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Segunda parte de relatório do IPCC adverte sobre futuro sombrio do clima

Secas, inundações, conflitos, perdas econômicas cada vez mais profundas. Este é o cenário que aguarda o planeta caso não se reduzam as emissões de dióxido de carbono (CO2), advertem cientistas da ONU em seu próximo relatório sobre o aquecimento global.

O rascunho do próximo informe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ao qual a AFP teve acesso, faz parte de um amplo estudo que contribuirá para determinar políticas e orientar negociações nos próximos anos.

Os cientistas e representantes dos governos se reunirão na cidade japonesa de Yokohama a partir da terça-feira para redigir um resumo de 29 páginas, que será publicado juntamente com o relatório completo em 31 de março.

“Temos uma imagem mais clara do impacto e das consequências, inclusive as consequências para a segurança”, disse Chris Field, da americana Carnegie Institution, que chefia a pesquisa.

O trabalho vem a público seis meses depois do primeiro volume do V Relatório de Avaliação, no qual os cientistas deixaram claro sua certeza irrefutável de que o aquecimento global tem a mão do homem.

Primeira parte foi divulgada ano passado
No informe era previsto um aumento das temperaturas entre 0,3ºC e 4,8ºC neste século, 0,7ºC acima da média desde a Revolução Industrial. O nível dos oceanos aumentará entre 26 e 82 centímetros até 2100, segundo suas estimativas.

De acordo com o novo rascunho, os danos serão disparados a cada grau adicional, embora seja difícil quantificá-los. Um aumento nas temperaturas de 2,5ºC com relação à era pré-industrial – 0,5ºC a mais que a meta fixada pela ONU – reduzirá os ganhos mundiais anuais entre 0,2% e 2,0%, o que corresponde a centenas de bilhões de dólares.

“É certo que as avaliações que podemos fazer atualmente ainda subestimam o impacto real da mudança climática futura”, disse Jacob Schewe, do Instituto Postdam para a pesquisa das Mudanças Climáticas (PIK) na Alemanha, que não participou da elaboração do rascunho do IPCC.

O relatório destaca alguns perigos:
Inundações: as emissões crescentes de gases de efeito estufa aumentarão “significativamente” o risco de inundações, às quais Europa e Ásia estarão particularmente expostas. Se confirmado o aumento extremo de temperaturas, três vezes mais pessoas ficarão expostas a inundações devastadoras.

Seca: a cada primeiro adicional na temperatura, outros 7% da população mundial terão reduzidas em um quinto as fontes de água renováveis.

Aumento do nível dos mares: se nada for feito, em 2100 “centenas de milhões” de habitantes das regiões costeiras serão levados a se deslocar. Os pequenos países insulares do leste, sudeste e sul da Ásia verão suas terras reduzidas.

Fome: os cultivos de trigo, arroz e milho perderão em média 2% por década, enquanto a demanda de cultivos aumentará 14% em 2050, devido ao aumento da população mundial. Os mais prejudicados serão os países tropicais mais pobres.

Desaparecimento de espécies: “grande parte” das espécies terrestres e de água doce correrá risco de extinção, pois as mudanças climáticas destruirão seu hábitat.

Ameaça para segurança
“As mudanças climáticas no século 21 empurrarão os Estados a novos desafios e determinarão de forma crescente as políticas de segurança nacional”, adverte o esboço de resumo. Ainda assim, algumas repercussões transfronteiriças das mudanças climáticas – a redução das zonas geladas do planeta, as fontes de água compartilhadas ou a migração dos bancos de peixes – “têm o potencial de aumentar a rivalidade entre os países”, diz o informe.

A redução das emissões de gases de efeito estufa ‘nas próximas décadas’ permitirá desativar algumas das piores consequências das mudanças climáticas até o final do século, destacou o informe.

Em 13 de abril, o IPCC divulgará, em Berlim, seu terceiro volume sobre estratégias para fazer frente às emissões de gases de efeito estufa.

Em seus 25 anos de História, o IPCC publicou quatro “‘relatórios de avaliação”, e cada um fez um alerta sobre as gigatoneladas de dióxido de carbono emitidas pelo tráfego, as centrais energéticas e os combustíveis de origem fóssil, assim como o metano, gerado pelo desmatamento e pela pecuária.

O volume de Yokohama vai além dos anteriores, ao oferecer em detalhes o impacto regional das mudanças climáticas, assim como os riscos de conflito e o aumento do nível dos mares.

O último grande relatório publicado do IPCC, de 2007, contribuiu para criar um momento político propício que levou à convocação da cúpula do clima de Copenhague de 2009, mas sua reputação foi abalada por alguns erros que os céticos aproveitaram para demonstrar a existência de uma visão tendenciosa sobre esta ameaça.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Filhote de panda será exibido em Zoo de Taiwan a partir de segunda

Filhote de panda foi apresentado à imprensa neste sábado como preparação para estreia ao público na segunda (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)Filhote de panda foi apresentado à imprensa neste sábado como preparação para estreia ao público na segunda (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)

A partir da próxima segunda-feira (6), o primeiro panda nascido em Taiwan vai poder ser visto pelos visitantes do Zoológico da Cidade de Taipei. Neste sábado (4), ele foi apresentado a jornalistas como preparação para sua estreia ao público. Desde que o filhote nasceu, a imprensa local têm acompanhado seu crescimento de perto, com reportagens e fotos diárias.

A fêmea, batizada de Yuan Zai, nasceu no dia 6 de julho após uma inseminação artificial feita em março. Ela e sua mãe, a panda gigante Yuan Yuan, de 9 anos, serão exibidas em um setor do zoológico reservado apenas para animais da espécie.

Yuan Yuan e seu companheiro, o macho Tuan Tuan, foram oferecidos de presente da China para Taiwan como forma de aproximar as relações diplomáticas dos dois países.

Filhote será exibido com a mãe em espaço reservado para pandas (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)Filhote será exibido com a mãe em espaço reservado para pandas (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)Yuan Zai é o primeiro panda a nascer em Taiwan (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)Yuan Zai é o primeiro panda a nascer em Taiwan (Foto: Sam Yeh/Pool/AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Experiência nos EUA pede para usar tablets como segunda tela em cinema

Tela do aplicativo que interage com o filme 'A Pequena Sereia' (Foto: Divulgação/Disney)Tela do aplicativo que interage com o filme
‘A Pequena Sereia’ (Foto: Divulgação/Disney)

Uma apresentação nos cinemas dos Estados Unidos do filme “A Pequena Sereia”, de 1989, fará uma experiência com os espectadores. Durante algumas apresentações do filme, as pessoas devem levar seus iPads para usá-los como segunda tela e interagir com a apresentação e competir com outros espectadores, participar de brincadeiras e obter informações adicionais.

A experiência, chamada de “Second Screen Live: The Little Mermaid” ocorrerá em 16 cinemas do país. Os usuários devem levar seus iPads e fazer o download de um aplicativo grátis do evento. Além das brincadeiras, é possível cantar as músicas, acompanhando as letras que aparecem no dispositivo.

O aplicativo usa o microfone do tablet para capturar os sons do filme e apresentar as informações e brincadeiras. Desse modo, mesmo que o tablet seja desligado e religado no meio do filme, o usuário continua a brincadeira do ponto atual da apresentação.

A Disney realiza o evento para testar o uso de tablets nos cinemas, o que considera o futuro da indústria cinematográfica. A empresa realizou experiências similares em filmes como “Gigantes de Aço”, “Tron: O Legado” e o “Rei Leão” nas versões lançadas em DVD e em Blu-ray.

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Publicado por em 10 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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Dilma se reúne nesta segunda em NY com Bill Clinton e Cristina Kirchner

A presidente Dilma Rousseff vai se reunir às 18h (horário de Brasília) desta segunda-feira em Nova York com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton para conversar sobre a Global Inititative, fundação criada por Clinton para promover ações de desenvolvimento sustentável em cidades de países em desenvolvimento.

Dilma chegou aos EUA na manhã desta segunda para participar da Assembleia-Geral da ONU. Seguindo a tradição, a presidente brasileira vai fazer o discurso de abertura dos debates nesta terça (24).

Clinton e Dilma se reuniram no ano passado, também na semana da Assembleia-Geral, para discutir a possiblidade de o Brasil sediar eventos da Global Initiative no Brasil. Neste ano, o Rio de Janeiro foi escolhido como sede de um encontro promovido pela fundação que vai ocorrer entre 8 e 10 de dezembro.

De acordo com a ministra da secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, o encontro desta segunda dá continuidade às discussões sobre possíveis parcerias do Brasil com Clinton na promoção do desenvolvimento sustentável.

Dilma tem uma relação próxima com o ex-presidente. A reunião também deve abordar temas como o cenário internacional e a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Além de se reunir com o ex-presidente dos EUA,  Dilma se encontrará às 19h, também no horário de Brasília, com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Dilma chegou ao hotel em que ficará hospedada em Nova York às 8h15 (horário de Brasília). “Acordaram cedo hoje, hein?”, disse a presidente a jornalistas ao sair do carro.

Ela não quis responder a perguntas e estava acompanhada dos ministros Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), Aloízio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Indústria e Comércio Exterior) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social).

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Julgamento de ex-guarda-costas de Gisele e Brady começa nesta segunda

Tom Brady e Gisele Bündchen no baile do Metropolitan Museum, em Nova York. (Foto: AP)Tom Brady e Gisele Bündchen no baile do
Metropolitan Museum, em Nova York. (Foto: AP)

Um tribunal da Costa Rica iniciou nesta segunda-feira (23) julgamento contra três guarda-costas da modelo brasileira Gisele Bundchen e do astro de futebol americano Tom Brady por tentativa de homicídio contra dois fotógrafos, um deles da Agence France-Presse.

Os costa-riquenhos Manuel Valverde (26) e Miguel Solís (43) e o colombiano Alejandro Valverde (34) são os acusados pela agressão, registrada no dia 4 de abril de 2009 em Cóbano de Puntarenas.

Segundo a acusação, os guarda-costas de Bundchen e Brady abriram fogo contra o carro no qual Yuri Cortez, fotógrafo da AFP de nacionalidade salvadorenha, e seu colega de Costa Rica Carlos Avilés, se deslocavam.

O incidente ocorreu nas proximidades de uma casa de praia na qual era realizada a festa de casamento de Bundchen e Brady.

Cortez e Avilés, que tentavam tirar algumas fotos do casamento, foram abordados pelos guarda-costas, que exigiram que entregassem os cartões de memória de suas câmeras, o que os fotógrafos se negaram a fazer.

Quando os repórteres se afastavam do local, ao menos um dos guarda-costas disparou contra o veículo e o projétil, que entrou pelo vidro traseiro, passou entre os dois fotógrafos, perdeu força, bateu no para-brisas e caiu dentro do veículo, segundo a denúncia.

Embora os demandantes tenham saído ilesos, apresentaram a acusação como tentativa de homicídio, por considerarem que o ato colocou suas vidas em risco.

Durante a abertura da audiência, a juíza Arroyo aceitou um pedido da defesa no sentido de não permitir que tirassem fotografias dos acusados, um direito que a legislação da Costa Rica concede.

Os acusados também se ampararam no direito de não depor na abertura do julgamento.

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Figueiredo diz que se reúne com Dilma na tarde desta segunda

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse que vai se reunir ainda nesta segunda-feira (16) com a presidente Dilma Rousseff. O ministro esteve semana passada nos Estados Unidos para ouvir de autoridades americanas respostas que o Brasil havia cobrado sobre as denúncias de que Dilma foi alvo de ações de espionagem dos EUA. A viigem oficial de Dilma a Washington, marcada inicialmente para outubro, vai depender da resposta do governo norte-americano. Na reunião com DIlma, Figueiredo deve tratar da viagem oficial.    

Em entrevista coletiva no Palácio Itamaraty, o ministro foi indagado por jornalistas sobre quando ele pretende conversar com a presidente Dilma a respeito da viagem. Figueiredo respondeu: “Não é um segredo, hoje à tarde eu tenho um despacho com a presidenta”.

No sábado (14), o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, informou  por meio de publicação na conta do Blog do Planalto no Twitter que a decisão sobre a visita oficial da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos só será tomada depois que ela se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

A viagem, marcada para 23 de outubro, é uma visita de Estado, tipo de encontro entre autoridades que tem o grau de importância mais alto na diplomacia. A possibilidade de a visita ser cancelada começou a ser discutida no meio político desde que reportagens exibidas no programa “Fantástico” nas duas últimas semanas revelaram que Dilma, seus assessores e a Petrobras foram alvos de espionagem praticada pelos Estados Unidos.

Na semana passada, o ministro Figueiredo se reuniu com a assessora-chefe de Segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, para discutir as denúncias.“Decisão sobre visita de Estado aos EUA só será tomada depois de encontro da pres Dilma c/ min Figueiredo, informou porta-voz Traumann”, diz o post publicado no Twitter do Blog do Planalto.

O Itamaraty não informou o teor da reunião do ministro Luiz Alberto Figueiredo com Susan Rice.

Reunião com Susan Rice
Na reunião desta semana com a assessora-chefe de Segurança Nacional da Casa Branca, o governo brasileiro cobrou explicações ao governo dos EUA sobre a espionagem.

Na semana anterior, após encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Rússia, Dilma disse que ele se comprometeu a dar explicações sobre as denúncias e que assumiu responsabilidade “direta e pessoal” sobre as investigações das ações de espionagem.

“Eu quero saber o que há. Se tem ou não tem, eu quero saber. Tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo que há em relação ao Brasil. Tudo. A palavra tudo é muito sintética. Ela abrange tudo. Tudinho. Em inglês, everything”, disse Dilma, em entrevista à imprensa depois de encontrar Obama.

Fonte G1

 
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Publicado por em 17 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Amostras da ONU de ataque na Síria serão analisadas a partir de segunda

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As amostras recolhidas pelos inspetores das Nações Unidas no locais que teriam sofrido ataques químicos na Síria começarão a ser enviadas para estudo em laboratórios a partir de segunda-feira (2), informou a ONU neste domingo (1º).

“Os preparativos para catalogar as amostras avançam e começarão a ser enviadas aos laboratórios amanhã”, declarou à imprensa o porta-voz Martin Nesirky. O porta-voz se recusou a adiantar uma data para a divulgação das conclusões da ONU sobre o ataque, que dependem das análises de laboratório.

Segundo o chefe da missão, Ake Sellstrom, que conversou no domingo em Haia com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, “duas autoridades sírias supervisionam o processo”, acrescentou Nesirky.

Segundo a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OIAC, siglas em inglês), a análise das amostras coletadas na Síria pelos investigadores da ONU pode levar “até três semanas”.

“Levando-se em conta a terrível amplitude do incidente de 21 de agosto em Ghouta, perto de Damasco, [Ban Ki-moon] pediu aceleração na análise das amostras e das informações obtidas pela missão”, sem afetar o rigor científico “e a comunicação dos resultados o quanto antes possível”, indicou Nesirky.

Mas “todo o processo será realizado em conformidade com as normas mais rígidas de verificação” estabelecidas pela OIAC, indicou.

A ONU indicou no sábado que não vai tirar “conclusão alguma” sobre a utilização de armas químicas na Síria antes do resultado dos testes.

Nos próximos dias, Ban Ki-moon deve se manter em contato com líderes mundiais para abordar o conflito sírio, acrescentou o porta-voz.

O secretário-geral deve partir na terça-feira para São Petersburgo (Rússia) para participar da cúpula do G20 “na qual a Síria deve dominar os debates”.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Amostras da ONU de ataque na Síria serão analisadas a partir de segunda

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As amostras recolhidas pelos inspetores das Nações Unidas no locais que teriam sofrido ataques químicos na Síria começarão a ser enviadas para estudo em laboratórios a partir de segunda-feira (2), informou a ONU neste domingo (1º).

“Os preparativos para catalogar as amostras avançam e começarão a ser enviadas aos laboratórios amanhã”, declarou à imprensa o porta-voz Martin Nesirky. O porta-voz se recusou a adiantar uma data para a divulgação das conclusões da ONU sobre o ataque, que dependem das análises de laboratório.

Segundo o chefe da missão, Ake Sellstrom, que conversou no domingo em Haia com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, “duas autoridades sírias supervisionam o processo”, acrescentou Nesirky.

Segundo a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OIAC, siglas em inglês), a análise das amostras coletadas na Síria pelos investigadores da ONU pode levar “até três semanas”.

“Levando-se em conta a terrível amplitude do incidente de 21 de agosto em Ghouta, perto de Damasco, [Ban Ki-moon] pediu aceleração na análise das amostras e das informações obtidas pela missão”, sem afetar o rigor científico “e a comunicação dos resultados o quanto antes possível”, indicou Nesirky.

Mas “todo o processo será realizado em conformidade com as normas mais rígidas de verificação” estabelecidas pela OIAC, indicou.

A ONU indicou no sábado que não vai tirar “conclusão alguma” sobre a utilização de armas químicas na Síria antes do resultado dos testes.

Nos próximos dias, Ban Ki-moon deve se manter em contato com líderes mundiais para abordar o conflito sírio, acrescentou o porta-voz.

O secretário-geral deve partir na terça-feira para São Petersburgo (Rússia) para participar da cúpula do G20 “na qual a Síria deve dominar os debates”.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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A cauda longa e a segunda tela, tudo a ver

Publicada em 17/09/2012 12:18

Second secreen ou segunda tela foi uma das buzzwords do Digital Age 2012. Foi também uma das buzzwords do Congresso da SET (Sociedade Brasieleira de Engenharia de Televisão). Tenho visto muita gente falar a respeito, quase sempre apoiadas nas pesquisas dos institutos de mercado que revelam o hábito crescente de consumo simultâneo de conteúdo entre dispositivos como televisores, tablets e smartphones _ as famosas múltiplas telas. Segundo as pesquisas, os aplicativos de segunda tela fazem com que o telespectador se envolva e preste mais atenção ainda ao conteúdo exibido na TV. OK.

Imagem da WikipediaO que temos visto pouco, de fato, é uma discussão mais profunda sobre a grande oportunidade que a segunda tela proporcionar aos produtores de conteúdo audiovisual de unir as duas pontas da famosa cauda longa, conceito criado pelo editor chefe da revista ‘Wired’, Chris Anderson, no livro The Long Tail, em discute novos posicionamentos para as empresas em relação aos mercados de consumo de massa e de nicho a partir da internet.

Na SET, Roberto Franco, diretor de Rede do SBT e presidente do Fórum Brasileiro de TV Digital, abordou o tema. Na sua opinião, no mercado audiovisual _ especialmente no broadcast _ não faz mais sentido tratar as duas pontas da cauda como mercados concorrentes.

Na sua opinião é um erro acreditar que o mercado deixou de ser de massa, e passou a ser o da ponta da curva da cauda longa, que atende apenas as demandas um-a-um.

“O que o Chris Anderson quis dizer é que os mercados de massa manterão sua relevância e a perderão ao longo do tempo , enquanto os mercados de consumo individual passarão a ter uma relevância maior pela possibilidade de distribuição de equipamentos eletrônicos para usos individuais”, argumenta Franco.

Na cabeça da curva da cauda longa Roberto Franco vê a famosa mídia de massa, a televisa. Na outra ponta, o mercado um a um, do gosto individual, que só a internet tem a capacidade de atender. “O que ninguém tem discutido é por quanto tempo vamos continuar enxergando as duas pontas da curva. Será que vamos conseguir entender o consumo das duas pontas da curva e perceber que elas podem não competir, mas cooperar, agregando mais valor para os negócios?  Que a internet não vai substituir as mídias de massa e as mídias de massa nunca terão como competir com a internet, mas juntas elas poderão atender melhor o consumidor, integrando as duas pontas da curva e permitindo  que os conteúdos de massa andem na direção do consumo individual e que o consumo individual possa se deslocar aos conteúdos de massa, combinado com eles?”

De fato, o grande desafio hoje é enxergar como criar essa integração e fazer com que os dois mercados fiquem ainda mais valiosos tirando proveito de toda diversidade de plataformas, serviços, aplicações e ofertas.

No Brasil, especialmente, a TV digital, junto com a internet, pode tornar a experiência das TVs conectadas  e de uso da segunda tela ainda mais ricas. Um mercado totalmente novo e com potencial muito grande de ser explorado. O grande sonho de estar em qualquer lugar,  a qualquer tempo. Mas, para isso é preciso colocar o consumidor no centro da discussão.

“A importância está no usuário. É ele que definirá quem será o líder, onde vai buscar a informação que precisa, qual é essa informação e como pretende compartilhá-la”, lembra Gustavo Mills, cofundador e diretor de marketing da Klug.Tv, primeira agência a desenvolver ações de segunda tela no Brasil, justamente para o SBT. Gustavo está convicto de que a TV tem obrigação de dar mais informações sobre aquilo que ela começou. “Não basta para o anunciante simplesmente colocar um produto a mostra na TV. Precisa apoiar isso com mais informações na Internet”, prega.

Larry Allen, vice-presidente de negócios da RealMedia, disse o mesmo durante o Digital Age 2.0. Confira, no fim deste vídeo.

Como Larry Allen e outros especialistas, Gustavo acredita que o principal atrativo da segunda tela é matar a curiosidade do telespectador. Ao assistir a uma novela ou série na TV, as pessoas sempre tiveram a curiosidade de saber mais sobre os atores, a trama, trilha sonora e até onde onde comprar as roupas utilizadas pelos protagonistas (o t-commerce aliás sempre foi umas das possibilidades que mais chamaram a atenção na interatividade da TV Digital). Ao assistir a um jogo,muitos torcedores gostaria de saber mais sobre o time, a performance de cada atleta, os scouts em cada fundamento, as estatísticas do jogo do seu time em tempo real, etc.

Em pesquisa recente do Ibope, 43% dos entrevistados declararam ter o hábito de ver TV e navegar na internet ao mesmo tempo. O índice nos Estados Unidos é muito semelhante: 45%, segundo pesquisa da CBS. A diferença é que no Brasil 59% desses usuários que fazem uso simultâneo, o fazem todos os dias. Nos Estados Unidos esse número não chega a 40%. Tem mais: no Brasil, 70% do público que faz uso simultâneo de Internet e TV navega na Internet influenciados pela TV e 80% assistem na TV conteúdos que descobriram ou foram comentados na Internet. Existe uma relação muito forte entre esse dois mundos. E as pesquisa comprovam que a segunda tela influencia o telespectador a assistir mais TV ao vivo.

Tem mais: o hábito de uso uso simultâneo da TV e internet está diretamente relacionado ao de uso simultâneo de TV e tablets. Em estudo recente da Forrester 85% das pessoas afirmaram que usam o tablet enquanto assistem TV, sendo que 30% do tempo de uso total do tablet é gasto em frente à televisão.

Outra pesquisa do Ibope, o Target Group Index, revela que no Brasil a TV aberta tem 97% de penetração, enquanto a internet tem 53%, e a TV por assinatura 35% .

Portanto, a TV continua a ter um poder de penetração muito grande para dar os inputs que a internet, pode aprofundar. E como já disse o Tiago Dória, certa vez, ao tratar do assunto, além de servir como “backchannel”, a segunda tela evita que as pessoas se percam na web na procura dessa informação mais profunda, do conteúdo extra.

Pense na novela “Cheia de Charme”, tida como a primeira novela transmídia da TV brasileira. Tudo porque, a certa altura, as empregadas Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal) e Penha (Taís Araújo) aproveitaram uma saída da patroa, a estrela do tecnobrega Chayene (Claudia Abreu), para gravar em sua casa um videoclipe caseiro da música com a qual sonhavam fazer sucesso, a baladinha brega “Vida de Empreguete”, divulgado pelo videomaker na Internet. Ao mesmo tempo em que o vídeo “vazava” na rede na história contada na novela, ele também entrava no ar na Internet e, horas depois, no site oficial da novela. Não deu outra: “viralizou”, tanto na vida real quanto na ficção.

Mas a segunda tentativa de fazer o mesmo, desta vez com o vídeo “Vida de Patroete, resposta de Chayene ao sucesso das Empreguetes, foi mais complicado. Ao ser citado na novela, já existiam dezenas de paródias com o título de “Vida de Patroete” publicadas no YouTube. Custou para o vídeo entrar no site da novela e, a “viralização” não aconteceu. Estivesse a Rede Globo já usando bem o conceito de segunda tela, suas chances de evitar que os telespectadores se perdessem na Internet buscando o vídeo “Vida de Patroete” seriam infinitamente maiores. Ainda mais se o vídeo pudesse ser transmitido pelo ar, para televisores com o Ginga e conexão internet, como propõe a experiência de segunda tele concebida pela Totvs/TQTVD.

Contexto complexo

Há 20 anos, cada tipo de serviço e produto tinha uma mídia dominante. Hoje não é mais assim. “Para saber o que oferecer é preciso fazer uma análise de contexto que considere o broadcast, o broadband e as múltiplas telas”, afirma Roberto Franco. E para definir o contexto, segundo ele, é preciso fazer três perguntas básicas: quem está consumindo, quando está consumindo e onde está consumindo. “Hoje, uma mesma pessoa consome audiovisual de maneira diferente, dependendo da hora e do local”, explica.

E essa realidade leva à derrubada de algumas verdades absolutas. Será que hábito de consumo audiovisual coletivo para TV persiste? Os modelos do consumo compartilhado (coletivo) e o inclinado para trás (relaxado no sofá), continuam sendo hábitos ou passaram a ser opções, possibilidades de consumo?

É consenso que os celulares e as mídias digitais expandiram o hábito do consumo compartilhado de audiovisual. Fenômeno batizado de Social TV, outra buzzword do Digital Age 2.0. “Você pode estar assistindo determinado conteúdo sozinho, na sua casa e estar interagindo com os amigos, remotamente, via redes sociais. Por outro lado o famoso modelo inclinado para a frente do consumo individual também não mudou? Quando você pega um tablet para ver um conteúdo audiovisual você pode estar relaxado no sofá e na cama?” _ questiona Franco.

É inegável que o contexto de consumo de conteúdo audiovisual é cada vez mais complexo. “É hoje uma combinação dos hábitos de consumo compartilhado, pessoal e móvel”, afirma Franco. Temos também três diferentes tipos de serviço: os tradicionais lineares (TV aberta, que alguém faz a programação para você), os não lineares (VOD, vídeo IP) e os multimídias (com interatividade , como os diferentes modelos de social TV). “Isso dá uma matriz que orá balizar o trabalho de todos que produzem e distribuem conteúdo audiovisual”, afirma o executivo.

Defesa de território

No SBT a fica já caiu. Para continuar sendo competitiva, a broadband precisa vencer em outros territórios. “Mas ninguém consegue vencer em outros territórios sem antes vencer no seu próprio território. E como se consegue isso? Melhorando, aumentando a qualidade do serviço. Primeiro, a radiodifusão está aumentando a qualidade dos serviços. Inicialmente, do ponto de vista de engenharia de transmissão, investindo em HDTV, 3D, UHDTV e o 3DUHDTV, para conservarmos o seu modelo de negócio e aí sim, poder expandi-lo”, explica Roberto Franco.

E quais são as possibilidades claras de expansão de território para o radiodifusor? Inicialmente, o próprio padrão digital oferece a possibilidade da mobilidade, através do padrão 1-seg. E, por fim, a interatividade, através do Ginga, com conteúdos mais personalizados, inclusive na segunda tela.

Essas possibilidades esbarram em algumas dificuldades. Tudo o que é móvel, esbarra nos interessas das operadoras de telefonia. É preciso aumentar o dialogo com elas para encontrar novos modelos de negócio. A interatividade, por sua vez, esbarra nas TVs conectadas. Do ponto de vista do radiodifusor, os dois deveriam trabalhar juntos para aumentar as possibilidades de ofertas de conteúdos personalizados casados com os conteúdos lineares.

Afinal de contas, o Brasil tem hoje entre 16 milhões a 20 milhões de televisores já com conversores digitais em uso. Até o fim deste ano, nas contas da Totvs, 5 milhões desses televisores serão DTVi, ou seja, possuem o Ginga embarcado. Projeções do Fórum SBTVD apontam para 70 milhões Televisores DTV em uso até o fim de 2015. E projeções da TQTVD falam em uma base instalada de 54 milhões de receptores com Ginga em 2016. “Não dá para desprezar isso. A interatividade, principalmente através da segunda tela, deve ser aproveitada de alguma maneira para que novos modelos de negócio sejam experimentados”, argumenta David Britto, Diretor Técnico da TQTVD.

A título de comparação, a projeção de vendas de TVs conectadas (as chamadas Smart TVs) no mercado brasileiro, segundo a Sony, é de 15 a 20 milhões em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.

“É muito difícil para os fabricantes explicarem as vantagens da TV conectada para os consumidores”, afirma Marcelo Varon, da Sony. Da mesma forma, é muito difícil explicar como usar o Ginga. A maioria das aplicações interativas veiculadas hoje pelos radiodifusores peca no quesito usabilidade, como bem mostra este vídeo abaixo, da primeira aplicação interativa para um telejornal nacional, criada pela HDX para o Jornal da Band.

Ele revela também a dificuldade do radiodifusor em gerar conteúdo complementar à sua programação. Note que as notícias da aplicação interativa tinham mais de 12 horas de atraso. Talvez por isso, as aplicações de segunda tela mais conhecidas sejam as de eventos esportivos, onde é mais simples automatizar o processo de geração de scouts e estatísticas.

Não dá para deixar de pontuar que todo avanço tecnológico obtido até aqui, para possibilitar o sonho dos produtores e distribuidores de de conteúdo de ter os seus produtos disponíveis em qualquer dispositivo a qualquer tempo, de nada valerá se esse conteúdo não for de qualidade.

“Se a gente não tiver conteúdo de qualidade não teremos o interesse de ninguém em usar qualquer nenhuma dessas tecnologias”, argumenta Gustavo Mills, com razão. “As pessoas estão ali para encontrar o que elas buscam. O que a gente já pode fazer hoje certamente será modelo para o futuro.”, completa.

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Publicado por em 11 de novembro de 2012 em Tecnologia

 

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A cauda longa e a segunda tela, tudo a ver

Publicada em 17/09/2012 12:18

Second secreen ou segunda tela foi uma das buzzwords do Digital Age 2012. Foi também uma das buzzwords do Congresso da SET (Sociedade Brasieleira de Engenharia de Televisão). Tenho visto muita gente falar a respeito, quase sempre apoiadas nas pesquisas dos institutos de mercado que revelam o hábito crescente de consumo simultâneo de conteúdo entre dispositivos como televisores, tablets e smartphones _ as famosas múltiplas telas. Segundo as pesquisas, os aplicativos de segunda tela fazem com que o telespectador se envolva e preste mais atenção ainda ao conteúdo exibido na TV. OK.

Imagem da WikipediaO que temos visto pouco, de fato, é uma discussão mais profunda sobre a grande oportunidade que a segunda tela proporcionar aos produtores de conteúdo audiovisual de unir as duas pontas da famosa cauda longa, conceito criado pelo editor chefe da revista ‘Wired’, Chris Anderson, no livro The Long Tail, em discute novos posicionamentos para as empresas em relação aos mercados de consumo de massa e de nicho a partir da internet.

Na SET, Roberto Franco, diretor de Rede do SBT e presidente do Fórum Brasileiro de TV Digital, abordou o tema. Na sua opinião, no mercado audiovisual _ especialmente no broadcast _ não faz mais sentido tratar as duas pontas da cauda como mercados concorrentes.

Na sua opinião é um erro acreditar que o mercado deixou de ser de massa, e passou a ser o da ponta da curva da cauda longa, que atende apenas as demandas um-a-um.

“O que o Chris Anderson quis dizer é que os mercados de massa manterão sua relevância e a perderão ao longo do tempo , enquanto os mercados de consumo individual passarão a ter uma relevância maior pela possibilidade de distribuição de equipamentos eletrônicos para usos individuais”, argumenta Franco.

Na cabeça da curva da cauda longa Roberto Franco vê a famosa mídia de massa, a televisa. Na outra ponta, o mercado um a um, do gosto individual, que só a internet tem a capacidade de atender. “O que ninguém tem discutido é por quanto tempo vamos continuar enxergando as duas pontas da curva. Será que vamos conseguir entender o consumo das duas pontas da curva e perceber que elas podem não competir, mas cooperar, agregando mais valor para os negócios?  Que a internet não vai substituir as mídias de massa e as mídias de massa nunca terão como competir com a internet, mas juntas elas poderão atender melhor o consumidor, integrando as duas pontas da curva e permitindo  que os conteúdos de massa andem na direção do consumo individual e que o consumo individual possa se deslocar aos conteúdos de massa, combinado com eles?”

De fato, o grande desafio hoje é enxergar como criar essa integração e fazer com que os dois mercados fiquem ainda mais valiosos tirando proveito de toda diversidade de plataformas, serviços, aplicações e ofertas.

No Brasil, especialmente, a TV digital, junto com a internet, pode tornar a experiência das TVs conectadas  e de uso da segunda tela ainda mais ricas. Um mercado totalmente novo e com potencial muito grande de ser explorado. O grande sonho de estar em qualquer lugar,  a qualquer tempo. Mas, para isso é preciso colocar o consumidor no centro da discussão.

“A importância está no usuário. É ele que definirá quem será o líder, onde vai buscar a informação que precisa, qual é essa informação e como pretende compartilhá-la”, lembra Gustavo Mills, cofundador e diretor de marketing da Klug.Tv, primeira agência a desenvolver ações de segunda tela no Brasil, justamente para o SBT. Gustavo está convicto de que a TV tem obrigação de dar mais informações sobre aquilo que ela começou. “Não basta para o anunciante simplesmente colocar um produto a mostra na TV. Precisa apoiar isso com mais informações na Internet”, prega.

Larry Allen, vice-presidente de negócios da RealMedia, disse o mesmo durante o Digital Age 2.0. Confira, no fim deste vídeo.

Como Larry Allen e outros especialistas, Gustavo acredita que o principal atrativo da segunda tela é matar a curiosidade do telespectador. Ao assistir a uma novela ou série na TV, as pessoas sempre tiveram a curiosidade de saber mais sobre os atores, a trama, trilha sonora e até onde onde comprar as roupas utilizadas pelos protagonistas (o t-commerce aliás sempre foi umas das possibilidades que mais chamaram a atenção na interatividade da TV Digital). Ao assistir a um jogo,muitos torcedores gostaria de saber mais sobre o time, a performance de cada atleta, os scouts em cada fundamento, as estatísticas do jogo do seu time em tempo real, etc.

Em pesquisa recente do Ibope, 43% dos entrevistados declararam ter o hábito de ver TV e navegar na internet ao mesmo tempo. O índice nos Estados Unidos é muito semelhante: 45%, segundo pesquisa da CBS. A diferença é que no Brasil 59% desses usuários que fazem uso simultâneo, o fazem todos os dias. Nos Estados Unidos esse número não chega a 40%. Tem mais: no Brasil, 70% do público que faz uso simultâneo de Internet e TV navega na Internet influenciados pela TV e 80% assistem na TV conteúdos que descobriram ou foram comentados na Internet. Existe uma relação muito forte entre esse dois mundos. E as pesquisa comprovam que a segunda tela influencia o telespectador a assistir mais TV ao vivo.

Tem mais: o hábito de uso uso simultâneo da TV e internet está diretamente relacionado ao de uso simultâneo de TV e tablets. Em estudo recente da Forrester 85% das pessoas afirmaram que usam o tablet enquanto assistem TV, sendo que 30% do tempo de uso total do tablet é gasto em frente à televisão.

Outra pesquisa do Ibope, o Target Group Index, revela que no Brasil a TV aberta tem 97% de penetração, enquanto a internet tem 53%, e a TV por assinatura 35% .

Portanto, a TV continua a ter um poder de penetração muito grande para dar os inputs que a internet, pode aprofundar. E como já disse o Tiago Dória, certa vez, ao tratar do assunto, além de servir como “backchannel”, a segunda tela evita que as pessoas se percam na web na procura dessa informação mais profunda, do conteúdo extra.

Pense na novela “Cheia de Charme”, tida como a primeira novela transmídia da TV brasileira. Tudo porque, a certa altura, as empregadas Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal) e Penha (Taís Araújo) aproveitaram uma saída da patroa, a estrela do tecnobrega Chayene (Claudia Abreu), para gravar em sua casa um videoclipe caseiro da música com a qual sonhavam fazer sucesso, a baladinha brega “Vida de Empreguete”, divulgado pelo videomaker na Internet. Ao mesmo tempo em que o vídeo “vazava” na rede na história contada na novela, ele também entrava no ar na Internet e, horas depois, no site oficial da novela. Não deu outra: “viralizou”, tanto na vida real quanto na ficção.

Mas a segunda tentativa de fazer o mesmo, desta vez com o vídeo “Vida de Patroete, resposta de Chayene ao sucesso das Empreguetes, foi mais complicado. Ao ser citado na novela, já existiam dezenas de paródias com o título de “Vida de Patroete” publicadas no YouTube. Custou para o vídeo entrar no site da novela e, a “viralização” não aconteceu. Estivesse a Rede Globo já usando bem o conceito de segunda tela, suas chances de evitar que os telespectadores se perdessem na Internet buscando o vídeo “Vida de Patroete” seriam infinitamente maiores. Ainda mais se o vídeo pudesse ser transmitido pelo ar, para televisores com o Ginga e conexão internet, como propõe a experiência de segunda tele concebida pela Totvs/TQTVD.

Contexto complexo

Há 20 anos, cada tipo de serviço e produto tinha uma mídia dominante. Hoje não é mais assim. “Para saber o que oferecer é preciso fazer uma análise de contexto que considere o broadcast, o broadband e as múltiplas telas”, afirma Roberto Franco. E para definir o contexto, segundo ele, é preciso fazer três perguntas básicas: quem está consumindo, quando está consumindo e onde está consumindo. “Hoje, uma mesma pessoa consome audiovisual de maneira diferente, dependendo da hora e do local”, explica.

E essa realidade leva à derrubada de algumas verdades absolutas. Será que hábito de consumo audiovisual coletivo para TV persiste? Os modelos do consumo compartilhado (coletivo) e o inclinado para trás (relaxado no sofá), continuam sendo hábitos ou passaram a ser opções, possibilidades de consumo?

É consenso que os celulares e as mídias digitais expandiram o hábito do consumo compartilhado de audiovisual. Fenômeno batizado de Social TV, outra buzzword do Digital Age 2.0. “Você pode estar assistindo determinado conteúdo sozinho, na sua casa e estar interagindo com os amigos, remotamente, via redes sociais. Por outro lado o famoso modelo inclinado para a frente do consumo individual também não mudou? Quando você pega um tablet para ver um conteúdo audiovisual você pode estar relaxado no sofá e na cama?” _ questiona Franco.

É inegável que o contexto de consumo de conteúdo audiovisual é cada vez mais complexo. “É hoje uma combinação dos hábitos de consumo compartilhado, pessoal e móvel”, afirma Franco. Temos também três diferentes tipos de serviço: os tradicionais lineares (TV aberta, que alguém faz a programação para você), os não lineares (VOD, vídeo IP) e os multimídias (com interatividade , como os diferentes modelos de social TV). “Isso dá uma matriz que orá balizar o trabalho de todos que produzem e distribuem conteúdo audiovisual”, afirma o executivo.

Defesa de território

No SBT a fica já caiu. Para continuar sendo competitiva, a broadband precisa vencer em outros territórios. “Mas ninguém consegue vencer em outros territórios sem antes vencer no seu próprio território. E como se consegue isso? Melhorando, aumentando a qualidade do serviço. Primeiro, a radiodifusão está aumentando a qualidade dos serviços. Inicialmente, do ponto de vista de engenharia de transmissão, investindo em HDTV, 3D, UHDTV e o 3DUHDTV, para conservarmos o seu modelo de negócio e aí sim, poder expandi-lo”, explica Roberto Franco.

E quais são as possibilidades claras de expansão de território para o radiodifusor? Inicialmente, o próprio padrão digital oferece a possibilidade da mobilidade, através do padrão 1-seg. E, por fim, a interatividade, através do Ginga, com conteúdos mais personalizados, inclusive na segunda tela.

Essas possibilidades esbarram em algumas dificuldades. Tudo o que é móvel, esbarra nos interessas das operadoras de telefonia. É preciso aumentar o dialogo com elas para encontrar novos modelos de negócio. A interatividade, por sua vez, esbarra nas TVs conectadas. Do ponto de vista do radiodifusor, os dois deveriam trabalhar juntos para aumentar as possibilidades de ofertas de conteúdos personalizados casados com os conteúdos lineares.

Afinal de contas, o Brasil tem hoje entre 16 milhões a 20 milhões de televisores já com conversores digitais em uso. Até o fim deste ano, nas contas da Totvs, 5 milhões desses televisores serão DTVi, ou seja, possuem o Ginga embarcado. Projeções do Fórum SBTVD apontam para 70 milhões Televisores DTV em uso até o fim de 2015. E projeções da TQTVD falam em uma base instalada de 54 milhões de receptores com Ginga em 2016. “Não dá para desprezar isso. A interatividade, principalmente através da segunda tela, deve ser aproveitada de alguma maneira para que novos modelos de negócio sejam experimentados”, argumenta David Britto, Diretor Técnico da TQTVD.

A título de comparação, a projeção de vendas de TVs conectadas (as chamadas Smart TVs) no mercado brasileiro, segundo a Sony, é de 15 a 20 milhões em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.

“É muito difícil para os fabricantes explicarem as vantagens da TV conectada para os consumidores”, afirma Marcelo Varon, da Sony. Da mesma forma, é muito difícil explicar como usar o Ginga. A maioria das aplicações interativas veiculadas hoje pelos radiodifusores peca no quesito usabilidade, como bem mostra este vídeo abaixo, da primeira aplicação interativa para um telejornal nacional, criada pela HDX para o Jornal da Band.

Ele revela também a dificuldade do radiodifusor em gerar conteúdo complementar à sua programação. Note que as notícias da aplicação interativa tinham mais de 12 horas de atraso. Talvez por isso, as aplicações de segunda tela mais conhecidas sejam as de eventos esportivos, onde é mais simples automatizar o processo de geração de scouts e estatísticas.

Não dá para deixar de pontuar que todo avanço tecnológico obtido até aqui, para possibilitar o sonho dos produtores e distribuidores de de conteúdo de ter os seus produtos disponíveis em qualquer dispositivo a qualquer tempo, de nada valerá se esse conteúdo não for de qualidade.

“Se a gente não tiver conteúdo de qualidade não teremos o interesse de ninguém em usar qualquer nenhuma dessas tecnologias”, argumenta Gustavo Mills, com razão. “As pessoas estão ali para encontrar o que elas buscam. O que a gente já pode fazer hoje certamente será modelo para o futuro.”, completa.

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Publicado por em 10 de novembro de 2012 em Tecnologia

 

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