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Filhos fazem tributo a Jair Rodrigues neste domingo (18) em Caçapava, SP

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Jair Rodrigues foi ao Galpão Crioulo em 2000 (Foto: Divulgação)Dupla homenageia o pai neste domingo (18) em
Caçapava (Foto: Divulgação)

Os cantores Jair Oliveira e Luciana Mello, filhos do cantor Jair Rodrigues, se apresentam no domingo (18) em Caçapava (SP), no primeiro show no Vale do Paraíba em tributo ao pai, que morreu na última quinta (8) de infarto do miocárdio. A apresentação acontece na Festa da Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança e será a segunda de uma série de homenagens ao músico.

Segundo a empresa JRC promoções, da família do cantor, Jair e Luciana estão conciliando suas atividades para cumprir a agenda do pai no mês de maio, cantando os principais sucessos que o consagraram. Jair Rodrigues tinha diversos shows marcados neste mês. A primeira homenagem dos filhos nos palcos acontecerá neste sábado (17) em Pereira Barreto (SP).

Em Caçapava, Jair Oliveira deve incluir no repertório a música ‘Sorriso’, composta por ele durante a madrugada do velório de Rodrigues. Procurada, a dupla preferiu não comentar a apresentação.

A festa da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Esperança de Caçapava acontece na Rua Eugênio Augusto de Oliveira, 80, na Vila Santa Isabel. O show é gratuito e está previsto para começar às 21h.

Jair Rodrigues
Nascido em Igarapava (SP) em 6 de fevereiro de 1939, Jair Rodrigues começou na música no final da década de 1950, como crooner em casas do interior de São Paulo. .

Nos anos 1960, participou de programas de calouros na TV. Ao longo dos 57 anos de carreira, ele ficou conhecido pela irreverência e pelo timbre marcante. Gravou sucessos como ‘Deixa isso pra lá’, ‘Disparada’, ‘Tristeza’,  ‘O menino da porteira’, ‘Boi da cara preta’ e ‘Majestade o Sabiá’.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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VÍDEOS: Jair Rodrigues

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Morreu, aos 75 anos, o cantor Jair Rodrigues, em Cotia (SP). De acordo com a JRC Produções, ele estava em casa e sofreu um infarto agudo do miocárdio. O cantor foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (8).

Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), no dia 6 de fevereiro de 1939, segundo seu site oficial. Ele começou a carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Em 1962, gravou seu disco de estreia.

A família seguiu os passos de Jair Rodrigues, pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello.

Veja abaixo vídeos que mostram a carreira de Jair Rodrigues:

Disparada

Com repertório que passa pelo romântico, o sertanejo e as canções de raiz, Jair Rodrigues interpreta um de seus maiores sucessos, a música “Disparada”, no programa Estudio I, da GloboNews, em 1º julho de 2010.

Destaque na Vai-Vai


No carnaval de 2013, Jair Rodrigues foi destaque do carro abre-alas da escola Vai-Vai no desfile das escolas de samba de São Paulo.

Paixão pela música

Jair Rodrigues completou 52 anos de carreira em 2012. Nesta entrevista, ele explica o efeito que a música provoca na vida das pessoas.

Musical

Em 21 de novembro de 1982, o Fantástico mostrou um musical protagonizado por Jair Rodrigues. O cantor interpretou a música “Pode ser que amanhã amanheça chovendo”.

Futebol

Em 1979, Jair Rodrigues apresentou no Fantástico uma canção que lembra o esforço e o sacrifício dos atletas dos gramados.

Palco

Cantor conta como é subir ao palco com os filhos e as canções que não podem faltar em seus shows.

Parceria

Jair Rodrigues fala de sua parceria com a cantora Elis Regina, com quem gravou o álbum ao vivo “Dois na Bossa”, que rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa.

Videoclipe

Em 1978, o Fantástico exibiu o viodeoclipe da música “Pisei no chão” interpretada por Jair Rodrigues.

GALERIA DE FOTOS

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Filho de Jair Rodrigues lamenta morte do pai: ‘Alegria de um anjo’

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Jair Oliveira, filho de Jair Rodrigues, lamentou a morte do pai nesta quinta-feira (8), em mensagem divulgada no Facebook. “Um amor gigantesco!! Tive a honra de conviver e aprender com a alegria de um anjo!!! Estamos todos muito emocionados e tentando entender este momento e agradecemos todo o carinho prestado. E muito obrigado, meu pai, por toda sua luz! Descanse em paz”, escreveu o filho, que também é músico. Quando criança, Jair Oliveira, também conhecido como Jairzinho, fez parte do grupo Balão Mágico.

Filho de Jair Oliveira lamenta morte do pai nesta quinta-feira (8) (Foto: Reprodução / Facebook)Filho de Jair Oliveira lamenta morte do pai nesta
quinta-feira (8) (Foto: Reprodução / Facebook)

Filha do cantor Jair Rodrigues, a cantora e compositora Luciana Mello também postou mensagem em seu perfil no Facebook sobre a morte do artista nesta quinta-feira. “Quero agradecer, de coração, o imenso carinho que estamos recebendo! Em breve falaremos com todos. Só pedimos que respeitem nossa privacidade nesse momento tão difícil e sofrido… Muito obrigada!!”, escreveu ela na rede social.

Jair Rodrigues morreu aos 75 anos, em sua casa em Cotia (SP), de infarto agudo do miocárdio. Além de Jairzinho, era pai também da cantora Luciana Mello.

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo. Em 1962, gravou aquele que é considerado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.

Em 1964, gravou seus dois primeiros LPs, “Vou de samba com você” e “O samba como ele é”. Seu maior sucesso no período foi a música “Deixa isso pra lá”, tida como precursora do rap no Brasil. Marcada pelo movimento característico das mãos de Jair Rodrigues, a faixa foi regravada em 1999 em parceria com o grupo Camorra, diz o perfil.

Jair Rodrigues e Luciana Melo (Foto: Divulgação)Jair Rodrigues e Luciana Mello (Foto: Divulgação)

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a colaboração em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros). Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

Em 1975, nasceu Jair Oliveira, o Jairzinho. Foi estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciano Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical.

Jair Rodrigues seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Ele tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG).

O cantor Jair Rodrigues ao lado dos filhos Jair Oliveira e irmã Luciana Mello em show em 2014 (Foto: Natascha Goldmann/Futura Press)O cantor Jair Rodrigues ao lado dos filhos Jair Oliveira e Luciana Mello em show em 2014 (Foto: Natascha Goldmann/Futura Press)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues é velado na Assembleia Legislativa, em SP

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Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)A mulher e os filhos de Jair Rodrigues no velório do cantor em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)

O corpo de Jair Rodrigues começou a ser velado na Assembleia Legislativa, em São Paulo, às 19h25 desta quinta-feira (8). Família e amigos do cantor pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público, cerca de 20 minutos depois.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo
(Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: G1)Juca Chaves, Raul Gil (centro) e Ari Toledo durante
o velório do cantor Jair Rodrigues. (Foto: Fabiana
de Carvalho/G1)

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

Jair tinha 75 anos e a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor. O corpo foi encontrado na sauna da casa em que Jair morava, em Cotia (SP), na manhã desta quinta. O enterro está marcado para o Cemitério Gethsêmani no Morumbi, na sexta-feira (9), às 11h, apenas para familiares e amigos.

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele. Também se envolveu com homenagens a Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual o corpo do cantor será velado (Foto: G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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‘Primeiro rapper do Brasil’, Jair Rodrigues é homenageado por MCs

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Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam 'Disparada rap' no Encontro com Fátima Bernardes, em julho de 2013 (Foto: Reprodução/TV Globo)Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam ‘Disparada
rap’ no Encontro com Fátima Bernardes em julho
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues dividem o palco em show (Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues
(Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)

O cantor Jair Rodrigues, encontrado morto em casa nesta quinta-feira (8) aos 75 anos, é considerado o primeiro rapper brasileiro. Ele conseguiu o status de precursor do gênero por ter lançado, ainda nos anos 1960, “Deixa isso pra lá”. Com versos mais declamados (ou falados) do que cantados, a música se tornou um de seus principais sucessos. A faixa ganhou popularidade também graças à sua coreografia com as mãos.

Pouco depois da notícia da morte de Jair Rodrigues, alguns dos principais MCs do país exaltaram a influência que o cantor exerceu no rap. Por seu pioneirismo, foi chamado de “mestre” e de “professor”.

“Obrigado demais, impossível agradecer por ter compartilhado seu dom e energia conosco. Descanse em paz eterno professor. Muito triste”, escreveu Emicida no Twitter. Em seu perfil no Facebook, publicou uma foto em que aparece ao lado de Jair e de Rael num show.

Outro que se manifestou foi Rappin Hood. “Meu Querido Mestre Jair se foi, todo carinho do mundo a ele e à família Oliveira! Obrigado, Mestre, Eu te amava demais!”, afirmou, ele na rede social. Rappin Hood. O MC chegou a fazer uma parceria com Jair, na música “Disparada rap”, que do disco “Sujeito homem 2” (2005).

Na faixa, Jair canta trechos de um de seus maiores sucessos, “Disparada”, que havia lhe garnatido a vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966.

Em julho de 2013, a dupla participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, onde apresentou “Disparada rap”. Na ocasião, a apresentadora se lembrou de que Rappin Hood costumava dizer que chorou ao ouvir o resultado da gravação com Jair.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Jair Rodrigues morre aos 75 anos

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Morreu Jair Rodrigues, aos 75 anos, de infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor. O corpo foi encontrado na sauna da casa em que Jair morava, em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8), e seguiu para o Instituto Médico Legal no começo da tarde. O velório acontece na Assembleia Legislativa, em São Paulo, a partir das 20h, aberto ao público.

O enterro está marcado para o Cemitério Gethsêmani no Morumbi na sexta-feira (9), às 11h, apenas para familiares e amigos.

Iraci dos Santos, amiga da família, disse ao G1 que seu filho Alex Dorival, afilhado de Jair, estava na casa do cantor na noite desta quarta. Segundo ela, Jair se despediu e foi para a sauna por volta de 22h. Iraci contou que Jair foi encontrado morto nesta manhã, na sauna.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

Em 1962, gravou aquele que é considerado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.

Em 1964, gravou seus dois primeiros LPs, “Vou de samba com você” e “O samba como ele é”. Seu maior sucesso no período foi a música “Deixa isso pra lá”, tida como precursora do rap no Brasil.

Marcada pelo movimento característico das mãos de Jair Rodrigues, a faixa foi regravada em 1999 em parceria com o grupo Camorra, diz o perfil.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a colaboração em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”.

A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa “O Fino da Bossa”, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues.

Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros). Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

Em 1975, nasceu Jair Oliveira, o Jairzinho. Foi estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB.

Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical.

Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG).

O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demontrando a típica alegria e vitalidade. Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Jair Rodrigues posa para foto em sua casa em Cotia em 2009 (Foto: Guilherme Lara Campos/Folhapress)Jair Rodrigues posa para foto em sua casa em Cotia em 2009 (Foto: Guilherme Lara Campos/Folhapress)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual o corpo do cantor será velado (Foto: G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em SP após velório

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Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)Corpo de Jair Rodrigues chega a cemitério em
São Paulo. (Foto: Cauê Muraro/G1)

O corpo de Jair Rodrigues chegou na às 9h15 desta sexta-feira (9) ao Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, em São Paulo.

O caixão chegou ao local em um carro aberto do Corpo dos Bombeiros. O filho do cantor, Jair de Oliveira, acompanhou o transporte do corpo e abraçou a irmã, a também cantora Luciana Mello, logo após descer do veículo. Familiares, amigos e fãs aplaudiram Jair Rodrigues no momento da chegada do caixão. Após a chegada ao cemitério, familiares e amigos, como o cantor Roberto Leal, se reuniram na capela do cemitério para uma cerimônia.

O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte do corpo em um carro aberto do Corpo de Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)O cantor Jair de Oliveira acompanhou o transporte
do corpo em um carro aberto do Corpo de
Bombeiros. (Foto: Cauê Muraro/G1)

Por volta das 8h20, o caixão deixou o saguão principal da Assembleia Legislativa, onde foi velado, sob aplausos. O enterro está marcado para as 11h, apenas para familiares e amigos.

Com mais de 50 anos de carreira e conhecido por sucessos como “Disparada” e “Deixa isso pra lá”, música que rendeu o título de “pai do rap brasileiro”, Jair foi encontrado morto na sauna de sua casa em Cotia (SP), na manhã desta quinta-feira (8). A causa da morte foi infarto agudo do miocárdio, informou a assessoria de imprensa do cantor, que tinha 75 anos. 

O velório teve início da noite desta quinta. Família e amigos do artista pediram privacidade e ficaram sozinhos, antes que a cerimônia fosse aberta ao público.

A viúva Claudine Mello; os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello; e a nora Tania Khalill homenagearam Jair. “É uma responsabilidade muito grande cuidar do legado que meu pai deixou. Ele tinha muita leveza e minha principal lembrança é o sorriso”, disse o filho do cantor. Jairzinho lembrou que o pai costumava dizer que era “o homem mais feliz do mundo”.

Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de Jair Rodrigues (Foto: G1)Parentes, amigos e fãs rezam durante velório de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

Amparada pelo filho, Claudine chorou em frente ao caixão. Ele disse que com o tempo a mãe vai conseguir sorrir de novo. “Ela vai se lembrar do sorriso do meu pai e vai sorrir também”, comentou.

O rapper Rapin Hood, a atriz Angelina Muniz e o cantor Max de Castro também estiveram na Assembleia Legislativa. “É inacreditável, mas quando o cara lá de cima decide a gente tem que ir. Ele jamais vai sair do meu coração. E que minha Silvinha receba ele lá em cima”, disse o cantor Eduardo Araújo.

O apresentador da TV Globo Serginho Groisman disse que fará uma homenagem em seu programa “Altas Horas”. “É uma pequena homenagem frente à alegria e à generosidade que ele sempre teve”, disse.

Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de Jair Rodrigues (Foto: G1)Jairzinho fala com jornalistas no velório do corpo de
Jair Rodrigues (Foto: G1)

“É dificil acreditar que ele morreu, não pela idade, mas pela vitalidade”, acrescentou. Apesar da tristeza, o cantor deve ser lembrado com um sorriso. “Um homem que nessa idade ainfa ficava plantando bananeira é para a gente lembrar sorrindo mesmo.”

O publicitário Washington Olivetto comentou que teve privilégio de conhecer Jair e seus filhos. “Foi uma surpresa imensa, porque ele estava saudabilíssimo. Vi recentemente e estava exuberante. Jair é síntese da alegria do povo brasileiro”, resumiu Olivetto. “Era um cara muito humilde, um exemplo para os artistas”, elogiou Rapin Hood.

Chorando muito, a cantora Roberta Miranda diz que Jair Rodrigues era uma pessoa a quem dava muito valor e por quem tinha gratidão. “Grata a Jair por ter jogado Roberta Miranda no mercado musical e em uma posição digna”, afirmou, citando a gravação de “A Majestade, O Sabiá”.

Coroas de flores no velório do cantor Jair Rodrigues, nesta quinta-feira (8), em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)Coroas de flores no velório do cantor Jair
Rodrigues (Foto: Fabiana de Carvalho / G1)

O músico Juca Chaves disse estar “muito triste, muito triste mesmo”. “Quando se morre de amor, não se morre. E ele era uma pessoa tão querida. Mais do que um grande artista, era um grande homem.”

A cantora Simoni, que participava da Turma do Balão Mágico ao lado de Jairzinho quando os dois eram crianças, lembrou da convivência com o cantor.

“Eu o conhecia desde pequena, sempre convivi com a família dele. Era querido demais, uma pessoa incrível e um palhaço também”, diz.

Por volta das 22h30, o apresentador Raul Gil chegou à Assembleia Legislativa ao lado de Ary Toledo. Foram recebidos pelo cantor Juca Chaves.

“Eu e Jair crescemos juntos na vida artística. Eu tinha 23 e ele 22. Ele frequentava minha casa e quem inventou o apelido de Cachorrão fui eu. Tinha por ele o carinho de um irmão. Há pouco tempo fui ao aniversário dele,  cantamos juntos e eu ainda disse, ‘Olha a gente ai, firme com essa idade”, afirmou Raul Gil. Com voz trêmula, quase chorando, finalizou: “É uma tristeza muito grande. O Brasil perdeu seu cara mais alegre. Olha que eu o conheço há mais de 50 anos e nunca o vi triste”.

Ary Toledo elogiou o cantor: “Se enganam as pessoas que acham que ele viveu 75 anos. Ele morreu com 75, mas viveu 500. Era o eterno moleque. O maior intérprete e o artista mais eclético que o Brasil já conheceu”.

Acompanhada do músico Júnior Lima, a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó também foi ao velório. Júnior disse que se sentia órfão de Jair Rodrigues. “O Jair era o nosso James Brown.” “Sempre pensei que ele fosse viver uns 100 anos, estava sempre impecável, sempre bem cuidado”, afirmou Xororó.

Foram ainda ao velório de Jair Rodrigues a atriz Lúcia Veríssimo, o apresentador Leão Lobo e os cantores Luiza Possi, Agnaldo Rayol e Roberto Leal, que chorou ao se aproximar do caixão.

arte cronologia Jair Rodrigues (Foto: Arte G1)

Começo nos anos 60
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), em 6 de fevereiro de 1939. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros. Três anos antes, foi crooner em casas no interior de São Paulo.

O primeiro LP é “Vou de samba com você” (1964), que tinha “Deixa isso pra lá”. A canção fez Jair ser considerado pioneiro do rap no Brasil. Com versos mais falados do que cantados, a música, originalmente um samba, ganhou popularidade também graças à coreografia feita com as mãos. Em 1999, foi gravada em parceria com o grupo Camorra.

O registro de estreia do cantor, no entanto, é de 1962. Trata-se de um disco de 78 rotações com as canções “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, que tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, vencida pela seleção brasileira.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a parceria em 1965 e lançaram o disco ao vivo “Dois na bossa”. A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série “Dois na bossa”.

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da trajetória de Jair Rodrigues. Ele concorreu com “Disparada”, escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros. Na final, dividiu o primeiro lugar com “A banda”, composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

No IV Festival de Música Popular Brasileira, em 1968, Jair Rodrigues também se destacou. Com “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo, ficou em terceiro lugar segundo o júri popular.

Já na década seguinte, o cantor dedicou-se mais intensamente ao samba. Em 1971, saiu o LP “Festa para um rei negro”. Uma das canções era o samba-enredo que deu título ao trabalho, defendido pela escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A música era conhecida pelo refrão “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”.

Outros álbuns do período são “Orgulho de um sambista”, “Ao vivo no Olympia de Paris”, “Eu sou o samba”, “Estou com o samba e não abro” e “Couro comendo” (1979). Durante esse período, o cantor se tornou pai. Em 1975, nasceu seu filho Jair Oliveira, o Jairzinho, estrela do grupo infantil Balão Mágico e depois passou a cantar MPB. Quatro anos depois, nasceu Luciana Mello. Influenciada pelo pai e pelo irmão, também seguiu a carreira musical. Jair deixa os filhos e a mulher, Clodine.

Na década de 1980, vieram álbuns de temática mais popular e por vezes romântica, caso de “Estou lhe devendo um sorriso”, “Alegria de um povo”, “Jair Rodrigues de Oliveira” e “Carinhoso”. Na década de 1990, houve uma predileção pela música sertaneja e caipira e por uma revisão de gêneros desde o seu início como artista.

Os nomes dos discos do período são autoexplicativos: “Lamento sertanejo”, “Viva meu samba”, “Eu sou… Jair Rodrigues”, “De todas as bossas” e “500 anos de folia – 100% ao vivo”. Em 2012, participou de eventos que lembraram os 30 anos de morte da cantora e antiga parceira. Nos últimos anos, Jair Rodrigues seguia na ativa em projetos com os filhos, em discos lançados por ele e também ao participar de homenagens para Elis Regina.

Ele seguia em turnê para divulgar seu disco mais recente, “Samba mesmo”, que teve dois volumes lançados em março deste ano. Jair tinha apresentações marcadas para os próximos dias em Florianópolis e Contagem (MG). O cantor se despediu dos palcos e da música na última terça-feira (6) durante uma apresentação no Hotel Guanabara, em São Lourenço (MG). Segundo o organizador do show,  Daniel Moura, Jair cantou e dançou por mais de uma hora demonstrando a típica alegria e vitalidade.

Ele plantou bananeira no palco e fez uma homenagem para Elis Regina. Segundo Moura, antes de “Romaria”, conversava com a cantora como se ela estivesse no palco: “Olha Pimentinha, manda um abraço para São Pedro porque eu não estou com pressa”.

Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Família e amigos velam o corpo de Jair Rodrigues em São Paulo (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Jair Oliveira, parentes e amigos carregam o caixão com o corpo de Jair Rodrigues, na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (8) (Foto: Leco Viana/Futura Press)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)Coroa de flores deixada para Jair Rodrigues e o terno com o qual ele deve ser enterrado (Foto: G1)

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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