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Problemas técnicos no aeroporto de Abu Dhabi param voos

Passageiros dormem no aeroporto de Abu Dhabi a espera de informações sobre próximos voos (Foto: Josmar Verillo)Passageiros dormem no aeroporto de Abu Dhabi a espera de informações sobre próximos voos (Foto: Josmar Verillo)

Dezenas de voos com destino a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, foram desviados nesta quinta-feira (6) depois que um mau funcionamento técnico durante forte nevoeiro fez com que autoridades parassem de aceitar a chegada de voos, segundo o aeroporto e sua companhia aérea principal.

A Etihad Airways, companhia aérea nacional dos Emirados Árabes, disse que mais de 30 voos foram redirecionados por causa de “uma falha técnica nos sistemas de aterrissagem na pista do Aeroporto Internacional de Abu Dhabi”.

Segundo a agência AP, a autoridade do aeroporto citou apenas desafios operacionais causados por condições de baixa visibilidade.

O mau funcionamento ocorreu quando denso nevoeiro desceu por grande parte do país, causando tráfego durante o horário da manhã. O aeroporto nas proximidades de Dubai, centro aéreo mais movimentado da região, reportou atrasos, mas continuou operando.

O aeroporto de Abu Dhabi disse que 37 voos foram desviados para diversos aeroportos da região, sendo que alguns foram para cidades distantes como Dammam, na Arábia Saudita, e Muscat, em Oman.

As operações de voo foram retomadas no final do dia, mas a Etihad disse que “atrasos significativos” eram esperados por mais algum tempo.

Passageiros pedem informação no balcão da Etihad do aeroporto de Abu Dhabi (Foto: Josmar Verillo)Passageiros pedem informação no balcão da Etihad
do aeroporto de Abu Dhabi (Foto: Josmar Verillo)

O brasileiro Josmar Verillo, passageiro de voo que saiu de Xangai com destino a Abu Dhabi, contou ao G1 que seu voo foi desviado para a cidade de Al Ain, a cerca de 120 kms de Abu Dhabi. Ele afirma que os passageiros tiveram de ficar por nove horas dentro do avião, até que pudessem partir para Abu Dhabi. Josmar relata que centenas de pessoas se aglomeram no aeroporto de Abu Dhabi à espera de notícias sobre voos de conexão.

A Etihad divulgou nota em que pede desculpas aos passageiros que estavam em voos deslocados e diz que “todos os esforços estão sendo feitos para retificar esta situação infeliz e auxiliar os passageiros a minimizar a inconveniência resultante do desvio de seus voos”. De acordo com a empresa, 14 voos foram para Al Ain. “Este aeroporto serve apenas de local para desvios técnicos e tem instalações limitadas de alfândega ou imigração. Como resultado, passageiros em trânsito ou sem vistos para os Emirados Árabes Unidos não puderam desembarcar”, afirma em nota.

Ainda segundo o comunicado, os passageiros serão recompensados com benefícios que “variam de milhas no programa de fidelidade Etihad Guest até voos de cortesia”.

Etihad, a principal usuária do aeroporto de Abu Dhabi, e suas grandes concorrentes Qatar Airways e Emirates estão crescendo rapidamente e usam suas bases do Golfo como principais centros de trânsito de aviação de longo curso.

O Aeroporto Internacional de Abu Dhabi passa por grande expansão que inclui a construção de um novo complexo de terminal.

Nevoeiro pela manhã não é incomum pela costa do Golfo dos Emirados Árabes durante certos períodos do ano. Em 2012, cerca de 50 voos foram desviados do Aeroporto Internacional de Dubai depois que um sistema de segurança para lidar com nevoeiros falhou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 7 de março de 2014 em Brasil

 

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Técnicos de Fukushima começam a desmontar tanque após vazamento

Tanques que armazenam água tóxica na usina de Fukushima, nordeste do Japão, em imagem de sexta-feira (13) (Foto: Kyodo News/AP)Tanques que armazenam água tóxica na usina de Fukushima, nordeste do Japão, em imagem de sexta-feira (13) (Foto: Kyodo News/AP)

Os técnicos da empresa Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela usina nuclear de Fukushima, no Japão, começaram a desmontar um dos tanques de armazenamento de água contaminada desde que foi detectado um vazamento de água radioativa no mês passado, informou nesta quarta-feira (18) a emissora pública NHK.

Segundo a Tepco, o trabalho de desmantelamento deve durar vários dias, e depois disso os técnicos querem analisar cada uma das partes do tanque para identificar a origem do vazamento.

A empresa também pretende transferir toda a água armazenada para outro tanque, mas não descartou a possibilidade de despejá-la no mar, detalhou a emissora.

No total, a Tepco conta com cerca de 350 tanques iguais a esse danificado, que foram fabricados rapidamente em decorrência do acidente nuclear de 2011, usando materiais e métodos mais baratos, como resina e fixações metálicas para unir as partes, em vez de solda.

Apesar de a operadora ainda não ter identificado o problema dos tanques, acredita-se que o motivo seja o desgaste da resina após o contato com a água contaminada.

O problema surgiu em meados de agosto, quando a Tepco detectou um vazamento de 300 toneladas de água altamente radioativa em um tanque que, assim como os outros 600 contêineres que existem na usina, armazena o líquido utilizado para refrigerar os reatores.

Os vazamentos de água radioativa e o volume do líquido acumulado nos porões dos edifícios dos reatores, do qual cerca de 300 toneladas vazam diariamente para o mar, são o principal desafio dos 3,5 mil operários que trabalham na central, atingida por um terremoto seguido de um tsunami em março de 2011.

Fonte G1

 
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Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Marco Civil: critérios técnicos para neutralidade serão definidos por decreto

Novo texto do PL do Marco Civil que será levado a votação nesta quarta-feira dá ao Poder Executivo o controle sobre os critérios para degradação e discriminação do tráfego na internet

Conforme esperado, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o assunto, acaba de tornar pública a nova redação que será submetida a votação na tarde desta quarta-feira, 11/7, a partir das 14h30. Segundo ele, o adiamento da votação do substitutivo de sua autoria, que deveria ter acontecido na tarde desta terça-feira, 10/7, foi motivada pela “quantidade enorme de contribuições recebidas pelo portal e-democracia, na semana passada, e hoje pela manhã, por parte do governo federal.

Entre as modificações feitas, uma chama atenção. A que dá nova redação para o primeiro parágrafo do artigo nono, que trata das duas possibilidades de degradação e discriminação de tráfego internet. Ela agora deixa claro que os critérios para essas degradações e discriminações serão regulamentadas por decreto presidencial, ouvidas as recomendações do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), conforme o Acórdão 1164/2012, do TCU, que reconheceu que “o modelo adotado pelo Brasil segue a tendência  mundial de boa governança no que concerne à administração da Internet”, e  que “o Comitê está em total compasso com a melhor prática internacionalmente  aceita”. Os dois casos em que são aceitáveis a degradação e discriminação do tráfego internet permanecem os mesmos: requisitos técnicos indispensáveis à fruição adequada dos serviços e aplicações, e priorização a serviços de emergência.

Com relação à neutralidade, fica mantido a retirada do texto que vinculava o princípio da neutralidade de rede à regulamentação posterior, no artigo terceiro. Em suas considerações, Molon diz que deixou a questão de regulamentação posterior para ser discutida no âmbito  do artigo nono, que trata com mais detalhes a questão da neutralidade da rede. “Há  um amplo temor por parte dos participantes das audiências públicas e  seminários, bem como da sociedade, de que, ao se utilizar a expressão conforme regulamentação, fosse aberto espaço para que esse tratamento  posterior terminasse por restringir a aplicação do princípio da neutralidade de  rede, o que não é, em absoluto, nosso objetivo”, explica.

“Ao determinar que os requisitos técnicos para as exceções que justifiquem degradação e discriminações de tráfego sejam estabelecidos por decretos presidencial, e não um regulamento criado por nenhum órgão inferir, acredito que tenhamos fortalecido a neutralidade”, afirmou o deputado ao IDGNow, em entrevista por telefone. “Os princípios de neutralidade são objeto de lei. Os critérios técnico, não”, explicou o deputado.

O terceiro parágrafo do artigo nono também ganhou nova redação: “Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita,  é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou  fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas  as hipóteses admitidas na legislação. No texto anterior, não constava o termo “bloquear”.

Remoção de conteúdo

O capítulo 15, que trata da remoção de conteúdos, também foi modificado. A nova redação diz: ” Com o intuito de  assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem  judicial específica, não tomar as providências para, no  âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do  prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo  apontado como infringente, ressalvadas as disposições  legais em contrário”.

O mesmo aconteceu com o artigo 16. A nova redação explicita a forma de aplicação. Diz agora: “Sempre que tiver informações de contato do usuário  diretamente responsável pelo conteúdo a que se refere  o art. 15, caberá ao provedor de aplicações de Internet  informar comunicar-lhe sobre o cumprimento da ordem judicial. os motivos e informações relativos à  indisponibilização de conteúdo, com informações que permitam o contraditório e a ampla defesa em juízo, salvo expressa previsão legal ou salvo expressa  determinação judicial fundamentada em contrário”. A expressão “salvo expressa previsão legal ou expressa determinação judicial fundamentada em contrário”está diretamente relacionada a uma das críticas feitas pela FecomercioSP ao texto anterior.

“Optamos por voltar à redação inicial, para não criar insegurança jurídica,  já que as modificações feitas não foram bem compreendidas”, disse Molon.

O mesmo artigo 16 ganhou um parágrafo único:  “Quando solicitado pelo usuário que disponibilizou o conteúdo tornado indisponível, o provedor de aplicações  de Internet que exerce essa atividade de forma  organizada, profissionalmente e com fins econômicos,  substituirá o conteúdo tornado indisponível, pela motivação ou pela ordem judicial que deu fundamento à  indisponibilização”.

 A votação do substitutivo de Molon ao PL do Marco Civil na Comissão Especial da Câmara está prevista para hoje, às 14h30, com transmissão pela Internet. Ciberativistas temem que deputados sensíveis aos argumentos das operadoras de telefonia e empresas de radiodifusão contrários ao projeto possam pedir vistas, adiando a votação para depois do recesso. Se isso acontecer, é bem provável que o Marco Civil só volte à pauta da Câmara depois das eleições, e só seja votado em plenário em 2013.

“Estamos confiantes na votação hoje. Há sempre a possibilidade de que alguém peça vistas, mas estamos trabalhando para cumprir o nosso compromisso de votar o Marco Civil antes do recesso”, afirmou Molon.

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Publicado por em 30 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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Marco Civil: cirtérios técnicos para neutralidade serão definidos por decreto

Novo texto do PL do Marco Civil que será levado a votação nesta quarta-feira dá ao Poder Executivo o controle sobre os critérios para degradação e discriminação do tráfego na internet

Conforme esperado, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o assunto, acaba de tornar pública a nova redação que será submetida a votação na tarde desta quarta-feira, 11/7, a partir das 14h30. Segundo ele, o adiamento da votação do substitutivo de sua autoria, que deveria ter acontecido na tarde desta terça-feira, 10/7, foi motivada pela “quantidade enorme de contribuições recebidas pelo portal e-democracia, na semana passada, e hoje pela manhã, por parte do governo federal.

Entre as modificações feitas, uma chama atenção. A que dá nova redação para o primeiro parágrafo do artigo nono, que trata das duas possibilidades de degradação e discriminação de tráfego internet. Ela agora deixa claro que os critérios para essas degradações e discriminações serão regulamentadas por decreto presidencial, ouvidas as recomendações do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), conforme o Acórdão 1164/2012, do TCU, que reconheceu que “o modelo adotado pelo Brasil segue a tendência  mundial de boa governança no que concerne à administração da Internet”, e  que “o Comitê está em total compasso com a melhor prática internacionalmente  aceita”. Os dois casos em que são aceitáveis a degradação e discriminação do tráfego internet permanecem os mesmos: requisitos técnicos indispensáveis à fruição adequada dos serviços e aplicações, e priorização a serviços de emergência.

Com relação à neutralidade, fica mantido a retirada do texto que vinculava o princípio da neutralidade de rede à regulamentação posterior, no artigo terceiro. Em suas considerações, Molon diz que deixou a questão de regulamentação posterior para ser discutida no âmbito  do artigo nono, que trata com mais detalhes a questão da neutralidade da rede. “Há  um amplo temor por parte dos participantes das audiências públicas e  seminários, bem como da sociedade, de que, ao se utilizar a expressão conforme regulamentação, fosse aberto espaço para que esse tratamento  posterior terminasse por restringir a aplicação do princípio da neutralidade de  rede, o que não é, em absoluto, nosso objetivo”, explica.

“Ao determinar que os requisitos técnicos para as exceções que justifiquem degradação e discriminações de tráfego sejam estabelecidos por decretos presidencial, e não um regulamento criado por nenhum órgão inferir, acredito que tenhamos fortalecido a neutralidade”, afirmou o deputado ao IDGNow, em entrevista por telefone. “Os princípios de neutralidade são objeto de lei. Os critérios técnico, não”, explicou o deputado.

O terceiro parágrafo do artigo nono também ganhou nova redação: “Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita,  é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou  fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas  as hipóteses admitidas na legislação. No texto anterior, não constava o termo “bloquear”.

Remoção de conteúdo

O capítulo 15, que trata da remoção de conteúdos, também foi modificado. A nova redação diz: ” Com o intuito de  assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem  judicial específica, não tomar as providências para, no  âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do  prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo  apontado como infringente, ressalvadas as disposições  legais em contrário”.

O mesmo aconteceu com o artigo 16. A nova redação explicita a forma de aplicação. Diz agora: “Sempre que tiver informações de contato do usuário  diretamente responsável pelo conteúdo a que se refere  o art. 15, caberá ao provedor de aplicações de Internet  informar comunicar-lhe sobre o cumprimento da ordem judicial. os motivos e informações relativos à  indisponibilização de conteúdo, com informações que permitam o contraditório e a ampla defesa em juízo, salvo expressa previsão legal ou salvo expressa  determinação judicial fundamentada em contrário”. A expressão “salvo expressa previsão legal ou expressa determinação judicial fundamentada em contrário”está diretamente relacionada a uma das críticas feitas pela FecomercioSP ao texto anterior.

“Optamos por voltar à redação inicial, para não criar insegurança jurídica,  já que as modificações feitas não foram bem compreendidas”, disse Molon.

O mesmo artigo 16 ganhou um parágrafo único:  “Quando solicitado pelo usuário que disponibilizou o conteúdo tornado indisponível, o provedor de aplicações  de Internet que exerce essa atividade de forma  organizada, profissionalmente e com fins econômicos,  substituirá o conteúdo tornado indisponível, pela motivação ou pela ordem judicial que deu fundamento à  indisponibilização”.

 A votação do substitutivo de Molon ao PL do Marco Civil na Comissão Especial da Câmara está prevista para hoje, às 14h30, com transmissão pela Internet. Ciberativistas temem que deputados sensíveis aos argumentos das operadoras de telefonia e empresas de radiodifusão contrários ao projeto possam pedir vistas, adiando a votação para depois do recesso. Se isso acontecer, é bem provável que o Marco Civil só volte à pauta da Câmara depois das eleições, e só seja votado em plenário em 2013.

“Estamos confiantes na votação hoje. Há sempre a possibilidade de que alguém peça vistas, mas estamos trabalhando para cumprir o nosso compromisso de votar o Marco Civil antes do recesso”, afirmou Molon.

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Marco Civil: cirtérios técnicos para neutralidade serão definidos por decreto

Novo texto do PL do Marco Civil que será levado a votação nesta quarta-feira dá ao Poder Executivo o controle sobre os critérios para degradação e discriminação do tráfego na internet

Conforme esperado, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o assunto, acaba de tornar pública a nova redação que será submetida a votação na tarde desta quarta-feira, 11/7, a partir das 14h30. Segundo ele, o adiamento da votação do substitutivo de sua autoria, que deveria ter acontecido na tarde desta terça-feira, 10/7, foi motivada pela “quantidade enorme de contribuições recebidas pelo portal e-democracia, na semana passada, e hoje pela manhã, por parte do governo federal.

Entre as modificações feitas, uma chama atenção. A que dá nova redação para o primeiro parágrafo do artigo nono, que trata das duas possibilidades de degradação e discriminação de tráfego internet. Ela agora deixa claro que os critérios para essas degradações e discriminações serão regulamentadas por decreto presidencial, ouvidas as recomendações do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), conforme o Acórdão 1164/2012, do TCU, que reconheceu que “o modelo adotado pelo Brasil segue a tendência  mundial de boa governança no que concerne à administração da Internet”, e  que “o Comitê está em total compasso com a melhor prática internacionalmente  aceita”. Os dois casos em que são aceitáveis a degradação e discriminação do tráfego internet permanecem os mesmos: requisitos técnicos indispensáveis à fruição adequada dos serviços e aplicações, e priorização a serviços de emergência.

Com relação à neutralidade, fica mantido a retirada do texto que vinculava o princípio da neutralidade de rede à regulamentação posterior, no artigo terceiro. Em suas considerações, Molon diz que deixou a questão de regulamentação posterior para ser discutida no âmbito  do artigo nono, que trata com mais detalhes a questão da neutralidade da rede. “Há  um amplo temor por parte dos participantes das audiências públicas e  seminários, bem como da sociedade, de que, ao se utilizar a expressão conforme regulamentação, fosse aberto espaço para que esse tratamento  posterior terminasse por restringir a aplicação do princípio da neutralidade de  rede, o que não é, em absoluto, nosso objetivo”, explica.

“Ao determinar que os requisitos técnicos para as exceções que justifiquem degradação e discriminações de tráfego sejam estabelecidos por decretos presidencial, e não um regulamento criado por nenhum órgão inferir, acredito que tenhamos fortalecido a neutralidade”, afirmou o deputado ao IDGNow, em entrevista por telefone. “Os princípios de neutralidade são objeto de lei. Os critérios técnico, não”, explicou o deputado.

O terceiro parágrafo do artigo nono também ganhou nova redação: “Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita,  é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou  fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas  as hipóteses admitidas na legislação. No texto anterior, não constava o termo “bloquear”.

Remoção de conteúdo

O capítulo 15, que trata da remoção de conteúdos, também foi modificado. A nova redação diz: ” Com o intuito de  assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem  judicial específica, não tomar as providências para, no  âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do  prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo  apontado como infringente, ressalvadas as disposições  legais em contrário”.

O mesmo aconteceu com o artigo 16. A nova redação explicita a forma de aplicação. Diz agora: “Sempre que tiver informações de contato do usuário  diretamente responsável pelo conteúdo a que se refere  o art. 15, caberá ao provedor de aplicações de Internet  informar comunicar-lhe sobre o cumprimento da ordem judicial. os motivos e informações relativos à  indisponibilização de conteúdo, com informações que permitam o contraditório e a ampla defesa em juízo, salvo expressa previsão legal ou salvo expressa  determinação judicial fundamentada em contrário”. A expressão “salvo expressa previsão legal ou expressa determinação judicial fundamentada em contrário”está diretamente relacionada a uma das críticas feitas pela FecomercioSP ao texto anterior.

“Optamos por voltar à redação inicial, para não criar insegurança jurídica,  já que as modificações feitas não foram bem compreendidas”, disse Molon.

O mesmo artigo 16 ganhou um parágrafo único:  “Quando solicitado pelo usuário que disponibilizou o conteúdo tornado indisponível, o provedor de aplicações  de Internet que exerce essa atividade de forma  organizada, profissionalmente e com fins econômicos,  substituirá o conteúdo tornado indisponível, pela motivação ou pela ordem judicial que deu fundamento à  indisponibilização”.

 A votação do substitutivo de Molon ao PL do Marco Civil na Comissão Especial da Câmara está prevista para hoje, às 14h30, com transmissão pela Internet. Ciberativistas temem que deputados sensíveis aos argumentos das operadoras de telefonia e empresas de radiodifusão contrários ao projeto possam pedir vistas, adiando a votação para depois do recesso. Se isso acontecer, é bem provável que o Marco Civil só volte à pauta da Câmara depois das eleições, e só seja votado em plenário em 2013.

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Conforme esperado, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Projeto de Lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o assunto, acaba de tornar pública a nova redação que será submetida a votação na tarde desta quarta-feira, 11/7, a partir das 14h30. Segundo ele, o adiamento da votação do substitutivo de sua autoria, que deveria ter acontecido na tarde desta terça-feira, 10/7, foi motivada pela “quantidade enorme de contribuições recebidas pelo portal e-democracia, na semana passada, e hoje pela manhã, por parte do governo federal.

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“Ao determinar que os requisitos técnicos para as exceções que justifiquem degradação e discriminações de tráfego sejam estabelecidos por decretos presidencial, e não um regulamento criado por nenhum órgão inferir, acredito que tenhamos fortalecido a neutralidade”, afirmou o deputado ao IDGNow, em entrevista por telefone. “Os princípios de neutralidade são objeto de lei. Os critérios técnico, não”, explicou o deputado.

O terceiro parágrafo do artigo nono também ganhou nova redação: “Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita,  é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou  fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas  as hipóteses admitidas na legislação. No texto anterior, não constava o termo “bloquear”.

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O capítulo 15, que trata da remoção de conteúdos, também foi modificado. A nova redação diz: ” Com o intuito de  assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem  judicial específica, não tomar as providências para, no  âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do  prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo  apontado como infringente, ressalvadas as disposições  legais em contrário”.

O mesmo aconteceu com o artigo 16. A nova redação explicita a forma de aplicação. Diz agora: “Sempre que tiver informações de contato do usuário  diretamente responsável pelo conteúdo a que se refere  o art. 15, caberá ao provedor de aplicações de Internet  informar comunicar-lhe sobre o cumprimento da ordem judicial. os motivos e informações relativos à  indisponibilização de conteúdo, com informações que permitam o contraditório e a ampla defesa em juízo, salvo expressa previsão legal ou salvo expressa  determinação judicial fundamentada em contrário”. A expressão “salvo expressa previsão legal ou expressa determinação judicial fundamentada em contrário”está diretamente relacionada a uma das críticas feitas pela FecomercioSP ao texto anterior.

“Optamos por voltar à redação inicial, para não criar insegurança jurídica,  já que as modificações feitas não foram bem compreendidas”, disse Molon.

O mesmo artigo 16 ganhou um parágrafo único:  “Quando solicitado pelo usuário que disponibilizou o conteúdo tornado indisponível, o provedor de aplicações  de Internet que exerce essa atividade de forma  organizada, profissionalmente e com fins econômicos,  substituirá o conteúdo tornado indisponível, pela motivação ou pela ordem judicial que deu fundamento à  indisponibilização”.

 A votação do substitutivo de Molon ao PL do Marco Civil na Comissão Especial da Câmara está prevista para hoje, às 14h30, com transmissão pela Internet. Ciberativistas temem que deputados sensíveis aos argumentos das operadoras de telefonia e empresas de radiodifusão contrários ao projeto possam pedir vistas, adiando a votação para depois do recesso. Se isso acontecer, é bem provável que o Marco Civil só volte à pauta da Câmara depois das eleições, e só seja votado em plenário em 2013.

“Estamos confiantes na votação hoje. Há sempre a possibilidade de que alguém peça vistas, mas estamos trabalhando para cumprir o nosso compromisso de votar o Marco Civil antes do recesso”, afirmou Molon.

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