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Níveis crescentes de CO2 podem afetar valor nutricional de cereais

Nascer do sol atrás de campo de plantação de trigo na Reserva American Prairie, em Montana, Estados Unidos. (Foto: Chris Tajane)Cereais importantes para a alimentação, como o trigo, terão valor nutricional alterado devido ao excesso de CO2 na atmosfera (Foto: Chris Tajane)

Níveis crescentes de dióxido de carbono (CO2) vão afetar o valor nutricional de cereais importantes para a alimentação, com o arroz e o trigo, alertaram cientistas em um estudo publicado nesta quinta-feira na edição impressa da revista “Nature”.

De acordo com os pesquisadores, os agricultores deveriam se concentrar na preocupante vulnerabilidade destes gêneros às emissões crescentes de carbono.

No artigo publicado, foram testadas 41 cepas de seis cultivos plantados em campos abertos de sete locais em Austrália, Japão e Estados Unidos, onde as plantas foram expostas a níveis altos de CO2 liberados por gasodutos horizontais.

O ar normal tem concentrações de CO2 de cerca de 400 partes por milhão (ppm), que atualmente está subindo em torno de dois a três ppm ao ano. Em seu ambiente “enriquecido com carbono”, as plantas experimentais cresceram em condições de 546-586 ppm de CO2, uma cifra que em cenários pessimistas pode ser alcançada em meados do século.

Isto se traduz em um aquecimento de mais de 3ºC com base em níveis pré-industriais, enquanto os países-membros das Nações Unidas se comprometeram a limitar a elevação das temperaturas a 2ºC.

Menos minerais
Os níveis de zinco, ferro e concentrações de proteínas nos cultivos de trigo nos campos diminuíram 9,3%, 5,1% e 6,3% em comparação com o trigo cultivado em condições normais, afirmaram os cientistas. No arroz, os níveis de zinco, ferro e proteína despencou 3,3%, 5,2% e 7,8%, embora essas cifras variem muito de acordo com as diferentes cepas testadas.

Outras quedas foram observadas no zinco e no ferro em campos de cultivo de ervilha e soja, mas houve poucas mudanças em seus níveis proteicos. Em contraste, o impacto do CO2 “enriquecido” no milho e no sorgo foi relativamente menor.

“Este estudo é o primeiro a solucionar a questão de se as concentrações crescentes de CO2, que têm aumentado firmemente desde a Revolução Industrial, ameaçam a nutrição humana”, disse Samuel Myers, cientista de saúde ambiental da Escola de Saúde Pública de Harvard.

“A humanidade está fazendo uma experiência global ao alterar as condições ambientais no único planeta habitável que conhecemos. À medida que esta experiência se desenvolver, sem dúvida haverá muitas surpresas”, continuou.

O estudo alertou os agricultores a adaptar os cereais essenciais para torná-los menos sensíveis ao aumento do CO2. Sem ajuda, os países mais pobres poderão ficar expostos a uma nutrição decadente, acrescentou. Cerca de dois bilhões de pessoas sofrem de deficiências de zinco e ferro, que podem afetar o sistema imunológico e provocar anemia, respectivamente.

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Publicado por em 14 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Níveis crescentes de CO2 podem afetar valor nutricional de cereais

Nascer do sol atrás de campo de plantação de trigo na Reserva American Prairie, em Montana, Estados Unidos. (Foto: Chris Tajane)Cereais importantes para a alimentação, como o trigo, terão valor nutricional alterado devido ao excesso de CO2 na atmosfera (Foto: Chris Tajane)

Níveis crescentes de dióxido de carbono (CO2) vão afetar o valor nutricional de cereais importantes para a alimentação, com o arroz e o trigo, alertaram cientistas em um estudo publicado nesta quinta-feira na edição impressa da revista “Nature”.

De acordo com os pesquisadores, os agricultores deveriam se concentrar na preocupante vulnerabilidade destes gêneros às emissões crescentes de carbono.

No artigo publicado, foram testadas 41 cepas de seis cultivos plantados em campos abertos de sete locais em Austrália, Japão e Estados Unidos, onde as plantas foram expostas a níveis altos de CO2 liberados por gasodutos horizontais.

O ar normal tem concentrações de CO2 de cerca de 400 partes por milhão (ppm), que atualmente está subindo em torno de dois a três ppm ao ano. Em seu ambiente “enriquecido com carbono”, as plantas experimentais cresceram em condições de 546-586 ppm de CO2, uma cifra que em cenários pessimistas pode ser alcançada em meados do século.

Isto se traduz em um aquecimento de mais de 3ºC com base em níveis pré-industriais, enquanto os países-membros das Nações Unidas se comprometeram a limitar a elevação das temperaturas a 2ºC.

Menos minerais
Os níveis de zinco, ferro e concentrações de proteínas nos cultivos de trigo nos campos diminuíram 9,3%, 5,1% e 6,3% em comparação com o trigo cultivado em condições normais, afirmaram os cientistas. No arroz, os níveis de zinco, ferro e proteína despencou 3,3%, 5,2% e 7,8%, embora essas cifras variem muito de acordo com as diferentes cepas testadas.

Outras quedas foram observadas no zinco e no ferro em campos de cultivo de ervilha e soja, mas houve poucas mudanças em seus níveis proteicos. Em contraste, o impacto do CO2 “enriquecido” no milho e no sorgo foi relativamente menor.

“Este estudo é o primeiro a solucionar a questão de se as concentrações crescentes de CO2, que têm aumentado firmemente desde a Revolução Industrial, ameaçam a nutrição humana”, disse Samuel Myers, cientista de saúde ambiental da Escola de Saúde Pública de Harvard.

“A humanidade está fazendo uma experiência global ao alterar as condições ambientais no único planeta habitável que conhecemos. À medida que esta experiência se desenvolver, sem dúvida haverá muitas surpresas”, continuou.

O estudo alertou os agricultores a adaptar os cereais essenciais para torná-los menos sensíveis ao aumento do CO2. Sem ajuda, os países mais pobres poderão ficar expostos a uma nutrição decadente, acrescentou. Cerca de dois bilhões de pessoas sofrem de deficiências de zinco e ferro, que podem afetar o sistema imunológico e provocar anemia, respectivamente.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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TV digital e 4G podem conviver bem na mesma frequência, diz Abinee

Os serviços de internet móvel 4G e de TV digital podem conviver bem na frequência de 700 Megahertz (MHz), de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), entidade que representa os fabricantes de equipamentos de telecomunicações.

A conclusão foi baseada em testes de campo realizados pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). O trabalhos foram motivados por uma preocupação da indústria sobre possíveis interferências entre os dois sistemas, por operarem na mesma frequência.

O governo planeja leiloar a faixa de 700 MHz para que as operadoras ofereçam internet de alta velocidade. Esta frequência é vizinha à faixa usada pela TV aberta digital.

Especialistas dizem que os testes feitos até agora demonstram que um serviço pode interferir no outro, o que pode prejudicar tanto a TV aberta e gratuita quanto o 4G.

A Anatel diz que que essa interferência não ocorrerá.

“Os estudos apontaram que, mesmo nas eventuais situações desfavoráveis, a convivência entre os dois sistemas é sempre possível, desde que aplicadas técnicas de mitigação”, afirmou o diretor do grupo setorial de telecomunicações da Abinee, Luciano Cardim, em nota.

Além disso, os testes demonstraram que as interferências da TV digital no sistema 4G não são suficientes para afetar a disponibilidade de banda larga móvel aos usuários e que são “perfeitamente mitigáveis”.

Segundo a Abinee, as avaliações foram feitas com equipamentos comerciais, como televisores, celulares e chips, aderentes aos padrões de cada tecnologia.

A associação reiterou seu apoio à realização do leilão de 700 MHz de acordo com o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), previsto para agosto.

Os testes, patrocinados por Alcatel-Lucent, Motorola Solutions, Nokia e Qualcomm, foram entregues pela Abinee à Anatel, que deverá agregá-los aos seus estudos com vistas à realização do leilão da faixa de 700 MHz.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Clientes da Amazon podem adicionar produtos à ‘sacola’ pelo Twitter

Amazon permite adicionar itens à 'sacola' usando o Twitter (Foto: Divulgação/Amazon)Amazon permite adicionar itens à ‘sacola’ usando o
Twitter (Foto: Divulgação/Amazon)

A empresa norte-americana de comércio eletrônico Amazon começou a aceitar nos Estados Unidos que seus clientes adicionem produtos à “sacola” por meio do Twitter. A novidade passa a funcionar no país a partir desta segunda-feira (5). As companhias não informaram quando o serviço deve chegar ao Brasil e a outros mercados.

Com o novo recurso, os norte-americanos não precisam acessar a loja on-line da Amazon para incluir um determinado produto à lista de itens que serão comprados pelo site. Para que o produto seja adicionado à cesta, os usuários devem retuitar uma mensagem que contenha o link da Amazon para o item desejado e incluir na postagem a “hashtag” “#AmazonCart” .

O sistema da Amazon cuida de associar o perfil no Twitter à conta do usuário na loja de comércio eletrônico. Para que a nova forma de selecionar produtos funcione, porém, é necessário estabelecer uma conexão entre as contas na Amazon e no Twitter.

A empresa diz que, além de aumentar a velocidade e a agilidade das compras, os usuários não precisam deixar o Twitter para escolher seus produtos.  “Não há mais a necessidade de trocar de aplicativo, de digitar senhas ou de tentar lembrar um produto visto no Twitter”, diz comunicado da Amazon.

O próximo passo é finalizar a compra. Para isso, porém, é necessário acessar o site da companhia de varejo.

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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MH370: Buscas podem levar um ano

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Mapa (Foto: BBC)

O responsável pela operação internacional de busca pelo voo MH370, o australiano Angus Houston, afirmou nesta sexta-feira (2) que pode levar até um ano para que o avião desaparecido da Malaysia Airlines seja encontrado. Ele disse, no entanto, estar confiante de que o aeronave será encontrada.

Na semana que vem, representantes da Austrália, China e Malásia vão se reunir na capital australiana, Canberra, para discutir o andamento das buscas. Nesta quinta-feira (2), um relatório revelou uma diferença de quatro horas entre o desaparecimento do MH370 e o início das operações de busca.

O estudo preliminar, do Ministério dos Transportes da Malásia, também apontou que os controladores de tráfego aéreo só perceberam que o avião havia desaparecido 17 minutos depois dele ter sumido dos radares.

A aeronave, com 239 pessoas a bordo, desapareceu no dia 8 de março enquanto sobrevoava o Mar do Sul da China. O avião partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, e deveria aterrissar em Pequim, na China, seis horas depois.

Autoridades acreditam, no entanto, que o avião tenha caído no mar em algum ponto a oeste da cidade australiana de Perth, a milhares de quilômetros longe de sua rota original.

O motivo do desvio permanece desconhecido. Uma operação de buscas envolvendo vários países ainda ainda não encontrou vestígios da aeronave. No início dessa semana, a Austrália anunciou que a operação estava entrando em uma “nova fase”, depois de realizar uma busca na área onde tinham sido captados sinais eletrônicos semelhantes aos da caixa-preta do avião.

‘Totalmente comprometido’
A reunião na Austrália na semana que vem ajudará a definir a próxima etapa das operações de busca, disseram autoridades.

“Esse encontro é muito importante porque formalizará o caminho que devemos seguir para garantir que essa busca continue com urgência e não seja interrompida em nenhum momento”, afirmou Houston.

A busca por destroços da aeronave foi adiada sem prazo determinado. Já a operação no solo submarino será estendida para a área onde as autoridades acreditam – com base em imagens de satélite – que o avião tenha caído.

“A busca deverá levar provavelmente cerca de oito meses, talvez de oito a 12 meses se nós tivermos um clima ruim ou outros problemas”, disse Houston. “Mas nós estamos totalmente comprometidos em achar o MH370 e estou pessoalmente confiante de que, com uma busca efetiva, nós acharemos em algum momento essa aeronave”.

Relatório
Na noite da última quinta-feira, as autoridades da Malásia divulgaram um relatório preliminar sobre o avião desaparecido. Segundo um rascunho do estudo, os controladores de tráfego aéreo do Vietnã contataram seus colegas de Kuala Lumpur a 01h38 (hora local) para comunicar sobre o desaparecimento do avião, 17 minutos depois dele ter sumido dos radares. A operação de busca e resgate teve início quatro horas depois, às 05h30 locais.

O relatório também recomendou a introdução de um rastreamento em tempo real de voos aéreos comerciais, ao destacar que houve duas ocasiões recentes em que grandes aviões desapareceram sem deixar registros de suas últimas posições – os voos MH370 e o AF447, da Air France. em 2009 (que caiu no meio do Oceano Atlântico, com 228 passageiros a bordo).

“Essa incerteza criou uma dificuldade significativa para localizar a aeronave em tempo hábil”, informou o relatório.

Atualmente, não há qualquer exigência nesse sentido por parte da Autoridade de Avião Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), o órgão das Nações Unidas que fiscaliza a aviação global.

Enquanto isso, a Malaysia Airlines pediu a familiares dos passageiros para deixar o hotel em Kuala Lumpur onde estão temporariamente hospedados e ir para casa.

A companhia aérea diz demonstrar “profunda solidariedade à angústia contínua e inimaginável, e ao dano sofridos por aqueles com entes queridos a bordo do avião”, mas alertou que as buscas seriam “um processo longo”. A empresa acrescentou ainda que os familiares devem aguardar por atualizações ‘no conforto de suas casas’.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Brasil

 

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Austrália diz que possíveis destroços de avião sumido podem ter afundado

Imagens de satélite divulgadas pelo governo australiano mostram objetos achados no oceano que poderiam ser os destroços do voo MH370 da Malaysian Airlines, desaparecido desde 8 de março (Foto: Australian Government's Department of Defence via the Australian Maritime Safety Authority/AFP)Imagens de satélite divulgadas pelo governo australiano mostram objetos achados no oceano que poderiam ser os destroços do voo MH370 da Malaysian Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março (Foto: Australian Government’s Department of Defence via the Australian Maritime Safety Authority/AFP)

O vice-primeiro-ministro da Austrália, Warren Truss, disse nesta sexta-feira (21) que os objetos vistos em imagens de satélite em uma área remota no sul do Oceano Índico, o que levou a uma caçada internacional em busca do avião desaparecido da Malaysia Airlines, já podem ter afundado.

O voo MH-370 desapareceu no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo (a maioria chineses), no trajeto entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China. As imagens de satélite foram feitas no dia 16 de março.

“Algo que estava flutuando no mar há tanto tempo pode não estar mais”, disse Truss a repórteres em Perth, na Austrália. “Podem ter ido para o fundo.”

Segundo a emissora americana CNN, o primeiro avião enviado ao local nesta sexta-feira para tentar localizar os possíveis destroços não encontrou nada na área monitorada.

VALE ESTE - mapa avião desaparecido malásia - 21.03 (Foto: Arte/G1)

Truss disse que as buscas continuam por “mares traiçoeiros”, em uma área a 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth, e que as aeronaves da Austrália, Nova Zelândia e dos Estados Unidos receberão o apoio de aviões chineses e japoneses durante o fim de semana.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, disse na quinta-feira (20) que satélites avistaram no sul do Oceano Índico dois objetos que podem estar relacionados ao Boeing da Malaysia Airlines. Um dos objetos teria 24 metros.

“A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês) recebeu informações baseadas em dados de satélites sobre objetos que poderiam estar relacionados com a busca”, disse Abbot no Parlamento australiano.

De acordo com o primeiro-ministro, os objetos estariam ao sul do Oceano Índico, a cerca de 2.300 km da costa da cidade de Perth, onde o tempo não está bom no momento.

“Ao analisarmos as imagens de satélite, identificamos dois objetos possivelmente relacionados com as buscas”, afirmou.

Navios e aviões foram enviados ao local, mas por enquanto nada foi localizado.

Após o anúncio, o governo da Malásia afirmou que a localização dos objetos é um “indício crível” que pode levar ao avião, mas que ainda precisa ser confirmado. Enquanto isso não ocorre, as buscas em outras áreas foram mantidas.

“Até que tenhamos certeza de que localizamos o MH370, as operações continuarão nos dois corredores”, declarou o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein.

Sumiço
O Boeing 777-200 fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim quando perdeu contato pelo rádio, na madrugada de 8 de março. Segundo as investigações, após a perda de contato, o avião ainda voou por várias horas, alterando sua direção e altitude.

As autoridades malaias consideram “intencionais” a desativação dos sistemas de comunicação do Boeing e a mudança radical de trajetória. A alteração de rumo não aconteceu de modo manual, mas por meio de um código de informática possivelmente programado por uma pessoa na cabine de comando, pelo Sistema de Gestão de Voo (FMS) usado pelos pilotos, confirmaram investigadores americanos citados pelo jornal “The New York Times”.

Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Barco chega a área onde objetos que podem ser de avião foram detectados

Imagens de satélite divulgadas pelo governo australiano mostram objetos achados no oceano que poderiam ser os destroços do voo MH370 da Malaysian Airlines, desaparecido desde 8 de março (Foto: Australian Government's Department of Defence via the Australian Maritime Safety Authority/AFP)Imagens de satélite divulgadas pelo governo australiano mostram objetos achados no oceano que poderiam ser os destroços do voo MH370 da Malaysian Airlines, desaparecido desde 8 de março (Foto: Australian Government’s Department of Defence via the Australian Maritime Safety Authority/AFP)

Um barco norueguês, o “St Petersburgo”, chegou nesta quinta-feira (20) à região do Oceano Índico onde foram detectados objetos que poderiam pertencer ao desaparecido Boeing 777 da Malaysia Airlines, anunciou o armador Hegh Autoliners.

“O barco chegou ao local para participar na busca”, declarou à AFP Cecilie Moe, porta-voz da empresa norueguesa.

Segundo outro porta-voz da empresa, Chreistian Dall, a margem de busca nesta quinta-feira, no entanto, é reduzida. “Nesta região, o sol se põe dentro de uma hora mais ou menos”, afirmou às 11h GMT (8h de Brasília).

O St Petersburgo, barco de transporte de veículos que seguia para Melbourne, foi desviado a pedido das autoridades australianas para tentar identificar os objetos no mar detectados por satélite no sul do Oceano Índico.

Os satélites mostraram imagens de dois objetos, um deles com 24 metros de comprimento, que podem estar relacionados ao voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu há 12 dias com 239 pessoas a bordo.

Um navio de vigilância da Marinha britânica também seguia para a região. O “HMS Echo” está na área e participará nas operações de busca, informou o ministério da Defesa.

O anúncio da descoberta foi feito nesta quinta pelo primeiro-ministro australiano, Tony Abbot. A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA) recebeu informações “novas e críveis”, “baseadas em dados de satélites, sobre objetos que poderiam estar relacionados com a busca”, disse Abbot no Parlamento.

Um avião Orion foi enviado ao local para examinar tais objetos – que seriam partes da fuselagem – e outros três aparelhos de vigilância e dois navios seguem para a zona.

mapa avião desaparecido malásia - 20.03 (Foto: Arte/G1)

Segundo John Young, funcionário da AMSA, um dos objetos “eventualmente ligado” ao voo MH370 e detectado por satélite mede 24 metros.

“Os objetos são relativamente leves. São objetos de certo tamanho, mas que flutuam de forma intermitente”. “O maior tem 24 metros, o outro é menor”, revelou Young em entrevista coletiva.

A Austrália se encarregou das buscas do Boeing no sul do Oceano Índico e, segundo a AMSA, os objetos estão nesta região, a cerca de 2.300 km da costa australiana, onde o tempo não está bom no momento.

Apesar da descoberta, Abbot pediu para não haver conclusões precipitadas: “Devemos ter em conta que o trabalho de encontrar estes objetos será muito complicado e que, no final, podem não ter qualquer relação com o voo MH370”.

Autoridades da Malásia
As autoridades malaias afirmaram que os dois objetos detectados por satélite no Oceano Índico representam um “indício crível” na busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines.

Mas o ministro de Defesa e interino de Transportes, Hishamudin Hussein, disse em entrevista coletiva em Sepang que é preciso se “corroborar e verificar” a informação para não dar “falsas esperanças” às famílias.

As autoridades malaias explicaram que, mesmo que se trate de restos do avião, não sabem quanto tempo demorariam para encontrar a caixa-preta do aparelho, que contém a informação necessária para explicar o ocorrido.

Segundo o ministro de Defesa, se os destroços avistados pertencerem ao MH370, serão consultados os investigadores do voo da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009, devido às condições similares do mar.

Hussein disse que as autoridades estão fazendo todo o possível para informar as famílias dos passageiros, mas, no entanto, “a informação que mais desejam saber não a temos: a localização do MH370”, afirmou.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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