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Museu australiano devolverá quadro vendido durante o regime nazista

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Um museu da Austrália devolverá aos seus legítimos proprietários um retrato cuja autoria é atribuída a Vincent Van Gogh, no que é considerada a primeira restituição pelo país de uma obra de arte perdida sob o regime nazista.

A National Gallery of Victoria (GNV) informou que acredita que a obra “Cabeça de Homem” fez parte de uma venda forçada do judeu alemão Richard Semmel em 1933 e que, por isso, deveria ser devolvida aos seus herdeiros.

“Entendemos que este é o primeiro caso do tipo na Austrália”, disse o museu em um comunicado publicado na internet nesta semana.

De acordo com o Comitê de Restituição Holandês, que analisa os pedidos de restituição, Richard Semmel precisou vender sua coleção para escapar da perseguição nazista aos judeus.

Quando o Museu de Melbourne comprou a pintura em 1940, esta já havia mudado de mãos várias vezes.

Após as dúvidas suscitadas entre os especialistas, em 2006 o Van Gogh Museum de Amsterdã concluiu que o trabalho não era do famoso artista, mas que poderia pertencer a alguém que trabalhou na mesma época em que Van Gogh.

“A atribuição da obra não influenciou a decisão da NGV de devolvê-la”, disse o museu, que a considera uma questão “moral”.

A galeria aguarda a resposta dos herdeiros de Semmel, que estariam vivendo na África do Sul.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Brasil

 

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Ataque aéreo do regime sírio sobre Aleppo deixa ao menos 33 mortos

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Crianças com ferimentos choram após bombas serem atiradas em Aleppo, na Síria (Foto: REUTERS/Jalal Al-Mamo)Crianças com ferimentos choram após bombas serem atiradas em Aleppo, na Síria (Foto: REUTERS/Jalal Al-Mamo)

Ao menos 33 pessoas morreram nesta quinta-feira (1º) em um ataque aéreo realizado por forças do regime sírio de Bashar al-Assad sobre zonas controladas pelos rebeldes em Aleppo, no norte da Síria, anunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O ataque, que atingiu um movimentado mercado no bairro de Halak, também deixou muitos feridos, indicou o OSDH, organização com sede em Londres que se baseia em uma ampla rede de fontes civis, militares e médicas.

“Um caça sírio disparou um míssil no bairro (de Halak) e, poucos minutos depois, disparou outro”, relatou o chefe do Observatório, Rami Abdel Rahman, referindo-se ao ataque desta quinta.

O Centro de Informação de Aleppo, dirigido por ativistas locais, declarou que “dois edifícios residenciais foram destruídos, e várias lojas, incendiadas”.

Segundo a agência Reuters, o ataque aconteceu um dia depois de outro bombardeio ter atingido uma escola na cidade e matado ao menos 18 pessoas, sendo que a maioria era de crianças.

Apesar da continuidade da Guerra Civil, as autoridades sírias se preparam para eleição presidencial de junho, que conta com a candidatura do presidente Bashar al-Assad, que quer estender sua permanência no poder.

Aleppo é dividida entre as forças do governo e rebeldes que querem derrubar Assad do poder. A luta destruiu grande parte do centro comercial da cidade. Por meses, as tropas que lutam do lado do governo lançam explosivos pelo ar. Mais de 150 mil pessoas morreram nos três anos de conflito.

Socorristas ajudam no resgate de vítima de bombardeio em bairro de Aleppo, na Síria. Segundo ONG, ataque foi feito por militares pró-Assad (Foto: Khaled Khatib/Aleppo Media Centre/ AFP)Socorristas ajudam no resgate de vítima de bombardeio em bairro de Aleppo, na Síria. Segundo ONG, ataque foi feito por militares pró-Assad (Foto: Khaled Khatib/Aleppo Media Centre/ AFP)Mulher síria corre por rua de Aleppo após ataque feito por tropas pró-Assad, nesta quinta-feira (Foto: Khaled Khatib/Aleppo Media Centre/ AFP)Mulher síria corre por rua de Aleppo após ataque feito por tropas pró-Assad, nesta quinta-feira (Foto: Khaled Khatib/Aleppo Media Centre/ AFP)

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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Brasil

 

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Regime sírio e rebeldes firmam cessar-fogo em parte antiga de Homs

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O regime sírio e rebeldes islamitas firmaram um cessar-fogo em bairros da parte antiga de Homs, no centro do país, que deve ser aplicado nas próximas 24 horas, informou nesta sexta-feira (2) o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG explicou que o acordo, que entrou em vigor ao meio-dia (hora local), estipula que os insurgentes devem deixar a parte velha ao norte da cidade, enquanto as forças governamentais devem assumir o controle do centro velho.

Em fevereiro, com mediação das Nações Unidas, ambos os lados já haviam pactuado uma trégua humanitária para permitir a evacuação de cerca de 1,4 mil civis na região.

A parte antiga está sendo atacada pelo Exército há 20 meses, o que causou uma grave deterioração das condições humanitárias em seu interior.

Na última terça-feira (29), pelo menos 55 pessoas morreram e 111 ficaram feridas, segundo os dados oficiais, em um duplo atentado perpetrado com dois carros-bomba em um bairro de maioria alauita, seita à qual pertence o presidente Bashar al Assad, em Homs.

No entanto, ativistas elevam o número de vítimas desse ataque, registrado no distrito de Al Zahra, para 100. A ação foi reivindicada pelo Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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Regime sírio não fará concessões na negociação de paz, diz ministro

Damasco não fará concessões nas negociações de paz com a oposição, afirmou o ministro sírio da Informação, Omran al-Zohbi, nesta sexta-feira (31), no último dia desta rodada de negociações da conferência de Genebra 2.

“Nem nesta rodada, nem na próxima eles (oposição e aliados) obterão qualquer concessão da delegação síria”, afirmou Zohbi a um grupo de manifestantes pró-regime no lado de fora da sede da ONU em Genebra.

“Israel não conseguiu nenhuma concessão em meio século, o terrorismo não conseguiu nenhuma concessão nos últimos três anos, Turquia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia e os conspiradores no Líbano não conseguiram nenhuma concessão pela força”, acrescentou.

“Não conseguirão através da política o que não obtiveram pela força”, enfatizou, entre aplausos dos manifestantes.

O ministro ser referia aos países e às partes que apoiam a rebelião armada que tenta há quase três anos derrubar o regime de Bashar al-Assad.

Já o porta-voz da delegação da oposição, Luai Safi, declarou que o regime sírio está sendo “forçado” a negociar com a oposição.

“Hoje, o regime é forçado a negociar com uma delegação que representa as aspirações do povo sírio”, disse. “O fato de o regime ter sido forçado a vir para Genebra é o resultado dos combates do povo sírio.”

Troca de acusações
Walid Muallem, o ministro sírio das Relações Exteriores, considerou que não houve “resultados tangíveis”.

O ministro acusou a “falta de responsabilidade e de seriedade” dos líderes da oposição e “sua vontade de fazer explodir a conferência, como se tivéssemos vindo para passar uma hora e ceder tudo a eles”, disse, denunciando “as ilusões nas quais vivem”.

A oposição também acusou o governo de “falta de compromisso”.

10 de fevereiro
A próxima rodada de negociações deve ocorrer a partir de 10 de fevereiro, segundo o mediador da ONU, Lakhdar Brahimi. A oposição já concordou com a data, e a delegação do governo afirmou que ainda precisa consultar Damasco sobre se vai voltar à mesa de negociações, segundo ele.

Brahimi disse que esta primeira rodada de negociações foi “um começo, bastante modesto, mas um começo”.

Homs
Brahimi disse que estava “muito, muito desapontado” pelo fato de um comboio de ajuda da ONU estar ainda esperando para entrar na cidade histórica de Homs, controlada pelos rebeldes, onde segundo os EUA, há pessoas passando fome.

Jens Laerke, porta-voz da ONU, afirmou que as negociações sobre a ajuda ainda ocorrem.

Sem obter resultados, os diplomatas dizem que a prioridade agora é manter as negociações vivas e esperar que as posições extremadas se modifiquem com o tempo.

O primeiro encontro entre o governo do contestado presidente Bashar al-Assad e seus opositores começou na semana passada, com uma conferência internacional onde os dois lados se mantiveram firmes nas suas posições. As negociações pareceram estar à beira do colapso antes de começarem, e colocar posteriormente representantes dos dois grupos na mesma sala foi visto como uma conquista.

Numa tentativa de avançar, os dois lados concordaram na quarta-feira em usar um documento de 2012 como base para as discussões, mas logo ficou claro que as diferenças permaneciam.

A sessão final de negociações na quinta-feira começou com um gesto raro de harmonia, quando os dois lados fizeram um minuto de silêncio pelas 130 mil pessoas mortas durante a guerra.

“Simbolicamente, foi positivo”, disse Ahmad Jakal, representante da oposição, à Reuters.

No entanto, os dois grupos rapidamente voltaram para o impasse. Os representantes do governo acusaram a oposição de apoiar o terrorismo, por ela se recusar a assinar um documento que condenava a prática.

“Apresentamos uma proposta para que os dois lados concordassem sobre a importância de combater a violência e o terrorismo. O outro lado rejeitou porque eles estão envolvidos em terrorismo”, disse o vice-ministro do Exterior da Síria, Faisal Mekdad.

Damasco usa a palavra “terrorista” para se referir a todos os rebeldes. Países ocidentais declararam terroristas alguns grupos islâmicos entre os rebeldes, mas consideram outros grupos combatentes legítimos.

A pauta adotada em 2012 para as negociações fala na implementação de um governo provisório, que a oposição e os seus aliados internacionais dizem que deve excluir o presidente Assad.

Enquanto a oposição quer tratar primeiro o tema governo transitório, os representantes do presidente dizem que o primeiro passo tem que ser terrorismo.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Ataques aéreos do regime à cidade síria de Aleppo matam 85

Imagem do coletivo jornalístico Aleppo Media Center mostra um dos locais do ataque do regime à cidade, neste sábado (1º) (Foto: AP)Imagem do coletivo jornalístico Aleppo Media Center mostra um dos locais do ataque do regime à cidade, neste sábado (1º) (Foto: AP)

Pelo menos 85 pessoas morreram no sábado (1º) em Aleppo, a principal cidade do norte da Síria, quando helicópteros das forças do regime sírio lançaram barris de explosivos, anunciou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

‘Pelo menos 85 pessoas morreram, incluindo 65 civis – entre eles 10 crianças -, 10 jihadistas da Frente Al-Nosra e 10 pessoas não identificadas, nos ataques com barris de explosivos contra o leste de Aleppo’, afirmou um comunicado do OSDH.

Segundo a ONG, 34 pessoas morreram, incluindo seis crianças e duas mulheres em Tariq al-Bab e outras 22, entre elas cinco mulheres e seis crianças, em Salhin, Ansari e Marjeh. Nove pessoas faleceram em outros bairros e os 10 combatentes da Al-Nosra, o braço da Al-Qaeda na Síria, em Shaar. Outros 10 corpos não foram identificados.

Os ataques aconteceram um dia depois do fim das negociações de paz, que não deram resultados, em Genebra entre o regime e a oposição.

Paralelamente, o exército iniciou uma ofensiva para entrar nos bairros rebeldes da zona leste da cidade. O ministro sírio da Defesa, o general Fahd Jasem al-Freikh, viajou na sexta-feira para a localidade.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Regime e oposição sírios discutem terrorismo em Genebra

O regime e a oposição sírios debatiam nesta quinta-feira (30) em negociações realizadas em Genebra sob os auspícios da ONU a questão do terrorismo, do qual ambas as partes se acusam mutuamente, segundo as duas delegações.

No sexto dia das negociações na presença do mediador Lakhdar Brahimi, “as duas delegações irão discutir a violência e a luta contra o terrorismo, já que esta cláusula forma parte de Genebra I”, afirmou à AFP uma fonte da oposição.

A conferência de Genebra I, cujo comunicado final foi assinado em 2012 pelas grandes potências, está na origem das negociações que as duas partes beligerantes na Síria realizam atualmente nesta cidade suíça, depois de quase três anos de uma guerra que deixou mais de 130.000 mortos e mais de nove milhões de deslocados e refugiados.

O documento prevê o fim da “violência de todas as formas” e a formação de um governo de transição, embora não mencione o futuro do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Uma fonte próxima à delegação do regime confirmou que as discussões envolviam terrorismo e informou que os dois grupos divergem sobre esta questão.

O regime considera que a oposição e a rebelião são terroristas financiados pelo exterior e acusa, em particular, os combatentes jihadistas de semear o terror.

Já a oposição acusa o poder, apoiado, entre outros, pelo partido xiita libanês Hezbollah, de mortíferos bombardeios diários.

“A delegação da oposição preparou um enorme dossiê sobre o terrorismo do regime, apoiando-se em provas irrefutáveis e documentos”, indicou a fonte da oposição.

“Quer provar que o regime é a fonte de todo terrorismo, passando pelas armas químicas e os barris explosivos. Também vai falar do terrorismo do Hezbollah e de outras milícias pró-regime”, acrescentou.

Em agosto de 2013, centenas de pessoas morreram perto de Damasco como consequência de um ataque com armas químicas do qual Washington acusou o regime. O governo sírio negou, acusando os rebeldes, e escapou de um ataque ocidental depois que Estados Unidos e Rússia alcançaram um acordo sobre a destruição do arsenal químico sírio.

Regime ordena punição coletiva
A organização Human Rights Watch denunciou nesta quinta que o governo sírio demoliu milhares de habitações nas regiões onde a população apoia a oposição em Damasco e Hama (centro) como “punição coletiva”.

A organização acusa o poder de “riscar do mapa bairros inteiros”.

“Essas demolições ilegais fazem parte de uma longa lista de crimes cometidos pelo governo sírio”, declarou o especialista em situações de crise da HRW, Ole Solvang.

Esta organização de defesa dos direitos Humanos documentou dois casos em Hama e cinco nos arredores de Damasco entre julho de 2012 e julho de 2013, utilizando imagens por satélite.

Ela calcula que 140 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol, foram destruídos.

A organização, com sede em Nova York, indica em seu relatório que entre os imóveis destruídos, haviam vários prédios altos, o que significa que milhares de pessoas perderam seu teto.

Em Wadi al-Joz, um bairro de Hama, as imagens de satélite mostram em abril de 2013 uma série de habitações entre duas ruas, que um mês após aparecem apenas espaços em branco.

Segundo a organização, todos os locais atingidos aderiram à rebelião, e é difícil de acreditar na justificativa do governo, segundo a qual faz parte de um plano de restruturação urbanística.

“As demolições foram supervisionadas pelo exército, muitas vezes após combates entre o governo e as forças da oposição. Em todo caso, não parece que tenha havido demolições em bairros favoráveis ao governo”, indica o documento.

Alguns habitantes afirmaram que tiveram muito pouco tempo para deixar suas casas antes das demolições e que ninguém recebeu indenização.

Para HRW, essas demolições são uma violação das leis de guerra, “porque não servem a um objetivo diretamente militar e são uma punição à população civil”.

“Aqueles que são responsáveis por essas destruições cometem crimes de guerra”, segundo o relatório.

Mais de 130.000 pessoas morreram desde o início do conflito, há quase três anos, e milhões de outras precisaram se deslocar ou procurar refúgio em países vizinhos.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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ONG denuncia que regime sírio demoliu casas em ‘punição coletiva’

Fotos de satélite divulgadas pela Human Rights Watch mostram a região de Masha al-Arb’een em 28 de setembro de 2012, 3 de outubro de 2012 e 13 de outubro de 2012. A ONG acusa do governo de promover destruição em massa de bairros (Foto: Human Rights Watch via Digital Globe/AP)Fotos de satélite divulgadas pela Human Rights
Watch mostram a região de Masha al-Arb’een em
28 de setembro de 2012, 3 de outubro de 2012 e 13
de outubro de 2012. A ONG acusa do governo de
promover destruição em massa de bairros (Foto:
Human Rights Watch via Digital Globe/AP)

O governo sírio demoliu milhares de habitações nas regiões onde a população apoia a oposição em Damasco e Hama (centro) como “punição coletiva”, afirmou nesta quinta-feira (30) a organização Human Rights Watch, que acusa o poder de “riscar do mapa bairros inteiros”.

“Essas demolições ilegais fazem parte de uma longa lista de crimes cometidos pelo governo sírio”, declarou o especialista em situações de crise da HRW, Ole Solvang.

Esta organização de defesa dos direitos Humanos documentou dois casos em Hama e cinco nos arredores de Damasco entre julho de 2012 e julho de 2013, utilizando imagens por satélite.

Ela calcula que 140 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol, foram destruídos.

A organização, com sede em Nova York, indica em seu relatório que entre os imóveis destruídos, haviam vários prédios altos, o que significa que milhares de pessoas perderam seu teto.

Em Wadi al-Joz, um bairro de Hama, as imagens de satélite mostram em abril de 2013 uma série de habitações entre duas ruas, que um mês após aparecem apenas espaços em branco.

“Após estas demolições, o exército veio à nosso bairro para nos dizer que também destruiria a nossa casa caso houvesse um único disparo”, declarou à HWR um habitante de um bairro vizinho.

Segundo esta organização, todos os locais atingidos aderiram à rebelião, e é difícil de acreditar na justificativa do governo, segundo a qual faz parte de um plano de restruturação urbanística.

“As demolições foram supervisionadas pelo exército, muitas vezes após combates entre o governo e as forças da oposição. Em todo caso, não parece que tenha havido demolições em bairros favoráveis ao governo”, indica o documento.

Alguns habitantes afirmaram que tiveram muito pouco tempo para deixar suas casas antes das demolições e que ninguém recebeu indenização.

O proprietário de um restaurante em Qabun, um bairro ao nordeste da capital, relatou à HRW ter sido obrigado a deixar seu estabelecimento sob risco de ser preso.

“Eu vi soldados destruindo em poucos segundos tudo aquilo que levei anos de muito trabalho duro para construir”, acrescentou.

Imagens de satélite mostram imóveis destruídos em Damasco, na Síria, em 16 de julho de 2012 e 22 de setembro de 2012. A Human Rights Watch acusa do governo de promover destruição em massa de bairros (Foto: Human Rights Watch via Digital Globe/AP)Imagens de satélite mostram imóveis destruídos em Damasco, na Síria, em 16 de julho de 2012 e 22 de setembro de 2012. A Human Rights Watch acusa do governo de promover destruição em massa de bairros (Foto: Human Rights Watch via Digital Globe/AP)

Para HRW, essas demolições são uma violação das leis de guerra, “porque não servem a um objetivo diretamente militar e são uma punição à população civil”.

“Aqueles que são responsáveis por essas destruições cometem crimes de guerra”, segundo o relatório.

Para Solvang, “o Conselho de Segurança da ONU, ao acionar a Corte Internacional de Justiça, deve transmitir uma mensagem clara de que a dissimulação e a impunidade do governo não resistirão à justiça”.

A Coalizão de oposição indicou em um comunicado que “brutalizar os civis para que abandonem sua luta por liberdade é o ponto central da estratégia do regime”.

Mais de 130.000 pessoas morreram desde o início do conflito, há quase três anos, e milhões de outras precisaram se deslocar ou procurar refúgio em países vizinhos.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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