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Refúgio inglês dá antidepressivos a pinguins estressados com as chuvas

Exemplar de pinguim de Humboldt. Aves desta espécie, ameaçada de extinção, foram pesquisadas e concluiu-se que elas utilizam o odor de seus parceiros para encontrá-los em meio a colônias lotadas de outros pinguins (Foto: AFP)Imagem mostra de pinguim de Humboldt, espécie afetada pela depressão em refúgio da Inglaterra  (Foto: AFP)

O clima do noroeste da Inglaterra está tão ruim desde o começo do ano, com muita chuva e vendaval, que foi necessário dar antidepressivos aos pinguins de um centro de vida marinha.

Os 12 pinguins de Humboldt, originários das costas do Chile e do Peru, mostravam sinais de estresse tão graves que se decidiu colocar os comprimidos nos peixes que eles devoram na hora do almoço, explicou nesta sexta-feira (7) à agência France Presse Lyndsey Crawford, responsável pelo refúgio de Scarborough, que fica no litoral de Yorkshire, alvo de tempestades.

Apesar de procederem de uma região “onde as condições meteorológicas são comparáveis”, os pinguins “simplesmente não estão acostumados a esse tipo de tempo ruim durante um período tão prolongado”, afirmou uma das colegas de Lyndsey.

Os pinguins manifestam seu nível de estresse permanecendo no calor em vez de entrar na água, que é o seu elemento natural.

Os comprimidos também devem fortalecer seus fracos sistemas imunológicos. “Esperamos que percebam que não correm nenhum perigo. Eles não sabem nada sobre o tratamento. São capsulas pequenas, insignificantes e com sabor que não é desagradável”, diz Lyndsey.

Os pinguins de Humboldt estão ameaçados de extinção em seu habitat natural, no Chile e Peru, devido a diversos fatores, como o aquecimento global, a pesca excessiva das espécies das quais se alimentam, a proliferação de ratos que comem seus ovos e problemas quando ficam presos nas redes de pescadores.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Brasil vira rota de bengalis em busca de refúgio

O Brasil vem sendo destino, nos últimos anos, de uma nova onda de imigrantes que, em 2013, passaram a assumir a primeira posição na lista de estrangeiros que pediram refugio no país. Trata-se de cidadãos de Bangladesh, um país asiático a milhares de quilômetros do Brasil.

Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), no ano passado, até novembro, 1.830 bengalis entraram no Brasil e solicitaram status de refugiados – mais que o dobro do total de cidadãos do segundo país que mais fizeram a mesma solicitação no mesmo período, Senegal (799).

Falta de oportunidades econômicas também forçam bengalis a deixar o país (Foto: Reuters)Falta de oportunidades econômicas também forçam bengalis a deixar o país (Foto: Reuters)

Apesar de não terem o pedido de refúgio atendido – por não se encaixarem nos critérios do governo para isso -, os bengalis acabaram permanecendo no país, recebendo direito a residência permanente. Sem isso, e sem o status de refugiados, eles poderiam ter sido deportados do país.

O fato reflete um crescimento crescente no número de imigrantes de Bangladesh nos últimos anos. Em 2011, o Conare contabilizou 74 pedidos de refúgio feitos por pessoas do país asiático. No ano seguinte, elas haviam subido para 280.

Projeção atraente
A chegada de imigrantes ou refugiados vindos de Bangladesh ou de nacionalidades que tradicionalmente não migravam em massa ao país é um fenômeno recente.

Essa diversificação, segundo autoridades, é fruto da crescente projeção brasileira no exterior, aliada às crescentes restrições à entrada de imigrantes na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo Ricardo Felix, advogado da Cáritas, ONG de direitos humanos que ajuda refugiados em várias cidades brasileiras, muitos bengalis com quem ele conversou nos últimos meses contam ver o Brasil como um país em paz, cheio de oportunidade e com histórico acolhedor.

“Fora que é um país em evidência, pelo crescimento econômico e pelos grandes eventos. E, junto com isso, também vêm as consequências”, diz Ricardo Felix.

De acordo do Felix, muitos que ele entrevistou nos últimos meses contam que chegam no Brasil, diretamente em cidades como Rio ou São Paulo, de avião, portando visto de turistas, para em seguida pedirem refúgio. Outros tantos, porém, chegam por rotas muito mais complicadas.

A Polícia Federal diz que parte dos bengalis entra no Brasil pelas fronteiras com a Bolívia – caso de Hussain – ou com o Paraguai. Muitos vêm ao país para trabalhar em fábricas – especialmente no Paraná.

As primeiras vindas de bengalis, assim como de paquistaneses, ganeses e senegaleses, ocorreu, segundo o Ministério da Justiça, ‘em razão da crescente necessidade de mão de obra para o abate halal (preparação de carne seguindo os preceitos islâmicos), em consequência do crescimento do mercado no Oriente Médio e da obrigação de que o abate das aves fosse feito exclusivamente pelos praticantes da religião muçulmana’.

O abate com o método halal fornece um selo requerido pelos países de maioria islâmica que importam a carne brasileira.

Miséria e política
Mas por que tantos bengalis estão deixando seu país e encarando uma jornada que incluiu atravessar dois continentes e dois oceanos para pedir refúgio aqui?

Em um das pontas desse trajeto está um país miserável, onde 31% da população vive abaixo da linha de pobreza e 40% tem subempregos, trabalhando apenas algumas horas por semana, segundo dados do Banco Mundial.

Os problemas econômicos são agravados pela tensão política latente no país. A rivalidade entre os dois principais partidos – o governista Liga Awami e o opositor Partido Nacional de Bangladesh (PNB) – se reflete no cotidiano do país e gera uma multidão de perseguidos políticos, entre governistas ou opositores, dependendo da região do país.

Um exemplo desse conflito é o fato de mais de cem pessoas terem sido mortas desde o fim do ano passado, em uma escalada de violência que precedeu as eleições do início de janeiro, consideradas uma das mais violentas da história do país.

“Os relatos que recebemos de Bangladesh é que, no conflito entre os dois partidos, é comum que ambos os lados façam a coação de pessoas, às vezes pessoas simples, para levar a cabo a perseguição”, disse Ricardo Felix.

Refugiados?
A legislação brasileira prevê a aprovação do pedido de refúgio quando há temores fundamentados de que o estrangeiro no caso sofre perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.

Em uma revisão dos casos de 4 mil estrangeiros que haviam pedido o status, realizada em dezembro de 2014, o governo concluiu que os 1.830 bengalis não se encaixavam nessa categoria, já que se concluiu que estavam no Brasil por razões econômicas, em busca de melhores condições de vida e trabalho.

No mesmo mês, esses casos foram enviados para a análise do Conselho Nacional de Migração (CNIg), e o governo lhes concedeu residência permanente.

“A grande questão era como solucionar, de forma que esses milhares de trabalhadores estrangeiros não ficassem em situação migratória irregular em caso de decisão desfavorável”, afirmou Paulo Sérgio Almeida, presidente do CNIg, na cerimônia que anunciou a concessão da residência aos estrangeiros, justificando a decisão: “A grande maioria possui emprego e vêm conseguindo se integrar de forma satisfatória ao nosso país.”

Segundo o governo brasileiro, não há uma conduta específica para os solicitantes de refúgio vindos de Bangladesh, já que a política segue sendo avaliar caso a caso. “As análises dos procedimentos no âmbito do Conare se dão de maneira individualizada. As regras e acordos internacionais, bem como as reconhecidas boas práticas brasileiras nesse sentido, devem continuar sendo cumpridas”, afirmou a assessoria do Ministério da Justiça.

“O esforço do governo brasileiro é criar uma capacidade de atendimento em prazo razoável à demanda a nós apresentada e que vem crescendo a cada ano, por meio de acordos de cooperação já firmados com a Defensoria Pública da União e com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).”

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Cemitério preserva refúgio particular da fauna e da flora brasileira em AL

Todo dia o coveiro Paulo Sérgio da Silva arrumava os vasos de flores dos túmulos do cemitério e no outro dia, curiosamente, os recipientes estavam revirados. O “ritual” da arrumação seguida pela bagunça se repetiu por dias. Silva e outros coveiros chegaram a discutir teorias sobre o responsável pela desordem: uns achavam que era o vento, outros acreditavam que a bagunça era causada pelas pessoas que iam visitar os túmulos, e os mais supersticiosos culpavam assombrações e espíritos.

Este fato, que aconteceu em um cemitério particular localizado no bairro do Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió, poderia acabar virando uma história de mistério e suspense, se não tivesse sido esclarecido. Hoje, a história é contada como exemplo de interação e respeito entre o homem e a natureza.

“Depois de ficarmos intrigados, resolvemos filmar para saber o que causava aquela bagunça (assista ao vídeo). Depois de muita espera, flagramos a ação de gaviões-carcarás que reviravam os vasos em busca de alimentos como minhocas e insetos”, conta o coveiro, aliviado por desvendar o mistério.

Além dos gaviões-carcarás, o cemitério recebe outros visitas ilustres de aves de rapina e de outros tipos de animais raros da fauna brasileira. “Vez ou outra conseguimos ver tejus, camaleões, bichos-preguiça, lobos-guará ‘passeando’ pelo terreno. São bichos que você dificilmente encontra em área urbanizada”, afirma o consultor de jardinagem do cemitério, Alonso Pereira de Farias.

Entre as aves, o anu, o bem-te-vi e o quero-quero estão entre os mais vistos no local. Nas árvores onde os carcarás costumam construir seus ninhos, a gerência do cemitério coloca placas durante a época de reprodução, e às vezes chega até a isolá-las para evitar ataques surpresas dos bichos, que possuem instinto de proteção pelos filhotes.

Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)

De acordo com Farias, a maioria dos animais prefere não chegar muito perto dos humanos e fica mais próximo aos 2,5 hectares de reserva da Mata Atlântica, que corta os fundos do terreno do cemitério. “Estamos sempre incentivando nossos funcionários a respeitar e a preservar as espécies. Também orientamos nossos clientes a não agredir ou alimentar os bichos”, destaca.

“Os quero-queros e os anus são nossos parceiros aqui no cemitério. Não fazemos controle de lagartos, pragas e insetos, pois as próprias aves já se encarregam disso quando se alimentam deles”, brinca o consultor.

Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore
em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)

Diversidade da flora
Com oito hectares de extensão – sendo sete só de área verde, o cemitério faz jus ao nome que lhe foi dado: Parque das Flores. De acordo com o consultor de jardinagem Alonso Farias, há dois anos, durante o último levantamento sobre a flora realizado no cemitério, foram contabilizados 23 tipos diferentes de flores tropicais. “Trabalhamos com flores decorativas, mas, nos jardins, também cultivamos flores tropicais como os Bastões do Imperador”.

Nas cores amarela, roxa e branca, os ipês complementam a beleza natural do lugar. Nove espécies de palmeiras podem ser encontradas nas dependências do cemitério. O destaque é para a Palmeira-azul, originária de Madagascar, país do sudeste da África que possui uma das mais ricas biodiversidades de fauna e flora do mundo.

“A Palmeira-azul é uma das mais bonitas que possuímos aqui. Ela é imponente e é uma das poucas que já vi aqui no Estado. Compramos as sementes de um produtor em Minas Gerais, depois as deixamos em quarentena e plantamos aqui”, conta Farias.

Quaresmeiras, ipês, palmeiras, paus-brasis, nins. São mais de 200 variedades de árvores, entre espécies nativas e raras, que totalizam aproximadamente 800 unidades. “É uma das maiores áreas verdes da parte alta da cidade. São árvores que dão frutos. Toda essa vegetação é aguada por um moderno e automatizado sistema de irrigação, que evita o desperdício de água. Antes, com o sistema convencional, gastávamos 200 mil m³ de água, hoje utilizamos cerca de 70 mil m³. Se todos utilizassem esse sistema, poderíamos evitar um grande desperdício de água no estado”, defende o consultor sobre a preocupação com o meio ambiente.

parque das flores (Foto: Natália Souza/G1)Espaço é rico em plantas e árvores frutíferas (Foto: Natália Souza/G1)

Modelo “parque
Quem vê a área verde no cemitério em plena área urbanizada no Tabuleiro do Martins, não imagina que nem sempre a região foi assim. “Não existia área verde aqui. Há 40 anos, quando o meu avô teve a ideia de construir o cemitério, ele foi buscar nos Estados Unidos a inspiração de cemitérios no modelo de parque”, contou o gerente comercial do cemitério, Bruno Melro Bentes.

“Tirando a mata nativa que corta nosso terreno e que é de nossa responsabilidade também, tudo que vemos aqui hoje foi plantado. Dos oito hectares de terreno, sete são de área verde e optamos por construir os jazigos em apenas 5,6 hectares. Comercialmente não é tão vantajoso, mas sabemos que ecologicamente essa área verde é importante até para o restante do bairro”, afirma.

Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais. (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais.
(Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Além da preocupação ambiental e da busca pela melhor estética, os administradores foram buscar na psicologia, mais uma motivação para manter a arborização no local. “Culturalmente, as pessoas tendem a não gostar de cemitérios, mas há estudos que comprovam que, quando a pessoa perde um ente querido e o enterram em um local com aspecto agradável e em contato com a natureza, o processo de perda e aceitação é mais fácil”, destaca Melro.

Segundo Melro e Farias, há uma certa dificuldade em catalogar todas as espécies de plantas e animais no cemitério, mas existe a intenção de iniciar tal projeto. “Servimos como fonte de pesquisas para universitários de cursos agrícolas e de psicologia, estudantes de escolas do município e do interior, programas de estágios e pesquisas para mestrados”, afirma Melro ao destacar que, no local associado ao repouso dos mortos, há mais vida do que se possa imaginar.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Cemitério preserva refúgio particular da fauna e da flora brasileira em AL

Todo dia o coveiro Paulo Sérgio da Silva arrumava os vasos de flores dos túmulos do cemitério e no outro dia, curiosamente, os recipientes estavam revirados. O “ritual” da arrumação seguida pela bagunça se repetiu por dias. Silva e outros coveiros chegaram a discutir teorias sobre o responsável pela desordem: uns achavam que era o vento, outros acreditavam que a bagunça era causada pelas pessoas que iam visitar os túmulos, e os mais supersticiosos culpavam assombrações e espíritos.

Este fato, que aconteceu em um cemitério particular localizado no bairro do Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió, poderia acabar virando uma história de mistério e suspense, se não tivesse sido esclarecido. Hoje, a história é contada como exemplo de interação e respeito entre o homem e a natureza.

“Depois de ficarmos intrigados, resolvemos filmar para saber o que causava aquela bagunça (assista ao vídeo). Depois de muita espera, flagramos a ação de gaviões-carcarás que reviravam os vasos em busca de alimentos como minhocas e insetos”, conta o coveiro, aliviado por desvendar o mistério.

Além dos gaviões-carcarás, o cemitério recebe outros visitas ilustres de aves de rapina e de outros tipos de animais raros da fauna brasileira. “Vez ou outra conseguimos ver tejus, camaleões, bichos-preguiça, lobos-guará ‘passeando’ pelo terreno. São bichos que você dificilmente encontra em área urbanizada”, afirma o consultor de jardinagem do cemitério, Alonso Pereira de Farias.

Entre as aves, o anu, o bem-te-vi e o quero-quero estão entre os mais vistos no local. Nas árvores onde os carcarás costumam construir seus ninhos, a gerência do cemitério coloca placas durante a época de reprodução, e às vezes chega até a isolá-las para evitar ataques surpresas dos bichos, que possuem instinto de proteção pelos filhotes.

Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)

De acordo com Farias, a maioria dos animais prefere não chegar muito perto dos humanos e fica mais próximo aos 2,5 hectares de reserva da Mata Atlântica, que corta os fundos do terreno do cemitério. “Estamos sempre incentivando nossos funcionários a respeitar e a preservar as espécies. Também orientamos nossos clientes a não agredir ou alimentar os bichos”, destaca.

“Os quero-queros e os anus são nossos parceiros aqui no cemitério. Não fazemos controle de lagartos, pragas e insetos, pois as próprias aves já se encarregam disso quando se alimentam deles”, brinca o consultor.

Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore
em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)

Diversidade da flora
Com oito hectares de extensão – sendo sete só de área verde, o cemitério faz jus ao nome que lhe foi dado: Parque das Flores. De acordo com o consultor de jardinagem Alonso Farias, há dois anos, durante o último levantamento sobre a flora realizado no cemitério, foram contabilizados 23 tipos diferentes de flores tropicais. “Trabalhamos com flores decorativas, mas, nos jardins, também cultivamos flores tropicais como os Bastões do Imperador”.

Nas cores amarela, roxa e branca, os ipês complementam a beleza natural do lugar. Nove espécies de palmeiras podem ser encontradas nas dependências do cemitério. O destaque é para a Palmeira-azul, originária de Madagascar, país do sudeste da África que possui uma das mais ricas biodiversidades de fauna e flora do mundo.

“A Palmeira-azul é uma das mais bonitas que possuímos aqui. Ela é imponente e é uma das poucas que já vi aqui no Estado. Compramos as sementes de um produtor em Minas Gerais, depois as deixamos em quarentena e plantamos aqui”, conta Farias.

Quaresmeiras, ipês, palmeiras, paus-brasis, nins. São mais de 200 variedades de árvores, entre espécies nativas e raras, que totalizam aproximadamente 800 unidades. “É uma das maiores áreas verdes da parte alta da cidade. São árvores que dão frutos. Toda essa vegetação é aguada por um moderno e automatizado sistema de irrigação, que evita o desperdício de água. Antes, com o sistema convencional, gastávamos 200 mil m³ de água, hoje utilizamos cerca de 70 mil m³. Se todos utilizassem esse sistema, poderíamos evitar um grande desperdício de água no estado”, defende o consultor sobre a preocupação com o meio ambiente.

parque das flores (Foto: Natália Souza/G1)Espaço é rico em plantas e árvores frutíferas (Foto: Natália Souza/G1)

Modelo “parque
Quem vê a área verde no cemitério em plena área urbanizada no Tabuleiro do Martins, não imagina que nem sempre a região foi assim. “Não existia área verde aqui. Há 40 anos, quando o meu avô teve a ideia de construir o cemitério, ele foi buscar nos Estados Unidos a inspiração de cemitérios no modelo de parque”, contou o gerente comercial do cemitério, Bruno Melro Bentes.

“Tirando a mata nativa que corta nosso terreno e que é de nossa responsabilidade também, tudo que vemos aqui hoje foi plantado. Dos oito hectares de terreno, sete são de área verde e optamos por construir os jazigos em apenas 5,6 hectares. Comercialmente não é tão vantajoso, mas sabemos que ecologicamente essa área verde é importante até para o restante do bairro”, afirma.

Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais. (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais.
(Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Além da preocupação ambiental e da busca pela melhor estética, os administradores foram buscar na psicologia, mais uma motivação para manter a arborização no local. “Culturalmente, as pessoas tendem a não gostar de cemitérios, mas há estudos que comprovam que, quando a pessoa perde um ente querido e o enterram em um local com aspecto agradável e em contato com a natureza, o processo de perda e aceitação é mais fácil”, destaca Melro.

Segundo Melro e Farias, há uma certa dificuldade em catalogar todas as espécies de plantas e animais no cemitério, mas existe a intenção de iniciar tal projeto. “Servimos como fonte de pesquisas para universitários de cursos agrícolas e de psicologia, estudantes de escolas do município e do interior, programas de estágios e pesquisas para mestrados”, afirma Melro ao destacar que, no local associado ao repouso dos mortos, há mais vida do que se possa imaginar.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Cemitério preserva refúgio particular da fauna e da flora brasileira em AL

Todo dia o coveiro Paulo Sérgio da Silva arrumava os vasos de flores dos túmulos do cemitério e no outro dia, curiosamente, os recipientes estavam revirados. O “ritual” da arrumação seguida pela bagunça se repetiu por dias. Silva e outros coveiros chegaram a discutir teorias sobre o responsável pela desordem: uns achavam que era o vento, outros acreditavam que a bagunça era causada pelas pessoas que iam visitar os túmulos, e os mais supersticiosos culpavam assombrações e espíritos.

Este fato, que aconteceu em um cemitério particular localizado no bairro do Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió, poderia acabar virando uma história de mistério e suspense, se não tivesse sido esclarecido. Hoje, a história é contada como exemplo de interação e respeito entre o homem e a natureza.

“Depois de ficarmos intrigados, resolvemos filmar para saber o que causava aquela bagunça (assista ao vídeo). Depois de muita espera, flagramos a ação de gaviões-carcarás que reviravam os vasos em busca de alimentos como minhocas e insetos”, conta o coveiro, aliviado por desvendar o mistério.

Além dos gaviões-carcarás, o cemitério recebe outros visitas ilustres de aves de rapina e de outros tipos de animais raros da fauna brasileira. “Vez ou outra conseguimos ver tejus, camaleões, bichos-preguiça, lobos-guará ‘passeando’ pelo terreno. São bichos que você dificilmente encontra em área urbanizada”, afirma o consultor de jardinagem do cemitério, Alonso Pereira de Farias.

Entre as aves, o anu, o bem-te-vi e o quero-quero estão entre os mais vistos no local. Nas árvores onde os carcarás costumam construir seus ninhos, a gerência do cemitério coloca placas durante a época de reprodução, e às vezes chega até a isolá-las para evitar ataques surpresas dos bichos, que possuem instinto de proteção pelos filhotes.

Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)Aves raras e outros tipos de bichos silvestres são vistos no cemitério. (Foto: Divulgação/ Parque das Flores)

De acordo com Farias, a maioria dos animais prefere não chegar muito perto dos humanos e fica mais próximo aos 2,5 hectares de reserva da Mata Atlântica, que corta os fundos do terreno do cemitério. “Estamos sempre incentivando nossos funcionários a respeitar e a preservar as espécies. Também orientamos nossos clientes a não agredir ou alimentar os bichos”, destaca.

“Os quero-queros e os anus são nossos parceiros aqui no cemitério. Não fazemos controle de lagartos, pragas e insetos, pois as próprias aves já se encarregam disso quando se alimentam deles”, brinca o consultor.

Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)Cemitério possui cerca de 800 unidades de árvore
em seu território. (Foto: Natália Souza/G1)

Diversidade da flora
Com oito hectares de extensão – sendo sete só de área verde, o cemitério faz jus ao nome que lhe foi dado: Parque das Flores. De acordo com o consultor de jardinagem Alonso Farias, há dois anos, durante o último levantamento sobre a flora realizado no cemitério, foram contabilizados 23 tipos diferentes de flores tropicais. “Trabalhamos com flores decorativas, mas, nos jardins, também cultivamos flores tropicais como os Bastões do Imperador”.

Nas cores amarela, roxa e branca, os ipês complementam a beleza natural do lugar. Nove espécies de palmeiras podem ser encontradas nas dependências do cemitério. O destaque é para a Palmeira-azul, originária de Madagascar, país do sudeste da África que possui uma das mais ricas biodiversidades de fauna e flora do mundo.

“A Palmeira-azul é uma das mais bonitas que possuímos aqui. Ela é imponente e é uma das poucas que já vi aqui no Estado. Compramos as sementes de um produtor em Minas Gerais, depois as deixamos em quarentena e plantamos aqui”, conta Farias.

Quaresmeiras, ipês, palmeiras, paus-brasis, nins. São mais de 200 variedades de árvores, entre espécies nativas e raras, que totalizam aproximadamente 800 unidades. “É uma das maiores áreas verdes da parte alta da cidade. São árvores que dão frutos. Toda essa vegetação é aguada por um moderno e automatizado sistema de irrigação, que evita o desperdício de água. Antes, com o sistema convencional, gastávamos 200 mil m³ de água, hoje utilizamos cerca de 70 mil m³. Se todos utilizassem esse sistema, poderíamos evitar um grande desperdício de água no estado”, defende o consultor sobre a preocupação com o meio ambiente.

parque das flores (Foto: Natália Souza/G1)Espaço é rico em plantas e árvores frutíferas (Foto: Natália Souza/G1)

Modelo “parque
Quem vê a área verde no cemitério em plena área urbanizada no Tabuleiro do Martins, não imagina que nem sempre a região foi assim. “Não existia área verde aqui. Há 40 anos, quando o meu avô teve a ideia de construir o cemitério, ele foi buscar nos Estados Unidos a inspiração de cemitérios no modelo de parque”, contou o gerente comercial do cemitério, Bruno Melro Bentes.

“Tirando a mata nativa que corta nosso terreno e que é de nossa responsabilidade também, tudo que vemos aqui hoje foi plantado. Dos oito hectares de terreno, sete são de área verde e optamos por construir os jazigos em apenas 5,6 hectares. Comercialmente não é tão vantajoso, mas sabemos que ecologicamente essa área verde é importante até para o restante do bairro”, afirma.

Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais. (Foto: Jonathan Lins/G1 AL)Cemitério possui mais de 23 tipos de flores tropicais.
(Foto: Jonathan Lins/G1 AL)

Além da preocupação ambiental e da busca pela melhor estética, os administradores foram buscar na psicologia, mais uma motivação para manter a arborização no local. “Culturalmente, as pessoas tendem a não gostar de cemitérios, mas há estudos que comprovam que, quando a pessoa perde um ente querido e o enterram em um local com aspecto agradável e em contato com a natureza, o processo de perda e aceitação é mais fácil”, destaca Melro.

Segundo Melro e Farias, há uma certa dificuldade em catalogar todas as espécies de plantas e animais no cemitério, mas existe a intenção de iniciar tal projeto. “Servimos como fonte de pesquisas para universitários de cursos agrícolas e de psicologia, estudantes de escolas do município e do interior, programas de estágios e pesquisas para mestrados”, afirma Melro ao destacar que, no local associado ao repouso dos mortos, há mais vida do que se possa imaginar.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Tartarugas do deserto enfrentam ameaça em seu próprio refúgio

Pesquisadora Pamela Flores examina uma tartaruga do deserto no Centro de Conservação. (Foto: AP Photo/Isaac Brekken)Pesquisadora Pamela Flores examina uma tartaruga do deserto no Centro de Conservação. (Foto: AP Photo/Isaac Brekken)

Por décadas, as tartarugas do deserto, ameaçadas de extinção, levaram uma vida protegida no Centro de Conservação da Tartaruga do Deserto, ao sul de Las Vegas, nos Estados Unidos.

Desenvolvedores têm se esforçado para manter o animal seguro e autoridades ligadas à vida selvagem criaram a reserva de conservação para a espécie. Mas essa moradora do deserto agora enfrenta uma ameaça que vêm das próprias pessoas que a têm alimentado.

Os fundos federais estão se esgotando no Centro de Conservação da Tartaruga do Deserto e funcionários planejam fechar o local e matar centenas de tartarugas que vêm recebendo cuidados desde que a espécie entrou para a lista de espécies ameaçadas, em 1990.

“É o menor de dois males, mas ainda assim é um mal”, disse o coordenador de recuperação da tartaruga do deserto do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA Roy Averill-Murray, durante uma visita ao à reserva ao sul de Las Vegas, na semana passada.

Durante a visita de Averill-Murray, biólogos faziam seu trabalho normalmente, examinando as tartarugas para verificar sinais de doenças. Mas o abrigo vai deixar de pegar novos animais nos próximos meses.

Tartaruga ameaçada é examinada por pesquisadores. (Foto: AP Photo/Isaac Brekken)Tartaruga ameaçada é examinada por bióloga.
(Foto: AP Photo/Isaac Brekken)

O Bureau de Administração das Terras tem financiado o abrigo e as pesquisas sobre as tartarugas com multas impostas a construtores que infringiam o habitat das tartarugas em terras públicas.

Enquanto havia um boom de construções nos anos 2000 no sul de Nevada, o orçamento das tartarugas era alto. Mas, com a recessão, o mercado de casas se contraiu e o governo local passou a ter dificuldade de conseguir o orçamento anual de US$1 milhão para as tartarugas.

Hoje, não há mais do que 100 mil tartarugas do deserto onde antes se espalhavam milhões de animais da espécie pelos estados de Utah, Califórnia, Arizona e Nevada.

O animal chegou a ser tão abundante que turistas os levavam como suvenires. Mas a espécie não é adequada para tornar-se animal de estimação. Muitas das tartarugas hoje na reserva são ex-pets, devolvidos pelos donos ao perceberem que a espécie estava ameaçada.

A maioria dos animais não podem ser soltos no ambiente, pois estão infectados com doenças ou muito fracos para sobreviverem. Averill-Murray quer salvar, pelo menos, as atividades de pesquisa desenvolvidas no local e procura uma maneira alternativa de financiá-las.

Exemplar vive em reserva de proteção voltada a tartarugas do deserto. (Foto: AP Photo/Isaac Brekken)Exemplar vive em reserva de proteção voltada a tartarugas do deserto. (Foto: AP Photo/Isaac Brekken)

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Publicado por em 28 de agosto de 2013 em Tecnologia

 

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