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Arquivo mensal: janeiro 2014

‘Saio igual’, diz Figueiredo após reunião nos EUA sobre espionagem

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse nesta quinta-feira (30), após ouvir explicações de autoridades dos Estados Unidos sobre mudanças na espionagem, ter saído do encontro “igual”. Ele se reuniu em Washington com a conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice e, ao ser questionado se teria ficado “animado” após o encontro, respondeu:

Eu saio igual. As explicações serão analisadas pelo governo brasileiro e aí vamos ver”

“Eu saio igual. As explicações serão analisadas pelo governo brasileiro e aí vamos ver. A presidenta Dilma vai decidir sobre os próximos passos”, disse o ministro à GloboNews.

Em setembro do ano passado, após os jornais “The Guardian” e “O Globo” revelarem documentos que mostravam espionagem da Agência Nacional de Segurança a cidadãos, empresas e autoridades estrangeiras, incluindo a presidente Dilma Rousseff, Figueiredo afirmou que as ações de inteligência americanas eram “inadmissíveis” e “inaceitáveis”.

À época, o ministro afirmou ainda que, comprovadas as denúncias, a prática seria incompatível com a confiança necessária entre os dois países.

“Do nosso ponto vista, isso representa uma violação inadmissível e inaceitável da soberania brasileira. (…) Esse tipo de prática é incompatível com a confiança necessária a uma pareceria estratégica entre os dois países”, disse Figueiredo à época.

Após a reunião com Susan Rice nesta quinta-feira em Washington, o ministro se limitou a dizer que Brasil e Estados Unidos são “parceiros” e que têm questões a resolver.

“São relações densas, são relações importantes. São dois parceiros e temos questões a resolver. É isso que eu posso dizer”, afirmou.

De acordo com a assessoria do Itamaraty, o chanceler brasileiro também se reuniu nesta quinta-feira com o representante de Comércio do governo norte-americano, Mike Froman – o conteúdo do encontro, no entanto, não foi divulgado.  Segundo assessores de Figueiredo, os convites para as reuniões foram feitos pelos Estados Unidos.

O encontro entre Figueiredo e Susan Rice serviu para discutir, entre outros temas, as mudanças anunciadas no último dia 17 pelo presidente Barack Obama no monitoramento feito pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Obama prometeu, em discurso, interromper as atividades de espionagem de chefes de Estado de países aliados. Depois das denúncias de que o governo norte-americano havia espionado cidadãos de outros países, além de presidentes e  auxiliares próximos, as regras que regem a NSA foram alteradas.

Fonte G1

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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Espécies de peixes típicas do Peru são encontradas no interior do AM

Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado apenas no Lago da Onça, em Maraã (Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado
apenas no Lago da Onça, em Maraã
(Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)

Duas espécies de peixes, nunca antes documentadas no Brasil, foram encontradas por pesquisadores do Instituto Mamirauá, no município de Maraã, a 634km de Manaus. Comuns na Amazônia peruana, a Pyrrhulina zigzag e a Apistogrammoides pucallpaensis, são caracterizadas pela beleza ornamental e o porte pequeno. Segundo o técnico de pesquisa em ecologia e biologia de peixes, Jonas Oliveira, os peixes teriam migrado até o estado pelo Rio Amazonas, durante o período de cheia.

As espécies foram localizadas em uma área limite entre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e a Reserva Extrativista Auati-Paraná, região ainda não estudada por pesquisadores. As amostras foram coletadas em quatro expedições realizadas nos períodos de seca, enchente, cheia e vazante, de 2013. As duas espécies foram encontradas em todas as ocasiões.

Os pesquisadores tiveram cinco pontos dentro desta área para coletar os dados. Neste período, o Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado apenas no Lago da Onça. Já a espécie Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos ao longo do Solimões, sempre nas áreas de várzea.

Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos da margem do Rio Solimões (Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos
da margem do Rio Solimões
(Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)

As possibilidades para a mudança de ambiente desses peixes são inúmeras. De acordo com Oliveira, os peixes podem ter saído da área de lama atrás dos chamados ‘capins flutuantes’, plantas aquáticas comuns em brejos, que servem de alimento para as espécies. Segundo ele, as macrofitas se soltam do solo e descem o rio nos períodos de cheia, em direção ao Amazonas.

De acordo com a líder do Grupo de Pesquisa Ecologia e Biologia de Peixes do Instituto Mamirauá, Danielle Pedrociane, o próximo passo é analisar a incidência desses animais na região, bem como descobrir o motivo do encontro das espécies no rio Auati-Paraná, que faz confluência com os rios Japurá e Solimões.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Atraso na saída de armas químicas da Síria preocupa EUA, diz Pentágono

O secretário de Estado de Defesa americano Chuck Hagel expressou nesta quinta-feira (30) a preocupação de seu país ante o fato de que a Síria somente retirou de seu território menos de 5% de seu arsenal químico.

“Os Estados Unidos estão preocupados porque o governo sírio está atrasando a transferência de armas químicas”, afirmou à imprensa em Varsóvia.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Ministério da Saúde lança aplicativo que integra Samu ao Facebook

Usuário precisa clicar no botão na tela para acionar o Samu (Foto: Reprodução)Usuário precisa clicar no botão na tela para acionar
o Samu (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (30) um aplicativo que permite acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com apenas um toque na tela de smartphones, tablets e na página do serviço no Facebook. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha em visita à feira Campus Party, que acontece até o domingo (2) na cidade de São Paulo.

De acordo com o ministério, a criação do aplicativo, que se conecta à rede social Facebook e ao serviço de mapa de trânsito colaborativo Waze, tem como objetivo “diminuir o tempo de espera para cada atendimento realizado, com mais transparência”. Os testes serão realizados no carnaval de Salvador e na Copa do Mundo no Brasil.

Ao solicitar o serviço, além de chamar a ambulância facilmente, o usuário poderá ter auxílio de mapa do trajeto percorrido pela ambulância até chegar ao local do atendimento.

O aplicativo pode ser acionado pelo site “samuemergencia.com.br” (clique aqui para acesar) e exige ter uma conta no Facebook. Ao entrar no endereço ele fará a conexão com a conta da rede social.

Será necessário, também, preencher informações sobre a saúde do usuário como, por exemplo, se ele tem plano de saúde, se tem hipertensão ou diabetes. Os dados serão disponibilizados para a equipe que prestará o socorro. Também é necessário escolher familiares e amigos para serem avisados automaticamente em caso de emergência, ou seja, quando for acionado o serviço do Samu. O chamado também será registrado na página do usuário.

De acordo com o ministério, a medida deve diminuir o tempo de resposta para os atendimentos, “uma vez que o aplicativo fornece de forma automatizada e instantânea para o sistema todas as informações básicas que são solicitadas pelo técnico que atende ao chamado – os dados de identificação e localização precisos são enviados pela internet”.

“Tenho uma preocupação muito grande que a gente possa ter soluções de TI para melhorar a transparência, para que o cidadão possa acompanhar melhor os recursos, o atendimento, como é que é feita a cobrança. Então, estamos lançando esse aplicativo e esperando que vocês [participantes da Campus Party] possam dar sugestões, aperfeiçoar ou criar outras soluções”, disse o ministro em nota divulgada no site do Ministério da Saúde.

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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Papa substitui cardeal à frente de autoridade financeira do Vaticano

O Papa Francisco substituiu nesta quinta-feira (30) um cardeal que desempenhou um papel central nas finanças do Vaticano durante mais de uma década, seu gesto mais recente para reformar o organismo financeiro associado a seu antecessor.

O Vaticano afirmou que o Papa aceitou a demissão do cardeal Atillio Nicora como presidente da Autoridade de Informação Financeira do Vaticano (AIF), seu organismo regulatório interno.

Nicora, de 76 anos, exercia funções de alto nível nas finanças do Vaticano desde 2002. Ele foi substituído pelo bispo Giorgio Corbellini, de 66 anos, que tem um histórico de reformas dentro da burocracia do Vaticano.

A mudança, que se segue à troca de quatro cardeais ligados ao banco do Vaticano em 15 de janeiro – incluindo o brasileiro dom Odilo Scherer – acontece no momento em que Francisco se aproxima do primeiro aniversário de um pontificado marcado pela austeridade e sobriedade.

Com o gesto desta quinta-feira, o Papa rompeu quase totalmente com a estrutura financeira que herdou de Bento 16, que se aposentou no ano passado.

Entre 2002 e 2011, Nicora serviu como chefe da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (Apsa), que cuida dos investimentos imobiliários da cidade-Estado e dos portfólios financeiros e de ações e ainda atua como departamento de compras e de recursos humanos.

Entre 2007 e 2013, ele também integrou uma comissão de cardeais que supervisionou o problemático Banco do Vaticano, que atualmente passa por um processo de reforma para adaptá-lo aos padrões internacionais de transparência e contra a lavagem de dinheiro.

Um relatório de 2012 da Moneyval, um comitê de monitoramento do Conselho da Europa, expressou preocupação de que havia pessoas com cargos tanto na AIF, cujo mandato inclui a regulação do banco, quanto no próprio banco.

Velha Guarda
Nicora deixou o posto de supervisor do banco no ano passado, mas manteve seu cargo na AIF até quinta-feira.

A AIF terá um papel vital na reorganização das finanças do Vaticano nos próximos meses, quando as reformas de Francisco devem se intensificar. A Autoridade de Informação conduzirá uma investigação dentro do banco em breve a pedido da Moneyval.

Uma fonte do Vaticano disse que teria sido constrangedor para Nicora ter qualquer papel na investigação dos departamentos nos quais outrora teve cargos altos.

Ele disse que Nicora era parte da velha guarda, que teve que ser posta de lado por causa de sua associação passada tanto com o banco quanto com a Apsa durante um dos períodos mais turbulentos para as finanças do Vaticano.

Nicora estava no comitê supervisor de cardeais do banco, oficialmente conhecido como Instituto para as Obras de Religião (IOR) em 2012, quando o então presidente do IOR, Ettore Gotti Tedeschi, foi demitido pelo conselho não-clerical do banco.

O conselho disse que ele era um mau gerente, mas Gotti Tedeschi afirmou ter sido demitido por querer que o banco fosse mais transparente.

A Apsa, outro departamento que Nicora encabeçou durante anos, está sendo investigado pelo Promontory Financial Group, uma empresa independente.

O monsenhor Nunzio Scarano, um prelado que trabalhou na Apsa durante 22 anos como contador e está preso sob acusações de contrabando e lavagem de dinheiro, disse a magistrados italianos que a Apsa operava como um banco paralelo.

Scarano disse que pessoas de fora podiam ter conta na Apsa, embora seja contra seu regulamento.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Amanda Knox é condenada em novo julgamento na Itália

Raffaele Sollecito e seu advogado Luca Maori aguardam veredicto em Florença, na Itália, nesta quinta-feira (30) (Foto: AP/Fabrizio Giovannozzi)Raffaele Sollecito e seu advogado Luca Maori enquanto aguardavam veredicto em Florença, na Itália, nesta quinta-feira (30) (Foto: AP/Fabrizio Giovannozzi)Amanda Knox voltou aos EUA após libertação e poderá ser julgada novamente à revelia (Foto: BBC)Amanda Knox voltou aos EUA após libertação
(Foto: BBC)

A americana Amanda Knox foi considerada culpada no segundo recurso do julgamento do assassinato de Meredith Kercher – a jovem britânica de 21 anos encontrada morta por esfaqueamento em uma república de estudantes, em novembro de 2007. Amanda foi condenada a 28 anos e seis meses de prisão e seu ex-namorado Raffaele Sollecito a 25 anos.

Amanda Knox e Raffaele Sollecito haviam sido absolvidos do crime em 2011 – numa segunda instância após uma primeira condenação. O crime voltou à tona em 26 de março de 2013, quando o mais alto tribunal criminal de Itália anulou a absolvição de Knox e ordenou um novo julgamento.

Knox, agora estudante na Universidade de Washington, Estados Unidos, divulgou um comunicado através de um porta-voz da família dizendo que estava confiante de que seria absolvida novamente.

A Suprema Corte de Cassação da Itália decidiu que o tribunal de apelações em Florença deveria voltar a julgar o caso.

Knox, agora com 25 anos, e Sollecito, 29, foram presos logo após o corpo de Kercher ser encontrado em 2007 com a garganta cortada e em meio a uma poça de sangue em seu quarto em Perugia. Knox e Kercher dividiam o apartamento.

Procuradores alegaram que Kercher foi vítima de um jogo sexual movido a drogas. Knox e Sollecito negaram as acusações e disseram que eles não estavam no apartamento naquela noite, embora tenham admitido que fumaram maconha e que a memória estava ‘nublada’ naquele dia.

Um homem de Costa do Marfim, Rudy Guede, foi condenado pelo assassinato em um processo separado e está cumprindo uma sentença de 16 anos.

Knox e Sollecito foram inicialmente condenado pelo assassinato e a penas de prisão longas, mas foram absolvidos em segunda instância em 2011. Depois de quase quatro anos atrás das grades, na Itália, Knox retornou à sua cidade natal, Seattle, e Sollecito retomou seus estudos de ciência da computação.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Síria ainda pode alcançar prazo para entrega de armas, dizem EUA

Os Estados Unidos, por meio de uma porta-voz do departamento de Estado, disse nesta quinta-feira (30) que a Síria ainda pode alcançar o prazo de sua obrigação em remover as armas químicas. Segundo Jen Psaki, a ameaça de uso de força contra o regime sírio nunca foi tirada de cena, mas que os EUA preferem buscar meios diplomáticos.

No ano passado, Washington considerou atacar o país militarmente para punir Damasco por usar armas químicas em uma guerra civil de três anos.

Com os prazos estourando, ps EUA dizem que a Síria removeu apenas 4% de seu arsenal declarado, embora Psaki tenha dito que ainda há tempo para o prazo se esgotar.

Negociações de paz
A oposição síria diz ter os nomes de cerca de 50 mil presos que estariam sob poder do regme desde poucas semanas antes do início das negociações de paz em Genebra – entre o governo do presidente Bashar al-Assad e a oposição síria no exílio. Numa tentativa de chamar a atenção para o tema no dia da abertura das negociações, dois representantes da oposição levaram fotos do dissidente veterano Abdelaziz al-Khayyer, que desapareceu em Damasco há dois anos.

O governo declarou que a lista que recebeu tinha bem menos nomes e que a maioria deles ou já tinha sido libertada ou nunca havia sido presa.

No entanto, em Damasco, as prisões arbitrárias continuam a arrasar famílias.

Os que sobrevivem à prisão enfrentam novas dificuldades depois da libertação. Eles são frequentemente “aconselhados” a deixar o país. Os que não podem terminam vulneráreis a extorsões de autoridades corruptas.

Ayman, de 50 e poucos anos, foi preso por um período curto em 2011, acusado de organizar protestos contra o governo, o que ele nega.

Durante duas semanas na prisão, ele disse ter sido espancado, humilhado e sofrido abuso psicológico.

O caso de Ayman se assemelha a muitos citados no relatório da organização Human Rights Watch, sediada nos Estados Unidos. O documento acusa as autoridades sírias de manterem dezenas de milhares de presos políticos e diz que a tortura havia se tornado comum.

Às vésperas da conferência de Genebra, a Síria negou a tortura e a morte de presos, chamando tais acusações de uma tentativa de minar as negociações.

Ayman, quando libertado, foi aconselhado a deixar o país, algo que ele diz que não pode fazer devido aos laços familiares e aos negócios.

“Eu continuo sendo contactado por eles. Outro dia eles ligaram e me disseram que eu deveria fazer uma visita para uma xícara de café”, afirmou ele na sua casa, nas região central de Damasco.

Ele disse que regularmente recebe a visita de uma autoridade do setor de inteligência em busca de propina. “Acho que já gastei uns US$ 3.000 em propina desde que fui libertado”, declarou.

Outros ex-presos terminam deixando o país. “Eu não vou viver paralisado pela paranoia”, afirmou Mohammad, de 28 anos. Ele ficou 20 meses preso em Damasco e, como outros ex-detentos, pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome. O irmão mais velho dele também foi preso e morreu sob custódia.

“Eles me disseram que enquanto eu estivesse na Síria eles não poderiam garantir que eu não fosse preso por outra agência de inteligência”, afirmou Mohammad, durante encontro com a Reuters no vizinho Líbano. Ele foi preso pela Inteligência da Força Aérea.

Como milhares de ex-presos no exterior, Mohammad não tem ideia de quando vai poder retornar. Ele procura uma oportunidade de asilo político na Europa.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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