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Prédio de coleções de animais do Instituto Butantan é reinaugurado

Estante com serpentes no novo prédio do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Estante com serpentes no novo prédio do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

O prédio de coleções de animais do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, foi reinaugurado na manhã desta terça-feira (24) com novo sistema de segurança contra fogo. Em 2010, um incêndio atingiu o laboratório de répteis e destruiu um dos principais acervos de cobras, aranhas e escorpiões para pesquisas do mundo e o maior do Brasil.  Sob protestos de pesquisadores do Instituto por mais investimento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou da cerimônia de inauguração.

Durante o incêndio, cerca de 90 mil animais mortos e conservados em formol foram queimados. Animais vivos foram retirados e levados para local seguro. Hoje, há cerca de 17 mil animais no prédio.

Novo prédio de coleções de animais do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Novo prédio de coleções de animais do Instituto
Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

Após investimento de R$ 5,5 milhões da Secretaria de Estado da Saúde, um novo prédio de 1.600 m2, dois andares e sete salas com coleções de répteis, anfíbios, aracnídeos e insetos foi construído no local onde funcionava o edifício que foi queimado. Segundo a secretaria, o novo prédio é o “mais moderno e seguro edifício de coleções zoológicas da América Latina”.

O sistema anti-incêndio é composto pelo gás FM 200 absorve o calor e reduz o fogo a uma temperatura ao ponto em que ele não consegue se sustentar.  O gás não é prejudicial à saúde humana. Também há um mecanismo que faz com que o álcool e demais líquidos inflamáveis utilizados internamente sejam levados para uma caixa externa.

Outra novidade do prédio é a instalação de um laboratório que permitirá que os cientistas façam análises genéticas das coleções. A partir de aparelhos de biologia molecular e sequenciamento genético, os profissionais do Butantan poderão fazer a extração do DNA dos animais. O novo prédio estará aberto ao público de pesquisadores e estudantes a partir desta terça-feira (24).

“O Butantan é o maior instituto de soroterápico da América Latina. Nós estamos hoje entregando um novo prédio moderno e seguro que prevê segurança contra incêndios através de gás que absorve o calor, reduz o fogo e suspende o incêndio em até 10 segundos. Enfim, com toda a tecnologia e a modernidade para que se tenha aqui o material para as pesquisas e os avanços da ciência”, disse Alckmin.

Alckmin observa microscópio e cobras do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)Alckmin observa microscópio e cobras do Instituto Butantan (Foto: Letícia Macedo/G1)

O Instituto Butantan, centro de pesquisas biomédicas, foi fundado em 23 de janeiro de 1901 e é responsável pela produção de soros e vacinas. Conta com parque, museus, bibliotecas e serpentário.

Protesto
Os manifestantes pediam melhores condições de trabalho e infraestrutura em todos os institutos do estado. Outra reivindicação do grupo é por um salário compatível ao que é recebidos pelos profissionais ligados a universidade para evitar evasão de profissionais dos institutos. Eles também pediram abertura de concursos para a categoria.

Alckmin afirmou que os pesquisadores tiveram aumento salarial superio à inflação – em 2011, de 20%, e em 2012 e 2013 de 13,5%. O governou prometeu ampliar o concurso que está em vigência para convocar mais pesquisadores.

Vacinas
Alckmin afirmou, durante o discurso de reinauguração, que o processo de cinco anos para a  transferência da produção da vacina da gripe da França para o Brasil será concluído neste ano e o Instituto Butantan passará a produzir mais vacinas – em 2013, foram 7 milhões de doses e em 2014 devem ser produzidas cerca de 20 milhões. O governo paulista também fechou acordo com laboratório para iniciar a transferência da produção de vacina contra o HPV. O Instituto também desenvolve pesquisa para desenvolver vacina contra dengue.

Fonte G1

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Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Butantan começa a substituir roedores por peixes em pesquisas

O peixe paulistinha já está sendo criado no Instituto Butantan para participar de pesquisas. (Foto: Camilla Carvalho/Instituto Butantan)O peixe paulistinha já está sendo criado no Instituto Butantan para participar de pesquisas. (Foto: Camilla Carvalho/Instituto Butantan)

O peixe paulistinha, ou zebrafish, já é utilizado há 30 anos como modelo experimental ao redor do mundo, substituindo os roedores. No Brasil, o uso dessa alternativa ainda é raro. Agora, pesquisadores do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada (Leta), do Instituto Butantan, preparam-se para introduzir a prática em áreas como imunologia e farmacologia.

Segundo a pesquisadora Mônica Lopes Ferreira, do Leta, mundialmente, cerca de 2 mil artigos publicados anualmente utilizam o paulistinha como modelo experimental. No Brasil, esse índice é de apenas 40 artigos por ano. “Pouquíssimos brasileiros estão usando essa técnica, estamos atrasados em relação ao mundo”, afirma.

O peixe pode substituir camundongos ou ratos na maioria dos estudos, segundo Mônica. “O único limite é que, como o camundongo vem sendo usado há muito tempo, temos muitos reagentes específicos para camundongos”, diz a pesquisadora. Além disso, algumas pesquisas demandam a coleta de sangue em maior quantidade, por exemplo, situações nas quais os roedores ainda são os mais indicados.

Entre as vantagens do uso do peixe está o custo. Se a manutenção de um camundongo custa, em média, R$ 8, o preço cai para R$ 0,50 com o zebrafish.

Paulistinha pode substituir roedores em quase todos os estudos. (Foto: Camilla Carvalho/Instituto Butantan)Paulistinha pode substituir roedores em quase
todos os experimentos. (Foto: Camilla Carvalho/
Instituto Butantan)

Além disso, o ciclo de vida do peixe é mais rápido, o que também acelera as pesquisas. Imagine que o pesquisador queira, por exemplo, avaliar o efeito de determinada substância na reprodução do animal. O processo que poderia demorar até três meses com o camundongo pode levar apenas 72 horas com o peixe.

É possível também trabalhar com o paulistinha sem sacrificá-lo, já que seu corpo transparente permite que as estruturas internas sejam observadas sem que seja necessário cortá-lo.

O projeto para introduzir o peixe nas pesquisas do Instituto Butantan começou há um ano. Mônica visitou laboratórios da Universidade do Chile, da Universidade de Lisboa e da PUC do Rio Grande do Sul, que já têm experiência com a técnica. Com o apoio da Fapesp, seu laboratório já comprou e instalou os equipamentos necessários para a criação do paulistinha.

Em seis meses, os peixes começarão a ser utilizados nas pesquisas do Leta. A ideia é que, em breve, o laboratório estabeleça parcerias com outros centros do Instituto Butantan e  até de outras instituições para trocar experiências sobre pesquisas com o zebrafish.

Mas os mais tradicionais camundongos ainda não vão se “aposentar”. Segundo Mônica, o uso do zebrafish será um complemento ao uso dos roedores, mas não pretende substituí-los totalmente.

Parecidos com o homem
Para os leigos, pode parecer que os peixes estão muito mais distantes do homem do que os roedores. Mas a diferença não é tão grande. Mônica conta que o sequenciamento genômico dos camundongos revela que eles têm 80% de genes em comum com o homem. Já os peixes paulistinhas têm 70% de semelhança. “Somos muito parecidos. O que eu testar no zebrafish, posso transpor para o humano, guardadas as devidas limitações que são as mesmas em relação aos camundongos”, diz a pesquisadora.

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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