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Relatório atribui queda do voo AF 447 a ‘reação inapropriada da tripulação’

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Equipe da Marinha recupera destroço do voo 447 em 8 de junho de 2009 (Foto: The New York Times)Equipe da Marinha recupera destroço do voo 447
em 8 de junho de 2009 (Foto: The New York Times)

A tragédia do voo Rio-Paris da Air France, em junho de 2009, aconteceu devido a “uma reação inapropriada da tripulação depois da perda momentânea das indicações de velocidade”, de acordo com um relatório de especialistas apresentado durante a investigação judicial, ao qual a AFP teve acesso nesta terça-feira (13).

As simulações e as análises “mostram claramente a predominância de fatores humanos nas causas do acidente e nos fatores que contribuíram” para a queda, indicam os cinco especialistas em suas conclusões. “Também constatamos que o acidente”, que causou 228 mortes, “poderia ter sido evitado por algumas ações apropriadas da tripulação”, acrescentam.

A queda do Airbus A330 da Air France, que aconteceu no dia 1º de junho de 2009 no Oceano Atlântico, custou a vida de 228 passageiros e membros da tripulação.

Essa análise, de 30 de abril, tinha sido solicitada um ano antes pelas juízas Sylvia Zimmermann e Sabine Kheris, após uma primeira apresentada em julho de 2012 às famílias das vítimas.

As conclusões do primeiro relatório de especialistas indicam uma conjunção de fatores: falhas humanas, problemas técnicos, procedimentos equivocados e condições meteorológicas adversas.

Com base nessas conclusões, Air France e Airbus foram processadas em 2011 por homicídios culposos. Mas a contra-análise apresenta uma visão diferente.

“Foi determinado por nosso grupo de especialistas que o acidente se deveu à perda de controle do avião causada pela reação inapropriada da tripulação após a ausência momentânea das indicações de velocidade”, indicam os autores da nova análise, que apresentam uma lista de 14 fatores que contribuíram para a tragédia, por ordem de importância.

Eles citam a responsabilidade da tripulação, mencionando “a ausência de uma análise estruturada da pane”, “a má compreensão da situação” e “a divisão de tarefas na cabine que não foi aplicada de maneira rigorosa”.

Mas eles fazem referência também à companhia aérea, lamentando a “ausência de instruções claras por parte de Air France, apesar de vários casos parecidos de congelamento das sondas Pitot e, portanto, de uma resposta insuficiente”. Eles apontam também “para a formação inadequada dos pilotos na aplicação do procedimento” necessário para lidar com o congelamento das sondas e com o comportamento do avião durante a perda das indicações de velocidade.

Procurado pela AFP, Yassine Bouzrou, uma advogada dos familiares das vítimas, considerou que o relatório está “cheio de contradições e de imprecisões”.

“Os especialistas se contentam em culpar os pilotos, evitando sempre a questão central das falhas técnicas”, reagiu ela.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

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Relatório da OMS volta a apontar ar no Rio como mais poluído que em SP

Trânsito lento na Avenida Presidente Castelo Branco (Radial Oeste), no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (Foto: Glaucon Fernandes/ Estadão Conteúdo)Trânsito na Avenida Presidente Castelo Branco, no
RJ; segundo relatório, cidade é mais poluída do que 
SP (Foto: Glaucon Fernandes/ Estadão Conteúdo)

Um trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS) para medir a poluição em cidades ao redor do mundo apontou que a cidade do Rio de Janeiro é mais poluída do que São Paulo.

A organização já havia chegado a esse resultado em relatório anterior, publicado em 2011. Na época, órgãos ambientais brasileiros contestaram a metodologia empregada pela OMS, afirmando que as medidas tinham usado técnicas diferentes em cada cidade. Por esse motivo, a comparação foi considerada inviável.

No relatório divulgado nesta quarta-feira (7), que reuniu dados de 1.600 cidades ao redor do mundo, a qualidade do ar é representada pela concentração média de material particulado ao longo do ano. O material particulado é constituido por partículas de poluentes que se mantêm suspensas na atmosfera.

Em São Paulo, a concentração média de partículas poluentes pequenas (que têm até 2,5 micrômetros de diâmetro e por isso são conhecidas como PM 2,5) foi de 19 microgramas por metro cúbico de ar, segundo dados da Cetesb. Já no Rio, a concentração foi de 36 microgramas por metro cúbico de ar, de acordo com informações fornecidas à OMS pelo IBGE.

Como informa a agência Reuters, o estudo descobriu que, mundialmente, a poluição do ar piorou desde o relatório anterior, de 2011, o que significa que os habitantes das cidades estão expostos a maiores riscos de câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. A poluição do ar matou cerca de 7 milhões de pessoas em 2012, tornando-se o maior risco ambiental à saúde no mundo, afirmou a OMS no mês passado.

Índia e China
De acordo com a OMS, Nova Déli é a cidade que tem o ar mais poluído do mundo, apresentando 153 microgramas de partículas poluentes pequenas por metro cúbico de ar. Entre as 20 cidades mais poluídas do mundo, 13 são indianas.

Pequim ficou em 77º lugar com uma leitura de 56 microgramas de partículas por metro cúbico, pouco mais de um terço do nível de poluição de Déli.

Especialistas da OMS disseram que os dados chineses são de 2010, o ano mais recente disponibilizado para a análise pelo país. Mas o governo da cidade de Pequim começou a publicar dados de concentração de poluição por hora em janeiro de 2012.

Um ano após ter começado a publicação de dados, Pequim registrou a pior qualidade da história, segundo o Greenpeace, chegando a 900 microgramas por metro cúbico.

O governo de Pequim disse, no mês passado, que as concentrações de poluentes tiveram uma média diária de 89,5 microgramas por metro cúbico em 2013, 156% maior do que os padrões nacionais. Tal leitura colocaria Pequim no 17º lugar no ranking da OMS.

Ar limpo
Por outro lado, 32 cidades registraram um nível partículas poluentes pequenas inferior a 5 microgramas por metro cúbico de ar. Três quartos dessas cidades são canadenses, incluindo Vancouver. Há ainda sete cidades norte-americanas e a cidade de Hafnarfjordur, na Islândia.

Epecialistas da OMS insistem que a pesquisa não tem a intenção de identificar e envergonhar as cidades mais poluídas, já que as cidades envolvidas enviaram informações voluntariamente.

Maria Neira, diretora da OMS para Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde, disse que o objetivo é “desafiar” as cidades. Ela acredita que a pesquisa irá ajudá-las a se tornarem mais transparentes sobre a poluição do ar.

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Publicado por em 9 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Relatório aponta que 60% da água subterrânea da China está poluída

Cerca de 60% da água subterrânea da China está muito poluída para ser bebida sem um tratamento prévio, segundo um relatório ministerial sobre a qualidade da água, informou a agência Xinhua, estatal do país.

No ano de 2013, a qualidade da água era “muito pobre” ou “relativamente pobre” nas 203 cidades onde foi testada, indicou o relatório anual do ministério de Terra e Recursos. A porcentagem de água não potável cresceu de 57,4% em 2012 a 60% em 2013, acrescentou.

O boom econômico da China provoca uma preocupação crescente pelas questões do meio ambiente, em um país com partes inteiras cobertas frequentemente por uma espessa névoa e com as águas e terras poluídas. O ministério do Meio Ambiente chinês indicou na semana passada que 16% das terras do país também estavam contaminadas.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Nordeste do Brasil teve pior seca dos últimos 50 anos em 2013, diz relatório

Gado está morrendo de fome e sede no interior do Rio Grande do Norte (Foto: Aldair Dantas)Em 2013, seca provocou a morte de animais no interior do Rio Grande do Norte (Foto: Aldair Dantas)

O Nordeste do Brasil viveu em 2013 a pior seca dos últimos 50 anos, segundo o relatório “Declaração sobre o Estado do Clima), divulgado nesta segunda-feira (24) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês). O relatório traz detalhes sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta. Segundo o documento, a Austrália teve o ano mais quente de sua história, e a Argentina o segundo mais quente.

Os registros são feitos desde 1961, e o relatório mostra que 2013 foi o sexto ano mais quente desde então. A temperatura média da superfície do oceano e da Terra em 2013 oi de 14,5°C, marca que é 0,50°C maior que a média registrada entre 1961 e 1990, e 0,03°Cs maior que à média da década mais recente (2001-2010). De acordo com a WMO, cada década é mais quente que a anterior, sendo que a última registrada. Treze dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram todos no século XXI.

Veja ao lado reportagem do ‘Jornal Hoje’ de 16 de dezembro de 2013 sobre a seca no Nordeste

No ano passado, as temperaturas na América do Sul foram dominadas pelo calor na maior parte do continente. No Brasil o calor provocou seca no Nordeste, ao mesmo tempo em que muitos estados sofreram com chuvas fortes no final do ano. O relatório aponta, por exemplo, a cidade de Aimorés (MG), com precipitação média quatro vezes maior do que a normalmente registrada no Sudeste do Brasil para o mês de dezembro.

Morador de Sidney, na Austrália, mergulha em uma fonte da cidade para se refrescar, em dia que a temperatura local chegou a 42 graus. Em outras regiões do país, a previsão é de que o calor passe de 45 graus. (Foto: Rick Rycroft/Reuters)Austrália registrou temperaturas acima de 45°C em
2013 (Foto: Rick Rycroft/Reuters)

“Tivemos um 2013 chuvas mais fortes, um calor mais intenso e um maior número de danos causados por tempestades e inundações costeiras como resultado da elevação do nível do mar”, disse o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud.

“O aquecimento dos oceanos aumentou em profundidades menores. Mais de 90% do excesso de energia acumulado por gases do efeito de inverno se armazena nos oceanos. Estes gases alcançaram níveis recordes, o que signigica que nossa atmosfera e nossos oceanos continuarão esquentando nos próximos anos”, destacou Jarraud. “As leis da física não são negociáveis.”

Veja 12 destaques do clima extremo no mundo em 2013:

1) O tufão Haiyan devastou partes da região central das Filipinas.

2) As temperaturas no hemisfério sul foram muito quente, o que resultou em onda de calor generalizado: a Austrália experimentou um recorde de calor o ano todo, enquanto Argentina e Nova Zelândia tiveram o segundo e terceiro ano mais quente já registrado nestes países.

3) Um ar gelado varreu a Europa e sudeste dos Estados Unidos.

4) Na África, uma seca severa afetou Angola, Botswana e Namíbia.

5) Fortes chuvas de monção provocou inundações na fronteira entre Índia e Nepal. Rússia, nordeste da China, Sudão e Somália também tiveram inundações.

6) Uma grande seca afetou o sul da China

7) O Nordeste do Brasil registrou sua pior seca em 50 anos.

8) Na Europa, chuvas fortes provocaram enchentes na Áustria, República Checa, Alemanha, Polônia e Suíça.

9) Israel, Jordânia e Síria foram atingidos por queda de neve sem precedentes.

10)  As concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera alcançaram níveis máximos sem precedentes.

11)  Os oceanos do mundo atingiram um novo recorde de alto nível do mar.

12)  A extensão do gelo marinho na Antártida atingiu o pico registro diário.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 26 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Segunda parte de relatório do IPCC adverte sobre futuro sombrio do clima

Secas, inundações, conflitos, perdas econômicas cada vez mais profundas. Este é o cenário que aguarda o planeta caso não se reduzam as emissões de dióxido de carbono (CO2), advertem cientistas da ONU em seu próximo relatório sobre o aquecimento global.

O rascunho do próximo informe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ao qual a AFP teve acesso, faz parte de um amplo estudo que contribuirá para determinar políticas e orientar negociações nos próximos anos.

Os cientistas e representantes dos governos se reunirão na cidade japonesa de Yokohama a partir da terça-feira para redigir um resumo de 29 páginas, que será publicado juntamente com o relatório completo em 31 de março.

“Temos uma imagem mais clara do impacto e das consequências, inclusive as consequências para a segurança”, disse Chris Field, da americana Carnegie Institution, que chefia a pesquisa.

O trabalho vem a público seis meses depois do primeiro volume do V Relatório de Avaliação, no qual os cientistas deixaram claro sua certeza irrefutável de que o aquecimento global tem a mão do homem.

Primeira parte foi divulgada ano passado
No informe era previsto um aumento das temperaturas entre 0,3ºC e 4,8ºC neste século, 0,7ºC acima da média desde a Revolução Industrial. O nível dos oceanos aumentará entre 26 e 82 centímetros até 2100, segundo suas estimativas.

De acordo com o novo rascunho, os danos serão disparados a cada grau adicional, embora seja difícil quantificá-los. Um aumento nas temperaturas de 2,5ºC com relação à era pré-industrial – 0,5ºC a mais que a meta fixada pela ONU – reduzirá os ganhos mundiais anuais entre 0,2% e 2,0%, o que corresponde a centenas de bilhões de dólares.

“É certo que as avaliações que podemos fazer atualmente ainda subestimam o impacto real da mudança climática futura”, disse Jacob Schewe, do Instituto Postdam para a pesquisa das Mudanças Climáticas (PIK) na Alemanha, que não participou da elaboração do rascunho do IPCC.

O relatório destaca alguns perigos:
Inundações: as emissões crescentes de gases de efeito estufa aumentarão “significativamente” o risco de inundações, às quais Europa e Ásia estarão particularmente expostas. Se confirmado o aumento extremo de temperaturas, três vezes mais pessoas ficarão expostas a inundações devastadoras.

Seca: a cada primeiro adicional na temperatura, outros 7% da população mundial terão reduzidas em um quinto as fontes de água renováveis.

Aumento do nível dos mares: se nada for feito, em 2100 “centenas de milhões” de habitantes das regiões costeiras serão levados a se deslocar. Os pequenos países insulares do leste, sudeste e sul da Ásia verão suas terras reduzidas.

Fome: os cultivos de trigo, arroz e milho perderão em média 2% por década, enquanto a demanda de cultivos aumentará 14% em 2050, devido ao aumento da população mundial. Os mais prejudicados serão os países tropicais mais pobres.

Desaparecimento de espécies: “grande parte” das espécies terrestres e de água doce correrá risco de extinção, pois as mudanças climáticas destruirão seu hábitat.

Ameaça para segurança
“As mudanças climáticas no século 21 empurrarão os Estados a novos desafios e determinarão de forma crescente as políticas de segurança nacional”, adverte o esboço de resumo. Ainda assim, algumas repercussões transfronteiriças das mudanças climáticas – a redução das zonas geladas do planeta, as fontes de água compartilhadas ou a migração dos bancos de peixes – “têm o potencial de aumentar a rivalidade entre os países”, diz o informe.

A redução das emissões de gases de efeito estufa ‘nas próximas décadas’ permitirá desativar algumas das piores consequências das mudanças climáticas até o final do século, destacou o informe.

Em 13 de abril, o IPCC divulgará, em Berlim, seu terceiro volume sobre estratégias para fazer frente às emissões de gases de efeito estufa.

Em seus 25 anos de História, o IPCC publicou quatro “‘relatórios de avaliação”, e cada um fez um alerta sobre as gigatoneladas de dióxido de carbono emitidas pelo tráfego, as centrais energéticas e os combustíveis de origem fóssil, assim como o metano, gerado pelo desmatamento e pela pecuária.

O volume de Yokohama vai além dos anteriores, ao oferecer em detalhes o impacto regional das mudanças climáticas, assim como os riscos de conflito e o aumento do nível dos mares.

O último grande relatório publicado do IPCC, de 2007, contribuiu para criar um momento político propício que levou à convocação da cúpula do clima de Copenhague de 2009, mas sua reputação foi abalada por alguns erros que os céticos aproveitaram para demonstrar a existência de uma visão tendenciosa sobre esta ameaça.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Centenas de grupos armados operam na Síria, diz relatório da ONU

Centenas de grupos armados operam atualmente na Síria e facções de ideologia extremista, particularmente o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), cometem atrocidades cada vez maiores, segundo a comissão investigadora da ONU sobre as violações dos direitos humanos no país, órgão presidido pelo diplomata brasileiro Paulo Sergio Pinheiro.

“Combatentes estrangeiros ingressaram na Síria, incorporando-se frequentemente aos batalhões mais extremistas. Os grupos armados se organizam em coalizões, enquanto as tensões pelo controle político, dos recursos e ideológico persistem”, segundo um relatório apresentado nesta terça-feira (18) ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH).

Na etapa mais recente da guerra civil, que começou há três anos com revoltas civis a favor da democracia, os grupos radicais aumentaram atos como execuções em massa de detidos, torturas e a utilização de crianças no conflito.

A comissão apresentou uma versão mais atualizada de seu último relatório, que cobre o período de 20 de janeiro até o dia 10 de março.

Por meio da descrição detalhada de vários crimes contra civis, os membros da comissão denunciaram que os combatentes do EIIL concorrem com as forças governamentais em relação à gravidade de seus abusos.

Pinheiro afirmou que as rivalidades entre grupos rebeldes levaram a uma escalada da violência entre as facções no norte e noroeste da Síria.

A comissão acusa os grupos armados radicais, em diferentes passagens do documento, de crimes de guerra.

A Frente Síria Revolucionária, a Frente Islâmica e o Exército Mujahedin tomaram em janeiro o controle de bases do EIIL no norte, depois que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante praticou uma execução em massa de detidos.

De acordo com o relatório, o EIIL, quando percebe uma derrota, seleciona prisioneiros e os mata no mesmo local onde estão detidos ou em algum lugar próximo.

A comissão também relata o uso por parte desse grupo extremista de um hospital infantil como base de operações e centro de detenção, assim como a utilização de menores no conflito, em funções como combatentes ou mensageiros.

O EIIL transformou em comuns -segundo os fatos documentados pela comissão da ONU- métodos terroristas como uso de carros-bomba e ataques suicidas contra alvos civis.

No relatório, a comissão denuncia também o governo por lançar ataques -incluído barris repletos de explosivos lançados do ar- “sem fazer nenhum esforço por distinguir civis e alvos militares”.

Em relação aos ataques, “o governo não adverte antes e há poucas possibilidade de se afastar da área sobre a qual se lança o barril, geralmente de helicópteros”.

O governo também é acusado de continuar praticando a tortura em seus centros de detenção.

Além disso, ambas as partes envolvidas no conflito utilizam o cerco militar e o bloqueio de áreas civis em suas estratégias que, finalmente, impactam principalmente os civis.

As forças oficiais mantêm seu cerco sobre Moadamiya, áreas periféricas de Damasco, o centro histórico de Homs e o restabeleceu no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, onde residentes passaram por uma situação de fome extrema.

Por sua parte, os grupos radicais “cortaram o abastecimento de água e eletricidade de zonas civis como uma tática militar”.

arte síria versão 18.02 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 19 de março de 2014 em Brasil

 

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Relatório da ONU sobre pedofilia no clero tem ‘limitações’, diz Vaticano

O Vaticano criticou nesta sexta-feira (7) um relatório incriminador de um órgão da ONU sobre o modo como a Igreja Católica lida com os casos de pedofilia, declarando que o documento possui “sérias limitações”, além de acusar os membros do Comitê da ONU de seguir visões preconceituosas.

“As recomendações publicadas pelo Comitê parecem apresentar… graves limitações”, declarou o porta-voz Federico Lombardi em um comunicado no site da Rádio Vaticano, defendendo os esforços para acabar com os abusos.

“Foi dedicada mais atenção a organizações não-governamentais bem conhecidas que têm preconceito em relação à Igreja Católica e à Santa Sé do que às posições da Santa Sé”, disse Lombardi.

“Isso nos faz pensar que o relatório já estava escrito ou já estava em estágio bem avançado antes da audiência” do Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança em Genebra, que ouviu depoimentos de uma delegação do Vaticano sobre sua política de luta contra a pedofilia no mês passado.

A Igreja foi denunciada pelo Comitê da ONU por não conseguir acabar com os casos de padres que realizam abusos, e pediu para que a instituição religiosa entregue os suspeitos e criminosos para serem julgados.

Lombardi disse que a posição da Santa Sé, que tem dito repetidamente que não é legalmente responsável pelas ações de padres individuais, não foi compreendida.

“Eles não entendem ou não querem entender? Em ambos os casos surpreende”, declarou.

O porta-voz disse ainda que as observações no relatório do Comitê “parecem ir além de suas competências e interferir nas posições doutrinais e morais da Igreja Católica”.

Lombardi enfatizou, porém, que não houve confronto entre o Vaticano e as Nações Unidas, destacando as muitas áreas nas quais os dois trabalham juntos e encontram uma ampla base comum na promoção de valores humanitários.

Mas ele declarou que o trabalho do Comitê atraiu “críticas sérias e bem fundamentadas” e advertiu que a organização como um todo pode sofrer em termos de opinião pública devido às “consequências negativas” do relatório.

Fonte G1

 
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Publicado por em 8 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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