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Síria permitirá mais acesso a ajuda humanitária, diz Unicef

O governo da Síria prometeu maior acesso para os grupos de ajuda que prestam assistência a milhões de sírios, mas é preciso progredir mais rápido para lidar com a grave crise humanitária, disse o chefe do Unicef nesta sexta-feira (14).

O diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Anthony Lake, disse em um campo de refugiados para sírios na Vale de Bekaa, no Líbano, estar animado pelas conversas “prágmáticas” que teve esta semana com autoridades sírias em Damasco e Homs.

“Disseram que sim, vão oferecer maior acesso e permitir que tragamos uma diversidade maior de suprimentos”, afirmou Lake, acrescentando já ter se tornado mais fácil transportar comida e remédios pelas frentes de batalha que dividem as forças do presidente Bashar al-Assad e os combatentes rebeldes.

“Temos que transformar isso em um progresso contínuo e muito mais rápido, porque o progresso não é equivalente à dimensão da tragédia”, disse ele à Reuters.

Em uma rara demonstração de unidade a respeito da Síria, o Conselho de Segurança da ONU clamou unanimemente por maior socorro humanitário no país, incluindo a exigência de acesso entre fronteiras, o que Damasco vinha rejeitando por ter perdido o controle de algumas regiões fronteiriças.

Lake não deu detalhes, mas funcionários dos grupos de assistência disseram que a Síria ofereceu permitir a travessia de mercadorias de socorro pela passagem turca de Nusaybin, no nordeste sírio, uma região curda que assumiu certo grau de autonomia, mas onde as forças de segurança de Assad continuam presentes.

Talvez intencionalmente, a proposta deve atormentar a Turquia, que hesitaria em abrir a fronteira para uma área síria amplamente controlada por combatentes ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em turco), cuja insurgência luta com a Turquia há três décadas.

Os grupos de assistência disseram que autoridades da ONU na Turquia estão buscando acesso por pelo menos outras duas passagens, incluindo a fronteira de Bab al-Hawa, que poderia dar acesso de socorro humanitário às Províncias de Idlib e Aleppo, dominadas pelos rebeldes.

Fonte G1

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Publicado por em 16 de março de 2014 em Brasil

 

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Melhora na situação da infância não é uniforme em países pobres, diz Unicef

Um relatório publicado nesta quinta-feira (30) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostrou que os países mais pobres não estão obtendo avanços uniformes na tentativa de reduzir os índices de pobreza e melhorar os índices de saúde das crianças do mundo.

O relatório compila estatísticas já divulgadas e se vale de dados novos para mostrar que a melhoria em alguns campos é acompanhada de piora em outros.

Entre os dados apontados está o de que 6,6 milhões de crianças com até 5 anos morreram em 2012 – a maioria delas por causas que poderiam ter sido previnidas.

O país com maior taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foi Serra Leoa, com 182 mortes a cada mil nascidos, ficando em 1º lugar entre 196 países. O Brasil teve 14 mortes a cada mil nascidos, o que o em 120º lugar (quanto mais alta a posição, menor o índice de mortalidade).

O país com maior taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foi Serra Leoa, com 182 mortes a cada mil nascidos, ficando em 1º lugar entre 196 países. O Brasil teve 14 mortes a cada mil nascidos, o que o em 120º lugar (quanto mais alta a posição, menor o índice de mortalidade).

As nações com menor taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foram Luxemburgo e Islândia, com duas mortes a cada mil nascidos.

O relatório também aponta que 15% das crianças de todo o mundo são vítimas de trabalho infantil, que prejudica seu desenvolvimento e acesso à educação. Outro dado alarmante é o que aponta que 11% das meninas se casam antes de fazer 15 anos.

O Unicef pediu aos governos de todo o mundo que tenham mais responsabilidade e elaborem melhores estatístivcas e informações, para pode identificar os problemas que fazem que muitas das 2,2 bilhões de crianças do mundo não desfrutem de seus direitos.

O informe denuncia o aumento da disparidade na mortalidade infantil: 75% das mortes de crianças até os 5 anos ocorriam em países pobres e médios em 1990, contra 87% em 2012.

Avanços
Por outro lado, desde 1990 foram salvas as vidas de 90 milhões de crianças por conta da melhora dos índices de mortalidade infantil, um progresso que o fundo atribui essencialmente às vacinas, mas também aos avanços na potabilidade e no saneamento da água.

As mortes por sarampo entre crianças com menos de 5 anos caíram de 482 mil em 2000 para 86 mil em 2012, graças em grande parte à imunização, que teve sua cobertura aumentada de 16% em 1980 para 84% em 2012, segundo o relatório.

A melhoria na nutrição também possibilitou uma queda de 37% no número de crianças com problemas de crescimento.

A matrícula das crianças na escola primária também aumentou em relação aos parâmetros de 1990, quando só 53% delas iam à escola nos países em desenvolvimento, contra 81% em 2011.

“As estatísticas são necessárias para que o invisível se torne visível e para que se possam cobrar responsabilidades”, disse à imprensa Tessa Wardlaw, chefe de estatísticas do fundo.

Os dados do relatório são oriundos do “Multiple Indicator Cluster Services” (MICS), que, criado pelo Unicef, reuniu estatísticas em mais de 100 países ao longo dos anos.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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