moradores de Fukushima se mataram por medo da radiação e outros morreram durante a evacuação das mais de 160 mil pessoas que se viram obrigadas a abandonar suas casas na zona afetada pelo terremoto.

Segundo as estatísticas oficiais publicadas na semana passada, 1.656 pessoas morreram por estresse ou por doenças ligadas à catástrofe nuclear.

 Mulher chora ao ouvir discurso sobre a falta de punição pelo desastre de Fukushima. (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno) Mulher chora ao ouvir discurso sobre a falta de punição pelo desastre de Fukushima. (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , , ,

Desmembrar usina é opção só no futuro, diz operadora de Fukushima

Presidente da Tokyo Electric Power, Naomi Hirose, durante entrevista na sede da companhia, em Tóquio (Foto: Reuters/Toru Hanai)Presidente da Tokyo Electric Power, Naomi Hirose,
durante entrevista na sede da companhia, em Tóquio
(Foto: Reuters/Toru Hanai)

Desmembrar a usina nuclear de Fukushima, da controladora Tokyo Eletric Power (Tepco), poderá ser uma opção apenas no futuro, caso a desativação da planta ocorra sem problemas.

Quase três anos depois de um devastador terremoto seguido de tsunami atingir a usina, a Tepco ainda está lutando para conter a água radioativa no local e recuperar suas finança.

“Pagar compensação (para desalojados), descontaminação da água e o trabalho na usina de Fukushima: há um monte de trabalho a ser feito… Temos que continuar fazendo isso, enquanto mantemos a segurança, o sentido de responsabilidade, o dever e a moral dos trabalhadores” , disse o presidente da Tepco, Naomi Hirose, em entrevista à Reuters, neste sábado (18).

Hirose disse que se as condições de trabalho melhorarem significativamente em Fukushima e a escassez de mão de obra deixar de ser um problema, a empresa poderá avaliar desmembrar a parte desativada Fukushima do resto da planta, sugestão feita por políticos desde o desastre. Mas, por enquanto, Hirose disse que continua se opondo a essa solução.

O Japão, na semana passada, aprovou um plano destinado à Tepco, maior empresa de serviço público da Ásia, cujo objetivo é reduzir em US$ 46 bilhões as despesas ao longo de 10 anos. Além disso, busca atualizar as usinas de combustíveis fósseis e realizar acordos com outras empresas para buscar gás natural liquefeito (GNL) de forma mais barata.

Mas o plano central para o renascimento da Tepco é o reinício dos reatores em Kashiwazaki Kariwa, a maior usina nuclear do mundo, já em julho, iniciativa que enfrenta forte oposição de um governador local, que defende a liquidação da empresa.

O governador Hirohiko Izumida, de Niigata, que abriga a usina Kashiwazaki – a cerca de 300 km a noroeste de Tóquio- disse na semana passada que o plano de Tepco não leva em conta a posição de acionistas e bancos responsáveis. Ele também disse que a Tepco não deve ser autorizada a considerar reiniciar suas outras instalações nucleares antes de uma revisão global do desastre de Fukushima.

Já a Tepco rebateu dizendo que pode ter de aumentar os preços de eletricidade em até 10% se a retomada de Kashiwazaki atrasar ainda mais.

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 21 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

Nova cibercâmera permite ver a central de Fukushima pela internet

A operadora da central nuclear japonesa anunciou nesta sexta-feira (10) que instalou uma segunda câmera para permitir ver ao vivo pela internet uma parte da situação dentro da central acidentada.

Uma câmera já estava instalada no reator 4. A nova está do outro lado, no reator 1.

Para a Tokyo Electric Power (Tepco), trata-se de uma operação de comunicação para ilustrar a vontade da companhia de “oferecer ao público mais transparência sobre a situação da central”.

São duas câmeras disponíveis para monitoramento: a câmera 1 e a câmera 4.

O acidente provocado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011 na central de Fukushima provocou no pior desastre nuclear desde Chernobyl (Ucrânia), em 1986.

As emissões radioativas resultantes obrigaram 52 mil pessoas que viviam perto da usina a se deslocarem e afetaram a agricultura, pecuária e pesca locais.

Imagem da central de Fukushima pela nova câmera instalada pela operadora, registrada às 6h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10) (Foto: Reprodução/Tepco)Imagem da central de Fukushima pela nova câmera instalada pela operadora, registrada às 6h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10) (Foto: Reprodução/Tepco)

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

Nova cibercâmera permite ver a central de Fukushima pela internet

A operadora da central nuclear japonesa anunciou nesta sexta-feira (10) que instalou uma segunda câmera para permitir ver ao vivo pela internet uma parte da situação dentro da central acidentada.

Uma câmera já estava instalada no reator 4. A nova está do outro lado, no reator 1.

Para a Tokyo Electric Power (Tepco), trata-se de uma operação de comunicação para ilustrar a vontade da companhia de “oferecer ao público mais transparência sobre a situação da central”.

São duas câmeras disponíveis para monitoramento: a câmera 1 e a câmera 4.

O acidente provocado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011 na central de Fukushima provocou no pior desastre nuclear desde Chernobyl (Ucrânia), em 1986.

As emissões radioativas resultantes obrigaram 52 mil pessoas que viviam perto da usina a se deslocarem e afetaram a agricultura, pecuária e pesca locais.

Imagem da central de Fukushima pela nova câmera instalada pela operadora, registrada às 6h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10) (Foto: Reprodução/Tepco)Imagem da central de Fukushima pela nova câmera instalada pela operadora, registrada às 6h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10) (Foto: Reprodução/Tepco)

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , ,

Japão quer fazer mini-fusão nuclear controlada para entender Fukushima

Usina utiliza sacos de areia em torno de tanques para ajudar na retenção de água tóxica. (Foto: Kyodo News / Via AP Photo)Usina de Fukushima utiliza sacos de areia em torno
de tanques para ajudar na retenção de água tóxica
(Foto: Kyodo News / Via AP Photo)

Cientistas japoneses informaram nesta quinta-feira (9) que planejam fazer uma fusão experimental controlada do núcleo de um reator atômico para entender melhor o acidente ocorrido em 2011 em Fukushima e poder agir adequadamente em outro acidente grave em uma usina nuclear.

Para isso, a Agência Japonesa de Energia Atômica quer usar uma espécie de modelo reduzido de reator no qual provocaria uma falha, algo que seria realizado em uma instalação de pesquisas de Tokaimura, ao norte de Tóquio.

“Queremos estudar exatamente como ocorrem estas fusões e tirar conclusões para melhorar o modo de enfrentar possíveis acidentes graves”, explicou um porta-voz da Agência.

Trata-se de entender melhor a reação do combustível dos três reatores de Fukushima, nos quais se registrou uma fusão do núcleo após o tsunami de março de 2011, que deixou a usina sem sistema de resfriamento, causando o que se considera o pior acidente atômico desde o de Chernobyl (Ucrânia), em 1986.

O projeto pode ser lançado entre 1º de abril e o final de março de 2015, indicou o porta-voz. ele afirmou que é a primeira experiência deste tipo no Japão, mas que países como a França ou os Estados Unidos realizaram testes comparáveis.

As autoridades não tinham previsto uma catástrofe como a de março de 2011. Desde então, adotaram disposições mais severas quanto à segurança dos reatores.

No começo de dezembro, especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) enalteceram os esforços e os avanços feitos em Fukushima, mas destacaram que “continua havendo questões muito difíceis que devem ser resolvidas para (garantir) a estabilidade a longo prazo da usina”.

No que diz respeito às “crescentes quantidades de água contaminada no local”, um dos maiores problemas na central, a AIEA propôs não descartar “a possibilidade de lançá-la ao mar respeitando os limites de contaminação autorizados”, uma ideia à qual se opõem de forma taxativa os pescadores locais, os países vizinhos e os grupos ambientalistas.

Fonte G1

 
1 comentário

Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , ,