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Falta de comida ameaça ave símbolo das Ilhas Galápagos, aponta estudo

Exemplar da ave patola-de-pés-azuis, que habita ilhas do Pacífico, principalmente na região da América tropical (Foto: Marc Figueras/Wikimedia Commons)Exemplar da ave patola-de-pés-azuis, que habita ilhas do Pacífico, principalmente na região da América tropical (Foto: Marc Figueras/Wikimedia Commons)

Uma das aves emblemáticas das ilhas Galápagos, a patola-de-pés-azuis, enfrenta uma incomum redução de sua população devido à escassez de alimento, revelou um estudo científico apoiado pelas autoridades do arquipélago localizado no Equador.

“Estamos extremamente preocupados com o que está acontecendo com esta população”, afirma Víctor Carrión, diretor de Ecossistemas do Parque Nacional de Galápagos (PNG), localizado a 1.000 km da costa equatoriana.

Pesquisa conduzida pelo biólogo americano Dave Anderson, publicado na revista especializada “Avian Conservation & Ecology”, que teve trechos reproduzidos pelo jornal “El Comercio de Quito”, emitiu alerta sobre as patolas-de-pés-azuis.

Esta ave silvestre e endêmica das ilhas Galápagos, Patrimônio Natural da Humanidade, está em risco devido à redução de indivíduos de sua espécie, advertida por autoridades do PNG e documentada na pesquisa.

Onde está minha sardinha?
Segundo as pistas que os especialistas seguiram, a redução pode estar diretamente relacionada com a e

“A pesca predatória no norte do Peru, de onde as correntes arrastam a fonte de alimento para as patolas, poderia ser uma razão para a diminuição da população”, afirmou Carrión por telefone.

Os responsáveis pelo estudo calculam que a população desta espécie alcançasse em 2012 os 6.400 exemplares adultos contra 20.000 indivíduos adultos contabilizados em 1960.

No entanto, explicou Carrión, os dados mais recentes não podem se comparar com os de décadas atrás pela diferença de método, se são um sinal inequívoco de que algo preocupante está acontecendo com as patolas-de-pés-azuis, cuja imagem ilustra os postais do arquipélago equatoriano, berço da Teoria da Evolução.

As patolas-de-pés-azuis não são aves migratórias, embora em 1982 e 1998 tenham sido forçadas a deixar seu território devido à escassez de alimento causada pelo El Niño, um fenômeno climático caracterizado pelo aumento das temperaturas no oceano Pacífico, fortes chuvas e debilitação dos ventos.

A partir da pesquisa chefiada por Anderson, as autoridades do PNG decidiram monitorar periodicamente a população de patolas-de-pés-azuis e suas áreas de reprodução para determinar se a redução está vinculada a causas temporárias ou permanentes, segundo Carrión.

A ave emblemática de Galápagos é considerada como ‘uma espécie de preocupação’ pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que elabora a lista vermelha dos animais ameaçados de extinção.

O diretor de Ecossistemas do PNG confia em que a situação pode ser revertida através de medidas de proteção que evitem a inclusão da patola-de-pés-azuis na lista vermelha.

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Publicado por em 2 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Ilhas Marshall divulgam fotos do barco do náufrago salvadorenho

Ilhas Marshall divulgam fotos do barco do náufrago salvadorenho (Foto: Willing Kajidrik/AP)Ilhas Marshall divulgam fotos do barco do náufrago salvadorenho (Foto: Willing Kajidrik/AP)

A Guarda Costeira das Ilhas Marshall divulgou neste domingo (9) imagens do barco em que o náufrago salvadorenho José Salvador Alvarenga afirma ter passado 13 meses à deriva no Oceano Pacífico.

As imagens foram feitas em 3 de fevereiro, na costa, após ter sido rebocado depois do resgate de Alvarenga.

O barco de pesca tem 7 metros de comprimento.

Alvarenga seguia esperando neste domingo, recluso em um hotel e protegido por escoltas, poder voltar para casa.

O pescador, que foi arrastado até o remoto atol de Ebon há 11 dias e que afirma ter passado 13 meses à deriva no Oceano Pacífico depois de ter saído da costa do México para pescar tubarões, permanece em um hotel turístico da capital, Majuro, desde que na sexta-feira saiu do hospital por conta própria, embora ainda não tenha recebido alta oficial.

Desde então quase não foi visto em público e os responsáveis pelo hotel disseram que o acesso ao seu quarto está restrito por ordem do governo.

“O ministério dos Assuntos Exteriores nos deu instruções para dizer aos que o procurarem que, se quiserem falar com ele, devem solicitar ao ministério”, declarou a porta-voz do hotel, que confirmou ter recebido muitos telefonemas para o náufrago.

Nas raras vezes em que Alvarenga apareceu em público desde sexta-feira, estava cercado por um grupo de voluntários, que permanecem em seu quarto e o ajudam a cumprir seu desejo de não falar com a imprensa sobre sua odisseia no mar.

Fontes do hospital Majuro informaram que Alvarenga estava incomodado com o bombardeio de ligações ao centro hospitalar e que, por isso, quis ir para um hotel.

Em outra imagem, Alvarenga aparece comendo, a bordo do barco patrulha, logo após o resgate (Foto: Willing Kajidrik/AP)Em outra imagem, Alvarenga aparece comendo, a bordo do barco patrulha, logo após o resgate (Foto: Willing Kajidrik/AP)Ilhas Marshall divulgam fotos do barco do náufrago salvadorenho (Foto: Willing Kajidrik/AP)Ilhas Marshall divulgam fotos do barco do náufrago salvadorenho (Foto: Willing Kajidrik/AP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Náufrago salvadorenho telefona das Ilhas Marshall para sua família

Náufrago Jose Salvador Alvarenga, 37, após ter sido resgatado em um barco perto das Ilhas Marshall. (Foto: Gee Bing/Foreign Affairs Department The Marshall Islands/AP)Náufrago Jose Alvarenga, 37, após resgate.
(Foto: Gee Bing/Foreign Affairs Department
The Marshall Islands/AP)

O náufrago de El Salvador, que garante ter passado mais de um ano à deriva e que foi encontrado na semana passada em um remoto atol das Ilhas Marshall, falou nesta terça-feira (4) com sua família, segundo fontes do hospital em que foi internado.

José Salvador Alvarenga, 37, “falou com sua mãe e seu pai esta manhã e já recebeu alta do hospital” disse à Agência EFE Ron Mendoza, um dos médicos do Hospital de Majuro, a capital das Ilhas Marshall, ao explicar que o único problema do paciente são as enzimas do fígado que estão em um nível elevado, o que está relacionado com a inanição.

Alvarenga deve ter alta nesta terça e será transferido para um hotel para “ficar tranquilo” à espera de sua repatriação, comentou a fonte do hospital.

O náufrago, que inicialmente se acreditava ser de nacionalidade mexicana, é oriundo da cidade salvadorenha de Guarita Palmeira, e seu último lugar de residência era na costa azul do estado mexicano de Chiapas, de acordo com a Secretaria de Relações Exteriores do México.

O pescador aparentemente partiu do México no final de 2012 em uma expedição para pescar tubarões nas águas de El Salvador junto com um companheiro que provavelmente morreu há alguns meses em alto-mar.

Seu barco de sete metros foi arrastado no dia 30 de janeiro de 2014 até um recife perto de Ebon, um remoto atol das Ilhas Marshall, onde os aldeões o encontraram e tiveram problemas para se comunicar com ele, pois fala somente o espanhol.

As autoridades das Ilhas Marshall enviaram um navio até Ebon para levá-lo a Majuro.

Alvarenga contou que conseguiu sobreviver por tantos meses bebendo sangue de tartaruga, quando faltava água da chuva, e comendo quelônios, aves e peixes que capturava com as próprias mãos.

Fonte G1

 
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Publicado por em 4 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Náufrago resgatado nas Ilhas Marshall começa viagem de volta

Mapa náufrago méxico (Foto: Arte/G1)

O náufrago mexicano que afirmou ter passado vários meses à deriva no Oceano Pacífico até chegar a um pequeno atol nas Ilhas Marshall iniciou neste domingo (2) uma longa viagem de retorno a seu país.

José Iván, o nome com o qual se identificou, foi levado em uma lancha da Marinha local neste domingo do atol de Ebon, sul do arquipélago, para a capital Majuro, onde deve chegar na segunda-feira.

Em Majuro será submetido a exames médicos antes de iniciar os trâmites necessários para a repatriação.

‘Quero retornar ao México!’, disse José Iván por rádio à intérprete Magui Vaca em seu primeiro diálogo com uma pessoa que fala espanhol, depois de ter passado mais de um ano à deriva em uma pequena embarcação de fibra de vidro de 24 pés (quase sete metros) de comprimento, cujos motores perderam as hélices.

‘Me sinto mal. Estou longe. Não sei onde estou nem o que aconteceu’, disse à intérprete.

José Iván explicou que zarpou do México em 24 de dezembro de 2012 para pescar tubarões. O tempo que passou perdido em alto-mar seria de pouco mais de 13 meses, não os 16 que foram mencionados a princípio, depois que ele foi resgatado na quinta-feira.

Até o momento não estão claros os motivos da embarcação ter ficado tanto tempo à deriva nem como faleceu, há alguns meses, o homem que o acompanhava no barco.

Segundo a intérprete, José Iván está muito confuso e não sabe dizer o que aconteceu nos meses em que passou no oceano.

‘Ele está um pouco desesperado e quer voltar ao México, mas não sabe como’, disse a intérprete.

Quando dois habitantes do atol de Ebon o resgataram do mar, na quinta-feira, ele usava apenas uma cueca feita com um pedaço de pano, tinha o cabelo muito comprido e barba abundante. Além disso, não conseguia caminhar sem ajuda.

O náufrago explicou por meio de desenhos que sobreviveu comendo tartarugas, aves e peixes que pescava com as mãos. Também mostrou que bebia sangue de tartaruga quando não chovia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Rãs minúsculas das Ilhas Seychelles ‘ouvem’ pela boca, revela estudo

Rã da espécie 'Sooglossus gardneri' (Foto: HO/CNRS/AFP)Rã da espécie ‘Sooglossus gardneri’ ‘ouve’ pela boca, aponta novo estudo (Foto: HO/CNRS/AFP)

Algumas das menores rãs tropicais do mundo não têm ouvido médio nem tímpano, mas são capazes de “ouvir” pela boca, afirmaram cientistas nesta segunda-feira (2). A maioria das rãs tem ouvido médio, parte do aparelho auditivo que inclui o tímpano e pequenos ossos na parte externa da cabeça. Os tímpanos então vibram quando percebem ondas sonoras, reenviando essas vibrações ao ouvido interno e depois ao cérebro.

Esse, porém, não é o caso das minúsculas rãs Gardiner (Sooglossus gardneri), que vivem nas florestas tropicais das Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, e medem apenas 1 cm de comprimento, destacou o estudo, publicado na revista “Proceedings of the Natural Academy of Sciences” (PNAS), da Academia Americana de Ciências.

Os pesquisadores pensavam que essas rãs fossem surdas, até que as expuseram a gravações do coaxar de outras espécies. Durante as experiências, os cientistas perceberam que os machos Gardiner respondiam, o que demonstrou que conseguiam ouvir.

Radiografias também evidenciaram que nem os pulmões, nem os músculos desses anfíbios os ajudavam a transmitir sons a seus ouvidos internos. Apesar disso, os autores descobriram que a boca deles age como um “amplificador” das frequências dos sons emitidos. Esse sistema é estimulado por pequenas membranas localizadas entre a boca e o ouvido interno.

“A combinação da cavidade bucal e a condução óssea permite que as rãs Gardiner percebam sons de forma eficaz, sem usar o tímpano do ouvido médio”, explicou Renaud Boistel, da Universidade de Poitiers e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS, na sigla em francês).

“Demonstramos que a presença de ouvido médio não é uma condição necessária para a audição terrestre, apesar de ser a solução mais versátil para a vida na Terra”, destacou o autor.

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Rãs minúsculas das Ilhas Seychelles ‘ouvem’ pela boca, revela estudo

Rã da espécie 'Sooglossus gardneri' (Foto: HO/CNRS/AFP)Rã da espécie ‘Sooglossus gardneri’ ‘ouve’ pela boca, aponta novo estudo (Foto: HO/CNRS/AFP)

Algumas das menores rãs tropicais do mundo não têm ouvido médio nem tímpano, mas são capazes de “ouvir” pela boca, afirmaram cientistas nesta segunda-feira (2). A maioria das rãs tem ouvido médio, parte do aparelho auditivo que inclui o tímpano e pequenos ossos na parte externa da cabeça. Os tímpanos então vibram quando percebem ondas sonoras, reenviando essas vibrações ao ouvido interno e depois ao cérebro.

Esse, porém, não é o caso das minúsculas rãs Gardiner (Sooglossus gardneri), que vivem nas florestas tropicais das Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, e medem apenas 1 cm de comprimento, destacou o estudo, publicado na revista “Proceedings of the Natural Academy of Sciences” (PNAS), da Academia Americana de Ciências.

Os pesquisadores pensavam que essas rãs fossem surdas, até que as expuseram a gravações do coaxar de outras espécies. Durante as experiências, os cientistas perceberam que os machos Gardiner respondiam, o que demonstrou que conseguiam ouvir.

Radiografias também evidenciaram que nem os pulmões, nem os músculos desses anfíbios os ajudavam a transmitir sons a seus ouvidos internos. Apesar disso, os autores descobriram que a boca deles age como um “amplificador” das frequências dos sons emitidos. Esse sistema é estimulado por pequenas membranas localizadas entre a boca e o ouvido interno.

“A combinação da cavidade bucal e a condução óssea permite que as rãs Gardiner percebam sons de forma eficaz, sem usar o tímpano do ouvido médio”, explicou Renaud Boistel, da Universidade de Poitiers e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS, na sigla em francês).

“Demonstramos que a presença de ouvido médio não é uma condição necessária para a audição terrestre, apesar de ser a solução mais versátil para a vida na Terra”, destacou o autor.

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Estudo analisa quase 18 mil ilhas no mundo com mais de 1 km² de área

Îles de Salut (Ilhas da Salvação), na Guiana Francesa (Foto: Image courtesy of Patrick Weigelt/PNAS)Îles de Salut (Ilhas da Salvação), na Guiana Francesa (Foto: Image courtesy of Patrick Weigelt/PNAS)

Pesquisadores alemães e americanos analisaram os dados climáticos e ecológicos de 17.883 ilhas marinhas em todo o mundo, que juntas representam pouco mais de 5% de toda a área terrestre e são o lar de muitas espécies endêmicas (restritas a essas regiões).

Os resultados do estudo foram publicados na edição desta segunda-feira (2) da revista “Proceedings of the Natural Academy of Sciences” (PNAS).

Segundo os autores, o objetivo é que sejam feitos esforços de conservação e pesquisas de distribuição de espécies e ecossistemas, na tentativa de reduzir o impacto das mudanças climáticas, das perdas de habitat e das invasões de animais e plantas exóticos.

O pesquisador Holger Kreft e colegas da Universidade de Göttingen, na Alemanha – em parceria com a Universidade Yale, nos EUA – padronizaram um conjunto de dados (como temperatura, chuva, sazonalidade, altitude, interações ambientais, isolamento e histórico local) em porções de terra com área superior a 1 km².

Ao todo, 65% das ilhas analisadas são tropicais, mas a maioria apresenta clima úmido e ameno – climas desérticos se mostraram raros. Muitas também concentram florestas temperadas, um dos ecossistemas mais raros da Terra, segundo os pesquisadores.

Ao reunir as informações e compará-las, os cientistas viram que a riqueza de espécies nativas era maior no Sudeste Asiático, no Caribe e no Mediterrâneo. As ilhas Galápagos, Canárias e do Havaí são outros grandes exemplos de biodiversidade. Já as ilhas oceânicas reúnem a menor variedade encontrada na pesquisa.

De acordo com os autores, as ilhas são lugares únicos para estudar teorias de ecologia e evolução, o que reforça ainda mais a necessidade de protegê-las.

Ilhas pelo mundo (Foto: PNAS/Divulgação)

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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