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Irã e agência da ONU fecham acordo de sete pontos na questão nuclear

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, acertaram neste domingo (9) “sete novos pontos” de cooperação, a serem cumpridos ao longo de três meses, para aumentar a transparência do programa nuclear iraniano.

“A República Islâmica do Irã e a AIEA acordaram sete pontos de cooperação. O diretor-geral (da AIEA, Yukiya Amano) apresentará os detalhes deste acordo ante o conselho de governadores”, segundo um comunicado conjunto, citado pela agência oficial Isna.

O acordo foi anunciado depois de dois dias de negociações, em Teerã, entre cinco especialistas da agência da ONU, liderados pelo inspetor-chefe Tero Varjorante, e autoridades da política nuclear iraniana, dirigidos por Najafi.

Essas reuniões fazem parte de um mapa do caminho estabelecido em novembro entre a AIEA e o Irã, que previa seis etapas que Teerã deveria cumprir até o dia 11 de fevereiro, entre elas a visita de especialistas da agência à usina de produção de água pesada de Arak (oeste) e a uma mina de extração de urânio em Gachin (sul).

O porta-voz da agência nuclear iraniana, Behruz Kamalvandi, disse que o comunicado confirma que o Irã “cumpriu com seus compromissos”.

“Esperamos que, no clima atual de cooperação (…), o diretor-geral da AIEA apresente um acordo positivo ante a junta de governadores”, acrescentou.

Behruz também acrescentou que não está previsto que os especialistas da AIEA vão se reunir com os cientistas nucleares iranianos.

Os especialistas da agência internacional visitaram no dia 8 de dezembro a usina de produção de água pesada de Arak.

Este local forneceria ao Irã, em teoria, plutônio para a fabricação de uma bomba atômica, como alternativa ao enriquecimento de urânio.

O chefe da OIEA, Ali Akbar Salehi, afirmou nesta semana que o Irã estaria disposto a realizar “algumas modificações nos planos (do reator) para produzir menos plutônio”, embora tenha insistido que se trata de um reator de pesquisas.

No fim de janeiro, especialistas internacionais também visitaram a mina de Gachin, que não era inspecionada desde 2005.

As atividades nucleares iranianas foram o centro das inquietações internacionais nos últimos dez anos. Alguns países ocidentais e Israel temem que ocultem um objetivo militar, apesar de Teerã desmentir reiteradamente estas acusações.

A AIEA quer determinar se o Irã tentou se dotar de uma bomba atômica antes de 2003 ou mais tarde.

O diretor da AIEA, Yukiya Amano, declarou à France Presse em janeiro que havia chegado o momento de abordar este tema altamente sensível.

“Desejamos certamente incluir as questões (relacionadas) à possível dimensão militar nas próximas etapas”, indicou.

A AIEA critica há muitos anos o Irã por sua falta de cooperação, que alimenta as dúvidas sobre os objetivos de seu programa nuclear, e reclama regularmente do fato de seus inspetores não poderem visitar a base militar iraniana de Parchin, suspeita de ter abrigado testes nucleares.

As negociações com a AIEA ocorreram paralelamente às mantidas com as seis grandes potências, que no fim de novembro chegaram a um acordo em Genebra, por intermédio do qual Teerã suspendeu o enriquecimento de urânio a 20% e congelou as demais atividades nucleares, em troca de um levantamento parcial das sanções econômicas contra o país.

Fonte G1

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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Excesso de segurança e burocracia atrasam retomada nuclear no Japão

Estrutura montada nos arredores do reator 4 para auxiliar na retirada dos elementos combustíveis que estão no interior do prédio (Foto: Kyodo/Reuters)Imagem de arquivo mostra estrutura montada nos arredores do reator 4 para auxiliar na retirada dos elementos combustíveis que estão no interior do prédio (Foto: Kyodo/Reuters)

Centenas de técnicos e engenheiros estão acampados em hotéis de Tóquio na esperança de reativar a indústria nuclear do Japão, paralisada desde o desastre de Fukushima há quase três anos. Isso está sendo um trabalho árduo. Um órgão regulador novo e mais independente está atuando, fazendo perguntas difíceis e tentando impor regras de segurança mais rígidas aos serviços públicos poderosos.

A Autoridade Reguladora Nuclear foi criada em 2012 e estabeleceu novas diretrizes de segurança em julho do ano passado. Ela agora tem quatro equipes examinando reatores em nove centrais nucleares, de uma lista de usinas que estão tentando reiniciar suas atividades.

Um prazo para completar as verificações não foi cumprido, pois o órgão ainda está pedindo muitas informações. Ninguém consegue prever quando o primeiro dos 48 reatores será religado.

Os atrasos estão atrapalhando as empresas de serviços de utilidade pública, que têm que gastar bilhões de dólares para importar combustíveis fósseis, para se manter funcionando, empurrando o Japão para um déficit comercial recorde e colocando em risco as políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe para acabar com anos de crescimento estagnado.

“Todas as usinas estão numa situação parecida e, a menos que as questões pendentes sejam resolvidas, não poderemos determinar se elas estão de acordo com os padrões”, disse o diretor da Autoridade Reguladora Nuclear Tomoya Ischimura.

O regulador e funcionários das usinas nucleares e da Mitsubishi Heavy Industries Ltda, um dos principais fornecedores de equipamentos para usinas nucleares, estão lutando contra montanhas de documentos sobre especificações técnicas dos reatores e a sua vulnerabilidade diante de desastres naturais, como o terremoto e tsunami que derrubaram a estação de Fukushima Daiichi em março de 2011.

Ninguém tem experiência para realizar esse tipo de controle de segurança tão detalhado devido ao sistema complacente que existia antes de Fukushima.

“Apenas um esboço de critérios de segurança foi definido, não os detalhes, então o diálogo entre a autoridade reguladora e as empresas de energia para estabelecer as especificações está demorando”, disse Seiichi Nakata, líder de projeto do Departamento de Política, Comunicação e Assuntos Internacionais do Fórum da Indústria Atômica do Japão.

E uma vez que as verificações forem feitas, os reatores deverão ser submetidos a inspeções planejadas, que levavam até dois meses no antigo regime, assim como será preciso obter o sinal verde das autoridades locais para que possam ser religados. As usinas estão sendo tratadas como se tivessem acabado de ser construídas e estivessem buscando certificação para começar a operar pela primeira vez.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Acordo sobre programa nuclear do Irã pode sair em 6 meses, diz Suécia

Um acordo global entre Teerã e as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano é “possível em um prazo muito ambicioso de seis meses”, afirmou nesta terça-feira (4) na capital do Irã o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt.

Teerã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha) alcançaram em novembro em Genebra um acordo interino que entrou em vigor no dia 20 de janeiro, e que abre um período de negociação para um acordo global que certifique a natureza pacífica do programa nuclear iraniano.

“Se houver boa vontade dos dois lados, é possível que exista um acordo em um prazo muito ambicioso de seis meses”, disse Bildt em uma coletiva de imprensa com seu colega iraniano, Mohamad Javad Zarif.

“Não será fácil, e exigirá uma autêntica vontade de compromisso de ambas as partes, mas os benefícios para os dois lados estão tão claros que todos deverão se concentrar no êxito” deste acordo final, acrescentou o chanceler sueco.

Em sua visita na segunda-feira a Berlim, Zarif afirmou que é possível alcançar um acordo global até o fim de julho.

O acordo de Genebra prevê dois prazos de seis meses, ou seja, até 20 de janeiro de 2015, para alcançar um acordo global.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Negociação nuclear com Irã será retomada em fevereiro, diz Rússia

Negociações entre o Irã e seis potências mundiais sobre um acordo de longo prazo com Teerã para conter partes do programa nuclear da República Islâmica em troca de um alívio nas sanções estão marcadas para o dia 18 de fevereiro em Nova York, disse um diplomata russo nesta sexta-feira (31), de acordo com a agência de notícias Interfax.

“Um entendimento foi alcançado e a próxima reunião ao nível de ‘chefes políticos’ vai ocorrer em 18 de fevereiro, em Nova York”, disse Mikhail Ulyanov, chefe do departamento de segurança e desarmamento do Ministério das Relações Exteriores, segundo a Interfax.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Central nuclear britânica registra níveis elevados de radiatividade

A central nuclear britânica de Sellafield anunciou nesta sexta-feira (31) que detectou níveis elevados de radiatividade e está operando com pessoal reduzido.

“Como resultado de uma decisão conservadora e prudente, a planta de Sellafield está operando normalmente, mas com níveis reduzidos de pessoal”, disse em comunicado.

Apenas trabalhadores essenciais estão trabalhando no local, no noroeste da Inglaterra, e que é o maior e mais antigo complexo nuclear da Europa.

Os níveis de radiação detectados estão acima do normal, mas bastante abaixo do que seria necessário para que fossem necessárias medidas, segundo o comunicado.

O ministério britânico da Energia disse que está em contato com a central e afirmou que não há razão para acreditar que o incidente seja mais sério do que o que foi relatado.

Sellafield foi a primeira central nuclear do mundo a fornecer energia elétrica ao público, mas interrompeu a produção em 2003.

Desde então, o local é utilizado para o armazenamento dos dejetos nucleares e a recuperação do combustível usado.

Em março de 2013, a central teve que ser fechada provisoriamente por precaução devido ao mau tempo.

Central nuclear de Sellafield em 12 de abril de 2011 (Foto: AFP)Central nuclear de Sellafield em 12 de abril de 2011 (Foto: AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Tecnologia

 

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Central nuclear britânica registra níveis elevados de radiatividade

A central nuclear britânica de Sellafield anunciou nesta sexta-feira (31) que detectou níveis elevados de radiatividade e está operando com pessoal reduzido.

“Como resultado de uma decisão conservadora e prudente, a planta de Sellafield está operando normalmente, mas com níveis reduzidos de pessoal”, disse em comunicado.

Apenas trabalhadores essenciais estão trabalhando no local, no noroeste da Inglaterra, e que é o maior e mais antigo complexo nuclear da Europa.

Os níveis de radiação detectados estão acima do normal, mas bastante abaixo do que seria necessário para que fossem necessárias medidas, segundo o comunicado.

O ministério britânico da Energia disse que está em contato com a central e afirmou que não há razão para acreditar que o incidente seja mais sério do que o que foi relatado.

Sellafield foi a primeira central nuclear do mundo a fornecer energia elétrica ao público, mas interrompeu a produção em 2003.

Desde então, o local é utilizado para o armazenamento dos dejetos nucleares e a recuperação do combustível usado.

Em março de 2013, a central teve que ser fechada provisoriamente por precaução devido ao mau tempo.

Central nuclear de Sellafield em 12 de abril de 2011 (Foto: AFP)Central nuclear de Sellafield em 12 de abril de 2011 (Foto: AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Inspetores da agência nuclear da ONU visitam mina de urânio no Irã

Inspetores da ONU visitaram nesta quarta-feira (29) uma mina de urânio no Irã pela primeira vez em quase uma década, informou a mídia iraniana, num momento em que Teerã abre gradualmente seu controverso programa nuclear para um maior escrutínio internacional.

Uma equipe de três membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi à mina de Gchine, perto da cidade de Bandar Abbas, ao sul do Golfo Pérsico, disse um porta-voz da organização de energia atômica do Irã. A AIEA esteve lá pela última vez em 2005.

Eles “estão realizando sua inspeção agora”, disse Behrouz Kamalvandi no site da Press TV, a rede de televisão estatal em inglês do Irã.

Permitir que a agência nuclear da ONU, que investiga suspeitas de que o Irã pode ter realizado pesquisas para uma bomba atômica, vá a Gchine era um de seis passos concretos com os quais os iranianos concordaram no acordo de cooperação com a AIEA fechado em 11 de novembro.

O acordo Irã-AIEA é distinto do pacto inédito de 24 de novembro entre Teerã e seis potências mundiais para conter o programa nuclear iraniano em troca de um alívio limitado nas sanções que enfraqueceram a economia do país. O acordo entrou em vigor em 20 de janeiro.

Os dois acordos assinalaram um avanço rápido nos laços problemáticos do Irã com o resto do mundo, e foram possibilitados pela eleição de Hassan Rouhani, um presidente relativamente moderado que busca encerrar o isolamento internacional de Teerã.

O Irã diz estar refinando urânio somente para abastecer uma rede de usinas nucleares em planejamento. Mas o mesmo material também pode fornecer o núcleo físsil para uma bomba atômica se for mais enriquecido.

Os dois lados se reunirão em 8 de fevereiro para discutir futuros passos sob o acordo de cooperação, e a AIEA pretende pressionar para ter mais acesso e informações relacionadas à sua investigação sobre a suposta pesquisa de armas atômicas do Irã.

Teerã nega as acusações e diz serem uma invenção.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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