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China pede explicação dos EUA sobre espionagem na Huawei

A China quer uma explicação clara de Washington sobre um relato de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, a NSA, teria infiltrado servidores na sede da gigante de telecomunicações Huawei Technologies , disse um porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China nesta segunda-feira (24).

Hong Lei, o porta-voz, disse que a China está “extremamente preocupada” sobre as alegações de espionagem.

“Recentemente, a mídia internacional produziu muitos relatos sobre a espionagem, vigilância e roubo de segredos praticados pelos Estados Unidos contra outros países, incluindo a China”, disse ele em uma coletiva de imprensa.

“A China já apresentou muitas reclamações aos EUA sobre isso. Exigimos que os Estados Unidos deem uma explicação clara e parem com tais atos”.

O “New York Times” e a revista alemã “Der Spiegel” publicaram matérias no sábado (22) sobre documentos secretos, fornecidos pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden, detalhando a operação de espionagem.

A Der Spiegel também relatou que a NSA tinha como alvo a liderança política da China, incluindo o ex-presidente Hu Jintao, além dos ministérios do Comércio e das Relações Exteriores.

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Publicado por em 26 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Farc acusam ex-presidente Uribe por espionagem de negociadores

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta quarta-feira (5) que o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe “está por trás” do suposto caso de espionagem dos negociadores do governo nos diálogos de paz e denunciaram que os delegados da organização também foram monitorados.

“Claro, Álvaro Uribe está por trás de tudo isso. Não se esqueçam que Álvaro Uribe é o inimigo número um da paz na Colômbia”, disse em Havana (Cuba) o número dois da guerrilha e chefe negociador do grupo, Luciano Marín Arango, conhecido como Iván Márquez.

Nas véspera, dois chefes de Inteligência do Exército da Colômbia foram substituídos em suas funções após denúncias na imprensa local sobre supostos grampos ilegais na equipe negociadora do governo nos diálogos de paz com as Farc, informou o ministro colombiano da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

Antes, o presidente Juan Manuel Santos classificou o caso como uma tentativa de “sabotar” as negociações de paz com a guerrilha.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Caso de espionagem derruba cúpula de inteligência militar na Colômbia

Denúncias reveladas pela imprensa da Colômbia sobre espionagem ilegal feita pela cúpula de inteligência militar do país levaram o Ministério da Defesa a fazer mudanças na chefia do Exército colombiano, na terça-feira (4).

O episódio, revelado pelo site da revista “Semana”, se trata de uma conspiração feita aparentemente por unidades de inteligência do Exército, sem o consentimento do governo.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, condenou o fato e exigiu uma investigação “profunda” do caso, que ele atribuiu a “forças obscuras”.

Horas depois, o ministro da Defesa do país, Juan Carlos Pinzón, anunciou a “substituição” do chefe de Inteligência do Exército, general Mauricio Ricardo Zúñiga, e do diretor da Central de Inteligência Técnica (Citec), general Oscar Zuluaga.

Pinzón disse, após uma prolongada reunião com o procurador-geral da Colômbia, Eduardo Montealegre, que na manhã de terça-feira foi aberta uma “investigação disciplinar” que deve render um relatório até o final da próxima semana.

De acordo com a investigação da revista “Semana”, um capitão que pertence ao batalhão de Inteligência Técnica do Exército dirigiu, desde setembro de 2012, uma central de grampos em um local que funcionava como restaurante e como escola de informática para hackers.

Os supostos espiões interceptavam e-mails, bases de dados e mensagens em programas de telefones celulares. Entre eles, havia militares e civis recrutados em convenções de informática. Já entre os espionados, estavam ativistas e políticos de esquerda, como a ex-senadora Piedad Córdoba e o representante na Câmara Ivan Cepeda.

Negociações com as Farc
Também estariam sendo monitorados os representantes do governo nas conversas de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Cuba: o chefe negociador e ex-vice-presidente colombiano Humberto de la Calle; o alto comissário de Paz, Sergio Jaramillo; e o diretor da Agência Colombiana para a Reintegração (ACR), Alejandro Eder.

O presidente Santos afirmou que “não é aceitável que essa inteligência se faça contra cidadãos comuns, muito menos contra funcionários do próprio Estado. Especificamente contra os negociadores, é algo totalmente inaceitável”.

Por isso, o chefe de Estado ordenou ao ministro da Defesa e aos comandantes da polícia que determinem “até onde chegou esse uso ilícito da inteligência e quem pode estar interessado em gravar e interceptar os negociadores de paz”.

De acordo com a imprensa local, outras instituições podem ter sido alvo dos grampos dessas “forças obscuras”.

O jornal colombiano “El Tiempo” informou que a promotoria e a polícia também foram vítimas das interceptações do Exército e que essa central clandestina tinha alvos “estratégicos”, até que uma ordem provocou mudança nos alvos da espionagem para os próprios membros do governo.

O caso foi enviado no dia 30 de janeiro a um promotor do Corpo Técnico de Investigação (CTI) e, em tempo recorde, ordenou-se uma revista na central clandestina. Ao todo, 26 computadores foram apreendidos e cinco pessoas ficaram detidas durante algumas horas para prestar depoimento à promotoria.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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‘Saio igual’, diz Figueiredo após reunião nos EUA sobre espionagem

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse nesta quinta-feira (30), após ouvir explicações de autoridades dos Estados Unidos sobre mudanças na espionagem, ter saído do encontro “igual”. Ele se reuniu em Washington com a conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice e, ao ser questionado se teria ficado “animado” após o encontro, respondeu:

Eu saio igual. As explicações serão analisadas pelo governo brasileiro e aí vamos ver”

“Eu saio igual. As explicações serão analisadas pelo governo brasileiro e aí vamos ver. A presidenta Dilma vai decidir sobre os próximos passos”, disse o ministro à GloboNews.

Em setembro do ano passado, após os jornais “The Guardian” e “O Globo” revelarem documentos que mostravam espionagem da Agência Nacional de Segurança a cidadãos, empresas e autoridades estrangeiras, incluindo a presidente Dilma Rousseff, Figueiredo afirmou que as ações de inteligência americanas eram “inadmissíveis” e “inaceitáveis”.

À época, o ministro afirmou ainda que, comprovadas as denúncias, a prática seria incompatível com a confiança necessária entre os dois países.

“Do nosso ponto vista, isso representa uma violação inadmissível e inaceitável da soberania brasileira. (…) Esse tipo de prática é incompatível com a confiança necessária a uma pareceria estratégica entre os dois países”, disse Figueiredo à época.

Após a reunião com Susan Rice nesta quinta-feira em Washington, o ministro se limitou a dizer que Brasil e Estados Unidos são “parceiros” e que têm questões a resolver.

“São relações densas, são relações importantes. São dois parceiros e temos questões a resolver. É isso que eu posso dizer”, afirmou.

De acordo com a assessoria do Itamaraty, o chanceler brasileiro também se reuniu nesta quinta-feira com o representante de Comércio do governo norte-americano, Mike Froman – o conteúdo do encontro, no entanto, não foi divulgado.  Segundo assessores de Figueiredo, os convites para as reuniões foram feitos pelos Estados Unidos.

O encontro entre Figueiredo e Susan Rice serviu para discutir, entre outros temas, as mudanças anunciadas no último dia 17 pelo presidente Barack Obama no monitoramento feito pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Obama prometeu, em discurso, interromper as atividades de espionagem de chefes de Estado de países aliados. Depois das denúncias de que o governo norte-americano havia espionado cidadãos de outros países, além de presidentes e  auxiliares próximos, as regras que regem a NSA foram alteradas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Figueiredo vai aos EUA nesta quinta ouvir explicações sobre espionagem

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, durante entrevista no Itamaraty (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto
Figueiredo (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

O ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, se reunirá nesta quinta-feira (30), em Washington, com a conselheira nacional de Segurança dos Estados Unidos, Susan Rice, segundo informou ao G1 o Palácio do Itamaraty.

O encontro servirá para discutir, entre outros temas, sobre as mudanças anunciadas no dia 17 pelo presidente Barack Obama no monitoramento pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Em viagem a Cuba, onde participa da 2ª Cúpula dos Estados Latinoamericanos e Caribe (Celac), Figueiredo embarca nesta quarta (29) para a capital norte-americana.

De acordo com a assessoria do Itamaraty, o chanceler brasileiro aproveitará a passagem pelos Estados Unidos para se reunir com representante de Comércio do governo norte-americano, Mike Froman. O Ministério de Relações Exteriores não confirma qual será o tema do encontro. Segundo assessores, o convite foi feito pelos Estados Unidos.

Há 12 dias, o presidente dos Estados Unidos prometeu interromper as atividades de espionagem de chefes de Estado de países aliados. Depois das denúncias de que o governo norte-americano havia espionado cidadãos de outros países, além de presidentes e  auxiliares próximos, as regras que regem a NSA foram alteradas.

Após os dois encontros, Figueiredo deve falar com a imprensa brasileira nos Estados Unidos, informou a assessoria do ministério. A previsão é de que a entrevista ocorra às 11h desta quinta (horário de Washington).

Vazamentos
As mudanças anunciadas por Obama em meados de janeiro foram estimuladas pelos vazamentos de informações feitos, ao longo do último ano, por Snowden.

Snowden, um ex-contratado da NSA e agora exilado na Rússia, divulgou por meses nos meios de comunicação internacionais denúncias sobre a espionagem americana de líderes de outros países, como a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O Palácio do Planalto brasileiro e o Itamaraty informaram que não comentarão espionagem dos EUA.

As revelações enfureceram os aliados de Washington, envergonharam a Casa Branca e escandalizaram legisladores e ativistas do direito à privacidade.

O governo americano assegura que a informação que reúne é usada apenas para localizar suspeitos de terrorismo e que as autoridades não ouvem ligações telefônicas pessoais.

Em dezembro, um painel de cinco especialistas escolhidos por Obama formulou 46 recomendações para mudanças, muitas delas focadas no programa ultrassecreto de coleta de dados das chamadas telefônicas feitas no país.

O conjunto de propostas do presidente americano representa um compromisso entre as exigências dos defensores das liberdades civis, que consideram inconstitucional a coleta de dados, e as resistências a qualquer mudança na comunidade de inteligência.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Para fugir da espionagem, Microsoft hospedará dados fora dos EUA

A Microsoft vai oferecer a seus clientes a opção de hospedar seus dados fora dos Estados Unidos, afirmou Brad Smith, vice-presidente executivo da Microsoft para assuntos corporativos e judícos ao jornal “Financial Times”, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (22).

O passo da gigante mundial de software é o mais direto até agora de uma companhia afetada pelos programas de espionagem cibernética da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), relevadas pelo ex-técnico Edward Snowden.

A opção de armazenar dados corporativos fora dos EUA será dada a clientes não norte-americanos.

“As pessoas deveriam ter a habilidade de saber se seus dados estão sendo alvo das leis e do acesso de governos em algum outro país e deveriam ter mais subsídios para fazer uma escolha consciente de onde seus dados residirão”, afirmou Smith ao jornal.

Questionada pelo G1, a Microsoft corrobora as propostas do executivo e ressalta que estão relacionadas a um compromisso estabelecido em dezembro de 2013.

Smith detalhou as medidas em um post no blog corporativo da companhia, no mesmo mês, mas não havia explicitado a possibilidade de levar os dados para fora dos EUA.

Criptografia e transparência
No post, Smith afirma que as soluções tomadas pela Microsoft em resposta à ameaça aos seus clientes trazida pela espionagem dos EUA são uma expansão da criptografia para todos os serviços (Outlook.com, Office 365, SkyDrive e Windows Azure), reforço nas proteções legais e aumento na transparência.

No texto, o executivo chega a dizer que “a espionagem governamental constitui uma ‘ameaça persistente e de nível avançado’, como os ataques de hackers e malwares sofisticados.”

Segundo Smith escreveu no post, as medidas para ampliar a criptografia “estarão em vigor ao final de 2014, e muitas delas serão aplicadas imediatamente”. Além dos serviços mantidos pela Microsoft, serão criptografados até os desenvolvidos por terceiros que rodem no Windows Azure.

As outras medidas consistem em notificar os clientes corporativos quando entidades governamentais requererem acesso a seus dados e elevar a integridade do código fonte dos serviços da Microsoft para garantir que não hajam “portas dos fundos”, pelas quais entidades como a NSA teriam acesso aos sistemas.

Reforma
Ao “Financial Times” Smith disse que, apesar de hospedar os dados foram dos Estados Unidos é mais custoso, pode ser uma decisão estratégica. “[Esse custo] significa que você ignora o que os consumidores querem? Isso não é uma estratégia inteligente de negócio.”

No última dia 17, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou mudanças na forma de coletar dados das agências de segurança. A reforma, porém, não tratou da forma como órgãos como a NSA interceptam dados de empresas como Google, Facebook e Microsoft.

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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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EUA vão interromper espionagem de líderes aliados, promete Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, chega para falar sobre as mudanças na espionagem americana nesta sexta-feira (17) (Foto: AFP)O presidente dos EUA, Barack Obama, chega para falar sobre as mudanças na espionagem americana nesta sexta-feira (17) (Foto: AFP)

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (17) uma série de reformas nos programas de inteligência dos EUA, após o caso dos vazamentos feitos pelo ex-consultor Edward Snowden.

Obama anunciou que as agências de inteligência vão interromper a prática de espionar as comunicações de dezenas de líderes internacionais considerados “amigos e aliados” dos EUA.

“Deixamos claro à comunidade de inteligência que, ao menos que exista um urgente propósito de segurança nacional, não vamos monitorar as comunicações de chefes de Estado e de governo entre nossos mais próximos amigos e aliados”, disse em discurso no Departamento de Justiça, em Washington.

No entanto, Obama afirmou que a inteligência americana vai continuar coletando informações sobre as “intenções” de outros governos, e os EUA não vão “pedir desculpas” pelo fato de sua inteligência ser mais eficiente.

Privacidade
Obama classificou as mudanças anunciadas nesta sexta como as mais profundas desde que ele assumiu o governo.

Elas diminuem o poder da NSA (Agência de Segurança Nacional) e outros órgãos de inteligência, em respeito à proteção das liberdades civis, mas mantêm a coleta de informações.

As medidas anunciadas também prevêem o fim do armazenamento, por parte do governo, de uma enorme quantidade de dados telefônicos, os chamados metadados. Obama anunciou que vai pedir que seja desenvolvido um método alternativo para estocar essa informação.

Obama ressaltou que é necessária uma nova abordagem do tema.

“Por isso, ordenei uma transição que eliminará o programa de coleta de metadados como existe atualmente, a Seção 215, e criar um mecanismo que preserve as capacidades que temos sem que o governo mantenha esses metadados”, completou.

Ele reiterou que a coleta de metadados não significa que o conteúdo dos telefonemas seja vasculhado pelas agências de inteligência. Segundo ele, a partir de agora, o acesso ao conteúdo desses telefonemas terá que ser aprovado por tribunais secretos.

“Acredito que os críticos estão certos quando apontam que sem salvaguardas este tipo de programa pode ser usado para conseguir mais informações sobre nossas vidas privadas, e abrir a porta para programas de coleta de dados mais intrusivos”, disse.

O presidente orientou o secretário de Justiça, Eric Holder, e a própria NSA a apresentarem em 60 dias uma alternativa para armazenar esses dados.

No entanto, o mandatário americano deixou claro que a retenção de dados telefônicos pode se tornar uma ferramenta vital para que os mecanismos de inteligência detectem contatos entre “suspeitos de terrorismo”, e que, por isso, deve continuar.

Requisição de dados
Segundo Obama, os provedores de serviços de comunicação terão de dar mais informações aos seus usuários sobre requisições de dados feitas pelos órgãos do governo americano.

As reformas também vão incluir novas regras para o uso das Cartas de Segurança Nacional, que obrigam empresas a fornecer informações ao governo sem saberem o motivo da investigação. Obama disse que, no futuro, o segredo dessas cartas vai terminar em um determinado período, a menos que o governo demonstre a necessidade de manter as informações secretas.

Obama também prometeu aos cidadãos estrangeiros mais proteção em relação à possível coleta de seus dados, disse que os EUA “não estão espionando pessoas comuns” fora do país e negou que a espionagem americana tenha objetivos comerciais.

“Considerando o poder único do Estado, não é suficiente que os líderes digam: ‘Confiem em nós, não vamos cometer abusos com os dados que coletamos'”, disse Obama.

Obama também pedirá ao Congresso que estabeleça uma comissão externa de defensores da privacidade para o tribunal responsável por monitorar atividades de inteligência.

Contra o terrorismo
O democrata voltou a defender as práticas de espionagem do governo, que, segundo ele, são essenciais para prevenir ataques terroristas, proteger as tropas americanas e evitar crimes, inclusive virtuais.

Segundo Obama, diante disso, é impossível “desarmar unilateralmente” as agências de inteligência. Ele reiterou que é necessário equilibrar o respeito à privacidade com as necessidades de segurança.

O presidente americano também voltou a criticar o vazamento de informações, feitas pelo ex-consultor Snowden, afirmando que “vai levar anos” até o país entender as consequências.

Segundo Obama, a divulgação de dados secretos permitiu que os inimigos agora saibam quais são os métodos de  monitoramento usados pelo país.

Ex-técnico da CIA Edward Snowden divulgou documentos secretos (Foto: The Guardian/AP)Edward Snowden (Foto: The Guardian/AP)

Obama disse que os governos não são o único risco à privacidade dos usuários, lembrando que as grandes corporações também se valem de informação online, com fins comerciais.

Vazamentos
As mudanças anunciadas por Obama nesta sexta foram estimuladas pelos vazamentos de informações feitos, ao longo do último ano, por Snowden.

Snowden, um ex-contratado da NSA e agora exilado na Rússia, divulgou por meses nos meios de comunicação internacionais denúncias sobre a espionagem americana de líderes de outros países, como a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O Palácio do Planalto brasileiro e o Itamaraty informaram que não comentarão espionagem dos EUA.

As revelações enfureceram os aliados de Washington, envergonharam a Casa Branca e escandalizaram legisladores e ativistas do direito à privacidade.

O governo americano assegura que a informação que reúne é usada apenas para localizar suspeitos de terrorismo e que as autoridades não ouvem ligações telefônicas pessoais.

Em dezembro, um painel de cinco especialistas escolhidos por Obama formulou 46 recomendações para mudanças, muitas delas focadas no programa ultrassecreto de coleta de dados das chamadas telefônicas feitas no país.

O conjunto de propostas do presidente americano representa um compromisso entre as exigências dos defensores das liberdades civis, que consideram inconstitucional a coleta de dados, e as resistências a qualquer mudança na comunidade de inteligência.

Ativista protesta contra a espionagem, nesta sexta-feira (17), em frente ao prédio do Departamento de Justiça dos EUA, em Washington (Foto: AFP)Ativista protesta contra a espionagem, nesta sexta-feira (17), em frente ao prédio do Departamento de Justiça dos EUA, em Washington (Foto: AFP)

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Publicado por em 22 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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