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Google lança no Brasil mapas do interior de estádios e aeroportos

Planta baixa da Arena Fonte Nova, mostrada pelo serviço Google Indoor Maps. (Foto: Divulgação/Google)Planta baixa da Arena Fonte Nova, mostrada pelo serviço Google Indoor Maps. (Foto: Divulgação/Google)

O Google lançou nesta terça-feira (6) no Brasil um serviço on-line para explorar a planta baixa de 15 aeroportos, 11 estádios de futebol e mais de cem shoppings centers.

Chamada de Google Indoor Maps, a ferramenta mostra os mapas internos de estabelecimentos em mais de 50 cidades do país (Veja aqui). Com ela, é possível ver onde fica uma determinada loja ou restaurantes, escadas, elevadores e saídas para o estacionamento.

O novo recurso é acessado a partir do serviço de mapas Google Maps e pode ser feito tanto pelo site quanto pelo aplicativo –atualizações não são necessárias. Para olhar as plantas baixas de um estabelecimento, basta ampliar a imagem de um local. Nos locais que possuírem vários pavimentos, é possível ver o que há em cada piso. É necessário estar na opção “Mapa” do serviço. Caso o usuário esteja na opção “Terra”, que mostra imagens de satélite, não será possível visualizar a planta do local.

O Google Indoor Maps já funciona em 19 países, onde, segundo a empresa, são disponibilizadas mais de 10 mil plantas baixas. Veja abaixo os estádios no Brasil cujas plantas são exibidas pelo serviço:

Estádios
Minas Arena – Mineirão (Belo Horizonte)
Estádio Mané Garrincha (Brasília)
Arena Pantanal (Cuiabá)
Arena da Baixada (Curitiba / São José dos Pinhais)
Arena Castelão (Fortaleza)
Arena Amazônia (Manaus)
Arena das Dunas (Natal)
Arena Grêmio (Porto Alegre)
Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
Arena Fonte Nova (Salvador)
Arena Pernambuco (Recife / São Lourenço da Mata)
Estádio do Beira-Rio (Porto Alegre)

Usuários podem ver lojas e seus locais dentro dos shoppings como no Shopping Morumbi, em SP, na imagem (Foto: Reprodução/Google Maps)Usuários podem ver lojas e seus locais dentro dos shoppings como no Shopping Morumbi, em SP, na imagem (Foto: Reprodução/Google Maps)

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Publicado por em 7 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Rapper sobe ao palco e agride Projota em show no interior de SP

Cantor projota faz show em Santos, SP (Foto: Divulgação)Projota (Foto: Divulgação)

No último sábado (26), o rapper Zap-San subiu ao palco de um show do cantor Projota, a quem tentou agredir com socos e pontapés. Contido por seguranças, ele foi retirado rapidamente do local, uma casa noturna em Indaiatuba. Fãs filmaram a cena.

A briga aconteceu após os dois rappers não chegarem a um acordo sobre uma música que gravaram em parceria, “Frases”, que deveria fazer parte do primeiro disco de Zap-San, “A importância disso”. Os dois músicos usaram seus perfis no Facebook para falar sobre o assunto e trocaram acusações e críticas.

Segundo Zap-San, que aproveitou o texto para comunicar que desistiu de lançar o álbum em CD, o problema surgiu porque Projota se negou a assinar o contrato que liberaria a inclusão da música. Já o rapper agredido justifica que pediu que algumas cláusulas fossem alteradas, mas, como isso não aconteceu, realmente se recusou a assinar o documento, seguindo orientação de seu advogado.

Zap-San diz que chegou a encomendar 1 mil cópias do disco, pelas quais teria pagado R$ 3 mil. Mas, após mais de um mês de espera, não conseguiu a assinatura de Projota. Ele alega ainda que outros 13 convidados liberaram suas faixas nesse período, mas Projota não quis sequer recebê-lo, encaminhando seus pedidos a assessores.

Por outro lado, Projota explica que não concordou com o contrato porque este determinava que ele abriria mão de seus direitos de edição, excluindo seus créditos como coautor. Segundo o rapper, ele então pediu ao colega que alterasse o documento.

“E ele foi até INDAIATUBA ontem carregando o MESMO CONTRATO me pedindo pra assinar, mas era o MESMO CONTRATO. Por que não alterou? Por que não entrou em contato com a Faz Produções para esclarecer este detalhe e tentar encontrar uma solução?”, escreveu.

Sem mencionar a cláusula que causou a polêmica, Zap-San preferiu lamentar o que chamou de fim de um sonho. “Eu dependia dele pra poder tornar esse sonho real!”, escreveu. “Mal sabe ele q a mesma música mal tem os acessos de 300 plays (Youtube). Meus planos não eram tão ambiciosos quanto os dele talvez, fazer grana com o próprio movimento”, reclamou, depois de dizer que, após a confusão em Indaiatuba, chegou em casa “com a mágoa no peito de ver o quanto o Rap virou patifaria”.

Agora, além de cancelar o lançamento das cópias físicas, o rapper também decidiu retirar “Frases” da versão digital do disco, anunciando que ela seria apagada de seus perfis em redes sociais. Ele se diz ainda envergonhado pela agressão, e pede desculpas aos produtores de Projota, os DJs Caique, Kuririm e Colorado, que, admite, tentaram ajudá-lo.

Já Projota lamenta o ocorrido e demonstra que não quer prosseguir com a discussão. “Como um dia me considerei amigo dessa pessoa, hoje o sentimento que tenho por ele é exatamente esse: vergonha… Lamento o ocorrido, e por minha parte essa história se finda aqui. Que este cara consiga encontrar seu rumo e um pouco de luz nessa vida”, escreveu.

Ao G1, o empresário do rapper, Aroldo Tzirulnik, declarou que seu cliente não vai se proncunciar além do que já disse no post.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Música

 

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Onça-pintada é capturada em trilha próxima a pousada no interior do AM

Onça deverá ser monitorada para controle da espécie (Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá)Onça deverá ser monitorada para controle da espécie (Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá)

Uma onça-pintada foi capturada, na última semana, em uma trilha nos arredores de uma pousada em Tefé, município a 523km de Manaus, no interior do Amazonas. O animal foi encontrado por pesquisadores do Instituto Mamirauá, que deverão monitorá-lo. A onça estava saudável.

De acordo com o Instituto Mamirauá, este já é o 15º felino capturado para monitorar a espécie dentro da área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O pesquisador Emiliano Ramalho, coordenador do Projeto Iauaretê, explicou que o animal estava em ótimas condições de saúde. “A onça-pintada capturada era um animal adulto, saudável, e tinha 47 quilos. As cicatrizes no rosto indicam que ele provavelmente já teve que se confrontar com outras onças-pintadas para se reproduzir”, afirmou.

A área onde o animal foi localizado é de alta densidade de onças e com grandes possibilidades de avistamentos, segundo o instituto. Para capturar as onças-pintadas, 30 armadilhas de laço foram utilizadas, espalhadas em seis trilhas identificadas como locais de passagem desses animais. Durante a campanha, a equipe percorreu diariamente as trilhas para verificar as armadilhas e se alguma onça-pintada havia sido capturada. Ao mesmo tempo, a equipe avaliava os vestígios da presença de onças-pintadas na área, para aproximar as armadilhas dos locais onde as onças estavam andando durante a campanha.

O animal foi sedado e os pesquisadores recolheram amostras biológicas para análises. O espécime recebeu um colar VHF/GPS para que seus passos possam ser monitorados e foi solto na floresta após a coleta desses dados. Os pesquisadores continuarão o trabalho de captura na região até o começo de abril. “As informações coletadas pela equipe do Projeto Iauaretê do Instituto Mamirauá servirão também para nortear estratégias de conservação da espécie e reduzir o conflito com populações humanas da região”, explicou o pesquisador.

Animal estava em bom estado de saúde, segundo pesquisadores (Foto: Diogo Maia Grabin/Instituto Mamirauá)Animal estava em bom estado de saúde (Foto: Diogo Maia Grabin/Instituto Mamirauá)

Fonte G1

 
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Publicado por em 20 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Diamante brasileiro revela que interior da Terra tem reservatório de água

Amostra de diamante JUc29, procedente de Juína, no Mato Grosso, contém o mineral ringwoodite, que absorve água; formato de diamante foi esculpido por fluidos corrosivos do manto terrestre. (Foto: Richard Siemens, University of Alberta/Divulgação)Amostra de diamante JUc29, procedente de Juína, no Mato Grosso, contém o mineral ringwoodite, que absorve água; formato de diamante foi esculpido por fluidos corrosivos do manto terrestre. (Foto: Richard Siemens, University of Alberta/Divulgação)

Há 150 anos, em “Viagem ao Centro da Terra”, o escritor francês de ficção científica Júlio Verne descreveu um amplo oceano existente nas profundezas da superfície terrestre. Hoje, essa estranha e assombrosa imagem encontrou eco inesperado em um estudo científico.

Em artigo publicado na conceituada revista “Nature” nesta quarta-feira (12), cientistas disseram ter encontrado um pequeno diamante que aponta para a existência de um vasto reservatório abaixo do manto da Terra, cerca de 400 a 600 quilômetros abaixo dos nossos pés.

“Essa amostra fornece, de fato, confirmações extremamente fortes de que há pontos locais úmidos profundos na Terra nessa área”, declarou o principal autor do estudo, Graham Pearson, da Universidade de Alberta, no Canadá.

“Essa zona particular da Terra, a zona de transição, pode conter tanta água quanto todos os oceanos juntos”, explicou Pearson.

“Uma das razões, pelas quais a Terra é um planeta tão dinâmico, é a presença de água em seu interior. A água muda tudo sobre a maneira como o planeta funciona”, completou.

A prova vem de um mineral raro que absorve água chamado ringwoodite, procedente da zona de transição espremida entre as camadas superior e inferior do manto terrestre, explicam os especialistas. A análise do material revelou que a rocha contém uma quantidade significativa de moléculas de água, da ordem de 1,5% de seu peso.

O manto se situa sob a crosta terrestre, até o núcleo da Terra, a uma profundidade de 2.900 quilômetros. Entre as duas grandes partes do manto – o superior e o inferior -, encontra-se uma zona chamada de “transição”, entre 410 km e 660 km de profundidade.

O principal mineral do manto superior é a olivina. Quando a profundidade e, consequentemente, a pressão aumentam, a olivina se transforma, mudando de estado. Entre 410 km e 520 km, ela vira wadsleyite e, entre 520 km e 660 km, chega a ringwoodite, um mineral que contém água.

Essa variedade de olivina já foi encontrada em meteoritos, mas nunca oriunda da Terra, justamente por se encontrar a uma profundidade inacessível.

“Até hoje, ninguém nunca viu ringwoodite do manto da Terra, ainda que os geólogos estejam convencidos de sua existência”, destacou o geólogo Hans Keppler, da Universidade de Bayreuth, na Alemanha, no editorial publicado na “Nature”.

O mineral ringwoodite foi descoberto pela equipe de Graham Pearson quase por acaso, em 2009, quando os pesquisadores examinavam um diamante marrom sem valor comercial, de apenas três milímetros, procedente da cidade brasileira de Juína, no estado do Mato Grosso.

A amostra foi submetida à análise por espectroscopia e difração por raio-X durante vários anos até ser oficialmente confirmada como ringwoodite, tornando-se a primeira prova terrestre dessa rocha super-rara.

O grupo acredita que o diamante tenha chegado à superfície da Terra durante uma erupção vulcânica. A equipe de Graham Pearson não fala, porém, em água na forma líquida, e sim, contida nesse mineral bem particular.

Ainda falta determinar, como ressaltou Hans Keppler, se a amostra de ringwoodite analisada é representativa do conjunto da zona de transição do manto terrestre.

O nome Ringwoodite vem do geólogo australiano Ted Ringwood, segundo o qual um mineral especial criaria uma zona de transição devido às altas pressões e temperaturas nessa área.

Pearson defendeu que as implicações dessa descoberta são profundas. Se existe água, em grande volume, abaixo da crosta terrestre, isso implica um possível impacto significativo nos mecanismos dos vulcões e no movimento das placas tectônicas.

Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Espécies de peixes típicas do Peru são encontradas no interior do AM

Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado apenas no Lago da Onça, em Maraã (Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado
apenas no Lago da Onça, em Maraã
(Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)

Duas espécies de peixes, nunca antes documentadas no Brasil, foram encontradas por pesquisadores do Instituto Mamirauá, no município de Maraã, a 634km de Manaus. Comuns na Amazônia peruana, a Pyrrhulina zigzag e a Apistogrammoides pucallpaensis, são caracterizadas pela beleza ornamental e o porte pequeno. Segundo o técnico de pesquisa em ecologia e biologia de peixes, Jonas Oliveira, os peixes teriam migrado até o estado pelo Rio Amazonas, durante o período de cheia.

As espécies foram localizadas em uma área limite entre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e a Reserva Extrativista Auati-Paraná, região ainda não estudada por pesquisadores. As amostras foram coletadas em quatro expedições realizadas nos períodos de seca, enchente, cheia e vazante, de 2013. As duas espécies foram encontradas em todas as ocasiões.

Os pesquisadores tiveram cinco pontos dentro desta área para coletar os dados. Neste período, o Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado apenas no Lago da Onça. Já a espécie Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos ao longo do Solimões, sempre nas áreas de várzea.

Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos da margem do Rio Solimões (Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos
da margem do Rio Solimões
(Foto: Jonas Oliveira/Instituto Mamirauá)

As possibilidades para a mudança de ambiente desses peixes são inúmeras. De acordo com Oliveira, os peixes podem ter saído da área de lama atrás dos chamados ‘capins flutuantes’, plantas aquáticas comuns em brejos, que servem de alimento para as espécies. Segundo ele, as macrofitas se soltam do solo e descem o rio nos períodos de cheia, em direção ao Amazonas.

De acordo com a líder do Grupo de Pesquisa Ecologia e Biologia de Peixes do Instituto Mamirauá, Danielle Pedrociane, o próximo passo é analisar a incidência desses animais na região, bem como descobrir o motivo do encontro das espécies no rio Auati-Paraná, que faz confluência com os rios Japurá e Solimões.

Fonte G1

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Fotógrafo flagra sucuri gigante em seringal no interior do Acre

Homens da comunidade seguram sucuri gigante (Foto: Jardy Lopes/ Arquivo pessoal)Homens da comunidade seguram sucuri gigante (Foto: Jardy Lopes/ Arquivo pessoal)

Uma cobra gigante foi encontrada no dia 19 deste mês, no Seringal União, distante cinco horas do município de Tarauacá (AC), em uma viagem de barco motorizado. O fotógrafo Jardy Lopes, responsável pela foto da sucuri, conta que estava trabalhando com a equipe de saúde da prefeitura quando um grupo de moradores da comunidade falou que tinha avistado o animal no campo.

“Um morador disse que a cobra tinha passado próximo a casa dele, quando uma criança estava passando para brincar no campo e viu”, conta. 

De acordo com o fotógrafo, o animal tinha 6,40m. Ele não sabe informar o que aconteceu com o animal, pois partiu antes que os moradores decidissem o que fazer, mas acredita que a cobra possa ter sido morta.

“Eles não queriam soltar, porque tinham medo da cobra voltar e tentar comer o gado ou fazer algum mal para as crianças. Ela estava amarrada, porque estava com fome e estava atrás dos bois, até a hora que fui embora da comunidade ela ainda estava viva”, diz.

O professor doutor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Universidade Federal do Acre (Ufac), explica que a cobra é da espécie Eunectes murinus, conhecida popularmente como sucuri, sucurijú, sucurijuba, anaconda e pode chegar a até a dez metros.

“Pertence à familia  Boidae, uma espécie com ampla distribuição na América do Sul, pode atingir mais  de dez metros de comprimento, sendo a maior serpente do mundo em termo de corpulência”, diz.

A dieta alimentar das sucuris geralmente é baseada em pequenos e médios animais que vão desde peixes, anfíbios, outros répteis como (jacarés e tartarugas), aves e mamíferos (porcos, cachorros, bezerros, potros, veados, capivaras, cutias, pacas, tamanduás e outros).

Segundo o especialista, há um mito de que a cobra pode conseguir se alimentar de animais grandes, como boi ou seres humanos.

“Entretanto,  não há fatos verdadeiros com relação a esses mitos. Ataques dessa espécie a seres humanos devem ser raros, mas não impossível. São animais não agressivos e lentos, entretanto, causam medo às populações. Se faz necessário um trabalho de conscientização e educação ambiental à população, para preservar esses animais e não cometer atos brutais muitas vezes levando a  morte deles”, afirma.

Fonte G1

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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Morador de cidade do interior de São Paulo encontra fóssil de dinossauro

Sérgio Bispo mostra o local onde identificou o objeto posteriormente identificado com um fóssil de dinossauro (Foto: William Nava/Divulgação)Sérgio Bispo mostra o local onde identificou o objeto posteriormente identificado com um fóssil de dinossauro (Foto: William Nava/Divulgação)

Um objeto que aflorava em uma rocha na beira de um riacho chamou a atenção de Sérgio Bispo, morador da pequena Álvaro de Carvalho, cidade com menos de 5 mil habitantes no interior de São Paulo. Quando visitou o Museu de Paleontologia de Marília, tempos depois, viu que aquilo se parecia muito com os fósseis de dinossauro ali expostos.

Após uma visita ao sítio, o coordenador da instituição, William Nava, deu o veredicto: o que Bispo encontrara era realmente um fóssil de dinossauro que viveu na região em algum momento do período Cretáceo, entre 65 milhões e 80 milhões de anos atrás.

Segundo Nava, Bispo esteve no museu em dezembro, quando contou ter visto alguma coisa parecida com um osso preso em uma pedra. A rocha, que fica dentro de uma fazenda de café de Álvaro de Carvalho, está próxima à nascente de um riacho que deságua no Rio Paraná. O pesquisador resolveu conferir pessoalmente, pois a descrição conferia com a de um fóssil.

William Nava mostra fóssil de dinossauro já removido da rocha (Foto: Valter Saia/Divulgação)William Nava mostra fóssil de dinossauro já
removido da rocha (Foto: Valter Saia/Divulgação)

Durante três dias, Nava escavou o local, com a ajuda de Bispo, para retirar o osso incrustado. “Removemos com martelo e picareta; a rocha era bem resistente”, conta o pesquisador.  O alto teor de carbonato de cálcio, segundo ele, permitiu que o osso se transformasse em fóssil.

“Pela morfologia desse fóssil, atribuo a um titanossauro, só não dá para precisar que parte do esqueleto é. Uma das extremidades está conservada e a outra não”, disse Nava.  O osso tem cerca de um metro de comprimento.

Segundo o paleontólogo Max Cardoso Langer, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia, a região do oeste paulista, onde foi feita a descoberta, é caracterizada pela presença de rochas cretáceas com vestígios de dinossauros.

“No cretáceo, essa região era uma bacia sedimentar, uma região mais baixa para onde os segmentos eram transportados e depositados. Quando havia uma carcaça no meio, ela era preservada como fóssil”, diz. Ele explica que isso não quer dizer que aquela região abrigava mais dinossauros do que o resto do país, mas que em outras áreas esses ossos não se preservaram tão bem quanto lá.

“É interessante o fato de um morador ter reportado, isso mostra que há um trabalho de conscientização na região. Lá os moradores já conhecem o assunto e, quando encontram, reportam aos especialistas”, diz. Ele acrescenta que pessoas não especializadas não devem retirar, por conta própria, fragmentos como esse, pois eles podem ser danificados. Langer lembra também que os fósseis não podem ser comercializados.

A peça resgatada, segundo Langer, parece ser o osso de um membro de um dinossauro herbívoro que viveu no período cretáceo superior.

Foto registra momento em que Nava faz a escavação para retirar fóssil de dinossauro (Foto: Valter Saia/Divulgação)Foto registra momento em que Nava faz a escavação para retirar fóssil de dinossauro (Foto: Valter Saia/Divulgação)

Fonte G1

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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