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Tártaros da Crimeia exigem dissolução de milícias pró-russas

A assembleia tradicional dos tártaros da Crimeia exigiu nesta sexta-feira (21) que as novas autoridades da península, incorporada pela Rússia, desarmem as milícias pró-russas e devolvam o trabalho à polícia.

Este conselho tártaro informou sobre um grande número de incidentes e de ameaças contra sua comunidade, de confissão muçulmana, que representa entre 12% e 15% da população da Crimeia, e apelou ao “respeito dos direitos humanos e da liberdade”, segundo um texto aprovado na quinta-feira e publicado nesta sexta-feira em seu site.

O texto pede que as novas autoridades desarmem os grupos de cidadãos que “ilegalmente assumiram os trabalhos da polícia”.

Os tártaros boicotaram o referendo do último domingo, que aprovou por esmagadora maioria a incorporação da Crimeia à Rússia.

“Na extremamente complexa situação atual, nosso objetivo principal é conservar a calma e a paz na Crimeia, garantir a segurança e a vida de toda a população, e reforçar a confiança e a colaboração da sociedade multiétnica da Crimeia”, declarou esta assembleia.

O conselho tártaro também pede que informem sobre todos os incidentes contra a comunidade tártara da Crimeia, inclusive perante as organizações internacionais, para que os autores sejam denunciados e punidos.

Fonte G1

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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Poder pró-Rússia da Crimeia cogita saída de tártaros de áreas ocupadas

O novo poder pró-Moscou da Crimeia cogita recuperar parte das terras ocupadas “ilegalmente” pelos tártaros, anunciou nesta terça-feira (18) o vice-primeiro-ministro da península, Rustam Temirgaliev. “Vamos pedir que liberem parte das terras, porque precisamos delas para projetos sociais”, declarou Temirgaliev à agência russa Ria Novosti.

Ele disse que em Simferopol, a capital da Crimeia, há muitos terrenos ocupados ‘ilegalmente’ pelos tártaros. Os tártaros, de religião muçulmana, representam entre 12% e 15% da população local e no domingo (16) boicotaram o referendo de adesão da Crimeia à Rússia.

Em 1944, toda a população tártara da Crimeia foi deportada para a Ásia Central por ordem de Stalin. Os tártaros não foram autorizados a retornar para a Crimeia até 1989, na época da ‘perestroika’.

Alguns se instalaram em terrenos cujos títulos de propriedade não conservavam mais. Suas terras haviam sido ocupadas por novos habitantes, após a deportação de 1944.

Discurso
Nesta segunda-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o referendo realizado na região ucraniana da Crimeia foi feito de acordo com os procedimentos democráticos e com a lei internacional, e que a Crimeia “sempre foi e sempre será parte da Rússia”. A consulta popular aprovou a reintegração da Crimeia a Moscou neste domingo (16).

“A questão da Crimeia tem uma importância vital, uma importância histórica para todos nós”, afirmou o presidente russo após ser recebido com aplausos no Parlamento. “Nos corações e mentes das pessoas, a Crimeia sempre foi e permanece como uma parte inseparável da Rússia. Esse comprometimento, baseado na verdade e na justiça, é firme, foi passado de geração em geração.”

O presidente russo condenou as “ditas” autoridades da Ucrânia, afirmando que elas conduziram um golpe de Estado e farão tudo para permanecer no poder.

“Aqueles que estão por trás dos eventos recentes, eles preparam um golpe de estado, mais um. Eles planejaram tomar o poder. Terror e assassinatos foram usados”, afirmou, chamando os integrantes do novo governo de Kiev de “nacionalistas, neo-nazistas, russofóbicos e anti-semitas.”

Entretanto, apesar da crise com a Ucrânia, o presidente russo disse que as relações com os ucranianos “fraternais” terão sempre uma importância crucial para a Rússia.“As relações com a Ucrânia e com os ucranianos fraternais sempre foram, continuam e sempre serão muito importantes e cruciais para nós, sem exageros”.

Fonte G1

 
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Publicado por em 18 de março de 2014 em Brasil

 

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Tártaros protestam na Crimeia com gritos de ‘Putin, vai embora’

Tártaros protestam contra referendo no domingo (Foto: Viktor Drachev/AFP)Tártaros protestam contra referendo no domingo (Foto: Viktor Drachev/AFP)

Aos gritos de “Putin, vai embora” e “Soldados russos voltem para casa” centenas de tártaros da Crimeia se manifestaram nesta sexta-feira (14) para protestar contra o referendo de domingo (16) sobre a anexação desta península ucraniana à Rússia.

Os manifestantes, que exibiam bandeiras ucranianas, se concentraram nas principais ruas de Bajchisarai, reduto da minoria muçulmana na Crimeia, sob o olhar atento de milícias de autodefesa pró-russas. “Não queremos sequer pensar na possibilidade de voltar à Rússia”, declarou à AFP Fatima Suittarova, de 40 anos.

Os tártaros, uma minoria muçulmana instalada na península, foram deportados em massa por Joseph Stalin para a Sibéria e Ásia Central, mas começaram a voltar durante os últimos anos de Guerra Fría.

Atualmente, representam entre 12% e 15% dos dois milhões de habitantes da Crimeia.

A Rússia cedeu esta península à Ucrânia em 1954, quando as duas ex-repúblicas faziam parte da URSS. No entanto, Moscou manteve no porto de Sebastopol (Crimeia) a base de sua frota no Mar Negro.

O líder tártaro, Mustafa Djemilev, pediu na véspera o boicote ao referendo e solicitou que a Otan intervenha como fez em Kosovo, antes que ocorra um massacre.

Pró-russos preparam referendo
Nesta sexta, a tensão aumentou ainda mais no leste da Ucrânia om o anúncio feito por militantes pró-Rússia da cidade de Carcóvia de que no domingo (14) um referendo também será realizado concomitantemente com o da Crimeia.

Os simpatizantes de Moscou estão no mesmo embalo do ‘premiê’ separatista pró-Rússia da península ucraniana da Crimeia, Serguei Axionov. Ele acaba de convidar lideranças russófonas do leste a organizar referendos nos moldes do que será realizado neste domingo na Crimeia, que tratará da adesão à Rússia.

A petição feita pelo movimento pró-russo de Carcóvia, que anuncia também uma série de reuniões neste sábado nesta cidade, em Lugansk, Donetsk, Mariupol e Odessa, propõe uma votação inspirada na que ocorrerá na Crimeia, com duas opções: maior autonomia ou adesão à Rússia.

Os signatários do documento anunciam a instalação de 100 a 200 urnas em Carcóvia e se propõem também a ‘assumir o poder’ e ‘pedir a ajuda da Rússia’.

A iniciativa preocupou o governador da região, Igor Baluta, que convocou uma reunião extraordinária com os responsáveis pela segurança e lançou um apelo aos moradores para que evitem as reuniões, alertando para ‘possíveis atos terroristas’.

Fonte G1

 
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Publicado por em 15 de março de 2014 em Brasil

 

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