RSS

Arquivo da tag: minuto

Minuto de celular pré-pago pode ser 130% mais caro que pós, diz estudo

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou que os preços cobrados pelo minuto do celular em um plano pré-pago podem ser até 130% mais caros em relação a um pós-pago de uma mesma operadora. A modalidade pré-paga é a mais usada no Brasil, com 78% das linhas de telefonia móvel, de acordo com dados da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) referentes a dezembro.

Conduzida entre janeiro e fevereiro, a pesquisa do Idec considerou, além dos preços, serviços como o fornecimento do histórico de chamadas dentro do prazo regulamentado. O trabalho foi conduzido para comemorar o Dia do Consumidor, em 15 de março, e teve o pré-pago como alvo devido à popularidade do serviço – são 211 milhões de linhas no país.

Para comparar as duas modalidades de cobrança, a entidade de defesa do consumidor selecionou os planos pré e pós-pago mais baratos de cada operadora. Como o preço do minuto para planos pós-pago não é fornecido pelas operadoras, o Idec o estimou com base no valor total de cada pacote.

Planos
No caso da Claro, o plano pré-pago mais acessível, o Claro Toda Hora, cobra R$ 1,60 por minuto em ligações para telefones fixos e móveis de outras operadoras e para fixos do grupo Claro/Embratel/Net. Em chamadas entre celulares Claro, o minuto sai por R$ 1,56.

Como o plano pós-pago considerado cobra mensalidade de R$ 89, o Idec estimou que o minuto dele custe R$ 0,67. Assim, o valor do minuto pré-pago é pelo menos 132% mais caro.

“Na verdade, o valor [do minuto pós-pago] seria ainda menor, porque dentro desses pacotes têm ligações ilimitadas dentro da rede, SMS para a mesma operadora”, diz Veridiana Alimonti, advogada do Idec. Ou seja, as diferenças entre os preços de um minuto pré-pago e de um pós-pago são ainda maiores do que os aferidos.

Já a Vivo cobra R$ 1,55 pelo minuto pré-pago. Para o plano pós-pago com preço de R$ 61 mensais, o Idec estimou que o minuto custa R$ 0,98. Dessa forma, o valor do minuto pré-pago chega a ser, pelo menos, 58% maior.

Segundo o Idec, o valor do minuto pré-pago é, ao menos, 55,8% mais alto na TIM. Se por um lado a operadora cobra R$ 1,59 o minuto para outras operadoras no plano pré-pago Infinity Pré, por outro, cobra R$ 49 mensais pelo plano pós mais em conta – o preço estimado do minuto é de R$ 1,02.

No caso da Oi, a conta é complicada. Na modalidade pré-paga, a operadora cobra R$ 0,10 nos dias em que os clientes fizerem ligações para celulares Oi e R$ 0,50 nos que ligarem para fixos. Mas o tempo diário que possuem para falar sem acréscimos depende do valor da recarga. Se for de R$ 10, são 30 minutos diários durante 15 dias.

Se carregarem R$ 18 ou R$ 25, são 60 minutos diários. Nesse caso, o que varia são os prazos de validade, de 25 e 30 dias, respectivamente. Ao ultrapassar esses limites, passa a ser cobrado R$ 1,69 pelo minuto. O plano pós analisado pelo Idec foi o de R$ 39 mensais, cujo minuto teve preço estimado em R$ 1,25. Isso leva a diferença entre os valores cobrados por minuto para, no mínimo, 35%.

Baixa renda
Ofertas de créditos com validade de menos de 30 dias, como as da Oi, porém, estão com os dias contados. Nesta segunda-feira (10), a Anatel publicou um novo conjunto de direitos e garantias dos consumidores dos serviços de telecomunicações que, entre outras diretrizes, estabelece que os créditos de planos pré-pagos de celulares têm de valer por, no mínimo, 30 dias.

“Eu entendo que a empresa cobra mais caro considerando que ela não tem muita garantia de que o consumidor vai carregar nem exatamente quando”, comenta Veridiana. A advogada do Idec lembra que uma regra da Anatel libera as operadoras para cancelar as linhas de clientes que, após a expiração do prazo de seus créditos, passem 60 dias sem efetuar nenhuma recarga – isso pode ser feito mesmo que eles ainda possuam créditos.

Para a advogada, apesar de a telefonia móvel ser o serviço de telecomunicação mais difundido, os preços ainda são “problemáticos” para consumidores de baixa renda. “Para conseguirem ter esse direito garantido, os consumidores de baixa renda têm de se submeter a condições complicadas”.

Também um direito de consumidores pré-pago, a emissão dos relatórios que detalham o histórico de ligações foi outro serviço analisado pelo Idec. A Anatel estabelece que as operadoras devem entregar os históricos das ligações realizadas nos últimos 90 dias em 48 horas.

Os atendentes da Claro informaram erroneamente ao Idec o período máximo para fornecer o relatório de ligações. Garantiram entrega em 10 dias e depois prolongaram para 15. TIM e Vivo enviaram o relatório fora do prazo: em três dias.

Operadoras
A Claro informou que o plano Claro Toda Hora é um serviço homologado pela Anatel “que regulamenta os valores máximos das tarifas que podem ser cobradas pela operadora”. A operadora diz ainda ter, em planos pré-pagos, tarifas promocionais. Os clientes podem, por exemplo, pagar R$ 0,25 por chamada para celular Claro ou para os fixos Claro Fixo e Net Fone. Ainda assim, ligações para celulares de outras operadoras custam R$ 1,60.

Segundo a companhia, o extrato detalhado de ligações pré-pagas pode ser solicitado em seu site. Será enviado ao cliente em até 48 horas, por e-mail. Para envio via Correios, o prazo máximo é de 10 dias, “levando em consideração o prazo de impressão, encaminhamento aos Correios e entrega na residência do cliente”.

Segundo a Telefônica Vivo, seus preços para planos pré-pagos de telefonia móvel estão “adequados aos praticados atualmente pelo mercado”. A empresa afirma ainda que dispõe de diversas ofertas promocionais.

Para a TIM, o serviço pré-pago “permite que o usuário não tenha uma despesa fixa mensal, assumindo, no entanto, o comprometimento de realizar recargas periódicas para manutenção da linha”, enquanto “o cliente pós conta com a comodidade de utilizar o serviço de telefonia móvel, pagando o valor definido na assinatura mensal após a utilização”. Sobre os relatórios com o histórico de ligações, a TIM afirmou que “o período de três dias apontado pela pesquisa não apresenta irregularidades por incluir o prazo da operadora para geração do relatório e o prazo dos Correios para entrega”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Oi afirmou que é uma questão de mercado os preços dos minutos de planos pré-pagos serem mais caros que os da modalidade pós-paga e que, por isso, o assunto não deveria ser comentado pela companhia.

View the original article here

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , ,

Bill Gates perde para campeão de xadrez em 1 minuto e 20 segundos

Bill Gates desafia campeão de xadrez e perde em pouco mais de 1 minuto de partida (Foto: Reprodução/TV Globo)Bill Gates desafia campeão de xadrez e perde em
pouco mais de 1 minuto de partida
(Foto: Reprodução/TV Globo)

O norueguês Magnus Carlsen, novo campeão mundial de xadrez, precisou de apenas nove jogadas para aplicar um xeque-mate em Bill Gates numa partida que será transmitida pela TV nesta sexta-feira (24).

Desafiado para uma partida no programa de TV do famoso apresentador norueguês Fredrik Skavlan, que será transmitido na Noruega, Dinamarca e Suécia, o fundador da Microsoft disse antes de iniciar o jogo que o desafio tinha “resultado predeterminado”.

Gates, de 58 anos, que segundo a revista “Forbes” é o segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas do mexicano Carlos Slim, tinha 2 minutos para fazer suas jogadas, contra apenas 30 segundos para Carlsen. Ainda assim, ele perdeu para o adversário de 23 anos em 1 minuto e 20 segundos.

“Uau, foi rápido”, disse Gates a Carlsen, cujo estilo de astro pop lhe rendeu o apelido de “Justin Bieber do xadrez”.

O programa de TV, que teve partes obtidas pela Reuters com antecedência, foi gravado na quarta-feira (22) em Londres, de acordo com a emissora de TV “NRK”.

Perguntado por Skavlan sob quais circunstâncias ele se sentia inadequado intelectualmente, Gates respondeu: “Quando jogo xadrez com ele (Carlsen)”.

Carlsen, mestre de xadrez desde os 13 anos, virou celebridade na Noruega após vencer o então campeão mundial Viswanathan Anand, da Índia, em novembro de 2013.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , ,

Final do The Voice Brasil chegou a ser tuitada 4 mil vezes por minuto

Sam Alves durante a final do The Voice Brasil (Foto: Reprodução/TV Globo)Sam Alves durante a final do The Voice Brasil (Foto: Reprodução/TV Globo)Willian Bonner, editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, comenta no Twitter a final do The Voice Brasil, da TV Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)Willian Bonner, editor-chefe e apresentador do Jornal
Nacional, comenta no Twitter a final do The Voice
Brasil, da TV Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)

A final da segunda edição do The Voice Brasil, nesta quinta-feira (26), inflou as discussões nas redes sociais.

O Twitter registrou um pico de 4 mil postagens por minuto quando o cearense Sam Alves foi anunciado o vencedor do programa, com 43% dos quase 30 milhões de votos.

O microblog registrou quase 200 mil tuítes sobre o programa. A informação é de um levantamento da consultoria de dados na rede social Tribatics, que considera apenas os posts que incluem a hashtag #TheVoiceBrasil e termos relacionados. Ainda de acordo com a Tribatics, a segunda edição do The Voice Brasil foi citada em 1.762.183 tuítes.

O perfil humorístico Dilma Bolada comenta no Twitter a final do The Voice Brasil, da TV Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)O perfil humorístico Dilma Bolada comenta no
Twitter a final do The Voice Brasil, da
TV Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)

O Twitter listou alguns tuítes de celebridades do microblog, como o perfil do apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner, e o da paródia da presidente Dilma Rousseff, Dilma Bolada.

Mesmo depois da exibição do último episódio do programa que elegeu o campeão, o programa continuou alimentando as conversas na rede social. 

Às 17h30 desta sexta-feira (27), a hashtag referente ao vencedor da segunda edição (#SamAlves) é a segunda nos trending topics do Twitter, que lista aquelas que são utilizadas de forma mais crescente na rede.

Como o cantor era do time de Claudia Leite, a hashtag #TorcidaTeamClaudiaLeite também é uma das mais compartilhadas no microblog.

Até a vencedora da primeira edição do The Voice Brasil, a cantora Ellen Oléria, é um dos assuntos mais falados no site. Ela se apresentou no capítulo final do programa.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 3 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , , , ,

Brasil tem o minuto de celular mais caro do mundo, diz relatório da ONU

O brasileiro paga o maior valor pelo minuto do celular do mundo, apontou o relatório “Medindo a Sociedade da Informação”, produzido pela União Internacional das Telecomunicações (UTI), órgão da ONU, e divulgado nesta segunda-feira (7).

O minuto da ligação entre duas linhas de operadoras diferentes custa US$ 0,74, para medições fora do horário de pico. Já para chamadas entre linhas de uma mesma operadora o custo é US$ 0,71. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o celular é o serviço de telefonia presente em mais da metade das casas dos brasileiros.

O custo em Hong Kong é menor do mundo: o minuto custa US$ 0,01. O levantamento da ONU considerou 161 países –as tarifas brasileiras consideradas foram as praticadas em São Paulo. Nos Estados Unidos, o minuto do celular custa US$ 0,27.

O país também possui a maior tarifa para ligações de celular para telefone fixo, de US$ 0,74 o minuto fora do pico.

Segundo o SindiTelebrasil (sindicato das operadoras de telecomunicações), o levantamento da UIT “considera planos que não são praticados no mercado brasileiro”, afirmou em nota.

Os dados foram apresentados em evento conjunto com a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), em Brasília. Para as operadoras, o órgão da ONU coletou dados cedidos pelas empresas apresentados como “preços máximos”.

Não é só no preço do minuto de celular que o Brasil ocupa o topo no ranking. Os preços de envio de SMS no país, de US$ 0,23 por envio, só não são maiores no mundo do que os da Espanha e Turquia, que cobram US$ 0,25. Já nos Estados Unidos, quarto mais caro, o torpedo custa US$ 0,22.

Segundo a UTI, o brasileiro gasta em média 2% da renda mensal bruta com serviços de internet banda larga. O preço médio cobrado no país é US$ 17,80, quase R$ 40.

Dados mundiais
De 2008 a 2012, a média do preço do megabit por segundo no mundo caiu de US$ 70,1 para US$ 19,5, segundo o estudo. Nos países em desenvolvimento, o valor caiu de US$ 141 em 2008 para US$ 38,9 em 2012.

O número de países oferecendo internet banda larga com velocidades de 2 Mbit/s ou maior cresceu de 9% em 2008 para 27% em 2012. Cuba é o país com a internet mais cara do mundo, enquanto Macau oferece os serviços mais baratos.

De acordo com a pesquisa, 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo, cerca de 40% da população, acessam a internet. São mais de 750 milhões de casas conectadas.

O mundo tem 6,8 bilhões de contas de celular e 2 bilhões de contas de acesso à internet móvel. 50% da população mundial vive em uma área com cobertura 3G.

Desenvolvimento
O estudo aponta que o país está na 62ª posição no índice de desenvolvimento em tecnologia da informação e comunicação (IDI), criado pela UIT. Em um ano, o país cresceu 0,41 ponto. A pesquisa constatou avanços tanto no acesso quanto no uso de novos serviços de tecnologia da informação e comunicação.

A proporção de casas com computador cresceu de 45%, em 2011, para 50%, em 2012. O volume de casas com acesso a internet subiu de 38% para 45% no período, impulsionado, de acordo com o relatório, pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). O plano do governo federal tem objetivo de levar internet com velocidade de pelo menos 1 Mbps (Megabit por segundo) a 40 milhões de brasileiros até 2014.

A penetração da banda larga no Brasil, segundo a UIT, chegou a 37% em 2012 –era de 22%, em 2011. Ao lado do Brasil, os países que mais tiveram crescimento nos índices de desenvolvimento no setor estão Líbano, Emirados Árabes, Barbados, Omã, Costa Rica, Bielorússia, Estônia, Barein e Israel.

No continente americano, o ranking da UIT é liderado pelos Estados Unidos e Canadá. Ocupando a nona posição, o Brasil perde para Barbados, Uruguai, Antigua e Barbuda, Chile, Argentina e Costa Rica. Já a lista mundial é liderada pela Coreia, seguida de Suíça, Islândia, Dinamarca e Finlândia.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 8 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

“Para o Google, a cada minuto nasce um idiota”, diz escritor

Scott Cleland, autor do livro “Busque e Destrua”, diz que empresa ludibria usuários e que desrespeita a lei, as pessoas e a privacidade

“Toda história possui um outro lado”, disse Scott Cleland no início de sua palestra durante o lançamento do livro “Busque e Destrua” pela Matrix Editora no Brasil, no qual faz críticas ferrenhas ao Google, chamando a empresa de mentirosa e afirmando que a companhia trata os usuários “como animais de laboratório”, conforme atesta a primeira frase do sétimo capítulo do volume.

Analista independente e presidente da Precursor LLC, empresa de consultoria de pesquisa da Fortune 500, Scott é dito como um dos grandes (se não o maior) críticos do Google. Cleland trabalhou como assessor do Departamento de Estado dos EUA para Políticas de Informações e Comunicação durante o governo de Bush pai e já testemunhou três vezes no Congresso norte-americano contra a companhia de Mountain View.

A obra promete que mostrar o outro lado do Google, além da faceta encantadora exibida pela companhia de mote “não seja mal” (‘don’t be evil’, em inglês), que oferece produtos e serviços gratuitos e, de acordo com ele, faz o papel de bonzinho ao defender a liberdade na Internet. “O Google é uma das organizações mais poderosas do mundo. Como [a empresa] se apresenta não é o Google de verdade – ‘somos éticos, somos corretos’, e isso inspira confiança. Se isso fosse verdade, não teria escrito o livro”, aponta.


Tiranossauro em pele de cordeiro
Diante da plateia da livraria na qual foi realizado o lançamento, o especialista revelou que, a seu ver, a companhia é muito mais do que a metáfora do lobo em pele de cordeiro; é um tiranossauro na pele de um, imagem que, de fato, ilustra a capa do livro. Scott explicou que os fundadores da empresa construíram o esqueleto de T-Rex em escala real na matriz da empresa, que se tornou o mascote não-oficial do Google, apelidado de Stan. “Por que uma companhia escolheria um temido e destrutivo predador como mascote, para inspirar seus funcionários?”, questiona.

Para o autor, os motivos pelos quais não se pode confiar no Google giram em torno do fato de que a companhia “desrespeita a privacidade, as pessoas e a lei”. Como exemplo, o escritor lembrou-se do caso quando a gigante foi condenada a pagar 500 milhões de dólares ao governo dos EUA por permitir que empresas anunciassem medicamentos para clientes americanos, provocando uma importação ilegal de drogas controladas para o país. “Eles sabiam disso, o CEO sabia disso e, mesmo assim, eles continuaram”, acusa. 

Cleland parece uma metralhadora giratória ao dissertar sobre o Google – passou pelas investigações antitruste na Europa e nos EUA e monopólio das pesquisas (o expert afirmou que a empresa possui 93% de parcela de mercado de buscas no Brasil, 82% do mercado global de buscas e 92% de presença nas buscas em dispositivos móveis, conforme dados do NetMarketShare, além de 44% do mercado global de propaganda online, de acordo com o Zenith Optimedia), a missão de reunir todas as informações da web (Scott afirma que a empresa já coleta 5 petabytes de informação a cada dois dias, e que eles estão coletando e copiando esse conteúdo) e que o Google+, rede social da multinacional, é sim uma ameaça ao gigante Facebook, que se aproxima do primeiro bilhão de usuários. “O Google+ conseguiu 250 milhões de usuários em um ano. O Facebook demorou 5 anos para alcançar essa marca. O Facebook deve ter medo do Google+. O Google não tem medo do Facebook”, aposta. 

Por que não podemos confiar no Google? “O Google ludibria as pessoas. Eles falam uma coisa e fazem outra. Os usuários não pagam nada, mas pagam com privacidade”, disserta, explicando que, ao mesmo tempo que não faria nada que fosse contra os interesses dos usuários, a empresa vende suas informações a anunciantes, para gerar propagandas direcionadas.

Google, o Grande Irmão
Nem o lançamento mais recente da empresa, o Google Now, escapou da análise do autor. Por causa da enorme quantidade de informações que a empresa possui sobre seus usuários (que, de acordo com ele, é guardada por uma empresa que funciona como uma “caixa-preta, com pessoas que são maníacas em proteger a própria privacidade da companhia”), o serviço poderá nos sugerir para onde devemos ir, com quem podemos nos encontrar, em que lugar poderemos comer. Ao mesmo tempo, “por causa de todos esses dados, ele não poderia dizer ‘você deveria votar no candidato A’ ou, ao passar por um edifício religioso, dizer ‘talvez você devesse entrar aí'”? Nesse ponto, Cleveland compara o Google Now ao Grande Irmão da obra “1984” de George Orwell, como uma entidade que sabe especificamente tudo sobre as pessoas. “O Google acredita que nasce um idiota a cada minuto”, dispara.

Mesmo assim, o especialista garante que não é contra o Google, e que simplesmente deseja que, a seu ver, a empresa deixe de burlar a lei, e beneficiar seus próprios produtos em seu buscador, prática anticoncorrencial que permite que, de acordo com ele, empresas possam desaparecer do ranking de busca sem saberem por que, já que a companhia não detalha como funciona o algoritmo que decide as posições no buscador. 

Perguntado se possuía uma conta no Gmail, Scott Cleland negou, e, em seguida, explicou a razão pela qual não utiliza o serviço de e-mails da companhia. “Se estou doente e você é meu amigo, envio um e-mail a você contando sobre o assunto. Tempo depois, começam a aparecer anúncios direcionados sobre medicamentos e tratamentos para minha doença. Mas eu contei isso para o meu amigo, e não para o Google!”, conclui. 

View the original article here

This post was made using the Auto Blogging Software from WebMagnates.org This line will not appear when posts are made after activating the software to full version.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 19 de julho de 2012 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

“Para o Google, a cada minuto nasce um idiota”, diz escritor

Scott Cleland, autor do livro “Busque e Destrua”, diz que empresa ludibria usuários e que desrespeita a lei, as pessoas e a privacidade

“Toda história possui um outro lado”, disse Scott Cleland no início de sua palestra durante o lançamento do livro “Busque e Destrua” pela Matrix Editora no Brasil, no qual faz críticas ferrenhas ao Google, chamando a empresa de mentirosa e afirmando que a companhia trata os usuários “como animais de laboratório”, conforme atesta a primeira frase do sétimo capítulo do volume.

Analista independente e presidente da Precursor LLC, empresa de consultoria de pesquisa da Fortune 500, Scott é dito como um dos grandes (se não o maior) críticos do Google. Cleland trabalhou como assessor do Departamento de Estado dos EUA para Políticas de Informações e Comunicação durante o governo de Bush pai e já testemunhou três vezes no Congresso norte-americano contra a companhia de Mountain View.

A obra promete que mostrar o outro lado do Google, além da faceta encantadora exibida pela companhia de mote “não seja mal” (‘don’t be evil’, em inglês), que oferece produtos e serviços gratuitos e, de acordo com ele, faz o papel de bonzinho ao defender a liberdade na Internet. “O Google é uma das organizações mais poderosas do mundo. Como [a empresa] se apresenta não é o Google de verdade – ‘somos éticos, somos corretos’, e isso inspira confiança. Se isso fosse verdade, não teria escrito o livro”, aponta.


Tiranossauro em pele de cordeiro
Diante da plateia da livraria na qual foi realizado o lançamento, o especialista revelou que, a seu ver, a companhia é muito mais do que a metáfora do lobo em pele de cordeiro; é um tiranossauro na pele de um, imagem que, de fato, ilustra a capa do livro. Scott explicou que os fundadores da empresa construíram o esqueleto de T-Rex em escala real na matriz da empresa, que se tornou o mascote não-oficial do Google, apelidado de Stan. “Por que uma companhia escolheria um temido e destrutivo predador como mascote, para inspirar seus funcionários?”, questiona.

Para o autor, os motivos pelos quais não se pode confiar no Google giram em torno do fato de que a companhia “desrespeita a privacidade, as pessoas e a lei”. Como exemplo, o escritor lembrou-se do caso quando a gigante foi condenada a pagar 500 milhões de dólares ao governo dos EUA por permitir que empresas anunciassem medicamentos para clientes americanos, provocando uma importação ilegal de drogas controladas para o país. “Eles sabiam disso, o CEO sabia disso e, mesmo assim, eles continuaram”, acusa. 

Cleland parece uma metralhadora giratória ao dissertar sobre o Google – passou pelas investigações antitruste na Europa e nos EUA e monopólio das pesquisas (o expert afirmou que a empresa possui 93% de parcela de mercado de buscas no Brasil, 82% do mercado global de buscas e 92% de presença nas buscas em dispositivos móveis, conforme dados do NetMarketShare, além de 44% do mercado global de propaganda online, de acordo com o Zenith Optimedia), a missão de reunir todas as informações da web (Scott afirma que a empresa já coleta 5 petabytes de informação a cada dois dias, e que eles estão coletando e copiando esse conteúdo) e que o Google+, rede social da multinacional, é sim uma ameaça ao gigante Facebook, que se aproxima do primeiro bilhão de usuários. “O Google+ conseguiu 250 milhões de usuários em um ano. O Facebook demorou 5 anos para alcançar essa marca. O Facebook deve ter medo do Google+. O Google não tem medo do Facebook”, aposta. 

Por que não podemos confiar no Google? “O Google ludibria as pessoas. Eles falam uma coisa e fazem outra. Os usuários não pagam nada, mas pagam com privacidade”, disserta, explicando que, ao mesmo tempo que não faria nada que fosse contra os interesses dos usuários, a empresa vende suas informações a anunciantes, para gerar propagandas direcionadas.

Google, o Grande Irmão
Nem o lançamento mais recente da empresa, o Google Now, escapou da análise do autor. Por causa da enorme quantidade de informações que a empresa possui sobre seus usuários (que, de acordo com ele, é guardada por uma empresa que funciona como uma “caixa-preta, com pessoas que são maníacas em proteger a própria privacidade da companhia”), o serviço poderá nos sugerir para onde devemos ir, com quem podemos nos encontrar, em que lugar poderemos comer. Ao mesmo tempo, “por causa de todos esses dados, ele não poderia dizer ‘você deveria votar no candidato A’ ou, ao passar por um edifício religioso, dizer ‘talvez você devesse entrar aí'”? Nesse ponto, Cleveland compara o Google Now ao Grande Irmão da obra “1984” de George Orwell, como uma entidade que sabe especificamente tudo sobre as pessoas. “O Google acredita que nasce um idiota a cada minuto”, dispara.

Mesmo assim, o especialista garante que não é contra o Google, e que simplesmente deseja que, a seu ver, a empresa deixe de burlar a lei, e beneficiar seus próprios produtos em seu buscador, prática anticoncorrencial que permite que, de acordo com ele, empresas possam desaparecer do ranking de busca sem saberem por que, já que a companhia não detalha como funciona o algoritmo que decide as posições no buscador. 

Perguntado se possuía uma conta no Gmail, Scott Cleland negou, e, em seguida, explicou a razão pela qual não utiliza o serviço de e-mails da companhia. “Se estou doente e você é meu amigo, envio um e-mail a você contando sobre o assunto. Tempo depois, começam a aparecer anúncios direcionados sobre medicamentos e tratamentos para minha doença. Mas eu contei isso para o meu amigo, e não para o Google!”, conclui. 

View the original article here

This post was made using the Auto Blogging Software from WebMagnates.org This line will not appear when posts are made after activating the software to full version.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 19 de julho de 2012 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,