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Estudo explica por que ursos polares são gordos, porém saudáveis

Um urso polar foi fotografado tirando uma soneca na maior preguiça no aquário de Quebec, no Canadá (Foto: Mathieu Belanger/Reuters)Um urso polar é fotografado no aquário de Quebec, no Canadá (Foto: Mathieu Belanger/Reuters)

No que diz respeito à alimentação saudável, os ursos polares quebram todas as regras. Eles comem sobretudo gordura, mas não têm doenças cardíacas da forma que nós, humanos, teríamos se seguíssemos a mesma dieta.

Cientistas afirmaram que a razão está nos genes dos ursos, segundo artigo publicado nesta quinta-feira (8) na revista “Cell”.

Alguns truques evolutivos, particularmente nos genes que atuam na forma como as gorduras são metabolizadas e como são transportadas no sangue, permitiram aos ursos polares sobreviver no Ártico, explica a pesquisa.

E tudo isso aconteceu nos últimos 500 mil anos, depois que os ursos polares se separaram de seus primos, os ursos pardos, de acordo com o estudo, que comparou os genomas dos dois animais.

Ainda não está claro o que levou o urso polar a evoluir em um grupo separado dos pardos, embora isto tenha acontecido em uma época que coincide com um período interglacial quente que pode ter encorajado os ursos pardos a se aventurarem mais ao norte do que tinham feito no passado, afirmaram os cientistas.

Então, quando o clima voltou a esfriar, um grupo de ursos pardos pode ter ficado isolado e sido forçado a se adaptar em um novo ambiente de neve e frio.

Dieta rica em gordura
Os ursos polares comem, sobretudo, focas, ricas em gordura, e amamentam seus filhotes com leite também rico em gordura. Cerca da metade do peso total dos ursos é composta de gordura e não de músculos e ossos. Comparativamente, o percentual de gordura de uma pessoa saudável pode variar entre 8% e 35%.

“A vida de um urso polar gira em torno da gordura”, disse Eline Lorenzen, pesquisadora da UC Berkeley e uma das principais autoras do estudo. “Para os ursos polares, a obesidade profunda é um estado benigno”, acrescentou Lorenzen. “Nós queríamos entender como eles conseguem lidar com isso”.

Os pesquisadores compararam amostras de sangue e tecido de 79 ursos polares da Groenlândia com material de 10 ursos pardos de Suécia, Finlândia, Glacier National Park, no Alasca, e nas ilhas Admiralty, Baranof e Chichagof (ABC), na costa do Alasca.

Eles descobriram que um dos genes mais intensamente selecionados é o APOB, que nos mamíferos codifica a principal proteína do colesterol “ruim”, conhecido como LDL (lipoproteína de baixa intensidade), permitindo que se mude do sangue para as células.

Alterações neste gene sugerem como o urso polar consegue administrar açúcar e triglicerídeos altos em um nível que seria perigoso para o ser humano.

Os autores do estudo, cientistas da Dinamarca, China e Estados Unidos, afirmaram que um dia, as secreções digestivas do urso polar poderão ajudar a melhorar a saúde das pessoas em uma época de obesidade crescente.

“A promessa da genética comparativa é que aprenderemos como outros organismos lidam com condições às quais também somos expostos”, disse Nielsen.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Na Noruega, brasileiro se especializa em fotografar ursos polares

Ursa mãe com seus filhotes, após brigar com um macho (Foto: Francisco Mattos)Ursa mãe com seus filhotes, após brigar com um macho (Foto: Francisco Mattos)

Para fotografar um urso polar, o brasileiro Francisco Mattos, de 33 anos, viaja para alto mar (às vezes congelado), enfrenta temperaturas de 30 graus negativos e encara expedições que duram até três dias. Mattos mora na Ilha Spitsbergen, na Noruega, e se especializou em fotografar e filmar os animais. No acervo, iniciado em 2011, já tem mais de 200 cliques.

O tema desta reportagem foi sugerido por um leitor pela ferramenta de jornalismo colaborativo VC no G1. Você também pode participar enviando sua colaboração. Saiba como

Nascido em Passo Fundo (RS), Mattos se formou em comunicação social em uma universidade catarinense e se especializou em fotografia em uma instituição da Austrália, onde também já morou. “Comprei uma câmera e saí batendo foto, já tinha visto um urso, mas não tinha conseguido fotografar. Uma vez em uma expedição, consegui fotografá-lo, ficou muito boa a foto, repercurtiu muito, o que me incentivou.”

Para flagrar os animais, Mattos precisa sair cidade e percorrer entre 150 a 250 quilômetros para norte ou para o leste do país, sempre de snowmobile – uma espécie de moto com dois esquis na frente própria para se locomover na neve. “Saindo da cidade, praticamente não há mais nada de civilização e você fica a mercê de uma temperatura que pode chegar a menos 35 graus.”

Mattos e sua snowmobile (Foto: Arquivo pessoal/ Francisco Mattos)Mattos e sua snowmobile (Foto: Arquivo pessoal/
Francisco Mattos)

A caminho de uma dessas expedições, Mattos viu a cena que considera a mais marcante: uma ursa mãe brigando com um macho para defender seus filhotes. Depois da luta corporal, o urso macho subiu para uma montanha e a mãe seguiu para um vale ao encontro dos dois filhotes. “Consegui fotografar a mãe abraçando eles. Vimos bem de perto. Quando eles aparecem é sempre uma adrenalina. É uma completa paisagem o urso na frente do mar com a geleira, é uma parede que chega a 150 metros de gelo azul. Ver o urso caminhando nesse cenário dá uma paz, é fora de série.”

Quando eles aparecem é sempre uma adrenalina. É uma completa paisagem o urso na frente do mar com a geleira, é uma parede que chega a 150 metros de gelo azul”

Perigos
Mattos diz que nunca enfrentou perigos para clicar os bichos, sempre está armado nas expedições, mas nunca precisou atirar. Segundo o brasileiro, os ursos polares veem os humanos como comida, então chegar perto deles é bem arriscado. “O urso não tem predador e tem pouca comida, para ele o que está se movimentado é para comer.” Mattos também fotografa raposas polares, focas e morsas.

O próximo desafio é fotografar o ataque de um urso contra um foca, mas Mattos sabe que o flagra é quase impossível. “O urso passa cinco ou seis meses sem comer nada. O ataque à foca pode ocorrer quando elas quebram o gelo do mar congelado, fazem um buraco e vêm até a superfície para respirar.”

Polo Norte
No dia 9 de abril, Mattos trabalhou na Maratona do Polo Norte fazendo a segurança para os atletas participantes. Como a região é muito povoada por ursos, a competição contrata pessoas que ficam armadas em pontos estratégicos da corrida, observando se há vestígios dos animais. Mas não houve qualquer aproximação dos ursos, o maior desafio foi aguentar o frio de menos 40 graus. “O frio do Polo Norte é diferente, é muito seco, congela a ponta do nariz, a barba. O olho lacrimeja e em dois segundos que eu pisquei a lágrima congelou. Meus olhos ficaram grudados e tive de abri-los com as mãos.”

Mesmo com tanto frio, o fotógrafo não pretende voltar ao Brasil tão cedo. No inverno, quando as temperaturas na Noruega são muito rigorosas e, mesmo durante o dia, o céu está escuro, ele e a esposa sueca costumam passar uma temporada na Indonésia ou aproveitam para visitar a família de Mattos no Brasil. A próxima passagem pela terra natal será em junho durante a Copa do Mundo, quando eles também vão aproveitar para ir até Fernando de Noronha.

Uma das imagens feitas por Francisco Mattos em suas expedições pela Noruega (Foto: Francisco Mattos)Uma das imagens feitas por Francisco Mattos em suas expedições pela Noruega (Foto: Francisco Mattos)Foca é outro animal que vive em locais frios (Foto: Francisco Mattos)Foca é outro animal que vive em locais frios (Foto: Francisco Mattos)Um dos ursos fotografados pelo brasileiro na Noruega (Foto: Francisco Mattos)Um dos ursos fotografados pelo brasileiro na Noruega (Foto: Francisco Mattos)As morsas também estão entre os bichos fotografados pelo brasileiro (Foto: Francisco Mattos)As morsas também estão entre os bichos fotografados pelo brasileiro (Foto: Francisco Mattos)

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Estudo explica por que ursos polares são gordos, porém saudáveis

Um urso polar foi fotografado tirando uma soneca na maior preguiça no aquário de Quebec, no Canadá (Foto: Mathieu Belanger/Reuters)Um urso polar é fotografado no aquário de Quebec, no Canadá (Foto: Mathieu Belanger/Reuters)

No que diz respeito à alimentação saudável, os ursos polares quebram todas as regras. Eles comem sobretudo gordura, mas não têm doenças cardíacas da forma que nós, humanos, teríamos se seguíssemos a mesma dieta.

Cientistas afirmaram que a razão está nos genes dos ursos, segundo artigo publicado nesta quinta-feira (8) na revista “Cell”.

Alguns truques evolutivos, particularmente nos genes que atuam na forma como as gorduras são metabolizadas e como são transportadas no sangue, permitiram aos ursos polares sobreviver no Ártico, explica a pesquisa.

E tudo isso aconteceu nos últimos 500 mil anos, depois que os ursos polares se separaram de seus primos, os ursos pardos, de acordo com o estudo, que comparou os genomas dos dois animais.

Ainda não está claro o que levou o urso polar a evoluir em um grupo separado dos pardos, embora isto tenha acontecido em uma época que coincide com um período interglacial quente que pode ter encorajado os ursos pardos a se aventurarem mais ao norte do que tinham feito no passado, afirmaram os cientistas.

Então, quando o clima voltou a esfriar, um grupo de ursos pardos pode ter ficado isolado e sido forçado a se adaptar em um novo ambiente de neve e frio.

Dieta rica em gordura
Os ursos polares comem, sobretudo, focas, ricas em gordura, e amamentam seus filhotes com leite também rico em gordura. Cerca da metade do peso total dos ursos é composta de gordura e não de músculos e ossos. Comparativamente, o percentual de gordura de uma pessoa saudável pode variar entre 8% e 35%.

“A vida de um urso polar gira em torno da gordura”, disse Eline Lorenzen, pesquisadora da UC Berkeley e uma das principais autoras do estudo. “Para os ursos polares, a obesidade profunda é um estado benigno”, acrescentou Lorenzen. “Nós queríamos entender como eles conseguem lidar com isso”.

Os pesquisadores compararam amostras de sangue e tecido de 79 ursos polares da Groenlândia com material de 10 ursos pardos de Suécia, Finlândia, Glacier National Park, no Alasca, e nas ilhas Admiralty, Baranof e Chichagof (ABC), na costa do Alasca.

Eles descobriram que um dos genes mais intensamente selecionados é o APOB, que nos mamíferos codifica a principal proteína do colesterol “ruim”, conhecido como LDL (lipoproteína de baixa intensidade), permitindo que se mude do sangue para as células.

Alterações neste gene sugerem como o urso polar consegue administrar açúcar e triglicerídeos altos em um nível que seria perigoso para o ser humano.

Os autores do estudo, cientistas da Dinamarca, China e Estados Unidos, afirmaram que um dia, as secreções digestivas do urso polar poderão ajudar a melhorar a saúde das pessoas em uma época de obesidade crescente.

“A promessa da genética comparativa é que aprenderemos como outros organismos lidam com condições às quais também somos expostos”, disse Nielsen.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Coletânea de ursos pensando na vida

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ursos

Pare agora por alguns instantes e pense: quantos ursos você conhece que param constantemente para pensar?

Viu, eu disse.

Fonte: ahnegao.com.br

 
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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Sob olhar da mãe, ursos polares gêmeos brincam em parque alemão

Um par de ursos polares gêmeos foi visto brincando e se divertindo em sua primeira aparição pública no Tierpark Hellabrunn em Munique, na Alemanha.

Sob o olhar atento da mãe “Giovanna”, os animais encantaram os visitantes com suas peripécias. Os bichos, que possuem apenas 14 semanas de vida, ainda não foram batizados pela instituição.

Sob o olhar da mãe 'Giovanna', filhotes brincam em parque na Alemanha (Foto: Michael Dalder/Reuters)Sob o olhar da mãe ‘Giovanna’, filhotes brincam em parque na Alemanha (Foto: Michael Dalder/Reuters)Filhote 'mostra a língua' para o público em parque em Munique, na Alemanha (Foto: Michael Dalder/Reuters)Filhote ‘mostra a língua’ para o público em parque em Munique, na Alemanha (Foto: Michael Dalder/Reuters)Gêmeos, ursos têm 14 semanas de vida e ainda não foram batizados (Foto: Michael Dalder/Reuters)Gêmeos, ursos têm 14 semanas de vida e ainda não foram batizados (Foto: Michael Dalder/Reuters)

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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Três filhotes de ursos órfãos são resgatados por zoológico dos EUA

Três filhotes de ursos estão sendo cuidados pelos funcionários do zoo de Oregon (Foto: The Oregonian, Benjamin Brink/ AP)Três filhotes de ursos estão sendo cuidados pelos funcionários do zoo de Oregon (Foto: The Oregonian, Benjamin Brink/ AP)

Três filhotes de ursos órfãos estão sob os cuidados dos funcionários do zoológico de Oregon, nos Estados Unidos.

São duas fêmeas e um macho que foram encontrados há uma semana em um tronco oco no Condado de Yamhill, por uma equipe de exploração madeireira.

A mãe urso visitou os filhotes brevemente nesta quarta-feira (26) pela manhã e, em seguida, desapareceu.

Ursinhos foram encontrados em um tronco oco; são duas fêmeas e um macho (Foto: The Oregonian, Benjamin Brink/ AP)Ursinhos foram encontrados em um tronco oco; são duas fêmeas e um macho (Foto: The Oregonian, Benjamin Brink/ AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Idosa de 81 anos é presa nos EUA ao alimentar ursos com ração para cães

Mary Musselman foi presa após alimentar repetidamente ursos da região com ração para cachorro (Foto: Divulgação/Highlands County Jail)Mary Musselman foi presa após alimentar
repetidamente ursos da região com ração para
cachorro (Foto: Divulgação/Highlands County Jail)

Uma senhora de 81 anos foi presa na pequena cidade de Sebring, na Flórida (EUA), após repetidamente alimentar ursos da região com comida de cachorro, mesmo sendo alertada diversas vezes por oficiais da Comissão de Conservação de Vida Marinha e Selvagem da Flórida (FWC, em inglês).

Mary Musselman, uma professora aposentada de educação física, foi abordada pela organização duas vezes no fim de 2013, e recebeu panfletos e vídeos explicando por que não poderia continuar dando comida aos animais, de acordo com o jornal “ABC Action News”.

Musselman teria chegado a colocar até 18 potes com ração de cachorro para que os ursos pudessem se alimentar.

A senhora, no entanto, ignorou todos os avisos, e acabou sendo colocada em condicional por um ano, com obrigação de receber agentes da FWC semanalmente em sua casa.

Porém, a idosa afirmou aos agentes que não iria parar, mesmo sabendo que isso influenciaria no comportamento dos ursos, fazendo com que eles perdessem o medo de seres humanos, o que pode aumentar o número de incidentes graves.

No início do ano, Musselman foi detida novamente e chegou a resistir à prisão, ameaçando os policiais que a prenderam. Ao juiz, ela alegou que alimentava os ursos porque acreditava que eles morreriam de fome se não o fizesse, apesar de todas as orientações da Comissão do estado.

A idosa está presa na cadeia do condado de Highlands e não teve fiança estabelecida.

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Publicado por em 5 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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