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Repressão de manifestação deixa três mortos na África do Sul

Uma terceira pessoa morreu nesta quarta-feira (15) na África do Sul na repressão de uma manifestação contra os cortes de água em Brits, uma região perto de Pretória, indicou a polícia.

A vítima faleceu em Mothotlung, perto de Brits, “aparentemente ao ser empurrada de um veículo antidistúrbios em movimento”, declarou o ministro da Polícia, Nathi Mthethwa, em um comunicado.

O ministro deu os pêsames à família e pediu à inspeção da polícia (IPI) que “acelere e amplie sua investigação para incluir este novo incidente”.

“Precisamos obter respostas sobre as circunstâncias da morte destas três pessoas”, disse.

Duas pessoas já haviam morrido na segunda-feira depois que a polícia sul-africana disparou, ao que parece, contra os manifestantes em um protesto por falta de água.

A manifestação começou no domingo perto de Brits, uma localidade vizinha à bacia mineradora de Rustenburg, tristemente famosa pelo massacre de Marikana em agosto de 2012, quando a polícia matou 34 mineiros em greve.

Segundo os meios de comunicação, os vizinhos protestavam pela falta de água que sofrem há meses e ameaçavam atacar a prefeitura depois de terem incendiado pneus e lançado pedras.

Nesta quarta-feira, a situação estava tranquila e os habitantes tiraram as barricadas das estradas, indicou um porta-voz da polícia, Sabata Mokgwabone.

Fonte G1

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Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Atual repressão é pior do que em era Mubarak, dizem ONGs do Egito

As principais ONGs do Egito denunciaram neste sábado (4) a forte repressão a protestos pacíficos e a violação de direitos humanos por parte do Ministério do Interior durante os últimos seis meses, ações que deixaram o país “pior do que na época de Hosni Mubarak”, ex-presidente do país.

“A reação das atuais autoridades egípcias perante os protestos não se diferencia muito da que houve durante a revolução de 25 de janeiro de 2011 (que derrubou Mubarak). Mudaram as caras e os nomes, mas a situação continua sendo a mesma”, lamentam as ONGs em comunicado lido em entrevista coletiva.

As organizações – entre elas a Rede Árabe para a Informação de Direitos Humanos e a Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais – se uniram para denunciar o uso da violência contra os manifestantes de “forma indiscriminada, sob o guarda-chuva da lei de protestos” aprovada recentemente.

As manifestações se transformaram em “um perigo para a vida” das pessoas que participam delas, segundo um relatório elaborado de forma conjunta e apresentado neste sábado, apoiado em dados da “Wiki Thawra” (Revolução Wiki), uma espécie de base de dados da revolução egípcia disponível na internet.

“Nos 18 dias de revolução contra Mubarak morreram 1.075 pessoas; durante o governo de Mohamed Morsi foram 460 vítimas; enquanto com o atual governo militar e do presidente interino Adly Mansour foram contabilizados 2.665 mortos nos primeiros quatro meses após a queda de Morsi”, resume o relatório.

Dos mortos, 2.421 são civis, 174 policiais e 70 militares, de acordo com essa apuração.

Entre as vítimas há 11 jornalistas, sete médicos, 51 mulheres, 117 menores de idade e 211 estudantes, informa o relatório, que inclui no total os 969 mortos no desmantelamento dos acampamentos islamitas nas praças Rabia al Adawiya e Al-Nahda.

Quanto aos feridos por enfrentamentos entre as forças de segurança e os manifestantes, o número chega a 15.914 nos cinco meses posteriores à queda da Irmandade Muçulmana, contra os 9.228 durante a presidência de Mursi.

As organizações afirmam que receberam múltiplas denúncias por torturas em centros de detenção e fora deles contra civis e ativistas políticos ou de direitos humanos.

“A lei que limita o direito à manifestação situa o Egito em tempos da Guerra Fria”, disse Ahmed Seif Al Islam Hamada, pai do destacado ativista Alaa Abdel Fatah, recentemente detido por convocar um protesto.

As ONGs também criticaram duramente a decisão do governo de declarar a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.

Esta declaração “sem qualquer sentença judicial nem provas se deve a motivos políticos para justificar a opressão da liberdade de expressão”, assegura o comunicado.

O grupo considera que, em nome da luta contra o terrorismo, o Egito se encontra imerso em “um estado de exceção” no qual se decretam leis que limitam a liberdade e se reprimem protestos pacíficos.

As críticas também alcançam o Poder Judiciário, acusado de estar a serviço do poder e não manter a necessária independência.

“A Promotoria é quem incita a violar o direito à inocência dos presos e não evita que os cidadãos possam ser condenados por algo que não cometeram”, lamentou o advogado Mohamed Abdelaziz.

Igualmente, condenaram a repressão contra os jornalistas “que só exercem seu trabalho de cobrir as manifestações” e se referiram à prisão preventiva durante 25 dias de três profissionais do canal em inglês da emissora catariana “Al Jazeera”, acusados de integrar um grupo terrorista.

As ONGs pediram a libertação de todos os presos políticos e fizeram especial menção à detenção dos ativistas Ahmed Maher e Mohammed Adel, do Movimento 6 de abril, e o blogueiro Ahmed Duma, condenados a três anos de prisão por convocar um protesto ilegal, entre outras acusações.

Apesar da proibição das autoridades, centenas de islamitas vão às ruas diariamente para manifestar e pedir a restituição de Morsi.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Repressão contra a Irmandade Muçulmana no Egito preocupa Kerry

O secretário de Estado americano, John Kerry, manifestou nesta quinta-feira (26) sua preocupação com a escalada da repressão à Irmandade Muçulmana desde que foi declarada como “grupo terrorista” pelo governo na quarta-feira (25).

Em conversa com seu colega egípcio, Nabil Fahmy, Kerry condenou o atentado suicida contra um prédio da polícia em Mansura, no Delta do Nilo, na terça, e um ataque contra um ônibus no Cairo, na quinta, informou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki.

Kerry também “manifestou sua preocupação com que o governo interino egípcio tenha designado a Irmandade Muçulmana ‘grupo terrorista’, em 25 de dezembro e com as últimas detenções”, destacou Psaki.

Na quarta-feira, o atual governo do Egito acusou o grupo, ao qual pertence o ex-presidente Mohamed Mursi, de ser responsável pelo atentado em Mansura. O ataque foi reivindicado por Ansar Beit al Maqdes, um grupo jihadista baseado no Sinai e ligado à rede Al-Qaeda. Aparentemente, ele não tem relação com organização islâmica.

Em represália, as autoridades declararam a Irmandade como ‘grupo terrorista’, e sete de seus membros foram detidos por terrorismo.

Durante a conversa por telefone, Kerry e Fahmy “concordaram em que no Egito não pode haver espaço para a violência e que o povo egípcio merece paz e tranquilidade”, frisou Psaki.

O chefe da diplomacia americana também “ressaltou a necessidade de haver um processo político inclusivo em todo o espectro que respeite os direitos fundamentais de todos os egípcios para alcançar a estabilidade política e as mudanças democráticos”.

Kerry destacou ainda “a necessidade de reconsiderar o veredicto” contra as ONGs, em referência às condenações de um a cinco anos de prisão para 43 trabalhadores humanitários egípcios e estrangeiros, decisão que escandalizou a comunidade internacional.

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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