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Não subestimem a mobilidade!

Publicada em 20/02/2013 7:15

Estamos vivenciando um processo convergente de mudanças tecnológicas muito rápidas e de alto impacto. Mobilidade, Big Data, Social Business e Cloud Computing vão mudar de forma radical a maneira como adquirimos e usamos tecnologias nos próximos anos. Mas, pela velocidade com que elas chegam, nem sempre conseguimos perceber seu alcance. Como exemplo, vamos separar um destes componentes, a mobilidade, e tentar fazer um voo panorâmico por suas implicações.

Primeiramente, afirmo que, como as demais tecnologias, a velocidade das mudanças é acelerada e tende a aumentar ainda mais. Em 2007 surgiu o iPhone e em 2009 o iPad. Estes dois lançamentos simbolizam esta estonteante velocidade. Em poucos anos, o que era visto como curiosidade, já faz parte das nossas vidas e está mudando nossos próprios hábitos.

Por parte de muitas empresas e profissionais de TI, a disrupção potencial da mobilidade ainda não foi percebida em sua plenitude. Em muitas situações TI levanta barreiras, impedindo as empresas de capitalizarem novas oportunidades que a mobilidade nos abre. A causa principal é o fato de a mobilidade quebrar pensamentos e processos arraigados, barreira difícil de superar.

Vamos olhar o modelo que dominou TI nas últimas décadas e formou a maior base dos profissionais que estão na gestão das áreas de TI. Antes da mobilidade, a computação era restrita a localizações físicas, os locais onde estavam os desktops. Para usar um computador pessoal nós tinhamos que nos deslocar para o escritório ou para nossas casas. Com os laptops, começamos a ter máquinas portáteis. Podíamos carregá-las para qualquer lugar, mas, claramente, a mobilidade ainda era restrita. Não se consegue usar de forma confortável um laptop em uma fila de embarque… As restrições físicas de acesso limitavam o desenho dos processos de negócio. Tínhamos que criar filas, pois as pessoas que teriam acesso à informação para cumprir determinada tarefa de negócio estava com seu desktop em sua mesa. E tínhamos que chegar até elas para obter esta informação.

Hoje temos um bilhão de smartphones e, em breve, chegaremos a dois bilhões. Também temos muitos milhões de tablets e seis bilhões de celulares. Isto significa que quase 70% da população do planeta pode se comunicar a qualquer momento, de qualquer lugar. Os dispositivos móveis já são parte integrante de nossa vida. Os usamos em praticamente todas as nossas atividades diárias. Aliás, se pensarmos bem, já saímos de casa apenas com nosso smartphone, nossas chaves de casa e a carteira. Em breve, tanto a carteira quanto as chaves estarão embutidas no smartphone. Bastará ele para nosso dia a dia.

Mas a disrupção provocada pela mobilidade ainda não nos alcançou em sua plenitude. Bem, na verdade já vemos claros sinais destas mudanças, que são verdadeiras transformações em praticamente todos os setores de negócio. Vamos pegar como exemplo o livro digital dos próximos anos. Hoje leio um livro no Kindle ou de papel e, após ler algum trecho, vou ao Wikipedia e ao Google pesquisar determinadas citações, fatos ou eventos que li, para me aprofundar no tema. Ora, imagine se no próprio livro isto for possível. Clico em cima de um nome de uma cidade ou de um personagem histórico e ele me leva ao Wikipedia e ao YouTube automaticamente. E se fosse capaz de me indicar novos links para me aprofundar no tema e compartilhar o parágrafo que me agradou com meus amigos nas plataformas sociais, como Facebook. É um novo livro, e cria novos hábitos de leitura.

No ambiente corporativo a mobilidade vai mudar os hábitos de trabalho e vai obrigar que os atuais sistemas sejam redesenhados para este novo cenário. Uma empresa, cada vez mais móvel e dispondo de smartphones e tablets para seus funcionários, não poderá ficar limitada a acessos restritos impostos pela atual padrão teclado-mouse dos ERPs, CRMs e outros sistemas, construídos para o mundo dos desktops. Estes sistemas foram concebidos quando surgiu o modelo cliente-servidor, no qual o cliente era um desktop Windows.

Assim, nas empresas, pela pressão dos usuários que utilizam interfaces intuitivas e simples em seus smartphones e tablets, os desenvolvedores vão ter que buscar um novo modelo conceitual para seus sistemas. Estimativas como a do Gartner, que apontam que nos próximos anos teremos quatro vezes mais projetos sendo desenvolvidos voltados para equipamentos móveis (leia-se smartphones e tablets) que para PCs e laptops, se tornam cada mais recorrentes. Esta aceleração de demanda, inesperada e aparentemente pegando de supresa muitos departamentos e gestores de TI, está obrigando as empresas a reciclarem seus profissionais, buscando novas estratégias, técnicas e tecnologias para fazer frente a esta necessidade. Discussões como as relacionadas à adoção do modelo HTML5 ou ambientes nativos, que há dois anos eram temas praticamente desconhecidos e ignorados pela maioria dos desenvolvedores, já são lugar comum nas “conversas de corredor”.

Os gestores de TI têm que tomar decisões rápidas, muitas vezes em cenários de incertezas. A simples migração de aplicações do desktop para tablets, com interfaces lipoaspiradas, não é adequada. O conceito e o design por trás revelam as claras diferenças de um sistema projetado para Windows e um para iOS. Além disso, os dispositivos móveis embutem tecnologias que permitem criar aplicativos totalmente inovadores. Por exemplo, começam a surgir aplicações, como a ShopAlerts, baseadas em tecnologias de geolocalização embutidas nos smartphones. Esta aplicação foi criada pela empresa americana PlaceCast, que oferece este serviço bem interessante, que envia mensagens de texto aos clientes de seus clientes (empresas como Starbucks, por exemplo) ao identificar que eles estão em determinada região próxima de uma loja, ao detectar a posição geográfica do seu smartphone. Segundo a empresa, 79% dos clientes que recebem a mensagem personalizada tornam-se mais propensos a visitar a loja.

A mobilidade também afeta os hábitos de trabalho. A consumerização desloca o eixo gravitacional do poder de adoção de tecnologias de dentro da área de TI para os usuários. O movimento mais emblemático desta ruptura de modelos é o BYOD (Bring Your Own Device) e, em breve, BYOC (Bring Your Own Cloud). A consumerização também começa a afetar as empresas aqui no Brasil. Hoje já somos o quarto país em número de smartphones e em mais ou menos dois anos seremos o terceiro, ultrapassando o Japão. Somos o décimo em tablets e, com a entrada de tablets mais baratos no mercado, subiremos rápido no ranking. Portanto, consumerização e políticas como BYOD/BYOC não são apenas para países desenvolvidos, mas sim uma questão que os nossos gestores de TI tem que começar a enfrentar já.

Claro, nada vem fácil. Temos o desafio da segurança. Surgem malwares e vírus para smartphones. Inexistência de politicas para BYOD também pode levantar questionamentos com auditorias. Mas, indiscutivelmente, a mobilidade está presente no nosos dia a dia, seja pessoal ou profissional. Aliás, torna-se cada vez mais difícil separar os dois lados da equação… Isso resultará em novos hábitos, novas maneiras de interação com a tecnologia, e isto deverá estar refletido nas estratégias de TI das empresas.

Sugiro fortemente que as estratégias de TI não ignorem a mobilidade. Não deve haver separação entre as estratégias de negócios, de TI e da mobilidade. O próprio impulso da consumerização também nos leva a outro aspecto da definição da estratégia: é absolutamente essencial que TI e as linhas de negócio desenhem as estratégias de TI em parceria. Incluir mobilidade na estratégia da organização é um passo além do que vemos hoje na maioria das empresas: ações táticas, de desenvolvimento de alguns aplicativos para atender a pressões emergenciais. O resultado será uma multiplicidade de ações desconectadas que serão uma bomba relógio. Diversas tecnologias, entrando por todas as janelas abertas na empresa, acabarão provocando curto circuito na gestão de TI, quando os usuários exigirem integração dos seus inúmeros aplicativos com sistemas legados.

TI deve dar um passo à frente e se posicionar como líder deste processo de transformação para uma “mobile enterprise”. Desenhar uma estratégia de mobilidade integrada à estratégia de negócios, redesenhando processos para aproveitar a potencialidade da mobilidade (eventualmente eliminando atividades não digitais), criar politicas de governança para este novo cenário (como criando e gereciando apps stores internas e criando políticas para download de apps stores externas) e analisar que tecnologias, técnicas e capacitações (design de interface man-to-machine é um novo skill necessário) serão necessárias para cumprir suas tarefas. Não deve repetir o mesmo erro de uns 15 anos atrás, quando do surgimento da Web. Na época, a maioria dos departamentos de TI deixou os primeiros sites ficarem a cargo de marketing, concentrando-se no que era mais importante, sob seu ponto de vista: implementar os ERPs. Depois tiveram que incluir os websites nos processos de negócio (comércio eletrônico), integrando aos ERPs, e isto demandou muito retrabalho.

Mobilidade não deve ser deixada sem governança e, portanto, TI deve assumir papel de liderança neste processo. Mas, atenção, não é replicar o modelo atual de controle e dos seus longos processos de homologação, mas considerar que a consumerização é um fator impossível de ser impedido, além de atuar de forma sinérgica com as áreas usuárias. TI não é mais o pastor das ovelhas, mas deve ser colaborador pró-ativo e orientador da adoção de novas tecnologias pela empresa.

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Estamos vivenciando um processo convergente de mudanças tecnológicas muito rápidas e de alto impacto. Mobilidade, Big Data, Social Business e Cloud Computing vão mudar de forma radical a maneira como adquirimos e usamos tecnologias nos próximos anos. Mas, pela velocidade com que elas chegam, nem sempre conseguimos perceber seu alcance. Como exemplo, vamos separar um destes componentes, a mobilidade, e tentar fazer um voo panorâmico por suas implicações.

Primeiramente, afirmo que, como as demais tecnologias, a velocidade das mudanças é acelerada e tende a aumentar ainda mais. Em 2007 surgiu o iPhone e em 2009 o iPad. Estes dois lançamentos simbolizam esta estonteante velocidade. Em poucos anos, o que era visto como curiosidade, já faz parte das nossas vidas e está mudando nossos próprios hábitos.

Por parte de muitas empresas e profissionais de TI, a disrupção potencial da mobilidade ainda não foi percebida em sua plenitude. Em muitas situações TI levanta barreiras, impedindo as empresas de capitalizarem novas oportunidades que a mobilidade nos abre. A causa principal é o fato de a mobilidade quebrar pensamentos e processos arraigados, barreira difícil de superar.

Vamos olhar o modelo que dominou TI nas últimas décadas e formou a maior base dos profissionais que estão na gestão das áreas de TI. Antes da mobilidade, a computação era restrita a localizações físicas, os locais onde estavam os desktops. Para usar um computador pessoal nós tinhamos que nos deslocar para o escritório ou para nossas casas. Com os laptops, começamos a ter máquinas portáteis. Podíamos carregá-las para qualquer lugar, mas, claramente, a mobilidade ainda era restrita. Não se consegue usar de forma confortável um laptop em uma fila de embarque… As restrições físicas de acesso limitavam o desenho dos processos de negócio. Tínhamos que criar filas, pois as pessoas que teriam acesso à informação para cumprir determinada tarefa de negócio estava com seu desktop em sua mesa. E tínhamos que chegar até elas para obter esta informação.

Hoje temos um bilhão de smartphones e, em breve, chegaremos a dois bilhões. Também temos muitos milhões de tablets e seis bilhões de celulares. Isto significa que quase 70% da população do planeta pode se comunicar a qualquer momento, de qualquer lugar. Os dispositivos móveis já são parte integrante de nossa vida. Os usamos em praticamente todas as nossas atividades diárias. Aliás, se pensarmos bem, já saímos de casa apenas com nosso smartphone, nossas chaves de casa e a carteira. Em breve, tanto a carteira quanto as chaves estarão embutidas no smartphone. Bastará ele para nosso dia a dia.

Mas a disrupção provocada pela mobilidade ainda não nos alcançou em sua plenitude. Bem, na verdade já vemos claros sinais destas mudanças, que são verdadeiras transformações em praticamente todos os setores de negócio. Vamos pegar como exemplo o livro digital dos próximos anos. Hoje leio um livro no Kindle ou de papel e, após ler algum trecho, vou ao Wikipedia e ao Google pesquisar determinadas citações, fatos ou eventos que li, para me aprofundar no tema. Ora, imagine se no próprio livro isto for possível. Clico em cima de um nome de uma cidade ou de um personagem histórico e ele me leva ao Wikipedia e ao YouTube automaticamente. E se fosse capaz de me indicar novos links para me aprofundar no tema e compartilhar o parágrafo que me agradou com meus amigos nas plataformas sociais, como Facebook. É um novo livro, e cria novos hábitos de leitura.

No ambiente corporativo a mobilidade vai mudar os hábitos de trabalho e vai obrigar que os atuais sistemas sejam redesenhados para este novo cenário. Uma empresa, cada vez mais móvel e dispondo de smartphones e tablets para seus funcionários, não poderá ficar limitada a acessos restritos impostos pela atual padrão teclado-mouse dos ERPs, CRMs e outros sistemas, construídos para o mundo dos desktops. Estes sistemas foram concebidos quando surgiu o modelo cliente-servidor, no qual o cliente era um desktop Windows.

Assim, nas empresas, pela pressão dos usuários que utilizam interfaces intuitivas e simples em seus smartphones e tablets, os desenvolvedores vão ter que buscar um novo modelo conceitual para seus sistemas. Estimativas como a do Gartner, que apontam que nos próximos anos teremos quatro vezes mais projetos sendo desenvolvidos voltados para equipamentos móveis (leia-se smartphones e tablets) que para PCs e laptops, se tornam cada mais recorrentes. Esta aceleração de demanda, inesperada e aparentemente pegando de supresa muitos departamentos e gestores de TI, está obrigando as empresas a reciclarem seus profissionais, buscando novas estratégias, técnicas e tecnologias para fazer frente a esta necessidade. Discussões como as relacionadas à adoção do modelo HTML5 ou ambientes nativos, que há dois anos eram temas praticamente desconhecidos e ignorados pela maioria dos desenvolvedores, já são lugar comum nas “conversas de corredor”.

Os gestores de TI têm que tomar decisões rápidas, muitas vezes em cenários de incertezas. A simples migração de aplicações do desktop para tablets, com interfaces lipoaspiradas, não é adequada. O conceito e o design por trás revelam as claras diferenças de um sistema projetado para Windows e um para iOS. Além disso, os dispositivos móveis embutem tecnologias que permitem criar aplicativos totalmente inovadores. Por exemplo, começam a surgir aplicações, como a ShopAlerts, baseadas em tecnologias de geolocalização embutidas nos smartphones. Esta aplicação foi criada pela empresa americana PlaceCast, que oferece este serviço bem interessante, que envia mensagens de texto aos clientes de seus clientes (empresas como Starbucks, por exemplo) ao identificar que eles estão em determinada região próxima de uma loja, ao detectar a posição geográfica do seu smartphone. Segundo a empresa, 79% dos clientes que recebem a mensagem personalizada tornam-se mais propensos a visitar a loja.

A mobilidade também afeta os hábitos de trabalho. A consumerização desloca o eixo gravitacional do poder de adoção de tecnologias de dentro da área de TI para os usuários. O movimento mais emblemático desta ruptura de modelos é o BYOD (Bring Your Own Device) e, em breve, BYOC (Bring Your Own Cloud). A consumerização também começa a afetar as empresas aqui no Brasil. Hoje já somos o quarto país em número de smartphones e em mais ou menos dois anos seremos o terceiro, ultrapassando o Japão. Somos o décimo em tablets e, com a entrada de tablets mais baratos no mercado, subiremos rápido no ranking. Portanto, consumerização e políticas como BYOD/BYOC não são apenas para países desenvolvidos, mas sim uma questão que os nossos gestores de TI tem que começar a enfrentar já.

Claro, nada vem fácil. Temos o desafio da segurança. Surgem malwares e vírus para smartphones. Inexistência de politicas para BYOD também pode levantar questionamentos com auditorias. Mas, indiscutivelmente, a mobilidade está presente no nosos dia a dia, seja pessoal ou profissional. Aliás, torna-se cada vez mais difícil separar os dois lados da equação… Isso resultará em novos hábitos, novas maneiras de interação com a tecnologia, e isto deverá estar refletido nas estratégias de TI das empresas.

Sugiro fortemente que as estratégias de TI não ignorem a mobilidade. Não deve haver separação entre as estratégias de negócios, de TI e da mobilidade. O próprio impulso da consumerização também nos leva a outro aspecto da definição da estratégia: é absolutamente essencial que TI e as linhas de negócio desenhem as estratégias de TI em parceria. Incluir mobilidade na estratégia da organização é um passo além do que vemos hoje na maioria das empresas: ações táticas, de desenvolvimento de alguns aplicativos para atender a pressões emergenciais. O resultado será uma multiplicidade de ações desconectadas que serão uma bomba relógio. Diversas tecnologias, entrando por todas as janelas abertas na empresa, acabarão provocando curto circuito na gestão de TI, quando os usuários exigirem integração dos seus inúmeros aplicativos com sistemas legados.

TI deve dar um passo à frente e se posicionar como líder deste processo de transformação para uma “mobile enterprise”. Desenhar uma estratégia de mobilidade integrada à estratégia de negócios, redesenhando processos para aproveitar a potencialidade da mobilidade (eventualmente eliminando atividades não digitais), criar politicas de governança para este novo cenário (como criando e gereciando apps stores internas e criando políticas para download de apps stores externas) e analisar que tecnologias, técnicas e capacitações (design de interface man-to-machine é um novo skill necessário) serão necessárias para cumprir suas tarefas. Não deve repetir o mesmo erro de uns 15 anos atrás, quando do surgimento da Web. Na época, a maioria dos departamentos de TI deixou os primeiros sites ficarem a cargo de marketing, concentrando-se no que era mais importante, sob seu ponto de vista: implementar os ERPs. Depois tiveram que incluir os websites nos processos de negócio (comércio eletrônico), integrando aos ERPs, e isto demandou muito retrabalho.

Mobilidade não deve ser deixada sem governança e, portanto, TI deve assumir papel de liderança neste processo. Mas, atenção, não é replicar o modelo atual de controle e dos seus longos processos de homologação, mas considerar que a consumerização é um fator impossível de ser impedido, além de atuar de forma sinérgica com as áreas usuárias. TI não é mais o pastor das ovelhas, mas deve ser colaborador pró-ativo e orientador da adoção de novas tecnologias pela empresa.

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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Tudo o que você queria saber sobre gestão de mobilidade corporativa

Uma das maiores tendências de tecnologia é o uso crescente de dispositivos orientados para o consumidor no local de trabalho. Já não é mais uma questão de saber se os departamentos de TI devem apoiar e abraçar o movimento do traga seu próprio dispositivo (BYOD). Agora, a questão é mais sobre quando e como.

Os departamentos de TI têm muito a manter em mente: a identificação dos dispositivos de propriedade dos empregados na rede; a seleção de plataformas mais recomendadas para os usuários; o provisionamento de dispositivos para acesso seguro e o monitoramento centralizado (sejam eles da empresa ou de propriedade dos empregados); a criação de regras para lidar com dispositivos perdidos ou roubados; a adoção de ferramentas que facilitem a limpeza de dados corporativos nos dispositivos dos empregados; a coordenação compras em volume em lojas de aplicativos públicos (particularmente da Apple), e a publicação em apps desenvolvidas internamente.

A maioria dessas necessidades pode ser tratada com qualquer uma das muitas suites de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês). Cada uma delas oferece um conjunto específico de plataformas suportadas, recursos e ferramentas de integração de sistemas corporativos.

Mas saber que você pode satisfazer as necessidades básicas de gestão e segurança da vasta lista de plataformas móveis em uso na empresa é um ótimo começo: o grande número e a qualidade das opções já disponíveis devem ajudar os gestores a respirar um pouco mais tranquilos. É apenas o primeiro passo de uma jornada que pode parecer ter quilômetros de comprimento.

Os próximos passos são todos sobre descobrir que tipo de gestão você realmente precisa, e quando. Os detalhes podem variar drasticamente de um tipo de negócio para outro e até mesmo de uma função de trabalho para outra na mesma empresa.

Identificar as especificidades pode ajudá-lo a fazer a seleção e a implementação de uma estratégia mais fácil para que o MDM dê melhores resultados.

O mínimo

No nível mais básico, há três principais necessidades que devem ser padrão em qualquer estratégia móvel:

– Instalação e provisionamento: Você precisa configurar e instalar os dispositivos, os aplicativos necessários, os certificados de segurança, as contas de usuário para e-mail ou de acesso a outros recursos internos, e o acesso à rede.

– Limpeza remota: A capacidade de apagar os dados é fundamental. Para os dispositivos de propriedade dos usuários, isso pode incluir a necessidade de deixar dados pessoais intactos, algo que não é tão comum quando os dispositivos são de propriedade da empresa.

– Políticas de segurança: As primeiras políticas devem lidar com dispositivo de bloqueio: a requisição de uma senha, designando tempo de validade desta senha e sua complexidade, auto travamento de um dispositivo quando estiver inativo, e limpeza de dados após um determinado número de tentativas falhas de desbloqueio. Políticas de segurança, muitas vezes deve ir mais longe: exigem criptografar o dispositivo inteiro, se possível – ou, pelo menos, proteger dados específicos; configurar os serviços de VPN; limitar o acesso ao dispositivo e à plataforma padrão para a instalação de app, ou definir opções de configuração específicas, impedindo os usuários de alterá-las.

Andar na corda bamba

Em muito poucos casos o gerenciamento dos dispositivos móveis será o mínimo suficiente. Mas o outro extremo – tudo que você pode gerenciar – também pode não funcionar muito bem. Pode simplesmente irritar os usuários, adicionar complexidade aos processos de configuração e gerenciamento, e drenar recursos de TI.

Gestão demais é uma grande preocupação quando se trata de mobilidade, especialmente quando você está gerenciando os dispositivos pessoais de propriedade de empregados.

Há uma linha além da qual a gestão vai parecer intrusiva, e se você atravessá-la, é provável que você acabe com uma cultura onde os trabalhadores usam ativamente seus dispositivos, mas evitam deixar os gerentes ou profissionais de TI saberem que eles o fazem. Demasiada interferência percebida pode inibir os funcionários de dar, de forma voluntária, detalhes sobre seus dispositivos, os usos que fazem e se tiveram problemas que poderiam comprometer a segurança da empresa.

Em suma, a TI tem de caminhar em uma linha tênue, e é uma linha que pode variar muito de uma organização para outra e mesmo entre diferentes papéis na mesma empresa.

Identificação de usuários diferentes

Uma vantagem que todos os vendedores de suites MDM abraçam é a ideia de que você vai querer gerenciar dispositivos diferentes de forma diferente. Isto não é um conceito novo – afinal, permissões de arquivos e recursos de gerenciamento de cliente são comuns no desktop.

Com isso em mente, a sua melhor opção é criar uma série de perfis de gerenciamento ou configurações (detalhes que podem variar dependendo do fornecedor ou plataforma, mas com conceito universal). Você pode então gerenciar múltiplas camadas de perfis, conforme necessário, e aplicá-las variando os critérios. Este modelo é, de fato, o recomendado pela Apple para a gestão de dispositivos iOS como o iPhone e o iPad nas organizações.

Você pode, por exemplo, ter um conjunto de perfis com base na plataforma móvel e liberar o OS. Dado que cada nova versão dos sistemas iOS e Android ampliou os recursos de gerenciamento e segurança disponíveis para a empresa, você poderia ter acesso a alguns recursos suportados pela versão instalada do sistema operacional, como se um dispositivo pode ou não armazenar dados usando a criptografia disponível no dispositivo ou permitir a criação de perfis para os usuários que viajam e precisam de acesso a dados de roaming aplicados aos dispositivos de propriedade da empresa.

A maioria dos fornecedores de suites MDM pode ligar para soluções de diretório e de gestão já existentes, como o Active Directory. Isto permite adaptar os perfis de usuário existentes em torno do seu grupo com características comuns.

Embora cada organização tenha as suas próprias necessidades, é possível oferecer algumas diretrizes para o nível e o tipo de manejo apropriados para determinados tipos de usuários. Considere os seguintes exemplos como base de partida para desenvolver uma estratégia de gerenciamento móvel. Nota: Você pode facilmente misturar e combinar vários dos exemplos em sua estratégia de mobilidade.

– Completamente bloqueado: O usuário não tem capacidade de adicionar ou alterar apps, mexer com as definições de configuração, ou modificar contas de e-mail. O acesso a redes corporativas sem fio não é proibido.

– Restrição de compra: O objetivo principal é evitar a adição de aplicativos móveis, particularmente aqueles que podem levar a problemas de segurança. Dependendo de propriedades da plataforma e do dispositivo, isso pode ser aplicado também para a compra e instalação de conteúdo, como na loja iTunes da Apple. (Bom para dispositivos de propriedade da empresa.)

– Restrição de conteúdo: Limita o conteúdo que pode ser acessado a partir de um dispositivo, incluindo áudio/vídeo, websites e, potencialmente, meios de comunicação social. (Bom para dispositivos de propriedade da empresa, especialmente se eles estão voltados para o cliente. Por exemplo, se forem usadas como uma ferramenta de vendas ou de informações ou em uma sala de aula.)

– Definições pré-configuradas: Útil, com ou sem gestão, permite configurar automaticamente serviços corporativos e contas do usuário com recursos comuns, como acesso a redes Wi-Fi, VPNs, e-mail de usuário ou contas Exchange. O objetivo é fazer com que o usuário seja identificado rapidamente, para não limitar o acesso. (Bom para qualquer implantação, particularmente quando um dispositivo irá alternar entre o uso pessoal e profissional.)

– Restrições para chamadas/mensagens/roaming: Indicada principalmente para dispositivos de propriedade da empresa,. A ideia é evitar sobrecarga no plano de chamadas. Idealmente, esta é determinada pelas necessidades do empregado e deve ser parte do pacote de uma empresa de serviços mais amplo.

– Apps pré-instaladas: Similar às definições de pré-configuração, isso garante que os aplicativos necessários – inclusive personalizados em aplicações internas ou aplicativos de uma loja pública – são pré-instalados em um dispositivo. Isto é particularmente útil se os aplicativos são comprados em volume. A abordagem requer normalmente o uso de uma solução de MDM que ofereça uma loja de aplicativos para usuários privados.

Restrição de sincronização: Limitar que computadores e serviços de um dispositivo móvel possam sincronizar dados. Isto se aplica geralmente a backups no iTunes usando a iCloud, mas poderia se aplicar a outras plataformas e serviços. O objetivo é impedir a criação de um backup externo de dados da empresa. (Deve ser usado para todos os dispositivos de propriedade da empresa, mas pode ser problemática para dispositovos de propriedade ddos usuários.)

– Acesso seguro habilitado: Envolve a configuração de serviços de segurança disponíveis para garantir que os dados são transmitidos de/para um dispositivo de forma segura. Isto poderia significar a configuração de uma VPN, bem como acesso SSL para serviços como e-mail ou servidores Web, com provisionamento de certificados de segurança necessários.

– Serviço de nuvem habilitado: O dispositivo é pré-configurado para acesso privado ou a serviços da empresa na nuvem pública.

Restrição de acesso à nuvem pessoal: Limitar ou impedir o acesso aos serviços de nuvem pessoal, incluindo a iCloud. (Pode ser desafiador quando aplicada aos dispositivos de propriedade do empregado.)

– Restrições de localização de dados: Impedir o dispositivo de utilizar os serviços de localização inteiramente ou limitar o acesso a aplicativos que trabalham com dados de localização. Este é um desafio particular, dada a onipresença de recursos baseados em localização em dispositivos móveis, hoje. Uma solução: criar uma lista branca de aplicativos autorizados a usar dados de localização.

Trabalhando com usuários

A gestão da mobilidade e as abordagens BYOD podem trazer novas capacidades para os trabalhadores e desafios para a TI . É importante perceber que a equipe de já não pode, sozinha, decidir sobre soluções ou a correção de problemas. A relação entre TI e usuários precisa ser colaborativa.

Parte dessa colaboração é uma operação de TI que escuta e responde às necessidades do usuário, suas ideias e até mesmo críticas. O fato de que os dispositivos de propriedade pessoal permite aos usuários usar o dispositivo sem o conhecimento da equipe de TI é um desafio que anima a trabalhar com os usuários e não contra eles.

Isto significa proporcionar educação ao usuário em áreas como segurança, gestão de custos e questões legais ou regulamentares – uma abordagem que muitas vezes ajuda a desenvolver interações mais amigáveis e ajuda os trabalhadores a entenderem e aceitarem os limites que a TI precisa impor.

Um trabalho em progresso

Em última análise, a gestão de dispositivos móveis e o apoio dos funcionários na aquisição de tecnologia são conceitos muito novos. Não há regras rígidas e rápidas, e, em muitas situações, há uma orientação limitada – interna ou externa – para trabalhar. Isso pode fazer o trabalho envolvido parecer assustador, mas também pode oferecer oportunidades para novas ideias e trabalhar de forma mais colaborativa – os benefícios podem se estender para além destas áreas limitadas para outros projetos ou upgrades, e como eles são planejados ou considerados.

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Estamos vivenciando um processo convergente de mudanças tecnológicas muito rápidas e de alto impacto. Mobilidade, Big Data, Social Business e Cloud Computing vão mudar de forma radical a maneira como adquirimos e usamos tecnologias nos próximos anos. Mas, pela velocidade com que elas chegam, nem sempre conseguimos perceber seu alcance. Como exemplo, vamos separar um destes componentes, a mobilidade, e tentar fazer um voo panorâmico por suas implicações.

Primeiramente, afirmo que, como as demais tecnologias, a velocidade das mudanças é acelerada e tende a aumentar ainda mais. Em 2007 surgiu o iPhone e em 2009 o iPad. Estes dois lançamentos simbolizam esta estonteante velocidade. Em poucos anos, o que era visto como curiosidade, já faz parte das nossas vidas e está mudando nossos próprios hábitos.

Por parte de muitas empresas e profissionais de TI, a disrupção potencial da mobilidade ainda não foi percebida em sua plenitude. Em muitas situações TI levanta barreiras, impedindo as empresas de capitalizarem novas oportunidades que a mobilidade nos abre. A causa principal é o fato de a mobilidade quebrar pensamentos e processos arraigados, barreira difícil de superar.

Vamos olhar o modelo que dominou TI nas últimas décadas e formou a maior base dos profissionais que estão na gestão das áreas de TI. Antes da mobilidade, a computação era restrita a localizações físicas, os locais onde estavam os desktops. Para usar um computador pessoal nós tinhamos que nos deslocar para o escritório ou para nossas casas. Com os laptops, começamos a ter máquinas portáteis. Podíamos carregá-las para qualquer lugar, mas, claramente, a mobilidade ainda era restrita. Não se consegue usar de forma confortável um laptop em uma fila de embarque… As restrições físicas de acesso limitavam o desenho dos processos de negócio. Tínhamos que criar filas, pois as pessoas que teriam acesso à informação para cumprir determinada tarefa de negócio estava com seu desktop em sua mesa. E tínhamos que chegar até elas para obter esta informação.

Hoje temos um bilhão de smartphones e, em breve, chegaremos a dois bilhões. Também temos muitos milhões de tablets e seis bilhões de celulares. Isto significa que quase 70% da população do planeta pode se comunicar a qualquer momento, de qualquer lugar. Os dispositivos móveis já são parte integrante de nossa vida. Os usamos em praticamente todas as nossas atividades diárias. Aliás, se pensarmos bem, já saímos de casa apenas com nosso smartphone, nossas chaves de casa e a carteira. Em breve, tanto a carteira quanto as chaves estarão embutidas no smartphone. Bastará ele para nosso dia a dia.

Mas a disrupção provocada pela mobilidade ainda não nos alcançou em sua plenitude. Bem, na verdade já vemos claros sinais destas mudanças, que são verdadeiras transformações em praticamente todos os setores de negócio. Vamos pegar como exemplo o livro digital dos próximos anos. Hoje leio um livro no Kindle ou de papel e, após ler algum trecho, vou ao Wikipedia e ao Google pesquisar determinadas citações, fatos ou eventos que li, para me aprofundar no tema. Ora, imagine se no próprio livro isto for possível. Clico em cima de um nome de uma cidade ou de um personagem histórico e ele me leva ao Wikipedia e ao YouTube automaticamente. E se fosse capaz de me indicar novos links para me aprofundar no tema e compartilhar o parágrafo que me agradou com meus amigos nas plataformas sociais, como Facebook. É um novo livro, e cria novos hábitos de leitura.

No ambiente corporativo a mobilidade vai mudar os hábitos de trabalho e vai obrigar que os atuais sistemas sejam redesenhados para este novo cenário. Uma empresa, cada vez mais móvel e dispondo de smartphones e tablets para seus funcionários, não poderá ficar limitada a acessos restritos impostos pela atual padrão teclado-mouse dos ERPs, CRMs e outros sistemas, construídos para o mundo dos desktops. Estes sistemas foram concebidos quando surgiu o modelo cliente-servidor, no qual o cliente era um desktop Windows.

Assim, nas empresas, pela pressão dos usuários que utilizam interfaces intuitivas e simples em seus smartphones e tablets, os desenvolvedores vão ter que buscar um novo modelo conceitual para seus sistemas. Estimativas como a do Gartner, que apontam que nos próximos anos teremos quatro vezes mais projetos sendo desenvolvidos voltados para equipamentos móveis (leia-se smartphones e tablets) que para PCs e laptops, se tornam cada mais recorrentes. Esta aceleração de demanda, inesperada e aparentemente pegando de supresa muitos departamentos e gestores de TI, está obrigando as empresas a reciclarem seus profissionais, buscando novas estratégias, técnicas e tecnologias para fazer frente a esta necessidade. Discussões como as relacionadas à adoção do modelo HTML5 ou ambientes nativos, que há dois anos eram temas praticamente desconhecidos e ignorados pela maioria dos desenvolvedores, já são lugar comum nas “conversas de corredor”.

Os gestores de TI têm que tomar decisões rápidas, muitas vezes em cenários de incertezas. A simples migração de aplicações do desktop para tablets, com interfaces lipoaspiradas, não é adequada. O conceito e o design por trás revelam as claras diferenças de um sistema projetado para Windows e um para iOS. Além disso, os dispositivos móveis embutem tecnologias que permitem criar aplicativos totalmente inovadores. Por exemplo, começam a surgir aplicações, como a ShopAlerts, baseadas em tecnologias de geolocalização embutidas nos smartphones. Esta aplicação foi criada pela empresa americana PlaceCast, que oferece este serviço bem interessante, que envia mensagens de texto aos clientes de seus clientes (empresas como Starbucks, por exemplo) ao identificar que eles estão em determinada região próxima de uma loja, ao detectar a posição geográfica do seu smartphone. Segundo a empresa, 79% dos clientes que recebem a mensagem personalizada tornam-se mais propensos a visitar a loja.

A mobilidade também afeta os hábitos de trabalho. A consumerização desloca o eixo gravitacional do poder de adoção de tecnologias de dentro da área de TI para os usuários. O movimento mais emblemático desta ruptura de modelos é o BYOD (Bring Your Own Device) e, em breve, BYOC (Bring Your Own Cloud). A consumerização também começa a afetar as empresas aqui no Brasil. Hoje já somos o quarto país em número de smartphones e em mais ou menos dois anos seremos o terceiro, ultrapassando o Japão. Somos o décimo em tablets e, com a entrada de tablets mais baratos no mercado, subiremos rápido no ranking. Portanto, consumerização e políticas como BYOD/BYOC não são apenas para países desenvolvidos, mas sim uma questão que os nossos gestores de TI tem que começar a enfrentar já.

Claro, nada vem fácil. Temos o desafio da segurança. Surgem malwares e vírus para smartphones. Inexistência de politicas para BYOD também pode levantar questionamentos com auditorias. Mas, indiscutivelmente, a mobilidade está presente no nosos dia a dia, seja pessoal ou profissional. Aliás, torna-se cada vez mais difícil separar os dois lados da equação… Isso resultará em novos hábitos, novas maneiras de interação com a tecnologia, e isto deverá estar refletido nas estratégias de TI das empresas.

Sugiro fortemente que as estratégias de TI não ignorem a mobilidade. Não deve haver separação entre as estratégias de negócios, de TI e da mobilidade. O próprio impulso da consumerização também nos leva a outro aspecto da definição da estratégia: é absolutamente essencial que TI e as linhas de negócio desenhem as estratégias de TI em parceria. Incluir mobilidade na estratégia da organização é um passo além do que vemos hoje na maioria das empresas: ações táticas, de desenvolvimento de alguns aplicativos para atender a pressões emergenciais. O resultado será uma multiplicidade de ações desconectadas que serão uma bomba relógio. Diversas tecnologias, entrando por todas as janelas abertas na empresa, acabarão provocando curto circuito na gestão de TI, quando os usuários exigirem integração dos seus inúmeros aplicativos com sistemas legados.

TI deve dar um passo à frente e se posicionar como líder deste processo de transformação para uma “mobile enterprise”. Desenhar uma estratégia de mobilidade integrada à estratégia de negócios, redesenhando processos para aproveitar a potencialidade da mobilidade (eventualmente eliminando atividades não digitais), criar politicas de governança para este novo cenário (como criando e gereciando apps stores internas e criando políticas para download de apps stores externas) e analisar que tecnologias, técnicas e capacitações (design de interface man-to-machine é um novo skill necessário) serão necessárias para cumprir suas tarefas. Não deve repetir o mesmo erro de uns 15 anos atrás, quando do surgimento da Web. Na época, a maioria dos departamentos de TI deixou os primeiros sites ficarem a cargo de marketing, concentrando-se no que era mais importante, sob seu ponto de vista: implementar os ERPs. Depois tiveram que incluir os websites nos processos de negócio (comércio eletrônico), integrando aos ERPs, e isto demandou muito retrabalho.

Mobilidade não deve ser deixada sem governança e, portanto, TI deve assumir papel de liderança neste processo. Mas, atenção, não é replicar o modelo atual de controle e dos seus longos processos de homologação, mas considerar que a consumerização é um fator impossível de ser impedido, além de atuar de forma sinérgica com as áreas usuárias. TI não é mais o pastor das ovelhas, mas deve ser colaborador pró-ativo e orientador da adoção de novas tecnologias pela empresa.

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Publicado por em 23 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Mobilidade: você sabe o que é COPE?

Propriedade da empresa, habilitado para uso pessoal é a bandeira do modelo que tem conquistado companhias com receio de liberar o BYOD.

08 de novembro de 2012 – 07h30

 Bring Your Own Device (BYOD), estratégia que permite e estimula que funcionários levem para empresa seus dispositivos pessoais para uso profissional, tem conquistado as companhias mais exigentes que buscam ampliar a produtividade e reduzir o investimento em hardware. Mas o modelo não agrada a todos, fazendo emergir um novo fenômeno: o COPE (sigla em inglês para “de propriedade da empresa, pessoalmente habilitado”).

O modelo chamou a atenção do mercado depois que a CEO do Yahoo, Marissa Mayer, contrariando o movimento do BYOD, revelou seu desejo de que os funcionários usassem iPhone ou aparelhos Android, substituindo os modelos BlackBerry da empresa.

Ela passou a promover o COPE como tática móvel, uma alternativa para o BYOD. O objetivo do COPE é fornecer muitas das vantagens do Bring Your Own Device, mas com mais controle. Em BYOD, o empregado possui o dispositivo e o usa para acessar a rede corporativa e ainda os dados empresariais. Na modalidade “propriedade da empresa, pessoalmente habilitado”, a organização entrega o aparelho para o funcionário, mas ele pode usá-lo para fins pessoais.

Segundo Ray Wang, principal analista e CEO do instituto de pesquisa norte-americano Constellation Research, COPE é projetado para manter as rédeas da TI, mas permitir o uso de dispositivos como tablets e smartphones. “É também uma forma de abordar algumas das questões em torno da segurança, do custo e das despesas operacionais”, observa.

O analista da Constellation Research aponta que COPE também significa que os dispositivos estão sob garantia da empresa. “Por outro lado, os desafios incluem as preferências do usuário. Quando pessoal e tecnologia de consumo excedem a capacidade dos dispositivos corporativos COPE falha”, alerta.

Na visão de Souvenir Zalla, CEO do Edge Group no Brasil, COPE tem avançado por dois motivos. O primeiro é a cultura de que o device da empresa já está homologado e por isso tem políticas mais fortes de segurança. O segundo é a onda de conservadorismo para assegurar que informações sigilosas não serão acessadas por pessoas mal-intencionadas. “Porém, acredito que COPE vai contra a naturalidade da liberdade de adoção do dispositivo de preferência do usuário e pode impactar negativamente na produtividade”, avalia.

Zalla diz que o Edge Group realizou pesquisas com 40 executivos de TI no Brasil para identificar se os dispositivos de uso pessoal são os preferidos dos profissionais. “Eles declararam que essa estratégia amplia a produtividade. Isso porque, eles já estão acostumados com o aparelho”, destaca. “O funcionário tende a usar e a ser mais produtivo na plataforma que ele escolhe”, completa.

Para Wang, COPE é uma consequência do BYOD. “A empresa compra os dispositivos e oferece aos funcionários. Os gerentes de TI que buscam maior controle tentam mudar o pêndulo para o lado da gestão centralizada”, avalia. “Para aqueles que precisam proteger seus dispositivos e preferem um ritmo mais lento de mudança, COPE é uma maneira de chegar lá”, completa. Zalla concorda. “Algumas empresas vão pular COPE e partir para o BYOD. Outras vão para COPE como forma de transição.”

Em 2013, a expectativa é que essa tendência cresça. “COPE acaba de surgir como uma alternativa. A maioria das empresas tem impulsionado o investimento em TI. Os orçamentos de TI estão abaixo de 5%, mas os gastos com tecnologia crescem de 18% para 20%. BYOD têm impactado nessa tendência”, aponta Wang.

Levantamento global realizado pela empresa de pesquisa Vanson Bourne a pedido da Citrix aponta que nem todas as empresas concordam com as políticas do BYOD, mas um número cada vez maior está mudando a postura em relação à tendência. Das empresas ouvidas, 84% já baniram o uso de dispositivos pessoais para acessar recursos corporativos, sendo 51% já revogaram a proibição total ou parcialmente.

Das organizações que investem em BYOD, 38% oferecem subsídio equivalente ao valor do dispositivo; 40% dão alguma remuneração para subsidiar parte do custo do dispositivo e 19% não oferecem nenhuma compensação financeira.

Para organizações que querem desenvolver uma estratégia de COPE, Wang lista alguns passos. “Estude os usuários existentes e como os dispositivos devem ser oferecidos. Espere para proporcionar muitas opções e apoiar ciclos rápidos de inovação ou encare o retrocesso dos negócios”, finaliza.

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Publicado por em 12 de fevereiro de 2013 em Tecnologia

 

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Mobilidade impulsionará mercado varejista, acredita Motorola Solutions

Conjunto de tendências que vão impulsionar o setor nos próximos cinco anos tem como foco a conexão com clientes por meio de dispositivos móveis.

17 de setembro de 2012 – 17h25

Para a Motorola Solutions, o conjunto de tendências que vão impulsionar o mercado varejista nos próximos cinco anos tem como foco a conexão com clientes, por meio de dispositivos móveis e softwares avançados. O desafio do varejo, segundo a empresa, é estar preparado para atender o cliente conectado, que precisa de informações rápidas e de qualidade.

Com o objetivo de ajudar companhias a ingressar no novo mundo do varejo, a empresa apresentou soluções para o setor. Destaca-se entre as tecnologias o tablet empresarial ET1. Segundo a Motorola, o dispositivo auxilia os varejistas a proporcionar a melhor experiência de compra, disponibilizando as ferramentas de que os funcionários necessitam para responder perguntas, fornecer feedbacks e fechar uma venda sem sair de perto do cliente.

Outro destaque, indica a fabricante, é o MC40, aparelho móvel que incrementa a experiência de compra do cliente, fornecendo ao vendedor acesso às informações do produto, coleta de dados e a capacidade de se tornar um ponto de venda móvel (PDVm). O SB1 também foi apresentado. Trata-se de um dispositivo móvel inteligente e portátil, que pode ser usado para capacitar vendedores e trabalhadores.

“A experiência de compra está mudando. Dentro de poucos anos, ela será inteiramente personalizada. A tecnologia jogará tanto a favor do consumidor, que poderá encontrar exatamente o produto que deseja e a informação necessária para tomar decisões”, avalia Renata Ronco, gerente de Marketing da Motorola Solutions Brasil.

Especial - IT Leaders 2011

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

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Publicado por em 13 de novembro de 2012 em Tecnologia

 

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Em Londres 2012, uso de Twitter e mobilidade complicam vida da BBC

Milhares de tweets e SMS de fãs durante provas de ciclismo de rua sobrecarregaram a rede móvel e criaram problemas para transmissão de dados para redes de TV

Os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres estão consagrados como os “jogos da mídia social” e da mobilidade. Centenas de milhares de fãs enviam mensagens, fotos e vídeos com seus smartphones. O Comitê Olímpico Internacional (COI) criou um hub oficial de Twitter para seguir os jogos e os atletas. Sites e aplicativos foram preparados por redes de TV e mídia especializada para transmitir notícias, alertas, jogos e provas ao vivo. Mas quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, está criado um mega “#fail”.

No sábado (27/07) nas provas de ciclismo de rua masculino e feminino, comentaristas da BBC eram incapazes de narrar o avanço dos atletas durante a prova. A culpa, segundo a BBC, foi do Olympic Broadcasting Service (OBS), que não conseguia enviar pela rede os dados coletados por pequenos GPS instalados em cada bicicleta para indicar a posição do ciclista ao longo do caminho. “No escuro”, o comentarista Chris Boardman, da BBC, apelou para seu próprio cronômetro para estimar os tempos, disse a BBC ao jornal The Guardian.

No meio da confusão e das reclamações de espectadores irados, o diretor de comunicações do COI, Mark Adams, argumentava que a rede de uma das operadoras estaria sobrecarregada pelo excesso de mensagens de texto e updates de tweets enviados ao vivo durante a prova.

fas na rua ciclismo“Não queremos impedir as pessoas de se engajarem nas redes sociais, mas talvez elas possam pensar em enviar menos mensagens. Claro que não vamos dizer ou impedir alguém de mandar uma mensagem, mas se a mensagem não é urgente, bem urgente, por favor, peguem leve”, disse Adams em entrevista aos jornais e redes de notícias. Ironicamente, por conta da irritação de não conseguir saber nada da corrida pela TV, mais e mais tweets eram disparados pelos fãs para reclamar do problema.

O provedor oficial de serviços comunicação dos Jogos Olímpicos de 2012, BT, disse à Reuters que não viu problemas na rede. A mesma argumentação foi usada pela Vodafone e pela O2 (esta subcontratada pela BT para prover rede móvel de dados para a Vila Olímpica). Segundo a BT, a rede de dados montada para Londres 2012 tem quatro vezes a capacidade dos jogos de 2008 na China e a empresa estendeu cabos de fibra óptica suficientes para ligar Londres a Nova Iorque.

A prova dos nove virá em breve. Outros eventos dos Jogos Olímpicos deverão tomar as ruas de Londres, incluindo o triatlo e a maratona masculina e feminina.

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Publicado por em 17 de outubro de 2012 em Tecnologia

 

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