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Artigo: “Interface humana” é segredo para sucesso do design da Apple

Foco da empresa em criar aparelhos mais simples e fáceis de usar, como iPod, foi responsável pela virada em seu sucesso nos últimos anos.

Uma das chaves para o sucesso da Apple é a insistência da companhia em reduzir opções em nome de uma menor complexidade. As pessoas que chamam de forma negativa os usuários da Apple de “fanboys” atacam a nós e à companhia, dizendo que porque a fabricante escolheu focar em simplicidade, nós e ela também devemos ser simples. Essa é a interpretação errada dos fatos. Em vez disso, o foco da Apple em simplicidade não é sobre reduzir escolhas para fazer produtos “apenas para leigos”; é sobre focar nas parte importantes, em vez disso.

Nos anos 1990, os Macs eram para pessoas velhas e hipsters (na época “hipster” não era um termo que englobava qualquer um com menos de 30). Eles eram legais se você era o tipo artista, ou não conseguia usar um computador de verdade, mas para quem precisava do “trabalho feito”, o Windows era a única solução de verdade.

Ao menos, é claro, que você quisesse controlar seu computador em vez de deixá-lo controlar você. Nesse caso, você queria o Linux e suas intermináveis configurações. Enquanto isso, o Mac tinha seus próprios seguidores devotos, mas a maioria fora desse grupo se recusava a levar a Apple a sério. Não foi o primeiro iMac que chegou e mudou as coisas. Não foi nem mesmo o Mac OS X. Foi o iPod, e mesmo então, nem foi tudo de uma vez.

Música para nossos olhos

O primeiro iPod surgiu em 2001, e em 2005 já era possível ver aqueles fones de ouvido brancos em qualquer lugar (nos EUA). Claro, outras empresas produziam esses music player portáteis – alguns com Wi-Fi, outros com HD maiores. Mas nenhum rival capturava o público (e o dinheiro) como o iPod.

Por que? A resposta fácil é marketing. Esse é o mesmo argumento que costumava ser usado para explicar o sucesso da Microsoft, mas então Bill Gates e sua empresa lançaram o Zune e o mundo coletivamente bocejou. Obviamente que se as vendas fossem diretamente atribuíveis ao marketing, a Microsoft teria destruído o iPod nessa batalha. Apesar dos esforços da empresa criada por Bill Gates, até o Windows não é mais o que costumava ser.

A verdadeira vantagem do iPod era que ele simplesmente era mais fácil de usar. Tinha menos botões, um visual mais agradável, sincronizava com o iTunes, e era o único player do mercado na época que podia reproduzir faixas da iTunes Music Store. O iPod oferecia uma maneira simples para comprar música, gerenciar sua coleção, e ouvir suas músicas favoritas. O que os intermináveis rivais do aparelho da Apple não entenderam na época é que, para derrotar o iPod, você tinha de derrotar a experiência toda, não apenas o aparelho.

Desenvolvimentos no design

Design é uma série de decisões. Deve ser essa ou aquela cor? Qual a primeira coisa que você vê quando faz login? O que acontece quando o usuário clica aqui?

Algumas vezes essas perguntas são muito difíceis de serem respondidas, e a solução fácil é torná-las uma preferência para o usuário decidir. Mas os melhores designers costumam ver essa opção como admissão de fracasso. A Apple não se diferencia dos rivais na beleza estética, mas na sua habilidade e disposição em tomar decisões em interesse dos seus usuários.

Foi fácil pensar em um tocador de músicas como arquivos MP3 em um HD, e assim presentear os usuários com uma estrutura vertical. O que a Apple fez foi “quebrar” o produto não em como a tecnologia funcionava, mas na forma como as pessoas “funcionavam” ao usá-lo. Essa foi a abordagem com o primeiro Macintosh, e pode ser vista no mais recente iPad Mini. Durante os períodos em que a Apple mais teve sucesso, a companhia focou em linhas de produtos criadas e construídas por pessoas dedicadas que se importavam em tomar as decisões corretas.

A comunidade de código aberto por trás do Linux, por exemplo, aparentemente escolhe focar-se em lançar tecnologias importantes para frente. O mundo sempre vai precisar dessa perspectiva, mas a “corrida dos megahertz” acabou, e foi vencida pelas pessoas que só queriam verificar seus e-mails e navegar pela web sem precisar pensar muito no que estavam fazendo.

Enquanto a RIM estava ocupada fazendo BlackBerries que tinham apelo para administradores de rede, as pessoas que realmente precisam usar as coisas estavam saindo e comprando iPhones. Nenhuma surpresa, então, ao ver que o próximo grande passo na tecnologia foi a retirada do teclado e do mouse. O que poderia ser mais humano do que o toque?

O Linux e seu “primo” Android vencem entre os “hobbystas” e os entusiastas por tecnologia ao fornecer opções para tudo. Assim como o desenvolvimento em si, o uso de um aplicativo torna-se um “mapa aberto” de possibilidades. Mas então onde fica a linha entre configuração e programação?

A abordagem da Apple é remover complexidade e fazer escolhas muito antes de o usuário ver o produto. Para alguns, isso é como se o controle estivesse sendo tirado do usuário, e eles acusam a empresa de “emburrecer” seus produtos, dizendo o clichê antigo que os produtos da Apple são para pessoas estúpidas. Para quem prefere tecnologia com um toque humano, a mágica está no que podemos conseguir. Nossas ferramentas são extensões – não reflexões – de nós mesmos.

Estamos nos dias iniciais de um “renascimento” do design. A Apple, com o iPod e tudo que veio depois, provou que produtos simples, atraentes e úteis podem triunfar no mercado. O efeito em terceiros está dramaticamente evidente nas lojas de aplicativos iOS e para Macs, sem mencionar seus rivais – mas também está “espirrando” em locais inesperados. Serviços como Square e Simple estão mudando o mundo das finanças ao focar no lado humano da equação. A Nest iniciou e reinventou o termoestato doméstico. E isso só ficar mais interessante à medida que uma geração de jovens e crianças que cresceu com iPods e iPhones decidir que quer criar coisas para mudar o mundo.

Por décadas, alguns profissionais muito espertos passaram muito tempo e investiram muita energia para fazer as pessoas entenderem a tecnologia. Acontece que o verdadeiro segredo para tornar os computadores utilizáveis é fazê-los desaparecer. Nossa humanidade está finalmente alcançando nossa tecnologia.

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Publicado por em 24 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Canonical anuncia interface do Ubuntu otimizada para tablets

Recurso “side stage” permite executar dois apps ao mesmo tempo, lado a lado. Prévia do software estará disponível em alguns dias

A Canonical apresentou nesta terça-feira a nova interface otimizada para tablets de seu sistema operacional Ubuntu, posicionando-o contra o Android, iOS e Windows, com recursos avançados de segurança e uma abordagem interessante em relação à multitarefa. O lançamento é o próximo passo da Canonical em sua estratégia para unificar os smartphones, tablets, PCs e TVs.

Após o lançamento do Ubuntu para smartphones, em Janeiro, a empresa agora apresenta uma interface feita sob medida para aparelhos com telas de 6 a 20 polegadas e resoluções de 100 a 450 ppi (pixels por polegada), mais do que a dos mais sofisticados tablets atuais. O Nexus 10 da Google, por exemplo, tem uma tela de 10 polegadas e 300 ppi, com resolução de 2560 x 1600 pixels. 

Usuários poderão testar a interface a partir de 21 de Fevereiro, quando a versão “Touch Developer Preview” do sistema estará disponível, com instruções para instalação em tablets como o Nexus 7 e Nexus 10, além de smartphones como o Nexus 4 e Galaxy Nexus. A Canonical lembra que esta versão do sistema é voltada a desenvolvedores interessados em conhecê-lo ou na criação de aplicativos, e não está pronta para o consumidor final.

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Ubuntu em Tablets: próximo passo na estratégia de convergência da Canonical

Segundo a Canonical, no geral “é fácil” colocar o Ubuntu na maioria dos chipsets que atualmente rodam Android. O lançamento de uma interface gráfica pode soar estranho, mas é que por debaixo dos panos o sistema operacional é exatamente o mesmo Ubuntu que já roda em PCs e poderá rodar em TVs e smartphones, possibilitando uma verdadeira convergência entre dispositivos, de acordo com a companhia.

Por exemplo, um mesmo smartphone acoplado a uma tela maior pode apresentar a interface para tablets, que por sua vez, ligado a um teclado e mouse, pode apresentar a interface para PCs, e por fim a interface para TV quando conectado a uma TV de alta-definição via HDMI. O tablet também pode ser usado como um “Thin Client” para acesso a aplicativos Windows remotos usando tecnologia da Microsoft, Citrix ou VMWare, disse a empresa. E para agradar os usuários corporativos, o sistema inclui recursos integrados para criptografia de dados.

A interface para tablets tira proveito das bordas da tela para navegar entre apps, configurações e controles. Os apps ficam em uma dock na borda esquerda, e um gesto da esquerda para a direita leva o usuário a uma página listando todos os apps no tablet. Esta solução libera mais espaço para o conteúdo, de acordo com a Canonical.

Também há um recurso multitarefa chamado Side Stage, que permite rodar um aplicativo para smartphones lado-a-lado com um aplicativo para tablets. Usuários podem, por exemplo, fazer uma videochamada via Skype ao mesmo tempo em que editam um documento, tomar notas enquanto navegam na web ou “tuitar” enquanto assistem a um filme, disse a empresa. O vídeo abaixo, apresentado por Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e mentor do projeto Ubuntu, mostra o funcionamento da nova interface.

Se a Canonical pretende transformar seus sistema operacional e suas interfaces em um sucesso, precisa de apoio dos desenvolvedores. A “Preview SDK”, um kit para desenvolvimento de software (SDK) criado para auxiliar na criação de apps para smartphones, agora também tem suporte a tablets. Segundo a empresa, no Ubuntu desenvolvedores podem criar um único aplicativo que funciona em smartphones, tablets, PCs e TVs, porque o sistema operacional é o mesmo e os serviços associados funcionam independente do dispositivo.

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Publicado por em 23 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Canonical lança interface sob medida do Ubuntu para tablets

Recurso “side stage” permite executar dois apps ao mesmo tempo, lado a lado. Prévia do software estará disponível em alguns dias

20 de fevereiro de 2013 – 11h30

A Canonical apresentou nesta terça-feira a nova interface otimizada para tablets de seu sistema operacional Ubuntu, posicionando-o contra o Android, iOS e Windows, com recursos avançados de segurança e uma abordagem interessante em relação à multitarefa. O lançamento é o próximo passo da Canonical em sua estratégia para unificar os smartphones, tablets, PCs e TVs.

Após o lançamento do Ubuntu para smartphones, em Janeiro, a empresa agora apresenta uma interface feita sob medida para aparelhos com telas de 6 a 20 polegadas e resoluções de 100 a 450 ppi (pixels por polegada), mais do que a dos mais sofisticados tablets atuais. O Nexus 10 da Google, por exemplo, tem uma tela de 10 polegadas e 300 ppi, com resolução de 2560 x 1600 pixels. 

Usuários poderão testar a interface a partir de 21 de Fevereiro, quando a versão “Touch Developer Preview” do sistema estará disponível, com instruções para instalação em tablets como o Nexus 7 e Nexus 10, além de smartphones como o Nexus 4 e Galaxy Nexus. A Canonical lembra que esta versão do sistema é voltada a desenvolvedores interessados em conhecê-lo ou na criação de aplicativos, e não está pronta para o consumidor final.

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Ubuntu em Tablets: próximo passo na estratégia de convergência da Canonical

Segundo a Canonical, no geral “é fácil” colocar o Ubuntu na maioria dos chipsets que atualmente rodam Android. O lançamento de uma interface gráfica pode soar estranho, mas é que por debaixo dos panos o sistema operacional é exatamente o mesmo Ubuntu que já roda em PCs e poderá rodar em TVs e smartphones, possibilitando uma verdadeira convergência entre dispositivos, de acordo com a companhia.

Por exemplo, um mesmo smartphone acoplado a uma tela maior pode apresentar a interface para tablets, que por sua vez, ligado a um teclado e mouse, pode apresentar a interface para PCs, e por fim a interface para TV quando conectado a uma TV de alta-definição via HDMI. O tablet também pode ser usado como um “Thin Client” para acesso a aplicativos Windows remotos usando tecnologia da Microsoft, Citrix ou VMWare, disse a empresa. E para agradar os usuários corporativos, o sistema inclui recursos integrados para criptografia de dados.

A interface para tablets tira proveito das bordas da tela para navegar entre apps, configurações e controles. Os apps ficam em uma dock na borda esquerda, e um gesto da esquerda para a direita leva o usuário a uma página listando todos os apps no tablet. Esta solução libera mais espaço para o conteúdo, de acordo com a Canonical.

Também há um recurso multitarefa chamado Side Stage, que permite rodar um aplicativo para smartphones lado-a-lado com um aplicativo para tablets. Usuários podem, por exemplo, fazer uma videochamada via Skype ao mesmo tempo em que editam um documento, tomar notas enquanto navegam na web ou “tuitar” enquanto assistem a um filme, disse a empresa. O vídeo abaixo, apresentado por Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e mentor do projeto Ubuntu, mostra o funcionamento da nova interface.

Se a Canonical pretende transformar seus sistema operacional e suas interfaces em um sucesso, precisa de apoio dos desenvolvedores. A “Preview SDK”, um kit para desenvolvimento de software (SDK) criado para auxiliar na criação de apps para smartphones, agora também tem suporte a tablets. Segundo a empresa, no Ubuntu desenvolvedores podem criar um único aplicativo que funciona em smartphones, tablets, PCs e TVs, porque o sistema operacional é o mesmo e os serviços associados funcionam independente do dispositivo.

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Publicado por em 19 de junho de 2013 em Tecnologia

 

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Como será a interface do sucessor do Windows 8?

Windows 9 pode matar o desktop de vez, ou mantê-lo vivo por mais algum tempo. Analisamos as duas possibilidades e suas implicações.

Toda franquia veterana de cinema eventualmente precisa de um “reboot” para ganhar novo fôlego. Pense em Star Trek e James Bond, por exemplo. Os sistemas operacionais não são diferentes, especialmente os da Microsoft.

Depois de receber duras críticas pelo Windows 8, o que será que a empresa tem na manga para o Windows 9? Nunca é cedo demais para especular sobre o que vem por aí, especialmente considerando os rumores de que a Microsoft prepara para meados deste ano uma atualização do sistema chamada “Windows Blue”. 

A empresa terá que conseguir um perfeito equilíbrio em sua próxima versão do Windows: manter a atual base de usuários satisfeita enquanto prossegue com a transição do velho paradigma do desktop para sua nova interface baseada em toque. E pelo estado atual das coisas no Windows 8, ainda há muito o que melhorar. 

Como era de se esperar, a Microsoft não respondeu às nossas perguntas como pretende evoluir o Windows no futuro. Portanto fizemos uma sessão de “brainstorming”, com a ajuda de alguns especialistas, para determinar quais os possíveis caminhos futuros.

Morte ao desktop

No Windows 8 a Microsoft rebaixou a tradicional interface desktop. Em vez de ser a atração principal quando o PC é ligado, ela é apenas mais um app entre muitos outros na nova “Tela Iniciar”, um dos componentes do que a empresa chama de “Modern UI” (algo como “Interface Moderna”). O fato de que o Windows 8 é basicamente dois sistemas operacionais em um só deu fôlego à idéia de alguns aparelhos híbridos interessantes como o Surface Pro, mas também atraiu duras críticas daqueles que consideram o contraste entre o desktop e a nova Tela Iniciar confuso demais.

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A “Interface Moderna” (Modern UI, antiga “Metro”) no Windows 8

Tom Hobbs, diretor de criação da consultoria de design Teague, diz que manter o desktop no Windows 9 seria um erro. “Acredito que uma das coisas que eles deveriam fazer é se livrar de todo o desktop completamente”, diz Hobbs. Nesse caso apenas o lado “touch” do Windows, e os apps especialmente desenvolvidos para ele, sobreviveria.

Mas será que os usuários – especialmente aqueles em ambientes corporativos – não iriam se revoltar? Talvez, mas o compromisso com a nova interface deixaria claro o caminho a seguir, tanto para os usuários quanto para os desenvolvedores, diz Hobbs. Não é muito diferente do que a Apple fez na transição entre o Mac OS 9 e o OSX, um sistema operacional que era incompatível com o software “legado” se não por uma camada de emulação integrada.

“Certamente haverá alguma resistência a isso”, disse Hobbs. “A adoção será lenta, mas ao mesmo tempo significa que as pessoas saberão para onde estão indo”.

A chave para a Microsoft, acredita Hobbs, é capitalizar em seus pontos fortes. Isso significa abandonar a luta para transformar o Windows em um “eletrônico de consumo” – deixando este segmento para a equipe do Xbox e aparelhos como o suposto “Xbox Surface”  – e em vez disso posicioná-lo como o melhor sistema “touchscreen” para empresas. Nesse cenário uma versão do Office para o Windows 9 otimizada para a nova interface seria essencial, claro, mas Hobbs também imagina a Microsoft reinventando o hardware dos PCs desktop com foco na sensibilidade ao toque.

Hobbs nos deu algumas sugestões sobre como este desktop “reimaginado” seria, e aqui está uma delas: imagine um PC All-In-One com a marca Surface, mas que possa ser manipulado à distância usando um sistema como o do Kinect, o sensor de movimentos do Xbox 360. Não é algo tão improvável assim.

Já vimos algumas amostras de tecnologias similares. Uma empresa chamada Leap Motion está lançando por US$ 70 um sensor de movimentos menor que um maço de cigarros que pode ser acoplado a qualquer PC com o Windows 8. A tecnologia é capaz de rastrear os movimentos de ambas as mãos (e todos os dez dedos) 290 vezes por segundo e detectar movimentos de apenas 0.01 mm (veja o vídeo acima). A ASUS diz que irá incluir a tecnologia de detecção de gestos da Leap em vários de seus notebooks mais sofisticados ainda em 2013.

Há outras formas de ir além do teclado e mouse, mas o sucesso depende de quão boa for a integração entre o hardware e o software. E esta integração é o tipo de coisa que segundo Steve Ballmer, CEO da Microsoft, a empresa quer fazer.

Mantenha o desktop para os fãs

Sejamos honestos: matar o desktop no Windows 9 seria uma medida extrema, e altamente improvável. Mas a Microsoft certamente poderia providenciar uma transição mais tranquila. O dekstop continuaria existindo, mas de uma forma que não parecesse tão destoante em relação à Interface Moderna. 

Raluca Budiu, pesquisadora-chefe no Nielsen Norman Group, uma empresa especializada em pesquisa, auditoria, treinamento e consultoria em experiência do usuário, tem uma idéia de como isso poderia funcionar: em vez de oferecer um ambiente desktop completo, a Microsoft poderia oferecer algum tipo de modo de compatibilidade para os aplicativos desktop dentro da nova interface. Você ainda seria capaz de, por exemplo, rodar uma versão completa do Photoshop dentro de uma área autocontida, com seu próprio sistema de janelas. Enquanto isso outro programa desktop, por exemplo o iTunes, estaria confinado a sua própria área.

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O desktop no Windows XP ainda é um favorito entre os usuários

Você perderia a capacidade de rodar aplicativos legados lado-a-lado numa só tela, mas nada da “bagagem” do ambiente antigo seria necessária. Você não teria um Painel de Controle separado, múltiplas versões do Internet Explorer, um gerenciador de arquivos separado ou barra de tarefas, todos recursos presentes no Windows 8 hoje.

“Deixe os apps “de PC” rodarem automaticamente nesse modo desktop… mas não forcem as pessoas a interagir com duas interfaces diferentes”, disse Budiu em uma conversa via e-mail. Em sua descrição, a Interface Moderna tomaria conta do sistema.

A sugestão de Budiu faz sentido em tablets com o Windows 9, onde o principal objetivo é o consumo de conteúdo. Mas em um PC tradicional, um ambiente desktop completo ainda faz sentido, especialmente para os usuários mais avançados que precisam lidar com várias janelas. E em um dispositivo híbrido como o Surface Pro, os usuários podem querer as duas interfaces lado-a-lado.

Então Budiu propõe uma abordagem alternativa, que é basicamente o que os veteranos do PC vem pedindo há muito tempo: separar as duas interfaces. Não joguem os usuários na Interface Moderna quando eles estão trabalhando no Desktop. Tragam de volta um Menu Iniciar projetado estritamente para lidar com as funções e atalhos do desktop. E impeçam que elementos da interface Moderna, como a lista de apps recentes e a barra de atalhos apareçam nos lados da tela, onde atrapalham o gerenciamento de janelas.

“Creio que se realmente quiséssemos oferecer ao usuário a flexibilidade tanto de um PC quanto de um tablet em um único aparelho, uma melhor separação dos dois modos ajudaria”, escreveu Budiu.

Mas qual é o melhor método? Deveria o Windows 9 fazer mais esforço para separar o desktop da interface Moderna, ou deveria colocar menos ênfase no desktop até que ele não seja mais necessário?

Que tal fazer uma coisa, e depois a outra? Desacoplar as duas interfaces poderia ser um ajuste simples, e uma ótima solução a curto-prazo se a Microsoft planeja lançar o “Windows Blue” neste ano. Mais tarde, quando a Microsoft tiver à disposição todo o software e hardware necessários para suportar um paradigma completamente baseado no toque, poderá fazer um rompimento total com o velho conceito.

Refinando a interface

Mesmo que a Microsoft decida mergulhar fundo na Interface Moderna no Windows 9, ainda tem bastante trabalho a fazer. Como apontado pelo Nielsen Norman Group em um recente estudo de usabilidade, o Windows 8 depende muito de comandos ocultos como a barra de menus que é acessada com um clique no botão direito do mouse, ou deslizando o dedo da borda inferior para o centro da tela. Como os usuários não sabem o que está nesses menus até que eles sejam abertos – a assumindo que eles saibam como chegar até eles – o design desperdiça tempo e causa confusão.

Budiu sugere que o Windows 9 poderia dar “pistas” visuais sobre que opções estão ocultas em uma barra de menu. Os aplicativos Modernos já tem bastante espaço vazio na parte de baixo da tela, então há espaço para ao menos dar uma dica sobre o conteúdo da barra de menu, seja usando ícones parciais ou texto.

Outra abordagem seria fazer o Windows mostrar todos os controles relevantes quando o aplicativo é aberto, e só após alguns segundos ocultá-los. Um comportamento que muitos aplicativos para o iOS já adotam. “Isto indica ao usuário que há algo escondido, e também dá a ele uma idéia do que pode ser”, disse Budiu.

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Os “Charms” nem sempre são fáceis de usar

A Microsoft também pode repensar a barra de atalhos na lateral direita da tela, chamada “Charms”. Atualmente é difícil demais acessar as configurações de um aplicativo: é necessário abrir a barra Charms, clicar em Configurações e aí procurar o menu adequado na barra, e você nunca sabe o que encontrará lá até começar a procurar. Mover os ajustes específicos a cada aplicativo para a barra de menu ajudaria a colocar os usuários no caminho certo, especialmente se esta mudança for acompanhada das “pistas” visuais sugeridas por Budiu.

Coloque os apps em destaque

Há um problema com essa idéia de matar o desktop no Windows 9 e apostar todas as fichas na Interface Moderna: os desenvolvedores de aplicativos não estão muito entusiasmados com o Windows 8, e não há garantia de a morte do desktop irá fazer com que mudem de idéia.

Segundo Michael Cherry, analista sênio da Directions on Microsoft, a empresa não tem feito o bastante para que isso aconteça. O principal problema é que a Microsoft não tem dado o exemplo com excelentes apps Modernos de sua própria autoria. Cherry nota que o Office tem servido como “modelo de comportamento” para os desenvolvedores de aplicativos para o Desktop, ilustrando a utilidade de conceitos como a barra de ícones e a interface Ribbon.

Não existe uma fonte de inspiração similar entre as apps Modernas da Microsoft, algumas das quais não tem recursos básicos quando comparadas às suas equivalentes no destkop. O app de e-mail, por exemplo, não suporta contas em servidores POP, algo extremamente popular. O app Reader é incapaz de editar documentos no formato PDF, e o Calendar não suporta convites para eventos ou o gerenciamento de tarefas. Mesmo o tão falado Skype para o Windows 8 não tem alguns dos recursos da versão Desktop, como o compartilhamento de telas, transferência de arquivos e videochamadas em grupo. E a Microsoft ainda não desenvolveu uma versão moderna do Office, e em vez disso escolheu enfiar alguns recursos para melhor compatibilidade com telas sensíveis ao toque no Office 2013.

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Uma versão do Office otimizada para a nova interface? Ela ainda não existe.

“Com isso só me resta concluir que desenvolver apps para o Windows 8 é difícil”, disse Cherry “e o motivo para que eu chegue a essa conclusão é: você consegue apontar um app da Microsoft que seja bom, ou completo em termos de recursos? Se eles não conseguem, que chances um desenvolvedor independente tem de conseguir”?

O Windows 9 terá que combinar os ecossistemas do Windows Phone e Windows. Isto significaria menos trabalho para os desenvolvedores (embora o trabalho de adaptar um app de uma plataforma para a outra seja bastante fácil, diz a Microsoft) e daria aos consumidores um sinal de que a Microsoft está oferecendo um ecossistema maior no qual vale a pena investir.

Se eu soubesse que seria possível jogar um jogo de Windows Phone em um PC com Windows ou mesmo um Xbox 360 sem pagar nada a mais por isso, minhas chances de comprar o game seriam muito maiores. Apple e Google combinaram desde o início suas plataformas para smartphones e tablets. Embora a Microsoft tenha feito muito para unificar o software para smartphones e para PCs com recursos como a integração com o SkyDrive e o Xbox Music, estes esforços só tocam a superfície do que é possível.

A dura verdade para os veteranos

Muita de nossa discussão sobre o Windows 9 aceita a dupla premissa da marginalização do desktop e promoção da Interface Moderna. Estamos apenas sendo realistas: a Microsoft claramente vê futuro em sua nova interface, onde tem mais controle sobre os apps e serviços que as pessoas usam. Embora usuários de PC de longa data possam sonhar com um futuro onde os desktops tem sua própria versão do Windows, intocada pela Interface Moderna, na vida real as chances disso acontecer são mínimas. 

No Windows 9 a Microsoft precisa deixar o legado do desktop para trás de uma vez por todas, enquanto ao mesmo tempo convence as massas a ver a necessidade deste passo pelos olhos da empresa. Para conseguir isso, o Windows 9 deve fazer com que a nova interface beneficie o maior número de usuários possível.

Não importam os detalhes, este é o futuro do Windows. E, fazendo mais um paralelo com o cinema, esperamos que a próxima versão seja mais parecida com o incrível: “O Cavaleiro das Trevas” do que com porcarias como “Batman & Robin”.

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Publicado por em 31 de maio de 2013 em Tecnologia

 

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Artigo: “Interface humana” é segredo para sucesso do design da Apple

Foco da empresa em criar aparelhos mais simples e fáceis de usar, como iPod, foi responsável pela virada em seu sucesso nos últimos anos.

Uma das chaves para o sucesso da Apple é a insistência da companhia em reduzir opções em nome de uma menor complexidade. As pessoas que chamam de forma negativa os usuários da Apple de “fanboys” atacam a nós e à companhia, dizendo que porque a fabricante escolheu focar em simplicidade, nós e ela também devemos ser simples. Essa é a interpretação errada dos fatos. Em vez disso, o foco da Apple em simplicidade não é sobre reduzir escolhas para fazer produtos “apenas para leigos”; é sobre focar nas parte importantes, em vez disso.

Nos anos 1990, os Macs eram para pessoas velhas e hipsters (na época “hipster” não era um termo que englobava qualquer um com menos de 30). Eles eram legais se você era o tipo artista, ou não conseguia usar um computador de verdade, mas para quem precisava do “trabalho feito”, o Windows era a única solução de verdade.

Ao menos, é claro, que você quisesse controlar seu computador em vez de deixá-lo controlar você. Nesse caso, você queria o Linux e suas intermináveis configurações. Enquanto isso, o Mac tinha seus próprios seguidores devotos, mas a maioria fora desse grupo se recusava a levar a Apple a sério. Não foi o primeiro iMac que chegou e mudou as coisas. Não foi nem mesmo o Mac OS X. Foi o iPod, e mesmo então, nem foi tudo de uma vez.

Música para nossos olhos

O primeiro iPod surgiu em 2001, e em 2005 já era possível ver aqueles fones de ouvido brancos em qualquer lugar (nos EUA). Claro, outras empresas produziam esses music player portáteis – alguns com Wi-Fi, outros com HD maiores. Mas nenhum rival capturava o público (e o dinheiro) como o iPod.

Por que? A resposta fácil é marketing. Esse é o mesmo argumento que costumava ser usado para explicar o sucesso da Microsoft, mas então Bill Gates e sua empresa lançaram o Zune e o mundo coletivamente bocejou. Obviamente que se as vendas fossem diretamente atribuíveis ao marketing, a Microsoft teria destruído o iPod nessa batalha. Apesar dos esforços da empresa criada por Bill Gates, até o Windows não é mais o que costumava ser.

A verdadeira vantagem do iPod era que ele simplesmente era mais fácil de usar. Tinha menos botões, um visual mais agradável, sincronizava com o iTunes, e era o único player do mercado na época que podia reproduzir faixas da iTunes Music Store. O iPod oferecia uma maneira simples para comprar música, gerenciar sua coleção, e ouvir suas músicas favoritas. O que os intermináveis rivais do aparelho da Apple não entenderam na época é que, para derrotar o iPod, você tinha de derrotar a experiência toda, não apenas o aparelho.

Desenvolvimentos no design

Design é uma série de decisões. Deve ser essa ou aquela cor? Qual a primeira coisa que você vê quando faz login? O que acontece quando o usuário clica aqui?

Algumas vezes essas perguntas são muito difíceis de serem respondidas, e a solução fácil é torná-las uma preferência para o usuário decidir. Mas os melhores designers costumam ver essa opção como admissão de fracasso. A Apple não se diferencia dos rivais na beleza estética, mas na sua habilidade e disposição em tomar decisões em interesse dos seus usuários.

Foi fácil pensar em um tocador de músicas como arquivos MP3 em um HD, e assim presentear os usuários com uma estrutura vertical. O que a Apple fez foi “quebrar” o produto não em como a tecnologia funcionava, mas na forma como as pessoas “funcionavam” ao usá-lo. Essa foi a abordagem com o primeiro Macintosh, e pode ser vista no mais recente iPad Mini. Durante os períodos em que a Apple mais teve sucesso, a companhia focou em linhas de produtos criadas e construídas por pessoas dedicadas que se importavam em tomar as decisões corretas.

A comunidade de código aberto por trás do Linux, por exemplo, aparentemente escolhe focar-se em lançar tecnologias importantes para frente. O mundo sempre vai precisar dessa perspectiva, mas a “corrida dos megahertz” acabou, e foi vencida pelas pessoas que só queriam verificar seus e-mails e navegar pela web sem precisar pensar muito no que estavam fazendo.

Enquanto a RIM estava ocupada fazendo BlackBerries que tinham apelo para administradores de rede, as pessoas que realmente precisam usar as coisas estavam saindo e comprando iPhones. Nenhuma surpresa, então, ao ver que o próximo grande passo na tecnologia foi a retirada do teclado e do mouse. O que poderia ser mais humano do que o toque?

O Linux e seu “primo” Android vencem entre os “hobbystas” e os entusiastas por tecnologia ao fornecer opções para tudo. Assim como o desenvolvimento em si, o uso de um aplicativo torna-se um “mapa aberto” de possibilidades. Mas então onde fica a linha entre configuração e programação?

A abordagem da Apple é remover complexidade e fazer escolhas muito antes de o usuário ver o produto. Para alguns, isso é como se o controle estivesse sendo tirado do usuário, e eles acusam a empresa de “emburrecer” seus produtos, dizendo o clichê antigo que os produtos da Apple são para pessoas estúpidas. Para quem prefere tecnologia com um toque humano, a mágica está no que podemos conseguir. Nossas ferramentas são extensões – não reflexões – de nós mesmos.

Estamos nos dias iniciais de um “renascimento” do design. A Apple, com o iPod e tudo que veio depois, provou que produtos simples, atraentes e úteis podem triunfar no mercado. O efeito em terceiros está dramaticamente evidente nas lojas de aplicativos iOS e para Macs, sem mencionar seus rivais – mas também está “espirrando” em locais inesperados. Serviços como Square e Simple estão mudando o mundo das finanças ao focar no lado humano da equação. A Nest iniciou e reinventou o termoestato doméstico. E isso só ficar mais interessante à medida que uma geração de jovens e crianças que cresceu com iPods e iPhones decidir que quer criar coisas para mudar o mundo.

Por décadas, alguns profissionais muito espertos passaram muito tempo e investiram muita energia para fazer as pessoas entenderem a tecnologia. Acontece que o verdadeiro segredo para tornar os computadores utilizáveis é fazê-los desaparecer. Nossa humanidade está finalmente alcançando nossa tecnologia.

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Publicado por em 20 de março de 2013 em Tecnologia

 

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Para especialista em usabilidade, interface do Windows 8 decepciona

Especialista em design de interface classificou o Windows 8 como “decepção” para usuários iniciantes e avançados

21 de novembro de 2012 – 13h30

Um especialista em design de interface de usuário chamou o Windows 8 de “decepcionante” para iniciantes e usuários avançados também.

O diretor da Nielsen Norman Group, Jakob Nielsen, analisou como uma dúzia de usuários experientes de PC interagem com o Windows 8 e a conclusão do estudo não foi boa.

“O Windows 8 em dispositivos móveis e tablets pode ser comparado ao Dr. Jekyll, de ‘O Médico e o Monstro’: uma alma torturada na esperança de redenção”, escreveu Nielsen. “Em um PC normal, o Windows 8 é Mr. Hyde: um monstro que aterroriza os funcionários do escritório e compromete a sua produtividade”.

Embora a amostra dos estudos de Nielsen seja pequena, ele argumenta que ela fornece mais entendimento do que estudos maiores, focados em métricas. Mesmo se você não concordar com esta afirmação, ele aponta algumas boas justificativas sobre como o projeto do Windows 8 precisa ser melhorado.

Sensível ao toque
Como esperado, a principal observação de Nielsen é sobre a natureza dupla do Windows 8, que combina desktop com uma interface sensível ao toque em um único sistema operacional.

Não apenas a interface de usuário é inconsistente, mas também ela exige que os usuários lembrem como fazer para alcançar os recursos desejados – o que exige que o usuário perca tempo alternando entre as interfaces. Além disso, quando os usuários estão executando um navegador da Web em ambas as interfaces, eles podem acessar apenas um subconjunto de páginas abertas ao mesmo tempo.

E mesmo o estilo da interface Modern por si próprio apresenta alguns grandes problemas, na visão de Nielsen. Ele sentiu que a incapacidade de abrir várias janelas de um determinado aplicativo cria uma “sobrecarga de memória” para tarefas complexas, porque os usuários não têm nenhum jeito de visualizar toda a informação que abriram.

O painel “charm”, disse, esconde comandos genéricos, tais como busca e configurações de aplicativos individuais, de modo que eles ficam “longe da visão”, especialmente para iniciantes.

Nielsen também apontou uma característica do menu de configurações do Windows 8: enquanto a maioria das opções são apresentadas como ícones monocromáticos planos, a opção para alterar as configurações do PC é mostrada em texto simples, de modo que “se parece mais como um rótulo para o ícone do grupo do que um comando clicável”, disse.

Como leigo, eu não concordo com todas as afirmações de Nielsen. Ele julga alguns aplicativos Modern por ter “baixa densidade de informação” – por exemplo, o app Los Angeles Times, que mostra um pouco mais do que uma grande imagem e um título em sua tela de abertura – mas eu realmente achei o design intencionalmente limpo.

Nielsen diz que o site do Times é uma melhor utilização do espaço, mas, na minha opinião, é muito confuso e não faz nada para deixar o leitor mais à vontade.

Frustrações
Ainda assim, o estudo aponta alguns pontos frustrantes que eu mesmo observei. Por exemplo, Nielsen afirma que alguns Live Tiles (bloco dinâmicos) no Windows 8 ficam muito ativos, por isso é difícil dizer em poucas palavras que aplicativos você está realmente utilizando.

Na verdade, pode ser frustrante achar um aplicativo específico quando confrontado com uma série de imagens em miniatura – nenhuma delas exibe o nome de seus respectivos aplicativos.

No final do relatório, Nielsen disse que ele não é um inimigo da Microsoft – ele elogia o às vezes criticado Ribbon. Ele também espera um Windows 9 melhorado, levando em conta que a empresa tem histórico de corrigir os seus erros.

Além disso, tenha em mente que as observações nada amigáveis sobre a interface de usuário é o trabalho de Nielsen. Ele fez o mesmo com o iPad e o Kindle Fire.

Discorde se quiser, mas eu acho que é interessante ler uma análise detalhada da interface do usuário do Windows 8. É uma grande mudança para o sistema, e isso obviamente precisará de alguns ajustes. Esperemos que a Microsoft leve algumas das sugestões de Nielsen em consideração.

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Publicado por em 13 de fevereiro de 2013 em Tecnologia

 

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Para especialista em usabilidade, interface do Windows 8 decepciona

Especialista em design de interface classificou o Windows 8 como “decepção” para usuários iniciantes e avançados

21 de novembro de 2012 – 13h30

Um especialista em design de interface de usuário chamou o Windows 8 de “decepcionante” para iniciantes e usuários avançados também.

O diretor da Nielsen Norman Group, Jakob Nielsen, analisou como uma dúzia de usuários experientes de PC interagem com o Windows 8 e a conclusão do estudo não foi boa.

“O Windows 8 em dispositivos móveis e tablets pode ser comparado ao Dr. Jekyll, de ‘O Médico e o Monstro’: uma alma torturada na esperança de redenção”, escreveu Nielsen. “Em um PC normal, o Windows 8 é Mr. Hyde: um monstro que aterroriza os funcionários do escritório e compromete a sua produtividade”.

Embora a amostra dos estudos de Nielsen seja pequena, ele argumenta que ela fornece mais entendimento do que estudos maiores, focados em métricas. Mesmo se você não concordar com esta afirmação, ele aponta algumas boas justificativas sobre como o projeto do Windows 8 precisa ser melhorado.

Sensível ao toque
Como esperado, a principal observação de Nielsen é sobre a natureza dupla do Windows 8, que combina desktop com uma interface sensível ao toque em um único sistema operacional.

Não apenas a interface de usuário é inconsistente, mas também ela exige que os usuários lembrem como fazer para alcançar os recursos desejados – o que exige que o usuário perca tempo alternando entre as interfaces. Além disso, quando os usuários estão executando um navegador da Web em ambas as interfaces, eles podem acessar apenas um subconjunto de páginas abertas ao mesmo tempo.

E mesmo o estilo da interface Modern por si próprio apresenta alguns grandes problemas, na visão de Nielsen. Ele sentiu que a incapacidade de abrir várias janelas de um determinado aplicativo cria uma “sobrecarga de memória” para tarefas complexas, porque os usuários não têm nenhum jeito de visualizar toda a informação que abriram.

O painel “charm”, disse, esconde comandos genéricos, tais como busca e configurações de aplicativos individuais, de modo que eles ficam “longe da visão”, especialmente para iniciantes.

Nielsen também apontou uma característica do menu de configurações do Windows 8: enquanto a maioria das opções são apresentadas como ícones monocromáticos planos, a opção para alterar as configurações do PC é mostrada em texto simples, de modo que “se parece mais como um rótulo para o ícone do grupo do que um comando clicável”, disse.

Como leigo, eu não concordo com todas as afirmações de Nielsen. Ele julga alguns aplicativos Modern por ter “baixa densidade de informação” – por exemplo, o app Los Angeles Times, que mostra um pouco mais do que uma grande imagem e um título em sua tela de abertura – mas eu realmente achei o design intencionalmente limpo.

Nielsen diz que o site do Times é uma melhor utilização do espaço, mas, na minha opinião, é muito confuso e não faz nada para deixar o leitor mais à vontade.

Frustrações
Ainda assim, o estudo aponta alguns pontos frustrantes que eu mesmo observei. Por exemplo, Nielsen afirma que alguns Live Tiles (bloco dinâmicos) no Windows 8 ficam muito ativos, por isso é difícil dizer em poucas palavras que aplicativos você está realmente utilizando.

Na verdade, pode ser frustrante achar um aplicativo específico quando confrontado com uma série de imagens em miniatura – nenhuma delas exibe o nome de seus respectivos aplicativos.

No final do relatório, Nielsen disse que ele não é um inimigo da Microsoft – ele elogia o às vezes criticado Ribbon. Ele também espera um Windows 9 melhorado, levando em conta que a empresa tem histórico de corrigir os seus erros.

Além disso, tenha em mente que as observações nada amigáveis sobre a interface de usuário é o trabalho de Nielsen. Ele fez o mesmo com o iPad e o Kindle Fire.

Discorde se quiser, mas eu acho que é interessante ler uma análise detalhada da interface do usuário do Windows 8. É uma grande mudança para o sistema, e isso obviamente precisará de alguns ajustes. Esperemos que a Microsoft leve algumas das sugestões de Nielsen em consideração.

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Publicado por em 12 de fevereiro de 2013 em Tecnologia

 

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