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Resgate monetário da Ucrânia pode mudar se país perder território, diz FMI

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Entenda a crise na Crimeia (Foto: Arte/G1)

A perda da Ucrânia de seu território no leste forçaria o Fundo Monetário Internacional (FMI) a redesenhar o resgate de US$ 17 bilhões do país e exigiria um financiamento adicional, alertou o fundo nesta quinta-feira (1º).

O FMI também disse que a deterioração das relações entre a Ucrânia e a Rússia, destino de um quarto das exportações de Kiev, poderia ferir ainda mais a economia ucraniana e forçar um ajuste do resgate, aprovado pelo Conselho do FMI na quarta-feira.

“Uma interrupção de longa duração das relações com a Rússia, que deprime as exportações, o investimento e crescimento ou uma perda de controle econômico sobre a parte leste do país, que reduz a receita orçamentária, exigiria uma recalibração significativa do programa e financiamento adicional, incluindo por parte de parceiros bilaterais da Ucrânia”, disse o FMI em relatório divulgado nesta quinta.

Ao delinear os riscos para o programa, o FMI também alertou para a incerteza sobre o compromisso do governo da Ucrânia com um amplo programa de reformas, muitas delas politicamente impopulares, especialmente após as eleições presidenciais de 25 de maio.

O resgate do FMI deve desbloquear outros US$ 15 bilhões em ajuda adicional à Ucrânia do Banco Mundial, União Europeia, Canadá e outros doadores, destinados a ajudar a Ucrânia a estabilizar a economia em meio ao pior tumulto civil desde sua independência em 1991.

Entenda a crise
A Ucrânia vive uma grave crise social e política desde novembro de 2013, quando o governo do então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar,  um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia (UE), alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia, seu principal aliado.

A oposição e parte da população não aceitaram a decisão, e foram às ruas, realizando protestos violentos que deixaram mortos e culminaram, em 22 de fevereiro de 2014, na destituição do contestado presidente pelo Parlamento e no agendamento de eleições antecipadas para 25 de maio.

Houve a criação de um novo governo pró-União Europeia e anti-Rússia, acirrou as tensões separatistas na península da Crimeia, de maioria russa, levando a uma escalada militar com ação de Moscou na região. A Crimeia realizou um referendo que aprovou sua adesão à Rússia, e o governo de Vladmir Putin procedeu com a incorporação do território, mesmo com a reprovação do Ocidente.

Após a adesão da Crimeia ao governo de Moscou, outras regiões do leste da Ucrânia, de maioria russa, também começaram a sofrer com tensões separatistas. Militantes pró-Rússia tomaram prédios públicos na cidade de Donetsk e a proclamaram como “república soberana”, marcando um referendo sobre a soberania nacional para 11 de maio. A medida não foi reconhecida por Kiev nem pelo Ocidente. Outras cidades também tiveram atuação de milícias russas, como Lugansk e Kharkiv.

O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991. No leste e no sul do país, o russo ainda é o idioma mais usado diariamente, e também há maior dependência econômica da Rússia. No norte e no oeste, o idioma mais falado é o ucraniano, e essas regiões servem como base para a oposição – e é onde se concentraram os principais protestos, incluisive na capital, Kiev.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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Rússia construirá ponte para ligar território à Crimeia, anuncia Putin

A Rússia construirá uma ponte entre seu território e a península da Crimeia, anunciou nesta quarta-feira (19) o presidente Vladimir Putin, e seu governo avaliou o projeto em US$ 3 bilhões.

“Precisamos de uma ponte para os automóveis e para o trem”, ressaltou Putin diante do Conselho de Ministros, segundo a agência Interfax.

A travessia do estreito de Kertch, que tem 4,5 km de distância em sua parte mais estreita, entre o mar de Azov e o mar Negro, a leste da Crimeia, é a única forma, além do avião, de chegar à península a partir do território russo sem passar pela Ucrânia.

Uma balsa une atualmente as duas margens. Os trens circulam pelo território ucraniano, indicou o ministro dos Transportes, Maxime Sokolov. Ele afirmou que também estava sendo estudada a possibilidade de cavar um túnel.

Segundo o ministro, citado pela Interfax, o projeto conta com um orçamento total de 3 bilhões de dólares (2,16 bilhões de euros). Não foi informado quais estruturas estavam incluídas neste orçamento.

Uma autoridade local declarou no início do mês que o projeto de ponte terá 7,5 km de comprimento. O primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, assinou um decreto ao confiar a gestão a um grupo público de BTP. O preço evocado na época era de 24 bilhões de rublos (470 milhões de euros).

A Crimeia, um território do sul da Ucrânia com maioria de língua russa, proclamou sua independência após a mudança de poder em Kiev, e aprovou com 97% dos votos em um referendo no domingo sua incorporação à Rússia, denunciada pelas potências ocidentais.

O presidente Vladimir Putin assinou na terça-feira (18) o tratado através do qual este território integra a Federação da Rússia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em Brasil

 

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China inicia busca em seu território por pistas de avião que desapareceu

A China começou a procurar dentro do território do seu país por pistas que levem ao Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, informou a agência de notícias Reuters citando o embaixador chinês na Malásia Huang Huikang.

Arte avião MH370 17/03 sumido malásia (Foto: Arte G1)

A busca pelo Boeing se concentra em dois amplos corredores em terra e mar (veja mapa ao lado). O corredor sul é o privilegiado pelas autoridades, enquanto o norte passa sobre vários países cujos radares militares podem ter detectado um Boeing 777.

O território chinês está entre uma das possíveis rotas . A Malásia já pediu ajuda aos 11 países que compõem este caminho para saber se seus radares captaram algum voo que não estava programado. Índia e Paquistão já responderam que não registraram a presença do 777.

Em busca de informações que pudessem esclarecer o mistério sobre o voo MH370, Pequim investigou a vida de passageiros chineses e descartou qualquer envolvimento deles no sumiço do avião.

Segundo a agência France Presse, não há “elementos” que liguem os cidadãos chineses ao episódio. “Nós não encontramos nenhuma evidência de que os passageiros chineses foram capazes de sequestrar o avião ou serem autores de um ataque, disse o embaixador chinês na Malásia, de acordo com a agência oficial Xinhua.

Pilotos
As investigações se concentram na cabine dos pilotos e nas últimas palavras recebidas em terra, pronunciadas pelo copiloto, que coincidiram com o momento em que os principais sistemas de comunicação da aeronave foram  desligados.

À 1H19 de sábado 8 de março (14h19 de sexta-feira no horário de Brasília), 38 minutos após a decolagem do Boeing 777 de Kuala Lumpur com destino a Pequim, o controle aéreo registrou a última comunicação oral a partir da cabine do piloto: “Tudo bem, boa noite”.

O sistema ACARS (Aircraft Communication Addressing e Reporting System), que permite a troca de informações entre a aeronave em voo e o centro operacional de uma companhia aérea, emitiu um último sinal à 1h07. Ele deveria voltar a emitir meia hora depois, à 1h37. A desativação deste sistema é necessariamente realizada por um piloto ou uma pessoa com conhecimentos na área, de acordo com especialistas.

‘Míssil’
O transponder, um outro dispositivo crucial, que envia informações sobre a posição da aeronave, foi deliberadamente desligado dois minutos após a mensagem atribuída ao copiloto. O avião desapareceu dos radares civis à 1h30. Os dados coletados desde então permitem afirmar que o avião mudou de direção entre a Malásia e o Vietnã e continuou voando por quase sete horas.

Radares militares malaios detectaram um sinal na mesma madrugada, posteriormente identificado como vindo do voo MH370

“Algo aconteceu com o piloto”, afirmou em Washington o presidente do Comitê de Segurança Interna na Câmara dos Representantes, Michael McCaul, que disse contar com relatórios da “segurança interna” do serviço de contra-terrorismo e inteligência’. Ele também especulou que o avião pode ter sido sequestrado e escondido para uso posterior de “míssil”.

Autoridades malaias enfatizam que o histórico de todas as 239 pessoas a bordo, incluindo 227 passageiros, foi analisado.

O copiloto teria convidado uma jovem passageira à cabine durante um voo entre a Tailândia e Kuala Lumpur em 2011, uma atitude contrária aos regulamentos desde os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Familiar de passageiros chineses voavam no avião da Malásia Airlines que segue desaparecido. (Foto: Andy Wong / AP Photo)Familiar de passageiros chineses voavam no avião da Malásia Airlines que segue desaparecido (Foto: Andy Wong / AP Photo)

Dois caminhos
Mas os dois pilotos não pediram para trabalhar juntos neste voo e nada durante as buscas em suas casas foi encontrado que possa incriminá-los, insistiram as autoridades da Malásia.

Um sinal de satélite teria mostrado o Boeing 777 em um espaço pouco provável, entre o norte da Tailândia e a Ásia central, tendo como destinos Índia ou Cazaquistão. Outra possibilidade, mais lógica, é uma área entre a Indonésia e o Oceano Índico.

Mas o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, afirmou nesta segunda-feira que não recebeu nenhuma informação sobre a possibilidade de que o Boeing 777 da Malaysia Airlines tenha sobrevoado as costas do país.

O número de países envolvidos nos esforços para encontrar a aeronave chega a 26. A França enviou três investigadores especializados, entre eles Jean-Paul Troadec, ex-diretor do Escritório de Investigação a Análise (BEA) que investigou o acidente do voo AF447 Rio-Paris da Air France em junho de 2009.

O colégio francês de Pequim, onde estudavam três adolescentes a bordo do MH370, recebeu nesta segunda-feira uma equipe de especialistas, que pretendem fornecer assistência psicológica aos alunos. As famílias dos passageiros chineses expressavam sua indignação, acusando as autoridades malaias de dissimulação e de ‘dizer qualquer besteira’.

‘Apenas o governo malaio sabe a verdade. Ele tem dito qualquer besteira desde o início’, reclamou Wen Wancheng, de 63 anos, cujo filho estava a bordo do Boeing 777.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em Brasil

 

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Crimeia quer assumir estatais da Ucrânia e campos em seu território

A Crimeia vai assumir a propriedade das empresas estatais ucranianas em seu território, incluindo os campos de gás natural no mar Negro, disse o primeiro vice-premiê da região, consolidando a independência da península antes de um referendo sobre a anexação à Rússia.

A Crimeia, uma região no sul da Ucrânia que abriga a frota russa do mar Negro, votará no domingo a adesão à Rússia. Desde que separatistas pró-Rússia tomaram o controle do Parlamento regional há quase duas semanas, a região foi declarada parte da Federação Russa.

Em uma entrevista coletiva transmitida pela televisão russa, Rustam Temirgaliev disse: “Nos próximos dias, a transferência está sendo preparada… para uma série de bens, pertencentes ao Estado ucraniano, que estão localizados no território da Crimeia”.

Ele disse ainda que empresa de energia Chornomornaftohaz e a companhia ferroviária estatal seriam incluídas, além de vários resorts de propriedade de ministérios em Kiev.

“A propriedade de empresas privadas e particulares permanece propriedade dessas entidades”, disse ele, acrescentando que os proprietários devem voltar a registrar seus bens sob a lei russa.

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Gás do Mar Morto
Caso a Chornomornaftohaz deixe de ser ucraniana, Kiev perderia um elemento essencial em seus esforços para reduzir a dependência crescente das importações de gás russo.

A Ucrânia usa mais de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, avaliados em cerca de 20 bilhões de dólares em termos atuais do mercado europeu, sendo mais de metade importada da Rússia.  As disputas entre a Rússia e a Ucrânia já levaram a cortes de abastecimento, provocando esforços de Kiev para desenvolver novas fontes de energia. A busca da Ucrânia por novos campos de gás no mar Negro têm atraído vários investidores do setor de energia, incluindo Exxon Mobil, Royal Dutch Shell, Eni e OMV.

A Ucrânia espera que sua produção de gás no Mar Negro passe de apenas 1 bilhão de metros cúbicos por ano atuais para mais de 3 bilhões de metros cúbicos em 2015, e 5 bilhões de metros cúbicos até o final da década.

Os planos são apoiados pela União Europeia através da adesão da Ucrânia à comunidade energética da UE. Como parte dessa associação, a Comissão Europeia pretende converter a Ucrânia de uma nação de trânsito de gás em um centro de produção de energia.

Andrew Swiger, vice-presidente sênior da Exxon Mobil, disse a investidores na semana passada que as atividades da empresa na Ucrânia estavam suspensas devido às circunstâncias atuais.

A Crimeia está ligada à infraestrutura de gás da Ucrânia, não da Rússia. Se for anexada à Rússia após o referendo, analistas dizem que a Ucrânia provavelmente cortará o suprimento de gás da Crimeia.

A Rússia poderia tentar usar os campos de gás no mar Negro para abastecer Crimeia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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