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Cientistas criam vulcão em laboratório para estudar raios em cinzas

Cientistas conseguiram reproduzir raios em meio à coluna de fumaça no laboratório (Foto: BBC)Cientistas conseguiram reproduzir raios em meio à coluna de fumaça no laboratório (Foto: BBC)

Um estudo realizado na Universidade Ludwig Maximilian em Munique, Alemanha, usa um vulcão criado em laboratório para estudar a incidência de raios que ocorre na coluna de fumaça durante uma erupção.

Corrado Cimarelli, um pesquisador italiano, estuda os raios que são observados frequentemente durante uma erupção em um pequeno vulcão, cuja abertura tem apenas três centímetros de diametro.

O “vulcão de laboratório” permite recriar e estudar os processos que dão origem às condições elétricas necessárias para que estes raios aconteçam. O objetivo é aprender mais sobre a natureza dos vulcões a partir do comportamento destes raios em suas colunas de fumaça.

“Os raios podem nos dizer muito sobre a estrutura da coluna de fumaça da erupção e sobre os tamanhos das partículas de cinzas”, disse Cimarelli à BBC.

Estas informações poderão dar uma indicação se uma erupção pode apresentar algum tipo de risco para aviões, acrescentou o cientista.

Raios
Apesar de ser pequeno, o vulcão de laboratório conseguiu reproduzir as condições que desencadeiam os raios em volta da coluna de fumaça durante a erupção. O mecanismo é simples: um tubo de metal quente e pressurizado do qual cinzas verdadeiras de vulcão, coletadas no Popocateptl do México, são aceleradas e lançadas em alta velocidade.

O vídeo em câmera lenta conseguiu capturar imagens dos minúsculos raios ‘dançando’ em volta da coluna de cinzas e fumaça.

Para conseguir descargas elétricas em um vulcão real é necessário um grande potencial elétrico entre as diferentes regiões da nuvem de erupção. As partículas de cinza podem ser carregadas ao serem quebradas ou friccionadas umas contra as outras.

Se as cargas são grandes o bastante e estão nos lugares certos dentro da coluna de fumaça e cinzas, um raio pode ‘pular’ de um lugar para outro. A partir da experiência na universidade alemã ficou claro que o tamanho das partículas é um fator muito importante. Quanto menores forem as partículas, maior o número de raios.

“Nós mudamos sistematicamente os tamanhos do material que estávamos usando e notamos que, se diminuíssemos o tamanho do grão da cinza, produzíamos mais raios”, afirmou Cimarelli.

A equipe do cientista italiano agora está levando os dados coletados no vulcão de laboratório para estudar um vulcão de verdade, o Sakurajima, no Japão. Este vulcão produz regularmente raios espetaculares.

Os cientistas vão verificar alguns fatos relativos ao tamanho das partículas das cinzas expelidas pelo vulcão. “O tamanho das partículas determina o tempo de permanência na atmosfera e, quanto menores elas forem, mais tempo elas ficam para serem carregadas pelo vento”, disse o cientista italiano.

“Isto, é claro, significa que se você tem partículas menores, elas podem ser carregadas por longas distâncias. E isto é uma má notícia para a aviação, algo que já sabemos depois da erupção do Eujafjallajokull em 2010.”

A fumaça expelida durante uma erupção do vulcão islandês paralisou o tráfego aéreo no continente europeu por diversos dias, causando imenso transtorno.

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Publicado por em 3 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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América Latina tem 17 vezes mais mortes por raios que Europa e EUA

Cerca de 50 milhões de raios atingem o Brasil anualmente (Foto: AP/BBC)Cerca de 50 milhões de raios atingem o Brasil anualmente (Foto: AP/BBC)

A incidência de mortes por raios na América Latina é 17 vezes maior do que na Europa e nos Estados Unidos. Nos últimos anos, as descargas elétricas mataram, em média, 1,7 pessoa por milhão de habitante na América Latina contra 0,1 por milhão de habitante nos países desenvolvidos.

Os dados, obtidos com exclusividade pela BBC Brasil, fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A pesquisa foi feita com base em informações obtidas junto a governos de dez países latino-americanos, assim como estudos científicos e outras notícias veiculadas na imprensa, informa o Elat.

O Brasil lidera o número de mortes em números absolutos, por ser o país mais populoso e por receber a maior quantidade de raios (50 milhões por ano, em média). Já Cuba e Panamá possuem o maior número proporcional de óbitos provocados pelo fenômeno natural, devido à grande densidade de descargas elétricas e a baixa infraestrutura.

‘Em geral, os dados revelam que as mortes por raios são muito mais frequentes na América Latina do que em países desenvolvidos, como Estados Unidos ou mesmo Europa, que também registram uma grande quantidade de raios’, disse à BBC Brasil Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat.

Apesar de alguns países não fornecerem detalhes das circunstâncias das mortes por raios, chama a atenção dos pesquisadores a quantidade de fatalidades que ocorre dentro de casa no Brasil (20%) e na Colômbia (35%). Em países desenvolvidos, esse índice é de 1%.

‘Isso mostra que há uma carência de infraestrutura aqui e nos nossos vizinhos. As redes elétricas e telefônicas ainda são bem menos protegidas’, explicou Pinto Junior.

‘Além disso, as pessoas têm pouco acesso à informação sobre como se proteger contra descargas e a previsão sobre a ocorrência desse fenômeno no continente ainda é, muita vezes, imprecisa.’

‘Por causa disso, muitas pessoas simplesmente não dão a devida importância a cuidados básicos, como, por exemplo, evitar áreas abertas em dias com tempestades de raios’, acrescentou.

Brasil
País onde caem mais raios por ano (cerca de 50 milhões), o Brasil registrou no ano passado, pela primeira vez, o menor número de mortes provocadas por descargas elétricas. Foram 79 óbitos no total, o menor patamar da série histórica iniciada pelo Elat em 2000.

O Pará liderou o ranking, com dez mortes, seguido por Amazonas (nove), Maranhão (oito), São Paulo (sete), Minas Gerais e Mato Grosso, cada um com seis casos. O pico foi em 2001, quando foram registradas 193 mortes. Desde 2000, 1.680 pessoas morreram por causa de descargas elétricas no país.

Para Pinto Junior, a queda no número de mortes por raios em 2013 não está relacionada à redução da intensidade do fenômeno natural. O que tem feito a diferença, segundo o pesquisador, é a mudança de comportamento. ‘Desde que iniciamos o levantamento, há 14 anos, percebo que as pessoas estão mais informadas. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a percorrer’, disse.

Ele prevê para 2014 uma nova diminuição na quantidade de óbitos relacionados a raios, devido ao verão atípico, sobretudo no Estado de São Paulo, campeão brasileiro de mortes por descargas elétricas e cuja capital registra a maior intensidade do fenômeno natural (cerca de 20 mil por ano). ‘Um sistema de alta pressão levou a temperatura a bater recorde na cidade de São Paulo e impediu a formação de chuvas neste verão’, afirmou.

Segundo o pesquisador, o verão 2013-2014 no Estado de São Paulo registrou 434 mil raios, frente aos 912 mil contabilizados no mesmo período (dezembro a março) durante temporada 2012-2013. ‘Presumo que, com menos descargas elétricas, o número de óbitos possa cair novamente neste ano’, concluiu.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Tecnologia

 

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Pirâmides estão emitindo raios de luz em direção ao espaço?

Será verdadeira essa notícia que afirma que inúmeras pirâmides estão emitindo feixes de luz em direção ao espaço? Descubra a verdade aqui no E-farsas!

A notícia apareceu no dia 26 de janeiro de 2014, mas a imagem que ilustra a matéria circula pela web desde 2012. Nela podemos ver uma pirâmide que foi o templo do deus maia Kukulkan com um enorme feixe de luz saindo de seu topo e indo em direção ao céu.

O texto que acompanha a foto afirma que cientistas estariam conseguindo medir emissões de energia saindo do topo de diversas pirâmides no mundo todo e que o fato estaria ocorrendo simultaneamente!

Será que essa notícia é real? Que tipo de fenômeno seria esse?

Pirâmides estariam emitindo luzes em direção ao céu! Verdadeiro ou falso? (foto: Reprodução/Facebook) Pirâmides estariam emitindo luzes em direção ao céu! Verdadeiro ou falso? (foto: Reprodução/Facebook)

A notícia é falsa, mas a foto é real!

Em 2009, Hector Siliezar visitou a antiga cidade maia de Chichen Itza com sua família e usou seu iPhone para tirar algumas fotos de uma pirâmide chamada El Castillo (o templo sagrado do deus Kukulkan). Depois de conseguir fotografar suas filhas na frente da pirâmide (bem no momento em que três raios caíram próximos ao templo), Siliezar ficou surpreso ao ver que ele também tinha capturado o que parecia ser um feixe de luz apontando para cima da pirâmide em direção aos céus!

Reprodução Foto: Reprodução/Hector Siliezar

Análises feitas na imagem mostraram que, aparentemente, não houve nenhuma adulteração na fotografia. O que deixou muita gente intrigada com o fenômeno.

Como o assunto só veio à tona em 2012, vários fóruns, sites e blogs começaram a associar o acontecimento a algum tipo de aviso sobre o possível fim do mundo (“previsto” pelos maias para ter ocorrido no dia 21 de dezembro de 2012).

Claro que, como ele próprio afirmou em uma entrevista ao site Earthfiles, nenhum dos presentes realmente viu as luzes lá, ao vivo! O feixe de luz somente pode ser visto na foto capturada pelas lentes do iPhone e apenas naquele momento em que Siliezar conseguiu fotografar os relâmpagos. Em fotos anteriores e posteriores nada foi visto…

Fotografias tiradas segundos antes e durante os relâmpagos (Fotos: Reprodução/Hector Siliezar) Fotografias tiradas segundos antes e durante os relâmpagos (Fotos: Reprodução/Hector Siliezar)

Isso corrobora com a afirmação de Jonathon Hill, técnico de pesquisas da Mars Space Flight Facility da Universidade Estadual do Arizona, que opera muitas das câmeras utilizadas durante missões a Marte da NASA (O trabalho de Hill é analisar as imagens da superfície marciana feita pelos rovers e satélites, assim como os dados de instrumentos em órbita da Terra da NASA, e é plenamente versado na ampla gama de artefatos de imagem e erros potenciais de equipamentos foto óticos e digitais).

Depois de analisar a imagem, Jonathon Hill disse em entrevista à NBC News que o tal “raio de luz” na foto do templo maia é apenas um caso clássico de como uma distorção em uma imagem surge a partir da forma como as câmeras tratam a luz recebida.

“Não é mera coincidência que, das três imagens, o feixe de luz só ocorre na imagem que possui o raio no fundo. A intensidade do relâmpago provavelmente fez com que o sensor CCD da câmera se comportasse de maneira incomum, seja causando uma coluna inteira de pixels para compensar os seus valores ou causar uma reflexão interna lente da câmera que foi gravada pelo sensor.“ – afirmou Hill.

De qualquer forma, o técnico disse que “é realmente uma imagem impressionante!”

Passaram-se mais alguns meses e a história voltou e, dessa vez, aumentada um pouquinho e confirmando aquele ditado que diz que “Quem conta um conto aumenta um pouco!”, ou algo assim!

Em alguns sites aqui do Brasil, essa notícia também mostra a foto abaixo:

Pirâmide emitindo raio de luz! (Reprodução/Facebook) Pirâmide emitindo raio de luz! (Reprodução/Facebook)

É bom esclarecer que essa fotografia é apenas um recorte de uma foto maior de um outdoor instalados em alguns locais na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia. Trata-se apenas de uma representação artística feita pelo governo para atrair turistas:

piramide2 Outdoor instalado nas ruas de Sarajevo! (foto: seharle.blogspot.com.br)

Não há nenhuma pirâmide emitindo feixes de luz para os céus. A imagem usada para ilustrar a notícia é real, mas foi tirada em 2009 e é resultado de uma falha no sensor da câmera do iPhone que “não entendeu” a claridade repentina do raio, criando uma coluna de pixels (coincidentemente) bem no topo da pirâmide!

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Fonte E-farsas

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Meteorologia registra mais de mil raios em 1 h em tempestade nos EUA

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que mais de mil raios por hora atingiram o solo no ápice de uma tempestade  que atingiu a região de Portland, no estado do Maine, na quarta-feira (11). Árvores e postes de eletricidade foram derrubados, e uma subestação de energia elétrica foi danificada.

Raio corta céu ao norte da ilha de Macworth, em Portland, Maine. O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que mais de mil raios por hora atingiram o solo no ápice da tempestade na quarta (11). A foto da véspera foi divulgada nesta quinta (12). (Foto: Robert F. Bukaty/AP)Raio corta céu ao norte da ilha de Macworth, em Portland, Maine. A foto da véspera foi divulgada nesta quinta (12) (Foto: Robert F. Bukaty/AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 17 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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