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Hardcore gringo e punk brasileiro empolgam plateia do Abril Pro Rock

30 abr

Conquest for Death, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)‘Lema’ da Conquest for Death é “muitas nações, um underground” (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Os fãs do punk e do hardcore não tiveram do que reclamar na segunda noite de shows do Abril Pro Rock, neste sábado (26), no Chevrolet Hall, em Olinda. Os norte-americanos do Conquest for Death mostraram porque são uma grande influência para o hardcore e também para o punk, trash e metal. O punk brasileiro foi defendido pelos capixabas da Mukeka di Rato e da tradicional banda paulistana Olho Seco.

Formada em 2006, a Conquest for Death é conhecida por trazer integrantes de diferentes continentes, todos unidos no lema ‘muitas nações, um underground’. Em um show eletrizante, o grupo veio pela segunda vez ao Nordeste e mostrou muito pique, com os integrantes correndo pelo palco e vibrando junto ao público.

Abrindo com “Yellow Tape” e trazendo no repertório músicas como “Beyond Hidden Valley”, “A sunny day in no man’s land” e “The unbridled disgust of being human”, a Conquest mostrou fôlego e encantou mesmo quem não conhecia a banda. “Essa é a graça do Abril, você vem ver uma banda e acaba conhecendo outras”, conta o professor Fred Costa, que veio de Selânea, na Paraíba, para a noite do rock.

A rodinha punk crescia a cada música, tornando pequeno o espaço no Chevrolet Hall para tantos fãs de rock. “Mosh é vida, não tem essa de ser mulher, não tem idade. Ou você gosta, ou você se afasta. Não é violento, está todo mundo brincando aqui”, avalia a farmacêutica Jucélia Souza, que acompanhou o show todo na roda.

Olho Seco, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Olho Seco é uma das veteranas do punk brasileiro (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Das origens do punk
“Isso é Olho Seco, seco, seco, seco!”, vibravam os apaixonados pelo punk assim que a paulistana Olho Seco subiu ao palco. A banda do começo da década de 1980 é responsável, junto a ícones como Ratos de Porão, por escrever parte da história do gênero no país. Mistura de hardcore punk com thrashcore, o vocal agressivo enlouqueceu o público do Chevrolet Hall.

A energia pulsante do grupo permeou o repertório com múscas como “Me tirem deste inferno”, “Vida violenta”, “Castidade” e “Eu nao sei!”. Ficar junto à grade nesse show foi um verdadeiro desafio. “Esse é o tipo de banda que, ou você gosta muito, ou odeia. Eu tô aqui na grade, com dor, a galera empurrando, porque amo mesmo”, afirma o estudante Pedro Barbosa.

Para o empresário Osíris Goes, a Olho Seco é única na história do punk brasileiro. “Junto deles, só Cólera e Garotos Podres. É muito bom mesmo, vim para ver Obituary, mas valeu muito a pena o show”, conta. A noite contou ainda com as músicas “Nada”, “Isto é olho seco”, entre outros sucessos da banda.

Mukeka di Rato, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Mukeka di Rato tem público fiel no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Capixabas
Do Espírito Santo, os veteranos do Mukeka di Rato mostraram porque enlouquecem os fãs por onde passam, durante 16 anos de carreira. A roda de punk começou logo na primeira música, com roqueiros subindo na grade para se jogar por cima da galera. Sem parar um minuto, os integrantes da banda percorriam o palco, incitando a plateia a não parar também.

Vários foram os que tentaram pular para o palco e não conseguiram, mas não se arrependeram. “Você não vê sempre esses caras aqui. Se você não tenta, é porque nunca veio para um show direito”, diz o estudante Aloíso Sá, que veio com os amigos de Maceió para curtir a noite do rock pesado.

O repertório passou por músicas como “New Wave Indio”, “Escolinha”, “Mickei”, “Maconha”, além de outras mais recente trabalho “Atletas de Fristo”. “Só faltou o Ratos de Porão para essa noite ficar perfeita. Mukeka di Rato é uma das melhores bandas que tem da cena alternativa”, define o promotor de vendas Filipe Almeida.

Pedro aguentou o empurra-empurra junto à grade, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Pedro Barbosa aguentou o empurra-empurra junto à grade, durante show da Olho Seco (Foto: Katherine Coutinho / G1)

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Música

 

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