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Suíços devem aprovar limitar entrada de imigrantes da União Europeia

Homem vota neste domingo (9) na cidade suíça de Ascona (Foto: AFP)Homem vota neste domingo (9) na cidade suíça de Ascona (Foto: AFP)

Os suíços disseram “sim” para o “fim da imigração em massa” para cidadãos da União Europeia, segundo estimativas do instituto Gfs, publicadas neste domingo (9) à tarde.

“De acordo com as nossas últimas estimativas, 50,4% dos eleitores votaram ‘sim'”, declarou Claude Longchamp, do instituto GfS.

A estimativa tem uma margem de erro de 0,7% para mais ou para menos.

Falta ainda contabilizar os votos de dois grandes cantões, o de Zurique e de Berna.

A maioria dos cantões suíços votaram a favor do texto.

Para que seja adotado, o texto, que tem como objetivo regularizar a imigração por meio de um sistema de contingente e cotas, deve conquistar uma dupla maioria, a maioria dos cantões e a maioria dos votos.

Atualmente, as pesquisas de opinião apontam para uma enorme discrepância entre a Suíça de língua alemã e a Suíça de língua francesa.

O primeiro lado vota a favor do texto, enquanto o segundo é majoritariamente contra, o que pode prejudicar as relações entre a Suíça e a União Europeia, colocando em xeque os acordos de livre-circulação, em vigor desde 2002.

Fonte G1

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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Suíços aprovam limitar entrada de imigrantes da União Europeia

Homem vota neste domingo (9) na cidade suíça de Ascona (Foto: AFP)Homem vota neste domingo (9) na cidade suíça de Ascona (Foto: AFP)

Os suíços disseram “sim” para o “fim da imigração em massa” para cidadãos da União Europeia, segundo resultados oficiais de um referendo divulgados neste domingo (9).

Votaram “sim” 50,3% dos eleitores.

A maioria dos cantões (divisões administrativas) suíços votaram a favor do texto.

Para que seja adotado, o texto, que tem como objetivo regularizar a imigração por meio de um sistema de contingente e cotas, deve conquistar uma dupla maioria, a maioria dos cantões e a maioria dos votos.

Atualmente, as pesquisas de opinião apontam para uma enorme discrepância entre a Suíça de língua alemã e a Suíça de língua francesa.

O primeiro lado votou a favor do texto, enquanto o segundo foi majoritariamente contra, o que pode prejudicar as relações entre a Suíça e a União Europeia, colocando em xeque os acordos de livre-circulação, em vigor desde 2002.

A Suíça, um país de 8 milhões de habitantes, não faz parte do bloco de 28 países europeus, mas é cercada por países da União Europeia.

Com uma economia próspera, o país assinou com Bruxelas acordos bilaterais segundo os quais deveria abrir seu mercado de trabalho aos 500 milhões de habitantes do bloco.

Com a vitória do “sim”, estes acordos deverão ser revisados.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Caso de Bieber alimenta campanhas sobre tratamento a imigrantes

Campanhas cobram igualidade no tratamento a imigrantes nos EUA (Foto: UndocuMeme/reprodução)Campanhas cobram igualidade no tratamento a imigrantes
nos EUA (Foto: UndocuMeme/reprodução)

Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes nos Estados Unidos vêm criticando o que classificaram como “tratamento desigual” dado ao cantor pop canadense Justin Bieber por autoridades do país. Segundo essas entidades, Bieber, que soma inúmeros delitos em sua ficha criminal fora dos palcos, já teria sido deportado se tivesse outra origem racial ou sócioeconômica.

Há duas semanas, o cantor, de 19 anos, foi preso em Miami Beach, no Estado americano da Flórida, acusado de dirigir sem licença e sob efeitos de álcool e drogas.

Bieber negou as acusações e foi posto em liberdade poucas horas depois após pagar uma fiança de US$ 2,5 mil (R$ 6 mil). Segundo argumentam as entidades de defesa dos direitos dos imigrantes, os crimes cometidos por Bieber em Miami Beach já teriam sido suficientes para que as autoridades americanas iniciassem um processo de deportação do cantor.

As organizações lembram ainda que o astro já tinha cometido outros delitos, como quando foi acusado de agredir e ameaçar um vizinho na Califórnia.

Na semana passada, uma petição enviada à Casa Branca pedindo a deportação de Bieber recebeu mais de 200 mil assinaturas.

Redes sociais
A polêmica em torno da deportação de Bieber – e do tratamento dado a outros imigrantes residentes nos Estados Unidos – chegou também às redes sociais.

No Facebook e no Twitter, multiplicam-se campanhas criticando o posicionamento das autoridades americanas.

Uma das iniciativas que está gerando grande repercussão foi criada por jovens imigrantes – muitos deles de origem hispânica – cuja intenção é denunciar o ‘racismo’ que dizem existir nas políticas migratórias dos Estados Unidos.

A campanha, batizada de #Undeportable (‘não deportável’, em tradução livre), insta os participantes que tirem fotos de si mesmos e depois as editem, mudando sua aparência para ficar com cabelos loiros e olhos azuis.

Campanha batizada de "Undeportable" insta participantes a tirar fotos de si mesmos (Foto: UndocuMeme/reprodução)Campanha batizada de “Undeportable” insta participantes a tirar fotos de si mesmos (Foto: UndocuMeme/reprodução)

Racismo
A iniciativa foi lançada pela organização Coalizão de Jovens Imigrantes, sediada na Califórnia. Em poucos dias, centenas de imagens foram enviadas por jovens de todos os Estados Unidos e publicadas na página oficial do Facebook UndocuMemes (um trocadilho com as palavras ‘sem documentos’ e ‘meme’) e no Twitter com a hashtag #Undeportable.

“Quando soubemos da notícia da detenção de Justin Bieber, pensamos que, diferentemente do que acontece conosco, que somos de origem hispânica, ele não pode ser deportado porque não tem o perfil dos que habitualmente são deportados. Ou seja, não tem pele escura”, explicou Jonathan Pérez, um dos coordenadores da campanha, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“Pela nossa própria experiência, sabemos que muitas pessoas que cometem delitos parecidos ou menores dos que os praticados por Bieber foram deportadas sem que lhes tenha sido dada a oportunidade de se defender”, acrescentou Pérez.

“Com essa campanha, queremos denunciar o racismo que existe no sistema migratório dos Estados Unidos e demonstrar ao mesmo tempo que, embora se trate de um assunto muito sério, também podemos encará-los com humor e de forma criativa”, assinalou.

Pérez credita o sucesso da iniciativa ao grande número de migrantes que enfrentaram experiências negativas com autoridades. “A realidade é que se todos fôssemos anglo-saxões, não haveria centros de detenção ou deportações”, assegurou.

A campanha #Undeportable recebeu o apoio de inúmeras organizações que reúnem jovens imigrantes de origem hispânica, como o grupo Latino Rebels.

Na avaliação de Christian Henriquez, um dos integrantes do Latino Rebels, “o tratamento recebido por Bieber é uma mostra do desequilíbrio que existe no sistema judicial dos EUA”.

Discriminação
“Bieber só teve de pagar uma fiança enquanto outros que cometeram crimes muito menos graves foram deportados. Se ele fosse um imigrante latino-americano, com certeza teria sido tratado de forma mais dura”, afirmou Henriquez à BBC Mundo.

“Não temos nada contra Bieber. Só queremos que todos os imigrantes sejam tratados igualmente. Queremos os mesmos direitos e a mesma Justiça”.

Após a última detenção de Justin Bieber, a imprensa americana especulou sobre a eventual deportação do cantor. No entanto, especialistas em imigração consultados pela BBC Mundo descartaram essa possibilidade.

Horas depois do astro canadense ser liberado, a União das Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU, na sigla em inglês) foi uma das primeiras organizações a denunciar que o caso do cantor colocava em evidência o tratamento desigual recebido por imigrantes no país.

“Diferentemente de Justin Bieber, muitos imigrantes não têm os meios de se defender em processos de deportação. Na prática, 84% deles não contam com um advogado que possa defendê-los”, explicou Chris Rickerd, consultor legislativo da ACLU, à BBC Mundo.

“Acredito que a vinda de imigrantes torna este país muito valioso, mas o sistema de deportações não é igual para todos”, afirmou Rickerd.

“Nos Estados Unidos, muitos imigrantes são discriminados pelas polícias locais por causa de sua raça. Os latinos representam uma grande maioria dos que se encontram em centros de detenção provisória porque não têm como pagar um advogado. Isso é uma clara evidência de que o sistema não funciona”, disse Rickerd.

Apesar dos inúmeros delitos, Bieber não foi condenado por nenhum deles. As autoridades também não se pronunciaram sobre um eventual processo de deportação do cantor.

Na terça-feira, a agência de notícias Associated Press informou que o julgamento de Bieber relacionado à sua detenção por dirigir embriagado e sem licença ocorrerá em março, em Miami.

Durante passagem pelo Brasil em novembro do ano passado, o cantor canadense foi autuado no Rio de Janeiro por pichar um muro em São Conrado, bairro nobre da Zona Sul da cidade.

Com uma legião de fãs conhecidas como ‘Beliebers’ e mais de 40 milhões de seguidores no Twitter, ele foi nomeado pela revista Forbes como a terceira celebridade mais poderosa do mundo em 2012.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Naufrágio de barco de imigrantes mata ao menos 100 na costa italiana

Sobreviventes de naufrágio na costa de Lampedusa são resgatados (Foto: Nino Randazzo/ASP press office/Reuters)Sobreviventes de naufrágio na costa de Lampedusa são resgatados (Foto: Nino Randazzo/ASP press office/Reuters)Mapa naufrágio lampedusa (Foto: Arte/G1)

Resgatistas italianos encontraram mais 20 corpos próximos a um barco que naufragou na costa da ilha italiana de Lampedusa, nesta quinta-feira (3), aumentando para ao menos 100 o número de mortes no acidente, informou a agência de notícias Reuters.

Segundo a agência France Presse , 130 pessoas morreram. A agência cita fontes da Guarda Costeira e já havia informado que 151 pessoas foram resgatadas vivas. A Associated Press fala em 104 mortos.

Ainda estão em curso os trabalhos de retirada das vítimas, explicou a prefeita da ilha italiana, Giusi Nicolini. A Guarda Costeira informou que cerca de 200 pessoas ainda estão desaparecidas.

De acordo com a primeira reconstituição dos fatos, a embarcação virou em frente a “Isola dei Conigli”, uma ilhota que pertence a Lampedusa, e tinha a bordo cerca de 500 imigrantes, inclusive mulheres e crianças.

As vítimas explicaram que são da Eritréia e da Somália e que zarparam do litoral da Líbia.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para Imigrantes disseram que as vítimas podem ser da Eritréia e confirmou que elas teriam saído da Líbia.

No Twitter, o Papa Francisco pediu orações pelas vítimas da tragédia. “Rezemos pelas vítimas do trágico naufrágio na costa de Lampedusa”, disse o pontífice.

Imigrantes morrem em naufrágio na Itália (Foto: AFP)Imigrantes morrem em naufrágio na Itália (Foto: AFP)

O chefe da Acnur, António Guterres, expressou sua consternação diante da tragédia. “Felicito pela rápida ação tomada à guarda litorânea italiana para salvar vidas. Ao mesmo tempo, estou consternado pelo fenômeno mundial crescente de emigrantes e pessoas que fogem de conflitos ou perseguições e que morrem no mar”, declarou Guterres em comunicado.

A Acnur expressou seu compromisso de colaborar com os países da região para dar assistência a estas pessoas que “arriscam suas vidas em viagens tão perigosas”.

O comissário extraordinário da Agência de Saúde de Palermo, Antonio Candela, que coordena as operações de assistência aos imigrantes resgatados, explicou que 120 pessoas já estão em terra firme, entre elas 30 crianças, algumas com poucos meses, e duas mulheres grávidas.

Participam das operações de resgate a Guarda Litorânea italiana e a Guardia di Finanza, a polícia de fronteiras do país.

A prefeita da ilha, Giusi Nicolini, confirmou que entre os mortos estão duas crianças pequenas e uma mulher grávida, e informou que o número de vítimas deve ser maior “pois o mar está cheio de corpos”.

Giusi também informou à imprensa italiana que, entre os sobreviventes, as forças da ordem prenderam uma pessoa. Acredita-se que ele seja o traficante responsável pelo transporte ilegal.

Corpos das vítimas de naufrágio são vistos na costa de Lampedusa nesta quinta-feira (3) (Foto: Nino Randazzo/AP)Corpos das vítimas de naufrágio são vistos na costa de Lampedusa nesta quinta-feira (3) (Foto: Nino Randazzo/AP)

“Trata-se de uma tragédia imensa”, acrescentou Giusi, que explicou que os sobreviventes relataram que estavam há várias horas em alto-mar e que não conseguiram pedir ajuda, por isso decidiram acender uma chama para serem localizados.

A embarcação pegou fogo logo depois e muitos imigrantes tiveram que se lançar ao mar e, por fim, o barco virou, acrescentou a prefeita.

“É um horror. Não param de chegar barcos cheios de corpos. Os meios de comunicação têm que vir aqui para ver isso. É impressionante”, acrescentou a prefeita entre lágrimas enquanto falava por telefone com algumas emissoras de televisão.

O responsável da Agência de Saúde de Palermo, Antonio Candela, que coordena as operações de assistência aos imigrantes resgatados, informou que foram recuperadas 150 pessoas, entre elas dezenas de crianças, algumas com poucos meses de idade, e mulheres grávidas.

Candela explicou que as condições dos sobreviventes eram boas e que, apesar de alguns terem apresentado sintomas de hipotermia, ninguém precisou ser hospitalizado.

Participam das operações de resgate a Guarda Litorânea italiana e a Guardia di Finanza, a polícia de fronteiras do país, além de barcos pesqueiros e embarcações particulares.

Outros casos
Uma embarcação com 463 imigrantes ilegais chegou à ilha durante a última noite. Os imigrantes foram transferidos para um abrigo em Lampedusa, que ontem já tinha atingido sua capacidade máxima de 700 pessoas.

Trata-se de uma nova tragédia envolvendo a imigração nas últimas semanas, depois que 13 imigrantes ilegais morreram no dia 30 de setembro após terem sido obrigados pelos traficantes a saltar da embarcação na qual viajavam, mesmo sem saber nadar e com o mar agitado.

O grupo de 200 imigrantes foi obrigado a se jogar ao mar, a poucos metros da praia do Pisciotto na cidade de Scicli, na província de Ragusa, na Sicília.

No dia 10 de agosto, outros seis imigrantes ilegais, entre eles um menor, morreram ao tentar alcançar o litoral Sicília a nado, depois que o barco pesqueiro, no qual viajavam junto com vários imigrantes da Síria e do Egito, encalhou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Dezenas de imigrantes morrem após barco naufragar no sul da Itália

Sobreviventes de naufrágio na costa de Lampedusa são resgatados (Foto: Nino Randazzo/ASP press office/Reuters)Sobreviventes de naufrágio na costa de Lampedusa são resgatados (Foto: Nino Randazzo/ASP press office/Reuters)Mapa naufrágio lampedusa (Foto: Arte/G1)

Dezenas de imigrantes ilegais morreram nesta quinta-feira (3) após o naufrágio da embarcação em que viajavam, em sua tentativa de chegar à ilha de Lampedusa, no sul da Itália.

Segundo as agências France Presse e EFE, 93 pessoas morreram. As agências citam o vice-primeiro ministro e ministro do Interior do país, Angelino Alfano, que acrescentou que 151 pessoas foram resgatadas vivas.

A Associated Press fala em 78 mortos e a Reuters em 94.

Ainda estão em curso os trabalhos de retirada das vítimas, explicou a prefeita da ilha italiana, Giusi Nicolini. A Guarda Costeira informou que cerca de 200 pessoas ainda estão desaparecidas.

No Twitter, o Papa Francisco pediu orações pelas vítimas da tragédia. “Rezemos pelas vítimas do trágico naufrágio na costa de Lampedusa”, disse o pontífice.

De acordo com a primeira reconstituição dos fatos, a embarcação virou em frente a “Isola dei Conigli”, uma ilhota que pertence a Lampedusa, e tinha a bordo cerca de 500 imigrantes, inclusive mulheres e crianças.

As vítimas explicaram que são da Eritréia e da Somália e que zarparam do litoral da Líbia.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para Imigrantes disseram que as vítimas podem ser da Eritréia e confirmou que elas teriam saído da Líbia.

Imigrantes morrem em naufrágio na Itália (Foto: AFP)Imigrantes morrem em naufrágio na Itália (Foto: AFP)

O chefe da Acnur, António Guterres, expressou sua consternação diante da tragédia. “Felicito pela rápida ação tomada à guarda litorânea italiana para salvar vidas. Ao mesmo tempo, estou consternado pelo fenômeno mundial crescente de emigrantes e pessoas que fogem de conflitos ou perseguições e que morrem no mar”, declarou Guterres em comunicado.

A Acnur expressou seu compromisso de colaborar com os países da região para dar assistência a estas pessoas que “arriscam suas vidas em viagens tão perigosas”.

O comissário extraordinário da Agência de Saúde de Palermo, Antonio Candela, que coordena as operações de assistência aos imigrantes resgatados, explicou que 120 pessoas já estão em terra firme, entre elas 30 crianças, algumas com poucos meses, e duas mulheres grávidas.

Participam das operações de resgate a Guarda Litorânea italiana e a Guardia di Finanza, a polícia de fronteiras do país.

A prefeita da ilha, Giusi Nicolini, confirmou que entre os mortos estão duas crianças pequenas e uma mulher grávida, e informou que o número de vítimas deve ser maior “pois o mar está cheio de corpos”.

Giusi também informou à imprensa italiana que, entre os sobreviventes, as forças da ordem prenderam uma pessoa. Acredita-se que ele seja o traficante responsável pelo transporte ilegal.

Corpos das vítimas de naufrágio são vistos na costa de Lampedusa nesta quinta-feira (3) (Foto: Nino Randazzo/AP)Corpos das vítimas de naufrágio são vistos na costa de Lampedusa nesta quinta-feira (3) (Foto: Nino Randazzo/AP)

“Trata-se de uma tragédia imensa”, acrescentou Giusi, que explicou que os sobreviventes relataram que estavam há várias horas em alto-mar e que não conseguiram pedir ajuda, por isso decidiram acender uma chama para serem localizados.

A embarcação pegou fogo logo depois e muitos imigrantes tiveram que se lançar ao mar e, por fim, o barco virou, acrescentou a prefeita.

“É um horror. Não param de chegar barcos cheios de corpos. Os meios de comunicação têm que vir aqui para ver isso. É impressionante”, acrescentou a prefeita entre lágrimas enquanto falava por telefone com algumas emissoras de televisão.

O responsável da Agência de Saúde de Palermo, Antonio Candela, que coordena as operações de assistência aos imigrantes resgatados, informou que foram recuperadas 150 pessoas, entre elas dezenas de crianças, algumas com poucos meses de idade, e mulheres grávidas.

Candela explicou que as condições dos sobreviventes eram boas e que, apesar de alguns terem apresentado sintomas de hipotermia, ninguém precisou ser hospitalizado.

Participam das operações de resgate a Guarda Litorânea italiana e a Guardia di Finanza, a polícia de fronteiras do país, além de barcos pesqueiros e embarcações particulares.

Outros casos
Uma embarcação com 463 imigrantes ilegais chegou à ilha durante a última noite. Os imigrantes foram transferidos para um abrigo em Lampedusa, que ontem já tinha atingido sua capacidade máxima de 700 pessoas.

Trata-se de uma nova tragédia envolvendo a imigração nas últimas semanas, depois que 13 imigrantes ilegais morreram no dia 30 de setembro após terem sido obrigados pelos traficantes a saltar da embarcação na qual viajavam, mesmo sem saber nadar e com o mar agitado.

O grupo de 200 imigrantes foi obrigado a se jogar ao mar, a poucos metros da praia do Pisciotto na cidade de Scicli, na província de Ragusa, na Sicília.

No dia 10 de agosto, outros seis imigrantes ilegais, entre eles um menor, morreram ao tentar alcançar o litoral Sicília a nado, depois que o barco pesqueiro, no qual viajavam junto com vários imigrantes da Síria e do Egito, encalhou.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2013 em Brasil

 

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Papa defende direitos de imigrantes e denuncia ‘trabalho escravo’

Papa Francisco durante missa em Cagliari neste domingo (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)Papa Francisco durante missa em Cagliari neste
domingo (22) (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)

O papa Francisco pediu nesta terça-feira (24) que os países acolham e respeitem os refugiados, sem tratá-los como “peões no tabuleiro de xadrez da humanidade”, em carta enviada a instituições governamentais e internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). A mensagem teve como mote o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados.

Francisco, que faz da defesa dos pobres e vulneráveis a principal marca do seu pontificado, disse que precisa haver uma mudança de atitude por parte dos países que recebem pessoas de outras origens. “Os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade. […] São crianças, mulheres e homens que deixam ou são forçados a deixar suas casas por várias razões, que partilham de um desejo legítimo de saberem e terem, mas acima de tudo de serem mais.”

O papa também repetiu sua condenação ao “trabalho escravo” e ao tráfico humano, ampliando sua crítica à “cultura descartável” – termo que ele tem usado para descrever uma sociedade em que os improdutivos, como os idosos, são negligenciados como objetos que perderam a utilidade.

O papa, descendente de italianos que migraram para a Argentina no começo do século 20, defendeu a “eliminação de preconceitos e pressuposições” a respeito da migração. “Não de forma infrequente, a chegada de imigrantes, pessoas desalojadas, candidatos a asilo e refugiados dá margem a suspeita e hostilidade. Há um temor de que a sociedade se torne menos segura, que a identidade e a cultura se percam, que a concorrência por empregos se torne mais forte, e que mesmo a atividade criminal aumente.”

Na mensagem, Francisco recriminou empresas que exploram imigrantes e refugiados, muitos deles trabalhando em troca de baixos salários diários em lavouras e fábricas clandestinas da Itália e outros lugares da Europa.

“Particularmente perturbadoras são essas situações em que a migração é não só involuntária, como na verdade acionada por várias formas de tráfico humano e escravização. Hoje em dia, ‘trabalho escravo’ é uma moeda comum”, afirmou o papa.

Em julho, na sua primeira viagem para fora de Roma desde a eleição como papa, ocorrida em março, Francisco foi à ilha de Lampedusa, no sul da Itália, para chamar a atenção do drama de milhares de refugiados e migrantes que desembarcam por lá todos os anos.

“Uma mudança de atitude com relação aos migrantes e refugiados é necessária por parte de todos, afastando-nos das atitudes de defesa e medo, indiferença e marginalização – todas típicas de uma cultura descartável -, no sentido de atitudes baseadas em uma cultura do encontro, a única cultura capaz de construir um mundo melhor, mais justo e fraterno”, disse o pontífice na mensagem.

“O desenvolvimento não pode ser reduzido só ao crescimento econômico, muitas vezes obtido sem um pensamento pelos pobres e vulneráveis.”

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2013 em Brasil

 

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Mulher síria dá à luz em barco de imigrantes na Sicília

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Uma mulher síria deu à luz em um barco com 191 imigrantes, socorrido diante das costas da Sicília, informaram as autoridades italianas.

“Encontramos um bebê com o cordão umbilical ainda unido”, afirmou o comandante da Guarda Costeira no porto de Siracusa (Sicília), Luca Sancilio, falando ao canal SkyTG24.

A mulher e seu filho, que foram levados para um hospital, se encontram em bom estado de saúde.

A Guarda Costeira estimou que o bebê deve ter quatro dias de vida, por isso nasceu durante a viagem de oito dias até as costas sicilianas.

A embarcação, escoltada até o porto, também tinha 48 crianças a bordo.

Milhares de imigrantes chegaram durante as as últimas semanas à Sicília, em sua maioria provenientes do Egito e da Síria.

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Publicado por em 29 de agosto de 2013 em Brasil

 

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