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Parentes de desaparecidos no MH370 são retirados por seguranças de sala

Mãe de desaparecido no voo da Malásia é retirada de sala de reuniões (Foto: Reuters)Mãe de desaparecido no voo da Malásia é retirada de sala de reuniões (Foto: Reuters)

A revolta dos familiares chineses em relação à falta de informações sobre o destino dos passageiros a bordo do avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março provocou cenas caóticas nesta quarta-feira.

O ministro dos Transportes da Malásia ordenou uma investigação após seguranças carregarem para fora da sala de reuniões uma mãe aflita de um passageiro do voo MH370 da Malaysia Airlines, onde ela tinha protestado contra a falta de transparência nas investigações nos 12 dias após o desaparecimento da aeronave.

“Eles estão apenas dizendo aguardem informações. Aguardem informações. Nós não sabemos quanto tempo teremos que aguardar informações”, gritou a mulher, antes de ser retirada de uma grande entrevista coletiva à imprensa.

O ministro Hishammuddin Hussein lamentou a angústia causada aos familiares.

“A Malásia está fazendo tudo ao seu alcance para encontrar o MH370 e espero trazer algum grau de conforto para todos aqueles cujos familiares estão desaparecidos”, disse em um comunicado.

As esperanças de que uma operação com a participação de 26 países levaria a resultados rápidos estão aparentemente diminuindo. No entanto, investigadores confirmaram que as buscas estão focadas no sul do Oceano Índico depois de nenhum vestígio do jato ter sido encontrado ao norte.

“Nossa prioridade está sendo essa área”, disse Hishammuddin na entrevista coletiva, confirmando um relatório anterior Reuters.

“A hipótese de trabalho é que ele foi para o sul, e além disso, que foi para o extremo sul daquele corredor”, disse uma fonte próxima à investigação.

Ainda não foram encontrados destroços do voo MH370, que desapareceu das telas de controle de tráfego aéreo, na costa leste da Malásia à 1h21, no horário local, em 8 de março, menos de uma hora após a decolagem de Kuala Lumpur com destino a Pequim.

Fonte G1

 
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Publicado por em 20 de março de 2014 em Brasil

 

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Parentes de vítimas de crimes brutais superam dor com ‘terapia do perdão’

Quando ainda era adolescente, Paula Cooper (à dir.) matou Ruth Pelke a facadas (Foto: BBC)Quando ainda era adolescente, Paula Cooper (à dir.) matou Ruth Pelke a facadas (Foto: BBC)

O momento em que um assassino sai da prisão pode ser traumático para a família da vítima. No entanto, para o americano Bill Pelke, a libertação da mulher que matou sua avó a facadas foi diferente. Ele não só a perdoou, como quer ajudá-la a começar uma nova vida. Mas como é possível ser capaz de perdoar um crime tão brutal como esse?

Era tarde de maio de 1985. Bill Pelke estava na casa de sua noiva quando recebeu um telefonema de seu cunhado. “Esfaquearam a minha vó até matá-la”, lembra Pelke, em entrevista à BBC. “A casa havia sido saqueada e meu pai encontrou o corpo”.

Sua avó, Ruth Pelke, de 78 anos, professora de religião, havia sido assassinada em sua casa por quatro adolescentes. No dia seguinte, Pelke estava na barbearia preparando-se para o funeral, quando recebeu a notícia de que as assassinas de sua avó foram presas. “Fiquei surpreso que quatro meninas tão jovens pudessem ser capazes de um crime tão brutal”, diz. “Tinha filhos da mesma idade”.

Três das acusadas receberam longas penas de prisão, variando de 25 a 60 anos. Uma delas, Paula Cooper, considerada a líder do grupo, foi condenada à morte em 11 de julho de 1986. Pelke assistiu ao julgamento e à condenação de Paula. Naquele momento, a pena de morte lhe pareceu uma sentença adequada. No entanto, 18 meses depois da morte de sua avó, começou a repensar o destino da menina que destruiu parte de sua família.

“Alívio profundo”
“Imaginava a todo momento minha avó sendo esfaqueada na sala de jantar, onde nossa família se reunia na Páscoa, no Dia de Ação de Graças e no Natal. Não suportava pensar nisso”, lembra. Mas Pelke começou a se perguntar qual impacto a pena de morte teria na família da adolescente, em especial no avô de Cooper, que assistiu ao julgamento e chorou compulsivamente ao escutar a leitura da sentença.

“Minha avó não gostaria de ver esse senhor presenciar a morte de sua neta”, afirma. “Todos no noroeste de Indiana [Estado americano] queriam ver Paula Cooper morta. Tenho certeza de que minha avó ficaria horrorizada caso essa menina viesse a ser punida dessa maneira”.

Pelke estava cada vez mais convencido de que sua avó – uma cristã devota – demonstraria compaixão por Paula e gostaria que alguém de sua família tivesse o mesmo sentimento.

“Quando me deixei comover pela compaixão e pelo perdão, deixei de imaginar minha avó morta, só me lembrava dela viva. Algo de diferente aconteceu comigo”. Pelke disse que sua decisão de perdoar a assassina de sua avó lhe deixou com uma sensação de “alívio profundo”.

Família Pelke (Foto: BBC)Família Pelke (Foto: BBC)

Reação da família
No entanto, para alguns membros da família, foi difícil aceitar a decisão de Pelke, especialmente para seu pai, que havia encontrado o corpo da própria mãe e testemunhado perante a Corte. “Meu pai não apoiou minha decisão”, diz Pelke. “Tivemos uma relação tensa durante anos, mas depois ele me perdoou por ter perdoado Paula Cooper”.

Foi então que Pelke decidiu marcar um encontro com Paula na prisão, mas a permissão só foi concedida oito anos depois da morte de sua avó: no dia de Ação de Graças de 1994. “Entrei e lhe dei um abraço”, diz Pelke. Logo em seguida, conta que fitou Paula nos olhos e disse que a perdoava.

O episódio foi o começo da construção de uma relação entre os dois, com trocas de cartas semanais e visitas à prisão – foram 15, ao todo. Mas Pelke nunca perguntou a Paula sobre o crime. “Sei que a resposta não será boa”, diz.

Superação
Promover o encontro dos autores de um crime com suas vítimas pode trazer benefícios para ambas as partes, afirma à BBC Howard Zehr, professor de Direito da Universidade Menonita do Leste, em Harrisonburg, no Estado americano da Virgínia. Há décadas, Zehr vem ajudando a unir centenas de criminosos e suas vítimas (ou familiares delas, quando há fatalidades).

O especialista acredita que a frequência dos encontros ajuda a reduzir o trauma. Além disso, permite ao agressor perceber como as pessoas foram afetadas por seu crime. Ele acrescenta que vítimas de casos graves de violência costumam relatar um alto nível de satisfação. “As vítimas ficam normalmente presas a essas experiências passadas”, explica Zehr. “As reuniões permitem a eles obter respostas e passar uma borracha no que aconteceu.”

Um dos mais memoráveis para Zehr foi quando um homem que havia estuprado 14 mulheres com menos de 18 anos conheceu sua mais recente vítima. “Ela o confrontou com a seguinte pergunta: “Como você pôde fazer isso? Você roubou a minha infância!””, relembra Zehr.

“O estuprador disse que pela primeira vez percebeu a gravidade do que tinha feito. A mulher o perdoou, mas essa experiência ficará marcada em sua vida para sempre.” No entanto, Zehr recomenda a vítimas que queiram se encontrar com o agressor para que busquem apoio de um mediador. “O sucesso depende do nível de preparação de ambos os lados, e às vezes pode levar até um ano”, alerta.

“Como mediador, eu converso com ambas as partes antes do encontro, trato de deixá-las cientes da dinâmica do trauma, bem como das possibilidades de que a expectativa não seja cumprida. O autor pode não ser capaz de responder às perguntas.”

Coleção de fotos mostra momentos íntimos de Linda White com sua filha, Cathy, que foi assassinada (Foto: Arquivo pessoal/BBC)Coleção de fotos mostra momentos íntimos de Linda White com sua filha, Cathy, que foi assassinada (Foto: Arquivo pessoal/BBC)

De cabeça para baixo
Vinte anos após a morte brutal de sua filha, a texana Linda White tem dezenas de perguntas ainda não respondidas sobre o dia em que ela foi assassinada. Em novembro de 1986, Cathy White, de 26 anos, grávida de seu segundo filho, foi sequestrada, estuprada e assassinada por dois adolescentes.

Como Pelke, Linda encontrou e perdoou um dos assassinos de sua filha, mas o processo levou muito mais tempo: quase 15 anos. “Para uma mãe, perder um filho é uma injustiça. O mundo vira de cabeça para baixo. Nada me animava e me sentia impotente”, diz ela à BBC.

Como forma de curar o trauma, Linda tentou aderir a um grupo de apoio para vítimas, mas não encontrou o consolo de que precisava. “Ninguém ali dava sinais de que conseguiria superar o trauma que passou. Eu, por outro lado, não queria continuar cheia de amargura, não queria ficar de luto para o resto da minha vida.”

Linda, que tinha outros dois filhos, passou a cuidar também de sua neta de cinco anos, que estava fazendo terapia para se recuperar da morte da mãe. Foi essa experiência que a levou a estudar psicologia e, posteriormente, se tornar uma terapeuta de luto.

Linda White (Foto: BBC)Linda White (Foto: BBC)

Legado
Ao ajudar outras pessoas a lidar com a perda e a dor, Linda começou a recuperar o controle de sua vida. Em janeiro de 1997, ela decidiu começar a dar aulas na prisão, uma experiência valiosa que “a curou”. “Acho que as pessoas podem ser mais do que a pior coisa que fizeram.”

Sua experiência de trabalho com criminosos na prisão resultou em uma decisão ainda mais radical: encontrar-se com um dos assassinos de sua filha, Gary Brown.”Eu nunca tinha visto sequer uma foto dele”, diz ela. Linda queria saber, se anos depois, conseguiria sentir compaixão por Brown. “Queria que a pessoa que eu me tornei se encontrasse com a pessoa que ele se tornou.”

Foi então que Linda e Ami, sua neta, então com 18 anos, encontraram-se com Brown na prisão em 2001. A conversa durou o dia todo. “Fiquei surpresa com sua aparência jovem e vulnerabilidade. Foi muito emocionante”, diz ela. Para Linda, um dos momentos mais difíceis foi ouvir a história do que aconteceu com sua filha antes de morrer. “Gary nos contou exatamente o que aconteceu, como aconteceu, o desenrolar dos fatos. Foi difícil de ouvir, mas eu estava pronta para aquilo.”

Brown também disse a Linda e à sua neta as últimas palavras de Cathy, antes de matá-la a tiros. “Eu te perdoo, e Deus também”. “Fiquei chocada ao ouvir isso”, diz Linda. “Estou muito feliz por estar livre”.

Linda mantém contato com Brown, que agora está fora da prisão e em liberdade condicional. Eles pretendem usar sua experiência para orientar “as crianças e adolescentes que estão indo pelo caminho errado”.

Ela também diz ter outras perguntas ao assassino de sua filha.”Eu ainda me pergunto como a noite acabou em tamanha violência. Por que ela foi estuprada? Os meninos não tinham antecedentes de violência”, diz ela. “Quando estiver preparada, quero fazer a ele essas perguntas cara a cara.”

Apesar de as dúvidas que persistem, Linda diz ter encontrado em Brown sua sanidade. “Se você deixar sua vida ser tomada pela dor, é como se o crime acontecesse de novo e de novo. Você acaba amarga. É como se a única lembrança que você tivesse de seu ente querido fosse contaminada por essa amargura”, diz ela. “Às vezes, a gente acha que buscar um caminho para solucionar a dor, ou a cura, é uma espécie de traição com a pessoa que foi morta, mas não é.”

Como Linda White, Bill Pelke quer manter contato com Paula Cooper, que foi libertada em junho, depois que sua sentença foi revogada e sua pena reduzida por bom comportamento na prisão. Enquanto Paula estava presa, Pelke fazia campanha por sua libertação.”Estou muito feliz por vê-la livre”, diz ele.

Pelke tem consciência de que muitas pessoas nunca conseguirão entender sua atitude. Mas para ele a decisão de perdoar mudou sua vida. “Se você se apegar à raiva e ao desejo de vingança, isso acaba se tornando um câncer e pode destruí-lo”, diz ele. “Tenho certeza de que fiz o que deveria ser feito.”

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Idoso publica nota de falecimento falsa para receber visita de parentes

Incomodado com a falta de atenção por parte de seus familiares, um idoso albanês articulou um curioso plano para ser visitado e, em pleno dia de seu aniversário, emitiu uma nota falsa do próprio falecimento em um jornal local. Veja vídeo.

Incidente com Hajdar Lila ocorreu em Fushe-Kruje, cidadezinha da Albânia (Foto: Reprodução/YouTube/Shqiptarjatv)Incidente com Hajdar Lila ocorreu em Fushe-Kruje, cidadezinha da Albânia (Foto: Reprodução/YouTube/Shqiptarjatv)

Para tornar a notícia de sua morte ainda mais crível, Hajdar Lila, um cidadão de Fushe-Kruje, uma pequena cidade próxima a Tirana, também colou alguns cartazes na rua para anunciar sua morte, nos quais incluíu uma foto e dados pessoais.

“Faz quatro anos e meio que voltei do Canadá e meus filhos, irmãos e, inclusive, meus primos ainda não vieram tomar um café na minha casa”, declarou Lila, de 70 anos, em declarações publicadas nesta terça-feira pelo portal “Shqiptarja.com”.

O idoso relatou que passou muitos anos vivendo na Grécia e no Canadá, mas que sempre enviou dinheiro e notícias a sua família.

De acordo com Lila, seus amigos e familiares sempre se mostraram muito amáveis com ele, mas, aparentemente, apenas pelo dinheiro e pelos presentes que lhes enviava desde o exterior.

“Enquanto estive no Canadá, eu ajudei o quanto pude todos com dinheiro. Eu tinha muita vontade de voltar para minha pátria e viver com meus entes queridos. Mas, agora que não me resta dinheiro, ninguém se importa mais com minha presença”, lamentou o idoso.

No entanto, mesmo com a simulação de sua própria morte, Lila não obteve muito sucesso na hora de reunir sua família, já que somente sua filha mais velha se dirigiu a sua casa para cuidar de seu suposto funeral.

Após esta experiência, Lila deixou claro que não aceitará ninguém no cemitério no dia de sua morte verdadeira, com exceção do coveiro.

“As pessoas devem ser respeitadas enquanto vivas e não depois de mortas”, finalizou o idoso, que, por sinal, não conseguia esconder a grande decepção com seus filhos.

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Publicado por em 12 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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