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Entenda o impasse que fez parar parte do governo dos EUA

Uma barreira de trânsito com a palavra “pare” no lado Senado, no Capitólio dos EUA, em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)Barreira de trânsito com a palavra “pare” em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)


Um impasse político em torno do orçamento dos Estados Unidos fez com que grande parte do setor público do país parasse de funcionar a partir desta terça-feira (1º), o que não acontecia há 17 anos.

Entenda o que levou o país a essa situação e o que pode acontecer.

Por que parte dos serviços públicos dos Estados Unidos pararam?
O governo federal ficou sem permissão para efetuar gastos não essenciais.

Por que isso aconteceu?
O Congresso precisava aprovar um orçamento para permitir os gastos federais, o que costuma ser feito com antecedência – mas o prazo terminou nesta segunda-feira (30). Os republicanos da Câmara e os democratas do Senado não chegaram a um acordo e nada foi aprovado.

Sem esse orçamento, o governo federal vinha tendo seus gastos garantidos por permissões temporárias, chamadas de “resoluções continuadas”. A última, aprovada em março, expirou na segunda-feira (30).

O que acontece sem a aprovação para continuar a gastar?
A partir da 0h01 desta terça-feira (1º), os serviços considerados não essenciais foram paralisados. Cerca de 800 mil trabalhadores federais foram colocados em licença não remunerada.

Quais serviços foram interrompidos?
Ficarão fechados parques nacionais e museus. A emissão de passaportes para norte-americanos poderá ser interrompida ou sofrer atrasos, assim como de vistos para estrangeiros (a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, no entanto, afirmou que isso não deve ocorrer ao menos em um primeiro momento). O processamento de impostos pode sofrer atrasos, assim como o pagamento de alguns benefícios, como os direcionados aos veteranos das Forças Armadas.

Também podem ser interrompidos os pagamentos de subsídios agrícolas e novas concessões de benefícios sociais e de garantias federais para empréstimos, incluindo para pequenas empresas e compra de imóveis. Serviços de coleta de lixo também podem sofrer interrupção em Washington, onde são controlados pelo governo federal. 

O que continua funcionando?
O fechamento não deve afetar o controle de tráfego aéreo, controle de passaportes, pagamentos de pensões, correios, serviços militares, serviços médicos e controle de fronteiras, entre outros.

Por que o Congresso não aprovou uma nova permissão para gastos?
Há um impasse entre os partidos Democrata, do presidente Barack Obama, e Republicano.

Os republicanos, que comandam a Câmara, se recusam a aprovar uma nova permissão de gastos se não forem atendidos dois pedidos: adiar em um ano a entrada em vigor da lei de assistência à saúde do presidente Obama – o chamado “Obamacare” – e eliminar um imposto criado para financiar a cobertura de pessoas sem plano de saúde. Essas pessoas devem começar a ser cadastradas nesta terça-feira. Os democratas, por sua vez, não querem mudanças no projeto de saúde.

O que deve ser feito a partir de agora?
O Congresso dos Estados Unidos precisa chegar a um consenso e aprovar o orçamento. Nesta terça, contudo, o Senado votou contra a mais recente tentativa da Câmara de modificar o projeto de lei de financiamento emergencial do governo. Os republicanos haviam pedido início de negociações formais para reverter o impasse.

Já houve outras paralisações como de agora?
Sim. A última aconteceu em 1995/1996, quando os serviços não essenciais foram paralisados uma semana antes do Natal, por 26 dias, durante o governo do também democrata Bill Clinton.

Quais as consequências para a economia?
A paralisação dos serviços pode impactar o crescimento econômico do país. Entre outras consequências, o governo pode ter mais dificuldade em vender títulos para se financiar, e acabar elevando as taxas de juros. Taxas mais altas atrapalham o crescimento da economia, pois tornam mais caro investir. Por outro lado, isso pode gerar consequências negativas para os demais países, pois juros mais altos nos EUA tenderão a atrair recursos e “esvaziar” de dólares o resto do mundo.

O que acontece agora?
Os serviços não essenciais devem permanecer paralisados até que o Congresso aprove um orçamento ou uma nova “resolução continuada” que forneça uma licença temporária para os gastos federais.

Os EUA estão sem dinheiro para pagar essas contas?
Não. No momento, o que falta é essa autorização para realizar gastos. Em algumas semanas, no entanto, o país deve atingir o limite de endividamento aprovado pelo Congresso. Se um outro acordo (para elevar esse limite) não for alcançado, aí sim, poderá faltar dinheiro ao governo para pagar empréstimos e cumprir compromissos financeiros.

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Possível ataque aliado à Síria provoca impasse diplomático na ONU

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A provável ação militar internacional na Síria gerou um forte debate diplomático nesta quarta-feira (28) entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Os EUA e as potências europeias pressionam a Rússia e a China, aliadas de Assad, a aprovar um projeto de resolução que abre caminho para um ataque ao regime Assad, acusado de usar indiscriminadamente armas químicas contra rebeldes e civis.

Já Rússia e Irã, principal aliado regional de Assad, pedem cautela e querem esperar o relatório que está sendo preparado, no local dos supostos ataques, por uma equipe de inspetores da ONU.

Mas há uma expectativa de que EUA e seus aliados ocidentais e locais lancem um ataque às forças sírias mesmo sem o aval do conselho.

Diplomatas ocidentais disseram que a proposta britânica de resolução foi uma manobra para “isolar” Moscou e formar uma coalizão que apoie os bombardeios.

Os líderes da Alemanha e do Reino Unido reiteraram que o governo da Síria não deve ficar impune por um aparente ataque com gás venenoso contra o seu próprio povo, afirmou o governo alemão.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o premiê britânico, David Cameron, concordaram em conversa por telefone que o uso de gás venenoso no ataque da semana passada perto de Damasco estava suficientemente comprovado, disse o governo alemão em comunicado.

“O regime sírio não deve esperar ser capaz de continuar esta guerra que viola o direito internacional … Portanto, uma reação internacional é inevitável, na opinião da primeira-ministra e do premiê”, afirmou.

A quatro semanas da eleição em que Merkel espera conquistar um terceiro mandato, ela enfrenta um dilema sobre como responder a imagens da suspeita de ataque com armas químicas, já que os eleitores alemães são esmagadoramente contra uma ação militar naquele país.

Os líderes da Alemanha e do Reino Unido disseram acreditar que o governo da Síria não deve ficar impune pelo aparente ataque com gás venenoso contra o seu próprio povo.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o premiê britânico, David Cameron, concordaram em conversa por telefone que o uso de gás venenoso no ataque da semana passada perto de Damasco estava suficientemente comprovado, disse o governo alemão em comunicado.

“O regime sírio não deve esperar ser capaz de continuar esta guerra que viola o direito internacional … Portanto, uma reação internacional é inevitável, na opinião da primeira-ministra e do premiê”, afirmou.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Hassan Rohani, concordaram que o uso de armas químicas é inaceitável e sinalizaram sua oposição compartilhada a uma intervenção militar na guerra da Síria, informou o Kremlin depois que os líderes conversaram por telefone.

“Os dois lados consideram o uso de armas químicas por qualquer um intolerável”, disse o serviço de imprensa de Putin em um comunicado sobre a conversa desta quarta-feira (28), iniciada pelo Irã.

“Levando em conta os apelos que estão sendo feitos por uma intervenção militar externa no conflito sírio, eles também destacaram a necessidade de buscar um caminho para uma resolução através de meios exclusivamente políticos e diplomáticos”, acrescentou.

Os EUA criticaram o fato de a Rússia e a China, outra aliada do regime sírio, barrarem resoluções contra o governo de Bashar al-Assad no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

Washington diz repetidamente que o presidente Barack Obama ainda não tomou uma decisão sobre como agir. Uma fonte graduada dos EUA disse que o ataque pode durar vários dias e envolver as forças de outros países.

Possivelmente, os Exércitos ocidentais aguardariam a saída dos inspetores da ONU. Seu mandato inicial, de duas semanas, termina dentro de quatro dias.

Uma segunda fonte oficial dos EUA disse que os objetivos ainda estão sendo definidos, mas que os alvos podem ser escolhidos para evitar que Assad use armas químicas no futuro. Washington, disse essa fonte, está confiante de que poderá lidar com as defesas sírias e com possíveis represálias de seus aliados, incluindo o Irã e a milícia xiita libanesa Hezbollah.

A população de Damasco estocava  suprimentos na quarta-feira e algumas pessoas deixaram imóveis perto de potenciais alvos, enquanto autoridades dos Estados Unidos traçam planos para bombardeios aéreos multinacionais contra a Síria.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu unidade entre as potências mundiais e buscou ganhar tempo para que os inspetores concluam seu trabalho.

O governo sírio, apoiado principalmente pela Rússia, disse que “terroristas” rebeldes, com ajuda ocidental, espalharam toxinas em áreas sob controle da oposição, e alertou que o país será um “cemitério de invasores”.

Autoridades sírias dizem também que o Ocidente está sendo manipulado em benefício de seus inimigos da rede terrorista da Al-Qaeda.

A presença de militantes islâmicos entre os rebeldes impediu que potências ocidentais armassem os inimigos de Assad, mas o Ocidente diz que o uso de gás venenoso é razão suficiente para uma intervenção.

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Publicado por em 31 de agosto de 2013 em Brasil

 

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Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Síria acaba em impasse

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A reunião dos representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise política na Síria terminou em impasse nesta quinta-feira (29), segundo diplomatas ouvidos pela France Presse e pela EFE.

Os embaixadores dos cinco países (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) debateram pela segunda vez, durante 45 minutos, a iniciativa proposta pelo Reino Unido e que deve autorizar “todas as medidas necessárias em virtude do capítulo VII da Carta da ONU para proteger os civis das armas químicas” na Síria.

As potências ocidentais, com os EUA à frente, tentam obter o apoio de Rússia e China para a resolução, em resposta ao suposto ataque químico lançado pelas tropas oficiais, semana passada, contra rebeldes antigoverno e civis. Centenas de pessoas morreram, segundo a oposição.

O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall, havia anunciado anteriormente que a Rússia, principal aliado do presidente sírio Bashar al-Assad, tinha convocado a reunião.

O regime, que enfrenta uma violenta guerra civil há mais de dois anos, nega as acusações e acusa “terroristas” de tentarem desestabilizar o país.

Os cinco membros permanentes -EUA, Reino Unido, França, Rússia e China- têm poder para vetar decisões no conselho, entre elas a resolução, proposta pelo Reino Unido, que permitiria uma ação militar contra a Síria.

Mas os EUA voltaram a insinuar que podem buscar meios próprios para atacar, mesmo se o Conselho de Segurança não der seu aval à operação.

O presidente Assad ameaçou resistir a qualquer ataque.

Ao mesmo tempo, a Cruz Vermelha Internacional denunciou que a escalada da violência pode piorar muito a situação humanitária no país.

A falta de medicamentos provoca muitas mortes em regiões rurais de Damasco, e há várias regiões do país sem água, comida e equipes de saúde.

arte síria versão 28.08 (Foto: Arte/G1)

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Publicado por em 30 de agosto de 2013 em Brasil

 

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