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Ucrânia acusa Rússia de minar a legitimidade do presidente eleito

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Militantes pró-russos guardam um posto com uma bandeira russa na cidade ucraniana de Donetsk neste sábado (31) (Foto: Viktor Drachev/AFP)Militantes pró-russos guardam um posto com uma bandeira russa na cidade ucraniana de Donetsk neste sábado (31) (Foto: Viktor Drachev/AFP)

A Ucrânia acusou neste sábado (31) a Rússia de lançar uma campanha de propaganda internacional para justificar sua “agressão” no leste do país e para convencer as potências ocidentais a não reconhecer o vencedor da eleição presidencial, o oligarca pró-ocidental Petro Poroshenko.

Após os violentos combates no início desta semana no aeroporto internacional de Donetsk, os confrontos multiplicaram-se entre rebeldes pró-russos e as forças leais a Kiev no leste do país, onde duas equipes de observadores internacionais da OSCE ainda estão desaparecidas.

Moscou denuncia uma “operação punitiva” de Kiev e apela para o fim da operação militar lançada pela Ucrânia em 13 de abril, a fim de iniciar um diálogo com os separatistas.

“O Kremlin continua a fazer declarações baseadas na emoção e inventar informações a fim de apoiar a agressão russa”, denunciou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrei Deshchitsia.

Esta “enorme campanha de informação” é “a última oportunidade para a Rússia tentar influenciar a opinião pública internacional”, disse o chanceler, em um artigo publicado no jornal de língua inglesa Kyiv Post.

O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou nos últimos dias seu apelo aos líderes ocidentais para exortar Kiev a parar sua ofensiva no leste.

Para o ministro ucraniano, a Rússia tenta, desta forma, minar a legitimidade de Petro Poroshenko, eleito no primeiro turno da eleição presidencial de 25 de maio.

O oligarca pró-ocidental, apelidado de o “rei do chocolate”, se reunirá na quarta-feira (4) com o presidente dos Estados Unidos Barack Obama na Polônia, antes de participar nas cerimônias de comemoração do Desembarque na Normandia, em 6 de junho.

Moscou também acusou nesta sexta-feira (30) o Exército ucraniano de violar a Convenção de Genebra de 1949 sobre a proteção dos civis, ao utilizar de forma “voluntária” recursos militares para “matar civis”, e propôs fornecer “ajuda humanitária” aos separatistas do leste.

Confrontos esporádicos

“Fornecer armas de um lado e medicamentos do outro é, no mínimo, contraditório”, considerou o chefe da diplomacia ucraniana.

Embora a Otan tenha confirmado que a Rússia retirou dois terços de seus soldados estacionados na fronteira com a Ucrânia, Kiev ainda denuncia a presença de cidadãos russos entre os rebeldes.

Washington também expressou sua preocupação com a chegada de homens armados a partir da república russa da Chechênia.

Os separatista pró-russos reconheceram que a maioria das 40 vítimas dos combates no aeroporto de Donetsk eram de nacionalidade russa.

No “front do leste”, Kiev assegura ter ganhado terreno frente aos separatistas com sua ofensiva, que deixou mais de 200 mortos, entre soldados, separatistas e civis, desde meados de abril.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), por sua vez, indicou esta semana que perdeu contato com duas de suas equipes nesta região. Uma delas desapareceu na segunda-feira em Donetsk, enquanto a outra está desaparecida desde quinta-feira na região de Lugansk.

Na madrugada deste sábado, confrontos esporádicos foram registrados na região.

Em Donetsk, os separatistas atacaram duas vezes, sem sucesso, os soldados ucranianos que guardavam o aeroporto da cidade, informou à AFP um porta-voz do Exército ucraniano.

Os guardas de fronteira informaram, por sua vez, que três pessoas ficaram feridas em um ataque pró-russo contra uma unidades ucraniana na região de Lugansk.

Em relação ao conflito do gás, Kiev deu um primeiro passo na sexta-feira para solucionar a questão do abastecimento de gás russo ao pagar parte de sua dívida com a empresa estatal russa Gazprom.

Bruxelas acolherá novas negociações na segunda-feira para evitar a interrupção do fornecimento de gás, o que também poderia afetar a Europa.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Brasil

 

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Líder da Chechênia nega ter enviado combatentes para a Ucrânia

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Ramzan Kadyrov, líder da Chechênia, nega ter enviado tropas à Ucrânia (Foto: Musa Sadulayev/AP Photo)Ramzan Kadyrov, líder da Chechênia, nega ter enviado tropas à Ucrânia (Foto: Musa Sadulayev/AP Photo)

O líder da Chechênia, apoiado pelo Kremlin, negou ter enviado combatentes para a Ucrânia para apoiar os separatistas pró-Rússia, mas disse que alguns deles podem ter ido por vontade própria.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mostrou-se preocupado com Moscou nesta semana após relatos sobre combatentes chechenos e de outros lugares seguindo para Ucrânia, com o objetivo de se juntar às rebeliões contra a liderança de Kiev.

O líder checheno Ramzan Kadyrov repetiu as negativas de Moscou em relação ao envolvimento, mas disse que reconhecia alguns dos combatentes em fotos da Ucrânia.

“Nós não os enviamos. Eles não são absolutamente nossos funcionários”, ele disse em uma entrevista que será exibida no programa de TV russo neste sábado (31).

“Se uma pessoas deixa por vontade própria (a Rússia), não temos o direito de impedir isso. Essa é uma decisão dela”.

Kadyrov não descartou o envio de combatentes chechenos para a Ucrânia, se for ordenado a fazê-lo, pelo presidente Vladimir Putin, que se reserva o direito de usar a força na Ucrânia se a população de língua russa estiver em perigo.

“Se houver uma ordem, vamos cumpri-la com prazer porque qualquer guerreiro é um defensor do seu povo, da sua Pátria”, disse Kadyrov.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Brasil

 

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Gazprom exige US$ 1,66 bilhão da Ucrânia para fornecer gás em junho

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A empresa russa Gazprom exige da companhia pública ucraniana US$ 1,66 bilhão em pagamento antecipado para o fornecimento de gás em junho, anunciou o porta-voz do grupo, Serguei Kuprianov.

“Apresentamos a conta do pré-pagamento, baseada em um volume de entregas de 114 milhões de metros cúbicos por dia de gás, previsto no contrato’, declarou Kuprianov, citado pelas agência russas.

Ele disse que Kiev tem até 2 de junho para efetuar o pagamento.

A Gazprom advertiu na segunda-feira (12)  que poderia interromper o fornecimento de gás para a Ucrânia em junho, caso Kiev não pagasse de maneira antecipada a fatura do mês.

O presidente da Gazprom, Alexei Miller, afirmou na segunda que se o governo de Kiev não pagar a conta, a “Ucrânia recebera zero metro cúbico em junho”.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

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Leste da Ucrânia questiona identidade às vésperas de referendo

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O clima esteve tenso nos postos de checagem nesta quinta-feira (8) nas estradas que levam a Sloviansk, no leste da Ucrânia.

O Exército do país estava em busca de rebeldes que tentavam entrar na cidade, enquanto tiros de armas automáticas eram ouvidos à distância.

Mas, no centro de Sloviansk, as ruas estavam movimentadas, num cenário bem diferente de há três dias, quando o silêncio imperava na cidade.

O Exército ucraniano montou barreiras nas estradas em busca de rebeldes pró-Rússia (Foto: BBC)O Exército ucraniano montou barreiras nas estradas em busca de rebeldes pró-Rússia (Foto: BBC)

Não é possível dizer se esta mudança está relacionada à declaração feita pelo presidente russo, Vladimir Putin, na quarta-feira, ou se o conflito se atenuou.

Surpresa
Na última quarta-feira (7), Putin surpreendeu jornalistas no Kremlin ao dizer que estava pedindo aos ativistas pró-Rússia no leste da Ucrânia que adiassem o polêmico referendo que eles pretendem realizar no próximo domingo, dia 11.

Também disse que a eleição presidencial da Ucrânia, marcada para o dia 25 deste mês, é um passo “na direção certa”.

No entanto, ele afirmou que o voto não valerá nada se não vier acompanhado da proteção dos direitos de “todos os cidadãos”.

Foi o primeiro sinal de que ele pretende tirar a Ucrânia da beira do abismo de uma guerra civil – ainda que tenha responsabilizado os ucranianos anti-Rússia por colocar o país nessa posição.

Desilusão
A poucos metros da sede do serviço de segurança, um avô passeava de mãos dadas com seu neto. Nos arredores, sob um belo dia de sol, clientes entravam e saíam das lojas.

Na primeira visita feita há três dias, a equipe da BBC News foi recebida com tiros de alerta disparados por rebeldes posicionados do lado de fora deste mesmo edifício.

A tensão pode ter diminuído, mas cresceu a desilusão de moradores que ainda tentavam compreender a postura conciliatória adotada pelo Kremlin.

Yulia Tarasenko, de 30 anos, se disse incomodada com o pedido de adiamento do referendo.

“Queríamos o referendo porque pensávamos que, se ele fosse realizado, as forças ucranianas se retirariam e a paz a e a estabilidade voltariam”, ela afirmou.

Quando perguntada sobre o que acontecerá a seguir, Yulia respondeu:
“Só queremos voltar à normalidade”.

‘Sei pelo que luto’
Em Kramatorsk, cidade a cerca de meia hora de carro de Sloviansk, o rebelde Oleg deu outra resposta.

“O que Putin disse foi ruim. O referendo não pode ser evitado. Já se chegou longe demais. Os pacificadores russos ainda deveriam ser enviados. Estamos protegendo nossa terra.”

Seu colega Valentin, de 25 anos, um ex-operário fabril, disse estar disposto a morrer. “Sei pelo que luto”, ele declarou.

A preocupação com a terra e identidade são temas fortes neste conflito e lembram de forma desconcertante o que ocorreu na Irlanda do Norte, nos Bálcãs e em partes da África.

Violência generalizada
Mesmo assim, as diferenças desses conflitos com que ocorre atualmente no leste da Ucrânia são tão poderosas quanto as semelhanças.

O número de fatalidades ainda é relativamente pequeno na região.

Grupos organizados de assassinos ainda não massacraram em larga escala seus opositores.

Apesar de terem ocorrido sequestros e alguns assassinatos, a violência generalizada que caracteriza os conflitos modernos ainda não ocorreu. Isso pode mudar, é claro.

Famílias divididas
Em Donetsk, a capital da autodeclarada República Popular de Donbass, Elena Malyutina, uma funcionária pública de 40 anos que foi expulsa de seu local de trabalho pelos rebeldes, acredita que alguns das barreiras de checagem representam os piores elementos de uma sociedade.

Em seu novo escritório, ela aponta para algumas plantas e o computador que conseguiu levar consigo quando homens armados a expulsaram do antigo prédio.

O que mais dói, ela disse, são as divisões sociais geradas pela rebelião. “É um trauma psicológico. Famílias estão divididas…Conheço pessoas que se divorciaram por causa de tudo isso.”

Pessoas de ambos os lados dessa divisão política, e muitos que estão no meio do caminho ainda estão refletindo sobre a nova posição de Putin.

Suas palavras podem amainar a tensão entre o leste e o oeste do país, mas não entre Moscou e Kiev.

E, com os ânimos alterados, o conflito sobre identidade neste país não serão resolvidos rapidamente ou facilmente.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Brasil

 

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Presidente da Ucrânia nomeia novo chefe do exército

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O presidente da Ucrânia, Oleksander Turchinov, nomeou nesta terça-feira (6) um novo chefe do exército, o general Anatoli Pushniakov, em meio à ofensiva contra as fortificações insurgentes pró-Rússia na região mineradora de Donetsk (leste).

Pushniakov, veterano na guerra do Afeganistão com o exército soviético, é oriundo da região meridional de Odessa (Mar Negro), palco na semana passada de graves enfrentamentos que deixaram 46 mortos, segundo informa a agência ‘Unian’.

Até agora, o general exercia o posto de subchefe do exército, que precisou recorrer à criação de uma Guarda Nacional diante da falta de soldados para fazer frente à sublevação pró-russa e a uma hipotética invasão russa.

O cargo de chefe do exército estava vago desde que o presidente deposto Viktor Yanukovich destituiu em janeiro passado o antecessor de Pushniakov.

Nos combates dos últimos dias com os milicianos pró-Rússia nas imediações da cidade de Slaviansk (Donetsk) quatro soldados ucranianos morreram e outros 20 ficaram feridos.

“Nosso exército foi enfraquecido. Não temos unidades profissionais”, afirmou Arsén Avakov, ministro do Interior.

Enquanto isso, segundo Avakov, 30 milicianos teriam morrido na defesa de Slaviansk, que contam em suas fileiras com muitos crimeanos, alguns russos, e chechenos.

O ministro reconheceu que os insurgentes pró-Rússia estão bem treinados e contam com armamento pesado, o que arrefece o avanço das forças leais a Kiev.

Segundo o Avakov, as milícias pró-Rússia seriam compostas por menos de mil de soldados, entre os quais estariam veteranos de guerra e militares que serviram nos exércitos soviético, russo e ucraniano.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Brasil

 

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Donetsk fecha seu espaço aéreo por operação antiterrorista da Ucrânia

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A cidade de Donetsk, principal ponto de resistência dos milicianos pró-Moscou, fechou seu espaço aéreo nesta terça-feira (6) por conta da operação antiterrorista lançada pelas autoridades da Ucrânia. O aeroporto Sergei Prokofiev cancelou tanto voos nacionais como internacionais.

“As chegadas e saídas de aeronaves no aeroporto de Donetsk foram suspensas por disposição do Serviço de Aviação Estatal da Ucrânia”, diz um comunicado do aeroporto.

Segundo a nota, todos os voos estão suspensos até o meio-dia (horário local), no entanto, o site do aeroporto também mostra o cancelamento de voos posteriores.

Além disso, seis bancos nas cidades de Slaviansk, Kramatorsk e Konstantinovka, na região de Donetsk, encerraram suas operações por questões de segurança, informaram agências locais.

As autoridades ucranianas prosseguem a ofensiva contra a resistência dos insurgentes pró-russos no leste do país.

O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, estimou em mais de 30 os milicianos pró-Moscou que morreram ontem nos combates nos arredores de Slaviansk.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Brasil

 

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ONU reconhece que é difícil realizar eleições na Ucrânia com violência

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A realização de eleições na Ucrânia, marcadas para o dia 25 de maio, será difícil caso se mantenha no leste do país os níveis de violência alcançados nos últimos dias, alertou nesta terça-feira (6) o porta-voz de Navi Pillay, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.

“Se a situação continuar sendo a mesma dos últimos dias em certas cidades, quando ocorreram vários incidentes muito violentos, com edifícios importantes incendiados e pessoas assassinadas nas ruas, obviamente é muito difícil que se realize uma eleição”, afirmou Rupert Colville.

A agência das Nações Unidas mantém uma missão com 34 observadores na Ucrânia, que registram e documentam as violações dos direitos humanos por parte das forças governamentais e dos grupos rebeldes pró-Rússia.

Os resultados das investigações serão divulgados no dia 15 de maio. A alta comissária pediu ainda que o governo ucraniano assegure que as operações militares e policiais nas regiões do leste e sudeste do país se efetuam sem o uso desproporcional da força.

“É muito importante que as próprias autoridades demonstrem um respeito absoluto ao estado de direito e protejam escrupulosamente os direitos humanos de todos, incluída a população que fala russo”, disse o porta-voz de Pillay em entrevista coletiva.

Aos grupos opositores, pediu que “parem suas ações ilegais”, concretamente “entregar as armas, detenham as pessoas que prenderam de forma arbitrária e desocupem os edifícios públicos” tomados pela força.

Além disso, a ONU pediu para as autoridades realizarem uma investigação “rápida, transparente e completa” sobre os eventos nas regiões de Odessa e Donestk, que levaram à morte de dezenas de pessoas nos últimos dias.

Particularmente, as Nações Unidas pediram para que esclareça as circunstâncias do incêndio provocado no edifício de um sindicato na cidade de Odessa na sexta-feira passada, incidente no qual se acredita que 40 pessoas morreram.

A organismo enfatizou que apenas o diálogo entre as partes em conflito, sob o comando de seus respectivos líderes, pode deter a “retórica do ódio” que tomou conta da Ucrânia e a espiral de violência “antes que se perca totalmente o controle”.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Brasil

 

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Ucrânia diz estar pronta para negociar se Rússia apoiar eleições

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A Ucrânia está disposta a apoiar uma rodada de negociações em Genebra com o propósito de reduzir a crise política com a Rússia, com a condição de que Moscou apoie as eleições presidenciais marcadas para 25 de maio, disse o chanceler em exercício da Ucrânia, Andriy Deshchytsia, nesta terça-feira (6).

“Se a Rússia estiver pronta para se comprometer em apoiar essas eleições, eliminar essa ameaça e eliminar o apoio a elementos extremistas na Ucrânia, nós estamos prontos para uma rodada de reuniões”, disse Deshchytsia em uma coletiva de imprensa após um encontro do Conselho da Europa em Viena para discutir a crise na Ucrânia.

Deshchytsia disse que o governo poderia apoiar outra rodada de negociações em Genebra se todos as partes concordarem em implementar todos os documentos eventualmente acordados em tais reuniões. “Mas… a prioridade para a Ucrânia é conduzir as eleições presidenciais.”

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse mais cedo em Viena que seria “incomum” conduzir uma eleição presidencial na Ucrânia enquanto o governo mobiliza o Exército contra partes de sua própria população.

Lavrov disse que os grupos de oposição na Ucrânia teriam que participar de qualquer rodada de negociações. Deshchytsia, rejeitou a sugestão.

“Como governo legítimo da Ucrânia representamos todas as regiões do país. Caso contrário, deveríamos pedir aos russos que enviem representantes da Chechênia e Daguestão, e a UE que esteja representada por seus diferentes países”, disse o ministro.

Deshchytsia também pediu ajuda para a realização das eleições presidenciais de 25 de maio. “Pedimos a todos os sócios o envio de observadores internacionais a Ucrânia para vigiar as eleições e para fazer todo o possível para eliminar as ameaças e as provocações externas apoiadas pela Rússia na Ucrânia”, declarou .

Ao mesmo tempo, o presidente da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter, pediu um “cessar-fogo” na Ucrânia para a eleição presidencial.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Brasil

 

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Mortos em confrontos são enterrados em cidades do leste da Ucrânia

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Esta terça-feira (6) foi mais tranquila que os últimos dias no leste e no sul da Ucrânia, com os dois lados do conflito ucraniano enterrando os seus mortos. Mas no começo da noite houve atos de violência na cidade portuária de Mariupol, no leste, de acordo com a mídia local.

O site “0629” postou fotos de pneus em chamas fora do prédio da câmara municipal, que já tinha sido ocupada por manifestantes pró-Rússia, e fumaça espessa sobre o centro da cidade. Algumas ruas foram isoladas por ônibus ou paredes de pneus e tiros foram ouvidos perto de uma base militar.

Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia (Foto: Reuters/Marko Djurica)Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é
velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia
(Foto: Reuters/Marko Djurica)

Em Kramatorsk, que está sob o domínio dos separatistas no leste e aonde tropas ucranianas avançaram no fim de semana, o caixão de uma enfermeira de 21 anos foi conduzido pelas ruas isoladas por barricadas de pneus e troncos de árvores na segunda-feira. Cravos vermelhos espalhados pela rua marcavam o trajeto.

Na Igreja da Santíssima Trindade, sete padres conduziam as orações dos enlutados em homenagem a uma mulher morta por balas de alto calibre, que os habitantes locais acreditam terem sido disparadas por soldados ucranianos.

“Por que eles atiram em nós? Por que não queremos viver com fascistas?”, indagou o fotógrafo Sergei Fominsky, de 58 anos, acompanhado por sua mulher na igreja. “Não somos escravos. Não nos curvamos a ninguém”.

Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)

Em Odessa, uma cidade portuária multiétnica no Mar Negro onde mais de 40 foram mortos na sexta-feira, pessoas carregavam o caixão aberto de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia, de uma van até a esquina onde ele foi morto por tiros. Foi o dia mais violento desde que a revolta de fevereiro derrubou o presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich.

Biryukov, de 35 anos, foi morto durante um dia agitado que começou com centenas de simpatizantes pró-Moscou armados com machados, correntes e armas atacando uma passeata ucraniana, e terminou no fim da noite com os partidários da Rússia entrincheirados dentro de um edifício incendiado, matando dúzias.

Cerca de 50 pessoas cercava o corpo, cobrindo-o com cravos e rosas. Uma bandeira ucraniana tremulava ao vento e uma canção patriótica sobre heróis mortos foi tocada.

Parentes choravam e uma jovem caiu de joelhos aos prantos. A esquina onde o homem morreu foi decorada com flores e pequenas bandeiras ucranianas.

Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)

“O governo fracassou na proteção do seu próprio povo. A polícia fracassou vergonhosamente”, disse Nikita, de 56 anos, com uma braçadeira com as cores da Ucrânia, o amarelo e o azul.

Sergei, de cerca de 40 anos e que também foi lamentar a morte, disse que a violência “foi importada para Odessa”.

“Tínhamos orgulho de Odessa como um lugar único onde as pessoas costumavam viver em paz, independentemente de suas crenças, religião e raça”, disse ele. “Agora tudo isso acabou”.

Diplomacia
O aumento da violência mudou o tom da diplomacia, e até os Estados europeus mais cautelosos estão falando cada vez mais da probabilidade de uma guerra no país de cerca de 45 milhões de pessoas e do tamanho da França.

“As imagens sangrentas de Odessa nos mostraram que estamos só a alguns passos de um confronto militar”, disse o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em entrevistas publicadas em quatro jornais europeus.

Os próximos dias podem ser decisivos: separatistas na região de Donbass, no leste do país, dizem que farão um referendo sobre a independência no dia 11 de maio semelhante àquele que antecedeu a anexação russa da Crimeia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos rejeitou qualquer tentativa de uma votação como “farsa” e prometeu mais sanções se a Rússia a utilizar, como na Crimeia, para enviar forças ou anexar mais territórios.

“Esse é o mesmo enredo da Crimeia”, disse uma porta-voz. “Nenhuma nação civilizada irá reconhecer os resultados”.

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Publicado por em 6 de maio de 2014 em Brasil

 

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Ucrânia reintroduz o serviço militar para enfrentar revolta pró-Rússia

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A Ucrânia reintroduziu nesta quinta-feira (1º) o serviço militar, suprimido há apenas um ano, diante da degradação da situação no leste do país, onde o governo enfrenta uma insurreição armada pró-russa.

Nova arte crimeia 27/03 vale esta (Foto: Arte G1)

O presidente interino, Olexander Turchynov, assinou o decreto que entrou em vigor imediatamente “evando-se em conta a degradação da situação no leste e no sul (…), o aumento das unidades armadas pró-russas, a tomada de controle ou o bloqueio das administrações públicas, de unidades militares, das comunicações e dos transportes nas regiões de Donetsk e Lugansk”, segundo um comunicado da presidência.

“Isto atenta contra a integridade territorial do país”, acrescentou a presidência. O serviço militar afetará os homens de 18 a 25 anos, com exceção dos que tiverem direito a uma isenção.

O Fundo Monetário Internacional, que havia aprovado na quarta um plano de ajuda de 17 bilhões de dólares, admitiu que esse plano deve ser ‘revisado’ em caso de perda de regiões do leste do país.

Pouco antes em Donetsk, principal cidade da região rebelde, a sede da Procuradoria regional foi ocupada em menos de uma hora por uma multidão de manifestantes pró-Rússia, deixando clara, mais uma vez, a impotência das autoridades ucranianas diante das ações de separatistas na província.

Os policiais, que tentavam proteger o prédio, foram atacados antes de deixar o local, desarmados, alguns aos prantos, constataram jornalistas da AFP.

De acordo com a imprensa, homens armados e encapuzados tomaram durante a noite a sede da Procuradoria da cidade de Gorlivka. Eles levaram computadores e queimaram documentos.

Os rebeldes pró-russos, hostis ao governo que assumiu em Kiev após a derrubada do presidente Viktor Yanukovytch, mantiveram o seu avanço nos últimos dias. Eles assumiram o controle de pontos estratégicos (Prefeitura, sedes da Polícia e dos serviços de segurança) em mais de dez cidades.

Blindados mobilizados
A batalha entre Kiev e Moscou é travada nas frentes militar, econômica e diplomática.

Em Kiev, as autoridades realizaram exercícios militares durante a noite de quarta para quinta. Integrantes das unidades especiais da guarda presidencial, a bordo de cerca de dez blindados, cercaram o prédio do Parlamento, e atiradores de elite chegaram ao teto de paraquedas.

Preocupado em eliminar os argumentos dos separatistas, o governo ucraniano anunciou que pretende organizar um referendo sobre a unidade da nação ucraniana e sobre a descentralização junto com a eleição presidencial antecipada de 25 de maio.

A Rússia chamou a ideia de “cínica” e repetiu que Kiev deve parar de “realizar operações militares contra seu próprio povo”, referindo-se à operação “antiterrorista” iniciada pelas autoridades no leste.

Kiev havia anunciado na quarta-feira que suas Forças Armadas haviam sido colocadas em “estado de alerta total” para o combate, diante da ameaça de uma intervenção russa e para tentar impedir o alastramento da insurreição para novas regiões do sul e do leste.

1º de maio
Em Kiev, a mobilização neste Dia do Trabalho foi pequena, apesar da gravidade da crise neste país de 46 milhões de habitantes que deixou a União Soviética e se tornou independente em 1991.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram pacificamente gritando palavras de ordem em favor da unidade da Ucrânia.

Já em Moscou as manifestações reuniram por volta de 100 mil pessoas na Praça Vermelha. “Tenho orgulho do meu país”, “Putin tem razão”, indicavam os cartazes exibidos pelos manifestantes.

O mesmo clamor patriótico podia ser visto em Simferopol, capital da península da Crimeia, anexada à Rússia em março. Cerca de 60 mil pessoas participaram de uma passeata agitando bandeiras russas e exibindo cartazes com frases como “Nós somos a Rússia”, “Putin é nosso presidente”.

Em Kharkiv (leste da Ucrânia), 2 mil pró-russos percorreram as ruas do centro gritando “Ucrânia sem fascistas”, “Russo, língua do Estado”.

Entenda a crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar,  um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.

A oposição e parte da população não aceitaram a decisão, e foram às ruas, realizando protestos violentos que deixaram mortos e culminaram, em 22 de fevereiro de 2014, na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.

Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região. A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.

Após a adesão da Crimeia ao governo de Moscou, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como “república soberana”, marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente. Outras cidades também tiveram atuação de milícias russas, como Lugansk e Kharkiv.

O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991. No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais usado diariamente, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição – e é onde se concentraram os principais protestos, incluisive na capital, Kiev.

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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Brasil

 

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