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Coreia do Norte manda prisioneiro americano para campo de trabalho

Kenneth Bae em 20 de janeiro de 2014 (Foto: Reuters/Kyodo/Files)Kenneth Bae em 20 de janeiro de 2014
(Foto: Reuters/Kyodo/Files)

A Coreia do Norte enviou o prisioneiro americano de origem sul-coreana Kenneth Bae, cujo nome de batismo é Bae Joon-ho, de volta para um campo de trabalho após ele ter ficado hospitalizado por um longo período, informou nesta sexta-feira (7) o Departamento de Estado dos Estados Unidos, que pediu mais uma vez a sua libertação.

Bae, de 45 anos, foi detido em novembro de 2012 e condenado no dia 30 de abril do ano passado pela Suprema Corte norte-coreana a 15 anos de trabalhos forçados por violar o artigo 60 da Constituição do país, que faz referência a crimes com o objetivo “de derrubar o regime”.

Apesar de o delito nunca ter sido especificado pela Coreia do Norte, sabe-se que Bae, que trabalhava como operador de turismo em uma cidade na fronteira com a China e também era um missionário cristão, entrou na zona econômica especial norte-coreana de Rason (nordeste) junto com cinco turistas no início de novembro de 2012.

“Estamos muito preocupados, pelo retorno de Bae ao campo de trabalho.Também estamos muito preocupados com sua saúde, por isso pedimos mais uma vez uma anistia especial e sua imediata libertação”, disse em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Bae sofre problemas de saúde crônicos e por isso foi hospitalizado, segundo sua irmã Terri Chung, que foi citada por vários meios da imprensa americana.

Diplomatas da embaixada da Suécia na Coreia do Norte, que representa os interesses americanos no país asiático, se reuniram dez vezes com Bae desde a sua prisão, a última nesta sexta-feira no campo de trabalho para o qual foi enviado, informou o Departamento de Estado.

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu sua libertação ontem durante a realização anual do chamado “National Breakfast Prayer” (‘Café da Manhã Nacional de Orações’).

Obama pediu para que “não esqueçamos os americanos de fé que são perseguidos” na atualidade e mencionou Bae: “Sua família o quer em casa e os Estados Unidos continuarão fazendo o possível para conseguir sua libertação, porque Kenneth Bae merece ser livre”, prometeu.

O Departamento de Estado voltou a cogitar nesta sexta a possibilidade de que o diplomata Robert King, enviado especial dos EUA para Coreia do Norte, vá até Pyongyang para facilitar os trâmites da libertação de Bae.

Em agosto do ano passado, a Coreia do Norte cancelou, no último momento, um convite similar para King, com o argumento de que os Estados Unidos fizeram “provocações militares” contra o país comunista.

Em um incomum comparecimento diante da imprensa no último dia 20 de janeiro, Bae manifestou seu desejo de ser libertado o mais rápido possível para retornar a sua família nos EUA, informou na época a agência japonesa “Kyodo”.

Fonte G1

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Publicado por em 8 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Prisioneiro de Guantánamo denuncia a falta de alimentos como ‘tortura psicológica’

Ramzi ben al-Chaiba, natural do Iêmen e um dos cinco acusados pelos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, deixou o tribunal em Guantánamo, em Cuba, nesta terça-feira (20), alegando ter sido privado de alimentação antes de cada audiência – uma forma de “tortura psicológica”, afirmou.

O acusado, único presente esta terça na semana de audiências preliminares, declarou: “Não posso continuar lá (…) há muitos problemas com a comida, todos os dias é a mesma coisa”.

Em árabe, traduzido por um intérprete, o detento explicou que esse “problema se repete todos os dias”. Ele disse ter tentado falar com um oficial, mas não foi ouvido, de acordo com a transmissão da audiência por circuito fechado na base militar de Fort Meade, perto de Washington.

É “uma forma de tortura psicológica”, que “não diz respeito apenas a mim, mas também aos meus irmãos”, acrescentou o acusado, vestido com uma túnica branca e o tradicional turbante.

Em paralelo à audiência, o porta-voz da prisão, Robert Durand, disse “que foi oferecida ao acusado a comida halal clássica dos presos”, mas que ele “se queixou que seu almoço não tinha condimentos, como azeite, ou mel”.

Seu advogado Jim Harrington informou que seu cliente “sente que as condições são cada vez mais intoleráveis para ele”.

“Às vezes, pequenas coisas – nem sempre pequenas – crescem, crescem, crescem … E as coisas se tornam ainda mais significativas”, completou.

Ao ser questionado pelo juiz militar James Pohl se queria deixar “voluntariamente” a sala do tribunal, o acusado respondeu “sim”, em inglês, e foi acompanhado para o Campo 7, onde permanece detido, na base militar americana de Guantánamo.

“Não tem precedentes na história americana a maneira como eles são tratados”, concordou outro advogado de defesa, Kevin Bogucki, na mesma audiência.

O advogado militar falou de “frustração” de seu cliente, cuja cela está submetida a “barulhos e vibrações que o impedem de se concentrar, ou dormir”.

Os debates continuaram na ausência dos cinco acusados, dos quais quatro haviam indicado de manhã que não queriam participar dessa audiência preliminar, destinada a preparar o julgamento.

Os acusados podem ser condenados à pena capital pela morte de 2.976 pessoas nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

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Publicado por em 21 de agosto de 2013 em Brasil

 

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