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Ucrânia diz estar pronta para negociar se Rússia apoiar eleições

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A Ucrânia está disposta a apoiar uma rodada de negociações em Genebra com o propósito de reduzir a crise política com a Rússia, com a condição de que Moscou apoie as eleições presidenciais marcadas para 25 de maio, disse o chanceler em exercício da Ucrânia, Andriy Deshchytsia, nesta terça-feira (6).

“Se a Rússia estiver pronta para se comprometer em apoiar essas eleições, eliminar essa ameaça e eliminar o apoio a elementos extremistas na Ucrânia, nós estamos prontos para uma rodada de reuniões”, disse Deshchytsia em uma coletiva de imprensa após um encontro do Conselho da Europa em Viena para discutir a crise na Ucrânia.

Deshchytsia disse que o governo poderia apoiar outra rodada de negociações em Genebra se todos as partes concordarem em implementar todos os documentos eventualmente acordados em tais reuniões. “Mas… a prioridade para a Ucrânia é conduzir as eleições presidenciais.”

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse mais cedo em Viena que seria “incomum” conduzir uma eleição presidencial na Ucrânia enquanto o governo mobiliza o Exército contra partes de sua própria população.

Lavrov disse que os grupos de oposição na Ucrânia teriam que participar de qualquer rodada de negociações. Deshchytsia, rejeitou a sugestão.

“Como governo legítimo da Ucrânia representamos todas as regiões do país. Caso contrário, deveríamos pedir aos russos que enviem representantes da Chechênia e Daguestão, e a UE que esteja representada por seus diferentes países”, disse o ministro.

Deshchytsia também pediu ajuda para a realização das eleições presidenciais de 25 de maio. “Pedimos a todos os sócios o envio de observadores internacionais a Ucrânia para vigiar as eleições e para fazer todo o possível para eliminar as ameaças e as provocações externas apoiadas pela Rússia na Ucrânia”, declarou .

Ao mesmo tempo, o presidente da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter, pediu um “cessar-fogo” na Ucrânia para a eleição presidencial.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Brasil

 

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Mortos em confrontos são enterrados em cidades do leste da Ucrânia

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Esta terça-feira (6) foi mais tranquila que os últimos dias no leste e no sul da Ucrânia, com os dois lados do conflito ucraniano enterrando os seus mortos. Mas no começo da noite houve atos de violência na cidade portuária de Mariupol, no leste, de acordo com a mídia local.

O site “0629” postou fotos de pneus em chamas fora do prédio da câmara municipal, que já tinha sido ocupada por manifestantes pró-Rússia, e fumaça espessa sobre o centro da cidade. Algumas ruas foram isoladas por ônibus ou paredes de pneus e tiros foram ouvidos perto de uma base militar.

Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia (Foto: Reuters/Marko Djurica)Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é
velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia
(Foto: Reuters/Marko Djurica)

Em Kramatorsk, que está sob o domínio dos separatistas no leste e aonde tropas ucranianas avançaram no fim de semana, o caixão de uma enfermeira de 21 anos foi conduzido pelas ruas isoladas por barricadas de pneus e troncos de árvores na segunda-feira. Cravos vermelhos espalhados pela rua marcavam o trajeto.

Na Igreja da Santíssima Trindade, sete padres conduziam as orações dos enlutados em homenagem a uma mulher morta por balas de alto calibre, que os habitantes locais acreditam terem sido disparadas por soldados ucranianos.

“Por que eles atiram em nós? Por que não queremos viver com fascistas?”, indagou o fotógrafo Sergei Fominsky, de 58 anos, acompanhado por sua mulher na igreja. “Não somos escravos. Não nos curvamos a ninguém”.

Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)

Em Odessa, uma cidade portuária multiétnica no Mar Negro onde mais de 40 foram mortos na sexta-feira, pessoas carregavam o caixão aberto de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia, de uma van até a esquina onde ele foi morto por tiros. Foi o dia mais violento desde que a revolta de fevereiro derrubou o presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich.

Biryukov, de 35 anos, foi morto durante um dia agitado que começou com centenas de simpatizantes pró-Moscou armados com machados, correntes e armas atacando uma passeata ucraniana, e terminou no fim da noite com os partidários da Rússia entrincheirados dentro de um edifício incendiado, matando dúzias.

Cerca de 50 pessoas cercava o corpo, cobrindo-o com cravos e rosas. Uma bandeira ucraniana tremulava ao vento e uma canção patriótica sobre heróis mortos foi tocada.

Parentes choravam e uma jovem caiu de joelhos aos prantos. A esquina onde o homem morreu foi decorada com flores e pequenas bandeiras ucranianas.

Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)

“O governo fracassou na proteção do seu próprio povo. A polícia fracassou vergonhosamente”, disse Nikita, de 56 anos, com uma braçadeira com as cores da Ucrânia, o amarelo e o azul.

Sergei, de cerca de 40 anos e que também foi lamentar a morte, disse que a violência “foi importada para Odessa”.

“Tínhamos orgulho de Odessa como um lugar único onde as pessoas costumavam viver em paz, independentemente de suas crenças, religião e raça”, disse ele. “Agora tudo isso acabou”.

Diplomacia
O aumento da violência mudou o tom da diplomacia, e até os Estados europeus mais cautelosos estão falando cada vez mais da probabilidade de uma guerra no país de cerca de 45 milhões de pessoas e do tamanho da França.

“As imagens sangrentas de Odessa nos mostraram que estamos só a alguns passos de um confronto militar”, disse o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em entrevistas publicadas em quatro jornais europeus.

Os próximos dias podem ser decisivos: separatistas na região de Donbass, no leste do país, dizem que farão um referendo sobre a independência no dia 11 de maio semelhante àquele que antecedeu a anexação russa da Crimeia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos rejeitou qualquer tentativa de uma votação como “farsa” e prometeu mais sanções se a Rússia a utilizar, como na Crimeia, para enviar forças ou anexar mais territórios.

“Esse é o mesmo enredo da Crimeia”, disse uma porta-voz. “Nenhuma nação civilizada irá reconhecer os resultados”.

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Publicado por em 6 de maio de 2014 em Brasil

 

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Ucrânia reintroduz o serviço militar para enfrentar revolta pró-Rússia

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A Ucrânia reintroduziu nesta quinta-feira (1º) o serviço militar, suprimido há apenas um ano, diante da degradação da situação no leste do país, onde o governo enfrenta uma insurreição armada pró-russa.

Nova arte crimeia 27/03 vale esta (Foto: Arte G1)

O presidente interino, Olexander Turchynov, assinou o decreto que entrou em vigor imediatamente “evando-se em conta a degradação da situação no leste e no sul (…), o aumento das unidades armadas pró-russas, a tomada de controle ou o bloqueio das administrações públicas, de unidades militares, das comunicações e dos transportes nas regiões de Donetsk e Lugansk”, segundo um comunicado da presidência.

“Isto atenta contra a integridade territorial do país”, acrescentou a presidência. O serviço militar afetará os homens de 18 a 25 anos, com exceção dos que tiverem direito a uma isenção.

O Fundo Monetário Internacional, que havia aprovado na quarta um plano de ajuda de 17 bilhões de dólares, admitiu que esse plano deve ser ‘revisado’ em caso de perda de regiões do leste do país.

Pouco antes em Donetsk, principal cidade da região rebelde, a sede da Procuradoria regional foi ocupada em menos de uma hora por uma multidão de manifestantes pró-Rússia, deixando clara, mais uma vez, a impotência das autoridades ucranianas diante das ações de separatistas na província.

Os policiais, que tentavam proteger o prédio, foram atacados antes de deixar o local, desarmados, alguns aos prantos, constataram jornalistas da AFP.

De acordo com a imprensa, homens armados e encapuzados tomaram durante a noite a sede da Procuradoria da cidade de Gorlivka. Eles levaram computadores e queimaram documentos.

Os rebeldes pró-russos, hostis ao governo que assumiu em Kiev após a derrubada do presidente Viktor Yanukovytch, mantiveram o seu avanço nos últimos dias. Eles assumiram o controle de pontos estratégicos (Prefeitura, sedes da Polícia e dos serviços de segurança) em mais de dez cidades.

Blindados mobilizados
A batalha entre Kiev e Moscou é travada nas frentes militar, econômica e diplomática.

Em Kiev, as autoridades realizaram exercícios militares durante a noite de quarta para quinta. Integrantes das unidades especiais da guarda presidencial, a bordo de cerca de dez blindados, cercaram o prédio do Parlamento, e atiradores de elite chegaram ao teto de paraquedas.

Preocupado em eliminar os argumentos dos separatistas, o governo ucraniano anunciou que pretende organizar um referendo sobre a unidade da nação ucraniana e sobre a descentralização junto com a eleição presidencial antecipada de 25 de maio.

A Rússia chamou a ideia de “cínica” e repetiu que Kiev deve parar de “realizar operações militares contra seu próprio povo”, referindo-se à operação “antiterrorista” iniciada pelas autoridades no leste.

Kiev havia anunciado na quarta-feira que suas Forças Armadas haviam sido colocadas em “estado de alerta total” para o combate, diante da ameaça de uma intervenção russa e para tentar impedir o alastramento da insurreição para novas regiões do sul e do leste.

1º de maio
Em Kiev, a mobilização neste Dia do Trabalho foi pequena, apesar da gravidade da crise neste país de 46 milhões de habitantes que deixou a União Soviética e se tornou independente em 1991.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram pacificamente gritando palavras de ordem em favor da unidade da Ucrânia.

Já em Moscou as manifestações reuniram por volta de 100 mil pessoas na Praça Vermelha. “Tenho orgulho do meu país”, “Putin tem razão”, indicavam os cartazes exibidos pelos manifestantes.

O mesmo clamor patriótico podia ser visto em Simferopol, capital da península da Crimeia, anexada à Rússia em março. Cerca de 60 mil pessoas participaram de uma passeata agitando bandeiras russas e exibindo cartazes com frases como “Nós somos a Rússia”, “Putin é nosso presidente”.

Em Kharkiv (leste da Ucrânia), 2 mil pró-russos percorreram as ruas do centro gritando “Ucrânia sem fascistas”, “Russo, língua do Estado”.

Entenda a crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar,  um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.

A oposição e parte da população não aceitaram a decisão, e foram às ruas, realizando protestos violentos que deixaram mortos e culminaram, em 22 de fevereiro de 2014, na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.

Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região. A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.

Após a adesão da Crimeia ao governo de Moscou, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como “república soberana”, marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente. Outras cidades também tiveram atuação de milícias russas, como Lugansk e Kharkiv.

O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991. No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais usado diariamente, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição – e é onde se concentraram os principais protestos, incluisive na capital, Kiev.

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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Brasil

 

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Resgate monetário da Ucrânia pode mudar se país perder território, diz FMI

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Entenda a crise na Crimeia (Foto: Arte/G1)

A perda da Ucrânia de seu território no leste forçaria o Fundo Monetário Internacional (FMI) a redesenhar o resgate de US$ 17 bilhões do país e exigiria um financiamento adicional, alertou o fundo nesta quinta-feira (1º).

O FMI também disse que a deterioração das relações entre a Ucrânia e a Rússia, destino de um quarto das exportações de Kiev, poderia ferir ainda mais a economia ucraniana e forçar um ajuste do resgate, aprovado pelo Conselho do FMI na quarta-feira.

“Uma interrupção de longa duração das relações com a Rússia, que deprime as exportações, o investimento e crescimento ou uma perda de controle econômico sobre a parte leste do país, que reduz a receita orçamentária, exigiria uma recalibração significativa do programa e financiamento adicional, incluindo por parte de parceiros bilaterais da Ucrânia”, disse o FMI em relatório divulgado nesta quinta.

Ao delinear os riscos para o programa, o FMI também alertou para a incerteza sobre o compromisso do governo da Ucrânia com um amplo programa de reformas, muitas delas politicamente impopulares, especialmente após as eleições presidenciais de 25 de maio.

O resgate do FMI deve desbloquear outros US$ 15 bilhões em ajuda adicional à Ucrânia do Banco Mundial, União Europeia, Canadá e outros doadores, destinados a ajudar a Ucrânia a estabilizar a economia em meio ao pior tumulto civil desde sua independência em 1991.

Entenda a crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar,  um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.

A oposição e parte da população não aceitaram a decisão, e foram às ruas, realizando protestos violentos que deixaram mortos e culminaram, em 22 de fevereiro de 2014, na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.

Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região. A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.

Após a adesão da Crimeia ao governo de Moscou, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como “república soberana”, marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente. Outras cidades também tiveram atuação de milícias russas, como Lugansk e Kharkiv.

O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991. No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais usado diariamente, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição – e é onde se concentraram os principais protestos, incluisive na capital, Kiev.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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Quem são os ‘homens de verde’ que assustam a Ucrânia?

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'Na verdade, não existe uma nacionalidade ucraniana. Isso é uma invenção do Império Austro-Húngaro', disse um dos 'homens de verde' (Foto: BBC)‘Na verdade, não existe uma nacionalidade ucraniana. Isso é uma invenção do Império Austro-Húngaro’, disse um dos ‘homens de verde’ (Foto: BBC)

Apoiando-se em sua bengala, Nikolai parou perto do prédio da administração municipal em Konstantinovka, balançando a cabeça em desaprovação. Homens mascarados vestindo uniformes de camuflagem haviam ocupado o prédio e estavam vigiando a entrada. Enquanto isso, cantarolando uma canção pop cuja letra fala sobre a antiga União Soviética, militantes pró-Rússia construíam barreiras com blocos de concreto e sacos de areia.

Na antiga URSS, Nikolai havia trabalhado para a inteligência militar soviética. Ele está convencido de que os homens armados que ele observa agora são russos. “Fui falar com eles”, contou. Tinham rifles automáticos russos de última linha.

“Não acredito que vocês sejam ucranianos. Vocês são da Rússia, da Inteligência Militar. Não vão me enganar, também sou desse sistema”. “Ah, ninguém engana um lobo velho, não é?” – respondeu um deles. Nikolai disse não ter dúvidas. “Tenho certeza de que foram mandados para cá e estão sendo pagos para semear revoltas e calamidades”.

‘Invenção’ Ucrânia
Perguntei a um dos “homens de verde” armados de onde ele vinha. “Ucrânia”, ele respondeu. Depois, sorriu. “Na verdade, não existe uma nacionalidade ucraniana. Isso é uma invenção do Império Austro-Húngaro. Somos russos e essa terra não é Ucrânia, é Nova Rússia. E vamos defendê-la”.

A 30 km dali, em Kramatorsk, militantes pró-Rússia também ocuparam o prédio da administração local. Dentro, encontrei Vadim Ilovaisky. Ele se apresentou como o novo “comandante militar” da cidade.

Estava sentado, vestindo uniforme, no escritório do vice-prefeito, estudando mapas da região (o vice-prefeito, ele informou, estava adoentado). O comandante militar apontou para um aquário no canto da sala e me garantiu que estava cuidando bem dos peixes do vice-prefeito.

Perguntei a Vadim de onde ele vinha. “Sou cossaco” (povo nativo das estepes das regiões do sudeste da Europa, principalmente da Ucrânia e do sul da Rússia), respondeu. “Meu avô e meu bisavô eram de Stavropol” (sul da Rússia).

“Na minha vida civil, sou um consultor de relações públicas. Mas como comandante cossaco, participei da campanha na Crimeia. Sou um cidadão da Ucrânia”. Quando perguntei onde ele mora agora, foi evasivo. “Minha casa é o prédio onde estou sentado agora”.

‘Conversas gravadas’
Assim como Nikolai, o veterano da inteligência militar russa que encontrei em Konstantinovka, o Ocidente também está convencido de que existe um vínculo direto entre Moscou e a milícia pró-Rússia que vem ocupando prédios governamentais e delegacias de polícia, com impunidade, no leste da Ucrânia.

Segundo o site americano de notícias “Daily Beast”, em uma reunião recente, a portas fechadas, nos Estados Unidos, o secretário de Estado John Kerry revelou que os Estados Unidos haviam obtido “conversas gravadas de agentes da inteligência (na Ucrânia) recebendo ordens de Moscou”.

Washington já tinha acusado a Rússia de continuar “a financiar, coordenar e alimentar um forte movimento separatista” na Ucrânia. O governo ucraniano alega que o líder dos militantes pró-Rússia no leste da Ucrânia – Igor Strelkov – é um militar russo. Kiev diz que seu nome verdadeiro é Igor Girkin e que ele é de Moscou.

Ele é um entre 15 indivíduos que estão sendo alvo de sanções anunciadas nesta semana pela União Europeia. E foi identificado como “funcionário” do principal órgão de inteligência das Forças Armadas da Federação Russa (GRU).

Em uma entrevista para o tabloide russo Komsomolskaya Pravda no último fim de semana, o comandante “Strelkov” disse que “mais de a metade, ou talvez dois terços, de suas forças” são ucranianos. “Muitos têm experiência em batalhas, muitos lutaram no Exército russo”.

Poder em Desintegração
A Rússia nega ter tropas ou agentes em operação na Ucrânia. Moscou insiste que as milícias e as “forças de autodefesa” que emergiram no leste da Ucrânia são demonstrações espontâneas do poder do povo, e que sua origem está no temor da população em relação aos “fascistas” que tomaram o poder em Kiev.

Mas se a Rússia está orquestrando essa revolta, o que isso nos revela em relação à influência de Moscou no leste da Ucrânia e ao grau de controle que Kiev possui?

A julgar pela maneira fácil como os grupos pró-Rússia vêm ocupando prédios estratégicos, em muitos casos, simplesmente caminhando para dentro do prédio e assumindo o controle, o poder do governo central por aqui está se evaporando.

O próprio presidente interino do país, Olexander Turchynov, admitiu que nas regiões de Donetsk e Luhansk as forças “encarregadas de proteger os cidadãos” estavam “impotentes”.

E pior, “algumas unidades” – ele disse – “ou ajudam ou cooperam com os grupos terroristas”.

Se o plano do presidente Putin é enfraquecer, ou dividir a Ucrânia ao meio, talvez ele não tenha de enviar tanques russos. Em meio ao caos, violência e medo que se alastram pelo leste da Ucrânia, já brotaram divisões profundas. E, por enquanto, Kiev parece ser incapaz de manter a unidade do país.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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Líder dos pró-russos em Slaviansk, na Ucrânia, diz que 5 foram mortos

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O autoproclamado prefeito da cidade de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov, disse nesta sexta-feira (2) que a operação das forças militares ucranianas nesta cidade do sudeste causou a morte de três milicianos pró-russos, assim como de dois civis.

Ponomariov deu os números de baixas em declarações divulgadas no canal de televisão ‘Dozhd’.

As Forças Armadas da Ucrânia começaram na madrugada desta sexta e uma operação militar em Slaviansk, no sudeste do país, para retomar o controle da cidade, que está nas mãos dos separatistas pró-russos, segundo meios russos e ucranianos.

De acordo com as agências russas, os milicianos pró-Moscou derrubaram dois helicópteros e um piloto morreu, enquanto outro foi capturado, de acordo com o autoproclamado prefeito da cidade, Viacheslav Ponomariov.

Antes, o Ministério do Interior da Ucrânia informou que dois de seus militares morreram e outro ficou ferido e foi capturado pelos sublevados pró-russos depois que dois helicópteros foram abatidos por mísseis disparados a partir de plataformas de lançamento móveis.

As Forças Armadas da Ucrânia lançaram esta madrugada uma operação para recuperar o controle da cidade de Slaviansk, no sudeste do país, que estava em mãos de milícias pró-russas desde há duas semanas.

Ponomariov também assegurou à televisão que milicianos do ultranacionalista Setor de Direitas ucraniano desembarcaram nos arredores de Slaviansk de um helicóptero, uma informação que foi amplamente divulgada pela imprensa russa.

‘Os militares ucranianos estão lutando de forma leal. Mas o Setor de Direitas atira contra a população pacífica que está ajudando a construir barricadas’ para defender a cidade, acrescentou.

Em seu pronunciamento na televisão, o líder pró-russo pediu ao povo que não saia de suas casas.

Slaviansk se transformou no reduto da sublevação pró-russa contra o governo de Kiev no sudeste da Ucrânia.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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EUA vão reforçar apoio a aliados da Otan por crise na Ucrânia

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O Pentágono estuda medidas de apoio adicionais a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Leste Europeu, diante da preocupação crescente com as manobras militares russas às portas da Ucrânia, informou um porta-voz militar americano nesta terça-feira (29).

Os Estados Unidos planejam fortalecer os exercícios de treinamento programados para junho nos países bálticos, no momento em que Moscou caracteriza as sanções decididas contra ela como a “Cortina de Ferro” do Ocidente.

Segundo o contra-almirante John Kirby, o Pentágono pretende fazer exercícios por mar e terra “mais fortes, usando elementos adicionais que já se encontram na Europa – provavelmente mais aviões, possivelmente mais navios”.

O secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, sugeriu isso a seu homólogo da Estônia, Sven Mikser, durante uma reunião nesta terça no Pentágono.

Em paralelo, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reuniu-se na Casa Branca com a primeira-ministra da Letônia, Laimdota Straujuma, e destacou o “firme compromisso” de Washington com a defesa coletiva de seus aliados da Otan, anunciou o Executivo americano em um comunicado.

“Ambos os líderes conversaram sobre a importância crítica de fortalecer a segurança energética da Europa, por meio de ações coordenadas entre os Estados europeus”, completou a nota

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Publicado por em 1 de maio de 2014 em Brasil

 

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