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TECNOLOGIA

Hackers pediram US$ 50 mil à Symantec por código fonte

São Paulo – Hackers pediram 50 mil dólares à produtora de software antivírus norte-americana Symantec para que devolvessem o código básico de alguns de seus produtos essenciais. A companhia diz que o pedido foi feito por e-mail, como parte de uma operação clandestina de uma agência policial.

A Symantec diz que os e-mails na verdade foram trocados entre hackers e policiais que se fizeram passar por funcionários da empresa.

“As comunicações com a(s) pessoa(s) que tentava(m) extorquir pagamento da Symantec foram parte de uma investigação policial”, disse Cris Paden, porta-voz da empresa, acrescentando que nenhum pagamento foi realizado.

A Symantec havia confirmado anteriormente que o hacker, parte do grupo conhecido como Lords of Dharmaraj e associado ao Anonymous, estava de posse do código-base de seus produtos, obtido em 2006 por meio de uma violação das redes da empresa.

Uma troca de e-mails divulgada pelo hacker, conhecido como YamaTough e que alega operar de Mumbai, Índia, mostra prolongadas negociações com um suposto funcionário da Symantec, a partir de 18 de janeiro.

As negociações via e-mail foram semelhantes a conversações realizadas anteriormente e vistas pelas Reuters, em operações policiais nas quais a polícia comanda os contatos entre vítimas e hackers.

“Não podemos lhe pagar 50 mil dólares de imediato, pelos motivos discutidos anteriormente”, afirmava um e-mail de Sam Thomas, suposto funcionário da Symantec, que posteriormente ofereceria pagamento do valor integral.

“Em troca, você divulgará um comunicado público, em nome de seu grupo, afirmando ter mentido sobre o hack”, a mensagem acrescentava.

O hacker declarou que jamais pretendeu aceitar o dinheiro, e alertou que em breve divulgaria publicamente o código-fonte para o pcAnywhere da Symantec e os produtos antivírus da Norton.

“Nós os enganamos para que oferecessem uma propina e pudéssemos humilhá-los”, disse YamaTough à Reuters.

Nas últimas semanas, o hacker vem postando partes do código do Norton Utilities e outros programas. A propriedade intelectual de uma produtora de software antivírus, especialmente seus códigos-fonte, é seu ativo mais precioso.

O Norton Internet Security, da Symantec, está entre os antivírus mais populares.

A empresa alega que a versão 2006 do código-fonte em posse do hacker não representa ameaça aos clientes mesmo que seja divulgada na íntegra.

Depois que o ataque de hackers foi divulgado, em janeiro a Symantec pediu que os clientes desabilitassem temporariamente o pcAnywhere. Posteriormente, divulgou uma atualização gratuita que voltou a permitir seu uso seguro.

Hackers contrários a Belo Monte atacam site da Vale

São Paulo – Os hackers reunidos no coletivo Anonymous desabilitaram o site www.vale.com, da Vale, na noite desta segunda-feira (06).

Eles também anunciaram a derrubada do site www.norteenergiasa.com.br, da usina hidrelétrica de Belo Monte, mas ele continuava funcionando normalmente há pouco. Por volta das 23h, o site da Vale voltou a funcionar.

Em manifesto divulgado pelo twitter, os hackers dizem que querem “expressar nossa condenação ao projeto da barragem de Belo Monte da Norte Energia. O ecossistema da Amazônia é fundamental para todo o planeta e a barragem vai prejudicá-lo irreversivelmente”.

O texto acrescenta que “a carta de direitos dos povos indígenas, da ONU, declara que a autoridade deles deve ser consultada na implementação de qualquer projeto que afete seu território. Os índios Caiapó não foram consultados pela Norte Energia; portanto os direitos dos Caiapós foram violados”.

O manifesto também cita projetos de empresas de energia na Guatemala, no Chile e no México e as empresas Enel e Endesa.

Sites do governo da Bahia sofrem ataques

São Paulo – Os principais sites do governo da Bahia permaneceram fora do ar na manhã desta segunda-feira, após sofrerem ataques.

A página do Governo, Portal do Servidor Público, Secretaria de Segurança Pública do Estado, da Assembleia Legislativa, entre muitas outras relacionadas ao governo da Bahia seguem com acesso indisponível desde a manhã de hoje.

Os grupos hackers iPiratesGroup, AnonBRNews e AntiSecBRTeam assumiram a responsabilidade pelos ataques em solidariedade aos servidores da Polícia Militar do estado que seguem em greve há uma semana.

INFO tentou acessar às páginas do governo da Bahia e não obteve sucesso. Segundo os grupos, cerca de 90% dos sites relacionados ao governo estão fora do ar. Eles utilizam ataques de negação de serviço (DDoS) para sobrecarregar os servidores desses sites. Normalmente neste tipo de ataque não há roubo de dados, mas deixa o serviço indisponível.

Na semana passada o mesmo grupo foi o responsável por derrubar sites de grandes bancos nacionais como Itaú, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica, em ataques contra a corrupção e injustiça social no Brasil.

Dados bancários não estão ameaçados, diz Febraban

São Paulo – A Febraban divulgou recentemente uma nota dizendo que os sistemas de segurança dos bancos são seguros. Durante a semana passada, os sites das instituições financeiras ficaram fora do ar durante horas após uma seqüência de ataques hackers.

De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), “os sites dos bancos são seguros e dispõem de medidas de proteção dos dados e contas dos clientes que estão entre os melhores do mundo”.

Desde o dia 30 de janeiro de 2012, o coletivo hacker Anonymous realizou ataques de negação de serviço (DDoS) e sobrecarregaram os sites dos bancos. Com isso, os clientes bancários não conseguiam carregar as páginas das instituições durante algumas horas e, em alguns casos, os aplicativos dos bancos para smartphones e tablets também ficaram fora do ar.

Ainda de acordo com a Febrabam, “episódios de sobrecarga nos acessos a sites de alguns bancos ocorridos nos últimos dias não representaram nem representam ameaça aos dados pessoais e contas correntes dos clientes”.

Cada dia da semana foi dedicado a um banco, que permaneceu com o site instável por um período de 12 horas. Na segunda-feira o alvo foi o banco Itaú, na terça o Bradesco, quarta o Banco do Brasil, na quinta do HSBC e na sexta do Caixa Econômica Federal (CEF) e do Citibank.

grupo hacker divulgou que fez ataques aos sites de instituições financeiras para protestar contra a corrupção no Brasil. Os dias para praticar a instabilidade nos sites foram escolhidos com base nas datas de pagamento de salários. Com isso, o coletivo  supostamente conseguiria chamar mais atenção dos clientes destes serviços.

Anonymous divulga ligação do FBI

Londres – O grupo de ativistas da internet Anonymous publicou nesta sexta-feira (3) uma gravação confidencial entre agentes do FBI e detetives de Londres em que os agentes discutem as ações que estão tomando contra hackers.

A polícia britânica disse que estava investigando relatos sobre a ligação gravada ilegalmente, e o FBI disse que uma investigação criminal estava sendo organizada para cuidar do incidente.

O Anonymous também publicou um e-mail convidando participantes à ligação, em que um agente do FBI escreveu que investigações relacionadas ao Anonymous, LulzSec, Antisec e grupos associados seriam discutidas ao telefone. (http://pastebin.com/8G4jLha8)

O Anonymous e o LulzSec hackearam empresas e instituições de alto perfil ao redor do mundo incluindo a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, a Serious Organised Crime Agency (SOCA) do Reino Unido, a Sony do Japão e sites do governo mexicano.

Na ligação, que dura 16 minutos, um detetive britânico discute com um suposto hacker de 15 anos de idade, que é descrito como “um pouco idiota” e que estava procurando atenção. (http://www.youtube.com/watch?v=pl3spwfUZfQ)

Ele também diz a seu interlocutor norte-americano que “nós estragamos as coisas no passado” quando é agradecido pela ajuda que estão fornecendo.

Em outros diálogos não marcantes, eles também discutem profundamente os méritos de Sheffield, cidade do Norte da Inglaterra onde ocorreria uma conferrência sobre cyber-segurança.

9 maneiras de se proteger de ataques virtuais

São Paulo – Dados do Comitê para Democratização da Informática (CDI), apontam que, até 2016, 70% da população brasileira estará conectada à internet. A marca é impressionante, mas traz à tona outros números, um pouco mais preocupantes acerca do assunto.

Um deles é que o Brasil ocupa a quarta posição na lista dos países líderes em cibercrimes, atrás apenas da China, África do Sul e México. “São 220 mil vírus circulando pelos computadores do país e a cada 39 segundos é realizado um novo ataque”, alerta Roberto Baggio, fundador do CDI. Isso significa que os brasileiros estão cada vez mais conectados e também cada vez mais suscetíveis a serem vítimas de crimes online, como roubo de senhas bancárias por exemplo.

Com o objetivo de promover a conscientização sobre uma navegação mais segura e, de quebra, ajudar o país a sair da lista negra dos ataques virtuais, o CDI lançou em janeiro a campanha Brasil sem Vírus, com o apoio do Techtudo. “Campanhas preventivas são fundamentais para esclarecer a todos em relação aos perigos e desafios da internet”, explica.

E uma das principais ações da campanha, e dica número um para garantir a proteção de um computador, é a aplicação e atualização constante de antivírus. No site do movimento é possível que usuários baixem gratuitamente serviços para blindar a máquina contra possíveis ameaças.

Existem, entretanto, outras atitudes que também podem ser incorporadas ao dia a dia da navegação, seja em computador pessoal ou smartphone. EXAME.com apurou junto ao CDI algumas dicas, confira a lista:

 

 

No computador:

Log out – quando acessar computadores de lugares públicos, nunca se esqueça de “sair” quando finalizar o acesso a uma rede social, por exemplo, ou mesmo conta de email.

Senha – uma boa senha deve ter cerca de 8 caracteres, alternando sempre letras, números e símbolos para dificultar a descoberta. Além disso, deve ser trocada regularmente.

Arquivos anexados ao email – verificar o remetente e não abrir mensagens desconhecidas.

Download de arquivos – somente realizar o download em sites conhecidos e seguros.

Antivírus – mantenha-o atualizado. No site do Brasil Sem Vírus é possível encontrar opções, gratuitas e pagas, para instalação.

No smartphone:

Bluetooth – habilitá-lo apenas quando necessário. Configure o aparelho para que não seja identificado, sempre no modo oculto ou invisível, de acordo com modelo.

Arquivos – não permita o recebimento de arquivos, nem mesmo de remetentes conhecidos. Receba apenas quando necessário.

Segurança – informe-se sobre “patches” (correções de segurança) que a fabricante possa oferecer para corrigir e proteger o aparelho de vulnerabilidades.

Antívirus – atualmente é possível baixar versões específicas, e gratuitas, para smartphones. Informe-se e procure a melhor opção para o sistema operacional do aparelho.

Sites da Caixa Econômica e Citibank sofrem instabilidade

São Paulo – O acesso ao site do banco Caixa Econômica Federal (CEF) e do Citibank ficou indisponível na manhã desta sexta-feira, em mais um dia de ataques contra páginas de instituições financeiras.

A indisponibilidade do site da CEF e do Citibank tiveram relação com os recentes ataques promovidos ao longo desta semana, por grupos pertencentes ao coletivo hacker Anonymous, que devem se encerrar nessa sexta-feira com outros bancos menores também passando por instabilidade.

A operação, batizada de #OpWeeksPayment, faz alusão a semana de pagamentos de salários no país. Os grupos afirmam que os ataques seriam protestos contra a corrupção eminente no Brasil e por isso os alvos escolhidos foram os bancos.

Segundo os hackers, cada dia da semana foi dedicado a um banco, que permaneceu com o site instável por um período de 12 horas. Na segunda-feira o alvo foi o banco Itaú, na terça o Bradesco, quarta o Banco do Brasil e ontem o banco HSBC.

Para atingir o objetivo os hackers realizam ataques de negação de serviço (DDoS), quando sobrecarregam os servidores ao emitir simultâneos acessos a um mesmo website. Normalmente neste tipo de ataque não há roubo de dados, mas o serviço fica indisponível.

INFO tentou acessar a página da CEF e do Citibank durante a manhã desta sexta-feira, porém entre as 11h e 11h30 o acesso se encontrava instável ou indisponível. Em contato com a assessoria de imprensa das instituições, a Caixa informou que não detectou indisponibilidade em seus servidores e que seu site não foi atacado. Já o Citibank confirmou a instabilidade em seu website.

“Na manhã desta sexta-feira, a página de internet do Citi sofreu uma interrupção temporária no serviço. Nossa equipe trabalhou imediatamente para resolver o problema, e as operações foram restauradas no prazo de uma hora. Continuamos a monitorar o sistema para garantir a continuidade dos serviços. Em nenhum momento houve qualquer tipo de problema com a integridade dos dados ou qualquer comprometimento de informações de contas do clientes. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, afirmou o comunicado oficial do Citibank.

De acordo com o Procon, os bancos são responsáveis pela segurança das informações. Caso haja algum problema, o cliente deve entrar em contato diretamente com sua agência. Os que tiverem dificuldades em acessar a página do internet banking, também podem contatar o serviço telefônico da instituição financeira ou utilizar os caixas automáticos.

Banco Central do Brasil

Na manhã desta sexta-feira, o site do Banco Central do Brasil (BCB) também ficou fora do ar durante cerca de 30 minutos, desde as 10h.

A ação também foi promovida pelo coletivo Anonymous, como parte da operação #OpWeeksPayment.

Segundo os hackers, o período de instabilidade do BCB foi escolhido por concentrar o pico de acesso à consulta da cotação do Dólar do dia. O site, no entanto, já voltou ao normal.

Google reforça segurança em loja de aplicativos Android

São Francisco – O Google vem policiando discretamente a sua loja online já há alguns meses, em reconhecimento à crescente possibilidade de ameaças ao seu sistema operacional Android, cuja popularidade cresce cada vez mais.

O novo xerife é o Bouncer, um serviço de segurança que o Google desenvolveu para avaliar novos aplicativos carregados pelos seus programadores no Market, a loja de aplicativos do Android.

O Bouncer faz uma busca em softwares procurando por comportamentos potencialmente nocivos e analisa as contas de novos programadores a fim de impedir que “reincidentes” distribuam seus produtos, informou o Google, acrescentando que esse esforço intensificado vem dando frutos.

“Embora não seja possível impedir que más pessoas criem malware, o indicador que mais importa é determinar se esses maus aplicativos estão sendo baixados do Android Market -e sabemos que o volume vem caindo significativamente”, afirmou Hiroshi Lockheimer, vice-presidente de engenharia na divisão Google Android, em um post no blog da empresa quinta-feira.

Com a implementação do Bouncer, o Google registrou queda de 40 por cento no número de “downloads potencialmente nocivos” no Android Market, em um momento no qual a proliferação de malware estava começando a se tornar um problema, de acordo com o executivo.

A Lookout, uma empresa de pesquisa sobre segurança na computação, publicou um relatório em dezembro no qual estimava que mais de 1 milhão de dólares haviam sido roubados de usuários do Android em 2011 como resultado do download de software nocivo, e alertou que o montante cresceria dramaticamente.

Kevin Mahaffey, co-fundador da Lookout, elogiou as ações do Google.

“É excelente que o Google esteja trabalhando com a comunidade do Android a fim de oferecer uma alternativa a um processo manual de avaliação, porque isso permite que os programadores inovem rapidamente e ao mesmo tempo reforça a segurança básica dos usuários do Android”, disse Mahaffey.

O Bouncer representa uma atitude nova para o Google, que até recentemente alardeava sua postura de não intervenção no mercado de aplicativos -distinta da adotada pela Apple, que é notória por submeter os aplicativos a um rigoroso processo de seleção antes de permitir que sejam baixados.

Empresas atacadas por hackers não revelam ataques a investidores

São Francisco – Pelo menos meia dúzia de grandes companhias norte-americanas cujos computadores sofreram invasão de criminosos cibernéticos ou espiões internacionais não admitiram os incidentes, apesar das autoridades regulatórias agora recomendarem que esse tipo de ataque seja revelado.

Importantes funcionários do setor de segurança de computação do governo norte-americano acreditam que os ataques de hackers a empresas sejam muito frequentes, e a Securities and Exchange Commission (SEC) divulgou um extenso documento de “orientação”, em 13 de outubro, delineando como e quando empresas de capital aberto deveriam reportar ataques de hackers e riscos de segurança na computação.

Mas passado um trimestre dessa orientação pela SEC, algumas grandes empresas que tiveram violações sérias em sua segurança digital continuam a manter os incidentes sob sigilo, e não os reportaram às autoridades e investidores.

A Lockheed Martin, uma companhia de defesa, por exemplo, anunciou em maio passado que havia conseguido resistir a um ataque “significativo e tenaz” de hackers às suas redes. Mas o recente relatório trimestral 10-Q que a empresa submeteu às autoridades sobre o período que inclui o ataque não menciona hackers nem entre os riscos genéricos, quanto mais admite o ataque.

Uma revisão pela Reuters de mais de 2 mil relatórios apresentados por empresas desde que a SEC divulgou sua nova orientação constatou que algumas companhias, entre as quais a VeriSign, que oferece serviços de infraestrutura de Internet, e a VeriFone Systems, operadora de cartões de débito, revelaram dados novos e significativos sobre ataques de hackers.

Mas a vasta maioria das empresas que consideraram a questão em seus documentos se limitou a empregar uma nova terminologia padronizada para descrever uma situação de risco genérico. E algumas vítimas de ataques de hackers nem isso fizeram.

“Não entendo porque as empresas não reportam os riscos cibernéticos”, nem que apenas para evitar ações disciplinares da SEC ou processos privados”, disse Jacob Olcott, antigo assessor jurídico do comitê de comércio do Senado dos EUA.

Stewart Baker, advogado e antigo secretário assistente do Departamento de Segurança Interna norte-americano, disse que a orientação da SEC era detalhada a ponto de forçar as empresas que sabem ter sido atacadas por hackers a “trabalhar muito para não revelar coisa alguma sobre o escopo e risco das intrusões”.

“De outra forma, elas simplesmente estarão dando de bandeja uma oportunidade para intervenção da SEC”, acrescentou.

O porta-voz da Lockheed, Chris Williams, afirmou que o ataque de maio “não causou efeito material sobre nossos negócios”.

Ele afirmou ainda que atividade hacker foi coberta no mais recente relatório anual da empresa, que a classifica como um de muitos fatores de risco “incluindo ameaça a nossa infraestrutura de tecnologia da informação, tentativas de acesso não autorizado a informação secreta ou proprietária, ameaça à segurança física de nossas instalações e funcionários e atos terroristas.”

A cibersegurança tem sido uma preocupação crescente em Washington e Obama cobrou durante discurso do Estado da Nação por ação em termos de ações de propostas legislativas. Especialistas de segurança acreditam que hackers frequentemente têm como alvo informações valiosas como planos estratégicos, cópias de projetos e fórmulas secretas.

Brasil não está preparado para ataques virtuais

São Paulo – Um estudo sobre ataques cibernéticos aponta o Brasil como um dos países menos preparados para lidar com este tipo de ação.

O estudo Cyber Defense Report, produzido pelo centro de pesquisas belga Security Defense Agenda (SDA) e pela McAfee, analisou a preparação de 23 países em ataques virtuais. No entanto, nenhum obteve a nota máxima (5 pontos).

Brasil, Índia e Romênia receberam nota 2,5 e ficaram apenas à frente do México. Os melhores posicionados foram Israel, Finlândia e Suécia, que receberam nota 4,5.

As notas aplicadas pelo estudo consideram medidas básicas de segurança como firewalls e antivírus, além de proteções mais avançadas como educação e grau de informação do governo.

Segundo o estudo, países da América Latina tendem a possuir uma infraestrutura e tecnologia desatualizadas, além de não contarem com legislações específicas contra crimes cibernéticos.

Um exemplo de impunidade sobre crimes cibernéticos no Brasil pode ser acompanhado ao longo desta semana, quando sites de instituições financeiras viraram alvo de ataques, deixando os serviços indisponíveis. O estudo também aponta certa vantagem aos crackers que atacam sistemas com fins de espionagem ou para praticar roubos.

No próprio estudo, o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações da Presidência da República, Raphael Mandarino, afirma que devido ao Brasil não estar envolvido em guerras, o país não enxerga o espaço cibernético como uma ameaça local e que a infraestrutura foi criada para proteger os sistemas internos do governo.

O estudo aponta como solução o compartilhamento de informações entre os países para criarem proteções mais avançadas para as ameaças virtuais.

Site do HSBC sofre sobrecarga e sai do ar

São Paulo – A página do internet banking do banco HSBC se encontra fora do ar nesta quinta-feira, em mais um dia de ataques contra sites de instituições financeiras.

A queda do site do HSBC ocorre devido a ofensiva contra bancos brasileiros realizada pelo coletivo hacker Anonymous, em uma operação chamada #OpWeeksPayment iniciada na segunda-feira. ItaúBradesco e Banco do Brasil já confirmaram ataques de sobrecarga em suas páginas.

Ao longo desta semana os sites dos principais bancos do país são alvo do movimento, que promete deixar cada serviço de internet banking indisponível por um período de 12 horas por dia.

Para atingir o objetivo os hackers realizam ataques de negação de serviço (DDoS), quando sobrecarregam os servidores ao emitir múltiplos e simultâneos acessos a um mesmo website. Normalmente neste tipo de ataque não há roubo de dados, mas deixa o serviço indisponível.

O objetivo por trás das ações é alertar a população brasileira sobre a injustiça social e a corrupção que predominam no Brasil, focando as instituições financeiras. Esta semana foi escolhida por conter os principais dias de pagamento de salário no país.

INFO tentou acessar a página do internet banking do HSBC durante toda a manhã desta quinta-feira, porém desde as 10h50 o acesso se encontra instável ou indisponível. Em contato com a assessoria de imprensa da instituição, a empresa confirma a sobrecarga no acesso ao site.

Confira comunicado do HSBC na íntegra:

“O HSBC informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que o site www.hsbc.com.br está apresentando um volume de acessos acima do esperado. O banco está trabalhando para normalizar o serviço e esclarece aos clientes que há outros canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos e Phone Centre.”

Unesp quer atrair pesquisadores estrangeiros

São Paulo – Com o objetivo de atrair pesquisadores estrangeiros para seus grupos de pesquisa, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou editais para regulamentar o Programa Pós-doc do exterior (Pdext) e o Programa para vinda de professor/pesquisador visitante do exterior (Pvext).

Segundo a Pró-Reitoria de Pesquisa da Unesp, os editais não priorizaram áreas e as propostas serão analisadas com base no mérito científico e no quanto a vinda dos pesquisadores contribuirá para o grupo de pesquisa solicitante. A meta é receber 45 cientistas em um ano.

O Programa Pós-doc do exterior é voltado a jovens pesquisadores, que poderão permanecer no Brasil por até quatro meses. A bolsa mensal será de R$ 4 mil, por até quatro meses, mais auxílio deslocamento limitado a R$ 4 mil.

Já o Programa para vinda de professor/pesquisador visitante do exterior é voltado a pesquisadores seniores com comprovada produtividade científica, que possam contribuir para a consolidação de linhas de pesquisa brasileira. A vinda de cada pesquisador sênior terá o custo de R$ 10 mil, valor que inclui a passagem no valor de R$ 4 mil e auxílio estadia limitado a R$ 6 mil por até 30 dias.

Cada faculdade ou instituto da Unesp deverá apresentar propostas para os dois programas à Pró-Reitoria, que constituirá um comitê ad hoc para analisar as solicitações.

Nasa fotografa remanescente de uma supernova

São Paulo – A Nasa divulgou uma imagem de um remanescente de supernova, cujo nome científico é G350.1 0,3. A descoberta foi feita com ajuda do telescópio XMM-Newton, da ESA (Agência Espacial Europeia) e pelo Observatório de raios-X Chandra, da Nasa.

Uma supernova é a explosão de uma estrela maciça em estágio avançado de evolução. A imagem ilustra o campo de destroços estelar, que fica a cerca de 14 mil anos-luz da Terra, em direção ao centro da Via Láctea.

Cientistas envolvidos na investigação sugerem que um objeto compacto dentro da supernova G350.1 0,3 pode ser o núcleo denso da estrela que explodiu. Além disso, este remanescente tem uma idade entre 600 a 1200 anos. Se o local estimado da explosão estiver correto, a estrela se movimentou a uma velocidade de pelo menos 3 milhões de quilômetros por hora desde a explosão.

Outro aspeto intrigante da G350.1 0,3 é a sua forma exótica. Isso porque muitos remanescentes de supernovas tem um formato mais próximo de um círculo. No entanto,  esta supernova é extremamente assimétrica. Acredita-se que a forma se deve ao campo de destroços estelares que expandiram uma nuvem de gás molecular.

Agências começam a vender pacotes espaciais

São Paulo – Viagens turísticas espaciais estarão mais acessíveis em 2012. A companhia Virgin Galactic é uma das agências que se propôs a começar o turismo espacial em 2012.

A companhia selecionou um grupo reduzido de agências no mundo para oferecer as viagens, como a Alpine Travel of Saragota e a Rubinsohn Travel. Ambas já tem uma lista de clientes com desejo de experimentar o turismo espacial.

No Brasil, há duas agências parceiras da Virgin Galactic que oferecem o roteiro, ambas em São Paulo. Porém, somente a GSP Travel confirma que já vendeu pacotes de turismo espacial.

Já há uma estrutura no Novo México, onde está em construção o Spaceport, um complexo futurista do arquiteto Norman Foster. É dele de onde devem sair as naves WhiteKnightTwo (WK 2) e as SpaceShipTwo (SS2), um planador semelhante aos ônibus espaciais aposentados pela Nasa em 2011.

A nave SpaceShipTwo tem o tamanho de um jato particular e capacidade para transportar seis passageiros e dois pilotos. Ela já realizou seu primeiro voo de teste tripulado sobre o deserto do Mojave, na Califórnia, em outubro de 2010.

A Virgin Galatic garante que há assentos reservados na nave para personalidades convidadas de diferentes países do mundo. O restante dos interessados pode comprar a passagem para o primeiro ano de voos por 200 mil dólares ou um bilhete para o segundo, com entrada de 20 mil dólares e pagamento do restante quando houver confirmação do voo. Família e grupos de amigos tem desconto de 10%.

 

 

O pacote inclui passagem e três dias de viagem com treinamento no aeroporto espacial em regime de pensão completa. Porém, a viagem da cidade de procedência do turista não é levada em consideração.

O voo não chega a sair da órbita terrestre. Porém, os turistas podem experimentar a sensação de falta de gravidade e observar a Terra de longe.

A nave SpaceShipTwo irá decolar acoplada a nave mãe. Então, subirá por 45 minutos até 15 km de altura onde ocorrerá a separação das naves. Após alguns segundos de queda livre, o motor entra em ignição e a nave é propulsada a 4 mil km/h, o que a faz atingir os 110 km de altura em apenas 90 segundos.

A partir disso, os motores serão desligados para que os viajantes possam desfrutar da falta de gravidade por alguns minutos e visualizar a Terra. Depois, já é chegada a hora de voltar e realizar a aterrissagem no Spaceport.

 

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