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Putin diz que pode reconsiderar empresas ocidentais na Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (29) que a Rússia não vê nenhuma necessidade de aplicar sanções contra o Ocidente, mas que pode reconsiderar a participação de companhias ocidentais em sua economia, incluindo projetos de energia, se as sanções continuarem.

Nesta segunda, os Estados Unidos anunciaram novas sanções que têm como alvo líderes de negócios e empresas ligadas a Putin, enquanto a União Europeia divulgou nesta terça 15 nomes de russos e ucranianos atingidos por congelamento de bens e proibição de viagens, por conta da crise política na Ucrânia.

“Nós não gostaríamos de recorrer a qualquer medida em resposta (às sanções aplicadas por Estados Unidos e União Europeia)”, disse o presidente russo a jornalistas depois de uma reunião com líderes da Bielorrússia e do Cazaquistão. “Mas se elas continuarem, é claro que nós teremos que pensar sobre quem está trabalhando nos setores chaves da economia russa, incluindo o setor energético, e como (estão trabalhando)”.

Já o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, que havia anunciado que a Rússia responderia às sanções, criticou nesta terça as sanções dos Estados Unidos e da União Europeia contra a Rússia. Ele disse que as punições desafiam o bom senso e são o trabalho de políticos ocidentais fracos “tentando pôr a culpa em outros”.

Nesta terça-feira, a UE anunciou o de 15 russos e ucranianos em resposta às ações da Rússia na Ucrânia, um dia depois de os EUA anunciarem sanções a sete russos e 17 empresas ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin.

“Rejeitamos sanções em quaisquer de nossas relações, especialmente aquelas patrocinadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que desafiam o bom senso em relação aos acontecimentos na Ucrânia”, afirmou Lavrov durante uma visita a Cuba.

“As tentativas de culpar outros é o resultado de políticos fracos, ou daqueles políticos que entendem que suas ambições geopolíticas fracassaram e estão tentando culpar outros”, disse Lavrov.

A Rússia anexou a região da Crimeia depois que o presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro por manifestantes que exigiam laços mais próximos com a Europa. Kiev e o Ocidente acusam a Rússia de incitar uma campanha separatista no leste ucraniano, região predominantemente de etnia russa, uma acusação que Moscou refuta.

Lavrov está fazendo uma viagem planejada há tempos à América Latina nesta semana e recebeu nesta terça-feira o apoio do ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que disse que seu país “rejeita energicamente” as sanções.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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Reviravolta na crise síria pode abalar credibilidade de potências ocidentais

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Após dez dias de declarações ofensivas da parte dos ocidentais sobre uma “forte punição” contra Damasco, as reviravoltas britânica e americana, denunciadas por alguns meios de comunicação como sinal de fraqueza, podem trazer sérias consequências para sua credibilidade em outros assuntos, como no Irã.

“Houve uma época em que Líbano, Síria e Egito tremiam quando Washington falava. Agora, nada. Ninguém mais no Oriente Médio leva a sério os Estados Unidos: sua credibilidade é questionada. E bastou olhar para Obama no sábado para compreender o por quê”, resumiu nesta segunda-feira (2) um editorialista do jornal britânico “Independent”.

Na Itália, o “Corriere della Sera”, comemorando “a revanche dos Parlamentos” no Reino Unido e nos Estados Unidos, opinava sobre “o enfraquecimento dos poderes Executivos”, enquanto o jornal francês “Le Parisien” destacou que nas redes sociais israelenses, Obama é tratado como “covarde”. Por trás da Síria, é o Irã e suas instalações nucleares que estão na linha de tiro, acrescenta o jornal.

Para alguns especialistas, a “improvisação” constatada desde o ataque químico de 21 de agosto, atribuído ao regime de Bashar al-Assad, já se anuncia como algo debilitante na gestão da questão nuclear iraniana. Há anos, o Ocidente ameaça e acusa o Irã por seu programa nuclear, defendido por Teerã como unicamente para fins civis.

Que mensagem, perguntam, será enviada ao Irã ou à Coreia do Norte se, em se tratando de armas químicas, os países ocidentais recuarem?

“Por meio da questão síria, estamos claramente enviando uma mensagem a Teerã. A ideia de realizar ataques, mostra que o Ocidente não é tão covarde, e que se tratando de armas químicas, podemos responder”, observou Karim Bitar, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (IRIS).

Mas com o que aconteceu no Reino Unido e nos Estados Unidos, “temos a impressão de que estão agindo por improviso, que lidam com a política dia após dia. Isso se confirmou com Obama no sábado que mudou de ideia apenas no último segundo e decidiu pedir a opinião do Congresso. Há um certo amadorismo, mas isso é devido ao fato de que o mundo mudou muito”, diz o especialista.

No geral, a imprensa europeia foi particularmente severa com os líderes ocidentais por sua falta de firmeza refletidas em suas decisões políticas.

“Não mostre seu revólver quando não tiver certeza que irá atirar”, escreveu o jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” (centro-esquerda). Delegar a ordem de tiro ao Congresso é uma “manobra inteligente, mas tem enormes riscos”, se o Congresso não seguir o presidente, porque “na próxima vez que quiseram usar gás, as tropas do presidente Bashar al-Assad não vão recuar”.

Para um especialista em relações diplomáticas, que pediu para permanecer anônimo, o Ocidente tem agora uma “espada de Dâmocles” sobre a cabeça, com um Congresso americano que pode não seguir Barack Obama. “Estamos em um buraco e não conseguimos sair após declarações muito soltas”, disse a fonte.

“Se nada acontecer, se cancelarmos qualquer ataque militar, isso poderia ser interpretado como um sinal de fraqueza, mas a priori acredito que as coisas foram longe demais para não se fazer nada”, acredita Karim Bitar.

arte síria 2/9 (Foto: 1)

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Veja as principais ações militares ocidentais sem mandato da ONU

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O Reino Unido deve apresentar nesta quarta-feira (28) ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta de resolução autorizando que sejam tomadas as “medidas necessárias” para proteger civis na Síria. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa que os EUA e seus aliados, já preparados, lancem um ataque contra alvos do regime sírio, mesmo sem o aval do Conselho de Segurança, no qual Rússia e Síria têm poder de veto.

Outras grandes intervenções militares estrangeiras foram realizadas recentemente sem mandato da ONU, ou cujo mandato foi contestado.

Elas são importantes operações de força de países ocidentais, em particular liderados pela Otan, mas também intervenções unilaterais seguidas, eventualmente, por uma intervenção da ONU com o estabelecimento de uma missão de manutenção da paz.

Confira abaixo algumas delas.

Kosovo, 1999
Em 24 de março de 1999, a OTAN lançou uma campanha aérea contra a Iugoslávia do presidente Slobodan Milosevic, depois do fracasso dos esforços para alcançar uma solução política para a crise no Kosovo. A Rússia e a China ameaçaram vetar uma resolução da ONU permitindo a intervenção militar.

A operação ‘Força aliada’, liderada pela Otan, visava acabar com a repressão sérvia contra a população albanesa do Kosovo e obrigar Milosevic a assinar um plano de paz.

A intervenção ocorreu após uma violenta ofensiva sérvia contra os separatistas albaneses do Exército de Libertação do Kosovo (KLA) e de várias tentativas fracassadas de mediação.

A guerra travada pela Otan envolveu 600 aeronaves de 13 países em bombardeios diários de alvos militares no Kosovo, Sérvia e Montenegro. Em 10 de junho de 1999, as forças sérvias começaram sua retirada do Kosovo, logo depois de passar sob a administração das Nações Unidas.

Iraque, 2003
Em março de 2003, Washington, Londres e Madri planejavam propor uma resolução na ONU para validar a guerra no Iraque, acusado pelos americanos de possuir armas de destruição em massa. O projeto de lei foi retirado antes da votação por falta de consenso. França, Rússia e Alemanha rejeitaram categoricamente uma operação.

Depois de um ultimato a Saddam Hussein, o governo dos Estados Unidos decidiu agir sem mandato da ONU. Em 20 de março declarou guerra, com ataques aéreos sobre Bagdá que permitiram a entrada das forças americanas e britânicas pelo sul do país.

A operação “Liberdade duradoura” levou à derrubada de Saddam Hussein, julgado por um tribunal iraquiano e executado no final de 2006.

Em maio de 2003, as forças da coalizão eram compostas de 150.000 americanos e 23.000 outros soldados de quarenta países.

Em 16 de outubro de 2003, a ONU adotou a resolução 1.511, que ‘autoriza uma força multinacional’, preservando o controle quase absoluto de Washington sobre o Iraque. As últimas tropas americanas se retiraram do país em dezembro de 2011.

Líbia, 2011
Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução (1973), autorizando os Estados membros a “tomar todas as medidas necessárias” para “proteger civis (…) sob a ameaça de ataque” pelas forças do coronel Muammar Kadhafi, confrontado desde fevereiro a um levante popular.

A operação ‘Unified Protector’ teve início em 19 de março e foi liderada pela França e Grã-Bretanha, enquanto os Estados Unidos oferecem uma posição de apoio ativa. Dezoito países participaram nas operações.

No entanto, em junho, a Rússia e a China acusaram a Otan de interpretar ‘arbitrariamente’ a resolução do Conselho de Segurança, utilizando-a para ataques na Líbia e não apenas para ações de proteção de civis.

Em 20 de outubro Muammar Kadhafi foi morto em um ataque final contra sua região natal, Sirte, ao leste de Trípoli, dois meses após a queda da capital, graças ao apoio decisivo da Otan.

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Publicado por em 28 de agosto de 2013 em Brasil

 

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