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G1 ouviu: ‘Barbie rapper’, Iggy Azalea exalta dinheiro e desdenha do amor

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Iggy Azalea (Foto: Divulgação)Iggy Azalea (Foto: Divulgação)

Uma boneca Barbie está entre as 17 coisas com as quais a rapper Iggy Azalea se parece. A cantora também lembra o personagem animado Doug Funnie de peruca loira e até uma cumbuca de sopa de mariscos. A lista de semelhanças feita por um site dos EUA é um dos sinais da atual obsessão dos norte-americanos pela australiana de 23 anos.

Iggy exalta o dinheiro e dispensa romance no LP de estreia, “The new classic”. “Fuck love, give me diamonds” (foda-se o amor, me dê diamantes) é um dos melhores refrãos. O maior hit é “Fancy”. A parceria com Charlie XCX está em 2º lugar na “Billboard”. A revista aposta em “Fancy” como hit do verão (no hemisfério norte). “Problem”, com Ariana Grande, também está em alta, mas não está no CD.

O que põe “Fancy” acima do disco mediano é o refrão matador da parceira. A inglesa, outra revelação pop, dá um alívio de diversão ao falatório egocêntrico. Charlie XCX é a desconhecida mais ouvida da música atual. Além do provável hit do verão deste ano, ela também colaborou com um dos sucessos do ano passado, “I love it”, do Icona Pop.

De ‘popozuda’ a glamourosa
“The new classic” começa morno, com faixas que não justificam a atenção dada à cantora. “Walk the line” e “Don’t need y’all” batem na mesma tecla: “Ninguém me deu bola, e agora que sou ‘hot’, não vou dar moleza”. Algo como o “você não acreditou, nem sequer notou” de “Baba baby”, de Kelly Key.

Parece exagero abrir o álbum declarando vitória, mas o discurso faz sentido. Iggy Azalea saiu da Austrália aos 16 anos para ser rapper nos EUA. Em 2011, teve algum destaque com o single “Pu$$y”, de letra sexualmente explícita, entre outras faixas. A cintura fina e quadril avantajado levaram alguns críticos a tratá-la como só mais uma “popozuda” no concorrido mercado do rap. Iggy se mostrou mais que isso.

Foram três anos entre chamar atenção e lançar o álbum. Ela provou o talento em “Work”, ótimo single de 2013. A faixa resume sua trajetória em narrativa esperta (“Sem família, sem dinheiro, 16 anos no meio de Miami”). Lançar o disco já é uma vitória. Apesar da sensualidade de “Bounce”, ela quer mesmo é parecer vencedora e glamourosa. E, assim como a brasileira Valesca, é do alto da área VIP que vê os detratores.

A “Barbie rapper” não precisa de um Ken ou outro homem para se dar bem na vida. Ela tem boas ideias, apesar de desperdiçar parte delas exaltando as supostas virtudes.

Iggy Azalea no clipe de ‘Bounce’ (Foto: Divulgação)Iggy Azalea no clipe de ‘Bounce’ (Foto: Divulgação)

Romantismo financeiro
Nas poucas vezes em que fala de amor, Iggy Azalea mostra visão peculiar. “Vamos formar uma joint venture, ser parceiros até nossas ações se valorizarem”, propõe em “Change your life”. Em “Fuck love”, o argumento para rejeitar a nova paixão é irrefutável: “Já estou apaixonada por mim mesma”. Ela cita a referência óbvia: “Material girl”, de Madonna.

A autoestima rompe limites em “Goddess”, em que a aspirante a estrela se declara deusa. Pelo menos a faixa mostra mais verve que o início de “The new classic”. É um dos momentos que vale o álbum. Solo saturado de guitarra e tensão crescente à Kanye West sustentam autoelogios.

Azalea volta a derrapar no fim. “Rolex” reforça o romantismo financeiro. A lógica é: “se tempo é dinheiro e você me fez perder tempo, devolva a grana”. Ela faz referência ao fim de namoro com um rapper. O nome do ex é apropriado para a garota que ama cifrões: A$ap Rocky. No encerramento, volta a aludir ao término, com discurso choroso que contradiz o resto do disco.

Controvérsia
“O hip hop é comandado por uma mulher branca, loira e australiana”, disse a revista “Forbes”. A reportagem foi ironizada por Nicki Minaj, atual rapper mais poderosa dos EUA, ameaçada pela estrangeira. Outros fãs e críticos também consideraram o artigo exagerado e racista. A revista mudou a frase. Não é o primeiro nem o último tumulto causado por Iggy Azalea.

Iggy Azalea se apresenta no festival 'The Sound of Change' no estádio Twickenham, em Londres, neste sábado (1º). O show faz parte de uma campanha em defesa da mulher organizada pela Chime for Change, fundada por Salma Hayek, Frida Giannini e Beyoncé. (Foto: REUTERS/Neil Hall)Iggy Azalea se apresenta no festival ‘The Sound of Change’, em Londres (Foto: Reuters /Neil Hall)

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Publicado por em 28 de maio de 2014 em Música

 

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‘Primeiro rapper do Brasil’, Jair Rodrigues é homenageado por MCs

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Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam 'Disparada rap' no Encontro com Fátima Bernardes, em julho de 2013 (Foto: Reprodução/TV Globo)Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam ‘Disparada
rap’ no Encontro com Fátima Bernardes em julho
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues dividem o palco em show (Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues
(Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)

O cantor Jair Rodrigues, encontrado morto em casa nesta quinta-feira (8) aos 75 anos, é considerado o primeiro rapper brasileiro. Ele conseguiu o status de precursor do gênero por ter lançado, ainda nos anos 1960, “Deixa isso pra lá”. Com versos mais declamados (ou falados) do que cantados, a música se tornou um de seus principais sucessos. A faixa ganhou popularidade também graças à sua coreografia com as mãos.

Pouco depois da notícia da morte de Jair Rodrigues, alguns dos principais MCs do país exaltaram a influência que o cantor exerceu no rap. Por seu pioneirismo, foi chamado de “mestre” e de “professor”.

“Obrigado demais, impossível agradecer por ter compartilhado seu dom e energia conosco. Descanse em paz eterno professor. Muito triste”, escreveu Emicida no Twitter. Em seu perfil no Facebook, publicou uma foto em que aparece ao lado de Jair e de Rael num show.

Outro que se manifestou foi Rappin Hood. “Meu Querido Mestre Jair se foi, todo carinho do mundo a ele e à família Oliveira! Obrigado, Mestre, Eu te amava demais!”, afirmou, ele na rede social. Rappin Hood. O MC chegou a fazer uma parceria com Jair, na música “Disparada rap”, que do disco “Sujeito homem 2” (2005).

Na faixa, Jair canta trechos de um de seus maiores sucessos, “Disparada”, que havia lhe garnatido a vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966.

Em julho de 2013, a dupla participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, onde apresentou “Disparada rap”. Na ocasião, a apresentadora se lembrou de que Rappin Hood costumava dizer que chorou ao ouvir o resultado da gravação com Jair.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Música

 

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‘Primeiro rapper do Brasil’, Jair Rodrigues é homenageado por MCs

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Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam 'Disparada rap' no Encontro com Fátima Bernardes, em julho de 2013 (Foto: Reprodução/TV Globo)Rappin Hood e Jair Rodrigues cantam ‘Disparada
rap’ no Encontro com Fátima Bernardes em julho
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues dividem o palco em show (Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)A partir da esq.: Rael, Emicida e Jair Rodrigues
(Foto: Reprodução/Facebook/Emicida)

O cantor Jair Rodrigues, encontrado morto em casa nesta quinta-feira (8) aos 75 anos, é considerado o primeiro rapper brasileiro. Ele conseguiu o status de precursor do gênero por ter lançado, ainda nos anos 1960, “Deixa isso pra lá”. Com versos mais declamados (ou falados) do que cantados, a música se tornou um de seus principais sucessos. A faixa ganhou popularidade também graças à sua coreografia com as mãos.

Pouco depois da notícia da morte de Jair Rodrigues, alguns dos principais MCs do país exaltaram a influência que o cantor exerceu no rap. Por seu pioneirismo, foi chamado de “mestre” e de “professor”.

“Obrigado demais, impossível agradecer por ter compartilhado seu dom e energia conosco. Descanse em paz eterno professor. Muito triste”, escreveu Emicida no Twitter. Em seu perfil no Facebook, publicou uma foto em que aparece ao lado de Jair e de Rael num show.

Outro que se manifestou foi Rappin Hood. “Meu Querido Mestre Jair se foi, todo carinho do mundo a ele e à família Oliveira! Obrigado, Mestre, Eu te amava demais!”, afirmou, ele na rede social. Rappin Hood. O MC chegou a fazer uma parceria com Jair, na música “Disparada rap”, que do disco “Sujeito homem 2” (2005).

Na faixa, Jair canta trechos de um de seus maiores sucessos, “Disparada”, que havia lhe garnatido a vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966.

Em julho de 2013, a dupla participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, onde apresentou “Disparada rap”. Na ocasião, a apresentadora se lembrou de que Rappin Hood costumava dizer que chorou ao ouvir o resultado da gravação com Jair.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Música

 

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Rapper sobe ao palco e agride Projota em show no interior de SP

Cantor projota faz show em Santos, SP (Foto: Divulgação)Projota (Foto: Divulgação)

No último sábado (26), o rapper Zap-San subiu ao palco de um show do cantor Projota, a quem tentou agredir com socos e pontapés. Contido por seguranças, ele foi retirado rapidamente do local, uma casa noturna em Indaiatuba. Fãs filmaram a cena.

A briga aconteceu após os dois rappers não chegarem a um acordo sobre uma música que gravaram em parceria, “Frases”, que deveria fazer parte do primeiro disco de Zap-San, “A importância disso”. Os dois músicos usaram seus perfis no Facebook para falar sobre o assunto e trocaram acusações e críticas.

Segundo Zap-San, que aproveitou o texto para comunicar que desistiu de lançar o álbum em CD, o problema surgiu porque Projota se negou a assinar o contrato que liberaria a inclusão da música. Já o rapper agredido justifica que pediu que algumas cláusulas fossem alteradas, mas, como isso não aconteceu, realmente se recusou a assinar o documento, seguindo orientação de seu advogado.

Zap-San diz que chegou a encomendar 1 mil cópias do disco, pelas quais teria pagado R$ 3 mil. Mas, após mais de um mês de espera, não conseguiu a assinatura de Projota. Ele alega ainda que outros 13 convidados liberaram suas faixas nesse período, mas Projota não quis sequer recebê-lo, encaminhando seus pedidos a assessores.

Por outro lado, Projota explica que não concordou com o contrato porque este determinava que ele abriria mão de seus direitos de edição, excluindo seus créditos como coautor. Segundo o rapper, ele então pediu ao colega que alterasse o documento.

“E ele foi até INDAIATUBA ontem carregando o MESMO CONTRATO me pedindo pra assinar, mas era o MESMO CONTRATO. Por que não alterou? Por que não entrou em contato com a Faz Produções para esclarecer este detalhe e tentar encontrar uma solução?”, escreveu.

Sem mencionar a cláusula que causou a polêmica, Zap-San preferiu lamentar o que chamou de fim de um sonho. “Eu dependia dele pra poder tornar esse sonho real!”, escreveu. “Mal sabe ele q a mesma música mal tem os acessos de 300 plays (Youtube). Meus planos não eram tão ambiciosos quanto os dele talvez, fazer grana com o próprio movimento”, reclamou, depois de dizer que, após a confusão em Indaiatuba, chegou em casa “com a mágoa no peito de ver o quanto o Rap virou patifaria”.

Agora, além de cancelar o lançamento das cópias físicas, o rapper também decidiu retirar “Frases” da versão digital do disco, anunciando que ela seria apagada de seus perfis em redes sociais. Ele se diz ainda envergonhado pela agressão, e pede desculpas aos produtores de Projota, os DJs Caique, Kuririm e Colorado, que, admite, tentaram ajudá-lo.

Já Projota lamenta o ocorrido e demonstra que não quer prosseguir com a discussão. “Como um dia me considerei amigo dessa pessoa, hoje o sentimento que tenho por ele é exatamente esse: vergonha… Lamento o ocorrido, e por minha parte essa história se finda aqui. Que este cara consiga encontrar seu rumo e um pouco de luz nessa vida”, escreveu.

Ao G1, o empresário do rapper, Aroldo Tzirulnik, declarou que seu cliente não vai se proncunciar além do que já disse no post.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Música

 

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Julgamento do rapper Chris Brown é adiado para junho

Chris Brown durante audiência em Los Angeles, no dia 3 de fevereiro (Foto: Reuters/DavidMcNew/Pool)Chris Brown durante audiência em Los Angeles, no
dia 3 de fevereiro (Foto: Reuters/DavidMcNew/Pool)

Um juiz de Washington voltou a adiar nesta quarta-feira (23) o início do julgamento por agressão contra o rapper Chris Brown, porque decidiu enviá-lo para a Califórnia para que assista a uma audiência sobre outro caso. Brown, de 24 anos, que compareceu à Justiça na capital americana, deverá retornar a Washington em 25 de junho. Seu processo já havia sido adiado por dois dias na segunda-feira.

Se for considerado culpado por agredir um fã em outubro passado em Washington, Brown poderá ser condenado a seis meses de prisão e a pagar uma multa de US$ 1 mil. Pelo mesmo caso, o segurança do rapper Chris Hollosy já foi condenado.

O ganhador do prêmio Grammy de melhor álbum R&B em 2012 por “F.A.M.E.” também pode ser condenado à prisão em Los Angeles. Recentemente, uma corte local exigiu sua presença por ter violado os termos de sua libertado condicional no caso Rihanna.

Em junho de 2009, ele havia sido condenado a cinco anos de liberdade condicional e a prestar serviço comunitário, assim como a seguir um programa de aconselhamento sobre violência doméstica. Chris Brown se declarou culpado por agredir sua então namorada, a diva pop Rihanna, em fevereiro desse mesmo ano. Em 2013, foi chamado à Justiça várias vezes por diversas violações à condenação.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Música

 

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Abrir Rock in Rio é responsabilidade, diz rapper mineiro Renegado

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Renegado (Foto: Divulgação)Renegado já gravou com Rogério Flausino, do Jota Quest, e com as cantoras Fernanda Takai e Aline Calixto (Foto: Divulgação)

O mineiro Flávio Renegado vai abrir o Palco Sunset no primeiro dia do Rock in Rio 2013, 13 de setembro, com a mesma falta de amarra de estilo musical do resto do evento. Assim como o festival que não se prende apenas ao rock do nome, o cantor não fica apenas no rap pelo qual ficou inicialmente conhecido.

“Dá para fazer rap com tudo”, diz ao G1 o cantor nascido na periferia de Belo Horizonte, filho de empregada doméstica e um pai que chama de “doidão”, saiu de casa e não viu o filho mudar de vida ao ouvir Racionais MCs e Thaíde e DJ Hum. “A música me deu novo caminho”, lembra.

Renegado já lançou dois CDs, “Do Oiapoque a Nova York” (2008) e “Minha tribo é o mundo” (2011). Neste ano, divulgou “Estamos no jogo (aprendendo a jogar)”, parceria com Fernada Takai, do Pato Fu, e prepara DVD que tem a sambista Aline Calixto e Rogério Flausino, do Jota Quest. Chico Buarque, Tim Maia e Adoniran Barbosa estão no repertório do DVD.

G1 – Você vai fazer o primeiro show do Rock in Rio 2013. É um peso maior?
Flávio Renegado –
Estou honradíssimo de ser o abre-alas dessa parada. É uma responsabilidade, não estou levando de uma forma blasé, pelo contrário. Quem chegar cedo vai chegar para ver o show. É o cara que não está a passeio. Uma coisa é estar lá para ver David Guetta e Beyoncé. O cara que chegou cedo é por saber que eu vou tocar, vai lá para conferir.

Renegado (Foto: Divulgação)O rapper Renegado (Foto: Divulgação)

G1 – Como se apresentaria a quem não te conhece? Podemos te chamar de rapper?
Flávio Renegado – Pode também. A cada dia que passa, estou caminhando por um lugar sem rótulo. Sou tudo e não sou nada, sou rapper também. Sou música brasileira, rock‘n’roll. Procuro não ter fronteiras. No século 21, a coisa mais careta é ter limitação. [No show] o cara pode ter certeza que vai ter muito suingue com consciência. Sai satisfeito nesse quesito. A gente preza pelo groove, mas não deixa ideia boa de lado.

G1 – Fala um pouco da sua história. De onde veio?
Flávio Renegado – Vim do extremo leste de Belo Horizonte, do gueto mesmo, [no bairro] Alto Vera Cruz. Minha mãe foi faxineira a vida inteira, me criou com o maior sacrifício. Meu pai sempre foi “maloqueirão”, doidão para caramba. Abandonou a minha mãe eu tinha treze anos. Teve uma vida louca total, nunca foi um pai presente e viveu a vida como quis. A música me deu uma possibilidade, um novo caminho. A cada dia batalho por esse novo amanhã. Fiz capoeira, comecei a cantar rap, virei educador social e depois me dediquei exclusivamente à música. A partir daí fundei duas ONGs, corri o mundo. Austrália, Nova York, Londres, Amsterdã, Paris, Cuba, Venezuela. Conheci praticamente o mundo inteiro, tudo com a minha música. Poder estar no palco no que pra mim é o maior festival do mundo é uma honra.

Minha mãe foi faxineira a vida inteira, me criou com o maior sacrifício. Meu pai sempre foi ‘maloqueirão’, doidão. A música me deu uma possibilidade, um novo caminho.”

G1 – Como a música te deu esse “novo caminho”?
Flávio Renegado – Eu estava saindo da capoeira, fui pra casa de um amigo. Tinha 14, 15 anos. A gente ligou a rádio comunitária, na Rádio Favela de BH, e tocou Thaíde e DJ Hum e depois Racionais MCs. “Corpo fechado” e “Fim de semana no parque”. Mudou minha vida naquela hora, virou a chave, e eu falei: “Quero fazer essa parada”.

G1 – Como foi crescer no Alto Vera Cruz, em BH?
Flávio Renegado – Aprendi tudo de bom e tudo de ruim no mesmo lugar. Aprendi a trabalhar o discernimento. Calma, solidariedade, sentimentos e posicionamento que nos tempos de hoje a gente precisa. A gente não interage. Lá aprendi na capoeira, no rolê na comunidade, no primeiro beijo. Até hoje. Minha mãe está lá, estou lá direto. Nem sei onde é minha casa mais.

G1 – Foi lá que surgiu o apelido Renegado?
Flávio Renegado – Em meados dos anos 90, o rap estava começando a tomar uma proporção grande no brasil, e lá na comunidade tinha uns 15 grupos de rap, e fizemos uma posse, uma crew. Ia ler junto, fazer debate, trocar ideia, buscando evoluir a parada. No rap a gente é rebatizado. Alguém falou um dia: “Você é um renegado”. Fiquei puto, fui embora pra casa e fiquei pensando. E pensei :”Isso é verdade, a nosso povo foi negado educação, saúde, saneamento básico.” E abracei. Aceito ser um renegado.

O rapper Flávio Renegado e a sambista Aline Calixto (Foto: Alex Araújo / G1)O rapper Flávio Renegado e a sambista Aline
Calixto (Foto: Alex Araújo/G1)

G1 – Rap mineiro parece algo que não encaixa. Rap é algo mais agressivo e mineiro é mais “suave” [nome de uma das músicas do cantor]. O que você acha disso?
Flávio Renegado – Dá para fazer rap com tudo. Não gosto do termo, acho “rap mineiro” muito bairrista, muito excludente. Rap é rap em qualquer lugar do mundo. E quando dialoga com a música mineira, vira uma outra parada. É tão rica em poesia, melodia. Pelo contrário, “eu sou do mundo, sou Minas Gerais”. O rap é de Minas Gerais como é de Nova York, do Japão.

G1 – Como experiência no exterior te impactou?
Flávio Renegado – Primeiro ver o que eu só via nos livros foi uma coisa muito louca. Comecei a ver que realmente funciona. O velho mundo te toca de outro jeito. Isso me tocou, continua me influenciando pra caramba. Estudei inglês de escola pública, que é uma porcaria. Você chega lá e não entende nada e te faz querer aprender. Isso me tirou do lugar.

Mas o meu trabalho é pop naturalmente. Minha parada é groove pesado, refrões que colam.”

G1 – Seu DVD produzido por Kassin e Liminha, principais produtores da geração anterior e atual do Brasil. O que aprendeu com eles? O objetivo é soar mais pop?
Flávio Renegado – Os caras são monstros. Muito rápidos no estúdio. Eu não tinha tempo de falar muito. E na hora que eu via ficava muito bom. São “Edward mãos de tesoura”. Picota, joga, vai. Mas o meu trabalho é pop naturalmente. Minha parada é groove pesado, refrões que colam. O DVD tem coisa que não é muito usual no universo do rap. Eu quis arriscar isso. Vai ter Chico Buarque, Tim Maia, Adoniran, música nova minha.  O objetivo maior é passar um grande mel na boca de todo mundo.

G1 – Como foi o contato com o Orelha Negra e como vai ser o setlist? Eles vão ser sua banda de apoio?
Flávio Renegado – Estamos guardando uma grande surpresa. Vamos fazer uma parada ousada. Estamos começando a definir o repertório agora. Posso dizer que está todo mundo empolgado. O pessoal que gosta dos dois vai poder desfrutar, e que não conhece vai ter impacto.

G1 – Você chegou a morar no Rio, certo? Como você chegou à curadoria do festival?
Flávio Renegado – Morei rapidamente. Mas fiz grandes amigos. A cidade te recebe de braços abertos. Conheci o Zé Ricardo [curador do palco Sunset], a gente foi jantar, conversamos e marcamos alguns encontros. Ele falou: “Cara, você é legal pra caramba”, e a amizade foi crescendo. E ele olhou dentro do meu olho e falou: “Me promete uma parada? Aconteça o que acontecer nessa vida, continue esse cara que você é, nunca perca esse sorriso.” E eu falei que se não for assim não sou eu. Ele estendeu a mão e falou: “Você está oficialmente contratado para o Rock in Rio 2013”. Aí eu tremi.

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Publicado por em 31 de agosto de 2013 em Música

 

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Rapper DMX é preso nos Estados Unidos, diz site

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O rapper DMX em iamgem de 2009. (Foto: AP)O rapper DMX em iamgem de 2009. (Foto: AP)

O rapper DMX foi preso na noite desta terça-feira (20) na Carolina do Sul, Estados Unidos, informa o TMZ. De acordo com o site de celebridades, ele estava em um veículo que foi parado pela polícia após uma conversão proibida.

Ao fazer a revista, os oficiais teriam encontrado maconha dentro do carro e colocado algemas no cantor. Teriam verificado ainda que um mandado anterior por direção sem carteira de habilitação. Em razão disso, informaram que DMX, cujo nome verdadeiro é Earl Simmons, iria para a cadeia.

Ao reagir, o músico teria reclamado da situação, enquanto uma amiga gravava um vídeo de tudo que estava ocorrendo. 

“Esta não é uma blitz normal!”, gritou o rapper, citando “18 policiais, 5 viaturas”, diz o TMZ. O rapper também pede ao oficial que “dê o fora” e alega que “o motorista não fez nada de errado – o carro não deveria ter sido parado, para começo de conversa”.

O site informa que, em dado momento, o rapper afirma que está suando excessivamente. DMX teria tido um ataque de asma e fazendo com que paramédicos fossem chamados. “Ele está bem agora”, descreve a reportagem.

Segundo o TMZ, DMX foi conduzido à cadeia de Greer County e deve se apresentar ao juiz ainda na manhã desta quarta-feira (21). Fontes policiais teriam afirmado que ele deve ser sentenciado a 15 dias de prisão, mas a pena pode se reduzir a dez dias, em caso de bom comportamento.

Sete meses preso em 2011
Em julho de 2011, DMX foi libertado de uma prisão no Arizona depois de passar sete meses atrás das grades por violar sua condicional. O rapper saiu de uma cadeia em Yuma, no extremo oeste do Arizona, e foi recebido por um membro de sua equipe de administração, um segurança e um motorista, disse a empresária Nakai Walker à Reuters por telefone.

“As primeiras palavras dele para mim foram: ‘Voltei para casa'”, afirmou na época a empresária Nakai Walker, acrescentando que Simmons telefonou para sua mulher assim que foi solto e pretende ver sua filha, com 2 meses de idade na ocasião. “Posso lhe dizer uma coisa: ele não vai voltar para a cadeia”, disse Walker.

DMX havia sido preso em dezembro de 2010 depois de dizer a um juiz que tinha desobedecido as normas de sua condicional ao tomar bebida alcoólica em um show em Scottsdale, Arizona.

Ele tinha recebido liberdade condicional por uma tentativa de agressão qualificada e por usar um nome falso para evitar pagar uma conta hospitalar de US$ 7,5 mil. DMX, autor de álbuns como “It’s dark and hell is hot” e “Flesh of my flesh, blood of my blood”, tem um longo histórico de problemas com a justiça no Arizona.

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Publicado por em 21 de agosto de 2013 em Música

 

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