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Dilma se reunirá com Bachelet nesta terça, informa Itamaraty

A presidente Dilma Rousseff tem uma reunião marcada para esta terça-feira (11) com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet.  De acordo com o subsecretário-Geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, a reunião vai tratar do comércio bilateral entre os países.

Dilma viajará para Viña Del Mar ainda nesta segunda (10) às 17h30, de acordo com a agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto. A previsão de chegada da presidente no país é  21h30. A assessoria da presidente informou que ainda divulgará a data da volta.

A posse da nova presidente do Chile ocorrerá nesta terça-feira. Michelle Bachelet foi eleita em dezembro do ano passado, em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.

Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.

Segundo o embaixador Antonio Simões, às 12h desta terça (horário local), a presidente Dilma participará da cerimônia de transmissão de cargo no Congresso Nacional, que fica em Valparaíso, cidade vizinha a Viña Del Mar. Em seguida, por volta das 13h, Dima voltará para Viña Del Mar, onde irá se encontrar com Michelle Bachelet e outros presidentes para almoço oficial. Na sequência, haverá foto com todos os presidentes presentes.

Comércio
Na avaliação do embaixador Antonio Simões, o Chile é um “tradicional parceiro do Brasil em termos de comércio”. Segundo ele, o Chile está em terceiro lugar em volume de comércio com o Brasil entre os países da América Latina, com US$ 9 bilhões registrados no ano passado, atrás somente da Argentina, em primeiro lugar, e do México, em segundo.

Ainda de acordo com o embaixador, o Brasil é atualmente o principal destino dos investimentos externos do Chile, com cerca de US$ 22 bilhões investidos. “Hoje, também há cerca de 70 empresas brasileiras no Chile, nas áreas de energia, mineração, fármacos, no setor aéreo, entre outros”, disse Antonio Simões.

O embaixador ressaltou em entrevista a jornalistas nesta manhã que 98% do comércio bilateral entre Brasil e Chile circula com tarifa zero.

“Nós temos perspectivas muito boas de avançar na área de energia, educação, infraestrutura, direitos humanos e a nossa ideia é que o Brasil esteja cada vez mais próximo do Chile, e estamos muito felizes com a perspectiva de ter o Chile cada vez mais integrado na economia da America do sul”, disse o embaixador.

Crise na Venezuela
De acordo com o embaixador, a presidente Dilma não irá discutir com Michelle Bachelet a crise na Venezuela. O país passa por onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro e cerca de 20 pessoas já morreram em manifestações.

Antonio Simões informou que na quarta-feira (12), em Santiago, capital do Chile, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, irá se reunir com chanceleres de outros países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para tratar da crise venezuelana.

Segundo o embaixador, Figueiredo irá apresentar aos países a posição do Brasil quanto à situação na Venezuela, reiterando notas divulgadas em conjunto com os países que compõem o Mercosul, a Unasul e a Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

“No dia 11, o governo brasileiro entende que é um dia de festa para o Chile, essas cerimônias são com atos. (…) Por isso os chanceleres estão com agenda para reunião no dia 12, para tratar da questão da Venezuela. Por enquanto, não está previsto pronunciamento de presidentes sobre o assunto. Houve consenso por parte dos presidentes de que o assunto Venezuela será entre chanceleres”, disse o embaixador.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de março de 2014 em Brasil

 

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Para Dilma, não haverá integração na América Latina e no Caribe sem Cuba

A presidente Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (28) que não haverá plena integração na América Latina e no Caribe sem a inclusão de Cuba. Diante de uma plateia de chefes de Estados do continente latino-americano, a chefe do Executivo brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto desde a década de 1960 pelos Estados Unidos a Cuba.

“Criticamos com empenho a política de bloqueio a Cuba. Temos a convicção de que não haverá verdadeira integração econômica na América Latina e no Caribe sem Cuba”, defendeu Dilma durante discurso na 2ª Cúpula dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

A presidente classificou o embargo norte-americano como “anacrônico”. Ao destacar o “êxito” alcançado pelo país governado por Raúl Castro à frente da Celac, a petista enfatizou ter certeza de que sua posição sobre o bloqueio de Washington era compartilhado por todos aqueles que “nunca se conformaram em ver Cuba excluída dos fóruns regionais e multilaterais”.

O bloqueio dos Estados Unidos imposto a Cuba foi declarado em 1962, durante a Guerra Fria, após Fidel Castro implantar o regime socialista na ilha caribenha e estatizar diversas empresas norte-americanas que atuavam no país.

O embargo comercial determinado por Washington proíbe o comércio e transações financeiras entre os dois países. Em 2013, pelo 22º ano seguido, a Assembleia Geral da ONU condenou o bloqueio, que já é um dos mais longos da história.

Nesta segunda-feira (27), em meio à cerimônia de inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, Dilma classificou como injusto o bloqueio da Casa Branca. Na ocasião, ela ressaltou que, apesar do embargo, o regime dos irmãos Castro gera o terceiro maior volume comercial do Caribe.

Superação das desigualdades
No discurso da cúpula da Celac, Dilma voltou a falar sobre a importância dos mercados latino-americanos e caribenhos em um cenário pós-crise econômica mundial. Na visão da presidente, o atual cenário internacional torna os países do continente mercados “cada vez mais estratégicos”.

“O inicio deste momento de pós-crise que agora vivemos e as turbulências geradas pela redução dos estímulos monetários pelos países desenvolvidos, ou seja, pela saída da crise dos países desenvolvidos, torna o tamanho de nossos mercados cada vez mais estratégicos e coloca no centro dos desafios a nossa capacidade de construir, de articular e de criar entre nós ações concretas de cooperação no âmbito da Celac”, destacou.

Ela também comentou sobre as diferenças econômicas, sociais e culturais da região. De acordo com Dilma, por terem optado por modelos políticos e econômicos “diversos”, as nações da América Latina e do Caribe terão de dialogar respeitosamente entre si e buscar cuidadosamente o consenso.

Copa do Mundo
Ao final de seu pronunciamento aos colegas latino-americanos e caribenhos, a chefe do Executivo convidou todos os representantes dos países do bloco a viajarem ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

“O Brasil receberá a todos os países do mundo e, aqui quero dizer, em especial aos povos latino-americanos e caribenhos, com quem repartimos a maestria do futebol na nossa região, para comparecer à Copa do Mundo. Serão todos muito bem-vindos”, disse.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Presidente do México se reúne com Dilma em Havana

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff, nesta terça-feira, na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), e felicitou-a por sediar a Copa do Mundo de futebol este ano.

‘No encontro (…) ambos os presidentes definiram os temas que serão abordados na terceira reunião da Comissão Binacional México-Brasil’, em fevereiro, no México, informou a presidência mexicana em uma nota.

‘O presidente do México felicitou a presidente do Brasil pela organização do Mundial de Futebol, que acontecerá em seu país este ano, e lhe desejou sucesso’, acrescentou a nota.

Essa é a segunda reunião dos dois presidentes das maiores potências econômicas da América Latina, depois de um encontro em janeiro de 2013 no Chile, no âmbito da cúpula anterior da Celac.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Dilma chega a Cuba para inaugurar porto financiado pelo Bndes

Presidente Dilma Rousseff chega em Cuba neste domingo (26) para visita oficial (Foto: AFP PHOTO/YAMIL LAGE)Presidente Dilma Rousseff chega em Cuba neste
domingo (26). (Foto: AFP PHOTO/YAMIL LAGE)

A presidente Dilma Rousseff chegou na tarde deste domingo (26) em Havana, Cuba. O avião presidencial pousou no aeroporto Jose Marti por volta das 14h50, no horário local, 18h50 no horário de Brasília.

Nesta segunda, Dilma inaugura, ao lado do presidente cubano Raúl Castro, a primeira fase do Porto de Mariel, obra financiada pelo BNDES.

No dia seguinte, Dilma participará, em Havana, da 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). O evento internacional terá como tema a luta contra a fome, a pobreza e as desigualdades na região.

Fonte G1

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Em Cuba, Dilma classifica de ‘injusto’ bloqueio comercial ao país caribenho

Em cerimônia de inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, a presidente Dilma Rousseff classificou como injusto o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha desde a década de 1960. Em seu discurso, Dilma ressaltou que, apesar do embargo, o país governado por Raúl Castro gera o terceiro maior volume comercial do Caribe.

“Mesmo sendo submetido ao injusto bloqueio econômico, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe”, destacou a chefe do Executivo diante do colega cubano.

O bloqueio dos Estados Unidos imposto a Cuba foi declarado em 1962, durante a Guerra Fria, após Fidel Castro implantar o regime socialista na ilha caribenha e estatizar diversas empresas norte-americanas que atuavam no país.

O embargo comercial determinado por Washington proíbe o comércio e transações financeiras entre os dois países. Em 2013, pelo 22º ano seguido a Assembleia Geral da ONU condenou o bloqueio, que já é um dos mais longos da história.

Na ocasião, o chanceler cubano Bruno Rodríguez disse que o custo econômico dos mais de 50 anos de embargo é de US$ 1,157 trilhão. Desde o início dos anos 2000, no entanto, a venda de remédios e alimentos norte-americanos para Cuba é permitida.

No início da cerimônia de inauguração do empreendimento portuário, foram executados o hino cubano e o brasileiro. Em seguida, Dilma e o colega cubano, Raúl Castro, cortaram juntos a fita inaugural.

Outros chefes de Estado sul-americanos, como Evo Morales (Bolívia) e Nicolas Maduro (Venezuela), também participaram da inauguração. Eles estão em Cuba para participar da II Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que terá início nesta terça (28).

A modernização do Porto de Mariel custou US$ 957 milhões, sendo que a maior parte, US$ 682 milhões, foi financiada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). De acordo com informações do Blog do Planalto, para liberar o financiamento, o banco exigiu que pelo menos US$ 802 milhões fossem gastos no Brasil, na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros.

Ainda de acordo com o blog, a área criada no porto equivale a 450 km²  e, durante sua construção, foram criados 150 mil empregos no Brasil, sejam diretos, indiretos ou induzidos.

A presidente sustentou também que o desempenho de Cuba “aumentará substancialmente” com a entrada em funcionamento do porto e da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel.

Em seu discurso, Dilma anunciou que o BNDES também financiará a segunda etapa de construção do porto, com US$ 290 milhões. “Várias empresas brasileiras já manifestaram interesse em instalar-se na zona especial”, ressaltou.

A presidente manifestou ainda interesse em aumentar o fluxo econômico entre Cuba e Brasil e anunciou o envio de uma comissão de empresários. Segundo ela, há “grandes oportunidades de desenvolvimento” nos setores de equipamentos para a saúde, medicamentos e vacinas.

“O Brasil quer se tornar um parceiro econômico de primeira ordem econômica para Cuba. Acreditamos que uma maneira de estimular essa aliança é aumentar o fluxo bilateral de comércio”, enfatizou a presidente.

Amizade
Ao longo de seu discurso, Dilma voltou a reforçar a importância de Cuba dentro do cenário latino-americano. Ela disse que o fato de a 2ª Cúpula da Celac ser realizada no território cubano é uma evidência da importância do país na integração da América Latina e do Caribe. “Somente com Cuba nossa região estará completa”, sustentou.

Dilma disse ainda que a amizade entre Brasil e Cuba se nutre em interesses comuns, no diálogo cultural e na cooperação. Para ela, o porto de Mariel permanecerá “como um símbolo dessa amizade verdadeira”.

Mais Médicos
Durante a cerimônia, Dilma Rousseff aproveitou para “agradecer de público” o governo e o povo cubano pelo envio de médicos para o programa Mais Médicos, iniciativa do governo federal que contrata profissionais para atuar nas periferias de grandes cidades e no interior do país. Desde o lançamento do programa, Cuba já enviou 5.378 médicos para atuar no Brasil.

“A participação dos médicos cubanos é amplamente aprovada pelo povo brasilerio e é uma prova efetiva de solidariedade e coooperação que preside a relação entre os nossos países”, discursou a presidente.

Fonte G1

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Dilma cria perfil em rede social para publicação de vídeos

Perfil lançado pela presidente Dilma Rousseff no Vine (Foto: Reprodução)Perfil lançado pela presidente Dilma Rousseff no Vine (Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff inaugurou nesta quinta-feira (23) conta na rede social Vine, utilizada para a publicação de vídeos. O primeiro post de Dilma foi uma série de imagens de estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014.

Dilma anunciou sua estreia na rede social por meio do Twitter. “Ontem entregamos + um estádio p/ a #CopaDasCopas e a nossa estreia no Vine é sobre isso”, escreveu na rede social, onde sugeriu o link para sua página no Vine.

O Vine é uma rede social para publicação de vídeos curtos. Na página, é indicado ao usuário que há a possibilidade de agregar amigos e também acompanhar outras postagens. O Vine também está disponível em aplicativo e pode ser baixado gratuitamente para smartphones.

Dilma aumentou sua participação em redes sociais desde o ano passado. Em setembro, a presidente retomou as atividades no microblog Twitter, que não havia sido utilizado desde as eleições presidenciais, em 2010. Dilma, também no ano passado, chegou a receber, no Palácio do Planalto, o criador do perfil “Dilma Bolada”, Jéferson Monteiro. À época, Dilma também aderiu ao Instagram, rede social onde podem ser publicados vídeos e fotos.

Já em novembro, Dilma criou o seu perfil no Facebook. Inspirado no modelo adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a página é considerada institucional, com previsão de algumas postagens pessoais de Dilma. Ela anunciou a criação pelo Twitter, com um vídeo, no qual convidava os internautas a acompanharem as atividades do governo federal.

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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Ao lado de Hollande, Dilma diz ‘ter certeza’ de que Brasil vencerá Copa

Em um momento de descontração na visita do presidente da França, François Hollande, a Brasília, Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (12) estar segura de que o Brasil sairá vencedor na Copa do Mundo de 2014. Hollande desembarcou nesta quinta ao Brasil para uma extensa agenda oficial, que incluiu recepção com honras de chefe de Estado no Palácio do Planalto.

“Tenho certeza que o Brasil sairá vencedor, mas espero que a França tenha uma colocação muito expressiva. Isso como torcedora”, brincou Dilma, arrancando risadas do público que acompanhava pronunciamento dos dois chefes de Estado, no Palácio do Planalto.

Ao lado da colega brasileira, Hollande também fez comentários sobre a Copa do Mundo do Brasil. O francês destacou que se “lembra muito bem” de algumas finais do campeonato mundial, em referência à final da Copa de 1998, quando a França derrotou o Brasil e sagrou-se campeã.

“Eu quero dizer que lembro de algumas finais de Copa do Mundo, especialmente uma final da Copa do Mundo”, ressaltou.

Entrando no clima de brincadeira, Hollande frisou ainda que não assumiu com a presidente brasileira qualquer compromisso para que o Brasil vença o próximo mundial. “Sobre a Copa do Mundo quero dizer que não me comprometi [na reunião com Dilma] de maneira alguma com a vitória do Brasil. Não assumi compromisso nenhum.”

Fonte G1

 
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Publicado por em 12 de dezembro de 2013 em Brasil

 

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Mãe pede que Dilma interceda para libertar brasileira presa na Rússia

Rosângela participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo (Foto: Reprodução/TV Globo)Rosângela participou do programa Encontro com Fátima Bernardes (Foto: Reprodução/TV Globo)

A mãe da ativista brasileira presa na Rússia junto com outros 29 integrantes do Greenpeace por organizar um protesto em uma plataforma petrolífera no Ártico fez um apelo à presidente Dilma Rousseff para que interceda junto ao governo russo e antecipe o retorno da bióloga. Rosângela Maciel participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, na manhã desta quinta-feira (3).

“Gostaria de fazer um apelo à presidente Dilma para que ela ajude a Ana Paula a voltar para o Brasil”, disse Rosângela, que não pretende ir para o país onde a filha está detida, mas espera conseguir falar com ela em breve. Uma representante do Greenpeace entrou em contato e disse que há a possibilidade dela fazer uma ligação para a família nos próximos dias.

O Ministério das Relações Exteriores deve encaminhar ajuda para que Ana Paula Alminhana Maciel responda o processo em liberdade. Se condenados, os ativistas podem pegar até 15 anos de prisão.

“A informação que eu tenho é essa. Minha filha está sendo bem assessorada pelo Greenpeace. Eu não acredito que eles serão condenados. O grupo todo só quer fazer o bem, não merecem ser castigados”.

Ativista brasileira Paula Maciel é vista presa em Murmansk, Rússia, no domingo (29) (Foto: Greenpeace/AP)Ativista brasileira durante uma audiência no tribunal
russo (Foto: Greenpeace/AP)

Nesta quinta-feira todos os 30 ativistas do Greenpeace presos na Rússia foram acusados formalmente por pirataria. Os denunciados que receberam a acusação podem cumprir penas de até 15 anos de prisão. A bióloga brasileira e 29 ambientalistas da ONG foram presos em 18 de setembro após uma ação de protesto contra exploração de petróleo no Ártico.

Advogados do Greenpeace entraram com recursos contra a recusa do estabelecimento de fiança para os 30 acusados, mas todos os 30 recursos foram arquivados, segundo a organização.

A embarcação Arctic Sunrise foi interceptada pela guarda costeira russa no mar ao norte do país. Eles ficaram detidos no navio, sendo conduzidos posteriormente a um tribunal de Murmansk. Lá, foram colocados dentro de celas provisórias.

Os ativistas condenados procedem de 19 países: Brasil, Rússia, EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, República Tcheca, Polônia, Turquia, Dinamarca, Finlândia, Suécia e França.

De acordo com o diretor-executivo da ONG, Kumi Naidoo, a acusação de pirataria está sendo lançada “contra homens e mulheres cujo único crime é a posse da consciência”. “Isso é ultrajante e representa nada menos do que um ataque ao direito fundamental de protesto pacífico”, explicou, complementando que o Greenpeace não se intimidará com a ação.

Itamaraty tenta ajudar
O Ministério das Relações Exteriores divulgou que o embaixador do Brasil na Rússia, Fernando de Mello Barreto, deve assinar uma “carta de garantia” destinada aos advogados de defesa da brasileira Ana Paula Maciel.

Segundo o Itamaraty, o instrumento fornecido pela diplomacia brasileira atende a um pedido dos advogados de Ana Paula, que tem o intuito de garantir ao governo russo que a a brasileira vai comparecer a todas as audiências solicitadas.

A carta poderá ser utilizada pela defesa para pedir que a ativista responda ao processo em liberdade. De acordo com o Itamaraty, a instrução para a elaboração da carta foi dada pelo ministro brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo Machado. Dez advogados, todos da Rússia, trabalham na defesa dos ativistas detidos.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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Dilma diz na ONU que espionagem fere soberania e direito internacional

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (24) em discurso de abertura da  68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, que as ações de espionagem dos Estados Unidos no Brasil “ferem” o direito internacional e “afrontam” os princípios que regem a relação entre os países.

Dilma iniciou o discurso, de 23 minutos, lamentando atentado terrorista da semana passada no Quênia que matou mais de 50 pessoas. “Jamais transigiremos com a barbárie”, disse.

Em seguida, passou a criticar as ações de espionagem dos Estados Unidos das quais ela, assessores e a estatal Petrobras foram alvos, segundo revelou o programa Fantástico.

“Quero trazer à consideração das delegações uma questão à qual atribuo a maior relevância e gravidade. Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial”, disse Dilma no discurso, tradicionamente proferido pelo presidente do Brasil, primeiro país a aderir à ONU em 1945.

Imiscuir-se dessa forma na vida dos outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas.”

A presidente destacou que o Brasil apareceu como alvo “dessa intrusão”.

“Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes com alto valor econômico e mesmo estratégico – estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República do Brasil tiveram suas comunicações interceptadas”, afirmou.

Para a presidente, “imiscuir-se dessa forma na vida dos outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas”.

Diante das delegações de mais de 190 países, inclusive dos Estados Unidos, Dilma afirmou que “não procedem” as afirmações do governo norte-americano de que a interceptação da comunicação de autoridades destina-se a proteger os cidadãos contra o terrorismo.

A fala de Dilma antecedeu o discurso do presidente norte-americano, Barack Obama. Na última terça-feira (17), ela anunciou o adiamento da visita de Estado que faria em outubro a Washington, nos Estados Unidos, em razão das denúncias de espionagem.

A presidente brasileira afirmou que “ações ilegais” são “inadmissíveis”.

As tecnologias de telecomunicações e informação não podem ser novo campo de batalha entre os estados. Este é o momento de criamos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.”

“Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos fundamentais dos cidadãos de outro país. Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo”, afirmou Dilma.

A presidente destacou que o Brasil é pacífico e democrático e não tem histórico de terrorismo. Segundo ela, o país “sabe se proteger” e “repudia” e “não dá abrigo” a grupos terroristas. “Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do direito internacional”, disse.

Ao lembrar que lutou na juventude contra a ditadura militar, a presidente afirmou que vai defender “de modo intransigente” o direito à privacidade dos indivíduos.

“Sem ele, o direito à privacidade, não há efetiva liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva à democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, afirmou Dilma.

De acordo com a presidente, o problema afeta a própria comunidade internacional. “Temos que criar as condições para evitar que o espaço cibernético seja arma de guerra”, disse.

Dilma Rousseff faz discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU e critica práticas de espionagem dos EUA (Foto: Stan Honda/AFP)Dilma Rousseff durante discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU (Foto: Stan Honda/AFP)

Internet
Para Dilma, a ONU deve liderar uma iniciativa de regulamentação do papel dos estados em relação às tecnologias. Segundo ela, o Brasil fará uma proposta sobre o tema.

“A ONU deve desempenhar liderança no esforço de regular o comportamento dos estados frente a essas tecnologias. Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil mulitlateral para governança e o uso da internet”, declarou.

Segundo ela, “as tecnologias de telecomunicações e informação não podem ser novo campo de batalha entre os estados. Este é o momento de criamos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países”.

De acordo com a presidente, esse marco regulatório deve garantir sobretudo a liberdade de expressão, privacidade dos indivíduos e a “neutralidade” da rede de computadores. Para ela, o acesso à internet não pode ser impedido por motivos políticos, comerciais ou religiosos.

Questão interna
Dilma utilizou parte do discurso para relacionar o que apontou como conquistas sociais e econômicas do governo.

Ela disse que o Brasil retirmou da pobreza extrema 22 milhões de pessoas em dois anos e reduziu “de forma drástica” a mortalidade infantil. Também lembrou da proposta aprovada pelo Congresso que vinculou à educação 75% dos royaltes da exploração do petróleo e à saúde os outros 25%. Segundo ela, nesta década, o Brasil obteve a maior redução da desigualdade dos últimos 50 anos.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um conselho de segurança capaz de exercer plenamente suas responsabildaides no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os desafios do século 21. Exemplos disso são a dificuldade no conflito sírio e a paralisia na questão israelo-palestina.”

A presidente fez referência às manifestações de rua em junho. Disse que o governo não tentou contê-las e afirmou que são “parte indiscutível” do processo de construção da democracia.

“O meu governo não as reprimiu. Pelo contrário, ouviu e compreendeu as vozes das ruas. Porque nós viemos das ruas. A rua é nosso chão, a nossa base. Os manifestantes não pediram a volta do passado. Pediram um avanço para um fuuro com mais direitos, mais conquistas sociais.”

Para ela, os “avanços conquistados” são só um começo.

“Sabemos que democracia gera mais desejo de democracia, qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida”, declarou.

Economia
Segundo a presidente, “passada a fase mais aguda da crise internacional”,  a economia mundial continua “frágil” e com nível de desemprego “inaceitável”, fenômeno que, avaliou, afeta países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Ela defendeu uma ação coordenada para a retomada do crescimento mundial. “Estamos todos no mesmo barco. Meu país está recuperando o crescimento, apesar do impacto da crise.”

Ela voltou a defender a posição do Brasil de se promover uma mudança na composição do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a ampliação da representatividade dos países em desenvolvimento.

“Seguimos apoiando a reforma do FMI. A governança do fundo deve refletir o peso do emergentes e em desenvolvimento. A demora reduz sua legitimidade e eficácia, declarou.

Síria
Para a guerra civil na Síria, que já matou mais de 110 mil pessoas, Dilma defendeu uma solução diplomática, sem o uso de força militar.

“É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas – do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar. A única solução é a negociada, o diálogo, o entendimento”, disse.

É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas – do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar [para a Síria]. A única solução é a negociada, o diálogo, o entendimento.”

Dilma disse apoiar o acordo liderado pela Rússia para a eliminação de armas químicas na Síria.

“Cabe ao governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do direito internacional, sem autorização do Conselho de Segurança”, afirmou.

Para a presidente uma  intervenção militar só “agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano”.

Reforma na ONU
A presidente também reivindicou a “reforma urgente” do Conselho de Segurança da ONU, organismo criado para dar solução a conflitos pelo mundo. Para ela, a ocasião para essa reforma é 2015, quando a ONU completará 70 anos.

“Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um conselho de segurança capaz de exercer plenamente suas responsabildaides no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os desafios do século 21. Exemplos disso são a dificuldade no conflito sírio e a paralisia na questão israelo-palestina”, disse.

Para a presidente, “urge” dotar o conselho de “vozes independentes e construtivas”.

“Somente a ampliação de membros permantenes e não-permanentes permitirá sanar o atual déficit de representatividade e legitimidade do conselho”, declarou.

O Brasil pleiteia um assento permanente no conselho, formado hoje por Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra.

Palestina
Dilma também reiterou a posição do governo brasileiro de defender a criação de um Estado Palestino.

“É chegada a hora de transformar em realidade o amplo consenso internacional em favor da solução de dois Estados”, disse.

Rio+20
A presidente também deu destaque à necessidade de cumprimento das resoluções firmadas na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Clima, realizada em junho do ano passado no Rio de Janeiro.

“O grande passo que demos no Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do desenvolvimento sustentável. A pobreza não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada”, disse.

Dilma encerrou o discurso defendendo que a comunidade internacional reforce negociações multilaterais, como as encabeçadas pelas Nações Unidas.

“A história do século 20 mostra que o abandono do multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana e devastação.”

Íntegra
Leia abaixo a íntegra do discurso de Dilma na ONU.

Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,

Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e Senhores,

Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos desta Sessão da Assembleia-Geral.

Conte, Excelência, com o apoio permanente de meu Governo.

Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.

O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.

Senhor Presidente,

Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual atribuo a maior relevância e gravidade.

Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.

No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto valor econômico e mesmo estratégico – estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República tiveram suas
comunicações interceptadas.

Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.

Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem.

Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo.

O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se. Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.

Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os nossos vizinhos há mais de 140 anos.

Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.

Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país.

Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão.

Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.

O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados.

Meu governo fará tudo que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos trabalhadores e de nossas empresas.

O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e
infraestrutura de outros países.

A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia no mundo.

Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.

Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos multilaterais

1 – Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos.

2 – Da Governança democrática, multilateral e aberta, exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a participação da sociedade, dos governos e do setor privado.

3 – Da universalidade que assegura o desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias.

4 – Da diversidade cultural, sem imposição de crenças, costumes e valores.

5 – Da neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, tornando inadmissível restrições por motivos políticos, comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza.

O aproveitamento do pleno potencial da internet passa, assim, por uma regulação responsável, que garanta ao mesmo tempo liberdade de expressão, segurança e respeito aos direitos humanos.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

Não poderia ser mais oportuna a escolha da agenda de desenvolvimento pós-2015 como tema desta Sessão da Assembleia-Geral.

O combate à pobreza, à fome e à desigualdade constitui o maior desafio de nosso tempo.

Por isso, adotamos no Brasil um modelo econômico com inclusão social, que se assenta na geração de empregos, no fortalecimento da agricultura familiar, na ampliação do crédito, na valorização do salário e na construção de uma vasta rede de proteção social, particularmente por meio do nosso programa Bolsa Família.

Além das conquistas anteriores, retiramos da extrema pobreza, com o Plano Brasil sem Miséria, 22 milhões de brasileiros, em apenas dois anos.

Reduzimos de forma drástica a mortalidade infantil. Relatório recente do UNICEF aponta o Brasil como país que promoveu uma das maiores quedas deste indicador em todo o mundo.

As crianças são prioridade para o Brasil. Isso se traduz no compromisso com a educação. Somos o país que mais aumentou o investimento público no setor educacional, segundo o ultimo relatório da OCDE. Agora vinculamos, por lei, 75% de todos os royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.

Senhor presidente,

No debate sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 devemos ter como eixo os resultados da Rio+20.

O grande passo que demos no Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do desenvolvimento sustentável. A pobreza, senhor presidente, não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada.

O sentido da agenda pós-2015 é a construção de um mundo no qual seja possível crescer, incluir, conservar e proteger.

Ao promover, senhor presidente, a ascensão social e superar a extrema pobreza, como estamos fazendo, nós criamos um imenso contingente de cidadãos com melhores condições de vida, maior acesso à informação e mais consciência de seus direitos.

Um cidadão com novas esperanças, novos desejos e novas demandas.

As manifestações de junho, em meu país, são parte indissociável do nosso processo de construção da democracia e de mudança social.

O meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas.

Nós nos formamos no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base.

Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Os manifestantes pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais.

No Brasil, foi nessa década, que houve a maior redução de desigualdade dos últimos 50 anos. Foi esta década que criamos um sistema de proteção social que nos permitiu agora praticamente superar a extrema pobreza.

Sabemos que democracia gera mais desejo de democracia. Inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social. Qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida.

Para nós, todos os avanços conquistados são sempre só um começo. Nossa estratégia de desenvolvimento exige mais, tal como querem todos os brasileiros e as brasileiras.

Por isso, não basta ouvir, é necessário fazer. Transformar essa extraordinária energia das manifestações em realizações para todos.

Por isso, lancei cinco grandes pactos: o pacto pelo Combate à Corrupção e pela Reforma Política; o pacto pela Mobilidade Urbana, pela melhoria do transporte público e por uma reforma urbana; o pacto pela Educação, nosso grande passaporte para o futuro, com o auxílio dos royalties e do fundo social do petróleo; o pacto pela Saúde, o qual prevê o envio de médicos para atender e salvar as vidas dos brasileiros que vivem nos rincões mais remotos e pobres do país; e o pacto pela Responsabilidade Fiscal, para garantir a viabilidade dessa nova etapa.

Senhoras e Senhores,

Passada a fase mais aguda da crise, a situação da economia mundial ainda continua frágil, com níveis de desemprego inaceitáveis.

Os dados da OIT indicam a existência de mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo.

Esse fenômeno afeta as populações de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação.

Os países emergentes, sozinhos, não podem garantir a retomada do crescimento global. Mais do que nunca, é preciso uma ação coordenada para reduzir o desemprego e restabelecer o dinamismo do comércio internacional. Estamos todos no mesmo barco.

Meu país está recuperando o crescimento apesar do impacto da crise internacional nos últimos anos. Contamos com três importantes elementos: i) o compromisso com políticas macroeconômicas sólidas; ii) a manutenção de exitosas políticas sociais inclusivas; iii) e a adoção de medidas para aumentar nossa produtividade e, portanto, a competitividade do país.

Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de um bom desempenho fiscal.

Seguimos, senhor presidente, apoiando a reforma do Fundo Monetário Internacional.

A governança do fundo deve refletir o peso dos países emergentes e em desenvolvimento na economia mundial. A demora nessa adaptação reduz sua legitimidade e sua eficácia.

Senhoras e senhores, senhor presidente

O ano de 2015 marcará o 70º aniversário das Nações Unidas e o 10º da Cúpula Mundial de 2005.

Será a ocasião para realizar a reforma urgente que pedimos desde aquela cúpula.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje.

É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU, face os novos desafios do século XXI.

Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestina.

Em importantes temas, a recorrente polarização entre os membros permanentes gera imobilismo perigoso.

Urge dotar o Conselho de vozes ao mesmo tempo independentes e construtivas. Somente a ampliação do número de membros permanentes e não permanentes, e a inclusão de países em desenvolvimento em ambas as categorias, permitirá sanar o atual déficit de representatividade e legitimidade do Conselho.

Senhor presidente,

O Debate Geral oferece a oportunidade para reiterar os princípios fundamentais que orientam a política externa do meu país e nossa posição em temas candentes da realidade e da atualidade internacional. Guiamo-nos pela defesa de um mundo multilateral, regido pelo Direito Internacional, pela primazia da solução pacífica dos conflitos e pela busca de uma ordem solidária e justa – econômica e socialmente.

A crise na Síria comove e provoca indignação. Dois anos e meio de perdas de vidas e destruição causaram o maior desastre humanitário deste século.

O Brasil, que tem na descendência síria um importante componente de nossa nacionalidade, está profundamente envolvido com este drama.

É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, homens, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas, do governo ou dos rebeldes.

Não há saída militar. A única solução é a negociação, o diálogo, o entendimento.

Foi importante a decisão da Síria de aceder à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e aplicá-la imediatamente.

A medida é decisiva para superar o conflito e contribui para um mundo livre dessas armas. Seu uso, reitero, é hediondo e inadmissível em qualquer situação.

Por isso, apoiamos o acordo obtido entre os Estados Unidos e a Rússia para a eliminação das armas químicas sírias. Cabe ao Governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do Direito Internacional, sem autorização do Conselho de Segurança. Isto só agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano.

Da mesma forma, a paz duradoura entre Israel e Palestina assume nova urgência diante das transformações por que passa o Oriente Médio.

É chegada a hora de se atender às legítimas aspirações palestinas por um Estado independente e soberano.

É também chegada a hora de transformar em realidade o amplo consenso internacional em favor de uma solução de dois Estados.

As atuais tratativas entre israelenses e palestinos devem gerar resultados práticos e significativos na direção de um acordo.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

A história do século XX mostra que o abandono do multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana e devastação.

Mostra também que a promoção do multilateralismo rende frutos nos planos ético, político e institucional.

Renovo, assim, o apelo em prol de uma ampla e vigorosa conjunção de vontades políticas que sustente e revigore o sistema multilateral, que tem nas Nações Unidas seu principal pilar.

Em seu nascimento, reuniram-se as esperanças de que a humanidade poderia superar as feridas da Segunda Guerra Mundial.

De que seria possível reconstruir, dos destroços e do morticínio, um mundo novo de liberdade, de solidariedade e prosperidade.

Temos todos a responsabilidade de não deixar morrer essa esperança tão generosa e tão fecunda.

Muito obrigada, senhores e senhoras.

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Dilma discursa nesta terça na ONU sobre espionagem dos EUA

Em meio ao mal estar entre Brasil e Estados Unidos gerado pelas recentes denúncias de espionagem, a presidente Dilma Rousseff abrirá na manhã desta terça-feira (24) a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, com um discurso em favor do respeito à privacidade dos cidadãos e à soberania dos países.

O chefe de Estado brasileiro é, tradicionalmente, sempre o primeiro a discursar porque o Brasil foi o primeiro pais a virar membro da ONU, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial. A presidente usará cerca de 30 minutos para expor, entre outros temas, a proposta de que as Nações Unidas crie regras claras sobre o acesso a informações privadas na internet  e imponha limites às ações de inteligência entre as nações.

Segundo auxiliares de Dilma, ela quer uma espécie de “código internacional” para a internet, com normas que garantam a privacidade no meio eletrônico. Para a presidente, além de afetar a soberania do Brasil, a NSA, agência de segurança dos Estados Unidos, pode estar violando o direito de privacidade dos indivíduos ao acessar o conteúdo de e-mails como estratégia de inteligência.

A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Assembleia Geral da ONU (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)A presidente Dilma Rousseff durante discurso
na Assembleia Geral da ONU em 2012
(Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A fala antecede o discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, que subirá à tribuna da Assembleia das Nações Unidas logo após Dilma. Na última terça-feira (17), a presidente anunciou o adiamento da visita de Estado que faria em outubro a Washington, nos Estados Unidos.

A decisão foi motivada pelas denúncias de que a NSA monitorou comunicações de Dilma com seus assessores e também a Petrobras, segundo revelou o programa Fantástico.

Antes de discursar na assembleia, a presidente levará a proposta de regulamentação do acesso a conteúdos de internet e a critica à atuação da NSA diretamente ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma reunião bilateral que terá início às 8h30.

A condenação e a posição da presidente Dilma em relação à espionagem é uma questão de dignidade e respeito à soberania do seu país”Cristina Kirchner,
presidente da Argentina

‘Dignidade’
Nesta segunda (23), Dilma tratou do tema com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Após o encontro, que ocorreu no hotel onde a presidente brasileira está hospedada em Nova York, Kirchner afirmou que a espionagem dos Estados Unidos sobre o governo brasileiro afeta a “dignidade” de todos os países sul-americanos.

“A condenação e a posição da presidente Dilma em relação à espionagem é uma questão de dignidade e respeito à soberania do seu país. Brasil é nosso principal sócio no Mercosul. A verdade é que a espionagem afeta a dignidade da região em geral”, disse.

Dilma também se reuniu com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, mas, de acordo com o Planalto, eles só abordaram ações da Global Iniciative, fundação criada pelo norte-americano para promover o desenvolvimento sustentável.

De acordo com a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, Clinton fez um convite para que Dilma participe de um encontro promovido pela fundação com autoridades nacionais e estrangeiras que vai ocorrer entre 8 e 10 de dezembro no Rio de Janeiro.

A ministra negou especulações de que o ex-presidente dos EUA tenha se encontrado com Dilma numa tentativa de “acalmar os ânimos” da governante em relação às denúncias de espionagem envolvendo o governo norte-americano.

“A conversa entre os dois girou, sobretudo, sobre o trabalho da fundação. Não procede a especulação de que Clinton tenha sido enviado como intermediário para tratar das denúncias de espionagem”, afirmou.

Síria
No discurso que fará na ONU, Dilma também deve abordar os conflitos na Síria que já provocaram mais de 100 mil mortes. A presidente vai condenar a violência no país e o uso de armas químicas, mas defenderá uma solução diplomática, sem o uso da força contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

A guerra civil síria dura quase dois anos, já matou mais de 110 mil pessoas e ameaça a estabilidade do Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu uma intervenção militar, mas a Rússia apresentou como alternativa um plano que prevê o desarmamento gradual da Síria.

Após reunião com a presidente Dilma nesta segunda, Cristina Kirchner também defendeu uma solução negociada para a Síria. Para ela, o conflito revela a necessidade de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil pleiteia uma cadeira permanente no grupo hoje formado por Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França.

“O direito de veto quando há um conflito é a melhor forma de não resolver um problema e é necessário mudar as coisas para que elas funcionem. O que teria acontecido se não tivesse ocorrido esse acordo de desarmamento entre Rússia e EUA? O Conselho de Segurança é ineficaz e obsoleto para enfrentar situações de crise”, argumentou a presidente argentina.

Rio+20
Outro tema do discurso de Dilma será o cumprimento do documento firmado durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. A conferência produziu um documento assinado pelos 188 países que participaram do evento.

Após discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU Dilma participa às 15h de terça (24) da primeira sessão do Foro de Alto Nível de Desenvolvimento Sustentável, criado para analisar as realizações e deliberações da Rio+20.

Fonte G1

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Brasil

 

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