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Homem que seria ‘criador do Bitcoin’ e familiares criticam reportagem

Homem que supostamente teria criado o Bitcoin, Satoshi Nakamoto, é fotografado ao sair de casa na Califórnia (Foto: David McNew/Reuters)Homem que supostamente teria criado o Bitcoin,
Satoshi Nakamoto, é fotografado ao sair de
casa na Califórnia (Foto: David McNew/Reuters)

Dorian Nakamoto, identificado pela revista “Newsweek” como criador da moeda virtual Bitcoin, fez uma negação formal, por meio de um advogado, dizendo que não tinha conhecimento da moeda antes da reportagem da publicação. Enquanto isso, o irmão dele, Arthur, está interagindo com a comunidade no site Reddit (acesse aqui), acusando a reportagem da Newsweek de ter publicado mentiras e citações fora de texto.

A reportagem da Newsweek, escrita por Leah McGrath Goodman em conjunto com investigadores, baseia-se principalmente em um perfil traçado por entrevistas com os próprios familiares. Outras evidências apresentadas pela reportagem, como semelhanças na forma de escrita, foram criticadas por pessoas que leram textos ou interagiram com “Satoshi Nakamoto” criador do Bitcoin. Segundo eles, não há semelhança alguma.

“Como essa Leah se atreve a humilhar e a violar o conforto de um velho homem de saúde debilitada que mal tem dinheiro para se alimentar e cuida gentilmente da nossa mãe de 93 em uma casa modesta?”, escreveu Arthur, referindo-se ao irmão, que já sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e se recupera de uma cirurgia na próstata. Dorian não tem um emprego fixo desde 2001.

Usuários da moeda Bitcoin abriram um fundo de doação para Dorian Nakamoto que deve ser finalizado no final de março e entregue a ele. O fundo, caso Dorian seja mesmo o criador da moeda, é um agradecimento. Caso não seja, é um pedido de desculpas por todos os problemas que a atenção indesejada tem causado ao homem de 64 anos.

Dorian, por sua vez, acusou a reportagem da “Newsweek” de “falsa”. “A reportagem falsa da ‘Newsweek’ tem sido a causa de muito estresse e confusão para mim, para minha mãe de 93 anos, para meus irmãos e para suas famílias”, escreveu Dorian em sua negação oficial publicada com auxílio de um advogado. “Essa será nossa última declaração pública sobre esse assunto. Eu peço agora que respeitem nossa privacidade”, finaliza a carta, que também agredece o apoio de pessoas “nos Estados Unidos e ao redor do mundo”.

Goodman defende sua reportagem, informando que tem outras evidências não publicadas. A “Newsweek”, porém, não sinalizou que faria uma nova publicação. A reportagem que declarou Dorian como o criador do Bitcoin foi a primeira capa da revista de 81 anos na volta à publicação impressa.

O jornalista Joe Mullin, escrevendo para o site de tecnologia “Ars Technica”, acusou a “Newsweek” de ter uma “arrogância colossal” em sua reportagem. Mullin afirmou que é hora da “Newsweek” apresentar qualquer outra evidência que possui ou admitir que estava errada em uma retratação. Mullin afirma que a pressão sobre a repórter deve ter sido grande depois de dois meses trabalhando na investigação, o que pode ter contribuído para ela se convencer de que achou a pessoa certa para não admitir que todo o trabalho tinha sido em vão.

Mullin ainda acusa a repórter de ter baseado seu “achado” em estereótipos e que muitas outras pessoas poderiam se encaixar no perfil, especialmente se pessoas com outros nomes forem consideradas. Não há prova de que Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, tenha realmente esse nome. “O problema da história da Newsweek é que ela parece não ser verdade”, escreveu ele.

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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Reportagem identifica Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin

Homem que supostamente teria criado o Bitcoin, Satoshi Nakamoto, é fotografado ao sair de casa na Califórnia (Foto: David McNew/Reuters)Homem que supostamente teria criado o Bitcoin, Satoshi Nakamoto, é fotografado ao sair de casa na Califórnia (Foto: David McNew/Reuters)

Investigando registros de japoneses que se mudaram para os Estados Unidos, a publicação “Newsweek” conseguiu identificar o criador da moeda virtual Bitcoin – Satoshi Nakamoto – em uma reportagem publicada nesta quinta-feira (6).

A origem do Bitcoin era o principal mistério da moeda virtual. Muitas hipóteses foram sugeridas, inclusive a de que Nakamoto seria na verdade não um indivíduo, mas um grupo de pessoas com possível ligação ao setor financeiro europeu.

Nakamoto tem 64 anos e mora com a mãe Akiko, de 93 anos, em Temple City, na Califórnia. Seu principal hobby é o ferromodelismo e, segundo a família, o programador sempre foi um libertário desconfiado do governo e dos grandes bancos, principalmente depois que a casa da família foi tomada por um banco na década de 90.

A jornalista Leah McGrath Goodman tentou falar pessoalmente com Nakamoto, que imediatamente chamou a polícia. “Não estou mais envolvido e não posso falar sobre isso. Foi entregue a pessoas, elas estão no comando agora. Eu não tenho mais ligação”, disse o programador. A conversa estava terminada com o que foi, na prática, uma admissão do envolvimento do programador com a moeda.

Antes de tentar essa conversa pessoalmente, a repórter já estava em contato com Nakamoto. Eles conversavam, por e-mail, sobre ferromodelismo. Quando o assunto do Bitcoin surgiu, Nakamoto parou de responder.

Por ter participado do Bitcoin logo no início, em 2009, Nakamoto detém milhares de bitcoins, que já chegaram a ser avaliados em mais de um bilhão de dólares. Hoje, a fortuna dele vale cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,1 bilhão).

Ainda não se sabe por que Nakamoto não usa esse dinheiro. A família do programador, ouvida pela reportagem da “Newsweek”, nem sabia do envolvimento dele com o Bitcoin. A jornalista pediu que os familiares conversassem com ele sobre isso. Ele negou. Ninguém, no entanto, duvidou que ele possa ser o criador da moeda. Nakamoto foi descrito como muito inteligente e reservado. Ele também teria trabalhado em projetos confidenciais.

“O que você não sabe sobre ele é que ele trabalhou em coisas confidenciais. A vida dele foi um branco total por um tempo. Você não vai conseguir falar com ele. Ele negará tudo. Não admitirá ter começado o Bitcoin”, disse o irmão mais novo Arthur Sakamoto. “Ele é a única pessoa que conheço que foi a uma entrevista de emprego, chamou o entrevistador de idiota e provou o que disse”, conta o irmão.

Para Gavin Andresen, programador chefe do Bitcoin, Nakamoto pode querer evitar o envolvimento com a moeda para também evitar a imprensa, ou a “fama”, que resultaria. Seria uma possível explicação para os milhares de bitcoins que Nakamoto possui e que estão, na prática, fora de circulação. Andresen não acredita que as chaves criptográficas, necessárias para o uso das moedas, foram perdidas. “Ele é muito disciplinado”, disse.

Nakamoto mora nos Estados Unidos desde 1959, quando a mãe se casou pela segunda vez. Aos 23 anos, ele mudou seu nome para “Dorian Prentice Satoshi Nakamoto” e passou a assinar como “Dorian S. Nakamoto”.

Nakamoto tem seis filhos. Ilene Mitchell, filha do programador, contou uma brincadeira que pode resumir a personalidade do seu pai. “Ele dizia: finja que as agências do governo estão atrás de você. E eu me escondia no armário”.

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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Reportagem com o E-farsas na Revista Show da Fé

Estamos na mídia de novo! Nossas pesquisas sobre boatos eletrônicos envolvendo religião viraram matéria da revista Show da Fé em janeiro de 2012!

Apesar do tema “Religião” não ser o foco do E-farsas.com, ficamos muito felizes em avisar a todos que em janeiro de 2012, a edição de numero 150 – ano 13 – da revista Show da Fé publicou uma matéria interessante sobre os boatos eletrônicos e o criador do E-farsas.com, Gilmar Lopes, pode dar a sua contribuição – através de sua longa experiência de pesquisas no E-farsas – sobre histórias falsas da web envolvendo religião.

Capa da revista Show da Fé falando sobre as farsas da web! A revista Show da Fé tem tiragem de 150.000 exemplares e é distribuída gratuitamente em todo o país. (reprodução)

Em cinco páginas, a repórter Patrícia Scott explicou que não se pode confiar em tudo o que se lê na internet e citou vários casos pesquisados pelo E-farsas. Dentre elas:

Patrícia Scott conta um caso de um líder de uma igreja que, por não averiguar certas informações encontradas na web, acabou transmitindo inverdades durante os cultos e seus fiéis (que confiam no que o pastor diz) acabam acreditando nas informações falsas! Um perigo!

No artigo, Gilmar Lopes contou como começou o E-farsas.com e o que o internauta deve fazer para não cair nas armadilhas da rede.

Como sempre deixamos bem claro aqui, o E-farsas.com não tem religião! E é bom lembrar também que sempre respeitamos e respeitaremos todos os milhares de religiões e credos existentes.

Cada um é livre para crer naquilo que quiser… Desde que não atrapalhe a nossa vida, é claro!

Pequeno trecho da matéria sobre as farsas da web com o E-farsas Trecho da matéria sobre as farsas da web com o E-farsas (reprodução)

No entanto, quando o surge um boato eletrônico, a obrigação do E-farsas é a de pesquisar a história para saber se ela é real ou não. E quando o assunto envolve religião, pesquisamos da mesma maneira (sem discutir sobre a religião em si) e, igualmente, publicamos no site o resultado dessas pesquisas.

Apesar do bom humor em nossos textos, nossas postagens são sérias e sempre citam fontes confiáveis. Talvez esse seja um dos motivos pelo qual somos citados todo mês em alguma mídia. Seja ela impressa, sonora ou audiovisual!

Isso nos enche de orgulho e nos dá uma injeção de animo para continuar a tentar desvendar os boatos da web!

Muito obrigado a todos que contribuíram para a matéria e a todos os leitores e amigos do E-farsas.com.

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Publicado por em 3 de março de 2012 em Tecnologia

 

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Reportagem acusa Apple de ser conivente com violação de direitos trabalhistas

AppId is over the quota

A Apple está sendo acusada de “ignorar o custo humano” da cadeia de fabricação dos seus produtos, em uma reportagem publicada pelo New York Times esta semana. O artigo, que chega depois de outra reportagem do jornal sobre a razão de a “maçã” fabricar seus aparelhos longe dos EUA, cita ex-funcionários da Apple, que acusam a fabricante de ser complacente com o abuso a trabalhadores da linha de produção.

“A Apple nunca se importou com outra coisa que não fosse o aumento da qualidade dos produtos e queda dos custos de produção. O bem-estar dos funcionários não tem nada a ver com os interesses deles”, afirmou a ex-funcionária da Foxconn (empresa que produz equipamentos como iPad e iPhone), Li Mingqi, que está processando a empresa após ter sido demitida.

Li ajudava a gerenciar a fábrica de Chengdu, onde ocorreu uma explosão em maio do ano passado. O incidente causou a morte de três funcionários e deixou outros feridos. Outro incêndio ocorreu em uma unidade da Foxconn em Yantai, em setembro, quando também aconteceu uma explosão em uma fábrica de outra parceira de produção da Apple, a Pegatron, que deixou 60 funcionários feridos.

ipad2-390.jpg

iPad: condições de produção em fábricas da Ásia são questionadas

Um ex-executivo da Apple, falando sob a condição de anonimato, disse ao New York Times: “nós sabemos sobre abusos trabalhistas em algumas fábricas há quatro anos, e eles continuam. Por que? Porque o sistema trabalha para nós. As fornecedoras mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse para elas que elas não têm outra escolha.”

Apesar de a segurança nas fábricas das parceiras da Apple ser o principal foco da reportagem, há também apontamentos mais gerais sobre as condições de trabalho e as horas que os funcionários precisam trabalhar (vale lembrar que o artigo também aponta críticas similares feitas a fornecedoras de empresas como Dell, HP, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony e Toshiba).

“Os funcionários trabalham com excesso de horas extras, em alguns casos chegando a sete dias por semana, e vivem em dormitórios lotados. Alguns dizem que eles ficam tanto tempo de pé que suas pernas incham a ponto de quase não onseguirem andar. Funcionários menores de idade ajudaram a construir produtos da Apple, e as fornecedoras da companhia se livraram de maneira incorreta de lixo perigoso e falsificou registros, de acordo com relatórios da companhia e grupos de defesa dos trabalhadores que, na China, são geralmente considerados monitores independentes e confiáveis”, afirma a reportagem do NYT.

Há algumas semanas, a Apple lançou seu relatório anual de Responsabilidade de Fornecedores, no qual a “maçã” afirma ter encontrado “um número significativamente menor de casos de trabalho infantil” entre suas fornecedoras, que foram nomeadas pela companhia.

A Apple afirmou no relatório que ampliou seu programa de verificação de idade, que busca interromper o trabalho de menores entre suas fornecedoras. Como resultado, a companhia apontou melhorias nas práticas de contratação das parceiras, com casos de trabalho infantil caindo significativamente.

O relatório também revelou um total de seis casos ativos e 13 anteriores de trabalho infantil em cinco fábricas parceiras da Apple; a companhia exigiu que essas unidades melhorem as práticas de recrutamento. As auditorias não encontraram nenhum caso de trabalho infantil em fornecedoras responsáveis pela montagem final dos produtos da Apple.

No entanto, outro executivo da Apple que foi citado anonimamente na reportagem disse que “você pode tanto fabricar em unidades confortáveis e amigáveis aos funcionários, ou reinventar o produto todo ano, e torná-lo melhor, mais rápido e barato, o que exige fábricas que pareçam cruéis pelos padrões dos EUA. Atualmente, os consumidores ligam mais para um novo iPhone do que para as condições de trabalho na China.”

A reportagem aponta ainda o fato de que esse problema causa uma “tensão n” na Apple, com outros executivos preocupados com as condições de trabalho, mas não dispostos a colocar em risco a relação com fornecedoras como a Foxconn – que fabrica 40% dos aparelhos eletrônicos do mundo – ao gerar tais demandas.

Apple se defende
De acordo com o site especializado 9to5Mac, o CEO da Apple, Tim Cook, enviou um e-mail para todos os funcionários da empresa sobre o assunto. “Nós nos importamos com todos os trabalhadores em nossa cadeia mundial de abastecimento. Qualquer acidente é profundamente problemático, e qualquer problema com condições de trabalho é causa para preocupação. Toda insinuação de que não nos importamos é evidentemente falsa e ofensiva para nós.”

Depois, o executivo continua dizendo que “estamos focados em educar os funcionários sobre seus direitos, por isso eles têm poder para se manifestar quando se depararem com condições inseguras ou tratamento injusto”.

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Publicado por em 29 de fevereiro de 2012 em eletrônicos, Mac, Tecnologia

 

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Reportagem acusa Apple de ser conivente com violação de direitos trabalhistas

AppId is over the quota

A Apple está sendo acusada de “ignorar o custo humano” da cadeia de fabricação dos seus produtos, em uma reportagem publicada pelo New York Times esta semana. O artigo, que chega depois de outra reportagem do jornal sobre a razão de a “maçã” fabricar seus aparelhos longe dos EUA, cita ex-funcionários da Apple, que acusam a fabricante de ser complacente com o abuso a trabalhadores da linha de produção.

“A Apple nunca se importou com outra coisa que não fosse o aumento da qualidade dos produtos e queda dos custos de produção. O bem-estar dos funcionários não tem nada a ver com os interesses deles”, afirmou a ex-funcionária da Foxconn (empresa que produz equipamentos como iPad e iPhone), Li Mingqi, que está processando a empresa após ter sido demitida.

Li ajudava a gerenciar a fábrica de Chengdu, onde ocorreu uma explosão em maio do ano passado. O incidente causou a morte de três funcionários e deixou outros feridos. Outro incêndio ocorreu em uma unidade da Foxconn em Yantai, em setembro, quando também aconteceu uma explosão em uma fábrica de outra parceira de produção da Apple, a Pegatron, que deixou 60 funcionários feridos.

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iPad: condições de produção em fábricas da Ásia são questionadas

Um ex-executivo da Apple, falando sob a condição de anonimato, disse ao New York Times: “nós sabemos sobre abusos trabalhistas em algumas fábricas há quatro anos, e eles continuam. Por que? Porque o sistema trabalha para nós. As fornecedoras mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse para elas que elas não têm outra escolha.”

Apesar de a segurança nas fábricas das parceiras da Apple ser o principal foco da reportagem, há também apontamentos mais gerais sobre as condições de trabalho e as horas que os funcionários precisam trabalhar (vale lembrar que o artigo também aponta críticas similares feitas a fornecedoras de empresas como Dell, HP, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony e Toshiba).

“Os funcionários trabalham com excesso de horas extras, em alguns casos chegando a sete dias por semana, e vivem em dormitórios lotados. Alguns dizem que eles ficam tanto tempo de pé que suas pernas incham a ponto de quase não onseguirem andar. Funcionários menores de idade ajudaram a construir produtos da Apple, e as fornecedoras da companhia se livraram de maneira incorreta de lixo perigoso e falsificou registros, de acordo com relatórios da companhia e grupos de defesa dos trabalhadores que, na China, são geralmente considerados monitores independentes e confiáveis”, afirma a reportagem do NYT.

Há algumas semanas, a Apple lançou seu relatório anual de Responsabilidade de Fornecedores, no qual a “maçã” afirma ter encontrado “um número significativamente menor de casos de trabalho infantil” entre suas fornecedoras, que foram nomeadas pela companhia.

A Apple afirmou no relatório que ampliou seu programa de verificação de idade, que busca interromper o trabalho de menores entre suas fornecedoras. Como resultado, a companhia apontou melhorias nas práticas de contratação das parceiras, com casos de trabalho infantil caindo significativamente.

O relatório também revelou um total de seis casos ativos e 13 anteriores de trabalho infantil em cinco fábricas parceiras da Apple; a companhia exigiu que essas unidades melhorem as práticas de recrutamento. As auditorias não encontraram nenhum caso de trabalho infantil em fornecedoras responsáveis pela montagem final dos produtos da Apple.

No entanto, outro executivo da Apple que foi citado anonimamente na reportagem disse que “você pode tanto fabricar em unidades confortáveis e amigáveis aos funcionários, ou reinventar o produto todo ano, e torná-lo melhor, mais rápido e barato, o que exige fábricas que pareçam cruéis pelos padrões dos EUA. Atualmente, os consumidores ligam mais para um novo iPhone do que para as condições de trabalho na China.”

A reportagem aponta ainda o fato de que esse problema causa uma “tensão n” na Apple, com outros executivos preocupados com as condições de trabalho, mas não dispostos a colocar em risco a relação com fornecedoras como a Foxconn – que fabrica 40% dos aparelhos eletrônicos do mundo – ao gerar tais demandas.

Apple se defende
De acordo com o site especializado 9to5Mac, o CEO da Apple, Tim Cook, enviou um e-mail para todos os funcionários da empresa sobre o assunto. “Nós nos importamos com todos os trabalhadores em nossa cadeia mundial de abastecimento. Qualquer acidente é profundamente problemático, e qualquer problema com condições de trabalho é causa para preocupação. Toda insinuação de que não nos importamos é evidentemente falsa e ofensiva para nós.”

Depois, o executivo continua dizendo que “estamos focados em educar os funcionários sobre seus direitos, por isso eles têm poder para se manifestar quando se depararem com condições inseguras ou tratamento injusto”.

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Publicado por em 6 de fevereiro de 2012 em eletrônicos, Mac, Tecnologia

 

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Reportagem acusa Apple ser conivente com violação de direitos trabalhistas

AppId is over the quota

A Apple está sendo acusada de “ignorar o custo humano” da cadeia de fabricação dos seus produtos, em uma reportagem publicada pelo New York Times esta semana. O artigo, que chega depois de outra reportagem do jornal sobre a razão de a “maçã” fabricar seus aparelhos longe dos EUA, cita ex-funcionários da Apple, que acusam a fabricante de ser complacente com o abuso a trabalhadores da linha de produção.

“A Apple nunca se importou com outra coisa que não fosse o aumento da qualidade dos produtos e queda dos custos de produção. O bem-estar dos funcionários não tem nada a ver com os interesses deles”, afirmou a ex-funcionária da Foxconn (empresa que produz equipamentos como iPad e iPhone), Li Mingqi, que está processando a empresa após ter sido demitida.

Li ajudava a gerenciar a fábrica de Chengdu, onde ocorreu uma explosão em maio do ano passado. O incidente causou a morte de três funcionários e deixou outros feridos. Outro incêndio ocorreu em uma unidade da Foxconn em Yantai, em setembro, quando também aconteceu uma explosão em uma fábrica de outra parceira de produção da Apple, a Pegatron, que deixou 60 funcionários feridos.

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iPad: condições de produção em fábricas da Ásia são questionadas

Um ex-executivo da Apple, falando sob a condição de anonimato, disse ao New York Times: “nós sabemos sobre abusos trabalhistas em algumas fábricas há quatro anos, e eles continuam. Por que? Porque o sistema trabalha para nós. As fornecedoras mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse para elas que elas não têm outra escolha.”

Apesar de a segurança nas fábricas das parceiras da Apple ser o principal foco da reportagem, há também apontamentos mais gerais sobre as condições de trabalho e as horas que os funcionários precisam trabalhar (vale lembrar que o artigo também aponta críticas similares feitas a fornecedoras de empresas como Dell, HP, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony e Toshiba).

“Os funcionários trabalham com excesso de horas extras, em alguns casos chegando a sete dias por semana, e vivem em dormitórios lotados. Alguns dizem que eles ficam tanto tempo de pé que suas pernas incham a ponto de quase não onseguirem andar. Funcionários menores de idade ajudaram a construir produtos da Apple, e as fornecedoras da companhia se livraram de maneira incorreta de lixo perigoso e falsificou registros, de acordo com relatórios da companhia e grupos de defesa dos trabalhadores que, na China, são geralmente considerados monitores independentes e confiáveis”, afirma a reportagem do NYT.

Há algumas semanas, a Apple lançou seu relatório anual de Responsabilidade de Fornecedores, no qual a “maçã” afirma ter encontrado “um número significativamente menor de casos de trabalho infantil” entre suas fornecedoras, que foram nomeadas pela companhia.

A Apple afirmou no relatório que ampliou seu programa de verificação de idade, que busca interromper o trabalho de menores entre suas fornecedoras. Como resultado, a companhia apontou melhorias nas práticas de contratação das parceiras, com casos de trabalho infantil caindo significativamente.

O relatório também revelou um total de seis casos ativos e 13 anteriores de trabalho infantil em cinco fábricas parceiras da Apple; a companhia exigiu que essas unidades melhorem as práticas de recrutamento. As auditorias não encontraram nenhum caso de trabalho infantil em fornecedoras responsáveis pela montagem final dos produtos da Apple.

No entanto, outro executivo da Apple que foi citado anonimamente na reportagem disse que “você pode tanto fabricar em unidades confortáveis e amigáveis aos funcionários, ou reinventar o produto todo ano, e torná-lo melhor, mais rápido e barato, o que exige fábricas que pareçam cruéis pelos padrões dos EUA. Atualmente, os consumidores ligam mais para um novo iPhone do que para as condições de trabalho na China.”

A reportagem aponta ainda o fato de que esse problema causa uma “tensão n” na Apple, com outros executivos preocupados com as condições de trabalho, mas não dispostos a colocar em risco a relação com fornecedoras como a Foxconn – que fabrica 40% dos aparelhos eletrônicos do mundo – ao gerar tais demandas.

Apple se defende
De acordo com o site especializado 9to5Mac, o CEO da Apple, Tim Cook, enviou um e-mail para todos os funcionários da empresa sobre o assunto. “Nós nos importamos com todos os trabalhadores em nossa cadeia mundial de abastecimento. Qualquer acidente é profundamente problemático, e qualquer problema com condições de trabalho é causa para preocupação. Toda insinuação de que não nos importamos é evidentemente falsa e ofensiva para nós.”

Depois, o executivo continua dizendo que “estamos focados em educar os funcionários sobre seus direitos, por isso eles têm poder para se manifestar quando se depararem com condições inseguras ou tratamento injusto”.

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Publicado por em 6 de fevereiro de 2012 em eletrônicos, Mac, Tecnologia

 

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