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Na Noruega, brasileiro se especializa em fotografar ursos polares

Ursa mãe com seus filhotes, após brigar com um macho (Foto: Francisco Mattos)Ursa mãe com seus filhotes, após brigar com um macho (Foto: Francisco Mattos)

Para fotografar um urso polar, o brasileiro Francisco Mattos, de 33 anos, viaja para alto mar (às vezes congelado), enfrenta temperaturas de 30 graus negativos e encara expedições que duram até três dias. Mattos mora na Ilha Spitsbergen, na Noruega, e se especializou em fotografar e filmar os animais. No acervo, iniciado em 2011, já tem mais de 200 cliques.

O tema desta reportagem foi sugerido por um leitor pela ferramenta de jornalismo colaborativo VC no G1. Você também pode participar enviando sua colaboração. Saiba como

Nascido em Passo Fundo (RS), Mattos se formou em comunicação social em uma universidade catarinense e se especializou em fotografia em uma instituição da Austrália, onde também já morou. “Comprei uma câmera e saí batendo foto, já tinha visto um urso, mas não tinha conseguido fotografar. Uma vez em uma expedição, consegui fotografá-lo, ficou muito boa a foto, repercurtiu muito, o que me incentivou.”

Para flagrar os animais, Mattos precisa sair cidade e percorrer entre 150 a 250 quilômetros para norte ou para o leste do país, sempre de snowmobile – uma espécie de moto com dois esquis na frente própria para se locomover na neve. “Saindo da cidade, praticamente não há mais nada de civilização e você fica a mercê de uma temperatura que pode chegar a menos 35 graus.”

Mattos e sua snowmobile (Foto: Arquivo pessoal/ Francisco Mattos)Mattos e sua snowmobile (Foto: Arquivo pessoal/
Francisco Mattos)

A caminho de uma dessas expedições, Mattos viu a cena que considera a mais marcante: uma ursa mãe brigando com um macho para defender seus filhotes. Depois da luta corporal, o urso macho subiu para uma montanha e a mãe seguiu para um vale ao encontro dos dois filhotes. “Consegui fotografar a mãe abraçando eles. Vimos bem de perto. Quando eles aparecem é sempre uma adrenalina. É uma completa paisagem o urso na frente do mar com a geleira, é uma parede que chega a 150 metros de gelo azul. Ver o urso caminhando nesse cenário dá uma paz, é fora de série.”

Quando eles aparecem é sempre uma adrenalina. É uma completa paisagem o urso na frente do mar com a geleira, é uma parede que chega a 150 metros de gelo azul”

Perigos
Mattos diz que nunca enfrentou perigos para clicar os bichos, sempre está armado nas expedições, mas nunca precisou atirar. Segundo o brasileiro, os ursos polares veem os humanos como comida, então chegar perto deles é bem arriscado. “O urso não tem predador e tem pouca comida, para ele o que está se movimentado é para comer.” Mattos também fotografa raposas polares, focas e morsas.

O próximo desafio é fotografar o ataque de um urso contra um foca, mas Mattos sabe que o flagra é quase impossível. “O urso passa cinco ou seis meses sem comer nada. O ataque à foca pode ocorrer quando elas quebram o gelo do mar congelado, fazem um buraco e vêm até a superfície para respirar.”

Polo Norte
No dia 9 de abril, Mattos trabalhou na Maratona do Polo Norte fazendo a segurança para os atletas participantes. Como a região é muito povoada por ursos, a competição contrata pessoas que ficam armadas em pontos estratégicos da corrida, observando se há vestígios dos animais. Mas não houve qualquer aproximação dos ursos, o maior desafio foi aguentar o frio de menos 40 graus. “O frio do Polo Norte é diferente, é muito seco, congela a ponta do nariz, a barba. O olho lacrimeja e em dois segundos que eu pisquei a lágrima congelou. Meus olhos ficaram grudados e tive de abri-los com as mãos.”

Mesmo com tanto frio, o fotógrafo não pretende voltar ao Brasil tão cedo. No inverno, quando as temperaturas na Noruega são muito rigorosas e, mesmo durante o dia, o céu está escuro, ele e a esposa sueca costumam passar uma temporada na Indonésia ou aproveitam para visitar a família de Mattos no Brasil. A próxima passagem pela terra natal será em junho durante a Copa do Mundo, quando eles também vão aproveitar para ir até Fernando de Noronha.

Uma das imagens feitas por Francisco Mattos em suas expedições pela Noruega (Foto: Francisco Mattos)Uma das imagens feitas por Francisco Mattos em suas expedições pela Noruega (Foto: Francisco Mattos)Foca é outro animal que vive em locais frios (Foto: Francisco Mattos)Foca é outro animal que vive em locais frios (Foto: Francisco Mattos)Um dos ursos fotografados pelo brasileiro na Noruega (Foto: Francisco Mattos)Um dos ursos fotografados pelo brasileiro na Noruega (Foto: Francisco Mattos)As morsas também estão entre os bichos fotografados pelo brasileiro (Foto: Francisco Mattos)As morsas também estão entre os bichos fotografados pelo brasileiro (Foto: Francisco Mattos)

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Game brasileiro ‘Mr. Bree’ começa a ser vendido no Steam

Cena de 'Mr. Bree', jogo de plataforma brasileiro que apresenta fases complexas (Foto: Divulgação/Tawstudio)Cena de ‘Mr. Bree’, jogo de plataforma brasileiro que apresenta fases complexas (Foto: Divulgação/Tawstudio)

Quase um ano após pedir – e conseguir – ajuda de jogadores para colocar seu game no Steam, uma das lojas digitais de games mais populares do mundo, os brasileiros do estúdio TawStudio, de Pindamonhangaba (SP) começarão a vender seu título “Mr. Bree” na plataforma a partir desta quinta-feira (1º). O game será vendido por US$ 3, mas na primeira semana  na loja ele terá o preço de US$ 2.

Mr. Bree” é um jogo do gênero plataforma – como “Super Mario Bros”. – em que o jogador controla um porquinho que perdeu a memória e, para voltar para sua família, deve saltar por diferentes níveis, desviar de obstáculos e armadilhas, além de eliminar os inimigos. Entretanto, o nível de dificuldade do game é bem alto, o que atrai jogadores mais dedicados, chamados de “hardcore”. Por conta disso, é necessário jogá-lo com um teclado ou um joystick, o que dá mais precisão aos movimentos e saltos.

'Mr.Bree' é o personagem que dá nome ao game de plataforma com alto nível de dificuldade (Foto: Divulgação/Tawstudio)‘Mr.Bree’ é o personagem que dá nome ao game
de plataforma com alto nível de dificuldade
(Foto: Divulgação/Tawstudio)

O jogo tem 60 fases (45 “normais” e 15 secretas) com alto nível de dificuldade que contam a história do personagem, quatro modos de jogo, trilha sonora original, mais de 60 conquistas e muitas batalhas contra chefes.

Em maio de 2013, o game estava no serviço “Greenlight” do Steam, uma espécie de “curadoria de jogos independentes” onde qualquer desenvolvedor pode colocar o seu jogo na tentativa de vendê-lo. Os usuários do Steam dão “curtir” aos jogos que estão nesta área e os mais populares podem ser escolhidos para serem vendidos na loja. O game teve boa repercussão e conseguiu estar entre os escolhidos para ser vendido na plataforma.

Em entrevista ao G1 em 2013, Lucas Jock, diretor e designer de jogos do TawStudio, disse que o nome do jogo “surgiu quando nosso programador estava fazendo um protótipo do jogo ouvindo músicas do estilo ‘deathcore’, bem pesadas, que têm grunhido de porco como som. A onomatopeia deste ruído se chama ‘bree’, e daí veio a ideia de dar nome ao game”.

'Mr. Bree' tem um porquinho como herói que deve vencer os obstáculos das fases (Foto: Divulgação/Tawstudio)‘Mr. Bree’ tem um porquinho como herói que deve vencer os obstáculos das fases (Foto: Divulgação/Tawstudio)

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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Hardcore gringo e punk brasileiro empolgam plateia do Abril Pro Rock

Conquest for Death, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)‘Lema’ da Conquest for Death é “muitas nações, um underground” (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Os fãs do punk e do hardcore não tiveram do que reclamar na segunda noite de shows do Abril Pro Rock, neste sábado (26), no Chevrolet Hall, em Olinda. Os norte-americanos do Conquest for Death mostraram porque são uma grande influência para o hardcore e também para o punk, trash e metal. O punk brasileiro foi defendido pelos capixabas da Mukeka di Rato e da tradicional banda paulistana Olho Seco.

Formada em 2006, a Conquest for Death é conhecida por trazer integrantes de diferentes continentes, todos unidos no lema ‘muitas nações, um underground’. Em um show eletrizante, o grupo veio pela segunda vez ao Nordeste e mostrou muito pique, com os integrantes correndo pelo palco e vibrando junto ao público.

Abrindo com “Yellow Tape” e trazendo no repertório músicas como “Beyond Hidden Valley”, “A sunny day in no man’s land” e “The unbridled disgust of being human”, a Conquest mostrou fôlego e encantou mesmo quem não conhecia a banda. “Essa é a graça do Abril, você vem ver uma banda e acaba conhecendo outras”, conta o professor Fred Costa, que veio de Selânea, na Paraíba, para a noite do rock.

A rodinha punk crescia a cada música, tornando pequeno o espaço no Chevrolet Hall para tantos fãs de rock. “Mosh é vida, não tem essa de ser mulher, não tem idade. Ou você gosta, ou você se afasta. Não é violento, está todo mundo brincando aqui”, avalia a farmacêutica Jucélia Souza, que acompanhou o show todo na roda.

Olho Seco, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Olho Seco é uma das veteranas do punk brasileiro (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Das origens do punk
“Isso é Olho Seco, seco, seco, seco!”, vibravam os apaixonados pelo punk assim que a paulistana Olho Seco subiu ao palco. A banda do começo da década de 1980 é responsável, junto a ícones como Ratos de Porão, por escrever parte da história do gênero no país. Mistura de hardcore punk com thrashcore, o vocal agressivo enlouqueceu o público do Chevrolet Hall.

A energia pulsante do grupo permeou o repertório com múscas como “Me tirem deste inferno”, “Vida violenta”, “Castidade” e “Eu nao sei!”. Ficar junto à grade nesse show foi um verdadeiro desafio. “Esse é o tipo de banda que, ou você gosta muito, ou odeia. Eu tô aqui na grade, com dor, a galera empurrando, porque amo mesmo”, afirma o estudante Pedro Barbosa.

Para o empresário Osíris Goes, a Olho Seco é única na história do punk brasileiro. “Junto deles, só Cólera e Garotos Podres. É muito bom mesmo, vim para ver Obituary, mas valeu muito a pena o show”, conta. A noite contou ainda com as músicas “Nada”, “Isto é olho seco”, entre outros sucessos da banda.

Mukeka di Rato, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Mukeka di Rato tem público fiel no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Capixabas
Do Espírito Santo, os veteranos do Mukeka di Rato mostraram porque enlouquecem os fãs por onde passam, durante 16 anos de carreira. A roda de punk começou logo na primeira música, com roqueiros subindo na grade para se jogar por cima da galera. Sem parar um minuto, os integrantes da banda percorriam o palco, incitando a plateia a não parar também.

Vários foram os que tentaram pular para o palco e não conseguiram, mas não se arrependeram. “Você não vê sempre esses caras aqui. Se você não tenta, é porque nunca veio para um show direito”, diz o estudante Aloíso Sá, que veio com os amigos de Maceió para curtir a noite do rock pesado.

O repertório passou por músicas como “New Wave Indio”, “Escolinha”, “Mickei”, “Maconha”, além de outras mais recente trabalho “Atletas de Fristo”. “Só faltou o Ratos de Porão para essa noite ficar perfeita. Mukeka di Rato é uma das melhores bandas que tem da cena alternativa”, define o promotor de vendas Filipe Almeida.

Pedro aguentou o empurra-empurra junto à grade, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Pedro Barbosa aguentou o empurra-empurra junto à grade, durante show da Olho Seco (Foto: Katherine Coutinho / G1)

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Música

 

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Do trash ao melódico, metal brasileiro mostra sua força no Abril pro Rock

Banda Chakal, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)A “banda do mal de BH”, Chakal, se apresentou no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Uma noite para quem ama o rock em todas as suas versões, passando do trash metal ao stoner rock e metal melódico. As bandas brasileiras comprovaram que, em uma noite de atrações internacionais de peso como Obituary, têm seu público certo e apaixonado no Nordeste do país, na segunda noite do Abril Pro Rock, no sábado (26), no Chevrolet Hall, em Olinda.

Com uivos, vindos tanto do público como da abertura do show, o Chakal subiu ao palco sendo ovacionado pelos fãs. “Nós somos a banda do mal de Belo Horizonte”, avisou o vocalista da banda, Vladimir Korg, fazendo questão de ressaltar a origem mineira e aproveitando para zoar com o público, perguntando se tinha alguém cansado.

Formada nos anos 80, a banda é uma das responsáveis pela base do trash metal brasileiro, junto ao Sepultura. O vocal gutural marca as músicas “Christ in Hell”, “Exorcise-me”, além de “Headshooting for dummies” e “Anubis”, The lord of the Necropolis”. Um banquete sonoro para quem curte o ritmo. “Eles são os reis do trash. Muita gente fica só com Sepultura, mas esses caras aqui são outra história”, acredita o gerente de loja André Neves, que veio de Campina Grande (PB).

Lembrando o álbum anterior, “Demon King” levou ao delírio os fãs dos mineiros. O som pesado e a sintonia da banda com os fãs mostrou porque eles são ovacionados todas as vezes que vêm ao Nordeste fazer shows.

Banda Krow, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Krow mostrou ao público do Abril pro Rock as músicas do novo EP, “Relentless disease” (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Também mineiros, mas da cidade de Uberlândia, a banda Krow subiu ao palco prometendo mostrar aos gringos “como é que se faz death metal de verdade”. O som pesado do grupo arrebatou os roqueiros de plantão, com direito a muitos moshes – a famosa ‘rodinha punk’. Batendo cabeça e apostando no vocal gutural, os mineiros trouxeram músicas do seu mais novo EP, “Relentless disease”, gravado na Suécia.

Para o encarregado de produção Alex Silva, o show da Krow foi memorável. “O death metal deles é animal. É o melhor tipo de rock que tem”, defende Silva, afirmando que os fãs acabam sofrendo preconceito no Nordeste. “O Nordeste é muito carente de shows desse tipo. A galera acha que a gente só tem brega, forró…”, aponta.

Após de fazer shows em festivais da Europa ao lado de mandas como Napalm Death, Primoridal e Negura Bunget, a banda deixou para lançar a música “Whoreborn”, do mais recente trabalho, para o público fiel da segunda noite do Abril Pro Rock. “Isso que é música de verdade. Não conhecia os caras, mas vou procurar agora”, garante o estudante Alan Santos. A noite contou ainda com “Before the ashes”, “Outbreak of a maniac” e a música que batizou o EP, “Relentless disease”.

Banda Hibria, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Hibria abriu shows da turnê brasileira do Black Sabbath (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Metaleiros
Em uma noite com bandas de som pesado, o metal melódico do Hibria não deixou a desejar. Um pouco mais leve que as outras bandas, o quinteto gaúcho veio pela primeira vez ao estado, depois de já ter tocado no palco do Rock in Rio, ano passado, e de ter aberto os shows da turnê brasileira do Black Sabbath.

Mostrando que já tem fãs em território pernambucano, a banda foi recebida com gritos e aplausos assim que subiu ao palco. O setlist contou com músicas como “Silent revenge”, “Lonely fight” e “Shoot me down”. “Eu tinha visto o show deles no Rock in Rio, estava louca para que viessem para o Nordeste. As letras, o instrumental deles é perfeito”, afirma a técnica em enfermagem Larissa Corrêa, que veio de Maceió para ver o quinteto.

Prometendo voltar para uma turnê pelo Nordeste, o Hibria convocou o público a pular e bater cabeça em hits como “Silence will make you suffer”, “Steel lord on wheels” e “The anger inside”, além de “Blinded by faith”. “É bom ver que eles não esqueceram o metal melódico. A gente perdeu muito espaço com essa diminuição de dias do festival”, acredita o professor Lúcio Alves.

Banda Monster Coyote, no Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)Monster Coyote atraiu fãs do RN para curtir show do Abril pro Rock (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Rock potiguar
Cria da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a Monster Coyote arrebatou fãs em sua apresentação no palco do Abril Pro Rock. O grupo de stoner rock — subgênero do metal tradicional –,  fez um som impactante, colocando os roqueiros para bater cabeça ao longo de toda a apresentação.

No setlist não faltaram as canções “Dead bravery”, “Windmill tales” e “Wolfslayer”. Acompanhando o trabalho do grupo desde o começo, a técnica de laboratório Lorena Rocha era uma das mais empolgadas na grade, cantando todas as músicas. “Eles são top, uma das melhores bandas de Mossoró, sem dúvida. O ritmo que eles levam é bem stoner, esse sem dúvida é o ponto alto da banda”, acredita Lorena, que é da mesma cidade do grupo.

O repertório da noite incluiu ainda “Walk of the untouchable” e “Beacon of losts souls”, arrebatando o público em uma noite dedicada ao rock do começo ao fim.

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Publicado por em 29 de abril de 2014 em Música

 

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Brasileiro cria microssensor para estudar sumiço de abelhas no mundo

Exemplar de abelha usa microssensor desenvolvido por cientista brasileiro. Testes feitos na Tasmânia, Austrália, tenta identificar se pesticidas tem causado a morte de insetos, responsáveis pela polinização natural (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)Exemplar de abelha usa microssensor desenvolvido por cientista brasileiro. Testes feitos na Tasmânia, Austrália, tentam identificar se pesticidas são culpados pelo sumiço desses insetos, responsáveis pela polinização natural (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)

Um brasileiro que vive na Austrália pode ajudar, com sua pesquisa, a responder uma das questões mais intrigantes do mundo científico atual: por qual motivo as abelhas estão sumindo em várias partes do mundo?

Paulo de Souza, físico de formação, é o pesquisador líder da área de microssensores da Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Austrália, conhecida pela sigla Csiro. Baseado na Tasmânia, desde setembro passado ele acompanha um experimento com o intuito de determinar o que tem impactado a vida desses insetos.

Souza foi responsável por desenvolver um sensor, com tamanho de 2,5 por 2,5 milímetros e peso de 5 miligramas, que é colocado nas costas dos insetos. Ele funciona como um “crachá de identificação”, pois transmite dados e registra o que acontece com o inseto.

O objetivo do microaparelho é acompanhar passo a passo os movimentos de 5 mil abelhas, examinando a polinização feita por elas e sua produção de mel. Cada um deles custa cerca de R$ 0,63.

Entre as causas listadas como responsáveis pelo sumiço de abelhas estão o uso excessivo de pesticidas, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Importância
A mortalidade de abelhas ao redor do planeta ameaça ambos os processos. Entre as possíveis causas já listadas estão o uso excessivo de pesticidas, como os neonicotinoides, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Investigar essas e outras hipóteses é importante, porque pode evitar um possível caos ambiental. O declínio, de acordo com o pesquisador, põe em risco a capacidade global de produção de alimentos.

Para se ter ideia, segundo a Organização das Nações Unidas, os serviços de polinização prestados por esses insetos no mundo – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas — são avaliados em US$ 54 bilhões por ano. Além disso, 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por alguma espécie de abelha.

Somente na Austrália, local dos testes, cerca de 17% de todo o alimento plantado no país, como as frutas, nascem graças à polinização feita tanto por abelhas domesticadas, quanto por espécies selvagens.

O pesquisador Paulo de Souza segura abelhas que são utilizadas em testes em laboratório da Tasmânia, na Austrália (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)O pesquisador Paulo de Souza segura abelhas que
são utilizadas em testes em laboratório da Tasmânia,
na Austrália (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)

Experimento com pesticidas
Para implantar o sensor nos insetos, os pesquisadores adormecem as abelhas ao colocá-las na geladeira a uma temperatura de 5ºC. Depois, usam uma supercola para fixar o microssensor. De acordo com Souza, o miniequipamento não atrapalha o voo.

Os testes na Tasmânia são feitos com quatro colmeias. Duas vivem no ambiente natural da região, que é considerada uma das menos impactadas pela poluição do ar e da água.

Elas estão a um quilômetro de distância de outras duas colmeias, que recebem constantemente pequenas doses de agrotóxicos neonicotinoides no alimento (que tem origem na molécula de nicotina).

Esses defensivos agrícolas já foram banidos em alguns países por suspeita de intoxicar as abelhas, em um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem após o corpo sofrer um “curto-circuito” possivelmente devido à excessiva exposição a determinados compostos químicos.

De acordo com Souza, os primeiros resultados do teste mostraram que as abelhas com sensores que tiveram contato com os defensivos demoravam mais para voltar à colmeia – ou nem voltavam. “Os neonicotinoides alteraram o comportamento delas”, disse Souza.

A meta do brasileiro, que lidera uma equipe com outros 13 profissionais, é desenvolver um sensor de 1,5 milímetro até o fim deste ano. Em quatro anos, o tamanho atual deve diminuir em 20 vezes, de forma que será implantado na abelha com a ajuda de um spray.

Testes no Brasil
Ainda no segundo semestre deste ano, a investigação atravessa o oceano e troca de continente. As abelhas do Brasil serão o alvo da pesquisa, principalmente as que vivem na Amazônia.

De acordo com Souza, o estudo será feito em parceria com o Instituto Tecnológico Vale, braço da mineradora Vale que é voltado ao desenvolvimento sustentável.

Serão implantados entre 10 mil e 20 mil sensores nos insetos para saber se há algum tipo de impacto negativo que influencie a polinização das abelhas.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 26 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Brasileiro Fabricio Werdum é confirmado em novo game do UFC

Fabricio Werdum (Foto: Divulgação/EA Sports)Brasileiro Fabricio Werdum estará em ‘EA Sports UFC’ (Foto: Divulgação/EA Sports)

A produtora Electronic Arts confirmou o lutador brasileiro Fabricio Werdum no game “EA Sports UFC”, que chega no 1º semestre de 2014 para PlayStation 4 e Xbox One. O gaúcho irá lutar contra Travis Browne em abril por uma chance de disputar o título da categoria peso pesado.

A EA assumiu a produção dos games do UFC após três títulos lançados pelas empresas THQ e Yuka. Desenvolvido pela mesma equipe da série de boxe “Fight Night”,  “EA Sports UFC” usa o motor gráfico “Ignite” e promete lutas mais intensas e dinâmicas, um novo sistema de física de golpes e a deformação em tempo real do corpo dos lutadores, como o salto de uma veia ou a flexão de um músculo.

Anthony Pettis, campeão peso leve, também ganhou uma imagem inédita em alta definição de sua versão virtual. A EA Sports aproveitou ainda para confirmar no game o lutador naturalizado holandês Gegard Mousasi. A produtora promete mais de 100 atletas para a versão final do novo jogo do UFC.

Anthony Pettis (Foto: Divulgação/EA Sports)Campeão Anthony Pettis aparece em imagem do novo game do UFC (Foto: Divulgação/EA Sports)Gegard Mousasi (Foto: Divulgação/EA Sports)Gegard Mousasi vem de derrota para o brasileiro Lyoto Machida (Foto: Divulgação/EA Sports)

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Publicado por em 25 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Antártica é estratégica para o país, diz comandante de navio brasileiro

 Navio brasileiro Ary Rongel atravessa a Passagem de Drake rumo à Antártica em 3 de março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida) Navio brasileiro Ary Rongel atravessa a Passagem de Drake rumo à Antártica em 3 de março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida)

No comando do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, o capitão-de-mar-e-guerra Sérgio Lucas conclui a última viagem logística da temporada de operações brasileiras na Antártica, um continente ainda pouco conhecido, porém de importância estratégica para o Brasil.

Em entrevista exclusiva à AFP, o comandante fala sobre sua experiência ao navegar em condições tão diferentes das encontradas no Brasil e explica que, além da relevância científica, estar presente na Antártica também garante a defesa dos interesses do País no continente gelado.

AFP: Quais são os principais desafios de comandar um navio como o Ary Rongel?
Comte. Sérgio Lucas: Digamos que os principais desafios acabam correspondendo à característica peculiar de operar numa região completamente diferente de outro espaço marítimo próximo ao Brasil. Isso acaba afetando as decisões que são tomadas aqui a bordo do navio, numa área que basicamente opera em meio de gelo e neve, de águas muito geladas, de ventos muito fortes. Ou seja, são características bem diferentes daquelas que encontramos nas águas tropicais do Brasil.

AFP: Quais experiências positivas e negativas o senhor destacaria no comando deste navio?
Comte. Sérgio Lucas: Eu diria que a experiência positiva é o ambiente. Aqui tem uma paisagem belíssima que encanta qualquer um, sobretudo os brasileiros, que estão acostumados a outro tipo de paisagem. Avistar seres marinhos que a gente não costuma ver, livres no mar, como baleias, focas e leões marinhos, também faz parte do lado positivo. O fator negativo está nas condições adversas, na característica inóspita da região – o frio, o vento, ter que trabalhar em conveses abertos sob essas condições de temperatura. A preocupação com a segurança cresce muito quando a gente tem que se preocupar com a mudança de tempo, que pode acontecer às vezes em minutos e pegar a gente de surpresa. É uma preocupação que acaba fazendo parte de uma rotina que nos mantêm sempre atentos. Voltando ao aspecto positivo, é a satisfação, a honra de poder servir à Marinha, servir ao País, representar a Marinha em uma área tão distante, ainda tão desconhecida.

Oficial da marinha no navio Ary Rongel, coberto de neve, durante operações na Antártica em 12 de março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida)Oficial da marinha no navio Ary Rongel, coberto de
neve, durante operações na Antártica em 12 de
março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida)

AFP: Nas boas-vindas aos jornalistas a bordo do Ary Rongel, o senhor falou da importância de a sociedade brasileira conhecer o trabalho feito na Antártica na defesa dos interesses brasileiros neste novo continente de recursos naturais ainda inestimáveis e inexplorados. O senhor poderia falar um pouco mais sobre isso?
Comte. Sérgio Lucas: O Programa Antártico Brasileiro (Proantar)é um programa abrangente, abarca vários ministérios do nosso governo e o Ary Rongel é apenas uma pequena peça do comando da Marinha que executa algumas tarefas desse programa no meio antártico.

Sobretudo, a tarefa do Ary Rongel aqui é de apoio logístico à estação brasileira Comandante Ferraz e também aos projetos de pesquisa que são lançados em diferentes pontos da região. Isso traz consigo toda uma aspiração que o Brasil tem de se fazer presente no continente antártico, que ainda não tem dono. Alguns países têm seus interesses na região e o Brasil também tem seus interesses. Então, essa presença aqui é, por si só, muito importante. A presença física do Brasil por intermédio de sua estação, de seus pesquisadores, e também dos dois navios que vêm aqui todo ano [além do Ary Rongel, outro navio da Marinha, o Almirante Maximiano, apoia as operações do Proantar] mostram todo esse interesse que o país tem na Antártica.

O Brasil, pelos resultados que tem apresentado em termos de pesquisas, já está sendo colocado em igualdade de condições com qualquer outro que está aqui há mais tempo na Antártica. Há muita coisa ainda a ser descoberta neste continente que a Humanidade desconhece. Estar na linha de frente dessa presença é muito importante para o país, sem dúvida, sobretudo porque é um continente que tem muita influência natural, pelas massas de ar, pela proximidade, enfim, por toda influência que o continente antártico projeta sobre o continente sul-americano e também sobre o Brasil.

AFP: O Protocolo de Madri [emenda ambiental ao Tratado Antártico] proíbe a exploração de recursos naturais com fins comerciais no subsolo do continente antártico até os anos 2040, quando o documento deve ser revisto. É importante o Brasil se posicionar na Antártica para ter um poder decisório sobre o futuro do continente?
Comte. Sérgio Lucas: Sim, o Brasil já tem essa voz ativa. Faz muito tempo que o Brasil faz parte deste programa e os resultados que se apresentam em termos de pesquisa colocam o país com maior firmeza ainda no Tratado Antártico. No futuro, haverá outras rodadas de negociações com os países pertencentes ao tratado e, logicamente, o futuro do continente vai ser decidido nesse fórum. Será muito importante para o Brasil ter uma voz ativa nesse grupo sobre os destinos desse continente que possam vir a interferir ou influenciar o nosso país.

 Vista da Antártica do navio Ary Rongel em 4 de março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida) Vista da Antártica do navio Ary Rongel em 4 de março (Foto: AFP Photo/Vanderlei Almeida)

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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