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Itamaraty não foi procurado sobre corpo enviado por correio no Japão

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O governo brasileiro informou nesta terça-feira (27) que nenhuma autoridade brasileira dos postos diplomáticos no Japão foi notificado ou procurado oficialmente sobre o caso de uma enfermeira cujo cadáver foi enviado de Osaka para Tóquio por um serviço de entrega expressa. Segundo agências internacionais, uma brasileira é suspeita de participação no crime.

Por meio da assessoria, o Itamaraty informou que as autoridades tiveram conhecimento do crime pela imprensa, mas que não foram procuradas pela polícia e nem receberam pedido de ajuda de familiares.

O corpo de Rika Okada, de 29 anos, percorreu cerca de 400 quilômetros e foi descoberto em uma caixa de papelão de 2 metros. No formulário de entrega, o conteúdo da encomenda foi descrito como sendo uma “boneca”. A caixa estava dentro de um contêiner alugado – espaço muito usado por japoneses como garagem ou depósito – na cidade de Hachioji, subúrbio da capital japonesa.

A “encomenda” foi entregue primeiro em um apartamento, alugado em nome de uma brasileira, cuja identidade não foi divulgada pela polícia. Os investigadores suspeitam que a brasileira e uma mulher chinesa possam estar envolvidas em um possível assassinato de Rika. As duas viajaram no início do mês para Xangai, na China, e não voltaram mais ao Japão.

Segundo a BBC, a brasileria teria se entregado nesta terça (27) ao Consulado Geral do Japão em Xangai. A polícia japonesa havia solicitado sua extradição porque ela teria viajado com um passaporte japonês falso, informou a emissora Fuji TV. Além do documento, a polícia suspeita que a brasileira tenha usado os cartões de crédito de Rika. O valor total dos gastos passa de US$ 10 mil (mais de R$ 22 mil).

O Itamaraty disse ainda que as autoridades brasileiras em Xangai também não foram notificadas oficialmente sobre o assunto.

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Publicado por em 27 de maio de 2014 em Brasil

 

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Itamaraty apura se há brasileiros entre mortos após ataque no Iêmen

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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, após reunião no Palácio do Planalto (Foto: Juliana Braga/G1)O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto
Figueiredo (Foto: Juliana Braga/G1)

O ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou nesta quarta-feira (30) que o Itamaraty apura se há brasileiros mortos após ação do Exército contra terroristas no Iêmen. De acordo com autoridades locais, uma operação das tropas iemenitas resultou na morte de 18 militares e 12 supostos integrantes da rede Al-Qaeda, incluindo brasileiros. A ofensiva foi nas últimas duas semanas no sul do país.

“Nós temos que ver se a pessoa que eventualmente portava um documento brasileiro era de fato um brasileiro. Você pode imaginar que não é difícil pensar que um terrorista possa ter um documento que não necessariamente seja um documento real dele. E, portanto, nós temos que ver com bastante cuidado se realmente há brasileiros para que nós possamos tomar providências”, explicou Figueiredo.

Uma vez confirmada a nacionalidade, o governo entrará em contato com os familiares, para acertar o retorno dos restos mortais ao Brasil.

Segundo o ministro, as reuniões com o governo do Iêmen são feitas pela Embaixada do Brasil na Arábia Saudita, porque não há representação no país. Ele afirmou também que residem hoje no Iêmen menos de 100 brasileiros.

Os conflitos
Segundo militares, soldados realizaram ações nas províncias de Shabwa e Abyan, onde há a presença de integrantes da Al-Qaeda. A operação foi realizada dias após ataque aéreo que matou 60 pessoas. Os confrontos também deixaram dez soldados feridos.

O presidente iemenita anunciou reforço nas medidas de segurança para combater eventuais novos ataques da rede. O ministro da Defesa, Mohamed Naser Ahmed, está no sul do país para supervisionar as ações do Exercito.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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Dilma se reunirá com Bachelet nesta terça, informa Itamaraty

A presidente Dilma Rousseff tem uma reunião marcada para esta terça-feira (11) com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet.  De acordo com o subsecretário-Geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, a reunião vai tratar do comércio bilateral entre os países.

Dilma viajará para Viña Del Mar ainda nesta segunda (10) às 17h30, de acordo com a agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto. A previsão de chegada da presidente no país é  21h30. A assessoria da presidente informou que ainda divulgará a data da volta.

A posse da nova presidente do Chile ocorrerá nesta terça-feira. Michelle Bachelet foi eleita em dezembro do ano passado, em segundo turno, para mais um mandato à frente do governo chileno. Ela obteve 62,2% dos votos – maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retomou as eleições democráticas, em 1989.

Bachelet governou o Chile entre 2006 e 2010, mas não conseguiu eleger sucessor nas últimas eleições presidenciais. À época, Sebastián Piñera – atual presidente do Chile – venceu Eduardo Frei.

Segundo o embaixador Antonio Simões, às 12h desta terça (horário local), a presidente Dilma participará da cerimônia de transmissão de cargo no Congresso Nacional, que fica em Valparaíso, cidade vizinha a Viña Del Mar. Em seguida, por volta das 13h, Dima voltará para Viña Del Mar, onde irá se encontrar com Michelle Bachelet e outros presidentes para almoço oficial. Na sequência, haverá foto com todos os presidentes presentes.

Comércio
Na avaliação do embaixador Antonio Simões, o Chile é um “tradicional parceiro do Brasil em termos de comércio”. Segundo ele, o Chile está em terceiro lugar em volume de comércio com o Brasil entre os países da América Latina, com US$ 9 bilhões registrados no ano passado, atrás somente da Argentina, em primeiro lugar, e do México, em segundo.

Ainda de acordo com o embaixador, o Brasil é atualmente o principal destino dos investimentos externos do Chile, com cerca de US$ 22 bilhões investidos. “Hoje, também há cerca de 70 empresas brasileiras no Chile, nas áreas de energia, mineração, fármacos, no setor aéreo, entre outros”, disse Antonio Simões.

O embaixador ressaltou em entrevista a jornalistas nesta manhã que 98% do comércio bilateral entre Brasil e Chile circula com tarifa zero.

“Nós temos perspectivas muito boas de avançar na área de energia, educação, infraestrutura, direitos humanos e a nossa ideia é que o Brasil esteja cada vez mais próximo do Chile, e estamos muito felizes com a perspectiva de ter o Chile cada vez mais integrado na economia da America do sul”, disse o embaixador.

Crise na Venezuela
De acordo com o embaixador, a presidente Dilma não irá discutir com Michelle Bachelet a crise na Venezuela. O país passa por onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro e cerca de 20 pessoas já morreram em manifestações.

Antonio Simões informou que na quarta-feira (12), em Santiago, capital do Chile, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, irá se reunir com chanceleres de outros países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para tratar da crise venezuelana.

Segundo o embaixador, Figueiredo irá apresentar aos países a posição do Brasil quanto à situação na Venezuela, reiterando notas divulgadas em conjunto com os países que compõem o Mercosul, a Unasul e a Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

“No dia 11, o governo brasileiro entende que é um dia de festa para o Chile, essas cerimônias são com atos. (…) Por isso os chanceleres estão com agenda para reunião no dia 12, para tratar da questão da Venezuela. Por enquanto, não está previsto pronunciamento de presidentes sobre o assunto. Houve consenso por parte dos presidentes de que o assunto Venezuela será entre chanceleres”, disse o embaixador.

Fonte G1

 
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Publicado por em 11 de março de 2014 em Brasil

 

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Jovem preso em Miami recebe visita de consultor do Itamaraty na quarta

O estudante brasileiro Francisco Fernando Cruz, de 22 anos, preso em Miami por suspeita de enviar e-mails à polícia e à TAM Linhas Aéreas com ameaças de bomba em um avião, receberá nesta quarta-feira (15) visita na prisão de um consultor jurídico do Itamaraty.

A informação foi divulgada nesta quarta (14) pela diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Luiza Ribeiro, do Ministério das Relações Exteriores. A diretora afirmou que o governo brasileiro ainda não tem maiores informações sobre o motivo que levou Cruz a enviar os e-mails, mas que o assessor jurídico do posto do ministério em Miami está analisando os possíveis desmembramentos do processo.

“Ainda não temos mais informações sobre o caso específico, mas ele receberá uma visita de um consultor jurídico amanhã para conversar e saber como ele está. Nosso consulado está analisando como ele possivelmente será enquadrado pela promotoria”, afirmou a diretora.

O FBI (Federal Bureau of Investigation) publicou a queixa contra o jovem em seu site na segunda-feira (13). Segundo a publicação, Francisco, que mora nos EUA há dois anos, enviou no dia 8 um e-mail ao Departamento de Polícia de Miami (MDPD) e à TAM alertando sobre a existência de uma bomba em um avião da empresa. A mensagem dizia: “Flight must not take off. Targeted. It will go down. Retaliation. Cargo is dangerous. Be advised” (Voo não deve decolar. Marcado. Vai cair. Retaliação. Carga é perigosa. Estejam avisados).

O voo em questão é o de número JJ8043, que partiria de Miami com destino a Brasília no dia 10. De acordo com a queixa apresentada, o primeiro e-mail foi enviado na quarta-feira (8). Segundo o FBI, o Departamento de Polícia de Miami rastreou a origem da mensagem e concluiu que ela foi enviada de um computador na Montclair State University, em Montclair, Nova Jersey. A polícia teve acesso às imagens que mostram o terminal de computador usado para enviar a mensagem.

Sorocabano é preso em aeroporto de Miami após falsa ameaça de bomba (Foto: Reprodução/Jornal Nacional)Jovem prestará depoimento pela primeira vez nesta
terça-feira (Foto: Reprodução/Jornal Nacional)

Francisco Fernando prestará depoimento à polícia pela primeira vez nesta terça-feira (14), em uma audiência chamada de pré-julgamento. Ele será ouvido por um juiz federal no Centro de Detenção Federal de Miamio. A segunda audiência será no dia 24. Se for condenado, o estudante pode pegar uma pena máxima de cinco anos de prisão, além de pagar multa de US$ 250 mil.

Procedimento do MRE
Quando um cidadão brasileiro é preso no exterior, o procedimento do Ministério de Relações Exteriores é de mobilizar um agente do consulado mais próximo à prisão para fazer uma visita.

De acordo com a diretora Luíza Ribeiro, o agente verifica se o preso está em condições adequadas de habitação e alimentação. Normalmente, após a visita, o agente conversa com o diretor do presídio para relatar a situação, especialmente se houver problemas. Se não for possível a visita presencial, o contato com o preso é feito por telefone.

Ainda segundo Luíza Ribeiro, as visitas não ocorrem com frequência definida e podem variar em cada caso. Um assessor jurídico do consulado, porém, sempre comparece às audiências em que decisões de penas são tomadas.

Um advogado é fornecido pelo governo brasileiro somente em casos humanitários, como a disputa de guarda de filhos, mas nunca em casos de crimes como tráfico de drogas. Nessas situações, é feito apenas o acompanhamento da situação do preso.  O financiamento de viagens de familiares aos presos não é de responsabilidade do Itamaraty, que responde apenas pela intermediação do contato.

O ministério reserva uma verba para doação de colchões, roupas, livros em português e até materiais de higiene pessoal e de saúde, como óculos de grau, aos presos brasileiros. Entretanto, nem todos os países permitem que o governo ajude os presos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a entrega desses itens é proibida.

Brasileiros presos
De acordo com o Itamaraty, em dezembro de 2012, o governo tinha o conhecimento de que 3.103 brasileiros estavam presos no exterior. O preso tem o direito de optar por comunicar ou não o consulado do ministério e a família sobre a detenção.

Para Luiza Ribeiro, casos presos por ameaça de bomba, como o de Francisco Cruz, são a minoria. “80% dos casos de brasileiros presos no exterior envolvem tráfico de drogas. Normalmente, são ‘mulas’ que carregam uma pequena quantidade de drogas”, afirmou.

Nos Estados Unidos, a principal causa de detenção de brasileiros não é por envolvimento no narcotráfico, mas por problemas migratórios e outros crimes, como roubo e homicídio.

Fonte G1

 
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Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Itamaraty diz que não pode pagar traslado de família morta nos EUA

O Itamaraty informou nesta quinta-feira (12) que não pode arcar com os custos de transporte dos corpos do casal de brasileiros encontrado morto ao lado da filha de 10 anos no sábado (7), dentro de um carro na garagem da casa em que viviam em um condomínio em Lake Nona, em Orlando, nos Estados Unidos.

Marcio Ferraz do Amaral, de 45 anos,  Cledione Ferraz do Amaral, de 34 anos, e a filha do casal foram achados por um dos proprietários da casa que eles alugavam havia quase cinco anos pela família.

O Ministério disse que prestará a assistência necessária para que a família realize o traslado, mas que não pode assumir despesas e dívidas de qualquer tipo em nome de um cidadão no exterior. A pasta informou que há limites para os desembolsos financeiros da assistência consular oferecida pelo governo brasileiro.

De acordo com o Itamaraty, os custos de consultas médicas, internações e traslado no caso de problemas de saúde ou morte devem ser arcados pelo próprio viajante ou familiares.

A irmã de Cledione, Suênia Ruppenthal, que morou em Planaltina, no Distrito Federal, disse que a família não tem condições de pagar os custos do traslado dos corpos. Segundo Suênia, o valor é de R$ 53 mil.

O consulado brasileiro em Miami está em contato com os parentes da família no Brasil e que acompanha as investigações da polícia americana, informou o Itamaraty. As informações sobre as investigações têm sido transmitidas diretamente à família dos brasileiros.

Reprodução de perfil em rede social de irmã de mulher morta nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)Reprodução de perfil em rede social de irmã de mulher morta nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

O caso
Marcio Ferraz do Amaral era piloto de avião no Brasil e a mulher dele trabalhava em um parque temático da Disney em Orlando. O G1 entrou em contato com a polícia americana, que disse que não poderia passar detalhes do caso.

Cledione Ferraz do Amaral com a filha - família morta em Orlando - Formosa - Goiás (Foto: Suenia Ruppenthal/Arquivo pessoal)Cledione Ferraz do Amaral com a filha – família
morta em Orlando – Formosa – Goiás
(Foto: Suenia Ruppenthal/Arquivo pessoal)

De acordo com o noticiário local WFTV, a polícia de Orange County, responsável por investigações na área onde ocorreu o crime, acredita que a família já estivesse morta há pelo menos três semanas. Segundo o noticiário, um representante do condomínio onde vivia a família Amaral sentiu um cheiro forte na residência e chamou a polícia. Os corpos foram encontrados já em estado de decomposição.

Não havia sinais de arrombamento da residência ou de ferimentos nas vítimas. Segundo a imprensa local, a polícia trabalha com a hipótese de que as mortes tenham sido resultado de duplo homicídio seguido de suicídio.

O condomínio onde a família morava é considerado de luxo – tem campo de golfe, lago e vista para uma área verde. Um aluguel de uma casa de quatro quartos e piscina na região custa US$ 1,8 mil (cerca de R$ 4 mil), segundo sites de locação de imóveis de Orlando.

A emissora de TV local “Wesh” noticiou na segunda-feira (9) que a outra dona da residência alugada pela família, Fran Mastro, afirmou que os Amaral estavam com o aluguel atrasado há vários meses e que o casal disse, em um contato feito com ela, que passava por dificuldades financeiras.

Fonte G1

 
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Publicado por em 12 de dezembro de 2013 em Brasil

 

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Brasileiro detido na Inglaterra se diz ‘decepcionado’ com Itamaraty

O companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, David Miranda, afirmou nesta quarta-feira (09), em depoimento à CPI da Espionagem, que ficou “decepcionado” com a atuação do governo brasileiro no episódio em que foi detido por mais de nove horas no aeroporto de Heathrow, em Londres.

“Eu fiquei decepcionado com a resposta de imediato que a gente teve do Itamaraty, porque foi rápida, mas não foi suficiente. E até agora não vi nenhuma reposta concreta para que isso não se repita com outro brasileiro”, afirmou Miranda na comissão do Senado.

Miranda e Greenwald foram chamados a falar na CPI sobre as denúncias de que agências de inteligência dos Estados Unidos estariam espionando comunicações do governo brasileiro. Com base em documentos entregues por Edward Snowden – ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) – Greenwald revelou a estratégia de espionagem eletrônica do governo norte-americano.

arte cronologia snowden espionagem 30/9 (Foto: 1)

Em agosto, David Miranda, companheiro do norte-americano, foi interrogado durante quase nove horas por oficiais da Scotland Yard no aeroporto de Heathrow, quando tentava voltar ao Rio de Janeiro, onde mora. Ele trazia da Alemanha documentos que seriam analisados para a produção de reportagens.

No Senado, Miranda afirmou que só foi detido por ser brasileiro. “Eu fui retido na Inglaterra simplesmente pelo fato de ser brasileiro. Muitos jornalistas europeus que estão manuseando documentos passaram pela Inglaterra o tempo todo. Eu fui para a Alemanha e quando fui votar fui detido lá durante nove horas naquela sala e mais duas horas no aeroporto.”

Para Miranda, nos EUA e na Europa “ainda existe essa mentalidade de que os brasileiros e os países aqui de baixo são ainda colônias.” “Eles acharam que não ia ter nenhuma consequência”, afirmou.

Reposta do Brasil
Na ocasião da detenção de Miranda, o então ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, telefonou para o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, para cobrar explicações. Em uma conversa de dez minutos, manifestou a indignação do governo brasileiro com o episódio e disse que não se deve subestimar o apego brasileiro pelos direitos civis e liberdades individuais.

O Itamaraty também se manifestou sobre a detenção do brasileiro por nota e classificou o ato como “injustificável”, avisando que o “governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje com o cidadão brasileiro não se repitam”.

“O Governo brasileiro manifesta grave preocupação com o episódio ocorrido no dia de hoje em Londres, onde cidadão brasileiro foi retido e mantido incomunicável no aeroporto de Heathrow por período de 9 horas, em ação baseada na legislação britânica de combate ao terrorismo. Trata-se de medida injustificável por envolver indivíduo contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso de referida legislação. O Governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje com o cidadão brasileiro não se repitam”, afirmou Itamaraty na nota.

Os oficiais britânicos agiam de acordo com lei do Ato Terrorista, de 2000, que permite a interceptação de indivíduos, pesquisa e aplicação de interrogatório em aeroportos, portos e áreas de fronteira. Segundo Miranda, 97% das pessoas que passam por esse escrutínio não ficam detidas por mais de uma hora.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Itamaraty diz a embaixador do Canadá que governo está ‘indignado’

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, conversou na manhã desta segunda-feira (7) com o embaixador do Canadá em Brasília, Jamal Khokhar, para pedir explicações sobre a denúncia de que o país da América do Norte teria espionado o Ministério de Minas e Energia. Em nota oficial divulgada nesta segunda, o chefe do Palácio do Itamaraty disse que o governo brasileiro transmitiu na audiência com o diplomata canadense sua “indignação” com o episódio.

De acordo com o comunicado, Figueiredo manifestou ao embaixador do Canadá o “repúdio” do governo Dilma Rousseff ao que foi classificado de “grave e inaceitável” violação da soberania nacional e dos direitos de pessoas e de empresas. Khokhar foi convocado nesta segunda para comparecer no Itamaraty com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre as suspeitas.

Neste domingo (6), reportagem do Fantástico mostrou documentos vazados por Edward Snowden, ex-analista da agência de inteligência norte-americana NSA, que indicam que o Canadá espionou o Ministério de Minas e Energia (veja o vídeo ao lado). A reportagem teve acesso a uma apresentação da Agência Canadense de Segurança em Comunicação (CSEC, na sigla em inglês). Na mira do órgão estava a rede de comunicações da pasta – telefonemas, e-mails e uso da internet –, que, segundo o documento, foi mapeada em detalhes.

Em sua conta no microblog Twitter,  a  presidente Dilma Rousseff escreveu na manhã desta segunda que a denúncias de que o ministério foi espionado por agência de inteligência do Canadá mostra que as ações de espionagem contra o Brasil são motivadas por razões econômicas e estratégicas. Dilma antecipou na rede social que o Itamaraty iria cobrar explicações do governo canadense.

Em setembro, o Fantástico já havia mostrado que a Agência Nacional de Segurança (NSA) tinha como alvo de espionagem a própria presidente Dilma Rousseff e assessores próximos e a Petrobras.

“A denúncia de que Ministério Minas e Energia foi alvo de espionagem confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos”, escreveu a presidente.

Em outro texto também publicado no Twitter nesta segunda, Dilma enfatizou que “a espionagem atenta contra a soberania das nações e a privacidade das pessoas e das empresas”.

“A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração. O Itamaraty vai exigir explicações do Canadá”, escreveu Dilma.

A apresentação canadense foi exibida em junho de 2012 numa conferência em junho de 2012 que reuniu  analistas ligados a agências de espionagem de cinco países, do grupo conhecido como Five Eyes (Cinco Olhos, em português): Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Em outra postagem, Dilma escreveu que “tudo indica indica que os dados do NSA são acessados pelos 5 governos e pelas milhares de empresas prestadoras de serviços com amplo acesso a eles”.

“É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, escreveu. “Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética.”

A presidente afirmou ainda que determinou ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que reforce a segurança do sistema da pasta.

“Embora o Ministério tenha bom sistema proteção de dados, determinei ao ministro Lobão rigorosa avaliação e reforço da segurança desses sistemas”, escreveu.

Na noite de domingo, Dilma já havia comentado as denúncias de espionagem. Ela citou o projeto do marco civil da internet que o governo enviou ao Congresso, iniciativa que, segundo ela, vai “ampliar a proteção da privacidade dos brasileiros”.

“Nossa proposta para um marco civil internacional será enviada à ONU assim que nosso marco civil da internet for aprovado”, afirmou a presidente.

Discurso na ONU
Em seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, Dilma já havia criticado as ações de espionagem dos Estados Unidos. Na ocasião, ela disse que essa prática “fere” o direito internacional e “afronta” os princípios que regem a relação entre os países.

“Quero trazer à consideração das delegações uma questão à qual atribuo a maior relevância e gravidade. Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial”, afirmou a presidente.

Ela também rebateu as alegações de que a espionagem serviria para combater o terrorismo.

“Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos fundamentais dos cidadãos de outro país. Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo”, afirmou a presidente na ONU.

Leia abaixo a íntegra da nota oficial divulgada pelo Itamaraty:

“O Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou hoje, 7 de outubro de 2013, o Embaixador do Canadá em Brasília para transmitir a indignação do Governo brasileiro e requerer explicações sobre a notícia de que as comunicações eletrônicas e telefônicas do Ministério de Minas e Energia e de alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores estariam sendo objeto de espionagem por órgão de inteligência canadense.

Durante o encontro, o Chanceler brasileiro manifestou ao Embaixador canadense o repúdio do Governo a essa grave e inaceitável violação da soberania nacional e dos direitos de pessoas e de empresas”.

Fonte G1

 
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Publicado por em 8 de outubro de 2013 em Brasil

 

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