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Em 1º dia de governo, Bachelet envia ao Congresso projeto sobre pobres

Presidente Michelle Bachelet recebe a faixa presidencial da presidente do Senado, Isabel Allende. (Foto: Victor R. Caivano/AP)Presidente Michelle Bachelet recebe a faixa
presidencial da presidente do Senado, Isabel Allende
(Foto: Victor R. Caivano/AP)

Em seu primeiro dia de trabalho como nova presidente do Chile, a socialista Michelle Bachelet enviou ao Congresso no início desta quarta-feira (12) um projeto de lei para instaurar de forma permanente a entrega de dois bônus às famílias mais pobres.

“Estamos retomando uma política social que coloca no centro os direitos dos cidadãos e lhes oferece apoio responsavelmente sustentados no tempo”, disse Bachelet, depois de assinar a iniciativa que deve ser discutida no Congresso, onde seu governo tem maioria simples.

A iniciativa, que considera a entrega de bônus no valor de 80 dólares em março e no inverno a 300.000 beneficiários, tem um custo total de 800 milhões de dólares.

Em março, os custos das famílias chilenas aumentam no início do ano escolar e ocorre o pagamento de impostos ao transporte e aos bens imóveis, entre outros. No inverno, sobem pelas doenças associadas ao frio e aos custos de calefação.

Após a assinatura do projeto, Bachelet liderava seu primeiro Conselho de Gabinete, mediante o qual delineará as ênfases de seu novo governo, no qual fixou três grandes reformas: uma educacional, outra tributária e uma mudança da Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Nos primeiros 100 dias, a presidente levantou 50 medidas que traçam o caminho para estas reformas, que buscam acabar com o que ela definiu como o único adversário do Chile: a desigualdade social.

“O Chile tem apenas um grande adversário e isso se chama desigualdade, e apenas juntos podemos enfrentá-lo”, afirmou Bachelet na terça-feira, em seu primeiro discurso ao país após assumir seu segundo mandato à frente do Chile, depois de ter governado de 2006 a 2010.

Com um crescimento médio de 5,4% nos últimos quatro anos, o Chile é um dos países mais ricos e estáveis da região. Sua renda per capita chega a 20.000 dólares, mas tem um dos maiores índices de desigualdade social da região.

Fonte G1

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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Melhora na situação da infância não é uniforme em países pobres, diz Unicef

Um relatório publicado nesta quinta-feira (30) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostrou que os países mais pobres não estão obtendo avanços uniformes na tentativa de reduzir os índices de pobreza e melhorar os índices de saúde das crianças do mundo.

O relatório compila estatísticas já divulgadas e se vale de dados novos para mostrar que a melhoria em alguns campos é acompanhada de piora em outros.

Entre os dados apontados está o de que 6,6 milhões de crianças com até 5 anos morreram em 2012 – a maioria delas por causas que poderiam ter sido previnidas.

O país com maior taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foi Serra Leoa, com 182 mortes a cada mil nascidos, ficando em 1º lugar entre 196 países. O Brasil teve 14 mortes a cada mil nascidos, o que o em 120º lugar (quanto mais alta a posição, menor o índice de mortalidade).

O país com maior taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foi Serra Leoa, com 182 mortes a cada mil nascidos, ficando em 1º lugar entre 196 países. O Brasil teve 14 mortes a cada mil nascidos, o que o em 120º lugar (quanto mais alta a posição, menor o índice de mortalidade).

As nações com menor taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos foram Luxemburgo e Islândia, com duas mortes a cada mil nascidos.

O relatório também aponta que 15% das crianças de todo o mundo são vítimas de trabalho infantil, que prejudica seu desenvolvimento e acesso à educação. Outro dado alarmante é o que aponta que 11% das meninas se casam antes de fazer 15 anos.

O Unicef pediu aos governos de todo o mundo que tenham mais responsabilidade e elaborem melhores estatístivcas e informações, para pode identificar os problemas que fazem que muitas das 2,2 bilhões de crianças do mundo não desfrutem de seus direitos.

O informe denuncia o aumento da disparidade na mortalidade infantil: 75% das mortes de crianças até os 5 anos ocorriam em países pobres e médios em 1990, contra 87% em 2012.

Avanços
Por outro lado, desde 1990 foram salvas as vidas de 90 milhões de crianças por conta da melhora dos índices de mortalidade infantil, um progresso que o fundo atribui essencialmente às vacinas, mas também aos avanços na potabilidade e no saneamento da água.

As mortes por sarampo entre crianças com menos de 5 anos caíram de 482 mil em 2000 para 86 mil em 2012, graças em grande parte à imunização, que teve sua cobertura aumentada de 16% em 1980 para 84% em 2012, segundo o relatório.

A melhoria na nutrição também possibilitou uma queda de 37% no número de crianças com problemas de crescimento.

A matrícula das crianças na escola primária também aumentou em relação aos parâmetros de 1990, quando só 53% delas iam à escola nos países em desenvolvimento, contra 81% em 2011.

“As estatísticas são necessárias para que o invisível se torne visível e para que se possam cobrar responsabilidades”, disse à imprensa Tessa Wardlaw, chefe de estatísticas do fundo.

Os dados do relatório são oriundos do “Multiple Indicator Cluster Services” (MICS), que, criado pelo Unicef, reuniu estatísticas em mais de 100 países ao longo dos anos.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Malaui vende avião presidencial com objetivo de alimentar os pobres

O Malaui planeja usar os US$ 15 milhões arrecadados com a venda do avião presidencial do país para alimentar mais de 1 milhão de pessoas necessitadas, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (5).

O Malaui irritou doadores ocidentais, que fornecem cerca de 40% do orçamento nacional, quando o falecido presidente Bingu wan Mutharika adquiriu um avião Dassault Falcon 900EX, com 14 lugares, em 2009.

A presidente Joyce Banda, que substituiu Mutharika depois que este morreu de ataque cardíaco, em abril de 2012, fez da venda do avião uma prioridade do seu governo, na esperança de reparar o dano causado pelas desavenças do antecessor com os doadores.

“Os US$ 15 milhões que recebemos pela venda do avião presidencial serão usados para adquirir milho localmente, a fim de alimentar as massas sofredoras, e parte irá para a produção de legumes”, disse Nations Msowoya, porta-voz do Tesouro do Malaui.

Segundo ele, os US$ 15 milhões representam mais de metade da verba destinada para a compra de milho até o final de março para 1,46 milhão de pessoas cadastradas pelo Comitê de Avaliação da Vulnerabilidade no Malaui, um órgão afiliado à ONU.

O Reino Unido, principal doador para o Malaui, criticou a compra do avião em 2009 e por causa disso reduziu em 3 milhões de libras ( US$ 4,7 milhões) a ajuda ao país africano.

Mas Banda, candidata a um novo mandato no ano que vem, tem sido elogiada no Ocidente pelas medidas de austeridade e pelos gestos destinados a estimular a economia.

A presidente já reduziu seu próprio salário em 30% e prometeu vender 35 veículos Mercedes-Benz da frota presidencial.

Por outro lado, a desvalorização da kwacha (moeda local) gerou inflação e elevou o preço dos alimentos nas zonas rurais, afetando a popularidade de Banda.

A venda do avião presidencial para a empresa Bohnox Entreprise, das Ilhas Virgens, foi anunciada em maio. O jato de luxo custava 300 mil por ano ao Malaui em manutenção e seguro, segundo uma fonte oficial.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Brasil

 

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