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Museu australiano devolverá quadro vendido durante o regime nazista

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Um museu da Austrália devolverá aos seus legítimos proprietários um retrato cuja autoria é atribuída a Vincent Van Gogh, no que é considerada a primeira restituição pelo país de uma obra de arte perdida sob o regime nazista.

A National Gallery of Victoria (GNV) informou que acredita que a obra “Cabeça de Homem” fez parte de uma venda forçada do judeu alemão Richard Semmel em 1933 e que, por isso, deveria ser devolvida aos seus herdeiros.

“Entendemos que este é o primeiro caso do tipo na Austrália”, disse o museu em um comunicado publicado na internet nesta semana.

De acordo com o Comitê de Restituição Holandês, que analisa os pedidos de restituição, Richard Semmel precisou vender sua coleção para escapar da perseguição nazista aos judeus.

Quando o Museu de Melbourne comprou a pintura em 1940, esta já havia mudado de mãos várias vezes.

Após as dúvidas suscitadas entre os especialistas, em 2006 o Van Gogh Museum de Amsterdã concluiu que o trabalho não era do famoso artista, mas que poderia pertencer a alguém que trabalhou na mesma época em que Van Gogh.

“A atribuição da obra não influenciou a decisão da NGV de devolvê-la”, disse o museu, que a considera uma questão “moral”.

A galeria aguarda a resposta dos herdeiros de Semmel, que estariam vivendo na África do Sul.

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Publicado por em 31 de maio de 2014 em Brasil

 

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Rússia lembra 70 anos do fim do cerco nazista a Leningrado

São Petersburgo lembra nesta segunda-feira (27) o 70º aniversário da ruptura do trágico cerco às tropas nazistas à então cidade de Leningrado, um dos episódios mais traumáticos da Segunda Guerra Mundial, que entre 1941 e 1944 matou pelo menos 1 milhão de pessoas.

O presidente russo, Vladimir Putin, natural da cidaden (que desde 1991 é chamada São Petersburgo) depositou um buquê de flores em uma das valas comuns de um dos quatro cemitérios da cidade e lembrou que lá foi enterrado seu irmão, que não chegou a conhecer já que morreu bebê, vítima do cerco em 1942, dez anos antes de o presidente nascer.

Pouco antes, Putin colocou outra oferenda floral em um lugar nos arredores da cidade conhecido como “a praça do Neva” (às margens do rio homônimo), onde seu pai lutou contra as tropas alemãs que avançavam rumo à cidade.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deposita flores em uma das valas comuns do cemitério de Piskaryovskoye, onde a maior parte das vítimas do cerco a Leningrado (hoje São Petersburgo) foi enterrada durante a Segunda Guerra Mundial (Foto: RIA Novosti Kremlin/Mikhail Klimentyev/Presidential Press Service/AP)O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deposita flores em uma das valas comuns do cemitério de Piskaryovskoye, onde a maior parte das vítimas do cerco a Leningrado (hoje São Petersburgo) foi enterrada durante a Segunda Guerra Mundial (Foto: RIA Novosti Kremlin/Mikhail Klimentyev/Presidential Press Service/AP)

“Nosso dever é que nada seja esquecido, nunca. Que nada se perca, que tanto o povo de nosso país como o do exterior lembrem essa tragédia, a virilidade e a heroicidade do povo soviético e dos leningradenses”, disse Putin em um encontro com veteranos da Grande Guerra Pátria, como é conhecida na Rússia a etapa soviética da Segunda Guerra Mundial.

O presidente lembrou que em apenas quatro meses, entre o fim de 1941 e o início de 1942, morreram na cidade 360 mil pessoas, equivalente a quase todas as vítimas mortais que sofreu o Reino Unido durante toda a Segunda Guerra Mundial.

“Imagine que diferença entre o número de vítimas que depositou sobre o altar da vitória o povo soviético e outros países do mundo”, destacou Putin.

O exército nazista, que invadiu a União Soviética em 22 de junho de 1941, fechou o cerco em torno de Leningrado em 8 de setembro do mesmo ano e o manteve durante 900 dias e noites, até que o Exército Vermelho conseguiu rompê-lo em 27 de janeiro de 1944.

O propósito de Hitler era apagar a cidade da face da Terra, mas ela resistiu e sobreviveu, mesmo com o preço de 1 milhão de vidas de seus habitantes e defensores, vítimas dos bombardeios, a fome, as doenças e o frio.

Apanhados pela invasão nazista, os dirigentes comunistas da cidade não prepararam devidamente sua defesa e não fizeram reservas de alimentos, por isso a fome se apoderou de Leningrado um mês depois que o cerco foi fechado.

Com o inimigo chegando à cidade, dezenas de milhares de civis foram mobilizados para erguer fortificações e formar milícias populares, que mal tinham armas: eram enviadas à frente com um fuzil para cada 30 homens, sob o lema patriótico “A arma a conseguirás em combate”.

Fome e canibalismo
Cerca de 20 mil pessoas morreram ao defender a cidade e outras 10 mil, em ataques a bomba, mas foram a fome e o inverno, com temperaturas de 40 graus abaixo de zero, os que mais estragos causaram entre os moradores.

Um relatório da inteligência nazista assinalava em fevereiro de 1942 que a média de civis mortos era de “entre 2 mil e 3 mil pessoas por dia”, e outro soviético confirmava em março que “morrem por dia entre 3.200 e 3.400 pessoas”.

Na cidade, onde a porção diária de pão foi nos piores momentos de apenas 125 gramas, o impacto da fome era tão grande que muitos moradores passaram a aceitar o canibalismo, segundo documentos da época ocultados pela propaganda soviética mas abertos posteriormente a historiadores.

A falta de alimentos foi tão dramática que os pais não deixavam seus filhos saírem sozinhos à rua ou seriam sequestrados por grupos de criminosos que depois vendiam a carne humana.

“Já comem carne humana, que se consegue no mercado”, dizia um relatório secreto escrito em 23 de fevereiro de 1942 ao líder comunista de Leningrado, Andrei Zhdánov.

As autoridades da cidade se viram obrigadas a criar uma divisão especial para combater o canibalismo, com um saldo de 600 condenados em fevereiro de 1942 e mais de mil em março, segundo documentos reproduzidos por Izvestia.

Alguns cálculos realizados por historiadores graças a documentos secretos da época indicam que até 2,3 milhões de habitantes foram sepultados em valas comuns cavadas durante o bloqueio nos quatro cemitérios de Leningrado.

Fonte G1

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Adotada na infância, mulher descobre ser neta de nazista

A alemã-nigeriana Jennifer Teege ficou chocada ao descobrir ser neta de Amon Goeth, o célebre comandante nazista do campo de concentração de Plaszow, em Hamburgo, no norte da Alemanha.

Goeth tornou-se mundialmente conhecido ao ser retratado no filme A Lista de Schindler, o grande vencedor do Oscar de 1994, que conta a estória, baseada em fatos reais, de como um industrial alemão salvou mais de 1 mil judeus da morte ao empregá-los em sua fábrica durante a Segunda Guerra Mundial.

Teege é fruto de um breve relacionamento entre sua mãe, filha de Goeth, e um estudante nigeriano. Ela, que acaba de publicar o livro Amon, My Grandfather Would Have Shot Me (‘Amon, meu avô, teria atirado em mim’, em tradução livre), contou, em entrevista ao serviço Mundial da BBC, como a descoberta de suas raízes mudou sua vida.

Leia o relato.

‘Há cinco anos, eu estava em um biblioteca em Hamburgo, no norte da Alemanha, e vi um livro envolvido em um pano vermelho que imediatamente chamou minha atenção.

O título, traduzido para o inglês, era I Have to Love My Father, Right? (Eu tenho que amar meu pai, certo?, em tradução livre). Estampava na capa a foto pequena de uma mulher que me parecia familiar.

Então comecei a folheá-lo. Havia muitas fotos e à medida que virava as páginas, percebi que havia algo errado.

No final, a autora resumia alguns detalhes sobre a mulher da capa e sua família e percebi que se encaixavam perfeitamente com o que eu sabia sobre a minha família biológica.

E entendi que se tratava de um livro sobre a história da minha família.

A mulher na foto era minha mãe e seu pai era Amon Goeth, comandante do campo de concentração de Plaszow, perto de Cracóvia.

Adoção
Minha mãe não tinha me contado nada. Ela me deu à adoção pouco depois que nasci, então não cresci com ela.

Poucas semanas depois do meu nascimento, fui entregue a um orfanato e, às vezes, recebia visitas da minha mãe. Aos sete anos, fui adotada por uma família e, depois disso, não tive mais contato com minha mãe, com exceção de uma vez.

Eu já tinha mais de 20 anos, e ela provavelmente não me contou nada para me proteger – provavelmente ela achou que seria melhor se não soubesse nada sobre meu passado real, sobre a verdade, sobre minha família, sobre meu avô.

E fiquei totalmente chocada quando descobri a história, era como se alguém tivesse puxado meu tapete.

Eu levei o livro para casa e o li da primeira à última página. Havia detalhes sobre a minha mãe, sobre minha avó e meu avô, Amon Goeth.

Libertação
Com o tempo, comecei a sentir o impacto daquela história sobre mim. Por ter sido adotada, eu sempre soube muito pouco sobre meu passado. E ter me confrontado com ele foi algo muito sério.

Eu tinha assistido ao filme A Lista de Schindler, em que Ralph Fiennes (ator inglês) faz o papel do meu avô. Mas nunca poderia imaginar que eu e Goeth éramos ligados geneticamente e isso foi muito angustiante.

Senti-me parte de sua história, mas ao mesmo tempo distante – o que não aconteceu com minha mãe, porque ela cresceu com a minha avó e deve ter sido muito difícil para ela deixar o passado para trás.

Eu tento não deixar o passado para trás, mas quero colocá-lo no lugar ao qual ele pertence. Isso não significa que eu vou ignorá-lo, mas não quero deixar que ele domine a minha vida.

Eu não sou um reflexo dessa parte da família, mas ainda estou muito conectada a ela. E espero achar uma forma de integrá-la à minha vida.

É uma história única, muito atípica e de significado profundo. Aborda a questão universal de como lidar com o peso do passado no presente e deveria mostrar como este passado pode ser liberador’.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2013 em Brasil

 

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