RSS

Arquivo da tag: leste

Militares ucranianos morrem em confronto com separatistas no leste

AppId is over the quota
AppId is over the quota

Seis soldados ucranianos foram mortos e oito ficaram feridos por tiros de lança-foguetes de insurgentes pró-russos no leste do país, assolado por uma insurgência armada, anunciou nesta terça-feira (13) o Ministério da Defesa.

O comboio militar ucraniano caiu em uma emboscada de mais de 30 rebeldes perto da localidade de Oktiabrské, localizada entre as cidades rebeldes de Slaviansk e Kramatorsk (região de Donetsk), de acordo com o ministério. Os soldados reagiram aos disparos. Durante o “longo combate”, seis militares foram mortos e oito ficaram feridos, um deles com gravidade, segundo a mesma fonte.

A Rússia acusou nesta terça-feira o governo da Ucrânia de ter se negado a negociar com os separatistas pró-russos do leste do país e pediu que os militantes respeitem o plano traçado pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), se o governo ucraniano interromper a ofensiva militar e retirar suas tropas.

No entanto, o presidente ucraniano interino anunciou nesta terça-feira que a operação militar no leste do país estava sendo mantida.

O plano da OSCE tem quatro pontos principais e retoma o estipulado em abril na cidade suíça de Genebra por UE, Ucrânia, Estados Unidos e Rússia: o fim da violência e a anistia aos opositores pró-russos; o desarmamento dos grupos armados e o “retorno do monopólio da força ao Estado”; a promoção do diálogo nacional e a realização de eleições presidenciais em 25 de maio.

View the original article here

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 14 de maio de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,

Leste da Ucrânia questiona identidade às vésperas de referendo

AppId is over the quota
AppId is over the quota

O clima esteve tenso nos postos de checagem nesta quinta-feira (8) nas estradas que levam a Sloviansk, no leste da Ucrânia.

O Exército do país estava em busca de rebeldes que tentavam entrar na cidade, enquanto tiros de armas automáticas eram ouvidos à distância.

Mas, no centro de Sloviansk, as ruas estavam movimentadas, num cenário bem diferente de há três dias, quando o silêncio imperava na cidade.

O Exército ucraniano montou barreiras nas estradas em busca de rebeldes pró-Rússia (Foto: BBC)O Exército ucraniano montou barreiras nas estradas em busca de rebeldes pró-Rússia (Foto: BBC)

Não é possível dizer se esta mudança está relacionada à declaração feita pelo presidente russo, Vladimir Putin, na quarta-feira, ou se o conflito se atenuou.

Surpresa
Na última quarta-feira (7), Putin surpreendeu jornalistas no Kremlin ao dizer que estava pedindo aos ativistas pró-Rússia no leste da Ucrânia que adiassem o polêmico referendo que eles pretendem realizar no próximo domingo, dia 11.

Também disse que a eleição presidencial da Ucrânia, marcada para o dia 25 deste mês, é um passo “na direção certa”.

No entanto, ele afirmou que o voto não valerá nada se não vier acompanhado da proteção dos direitos de “todos os cidadãos”.

Foi o primeiro sinal de que ele pretende tirar a Ucrânia da beira do abismo de uma guerra civil – ainda que tenha responsabilizado os ucranianos anti-Rússia por colocar o país nessa posição.

Desilusão
A poucos metros da sede do serviço de segurança, um avô passeava de mãos dadas com seu neto. Nos arredores, sob um belo dia de sol, clientes entravam e saíam das lojas.

Na primeira visita feita há três dias, a equipe da BBC News foi recebida com tiros de alerta disparados por rebeldes posicionados do lado de fora deste mesmo edifício.

A tensão pode ter diminuído, mas cresceu a desilusão de moradores que ainda tentavam compreender a postura conciliatória adotada pelo Kremlin.

Yulia Tarasenko, de 30 anos, se disse incomodada com o pedido de adiamento do referendo.

“Queríamos o referendo porque pensávamos que, se ele fosse realizado, as forças ucranianas se retirariam e a paz a e a estabilidade voltariam”, ela afirmou.

Quando perguntada sobre o que acontecerá a seguir, Yulia respondeu:
“Só queremos voltar à normalidade”.

‘Sei pelo que luto’
Em Kramatorsk, cidade a cerca de meia hora de carro de Sloviansk, o rebelde Oleg deu outra resposta.

“O que Putin disse foi ruim. O referendo não pode ser evitado. Já se chegou longe demais. Os pacificadores russos ainda deveriam ser enviados. Estamos protegendo nossa terra.”

Seu colega Valentin, de 25 anos, um ex-operário fabril, disse estar disposto a morrer. “Sei pelo que luto”, ele declarou.

A preocupação com a terra e identidade são temas fortes neste conflito e lembram de forma desconcertante o que ocorreu na Irlanda do Norte, nos Bálcãs e em partes da África.

Violência generalizada
Mesmo assim, as diferenças desses conflitos com que ocorre atualmente no leste da Ucrânia são tão poderosas quanto as semelhanças.

O número de fatalidades ainda é relativamente pequeno na região.

Grupos organizados de assassinos ainda não massacraram em larga escala seus opositores.

Apesar de terem ocorrido sequestros e alguns assassinatos, a violência generalizada que caracteriza os conflitos modernos ainda não ocorreu. Isso pode mudar, é claro.

Famílias divididas
Em Donetsk, a capital da autodeclarada República Popular de Donbass, Elena Malyutina, uma funcionária pública de 40 anos que foi expulsa de seu local de trabalho pelos rebeldes, acredita que alguns das barreiras de checagem representam os piores elementos de uma sociedade.

Em seu novo escritório, ela aponta para algumas plantas e o computador que conseguiu levar consigo quando homens armados a expulsaram do antigo prédio.

O que mais dói, ela disse, são as divisões sociais geradas pela rebelião. “É um trauma psicológico. Famílias estão divididas…Conheço pessoas que se divorciaram por causa de tudo isso.”

Pessoas de ambos os lados dessa divisão política, e muitos que estão no meio do caminho ainda estão refletindo sobre a nova posição de Putin.

Suas palavras podem amainar a tensão entre o leste e o oeste do país, mas não entre Moscou e Kiev.

E, com os ânimos alterados, o conflito sobre identidade neste país não serão resolvidos rapidamente ou facilmente.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10 de maio de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,

Mortos em confrontos são enterrados em cidades do leste da Ucrânia

AppId is over the quota
AppId is over the quota

Esta terça-feira (6) foi mais tranquila que os últimos dias no leste e no sul da Ucrânia, com os dois lados do conflito ucraniano enterrando os seus mortos. Mas no começo da noite houve atos de violência na cidade portuária de Mariupol, no leste, de acordo com a mídia local.

O site “0629” postou fotos de pneus em chamas fora do prédio da câmara municipal, que já tinha sido ocupada por manifestantes pró-Rússia, e fumaça espessa sobre o centro da cidade. Algumas ruas foram isoladas por ônibus ou paredes de pneus e tiros foram ouvidos perto de uma base militar.

Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia (Foto: Reuters/Marko Djurica)Corpo da enfermeira Yulia Izotova, de 21 anos, é
velado em Kramatorsk, no leste da Ucrânia
(Foto: Reuters/Marko Djurica)

Em Kramatorsk, que está sob o domínio dos separatistas no leste e aonde tropas ucranianas avançaram no fim de semana, o caixão de uma enfermeira de 21 anos foi conduzido pelas ruas isoladas por barricadas de pneus e troncos de árvores na segunda-feira. Cravos vermelhos espalhados pela rua marcavam o trajeto.

Na Igreja da Santíssima Trindade, sete padres conduziam as orações dos enlutados em homenagem a uma mulher morta por balas de alto calibre, que os habitantes locais acreditam terem sido disparadas por soldados ucranianos.

“Por que eles atiram em nós? Por que não queremos viver com fascistas?”, indagou o fotógrafo Sergei Fominsky, de 58 anos, acompanhado por sua mulher na igreja. “Não somos escravos. Não nos curvamos a ninguém”.

Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)Mulher deixa flor em memorial de Odessa, onde corpos de vítimas de confrontos foram enterrados nesta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Artur Bainozarov)

Em Odessa, uma cidade portuária multiétnica no Mar Negro onde mais de 40 foram mortos na sexta-feira, pessoas carregavam o caixão aberto de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia, de uma van até a esquina onde ele foi morto por tiros. Foi o dia mais violento desde que a revolta de fevereiro derrubou o presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich.

Biryukov, de 35 anos, foi morto durante um dia agitado que começou com centenas de simpatizantes pró-Moscou armados com machados, correntes e armas atacando uma passeata ucraniana, e terminou no fim da noite com os partidários da Rússia entrincheirados dentro de um edifício incendiado, matando dúzias.

Cerca de 50 pessoas cercava o corpo, cobrindo-o com cravos e rosas. Uma bandeira ucraniana tremulava ao vento e uma canção patriótica sobre heróis mortos foi tocada.

Parentes choravam e uma jovem caiu de joelhos aos prantos. A esquina onde o homem morreu foi decorada com flores e pequenas bandeiras ucranianas.

Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)Pessoas velam corpo de Andrey Biryukov, ativista pró-Ucrânia morto nos confrontos de sexta-feira (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)

“O governo fracassou na proteção do seu próprio povo. A polícia fracassou vergonhosamente”, disse Nikita, de 56 anos, com uma braçadeira com as cores da Ucrânia, o amarelo e o azul.

Sergei, de cerca de 40 anos e que também foi lamentar a morte, disse que a violência “foi importada para Odessa”.

“Tínhamos orgulho de Odessa como um lugar único onde as pessoas costumavam viver em paz, independentemente de suas crenças, religião e raça”, disse ele. “Agora tudo isso acabou”.

Diplomacia
O aumento da violência mudou o tom da diplomacia, e até os Estados europeus mais cautelosos estão falando cada vez mais da probabilidade de uma guerra no país de cerca de 45 milhões de pessoas e do tamanho da França.

“As imagens sangrentas de Odessa nos mostraram que estamos só a alguns passos de um confronto militar”, disse o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em entrevistas publicadas em quatro jornais europeus.

Os próximos dias podem ser decisivos: separatistas na região de Donbass, no leste do país, dizem que farão um referendo sobre a independência no dia 11 de maio semelhante àquele que antecedeu a anexação russa da Crimeia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos rejeitou qualquer tentativa de uma votação como “farsa” e prometeu mais sanções se a Rússia a utilizar, como na Crimeia, para enviar forças ou anexar mais territórios.

“Esse é o mesmo enredo da Crimeia”, disse uma porta-voz. “Nenhuma nação civilizada irá reconhecer os resultados”.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 6 de maio de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,

Polícia prende quatro após confronto com morte no leste da Ucrânia

Choques entre os manifestantes pró-russos e de favoráveis à integridade territorial da Ucrânia aconteceu na Praça Lênin, em Donetsk.. (Foto: Alexander Khudoteply / AFP Photo)Choques entre os manifestantes ocorreu em
Donetsk.. (Foto: Alexander Khudoteply / AFP Photo)

A polícia prendeu quatro pessoas no leste da Ucrânia acusadas de incentivar confrontos entre manifestantes rivais nos quais um homem foi morto, informou o ministro do Interior nesta sexta-feira (14).

Os confrontos foram o pior incidente de violência na ex-república soviética desde a derrubada do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich no mês passado.

Um homem de 22 anos morreu esfaqueado em Donetsk, coração da comunidade ucraniana de fala russa, depois que manifestantes pró-Moscou entraram em confronto com grupos rivais que defendem a integração com a Europa e denunciam a invasão da Rússia na península da Crimeia.

Quatro pessoas permanecem internadas em consequência de ferimentos ocorridos nos confrontos.

O partido de direita Svoboda, contrário às políticas russas, disse que o homem morto era um de seus ativistas locais. “Os quatro primeiros organizadores e líderes dos distúrbios em massa foram encontrados e detidos durante a noite”, disse o ministro do Interior, Arsen Avakov, em sua página no Facebook.

“Diante das primeiras evidências durante a noite, estas detenções são apenas o começo. Nós não iremos devagar com bandidos com facas… Uma investigação sobre as ações da polícia durante esses eventos também vai continuar.”

Donetsk, cidade de um milhão de habitantes, estava calma nesta sexta de manhã.

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16 de março de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , , ,

Após sair de casa, homem é morto a tiros na Zona Leste de Manaus

José de Sousa Filho, 23, foi assassinado a poucos metros da própria residência (Foto: Diego Toledano/ G1 AM)José de Sousa Filho, 23, foi assassinado perto da própria residência (Foto: Diego Toledano/ G1 AM)

Um homem foi morto a tiros no início da manhã deste sábado (15) na Rua Francisco Alves, localizada no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. Segundo familiares, José de Sousa Filho, de 23 anos de idade, teria sido assassinado por conta de dívidas com traficantes de drogas da área. O homem morava na mesma rua da ocorrência, distante apenas alguns metros do local do homicídio.

Segundo familiares da vítima, que preferiram não se identificar, José era acostumado a passar noites fora de casa. Na madrugada deste sábado, ele teria saído pela rua quando foi abordado por um homem às 5h30 e alvejado com vários tiros.

O irmão da vítima contou que José era envolvido com entorpecentes há aproximadamente dez anos e que, por conta de dívidas com o tráfico na área, não podia mais sair à noite e transitar pela rua onde morreu. “Ele só andava por ruas nas proximidades, mas sabia que não tinha como ficar mais por aqui”, contou.

O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investigará o caso.

View the original article here

 
Deixe um comentário

Publicado por em 15 de março de 2014 em Tecnologia

 

Tags: , , , ,

Ucrânia diz que Rússia avança pelo leste e prepara invasão

A Ucrânia acusou neste sábado (15) “agentes do Kremlin” de fomentarem violência e mortes em cidades de idioma russo no país e pediu que a população não se levante ante às provocações, que seus novos líderes temem que sejam usadas para justificar uma invasão mais profunda, depois da tomada da Crimeia.O presidente em exercício da Ucrânia, Oleksander Turchinov, em um discurso no Parlamento, referiu-se às três mortes nos últimos dois dias em Donetsk e Kharkiv e disse que há um “perigo real” de uma invasão de forças russas pela fronteira leste da Ucrânia.

Falando a membros do partido do presidente deposto, que era pró-Moscou, Turchinov disse: “Vocês e nós sabemos quem está organizando os protestos populares no leste da Ucrânia –são os agentes do Kremlin que estão organizando e patrocinando os protestos, que estão provocando as mortes das pessoas.”

Dois homens, descritos pela polícia como manifestantes pró-Moscou, foram mortos a tiros em uma briga em Kharkiv na noite de sexta-feira. Um nacionalista ucraniano foi morto a facadas quando manifestantes pró-Rússiax e pró-Ucrânia entraram em confronto em Donetsk, na quinta-feira.

Turchinov encerrou a sessão parlamentar dizendo: “A situação é muito perigosa. Não estou exagerando. Há um risco real de ameaça de invasão do território da Ucrânia e nós iremos voltar a nos reunir na segunda-feira às 10h”, conforme registro da imprensa local.

Homem carrega a bandeira da Crimeia um dia antes do referendo em Simferopol, em um protesto pró-Rússia (Foto: Thomas Peter/Reuters)Homem carrega a bandeira da Crimeia um dia antes do referendo em Simferopol, em um protesto pró-Rússia (Foto: Thomas Peter/Reuters)

Referendo
Líderes pró-Rússia da Crimeia se preparavam neste sábado para um referendo que deve transferir o controle da península do Mar Negro da Ucrânia para Moscou, apesar da ameaça de sanções e as críticas por parte dos governos ocidentais.

O referendo, que o ocorrerá no domingo e é classificado como ilegal por Kiev, causou a pior crise entre Ocidente e Oriente depois do fim da Guerra Fria, e aumentou a tensão não apenas na Crimeia, mas também no leste da Ucrânia, onde duas pessoas morreram durante confrontos na sexta-feira.

As ruas da capital da Crimeia, Simferopol, estão calmas neste sábado, apesar da forte presença militar, anormal para uma cidade normalmente pacata.

O primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov, cuja eleição em uma sessão fechada no Parlamento nacional não é reconhecida por Kiev, afirmou que há segurança suficiente para garantir que a votação deste domingo ocorra calmamente.

“Acho que temos gente o suficiente: mais de 10 mil pessoas nas forças de autodefesa, mais de 5 mil em diferentes unidades do Ministério do Interior e os serviços de segurança da República da Crimeia”, afirmou o premiê.

Em Kiev, o Parlamento ucraniano aprovou a dissolução da assembleia regional da Crimeia, que organizou o referendo e apoia a anexação à Rússia.

Um líder nacionalista ucraniano do Congresso em Kiev disse que a assembleia da Crimeia precisa ser punida para impedir que haja mais movimentos separatistas no leste ucraniano, que tem o russo como idioma majoritário.

Aksyonov e Moscou não reconhecem que tropas russas tomaram o controle da Crimeia, e afirmam que milhares de homens armados não identificados e visíveis na península pertencem a grupos de “autodefesa”, criados para assegurar a estabilidade.

Mas os militares russos praticamente não esconderam a chegada de milhares de soldados, caminhões, veículos blindados e artilharia à Crimeia.

Homens mascarados que cercam as instalações militares ucranianas na Crimeia se identificaram como soldados russos.

Moscou paga para Kiev pelo uso do porto da cidade de Sebastopol, que serve como base para sua frota no Mar Negro. O acordo permite que a Rússia tenha até 25 mil soldados no local, mas não em território ucraniano.

O referendo ocorre após a queda do presidente pró-Moscou da Ucrânia, Viktor Yanukovich, no dia 22 de fevereiro, em meio a manifestações sobre a sua decisão de descartar um acordo com a Europa em prol de laços econômicos com a Rússia.

A maioria do eleitorado da Crimeia, formado por 1,5 milhão de pessoas, deve escolher se juntar à Rússia no referendo, refletindo a maioria étnica russa. Para muitos moradores, a escolha é tanto econômica quanto política.

new WM.Player( { videosIDs: “3214791”, sitePage: “g1/mundo/videos”, zoneId: “110461”, width: 320, height: 200 } ).attachTo($(“#3214791”)[0]);

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 15 de março de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , , ,

Kiev não intervirá na Crimeia para se concentrar no leste, diz premiê

A Ucrânia não intervirá militarmente na Crimeia para evitar a anexação da península à Rússia, e se concentrará na defesa de sua fronteira leste, declarou nesta terça-feira (11) à AFP o presidente ucraniano interino, Olexander Turchynov.

“Não vamos nos envolver em uma operação militar na Crimeia para não deixar desprotegida a fronteira leste da Ucrânia. Os militares russos estão contando com isso”, disse Turchynov em entrevista exclusiva à AFP.

O premiê interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, em foto desta terça-feira (11) em Kiev (Foto: Sergei Supinsky/AFP)O premiê interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, em foto desta terça-feira (11) em Kiev (Foto: Sergei Supinsky/AFP)

Na fronteira leste se concentram importantes unidades blindadas.

Em um clima de extrema tensão, na semana passada foram registradas manifestações separatistas em Donetsk e Lugansk, cidades russófonas do leste do país, onde manifestantes tomaram temporariamente repartições públicas.

O presidente interino revelou que a Ucrânia “fará em breve uma convocação parcial de reservistas, pois não se manterá impassível diante da agressão”. Os russos “podem atacar nossas unidades militares na Crimeia e ampliar sua agressão ao continente, mas o Exército reagirá”.

Na mesma entrevista, Turchynov destacou que os russos rejeitam qualquer contato com a Ucrânia para encontrar uma solução diplomática à crise na península separatista, ocupada por forças pró-Rússia.

“Infelizmente, a Rússia rejeita qualquer solução diplomática para este conflito (…) Os russos renunciam qualquer contato entre os Ministérios das Relações Exteriores”, apesar da insistência da comunidade internacional, que “pede à Rússia o início de negociações de paz”, declarou à AFP.

Referendo é farsa
Turchynov considerou que o referendo para a adesão à Rússia, que será realizado neste domingo, 16 de março, por decisão das autoridades separatistas da Crimeia, será uma “farsa” decidida nos “gabinetes do Kremlin”.

arte crimeia 05.04 (Foto: Arte/G1)

“É uma farsa. A maioria dos habitantes da Crimeia vai boicotar esta provocação”, afirmou o presidente interino, que abandonará o cargo após as eleições previstas para o próximo 25 de maio.

“Isso que eles chamam de referendo não ocorrerá na Crimeia, mas sim nos gabinetes do Kremlin”, afirmou Turchynov, ao denunciar a ‘farsa’.

Segundo ele, o resultado já está decidido, e os “militares russos” vão preencher os boletins com “números falsos”.

Mais cedo, o presidente em exercício da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter, declarou que o referendo na Crimeia é “ilegal”.

“Em sua forma atual, o referendo na Crimeia, previsto para 16 de março, não está de acordo com a Constituição ucraniana e deve ser considerado ilegal”, afirmou o suíço Burkhalter.

Olexander Turchynov estimou que “Estados Unidos e União Europeia (UE) devem forçar a Rússia a deter sua agressão militar e as provocações contra a Ucrânia”.

Kiev “precisa de uma ajuda importante, e não apenas econômica, mas também técnico-militar”.

Em Washington, as duas câmaras do Congresso americano condenaram nesta terça a intervenção russa na Ucrânia, na véspera da chegada à cidade do premier ucraniano, Arseni Yatseniuk.

A Câmara de Representantes aprovou por 402 votos a 7 uma resolução que condena “a violação da soberania, da independência e da integridade territorial da Ucrânia por parte das forças militares da Federação Russa”.

O texto pede ao Executivo americano a “adoção de sanções diplomáticas, financeiras, comerciais e outras contra altos funcionários da Federação Russa, bancos e organizações comerciais controladas pelo Estado” russo.

No Senado, a resolução aprovada por consenso rejeita “a agressão ilegal da Rússia contra a Ucrânia”.

Essas medidas simbólicas precedem a votação da ajuda econômica prometida por Washington à Ucrânia, constituída de garantias de crédito de US$ 1 bilhão.

Fonte G1

 
Deixe um comentário

Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

Tags: , , , ,