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Pesquisadores do Inpa capturam 28 espécimes de quelônio raro, no AM

Um dos mata-matás encontrados pela equipe (Foto: Fábio Cunha/Inpa)Um dos mata-matas encontrados pela equipe (Foto: Fábio Cunha/Inpa)

Vinte e oito mata-matas adultos foram capturados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), durante uma expedição de 20 dias entre os meses de fevereiro e março, tornando-se a maior captura de espécie já realizada. A pesquisa é orientada por doutores da área de biologia de universidades norte-americanas. O mata-mata é um quelônio da Amazônia característico pela forma de seu casco, com pontas afiadas. O nome científico do animal é chelus fimbriata, que em latim significa “tartaruga ornamentada”. Segundo os pesquisadores, não há notícias de uma população com o número tão elevado de indivíduos numa só região por conta da sua raridade e pela dificuldade de capturá-lo.

A descoberta dos 28 espécimes aconteceu durante uma expedição de 20 dias, liderada pelo pesquisador do Inpa, Richard Vogt, no período de 17 de fevereiro a 10 de março pelo Médio e Alto rio Negro na região entre os municípios de Barcelos (a 454 km de Manaus) e Santa Isabel do Rio Negro (a 781 km de Manaus). Os pesquisadores identificaram 27 machos e uma fêmea.

Em alguns desses animais capturados foram colocados equipamentos de rádio transmissores para o monitoramento mensal de suas áreas de uso com o objetivo de entender, por exemplo, a história natural desse animal e de rastrear seu deslocamento, hábitat, dieta, período e local de reprodução. Os animais foram devolvidos à natureza.

Segundo um dos participantes da expedição, o que chama atenção na captura é o fato de a espécie ser muito rara. “Podemos dizer que é um marco na área da herpetologia [estudo de répteis e anfíbios] porque esses animais eram capturados de forma isolada e em diferentes regiões. Até o momento, não há nenhum registro na literatura científica de captura para uma população desse porte”, contou o mestrando Fábio Cunha.

A expedição faz parte das pesquisas para a titulação de mestrado de Fábio A. G. Cunha, estudante do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG-BADPI) do Inpa cuja tese tem como título: “Bioacumulação de mercúrio e seu efeito genotóxico em Chelus fimbriata(SCHNEIDER, 1783) em ambientes fluviais do Médio e Alto rio Negro (AM)”.

Pesquisa
A pesquisa é orientada pelo doutor em Ecologia e Biologia Comportamental pela University of Minnesota System (Estados Unidos) Bruce Forsberg e coorientada pelo doutor em Zoologia pela University of Wisconsin (Madison, Estados Unidos) Richard Carl Vogt, e pela doutora em Ecotoxicologia pela Université du Québec à Rimouski (Canadá) Fabíola Xochilt Domingos, todos pesquisadores e professores do Inpa.

O pesquisador Richard Vogt explica que um dos objetivos dessa expedição para coleta de Chelus fimbriata é caracterizar a ecologia trófica (cadeia alimentar) por meio de isótopos estáveis (metodologia utilizada cujo objetivo é, dentre outras, determinar em qual posição na cadeia alimentar o animal se encontra), bem como avaliar a bioacumulação do mercúrio (acúmulo do metal pela ingestão de alimentos) e seu efeito genotóxico (dano celular após exposição a um agente mutagênico) nessa espécie.

Vogt afirma que foi vasculhando no fundo dos lagos e igarapés que continham, às vezes, cerca de 30 centímetros de folhas e galhos secos, e com visibilidade quase zero, revirando troncos e galhos, que os pesquisadores conseguiram localizar os quelônios enterrados no fundo dos ambientes aquáticos.

Fonte G1

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Publicado por em 21 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisadores americanos criam preservativo elétrico que gera prazer

Três pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, criaram um preservativo que gera pequenos impulsos elétricos para provocar maior prazer. O produto ganhou o nome de “Enguia Elétrica”. Assista ao vídeo postado no YouTube.

Preservativo gera pequenos impulsos elétricos que provocam prazer (Foto: Reprodução/YouTube/Digital Naturalism)Preservativo gera pequenos impulsos elétricos que provocam prazer (Foto: Reprodução/YouTube/Digital Naturalism)

Criado por alunos de doutorado do instituto, o objetivo do brinquedo erótico é desenvolver uma tecnologia sexual que permita às pessoas imitarem os desenhos de seus próprios brinquedos ou construir novos. Além disso, eles acreditam que a inovação irá ajudar a diminuir a quantidade de pessoas que evitam usar os preservativos de borracha.

Andrew Quitmeyer, um dos criadores, contou que o protótipo é formado por um tecido condutor colocado no pênis e preso com um velcro. O produto possui um microcontrolador e, uma vez carregado, pode ser colocado na roupa, passando a enviar curtos impulsos elétricos de baixa intensidade, e estimulando a região.

Os criadores o definem como um “conceito de preservativo” digital de código aberto para melhorar o prazer sexual, embora ressaltem que não evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis ou a gravidez.

“Não prevenirá doença, mas pode nos ajudar a desenvolver preservativos reais com eletrodos”, acredita Quitmeyer.

Segundo ele, o dispositivo é financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. A organização realizou o projeto “Grandes Desafios para a Saúde Global”, no qual premiou as melhores invenções da ‘Nova Geração de Camisinhas’.

A instituição custeou as criações de 13 finalistas em novembro do ano passado para desenvolver seus projetos, que têm sempre o mesmo objetivo: descobrir uma maneira de tornar os preservativos mais agradáveis e mais fácies de usar.

Após duas semanas de trabalho na ‘Enguia Elétrica’, os pesquisadores garantem que a efetividade e segurança foram comprovadas por eles mesmos, e garantem que o uso é prazeroso.

“Este é apenas um dos muitos desenhos que estamos fazendo para nossa companhia”, diz Quitmeyer.

Ele, Firaz Peer e Paul Clifton, que também participam da criação, fundaram a empresa, e já começaram a comercializar o dispositivo no site. O brinquedo sexual custa US$ 350 (cerca de R$ 820), e, com a venda, o trio espera arrecadar fundos para garantir a continuidade da companhia.

“Nosso objetivo final é criar brinquedos eróticos de código aberto para que as pessoas possam construir elas mesmas”, revela Quitmeyer.

Ele explica que o site se baseia na filosofia “DIY” (“Faça você mesmo”) aplicada à tecnologia sexual. Para isso, eles compartilharão os códigos dos desenhos e proporcionarão as peças necessárias para construir os brinquedos eróticos ou criar novos.

Por enquanto, eles ainda estão em fase inicial de pesquisa e desenvolvimento, mas anunciam que, assim que conseguirem mais financiamento, partirão para “objetivos maiores”.

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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisadores adaptam jogo criado no Reino Unido para ajudar alunos no PI

Jogo criado pelos pesquisadores do Reino Unido está sendo adptado por piauienses (Foto: Gilcilene Araújo /G1)Jogo criado pelos pesquisadores do Reino Unido está sendo adptado por piauienses (Foto: Gilcilene Araújo /G1)

Eles já foram premiados por desenvolver aparelhos eletrônicos que ajudam pessoas com deficiência visual. Agora, um grupo de pesquisadores formado por alunos das universidades públicas do Piauí está adaptando um jogo que ajudará os alunos da rede pública de ensino a aprender lógica nas primeiras séries do ensino fundamental. De acordo com o professor Marcelino Almeida, o protótipo desenvolvido em solo piauiense é uma adaptação do original que foi criado por pesquisadores no Reino Unido e quando estiver concluído, irá auxiliar os professores no ensino de noções de direita, esquerda e ir para frente.

“Nós tivemos acesso a este aparelho através da licença creative commons que são regras que permitem aos estudiosos a disponibilizarem suas pesquisas na internet. E quando vimos este mecanismo decidimos desenvolver aqui para que alunos da rede pública tenham facilidade em aprender lógica nas primeiras séries do ensino fundamental”, comentou.

O objetivo do jogo é guiar um robô ao seu destino, criando sequências de instruções. A criança coloca no tabuleiro a peça que indica siga frente, dobre à esquerda ou direita, em seguida o robô segue os comandos que foram estabelecidos.

Piauienses querem disponibilizar jogo para rede pública de ensino (Foto: Gilcilene Araújo /G1)Piauienses querem disponibilizar jogo para rede
pública de ensino (Foto: Gilcilene Araújo /G1)

“Através desses algoritmos simples, as crianças aprendem os fundamentos lógicos de programação que são necessários para codificação mais avançada que será ensinada futuramente. Além disso, ajudará os professores a repassar orientações simples aos estudantes do ensino fundamental”, relatou o professor.

Marcelino revelou que o jogo criado pelos pesquisadores do Reino Unido deverá ser colocado no mercado em agosto deste ano. E o protótipo piauiense deverá ser disponibilizado para as escolas públicas em seguida.

Premiações
O grupo de pesquisadores denominado de Labiras foi premiado duas vezes ao participar da Mostra Nacional de Robótica. A primeira premiação aconteceu em 2012, na época eles criaram  uma luva ultrassônica, um equipamento que durante o seu deslocamento informa quando ele se aproxima de algum obstáculo, podendo assim desviar e continuar a se locomover.

Já em 2013, o reconhecimento veio pelo projeto denominado de bengala mecânica para deficientes visuais, que, através de um sensor, capta a aproximação de obstáculos de diversas alturas e envia ao usuário um aviso sonoro ou vibratório.

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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Twitter lança programa que fornecerá dados públicos a pesquisadores

O Twitter vai iniciar um programa para fornecer dados públicos e de histórico a pesquisadores e instituições de pesquisa interessados em produzir estudos com base nas informações disseminadas pelo microblog.

Segundo post publicado em seu blog corporativo nesta sexta-feira (7), o Twitter disponibilizará informações públicas e de histórico dos mais de 500 milhões de tuítes publicados diariamente na plataforma.

Chamado “Data Grants”, o programa receberá as inscrições de interessados até 15 de março (Veja aqui o formulário).

“O Twitter tem uma ampla quantidade de dados de que nós podemos tirar insights e aprender sobre uma variedade de tópicos, desde informações relacionadas à saúde como quando e onde vírus da gripes irão se disseminar até eventos globais como o passar do ano novo”, informou a companhia.

O microblog cita o caso dos cientistas da Escola de Medicina da Universidade John Hopkins que criaram um método para identificar a incidência de casos de gripe por meio do mapeamento de mensagens tuitadas no site.

No entanto, compartilhar essas informações com pesquisadores que não atuem na empresa tem sido desafiador, de acordo com o Twitter. Por isso, o programa foi criado.

Nessa primeira vez, o Twitter irá selecionar um pequeno grupo de pesquisadores que receberão de graça os dados de registro do microblog.

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Publicado por em 8 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisadores usam drone para monitorar vulcão na Indonésia

Pesquisador solta drone distrito de Karo Sibintun nesta terça-feira (4) para monitorar a atividade do vulcão Monte Sinabung, que entrou em erupção no sábado (1º) e matou 11 pessoas. (Foto: Beawiharta/Reuters)Pesquisador solta drone no distrito de Karo Sibintun, nesta terça-feira (4), para monitorar atividade do vulcão Monte Sinabung, que entrou em erupção no sábado (1º) e matou pelo menos 14 (Foto: Beawiharta/Reuters)

O Centro de Desenvolvimento de Pesquisa e Tecnologia em Vulcões (BPPTK) da Indonésia está usando drones (aviões não tripulados) para monitorar a atividade do Monte Sinabung, vulcão que entrou em erupção no sábado (1°), na ilha de Sumatra.

 Peloo menos 14 pessoas morreram, segundo autoridades locais.

O Sinabung é um dos cerca de 130 vulcões ativos no país, que fica ao longo do chamado Círculo de Fogo, cinturão vulcânico nas margens do Oceano Pacífico.

A erupção mais mortal registrada na Indonésia nos últimos anos ocorreu no Monte Merapi, perto de Yogyakarta, cidade densamente povoada no centro da ilha de Java. O vulcão entrou em erupção no fim de 2010, matando mais de 350 pessoas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 5 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Pesquisadores alertam para expansão de transgênicos e agrotóxicos no Brasil

Agricultor em plantação no interior do Brasil (Foto: AFP)Agricultor em plantação no interior do Brasil (Foto: AFP)

O pedido para a liberação de sementes transgênicas de soja e milho resistentes ao herbicida 2,4-D esquentou o debate sobre a regulamentação de plantas geneticamente modificadas e agrotóxicos na agricultura brasileira.

Pesquisadores e o Ministério Público Federal (MPF) solicitaram em dezembro à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), encarregada de analisar pedidos de vendas de transgênicos, que suspendesse os trâmites para a autorização das sementes tolerantes ao 2,4-D, um herbicida usado contra ervas daninhas que consideram nocivo à saúde.

Eles dizem que a liberação desses transgênicos poderá multiplicar de forma preocupante o uso do 2,4-D no Brasil.

Paralelamente, cobram maior rigor dos órgãos reguladores na liberação tanto de agrotóxicos quanto de transgênicos e alertam para a associação entre esses dois produtos no país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é hoje o maior consumidor global de agrotóxicos. O mercado brasileiro de transgênicos também é um dos maiores do mundo. De acordo com a consultoria Céleres, quase todo o milho e a soja plantados no país hoje são geneticamente modificados.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil dizem que a expansão dos transgênicos estimulou o mercado de agrotóxicos no país, já que grande parte das sementes geneticamente alteradas tem como principal diferencial a resistência a venenos agrícolas. Se por um lado essa característica permite maior controle de pragas, por outro, impõe riscos aos consumidores, segundo os pesquisadores.

Agente laranja
No centro do debate, o herbicida 2,4-D é hoje vendido livremente no Brasil e utilizado para limpar terrenos antes do cultivo.

Pesquisadores dizem que estudos associaram o produto a mutações genéticas, distúrbios hormonais e câncer, entre outros problemas ambientais e de saúde. O 2,4-D é um dos componentes do agente laranja, usado como desfolhante pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

O MPF pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que acelere seus estudos de reavaliação da licença comercial do 2,4-D. O órgão quer que o resultado da reavaliação da Anvisa, iniciada em 2006, embase a decisão da CTNBio sobre os transgênicos resistentes ao produto.

Já a Dow AgroSciences, que fabrica o agrotóxico e é uma das empresas que buscam a liberação dos transgênicos associados a ele, diz que os produtos são seguros. Em nota à BBC Brasil, a empresa afirma que ‘o 2,4-D é um herbicida que está no mercado há mais de 60 anos, aprovado em mais de 70 países’.

O herbicida teve o uso aprovado em reavaliações recentes no Canadá e nos Estados Unidos. Segundo a Dow, trata-se de uma das moléculas mais estudadas de todos os tempos, gerada após mais de uma década de pesquisa e com base nas normas internacionais de segurança alimentar e ambiental.

Agrotóxicos combinados
O pedido para a liberação das sementes resistentes ao 2,4-D reflete uma prática comum no mercado de transgênicos: a produção de variedades tolerantes a agrotóxicos. Geralmente, assim como a Dow, as empresas que vendem esses transgênicos também comercializam os produtos aos quais são resistentes.

‘É uma falácia dizer que os transgênicos reduzem o uso de agrotóxicos’, afirma Karen Friedrich, pesquisadora e toxicologista da Fiocruz.

Friedrich cita como exemplo a liberação de soja transgênica resistente ao agrotóxico glifosato, que teria sido acompanhada pelo aumento exponencial do uso do produto nas lavouras.

Caso também sejam liberadas as sementes resistentes ao 2,4-D, ela estima que haverá um aumento de 30 vezes no consumo do produto.

Segundo a pesquisadora, o 2,4-D pode provocar dois tipos de efeitos nocivos: agudos, que geralmente acometem trabalhadores ou pessoas expostas diretamente à substância, causando enjôo, dor de cabeça ou até a morte; e crônicos, que podem se manifestar entre consumidores muitos anos após a exposição a doses pequenas do produto, por meio de alterações hormonais ou cânceres.

O médico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Wanderlei Pignati, que pesquisa os efeitos de agrotóxicos há dez anos, cita outra preocupação em relação aos produtos: o uso associado de diferentes substâncias numa mesma plantação.

Ele diz que, embora o registro de um agrotóxico se baseie nos efeitos de seu uso isolado, muitos agricultores aplicam vários agrotóxicos numa mesma plantação, potencializando os riscos.

Pignati participou de um estudo que monitorou a exposição a agrotóxicos pela população de Lucas do Rio Verde, município mato-grossense que tem uma das maiores produções agrícolas do Brasil.

A pesquisa, diz o professor, detectou uma série de problemas, entre os quais: desrespeito dos limites mínimos de distância da aplicação de agrotóxicos a fontes de água, animais e residências; contaminação com resíduos de agrotóxico em todas as 62 das amostras de leite materno colhidas na cidade; e incidência 50% maior de acidentes de trabalho, intoxicações, cânceres, malformação e agravos respiratórios no município em relação à média estadual nos últimos dez anos.

O pesquisador defende que o governo federal invista mais no desenvolvimento de tecnologias que possam substituir os agrotóxicos – como o combate de pragas por aves e roedores em sistemas agroflorestais, que combinam a agricultura com a preservação de matas.

Já a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) diz que os agrotóxicos (que chama de produtos fitossanitários) são imprescindíveis para proteger a agricultura tropical de pragas e ervas daninhas, assim como para aumentar a produtividade das lavouras.

Cabo de guerra
Pesquisadores e o MPF também querem maior rigor dos órgãos que analisam pedidos de liberação de agrotóxicos e transgênicos.

A liberação de agrotóxicos exige aprovação da Anvisa (que analisa efeitos do produto na saúde), do Ibama (mede danos ao ambiente) e do Ministério da Agricultura (avalia a eficiência das substâncias).

Cobrada de um lado por pesquisadores e médicos, a Anvisa é pressionada do outro por políticos ruralistas e fabricantes de agrotóxicos, que querem maior agilidade nas análises.

Ana Maria Vekic, gerente-geral de toxicologia da Anvisa, diz que há várias empresas, entre as quais chinesas e indianas, à espera de entrar no mercado brasileiro de agrotóxicos.

Ela diz que a falta de profissionais na Anvisa dificulta as tarefas da agência. A irritação dos ruralistas tem ainda outro motivo: a decisão da agência de reavaliar as licenças de alguns produtos.

As reavaliações, explica Vekic, ocorrem quando novos estudos indicam riscos ligados aos agrotóxicos – alguns dos quais são vendidos no Brasil há décadas, antes da criação da Anvisa, em 1999.

‘Quando começamos a rediscutir produtos, passamos a ser um calo para os ruralistas’, ela diz à BBC Brasil.

Instatisfeitos, os representantes do agronegócio têm tentado aprovar leis que reduzem os poderes da Anvisa na regulamentação de agrotóxicos.

‘Fazemos o possível para nos blindar, mas a pressão é violenta’, diz Vekic.

Questionada sobre a polêmica em torno do 2,4-D, a CTNBio disse em nota que voltaria a discutir o assunto em fevereiro.

Segundo a comissão, o plantio de transgênicos não impede a produção de orgânicos ou de outras variedades de plantas.

A CTNBio disse ainda que não lhe compete avaliar os riscos de agrotóxicos associados a transgênicos, e sim a segurança dos Organismos Geneticamente Modificados.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Pesquisadores descobrem autor de carta misteriosa para Lincoln

Pesquisadores descobriram a autoria de uma carta destinada ao ex-presidente americano Abraham Lincoln, da qual um fragmento havia sido encontrado, há 15 anos, em um ninho de ratos dentro da casa de Lincoln em Springfield, no estado americano de Illinois.

Segundo eles, o autor da carta era o editor de jornal Andrew Johnston. em 10 de março de 846, ele mandou a carta a partir de Quincy, também no estado de Illinois, em resposta a um poema que lhe havia sido enviado pelo futuro presidente.

A descoberta foi feita por pesquisadores do projeto “The Papers or Abraham lincoln”, administrado pela biblioteca e pelo museu dedicados ao ex-presidente.

Fragmento da carta enviada ao futuro presidente americano Abraham Lincoln (Foto: AP)Fragmento da carta enviada ao futuro presidente americano Abraham Lincoln (Foto: AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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