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Dupla faz sexo em gramado de igreja e choca convidados de casamento

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Uma dupla de meia-idade chocou convidados de um casamento em Salt Lake City, capital do estado de Utah (EUA), ao realizarem atos sexuais no gramado da igreja onde era realizada a cerimônia.

 Wilson Benally e Sandra Kruser foram presos ao fazerem sexo em frente a igreja durante casamento nos EUA (Foto: Divulgação/Salt Lake City Police Department) Wilson Benally e Sandra Kruser foram presos ao fazerem sexo em frente a igreja durante casamento nos EUA (Foto: Divulgação/Salt Lake City Police Department)

Por volta das 18h, a polícia foi chamada por um convidado da festa ao observar a cena bizarra que ocorria perto da igreja e que ambos os envolvidos não eram conhecidos dos noivos, de acordo com o site “The Smoking Gun”.

Quando o oficial chegou ao local, viu Wilson Benally, de 56 anos, e Sandra Kruser, de 60 anos, deitados na grama e mantendo relações sexuais aparentemente embriagados, sem se preocuparem com os olhares curiosos (e horrorizados) do público.

O policiais precisou separar o casal a força, já que ambos ignoraram as ordens para que interrompessem o ato imediatamente. Em seguida, ambos foram presos em flagrante por atentado ao pudor e embriaguez pública, além de uma acusação de invasão de propriedade.

Sandra Kruser teve fiança estabelecida em R$ 4.659 enquanto que Wilson ficou com a fiança estipulada em R$ 5.148. O senhor já havia sido preso 102 vezes nessa mesma cadeia, enquanto que sua companheira já foi detida em outras 15 ocasiões diferentes.

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Publicado por em 10 de maio de 2014 em Tecnologia

 

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Cardeais que estudam reforma da Igreja concluirão trabalhos em 2015

O grupo de oito cardeais nomeado pelo Papa Francisco para assessorá-lo na reforma do governo central da Igreja Católica irá concluir seus trabalhos em 2015, indicou nesta terça-feira (23) o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

“O trabalho a ser feito ainda é muito, mas, provavelmente, estará concluído em 2015”, garantiu.

Os cardeais participam desde segunda-feira (28) da quarta rodada de reuniões com o pontífice, a fim de estabelecer os eixos para uma profunda reforma da Cúria Romana, abalada por uma série de escândalos nos últimos anos.

O Papa se reunirá pela primeira vez no dia 2 de maio com a comissão que dirige a nova Secretaria de Economia, que é responsável por todas as atividades econômicas da Santa Sé.

O comitê é composto por quinze membros, oito cardeais e sete leigos, e é responsável por elaborar orientações a serem seguidas pela secretaria.

Esse órgão deve garantir a credibilidade e a transparência da Igreja.

Lombardi informou ainda que a próxima reunião do ‘G8’ está marcada para acontecer entre os dias 1 e 4 de julho.

O chamado “G8” é formado por cardeais dos cinco continentes e coordenado pelo hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa.

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Publicado por em 30 de abril de 2014 em Brasil

 

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Atentado a igreja cristã no Quênia deixa mortos e feridos

Pelo menos duas pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas neste domingo (23) após um atentado contra uma igreja na cidade de Mombaça, no litoral do Quênia, informou a emissora local ‘Capital FM’.

Um grupo de homens armados invadiu a igreja cristã “Joy Jesus Church” e abriu fogo contra os fiéis que participavam da missa de domingo.

Militantes do grupo terrorista islâmico Al Shabab cometeram nos últimos meses vários ataques similares em Nairóbi, Mombaça e em cidades próximas a fronteira do Quênia com a Somália.

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de março de 2014 em Brasil

 

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Análise: Papa ainda tem desafio de quebrar resistências dentro da Igreja

Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013. (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Em Roma, como enviado especial da GloboNews para a cobertura do conclave convocado pelo próprio Papa Bento XVI, foi possível acompanhar uma série de acontecimentos inéditos no Vaticano, que teve início com a decisão de Ratzinger em renunciar ao seu pontificado. Isso não ocorria há seis séculos.

Tão surpreendente quanto a renúncia, foi também a escolha pelos purpurados que se reuniram na Capela Sistina naqueles dias de muito frio e chuva: depois de cinco escrutínios, foi eleito o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, o primeiro papa jesuíta e o primeiro papa Francisco da história da Igreja.

O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para as mudanças que ele não havia conseguido fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.

Ao longo do primeiro ano de pontificado, Francisco promoveu profundas transformações dentro e fora dos muros do Vaticano. Em poucos meses, o novo Papa tirou a Igreja da agenda negativa em que vivia: disputa de poder na Cúria Romana, suspeitas de fraude no Banco do Vaticano, vazamento de documentos secretos e escândalos de pedofilia, entre outros problemas. Com seu estilo simples e pastoral, Francisco conquistou as massas, aumentou a frequência nas igrejas e deu novo vigor aos fiéis.

Recentemente, ouvi do cardeal de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, uma observação que me chamou atenção para definir o pontificado de Francisco: “As pessoas no tempo do Papa João Paulo II iam à Roma para ver o Papa. No tempo do papa Bento XVI, as pessoas iam para escutar o Papa Bento. E agora as pessoas estão indo à Roma para tocar no Papa Francisco.”

Também começo a perceber esse sentimento em relação ao Papa Francisco. Isso ficou claro na cobertura jornalística da primeira grande aparição internacional do novo papa, no Rio de Janeiro, em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude.

Os olhos do mundo estavam em cada gesto e reação de Francisco. E foi durante a visita ao Brasil que o papa concedeu a primeira entrevista exclusiva, que foi ao ar pela Globonews e pelo Fantástico, da Rede Globo (ver vídeo acima).

Na longa conversa que tive com o Papa, ele antecipou as principais diretrizes do pontificado: condenou o luxo e pregou uma Igreja mais simples e acolhedora. “Para mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe. E nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe… dá carinho, toca, beija, ama”, disse o Papa Francisco, numa síntese do seu pensamento.

Em outra longa entrevista, Francisco aprofundou o tema com novos recados para a Igreja. Foram três encontros com o jesuíta italiano Antonio Spadaro. O resultado dessa conversa foi publicado em setembro, na revista “La Civiltà Cattolica”. O texto mostra que Bergoglio não tocará na doutrina da Igreja Católica. Mas sinaliza para uma significativa mudança de tom na Santa Sé. O Papa ressalta que a Igreja não pode ser obcecada por temas morais como a condenação ao aborto, à contracepção e ao casamento entre homossexuais.

Contra o retrato de Super-Homem
A necessidade de mudança não se refletiu apenas no tom, mas também nas ações do novo Papa. Em pouco tempo, Francisco substituiu os titulares de cargos estratégicos na Cúria Romana. Na Congregação do Clero, saiu o cardeal conservador Mauro Piacenza e entrou o cardeal Beniamino Stella. Para a Secretaria de Estado, o papa substituiu o ex-poderoso cardeal Tarcisio Bertone pelo cardeal Pietro Parolin.

Para aprofundar o processo de reforma da Cúria, o governo da Igreja Católica, o Papa Francisco acionou o G-8, como é conhecido o conselho de oito cardeais. Um dos primeiros resultados dos encontros foi a criação de uma comissão para proteger os menores vítimas de abusos sexuais e combater os casos de pedofilia no clero.

Recentemente, ao fazer um balanço de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tirou a Igreja das cordas sobre esse tema, ao afirmar em entrevista ao jornal italiano  “Corriere della Sera” que “ninguém tem feito mais na luta contra a pedofilia do que a Igreja Católica, que talvez seja a única instituição pública que atua com transparência e responsabilidade (sobre o assunto)”.

Nesse balanço de seu primeiro ano como Pontífice, Francisco contou ainda que não gosta da “mitologia” criada em torno dele e que considerou ofensivo um Papa ser retratado como um Super-Homem.

Além de levar a vida com extrema simplicidade, Francisco começou a cobrar o exemplo por parte dos integrantes da cúpula da Igreja. Numa decisão surpreendente, determinou o afastamento do bispo alemão Tebartz-Van Elst. Conhecido como “bispo de luxo” por gastar cerca de 35 milhões de euros em uma casa paroquial, ele foi obrigado a deixar a diocese por um período indeterminado.

Em outra atitude inédita, o Papa determinou que fosse enviado às paróquias de todo o mundo um amplo questionário para a preparação da Assembléia de Bispos, o sínodo sobre a família. O questionário de 38 perguntas aborda de forma direta temas-tabu, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homossexuais e o divórcio.

Contra a redução de católicos
Em apenas um ano, a Igreja avançou em relação ao seu maior desafio atual: estancar a queda no número de católicos praticantes. Algumas pesquisas já apontam esse fenômeno na Europa. O “efeito Francisco” também chegou às redes sociais. Quando assumiu, a conta do Papa no Twitter tinha 2 milhões de seguidores. No fim de outubro, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores  – um salto de 400% em sete meses.

Em dezembro, Francisco foi eleito a personalidade do ano pela revista norte-americana “Time”, que ressaltou que o Papa se tornou a voz da consciência e que poucas vezes, um novo ator no cenário mundial captou tanta atenção de maneira tão rápida como fez Francisco.

Mas se de um lado Francisco teve sucesso na estratégia de atrair mais fiéis para a Igreja, por outro, já começa a enfrentar reação de setores mais conservadores, incomodados com as mudanças.

O vaticanista espanhol Juan Arias, do jornal “El País”, registrou em artigo que o Papa levantou o debate sobre a situação dos divorciados na Igreja. Mas que, em seguida, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ludwing Müller, afirmou em artigo no jornal “Observatório Romano” que não se pode mudar a doutrina católica para readmitir os descasados nos sacramentos. O gesto foi interpretado como uma referencia indireta à posição do Papa. O cardeal Marx, arcebispo de Munique, reagiu e afirmou que Müller não poderia impedir a discussão sobre a comunhão aos divorciados.

Fora da Igreja, também há críticas, como a dos integrantes do Tea Party, grupo americano de extrema direita do Partido Republicano, que chamou Francisco de marxista. O próprio Papa, em entrevista ao jornal italiano “La Stampa”, afirmou não se sentir ofendido em ser chamado de marxista. E defendeu a doutrina social da igreja.

Reforma da Cúria
No primeiro documento escrito exclusivamente pelo novo Papa, Francisco apresentou o plano da maior reforma feita no Vaticano em pelo menos meio século ao propor a descentralização da Igreja. Na Exortação Apostólica intitulada “A Alegria do Evangelho”, Francisco diz preferir uma Igreja ferida e suja, porque esteve nas ruas, a uma Igreja doente por estar confinada e agarrada à sua própria segurança.

Ele condenou o que define como a “globalização da indiferença” e reafirmou a “opção preferencial pelos pobres”. Ao destinar uma parte importante de seu texto à situação mundial, ele criticou o modelo econômico atual.

Em janeiro, o anúncio da primeira lista de criação de cardeais de Francisco foi um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado. Dos 16 purpurados com menos de 80 anos, e que, portanto, podem votar num conclave, apenas quatro ocupam cargos na Cúria Romana e 12 são titulares de arquidioceses espalhadas pelo Mundo.

A nomeação mais surpreendente foi a do monsenhor Chibly Langlois, bispo de Les Cayes: o primeiro cardeal do Haiti. Um forte sinal de que Francisco deve usar o título de cardeal para fortalecer a posição de prelados da Igreja em países periféricos e que enfrentam dificuldades políticas e socais.

Para a América Latina, além do Haiti, o Papa Francisco fez questão de indicar com as primeiras nomeações prelados próximos e de sua confiança, como dom Orani Tempesta, no Rio, e o sucessor dele em Buenos Aires, o arcebispo Mario Aurelio Poli.

Nessa primeira lista, chama atenção a ausência da nomeação de cardeais de sedes tradicionais, como a do patriarcado de Veneza ou do arcebispado de Turim. Ao invés de favorecer nomes da Cúria e da Itália, Francisco aprofundou a estratégia de universalização da Igreja.

Um destaque especial para a lista foi a nomeação de Loris Capovilla, de 98 anos, que foi secretário do Papa João XXIII. Apesar de não poder votar num conclave por causa da idade, a escolha de Capovilla foi uma homenagem e um símbolo de que Francisco quer resgatar a importância do pontificado de João XXIII, responsável por convocar o Concílio Vaticano II.

Esse, talvez, será o grande desafio de Francisco para os próximos anos: abrir caminhos e quebrar resistências em todos os níveis da Igreja Católica para conseguir implementar suas mudanças e retomar o concílio. Para um observador distante, os passos de Francisco podem ser lentos. Mas para os padrões da Santa Sé, a velocidade dessas transformações em tão pouco tempo é algo sem precedentes nas últimas décadas.

Mesmo assim, já é consenso dentro dos muros do Vaticano que muitas das mudanças sugeridas só devem ser adotadas nos futuros pontificados. Afinal, esse é o tempo da Igreja.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Moderado, Papa deve trabalhar mais para mudar Igreja, dizem especialistas

selo infográfico do papa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Um Papa moderado, mas progressista em comparação com os anteriores. Tenta mudar a imagem de uma Igreja Católica tradicionalista, mas deixa em banho-maria temas espinhosos, como a punição para sacerdotes envolvidos com pedofilia ou a qualificação moral do casamento gay – apesar de ligeiros avanços nesses assuntos.

Essa é a visão que especialistas ouvidos pelo G1 têm sobre Jorge Mario Bergoglio, o argentino que completa nesta quinta (13) um ano sob a alcunha de Francisco e herdou o desafio de liderar mais de 1 bilhão de católicos após a renúncia de Bento XVI, atual Papa Emérito.

Logo nos primeiros dias de seu pontificado, Francisco imprimiu sua marca pessoal ao papado. Como jesuíta e adepto ao voto de pobreza, recusou aposentos luxuosos no Vaticano, assim como roupas extravagantes, assumiu seu lado latino ao sinalizar que queria ficar mais perto dos fiéis e dos pobres, e que o restante do clero tinha que fazer o mesmo.

Nos últimos 12 meses, o pontífice tem apresentado seu cartão de visitas ao mundo no intuito de divulgar mais a religião católica e arrebanhar público. Mas, segundo especialistas, ainda terá de arregaçar mais as mangas para sacudir a instituição milenar.

Infográfico feito pelo G1 mostra os principais assuntos abordados pelo Papa ao longo do primeiro ano da gestão de Francisco (veja clicando na imagem acima).

A seguir, saiba os temas que o Papa tratou nos últimos 12 meses, segundo especialistas.

1 – Pedofilia na Igreja
2 – União homossexual
3 – Reforma da Cúria e do Banco do Vaticano
4 – Legalização das drogas
5 – Defesa da vida
6 – Intervenção da Santa Sé no cenário internacional
7 – Papa progressista ou conservador?

Papa Francisco em diferentes momentos ao longo do primeiro ano de seu pontificado: com cocar indígena, em visita ao Rio de Janeiro; com criança vestida de Papa, no Vaticano; com a presidente Dilma Rousseff; e atendendo confissão durante sua primeira visita oficial como Papa, feita ao Brasil em 2013 (Foto: Danilo Verpa/Folhapress; L'Osservatore Romano/AP; Roberto Stuckert Filho/PR; L'Osservatore Romano/Reuters)Papa Francisco em diferentes momentos ao longo do
primeiro ano de seu pontificado: com cocar indígena,
em visita ao Rio de Janeiro; com criança vestida de
Papa, no Vaticano; com a presidente Dilma Rousseff;
atendendo confissão no Brasil em 2013
(Fotos: DaniloVerpa/Folhapress; L’Osservatore
Romano/AP; Roberto Stuckert Filho/PR;
L’Osservatore Romano/Reuters)

1 – Pedofilia na Igreja
Meses após tomar posse, em julho de 2013, Francisco aprovou decreto que endureceu as sanções penais a quem cometer abusos contra menores na Santa Sé e na Cúria, além de reformar o código penal do Estado da Cidade do Vaticano. Em dezembro passado, o Vaticano criou comissão para proteger vítimas e combater os casos de pedofilia.

Segundo Eulálio Figueira, doutor em religião pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Francisco tem dado declarações “seguindo na direção de condenar tais atos para que aqueles que os cometam sejam julgados ao abrigo das leis civis dos países”.

No entanto relatório do Comitê da Organização das Nações Unidas para os Direitos da Infância sugeriu que a Igreja Católica deveria “afastar imediatamente” todos os clérigos suspeitos e denunciá-los às autoridades civis, para que possam ser responsabilizados.

Apesar do Vaticano alegar que enfrenta os casos de pedofilia com transparência, para o historiador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Leandro Karnal, “a política de acobertamento criada por João Paulo II e Bento XVI não sofreu uma guinada total”. Segundo ele, as declarações sobre o combate à pedofilia são fracas e há dúvidas de que a Igreja Católica vá se submeter a Justiça comum. “A tradição histórica é de não fazê-lo”, disse.

2 – União homossexual
Em julho, ao retornar do Brasil após participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Francisco declarou em entrevista que os gays não podem ser marginalizados e devem ser integrados à sociedade. “Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la”, disse o Papa.

À época, o Vaticano frisou que as palavras do Papa não mudavam a posição da Igreja Católica, de que as tendências homossexuais não são pecaminosas, mas sim os atos.

Segundo Brenda Carranza, cientista social e professora da PUC-Campinas, a postura do pontífice de “não julgamento e sim de acolhida” traçou o tom com que ele iria “lidar com temas escabrosos no interior da Igreja”. Mas, para o padre Jesus Hortal, ex-reitor da PUC do Rio de Janeiro, Francisco “não acenou, em nenhum momento, com mudanças na qualificação moral da conduta homossexual”, disse.

3 – Reforma da Cúria e do Banco do Vaticano
O novo Papa determinou a criação de um conselho de cardeais apelidado G8 para estudar um projeto de revisão da constituição apostólica da Cúria Romana e instalou comissão para fiscalizar o Banco do Vaticano – e evitar novos escândalos envolvendo lavagem de dinheiro e empréstimos duvidosos, que causaram constrangimentos à Igreja Católica.

Além disso, lançou consulta global sobre a evolução da família moderna, com um questionário que abordará assuntos sensíveis como divórcio, casamento homossexual e adoção de crianças por esses casais.

Entre seus atos mais recentes está a nomeação de arcebispos de várias partes do mundo (e não apenas da Itália ou ligados à Cúria) como cardeais, um sinal de diversificação da Igreja.

Segundo Leandro Karnal, Francisco tem gosto por assuntos administrativos e interfere neles, o que, de acordo com o historiador, foi deixado de lado pelos Papas anteriores, que permitiam que o Vaticano “fosse entregue ao segundo escalão”. “A Cúria Romana é a mesma há muito tempo. Corre o risco desta ser a maior mudança de Francisco”, explicou.

4 – Legalização das drogas
Em discurso proferido no Rio, em um hospital para dependentes químicos, Francisco criticou países latino-americanos que discutiam a descriminalização das drogas. Segundo ele, “não é deixando livre o uso das drogas que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química”. A declaração causou polêmica.

De acordo com Brenda Carranza, o pontífice não quer “atribuir uma defesa ou recusa da legalização das drogas e sim denunciar a violência pessoal e estrutural que elas trazem”.

5 – Defesa da vida
Francisco se declara contrário à eutanásia, ao aborto e ao uso de contraceptivos (como camisinhas, incluindo como forma de prevenção à Aids, e pílula anticoncepcional), conforme prega a doutrina da Igreja Católica. “Ele defende a vida desde sua concepção, até a morte natural”, diz o padre Jesus Hortal. O que mudou, segundo Karnal, é que o pontífice “recomendou mais atenção aos temas, mais ênfase”.

 6 – Intervenção da Santa Sé no cenário internacional
Ao emitir opinião sobre o conflito na Ucrânia, a guerra na Síria e lembrar os imigrantes ilegais que morreram em naufrágios próximos a Lampedusa, na Itália, em travessias rumo à Europa, Francisco quer tornar o Vaticano uma referência maior para o mundo. “Ele quer mostrar que a Igreja Católica não deve ser mais uma potência apolítica, mas que deve explorar o peso eleitoral dos católicos nos países”, disse Leandro Karnal, da Unicamp.

“Não é que os predecessores do Papa atual deixassem de lado esses assuntos, mas sempre o fizeram na linguagem diplomática. Francisco tem falado muito claramente”, disse Jesus Hortal.

7 – Papa progressista ou conservador?
Moderado, seria a resposta correta de acordo com especialistas ouvidos pelo G1. Para eles, Francisco é “um pouco mais progressista que seus antecessores, Bento XVI e João Paulo II”, mas ainda tem tomado ações comedidas.

“É um líder sensato e atento aos sinais do tempo, mas classificá-lo como progressista ou conservador é perigoso”, disse Eulálio Figueira. “O perfil de Francisco é moderado ideologicamente”, afirma Brenda Carranza.

Leandro Karnal e o padre Jesus Hortal concordam que os traços progressistas, quando existem, estão apenas no pontífice “e não em toda a Igreja”, indicando que ainda é preciso muito trabalho para modificações concretas perceptíveis aos católicos.

“Numa Roma com mais de 2 mil anos de história, 12 meses é um tempo curto para fazer algo com maior envergadura”, disse Hortal.

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Fonte G1

 
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Publicado por em 13 de março de 2014 em Brasil

 

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Atirador mata duas pessoas e fere outras seis em igreja na Rússia

Igreja em que o crime ocorreu é vista na noite deste domingo (9) (Foto: AFP)Igreja em que o crime ocorreu é vista na noite deste domingo (9) (Foto: AFP)

Um atirador abriu fogo em uma catedral na ilha de Sakhalin, na costa leste da Rússia, neste domingo (9), matando uma freira e um paroquiano e ferindo outras seis pessoas, informaram as autoridades.

A agência Interfax informou que o suspeito do ataque foi detido após o tiroteio.

Ele trabalha em uma empresa de segurança privada, e seus motivos ainda não foram esclarecidos.

A maioria dos feridos no ataque foram atingidos nas pernas e suas vidas não estão em perigo, informou a agência de notícias estatal RIA, citando o líder regional da Igreja Ortodoxa russa, arcebispo Tikhon.

O tiroteio acontece dias após um adolescente ter matado um professor e um policial em uma escola na Rússia.

Desde o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, às margens do Mar Negro, as autoridades russas reforçaram as medidas de segurança em todo o país.

O tiroteio ocorreu no sul da ilha Sakhalin, situada a mais de 7.000 quilômetros de Sochi.

Fonte G1

 
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Publicado por em 10 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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Um ano após renúncia de Bento XVI, Papa começa reforma na Igreja

Neste sábado (8), Papa participou de celebração na Basílica de São Pedro (Foto: Gabriel Bouys/AFP)Neste sábado (8), Papa participou de celebração na
Basílica de São Pedro (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Um ano depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco abriu várias frentes para reformar a Igreja, imprimiu ao papado um novo estilo, mais próximo, e segue de perto o que ocorre no mundo. A imagem do Vaticano se deteriorou muito pelos escândalos de pedofilia e por diversas polêmicas, mas isso está mudando graças à popularidade do Papa argentino, inclusive entre os que não são fiéis.

No dia 13 de março, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, foi eleito com dois objetivos claros: reformar as estruturas da Igreja, sobretudo o governo central – a chamada Cúria romana -, e impulsionar o caráter missionário em uma época de forte secularização.

Francisco dá prioridade ao segundo ponto. “Para ele, o que realmente importa é que o Evangelho seja levado a cada pessoa, independentemente de sua situação concreta: o que se chama misericórdia, abertura incondicional”, explica à AFP o padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta Civilta Cattolica.

A revolução levada adiante por ele é, sobretudo, de gestos. Lavando os pés de presos muçulmanos, beijando pessoas com deficiência física, afirmando que não é ninguém para julgar os homossexuais, o Papa comoveu a opinião pública. E também voltou suas críticas aos clérigos “carreiristas” ou “mundanos”.

Telefona, escreve, usa o Twitter
Francisco não permanece passivo diante dos acontecimentos no mundo. Diante de uma inundação, um drama familiar ou uma catástrofe, telefona, quando não escreve ou tuíta. O Papa, com sua espontaneidade, é um grande comunicador, e foi designado “homem do ano” por várias revistas.

Faz isso sem se esquecer de seu objetivo mais importante: reformar a Igreja. Em um primeiro momento mostrou-se prudente e não fez grandes mudanças no organograma de seu antecessor. Mas quando se sentiu mais seguro começaram a chegar as nomeações e as destituições com a intenção de afastar os responsáveis por intrigas e os corruptos.

Em sua residência de Santa Marta realiza reuniões, nomeia comissões para refletir sobre a reforma do banco ou da administração vaticana e ordena auditorias. E, sobretudo, designou um “G8”, um conselho consultivo de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo durante vários anos.

Francisco é um “general” jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato. A Cúria, outrora todo-poderosa, algumas vezes se sente maltratada. É possível sentir no ar um certo desconforto. Decide sozinho. Sua primeira eleição de novos cardeais foi muito pessoal, com preferência por “homens terrenos”, às vezes desconhecidos, em detrimento dos príncipes da Cúria.

Colegialidade
Uma de suas metas para a Igreja do futuro é a aplicação dos princípios de colegialidade, que se baseia na consulta regular dos bispos, e da subsidiariedade, que faz com que não seja necessário que tudo chegue a Roma.

Mas manteve intacta a doutrina nos temas quentes, como o aborto, a eutanásia, o casamento entre homossexuais ou as mudanças bioéticas. Este Papa, que não pode ser classificado de progressista ou de conservador, também se opõe à ordenação de mulheres.

Para Francisco, a família é o ponto central de sua ação e por isso convocou um consistório para fevereiro e dois sínodos. Parece consciente da necessidade de fornecer respostas a realidades concretas dos cristãos, como os divorciados, as mães solteiras e os homossexuais.

Seu compromisso em nível social e humanitário é impressionante. Seu lema é ‘uma Igreja pobre e para os pobres’ e, em nome dela, trava uma guerra contra o gasto excessivo de dinheiro, o tráfico e a exploração. Denuncia a ‘cultura do desperdício’ que marginaliza os imigrantes clandestinos, os idosos e os mais frágeis.

Também não fica calado quando se trata de política externa. “Seu discurso contra uma intervenção estrangeira na Síria significou o retorno” da Santa Sé ao cenário internacional, afirmou à AFP um embaixador da Ásia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 8 de fevereiro de 2014 em Brasil

 

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