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Empresas preveem baixa cobertura de telefonia e internet na Baixada

Equipamentos de telefonia e internet são instalados na Arena da Baixada (Foto: Divulgação / Mauricio Mano / Site Oficial do CAP)Equipamentos de telefonia e internet são instalados (Foto: Divulgação / Mauricio Mano / Site Oficial do CAP)

A Arena da Baixada, em Curitiba, deve ter uma cobertura de telefonia e internet móvel de menor qualidade do que outros estádios Copa do Mundo. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), os torcedores que forem ao estádio deverão enfrentar dificuldades para utilizar os serviços em algumas áreas do estádio, por conta do atraso na conclusão das obras.

Segundo o presidente-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, as cinco operadoras de telefonia habilitadas devem enfrentar os problemas. O problema decorre, segundo ele, do tempo exíguo para a instalação dos equipamentos necessários para garantir os serviços. As operadoras pediram 150 dias de prazo para instalar e testar todo o sistema, o que não foi respeitado, conforme o sindicato. Apesar de a instalação já ter começado, o estádio ainda possui o status de 99% concluído.

“Temos necessidade de uma sala de 200 metros quadrados. Nessa sala, precisamos de um piso elevado aonde vão os computadores, de ar-condicionado para os equipamentos, nós colocamos energia alternativa para suprir qualquer pico, e preenchemos todos os 200 metros com equipamentos das cinco empresas”, explicou Levy. Segundo ele, a tecnologia utilizada será semelhante à de grandes eventos como as Olimpíadas de Londres e o Super Bowl.

O problema, porém, está na distribuição do sinal. Da sala reservada para os equipamentos, que fica no subsolo do estádio, saem 20 quilômetros de rede de fibra ótica que se espalha pelo estádio. Através delas, o projeto previa que fossem colocadas 300 pequenas antenas que captariam o sinal dos celulares das pessoas presentes no estádio. Com menos tempo do que o planejado, as operadoras precisaram priorizar setores específicos do estádio, com maior circulação, como as arquibancadas e as salas de imprensa.

“No caso da Baixada, e também do Itaquerão, só vamos ter cobertura 2G, 3G e 4G onde houver pessoas assistindo ao jogo. No banheiro não vai ter cobertura. Se o cara for um um restaurante, talvez não tenha sinal. Ao sair ou entrar no estádio, talvez não tenha também. Não é tão grave, porque as pessoas vão se deslocar pelas arquibancadas, mas não podemos garantir os outros ponto dos estádios”, detalhou Levy.

WiFi
O problema de cobertura das operadoras pode ser minimizado, segundo o Sinditelebrasil, pelo uso da rede WiFi que será instalada pelo próprio estádio – embora não resolva a falta de sinal para a telefonia. No caso da Arena da Baixada, a empresa contratada para fazer as instalações da rede WiFi é a Lemcon, que promete velocidade de até 200 Mb para a torcida presente no estádio em diversos setores do estádio – como restaurantes e estacionamento, por exemplo.

No banheiro não vai ter cobertura. Se o cara for um um restaurante, talvez não tenha sinal. Ao sair ou entrar no estádio, talvez não tenha também”

De acordo com o Sinditelebrasil, as operadoras tentaram chegar a um acordo com o Atlético-PR, proprietário do estádio, para que pudessem também oferecer redes próprias de WiFi para os clientes, mas não houve acerto. “Alguns estádios, em sua estratégia comercial, têm o interesse de explorar isso comercialmente, ou não”, disse o presidente do sindicato.

Ainda segundo Levy, o objetivo do complemento de rede seria descongestionar o tráfego, uma vez que as conexões 3G disputam espaço com as chamadas de voz – o que não ocorreria pelo WiFi. “Normalmente em áreas de grande concentração, como shoppings, aeroportos e arenas esportivas, as empresas de celulares acrescentam a rede WiFi por conta, para desafogar”, explicou.

O G1 entrou em contato com o Atlético-PR, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Sinal de telefone deve funcionar apenas nas arquibancadas e Sala de Imprensa da Arena da Baixada (Foto: Divulgação / Mauricio Mano / Site Oficial do CAP)Sinal de telefone deve funcionar apenas nas arquibancadas e na Sala de Imprensa da Arena da Baixada, em Curitiba, segundo o sindicato das operadoras (Foto: Divulgação/Mauricio Mano/Site Oficial do CAP)

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Windows RT deve fracassar, preveem analistas

Menos capaz que o Windows 8, sistema tem como atrativos o baixo custo e longa autonomia de bateria, vantagens que estão desaparecendo rapidamente

Ah, Las Vegas. Lugar onde os sonhos se realizam e corações são despedaçados. Talvez não exista lugar mais adequado para mostrar a gigantesca aposta que é o Windows RT, o primeiro sistema operacional da Microsoft focado em tablets, e a primeira versão criada especificamente para processadores ARM.

Mas a Microsoft e a ARM não tiveram sorte, e perderam a aposta. O Windows RT não estava em sua melhor forma durante a CES 2013, e para todos os efeitos morreu no deserto de Nevada no início de janeiro de 2013.

Um voto de não-confiança
Na verdade o Windows RT começou a CES fazendo barulho: Steve Ballmer, CEO da Microsoft, subiu ao palco durante a tradicional palestra de abertura da feira, feita neste ano pelo CEO da Qualcomm, Paul Jacobs. Ballmer mostrou dois tablets com Windows RT e processadores Qualcomm, entre eles o Samsung ATIV Tab, e destacou a Samsung como uma das principais parceiras de hardware da Microsoft.

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Steve Ballmer, da Microsoft, e Paul Jacobs, da
Qualcomm, apresentam tablets com Windows RT

Mas apenas três dias depois a Samsung disse à CNET que não irá lançar o ATIV Tab nos EUA, citando uma baixa demanda em geral por tablets com o Windows RT. Mike Abrary, um Vice-Presidente Sênior (SVP) na Samsung, disse também que os consumidores não entendem a diferença entre o Windows RT e o 8.

“Não houve um posicionamento muito claro sobre o lugar do Windows RT no mercado, e qual sua relação com o 8”, disse Abrary à CNET. “Quando fizemos alguns testes e estudos para determinar como poderíamos colocar um aparelho com o RT no mercado, descobrimos que ainda seria necessário muito trabalho para educar o consumidor sobre o que é o Windows RT”.

Para ser justo, a Samsung não é um indicador das tendências no mercado de PCs. Embora a empresa produza algumas máquinas com Windows interessantes, não é um grande participante no tradicional mercado de informática e sua atenção está voltada principalmente ao Android.

Mas a Samsung não é a única fabricante (OEM) a dar um passo atrás com o RT. Tanto a HP quanto a Toshiba desistiram de planos para tablets com o sistema antes mesmo dele ser lançado. Já a Acer anunciou que seu tablet com sistema não irá aparecer nas lojas antes do segundo trimestre deste ano, se for lançado.

No momento o Dell XPS 10, ASUS VivoTab e Lenovo Yoga 11, além do Surface RT da Microsoft, são os únicos aparelhos com Windows RT no mercado nos EUA. Nenhum deles conseguiu algum sucesso, com exceção, talvez, do Surface.

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O VivoTab, da ASUS, é um dos
tablets com WindowsRT no mercado

Embora a CES estivesse cheia de aparelhos com o Windows 8, o Windows RT esteve completamente ausente. Pra piorar a situação o sucessor do Lenovo Yoga 11 – batizado de Yoga 11S – troca o processador ARM por um Intel Core. A própria Microsoft mostrou, a portas fechadas, seu tablet Surface Pro baseado em um processador Intel Core i5, e não fez um anúncio sequer sobre o Surface RT ou seus planos para o modelo no futuro.

Vantagem dos ARM? Que vantagens?
Mesmo que a Microsoft tivesse gasto mais de seu orçamento de marketing (estimado em US$ 1,5 bilhão) explicando as diferenças entre o Windows RT e o Windows 8, a mensagem não seria tão atraente para os consumidores por que, francamente, no momento o Windows RT é uma droga. E dizer que ele “é que nem o Windows 8, com a exceção de que não roda aplicativos desktop, e os aplicativos para Windows 8 na Windows Store não são tão bons” não é lá um bom argumento de vendas.

Embora não sejam capazes de rodar programas “legados” escritos para o desktop, os processadores ARM nos quais os tablets Windows RT são baseados têm, no geral, menor consumo de energia e custam menos que os de arquitetura x86 produzidos pela Intel e AMD – daí sua presença em tantos tablets Android e em aparelhos da Apple, onde a autonomia de bateria e um preço competitivo são duas das principais preocupações.

Entretanto, estes benefícios da arquitetura ARM já estão sendo desafiados por uma nova geração de processadores x86, mais especificamente o Intel Atom Z2760 “Clover Trail”. O novo chip para tablets da Intel é tão eficiente que em nossos testes de bateria um Samsung ATIV Smart PC equipado com ele durou impressionantes 9 horas e 14 minutos, superando a marca de aparelhos com processadores ARM e Windows RT como o ASUS VivoTab RT e o Surface RT da Microsoft. Em termos de desempenho bruto o Atom Z2760 fica muito aquém de seus irmãos na família Intel Core, mas é similar ao de produtos da ARM.

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AMD “Temash”, chip sob medida para tablets,
com baixo consumo e GPU Radeon integrada

Em termos de custo, tablets com Windows 8 ainda tendem a ser um pouco mais caros que suas contrapartes com Windows RT, mas modelos de baixo custo como o Dell Latitude 10 (US$ 500) e a versão de 32 GB do Acer W510 (US$ 550) já oferecem a experiência completa com o Windows 8 pelo mesmo preço que um tablet com o Windows RT. O modelo de entrada do Lenovo Yoga 11S irá custar os mesmos US$ 799 do atual modelo com Windows RT.

Em outras palavras, os tablets com Windows RT carregam todo o peso das limitações do Windows numa plataforma ARM, cujas supostas vantagens no preço e no consumo de energia estão desaparecendo rapidamente.

O golpe da Samsung no Windows RT foi seguido por dois ganchos certeiros desferidos pela AMD e Intel durante a CES. A AMD passou toda a feira demonstrando seu sistema em um chip de codinome Temash, que tem compatibilidade com DirectX 11.1, graças à GPU Radeon integrada. Tanto o Temash quanto o Intel “Bay Trail” – sucessor do Clover Trail, com o dobro de desempenho segundo a fabricante – aparecerão em tablets na segunda metade de 2013.

É uma data distante, mas os processadores da Intel e AMD irão erodir ainda mais as vantagens da arquitetura ARM quando surgirem. Rodando o Windows 8 completo, aliás.

Uma tábua de salvação?
Mesmo que o Windows RT esteja praticamente à deriva agora, isso não necessariamente significa que ele já era. Ironicamente, o maior aliado do Windows RT em sua luta pela sobrevivência é o Windows 8.

A maior falha do Windows RT é sua dependência nos aplicativos para o Windows 8. A Windows Store é atualmente tão útil quando o desktop residual no Windows RT, ou seja, não muito. Mas se a Microsoft conseguir atrair uma boa quantidade de usuários para o Windows 8 os desenvolvedores com certeza virão atrás, trazendo aplicativos novinhos em folha e feitos sob medida para o sistema junto com eles. E estes apps, antes que nos esqueçamos, rodarão tão bem nos tablets Windows RT quanto naqueles com processadores Intel e o Windows 8.

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A loja de aplicativos do Windows 8 pode
ser a salvação do Windows RT

Em outras palavras, uma adoção em grande escala do Windows 8 só irá ajudar o RT a longo prazo. Se com o tempo a Windows Store conseguir atingir seu potencial, o desktop inútil no RT será um ponto negativo com muito menos peso do que atualmente, transformando o sistema no concorrente do iPad que ele desesperadamente quer ser. O tempo também irá ajudar a reduzir a distância entre os processadores x86 e ARM, à medida em que a Intel e a AMD continuam a aumentar a eficiência energética de seus chips, enquanto a ARM introduz núcleos cada vez mais poderosos, como o Cortex-A15 encontrado no novo Nvidia Tegra 4.

Será o Windows 8 capaz de sustentar o ecossistema por tempo suficiente para dar ao Windows RT uma chance de lutar pela sobrevivência? Apesar de histórias sobre uma fraca adoção do Windows 8 e a saúde do mercado de PCs em geral, novos números do Gartner colocam as vendas de computadores em perspectiva.

A empresa de pesquisas, especializada no mercado de tecnologia da informação, estima que cerca de 353 milhões de notebooks e desktops foram vendidos em 2012, embora as entregas de produtos para as lojas tenham sido um pouco reduzidas no final do ano em relação aos anos anteriores. Mesmo que a indústria mantenha este pequeno declínio ao longo de 2013, o Windows 8 estará em centenas de milhões de computadores ao longo do ano, com a nova interface se tornando familiar para muitos usuários.

A pergunta de US$ 1,5 bilhão não é se o Windows 8 consegue gerar participação no mercado. Em vez disso a pergunta é: a Microsoft precisa da ARM se a AMD e Intel continuarem a lançar processadores de baixo custo e baixo consumo de energia? Considerando todas as outras coisas como iguais, não há motivo para escolher o Windows RT em vez do Windows 8 e seu desktop completamente funcional. A falta de retrocompatibilidade pode significar o fim do Windows RT a longo prazo – assumindo, claro, que a Microsoft não abandone completamente o desktop na versão básica do Windows 9.

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Publicado por em 20 de março de 2013 em Tecnologia

 

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Guerra dos sistemas operacionais: Apple baterá o Windows em 2014, preveem analistas

Segundo pesquisa, aparelhos da fabricante do iPhone diminuíram desvantagem em relação a rival Microsoft. iPad e Mac aparecem como trunfos

A Apple agora vende um aparelho para cada dois produtos com Windows, revelando que a grande vantagem da Microsoft na guerra de sistemas caiu rapidamente desde o início dos anos 2000, quando a proporção era de 56 computadores Windows para cada gadget da empresa de Steve Jobs.

A consultoria Asymco publicou um relatório que mostra que, quando se leva em consideração todos os aparelhos vendidos pela Apple, a relação de múltiplas unidades Windows para unidades da rival de Cupertino caiu para menos de dois para um.

O crescimento do Mac também fica evidente no novo estudo, que revela que mesmo quando se leva em consideração os desktops e notebooks com o sistema OS X, o Windows vende 19 unidades para cada unidade comercializada pela Apple, um resultado muito melhor do que a já citada taxa de 56 para 1 registrada em 2004.

“Apesar de os volumes de PC continuarem a crescer, eles têm feito isso de maneira mais lenta e o Mac cresceu mais rapidamente”, explicou o analista da Asymco, Horace Dediu, ao falar sobre a mudança que começou há oito anos. “O fato que coincide com isso é a emergência da computação portátil.” 

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“Se considerarmos todos os aparelhos que a Apple vende, a diminuição torna-se ainda mais significativa e as múltiplas quedas para menos de dois”, continua Dediu. “Vistos dessa maneira, os aparelhos pós-PC acabaram nivelando as coisas de forma mais rápida do que o previsto originalmente. Eles não apenas reverteram as vantagens, como cancelaram todas de uma vez.”

“Considerando o futuro próximo, é seguro esperar por uma ‘paridade’ do iOS+OS X vs. Windows dentro de um ou dois anos”, conclui Dediu. “As consequências são horríveis para a Microsoft. A extinção da vantagem do Windows sobre qualquer plataforma vai torná-la vulnerável a concorrência direta… Esse fato, acima de tudo, terá um efeito psicológico. Perceber que o Windows não é uma hegemonia vai liberar forças do mercado que ninguém pode prever.”

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Publicado por em 29 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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