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Pastor Waldemiro Santiago proíbe fiéis de comer Hellmann’s!

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Será verdade que o líder da Igreja Mundial pediu que seus fiéis parassem de consumir maionese porque “Hellmann’s” significaria “homens do inferno”?

A notícia apareceu nas redes sociais na última semana de fevereiro de 2014. De acordo com o texto, o pastor Waldemiro Santiago teria proibido seus discípulos de comprarem, consumirem ou de se aproximar da maionese da famosa marca Hellmann’s.

Muitos sites e blogs ficaram preocupados com as recomendações do bispo evangélico e republicaram o alerta para avisar a todos do perigo do consumo do produto…

O pastor teria advertido a todos, segundo o artigo que circula pela web, em um de seus discursos que o nome da maionese significaria ”Homem do Inferno” e que ela, a maionese, invocaria o obscuro, o inominável, o capeta.

“Precisamos estar atentos, a tentação está em todo lugar, até na prateleira do supermercado, e cada vez que você ouve esse nome a sua alma está sendo condenada, e como o próprio nome da maionese diz, se você levar um vidro desse pra sua casa, você é mais um homem no inferno.”, teria dito Waldemiro aos seus fiéis.

Será que essa afirmação é real?

Será que o fundador da Igreja Mundial teria feito tal afirmação?

Será verdade que Hellmann’s tem mesmo algo a ver com o inferno?

bispo Waldemiro Santiago teria proibido seus discípulos de consumirem maionese da marca Hellmann's. Será verdade? (foto: Reprodução/Facebook) bispo Waldemiro Santiago teria proibido seus discípulos de consumirem maionese da marca Hellmann’s. Será verdade? (foto: Reprodução/Facebook)

A primeira coisa a se verificar numa notícia como essa é quando o fato teria ocorrido. Como já mostramos diversas vezes aqui no E-farsas, a maioria dos boatos digitais não são datados para que, dessa forma, possam voltar a circular em outros anos como se fossem novos.

Não há nenhuma fonte oficial que confirme as recomendações que teriam sido feitas por Waldemiro. Uma busca no site da Igreja Mundial não retorna nenhum resultado.

Igualmente infrutíferas foram nossas buscas por vídeos que confirmassem essas alegações.

Tudo leva a crer que o fundador da Igreja Mundial não fez tais recomendações

Procurando um pouco mais na web, chegamos ao blog que possui a data mais antiga de publicação dessa história, ou seja, quem criou o boato. O Sacizento (blog que tem como slogan “90% daqui é invenção. Só 10% é mentira.”) é um blog humorístico que vive de mesclar notícias reais com bastante histórias inventadas – com o objetivo de divertir seus leitores – e publicou essa brincadeira no dia 17 de fevereiro de 2014. Claro que os visitantes regulares do Sacizento entendem que o que é publicado lá é sátira, mas muitos desavisados acabam acreditando e repassando adiante informações falsas como se fossem reais!

Dez dias depois, o Sacizento publicou uma continuação da brincadeira usando o nome do pastor. Dessa vez, Waldemiro teria proibido, além do consumo da maionese, outros produtos como o sabão em pó Omo (por não ser um sabão hétero).

Como você já deve ter imaginado, “hellmann’s” não significa “homem do inferno” ou “homens do inferno”, mas esse boato envolvendo a marca de maionese circula pela web desde antes de 1995. Segundo é afirmado em muitos sites alarmistas, “Hell” seria inferno e “mann’s” significaria “homens”.

Em primeiro lugar, o plural de “homem” em inglês é “men” e não “mann’s” (com 2 letras N). Além disso, o apóstrofo (‘) antes da letra “s” (‘s) na língua inglesa indica propriedade. “Hellmann’s” quer dizer “do Hellmann”.

Hellmann é o sobrenome do imigrante alemão Richard Hellmann que chegou aos Estados Unidos em 1903, e em apenas 2 anos, abriu uma delicatessen em Nova York. Suas saladas ficaram famosas por causa de um delicioso molho feito por sua esposa. Esse molho, a maionese (que havia sido inventada em 1856 por um chef de cozinha francês do Duque de Richelieu), virou a principal fonte de renda da família Hellmann a partir de 1917, quando Richard fechou sua delicatessen e se dedicou às suas fábricas da Hellmann’s!

O bispo Waldemiro Santiago não proibiu seus fiéis de consumirem maionese Hellmann’s! Tudo não passou de uma brincadeira feita por um blog humorístico.

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Fonte E-farsas

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Publicado por em 7 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Pastor morreu afogado ao caminhar sobre as águas! Será?

Descubra se a notícia do pastor Franck Kabele, que morreu afogado ao tentar repetir milagre bíblico caminhando sobre as águas, é verdadeira ou falsa.

A história se espalhou pela web no começo de janeiro de 2014. De acordo com o texto (que foi compartilhado centenas de milhares de vezes através das redes sociais), o pastor africano Franck Kabele teria morrido afogado após tentar provar a seus fiéis que seria capaz de reproduzir o milagre mencionado na Bíblia, no livro de Mateus (capítulo 14). Franck teria dito aos fiéis que havia recebido uma “revelação de que, se eles tivessem fé suficiente, poderiam andar sobre as águas como Jesus”, revelou uma das testemunhas.

Franck teria levado alguns de seus fieis de barco 20 minutos longe da costa, quando resolveu sair do barco e, ao pisar na água, afundou e nunca mais apareceu!

O afogamento teria ocorrido numa praia de Libreville, na República do Gabão.

Será que essa história é real?

Franck Kabele teria morrido afogado após tentar repetir o milagre de caminhar sobre as águas! Verdade ou mentira? (foto: Reprodução/Facebook) Franck Kabele teria morrido afogado após tentar repetir o milagre de caminhar sobre as águas! Verdade ou mentira? (foto: Reprodução/Facebook) 

Como você já deve conhecer sobre as nossas pesquisas, o fato dessa notícia não ser datada já nos deixa com uma pulga atrás da orelha. Afinal, como já mostramos diversas vezes aqui no E-farsas, a maioria dos boatos eletrônicos não é datada para que possam ser reutilizados outras vezes como se fossem “notícia fresca”.

Quando o afogamento teria ocorrido? Não se sabe. Lendo o texto dá-se a impressão que o fato teria ocorrido há poucos dias. No entanto, uma busca no Google e encontramos registros dessa notícia em publicações feitas em 2006. Naquele ano, o jornal britânico Daily Record falou sobre esse estranho afogamento. No final de 2006, um colunista desse mesmo jornal fez uma revisão de todas as notícias humorísticas do ano, falando sobre o tal afogamento (que nunca existiu).

O site Christian Post tentou entrar em contato com o Daily Record sobre essa notícia, mas não houve resposta por parte de jornal.  Ah! A matéria original publicada em 2006 no Daily Record foi retirada do ar em 2007. O jornal deve ter percebido o erro que havia cometido…

O curioso da história é que o fato teria acontecido na República do Gabão e nenhum jornal local noticiou o ocorrido. A notícia só aparece em sites e blogs que copiaram o texto do Daily Record. Mais nenhuma outra fonte. Outra característica de um boato digital é que o fato sempre ocorreu “bem longe”. Assim, fica difícil se verificar a veracidade da notícia.

O blog de notícias Information Nigeria foi um dos que noticiou o acidente, mas o teor do texto é o mesmo dos demais e, além disso, o autor ainda acrescentou (por sua conta própria, certamente) que o ocorrido foi presenciado por uma “testemunha ocular” (sem nome). Para completar, o Information Nigeria incluiu uma foto (para ilustrar a matéria) de um negro, em vestes brancas, em uma praia. Nem é preciso falar que essa foto não tem nada a ver com a matéria, né?

De qualquer maneira, se a foto fosse realmente do pastor no momento do acidente, podemos perceber que a água está abaixo da barriga do senhor da fotografia e, nessa altura, um afogamento é muito difícil de acontecer. A foto teria sido tirada no momento do acidente?

Mais uma questão que ficou sem resposta no tal artigo: Para qual igreja o tal pastor estava trabalhando?

Essa imagem de um afogamento não tem nada a ver com o artigo. Apenas o colocamos para ilustrar a matéria! (foto: Reprodução) Essa imagem de um afogamento não tem nada a ver com o artigo. Apenas o colocamos para ilustrar a matéria! (foto: Reprodução)

Como fazer para verificar se a notícia é real, se só temos como “prova” o nome do pastor e o país onde o incidente teria ocorrido? Impossível!

Esse boato teria ressurgido novamente em dezembro de 2013, através do site de notícias celebridades (leia-se “site de fofocas de celebridades europeias”) MJ Celebrity Magazine. No dia 28 daquele mês, o MJ resolveu desenterrar essa história e, a partir daí, um monte de “copiões” começaram a reproduzir a matéria.

Reprodução da matéria de 2006 desenterrada em dezembro de 2013 pelo site de fofocas MJ Celebrity Magazine! Reprodução da matéria de 2006 desenterrada em dezembro de 2013 pelo site de fofocas MJ Celebrity Magazine!

A notícia é falsa! O tal Franck Kabele é um personagem que talvez nem exista e a sua falsa morte foi inventada em um artigo de 2006 e ressurgiu no final de 2013 em um site de fofocas de celebridades europeu.

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Fonte E-farsas

 
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Publicado por em 11 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Pastor descobre que ‘cãozinho’ que cuidaria de ovelhas era lobo

Pastor se envergonhou ao descobrir que 'cãozinho' que cuidaria de ovelhas era lobo (Foto: Arquivo/Alexey Gromov/AFP)Pastor se envergonhou ao descobrir que ‘cãozinho’
que cuidaria de ovelhas era lobo (Foto: Arquivo
/Alexey Gromov/AFP)

Um pastor polonês disse ter ficado “envergonhado” depois que descobriu que um “cãozinho” que havia adotado para cuidar de suas ovelhas era na verdade um lobo.

“Eu pensei que fosse um filhote de cão pastor ou de pastor alemão”, disse Zbigniew Pieczyk, de 50 anos.

“No entanto, quando ele começou a uivar toda noite, percebi que havia cometido um grande erro e avisei a polícia”, acrescentou Pieczyk.

Após a confirmação de que era um filhote de lobo, as autoridades decidiram devolver o animal selvagem à natureza.

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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

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Publicado por em 3 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Pastor descobre que ‘cãozinho’ que cuidaria de ovelhas era lobo

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Pastor se envergonhou ao descobrir que 'cãozinho' que cuidaria de ovelhas era lobo (Foto: Arquivo/Alexey Gromov/AFP)Pastor se envergonhou ao descobrir que ‘cãozinho’
que cuidaria de ovelhas era lobo (Foto: Arquivo
/Alexey Gromov/AFP)

Um pastor polonês disse ter ficado “envergonhado” depois que descobriu que um “cãozinho” que havia adotado para cuidar de suas ovelhas era na verdade um lobo.

“Eu pensei que fosse um filhote de cão pastor ou de pastor alemão”, disse Zbigniew Pieczyk, de 50 anos.

“No entanto, quando ele começou a uivar toda noite, percebi que havia cometido um grande erro e avisei a polícia”, acrescentou Pieczyk.

Após a confirmação de que era um filhote de lobo, as autoridades decidiram devolver o animal selvagem à natureza.

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Publicado por em 3 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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