RSS

Arquivo da tag: realidade

Sony revela Project Morpheus, óculos de realidade virtual do PS4

Project Morpheus é projeto de óculos de realidade virtual da Sony (Foto: Jeff Chiu/AFP)Project Morpheus é projeto de óculos de realidade virtual da Sony (Foto: Jeff Chiu/AFP)

O PlayStation 4 irá ganhar óculos de realidade virtual, acessório que tentará trazer mais imersão para os jogadores nos games. O anúncio do aparelho da Sony foi feito durante a feira Game Developers Conference (GDC), voltada para desenvolvedores de jogos, que acontece até sexta-feira (21) em San Francisco, nos Estados Unidos.

Shuhei Yoshida, presidente dos estúdios globais da Sony. apresenta o Project Morpheus (Foto: Jeff Chiu/AFP)Shuhei Yoshida, presidente dos estúdios globais
da Sony, apresenta o Project Morpheus
(Foto: Jeff Chiu/AFP)

Chamados de Project Morpheus e em desenvolvimento desde 2010, os óculos são uma tentativa da Sony de entrar em uma área dos games que voltou a ganhar força nos últimos anos principalmente com o Oculus Rift, dispositivo que já possui apoio de diversos estúdios e produtoras.

O aparelho tem um visor com resolução Full HD (1080p) e, quando ligado, exibe uma luz de LED azul. A empresa diz que será confortável usá-lo, mesmo para quem usa óculos. O sistema acompanha o movimento da cabeça do usuário e transmite a sensação de estar realmente olhando para um ambiente virtual.

O Project Morpheus também utiliza outras tecnologias menos populares da família PlayStation, como os controles sensíveis a movimentos PlayStation Move e a câmera PlayStation camera, usada para capturar mais movimentos dos jogadores. Em uma das demonstrações, feita em parceria com a Nasa, o jogador caminhava pela superfície de Marte e utilizava todos os acessórios em conjunto.

Estúdios como Epic Games (de “Gears of War”) e Crytek (de “Crysis” e “Ryse”) já estão desenvolvendo títulos que usarão os óculos. O estudio Sony London, da própria empresa, trabalha em um jogo de ação submarina chamado “The Deep”. Games como “Thief”, lançado recentemente, terão uma versão compatível com o Project Morpheus.

Não há previsão de lançamento dos óculos, que devem ganhar um nome comercial até sua chegada às lojas. Mais detalhes sobre o aparelho devem ser anunciados pela Sony na feira E3, que acontece em junho.

Yoshida apresenta o Project Morpheus (Foto: Jeff Chiu/AFP)Yoshida apresenta o Project Morpheus (Foto: Jeff Chiu/AFP)

View the original article here

 
1 comentário

Publicado por em 20 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , ,

Hoverboard do filme De Volta Para o Futuro II virou realidade?

Share Button

Empresa anuncia lançamento de um skate flutuante semelhante ao mostrado no filme De Volta Para o Futuro II. Será que finalmente descobriram a antigravidade?

No dia 03 de março de 2014, uma empresa norte-americana chamada HUVr publicou dois vídeos que fizeram enorme sucesso no YouTube. Em menos de 24 horas, ambos os filmes alcançaram mais de 900.000 visualizações!

O que chama a atenção nos dois vídeos é o produto que a empresa está afirmado que lançará ainda nesse ano: Um tipo de skate que não possui rodas. Um hoverboard claramente inspirado no skate mostrado no segundo filme Back to The Future. De acordo com o que é mostrado, o aparelho parece flutuar mesmo!

Empresa teria criado um hoverboard que flutua igual no filme! Será? (foto: reprodução/YouTube) Empresa teria criado um hoverboard que flutua igual no filme! Será? (foto: reprodução/YouTube)

O skate exibido na propaganda é muito parecido com o skate futurista usado pelo personagem Martin McFly (vivido pelo ator Michael J. Fox) no segundo filme da trilogia De Volta Para o Futuro, de 1989. Para quem não conhece a história, McFly viaja para o futuro (para o longínquo ano de 2015) em um automóvel especial e lá tem que fugir de alguns garotos e é nessa hora que o hoverboard entra em cena.

O fato é que estávamos nos aproximando do ano de 2015 e nada de desenvolverem um sensacional skate como o que é mostrado na ficção. Até que uma equipe de formandos do curso de Pós-Graduação de Física do MIT parece ter descoberto uma maneira de vencer a força da gravidade.

Será verdade?

Assista a um dos vídeos abaixo e veja o que descobrimos:

O filme é muito bacana e conta com a participação de várias personalidades como o ator Christopher Lloyd (que interpretou o personagem Dr. Emmett Brown em De Volta Para o Futuro) e o skatista Tony Hawk, dentre outros que, aparentemente, testaram o novo produto.

Hoverboard que estaria sendo produzido pela HUVr (foto: Divulgação) Hoverboard que estaria sendo produzido pela HUVr (foto: Divulgação)

O hoverboard, de acordo com o que é afirmado na página da HUVr, foi uma ideia desenvolvida desde 2010, por um grupo de estudantes de Física do MIT e que, anos mais tarde, deu origem à empresa e ao skate flutuante. O aparelho está previsto para ser lançado em dezembro de 2014… Isso se ele existisse de fato!

Para tentar descobrir algo, o repórter Nick Statt, do site de notícias Cnet tentou entrar em contato com o e-mail informado na página da empresa, mas ninguém lhe retornou para darem mais detalhes sobre o produto. O mesmo aconteceu com Darrel Etherington, editor do Tech Crunch. Ele tentou contato com alguém da HUVr e não teve êxito.

Reprodução da foto dos "funcionários" da fictícia HUVr! Reprodução da foto dos “funcionários” da fictícia HUVr!

Uma busca pela ficha técnica dos produtores dos vídeos e vários leitores do E-farsas descobriram para nós que um dos integrantes do elenco é Lauren Biedenharn, uma figurinista e atriz que vive em Los Angeles (onde os vídeos foram filmados). Em seu currículo podemos ler que seu mais recente trabalho foi um “Comercial: De Volta Para o Futuro HUVR hovers.” Seu empregador e o produtor do referido comercial é: Web site de vídeos de comédia Funny Or Die.

Ou seja, o vídeo quem produziu os comerciais são os mesmo produtores de um famoso site de humor em língua inglesa!

Além disso, conforme nos alertou o leitor Rodrigo Hortenciano, o primeiro “funcionário” da empresa fictícia (que aparece de camiseta preta na foto acima e em parte do vídeo) é um ator e se chama Nelson Cheng. Em seu site pessoal podemos ver alguns de seus trabalhos:

Infelizmente, não! Podemos perceber em várias ocasiões nos vídeos que os artistas estão pendurados por fios. Na maioria delas, os fios foram removidos digitalmente, mas em alguns trechos podemos ver a sombra do guindaste que sustenta os atores:

Perceba a sombra do guindaste passando na guarita! (fotos: YouTube) Perceba a sombra do guindaste passando na guarita aos 3:28 de vídeo! (fotos: YouTube)

Não sabemos ainda quais são as intenções dos produtores dos vídeos. Talvez seja uma continuação do De Volta Para o Futuro, talvez seja apenas o início das comemorações do tão esperado ano de 2015 (que é o ano para onde o personagem Martin McFly é levado no futuro). Vamos aguardar mais alguns dias e, assim que for revelado o segredo, publicaremos aqui no E-farsas!

Atualização: 06/03/2014

Conforme nós já havíamos analisado, essa história era falsa mesmo e era uma brincadeira feita pelo site humorístico Funny or Die!

Depois de alcançar mais de 9 milhões de visualizações em apenas 3 dias, o grupo de humor apresentou um vídeo onde o ator Christopher Lloyd pede desculpas, numa clara demonstração de sua capacidade de atuação – com uma mistura de comédia com drama:

“Infelizmente, nós mentimos. A grande promessa do “De Volta para o Futuro II” não foi concretizada… ainda. E nós lamentamos profundamente por isso. Nós acreditamos que o skate poderia ser real, mas nos pregaram uma peça. As pessoas podem até me perguntar: ‘Chris, você não estava lá?’. Sim, eu estava, só que acabei ficando cego pelo que eu acreditava ser real” – disse o ator

Christopher Lloyd pedindo desculpas pela brincadeira do hoverboard! (foto: Reprodução/Funny or Die) Christopher Lloyd pedindo desculpas pela brincadeira do hoverboard! (foto: Reprodução/Funny or Die)

Um dos hoverboards usados nas filmagens foi todo autografado pelas celebridades que participaram da brincadeira e será sorteado na página do Funny or Die no Facebook! 

Os vídeos são falsos! Ainda não será esse ano que voaremos em skates flutuantes. Que pena!

Share Button Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Fonte E-farsas

 
1 comentário

Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , ,

‘Rolezinhos’ são realidade há anos em shoppings dos EUA

'Rolezinhos' são realidade há anos em shoppings dos EUA (Foto: AP)‘Rolezinhos’ são realidade há anos em shoppings dos EUA (Foto: AP)

Um encontro de adolescentes, convocado pelas redes sociais, realizado dentro de um shopping center – e que acabou em confusão e confrontos com a polícia.

A descrição, que poderia servir para um ‘rolezinho’ em São Paulo, é na verdade de um ‘flash mob’ ocorrido em 26 de dezembro no Brooklyn, em Nova York.

Assim como no Brasil, esses episódios têm despertado debates sobre o papel dos shopping centers, o direito de se reunir no local e as motivações desses jovens.

No Brooklyn, o Kings Plaza Shopping Center foi palco de um encontro de ao menos 300 jovens, convocados pelas redes sociais. Testemunhas disseram à imprensa local que eles gritavam, empurravam transeuntes e roubaram lojas. O shopping acabou fechando as portas por uma hora, informa o ‘New York Post’.

No dia seguinte, menores de idade não acompanhados de adultos foram barrados do local, despertando críticas dos que se sentiram tolhidos pela medida – e que queriam apenas fazer compras – e elogios dos que temiam novas cenas de confusão.

Dezenas de incidentes parecidos ocorreram em outras cidades americanas nos últimos anos. Em Chicago, em abril passado, centenas de jovens se juntaram no centro da cidade, convocados pelas redes sociais, e o episódio acabou em briga; a imprensa americana traz relatos parecidos de ‘flash mobs’ realizados no mesmo mês no centro da Filadélfia e, em 2012, em uma loja do Walmart em Jacksonville, na Flórida.

Em 2011, também na Filadélfia, a prefeitura estabeleceu um toque de recolher para adolescentes, impedidos de ficar nas ruas após as 20h ou 22h (dependendo da idade dos jovens), na tentativa de evitar os encontros.

Não está claro se esses ‘flash mobs’ em questão foram organizados com fins violentos, mas a maioria das reuniões – assim como no Brasil – ocorreu pacificamente.

‘Formas de se expressar’
Um episódio do tipo ocorrido em agosto de 2011 em Kansas City – e que resultou em três jovens feridos a tiros – levou um grupo de acadêmicos do Consórcio Educacional da cidade a pesquisar o fenômeno.

Após entrevistar 50 dos adolescentes que participaram do episódio, em 2012, uma das conclusões foi a de que os jovens ‘estão buscando formas de se expressar enquanto se conectam com outros (pela internet)’ – e que qualquer ação oficial para lidar com o fenômeno deve levar isso em conta.

‘Os jovens se envolveram em ‘flash mobs’ para se expressar, chamar atenção, serem vistos e lembrados e se expressarem’, diz a pesquisa.

Além disso, afirmam os pesquisadores, esses jovens estão ‘entediados’ – e sua interação no mundo digital, onde os ‘flash mobs’ são organizados, é uma importante forma de diminuir o tédio.

Por isso, toques de recolher como os implementados nos EUA terão pouca eficácia se não forem combinados ‘com atividades alternativas, acessíveis e divertidas’ e incentivos a ‘flash mobs do bem’, sem atitudes violentas.

Ao mesmo tempo, muitos desses jovens também lidam com limitações econômicas, moram em bairros violentos ou negligenciados e se queixaram que só foram parar no noticiário quando ocuparam espaços centrais de Kansas City.

Questões sociais
O debate americano tem se estendido também para questões raciais e sociais.

O ‘New York Times’ destacou que a maioria dos jovens que participaram de um ‘flash mob’ na Filadélfia em 2010 eram negros, de bairros pobres, e agiram em bairros predominantemente brancos.

Em contrapartida, críticos dizem que a polícia alvejou sobretudo jovens negros quando agiu para conter distúrbios.

A ONG Public Citizens for Children and Youth, de apoio à juventude da Filadélfia, levantou na época a possibilidade de episódios do tipo serem uma consequência no corte de verbas a programas sociais que mantinham os jovens ocupados após as aulas.

‘Precisamos de mais empregos para os jovens, mas programas pós-aulas, mais apoio dos pais’, disse a ONG ao ‘New York Times’.

Articulistas também debatem – assim como no Brasil – o papel dos shopping centers em subúrbios dos EUA, alegando que faltam espaços públicos comunitários, e citam a desilusão geral dos jovens com outros tipos de engajamento político ou social.

‘É um grupo de jovens que sente raiva e impotência, e tenta obter um senso de poder’, disse à CNN o psicólogo Jeff Gardere.

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Brasil

 

Tags: , ,

Sabre de luz dos Jedi fica mais próximo da realidade

Sabre de luz (Foto: AP/BBC)Sabre de luz (Foto: AP/BBC)

Desde que foi lançado o primeiro filme da saga Guerra nas Estrelas, milhões de crianças e adultos sonham com ter um sabre de luz como o dos mestres Jedi.

Até agora eles tiveram que se conformar com uma versão de brinquedo, mas talvez o sonho possa virar realidade depois que um grupo de cientistas desenvolveu acidentalmente uma tecnologia que, teoricamente, poderia ser usada para construir uma espada laser real.

De acordo com a revista Nature, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, conseguiram unir fótons para formar moléculas que dão forma a um novo estado da matéria.

Até agora, os fótons eram descritos como partículas sem massa que não interagiam entre si, de forma que, caso dois raios laser se cruzassem, eles simplesmente atravessariam um ao outro.

“O que fizemos foi criar um meio especial no qual todos os fótons interagem entre si tão fortemente que começam a comportar-se como se tivessem massa até se unirem para formar moléculas. Este tipo de estado de união fotônica foi discutido teoricamente durante bastante tempo, mas nunca havia sido observado”, explicou o professor do MIT Mikhail Lukin.

Os choques entre as moléculas poderiam inclusive ser usados como uma ferramenta parecida com as espadas laser de Guerra nas Estrelas.

“Não é incorreto comparar isto com os sabres de luz”, disse o pesquisador.

Por diversão
Para conseguir esses fótons especiais, os pesquisadores recorreram a condições extremas.

Primeiro, eles bombardearam átomos de rubídio em uma câmara a vácuo e em seguida utilizaram o laser para esfriar a nuvem de átomos poucos graus acima do zero absoluto (-273,15° C). E usando pulsos de laser extremamente fracos, eles dispararam fótons individuais em direção a esta nuvem.

À medida que os fótons se moviam dentro da nuvem, sua energia era liberada átomo por átomo até que eles finalmente saiam dela. De acordo com Lukin, quando os fótons abandonam a nuvem após interagirem com outros, sua identidade se conserva.

“É o mesmo efeito que vemos com a refração da luz em um vaso de água. A luz entra na água e deixa parte de sua energia no meio. Dentro da água ela existe como luz e matéria misturadas entre si, mas quando sai continua sendo luz. O processo na nuvem de átomos é o mesmo, só que mais extremo.”

“Fizemos isso por diversão e para expandir os limites da ciência”, afirmou.

Computadores
De qualquer maneira, os cientistas dizem não esperar que no curto prazo esta nova tecnologia resulte em uma “arma elegante para uma era mais civilizada da humanidade”, como afirmava Obi-Wan Kenobi em Guerra nas Estrelas.

A aplicação mais realista da tecnologia é nos computadores superrápidos.Segundo especialistas, a interação de fótons é essencial para a construção de computadores quânticos fotônicos.

A descoberta também poderá servir para criar estruturas tridimensionais complexas, como cristais, feitas somente com a luz.

“Ainda não sabemos qual é a utilidade disto, mas é um novo estado da matéria, então temos esperanças de que surjam novas aplicações à medida que estudamos suas propriedades”, diz Mikhail Lukin.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 4 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

Tags: , ,

Cena clássica de ‘Star Wars’ é refeita para acessório de realidade virtual

Corrida pela trincheira da Estrela da Morte, cena clássica da série 'Star Wars', foi recriada para o Oculus Rift (Foto: Reprodução/YouTube/Boone Calhoun)A corrida pela trincheira da Estrela da Morte, cena clássica da série ‘Star Wars’, foi recriada para o Oculus Rift (Foto: Reprodução/YouTube/Boone Calhoun)

Uma das cenas mais clássicas de “Star Wars”, a corrida pela trincheira da Estrela da Morte foi recriada usando a tecnologia do Oculus Rift, um óculos de realidade virtual. A demonstração foi postada no YouTube pelo desenvolvedor Boone Calhoun. Assista aqui.

Além de examinar o ‘cockpit’ de uma X-Wing, nave usada por Luke Skywalker para destruir a estação militar de Darth Vader no filme “Uma nova esperança”, a demonstração mostra o icônico robô R2-D2 e alguns disparos de arma laser.

A visão de dentro da cabine de comando é controlada com a própria cabeça do jogador graças ao sensor de movimentos do Oculus Rift, enquanto a movimentação da nave conta com a ajuda de um joystick de Xbox 360.

Até o momento, a demonstração não foi disponibilizada na Oculus VR Share, a comunidade de desenvolvedores para o Oculus Rift.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 25 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

Anime X Realidade

anime

Realidade: sendo uma merda desde a invenção da fantasia (1765).

E eu sei, na prática é um mangá, mas eu gosto de semear a discórdia e promover o caos.

Fonte: ahnegao.com.br

 
1 comentário

Publicado por em 22 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

Tags: ,

G1 testa o Oculus Rift, acessório de realidade virtual para games

O sonho de entrar em uma realidade virtual pode estar mais próximo do que nunca. Isso porque o projeto do Oculus Rift, óculos com sensor de movimentos e tela LCD embutida, já arrecadou US$ 2,5 milhões em doações pelo site de financiamento coletivo Kickstarter e é a grande aposta de figurões da indústria de videogames para aumentar a imersão no mundo dos jogos. Assista ao vídeo.

O G1 testou por algumas horas um protótipo para desenvolvedores do Oculus Rift e, apesar de ele causar náuseas e ainda ter imagens em baixa definição, é notável como a experiência consegue ser realista e diferente de tudo que os jogadores já experimentaram.

Sensações
Para quem joga videogames com frequência, usar o Oculus Rift acaba sendo uma evolução natural, e nem por isso menos revolucionária, da primeira vez que se empunhou um joystick nas mãos. Mas dessa vez, a grande diferença é a sensação de estar literalmente dentro do jogo.

Toda movimentação de câmera é feita com a própria cabeça: olhe para o lado e você verá o seu companheiro de equipe em uma partida online de “Call of Duty”, por exemplo; olhe para baixo e o chão enlameado do campo de batalha aparecerá na tela.

Algumas das demonstrações do Oculus Rift exigem o uso de um joystick (Foto: Reprodução/G1)Algumas das demonstrações do Oculus Rift usam
um joystick (Foto: Reprodução/G1)

Mesmo assim, é difícil detalhar a capacidade de controlar seu campo de visão em cenários feitos por computadores do mesmo modo que fazemos na vida real, justamente por ser surpreendente. Mas o Oculus Rift pode muito bem ser o mais próximo que chegamos ao desligamento da realidade e a entrada em um mundo virtual.

Isso acontece porque os óculos possuem em sua carcaça um acelerômetro, um sensor usado também em smartphones e consoles portáteis para captar as respostas dos usuários a movimentos do aparelho.

Graças a esse sensor, o Oculus Rift é capaz de revelar os ambientes tridimensionais que reproduz conforme o usuário olha para os lados. É muito comum ver o realismo das situações vivenciadas com o acessório influenciar o seu comportamento corporal, seja desviando a cabeça de algo que vem em sua direção ou firmando os pés no chão durante uma queda livre virtual.

Apesar do tamanho, Oculus Rift é leve e confortável (Foto: Bruno Araujo/G1)Apesar do tamanho, Oculus Rift é leve e confortável
(Foto: Bruno Araujo/G1)

A imersão fica ainda mais fiel por conta dos aspectos técnicos do Oculus Rift, um acessório leve e confortável que depois de poucos instantes de uso não parece mais estar grudado ao seu rosto. O tempo de resposta entre os comandos e a reação do software é curto e também ajuda a desmentir a ideia mais aflorada de artificialidade que um dispositivo de realidade virtual pode causar.

Usar o Oculus Rift é um trabalho de bandeirante. É uma nova realidade a qual nosso cérebro precisa se adaptar para explorar.

Os poréns
Como todo protótipo, o Oculus Rift ainda precisa de uma série de ajustes até chegar à sua versão final, que por sinal ainda não tem data de lançamento nem preço confirmados. Dependendo da demonstração testada, a sensação de náusea é muito intensa. Pessoas que têm dificuldades para ler um livro no carro ou no ônibus, por exemplo, poderão ter enjoo e fortes dores de cabeça após usar o acessório.

Protótipo do Oculus Rift testado pelo G1 (Foto: Bruno Araujo/G1)Protótipo do Oculus Rift testado pelo G1
(Foto: Bruno Araujo/G1)

Em entrevista ao site Polygon, Nate Mitchell, um dos co-criadores do Oculus Rift, afirma que a equipe de desenvolvimento dos óculos está trabalhando para amenizar esse problema. “No enjoo por movimento, você não consegue perceber visualmente que as paredes estão se locomovendo. E isso é o que te deixa com vertigem. Com o enjoo por simulação é basicamente o inverso. E são essas coisas que queremos evitar como desenvolvedores de jogos”.

Mitchell afirma ainda que movimentos rápidos para trás e para os lados, subidas de escadas e mudanças mínimas na linha do horizonte são algumas das situações que mais contribuem para o enjoo causado pelo Oculus Rift.

Outro obstáculo para os criadores do acessório é o fato da tela LCD do protótipo para desenvolvedores ainda não ser em alta definição. A Oculus VR, empresa criadora do Oculus Rift,  promete que o problema estará resolvido até o lançamento da versão comercial. Na Gamescom deste ano, realizada em Colônia, na Alemanha, uma versão em HD pôde ser testada.

Exemplo de demonstração do Oculus Rift (Foto: Reprodução/G1)Oculus Rift tem demonstração de passeio em
montanha-russa (Foto: Reprodução/G1)

Expectativas
E por quanto isso tudo irá sair para o consumidor? A versão para desenvolvedores custa US$ 300, mas a 8E7 Mídias Interativas, empresa de São Paulo (SP) que gentilmente cedeu seu Oculus Rift ao G1 para os testes, acabou desembolsando muito mais pelo protótipo. “Nós mandamos importar, mas como no Brasil o produto pode ser taxado pela Alfândega, ele acabou num custo total de R$ 1,5 mil para a empresa”, diz Ericsson Santos, sócio-diretor da 8E7.

Visto que o PlayStation 4 e o Xbox One custarão US$ 400 e US$ 500, respectivamente, quando chegarem ao mercado em novembro, é inviável que mesmo um acessório incrível como o Oculus Rift custe 50% ou mais que um console de nova geração.

Apesar do foco ser nos jogos, os óculos também podem ter outras finalidades, como Ericsson destaca. “Com o ‘Oculus Rift’, nós temos um leque de possibilidades muito grande. Desde a atuação em arquitetura e construção – visitas virtuais em imóveis – até na área de medicina, como no tratamento de fobias”.

Mas para fazer sucesso, o objetivo final do Oculus Rift precisa ser os videogames. E essa é expectativa de quem desenvolve para a realidade virtual. “A gente acredita piamente que essa tecnologia virá embutida nas próximas gerações de consoles. Talvez não nessa, mas na próxima é bem provável. Acreditamos muito no sucesso do produto e por isso que estamos investindo tanto nele”, comenta Ericsson.

Caso o empecilho do preço final seja superado, e a sensação de náusea aliviada, não há dúvidas de que o Oculus Rift poderá cair no gosto dos jogadores e, de fato, iniciar uma nova geração de videogames e experiências virtuais.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 28 de agosto de 2013 em Tecnologia

 

Tags: , , , , ,