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Após ano catastrófico, executivos pensam em saídas para setor de TV

Crise econômica está afetando o segmento, o principal dos eletrônicos de consumo; inovação é caminho, apontam analistas

Sardenha – Executivos do setor de tecnologia reunidos aqui na Sardenha para o Encontro Internacional da Imprensa mostraram preocupação com a forte queda enfrentada no segmento de eletrônicos de consumo nos últimos anos.

Em palestra para os jornalistas, Reinhard Zinkann, chairman da associação ZVEI Household Appliances, disse que o segmento teve uma pesada queda de 12 bilhões de euros globalmente ano passado.

Segundo ele, os principais motivos para isso foram uma briga apenas por fatia de mercado, em vez de lucratividade, e o custo crescente das orgranizações – conjunção que prejudica o desempenho do setor. “Isso afetou especialmente o mercado de TVs, o maior entre os eletrônicos de consumo”, disse.

Zinkann negou que a indústria tenha feito previsões erradas ou produzido em excesso nos anos de crises financeira na europa e nos EUA

Ele apontou que a competição entre as empresas está minando a lucratividade do negócio. O preço médio das TVs de tela fina, por exemplo, despencou de 790 euros em 2007 para 590 euros em 2012 – mesmo com a adição de novos recursos, como acesso à Internet. Mesmo a tendência atual de telas maiores, além de mais TVs or lar, não foi o suficiente para aliviar o impacto da crise. “Isso acaba afetando os investimentos em publicidade e comunicação com a imprensa, além de pesquisa e desenvolvimento, aponta. 

Inovação necessária
Ele disse que a indústria de TVs que se focar em inovação nos próximos anos para retomar os trilhos. Ele apntou os principais desafios para o setor: 

Telas maiores e mais finas – Na Europa, o tamanho médio preferido pelos consumidores está migrando dos atuais 42 polegadas para 48, 49. Ele acredita que essa tendência irá se intensificar nos próximos anos

Resoluções muito acima do HD – Com o aumento do tamanho das telas, a indústria terá de oferecer aparelhos capazes de exibir imagens mais detalhadas, como os padrões 4K e 8K. Isso envolve tecnologias melhores, como as telas OLED.

3D sem óculos – Principal barreira para a adoção dessa novidade, as TVs 3D que não precisam de acessórios ainda não estão perto da viabilidade comercial.

Reconhecimento de fala e de gesto – Para o executivo, esse recurso trará uma nova gama de recursos para um aparelho que, essencialmente, não mudou muito desde seu lançamento.

“Apenas inovacao irá salvar esse mercado”, avisa. “No entanto, P&D custa dinheiro, por isso é importante a busca pelo retorno da lucratividade”.

Envenamento do mercado
Para o consultor Paul Gray, diretor de pesquisa de TV e Eletrônicos da consultoria Display Search, os desafios para o segmento não são poucos. Em sua apresentação, ele apontou que as TVs com tecnologia OLED enfrentam um problema de produção “terrivelmente dificil de resolver” – fazer telas maiores a custos razoáveis.

Além disso, as novas TVs de alta resolução (4k2K), ainda muito incipientes, podem sofrer desde e o começo com a participação dos fabricantes chineses, que “chegam forte”, derrubando preços -e, novamente, afetando a lucratividade do segmento.

Para Gray, também há o perigo de a geração de TVs 4K não oferecer uma experiência satisfatória para os consumidores, levando ao mesmo processo de “envenenamento”do mercado causado pela tecnologia 3D com óculos.

Um ponto contra as 4K é a quase inexistência de conteúdo atualmente. Enquanto as emissoras não transmitirem nessa resolução (o que envolve uma barafunda de acertos técnicos e padronização), o jeito será depender do conteúdo online – a Netflix, por exemplo, tem planos para oferecer filmes e seriados no padrão.

* o jornalista viajou a convite da Messe-Berlin International

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Publicado por em 20 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Após ano catastrófico, executivos pensam em saídas para setor de TV

Crise econômica está afetando o segmento, o principal dos eletrônicos de consumo; inovação é caminho, apontam analistas

Sardenha – Executivos do setor de tecnologia reunidos aqui na Sardenha para o Encontro Internacional da Imprensa mostraram preocupação com a forte queda enfrentada no segmento de eletrônicos de consumo nos últimos anos.

Em palestra para os jornalistas, Reinhard Zinkann, chairman da associação ZVEI Household Appliances, disse que o segmento teve uma pesada queda de 12 bilhões de euros globalmente ano passado.

Segundo ele, os principais motivos para isso foram uma briga apenas por fatia de mercado, em vez de lucratividade, e o custo crescente das orgranizações – conjunção que prejudica o desempenho do setor. “Isso afetou especialmente o mercado de TVs, o maior entre os eletrônicos de consumo”, disse.

Zinkann negou que a indústria tenha feito previsões erradas ou produzido em excesso nos anos de crises financeira na europa e nos EUA

Ele apontou que a competição entre as empresas está minando a lucratividade do negócio. O preço médio das TVs de tela fina, por exemplo, despencou de 790 euros em 2007 para 590 euros em 2012 – mesmo com a adição de novos recursos, como acesso à Internet. Mesmo a tendência atual de telas maiores, além de mais TVs or lar, não foi o suficiente para aliviar o impacto da crise. “Isso acaba afetando os investimentos em publicidade e comunicação com a imprensa, além de pesquisa e desenvolvimento, aponta. 

Inovação necessária
Ele disse que a indústria de TVs que se focar em inovação nos próximos anos para retomar os trilhos. Ele apntou os principais desafios para o setor: 

Telas maiores e mais finas – Na Europa, o tamanho médio preferido pelos consumidores está migrando dos atuais 42 polegadas para 48, 49. Ele acredita que essa tendência irá se intensificar nos próximos anos

Resoluções muito acima do HD – Com o aumento do tamanho das telas, a indústria terá de oferecer aparelhos capazes de exibir imagens mais detalhadas, como os padrões 4K e 8K. Isso envolve tecnologias melhores, como as telas OLED.

3D sem óculos – Principal barreira para a adoção dessa novidade, as TVs 3D que não precisam de acessórios ainda não estão perto da viabilidade comercial.

Reconhecimento de fala e de gesto – Para o executivo, esse recurso trará uma nova gama de recursos para um aparelho que, essencialmente, não mudou muito desde seu lançamento.

“Apenas inovacao irá salvar esse mercado”, avisa. “No entanto, P&D custa dinheiro, por isso é importante a busca pelo retorno da lucratividade”.

Envenamento do mercado
Para o consultor Paul Gray, diretor de pesquisa de TV e Eletrônicos da consultoria Display Search, os desafios para o segmento não são poucos. Em sua apresentação, ele apontou que as TVs com tecnologia OLED enfrentam um problema de produção “terrivelmente dificil de resolver” – fazer telas maiores a custos razoáveis.

Além disso, as novas TVs de alta resolução (4k2K), ainda muito incipientes, podem sofrer desde e o começo com a participação dos fabricantes chineses, que “chegam forte”, derrubando preços -e, novamente, afetando a lucratividade do segmento.

Para Gray, também há o perigo de a geração de TVs 4K não oferecer uma experiência satisfatória para os consumidores, levando ao mesmo processo de “envenenamento”do mercado causado pela tecnologia 3D com óculos.

Um ponto contra as 4K é a quase inexistência de conteúdo atualmente. Enquanto as emissoras não transmitirem nessa resolução (o que envolve uma barafunda de acertos técnicos e padronização), o jeito será depender do conteúdo online – a Netflix, por exemplo, tem planos para oferecer filmes e seriados no padrão.

* o jornalista viajou a convite da Messe-Berlin International

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Publicado por em 18 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Social business: o que pensam IBM, Marítima Seguros e Totvs

AppId is over the quota
Empresas compareceram ao evento #MarcaÚtil e descreveram como utilizam as plataformas sociais para aumentar a produtividade e reduzir custos.

Para discutir o uso das redes sociais no mercado corporativo, a RMA Comunicação realizou na terça-feira (6/03) em São Paulo o evento #MarcaÚtil. Representantes da Marítima Seguros, TOTVS e IBM deram suas versões sobre como têm aproveitado os recursos que a tecnologia oferece ou superado os desafios que ela impõe.

O primeiro a falar foi Armando Pasini, superintendente de atendimento da Marítima. Até dois anos trás a empresa não possuía uma estratégia para Twitter ou Facebook e ficava à margem do que ocorria nessas plataformas.

“Sabíamos que a marca estava lá, abandonada, mas tínhamos o receio de que não estávamos prontos para entrar”, afirmou logo no começo de sua apresentação.

Antes de aventurar-se, porém, Pasini decidiu iniciar um trabalho de monitoramento, e obteve o imprescindível crivo da alta direção da companhia, ou, em suas palavras, seu “apoio total e irrestrito”.

A estratégia traçada foi a seguinte: independentemente de o cliente ou corretor fazer parte da empresa, eles os ajudariam caso fossem requisitados. Além disso, ficariam de olho no microblog para que, assim que uma dúvida ou comentário negativo sobre a Marítima fosse publicado, uma solução fosse encaminhada.

Leia mais: Pesquisa mapeia a utilidade das marcas na Internet brasileira

Dentre os exemplos positivos, o tuite de um usuário que ameaçava a seguradora com um processo foi mostrado. Após a intervenção, porém, ele a agradeceu pela prontidão. Em outro, uma corretora reclamou do atendimento da empresas, o filho a retuitou, mas, antes que o problema se espalhasse a companhia conseguiu resolvê-lo.

De acordo com o executivo, os poucos anos de atuação nas redes sociais serviram para indicar o comportamento ideal a ser adotado. É preciso agilidade na ação – no Twitter, dois dias é tempo demais – e transparência, mesmo que esta explicite uma falha da corporação. Não se deve apagar comentários e respostas-padrão são abomináveis.

Segundo Pasini, a Marítima tem obtido sucesso no que se propões a fazer: unir o SAC offline com o online. Além de reduzir custos, a atitude ajudou na fidelização, já que muitos clientes se sentem mais confortáveis em contatá-la via rede social do que por telefone.

Uma rede só sua
Marcos Puccini, gestor da rede social byYou, da TOTVS,  foi chamado em seguida para falar sobre a experiência. Ele explicou que antes de liberar a plataforma para os clientes, eles a testaram dentro de casa. Primeiro com algumas das pessoas que lá trabalhavam e, depois, com todas.

“Nossos funcionários eram ativos nas redes sociais privadas. Por que então não poderiam ser na corporativa?”, questionou.

O executivo alertou, no entanto, que não há sentido em criar um portal social interno só porque o concorrente tem ou porque é legal. É necessário definir objetivos, preparar-se e acompanhar todo o desenvolvimento do projeto. No caso da TOTVS, por exemplo, a byYou é útil por aumentar a colaboração entre os funcionários e elevar a produtividade.

Já para a IBM, responsável por milhares de novas patentes a cada ano, as plataformas colaborativas servem para ajudar na inovação. A developperWorls, por exemplo, possui oito milhões de usuários – um milhão só no Brasil – e não só agrega desenvolvedores de todo o mundo, como ajuda a gigante a economizar com suporte técnico. Segundo Flávio Mendes, membro da IBM Latin America Social Business & Collaboration Tiger Team, o valor chega a 100 milhões de dólares anualmente.

Mendes também mostrou como a “Big Blue” consegue unir seus mais de 400 mil funcionários espalhados por 150 países. Sua intranet impressiona.  Se quiser saber quem é o responsável por determinado segmento em certo Estado, basta uma rápida pesquisa para descobrir seu nome e como chegar até ele. O sistema analise seus contatos e entrega qual é o caminho mais curto para alcançar a pessoa com quem precisa falar.

A IBM também incentiva seus executivos a atuarem em sua rede social e se comunicarem a partir dela. Em um mapa é possível ver as relações de cada pessoa e, grosso modo, quanto menos isolada ela estiver, mais importante em termos de liderança ela é. De acordo com Mendes, essas plataformas não são só uma questão de tecnologia, mas também – e talvez, principalmente – de sociologia. Afinal, lidam e influenciam o comportamento das pessoas e só funcionam se este seguir conforme o esperado.

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Publicado por em 13 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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