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Para Dilma, não haverá integração na América Latina e no Caribe sem Cuba

A presidente Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)Dilma Rousseff discursa na 2ª cúpula da Celac, em Cuba (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (28) que não haverá plena integração na América Latina e no Caribe sem a inclusão de Cuba. Diante de uma plateia de chefes de Estados do continente latino-americano, a chefe do Executivo brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto desde a década de 1960 pelos Estados Unidos a Cuba.

“Criticamos com empenho a política de bloqueio a Cuba. Temos a convicção de que não haverá verdadeira integração econômica na América Latina e no Caribe sem Cuba”, defendeu Dilma durante discurso na 2ª Cúpula dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

A presidente classificou o embargo norte-americano como “anacrônico”. Ao destacar o “êxito” alcançado pelo país governado por Raúl Castro à frente da Celac, a petista enfatizou ter certeza de que sua posição sobre o bloqueio de Washington era compartilhado por todos aqueles que “nunca se conformaram em ver Cuba excluída dos fóruns regionais e multilaterais”.

O bloqueio dos Estados Unidos imposto a Cuba foi declarado em 1962, durante a Guerra Fria, após Fidel Castro implantar o regime socialista na ilha caribenha e estatizar diversas empresas norte-americanas que atuavam no país.

O embargo comercial determinado por Washington proíbe o comércio e transações financeiras entre os dois países. Em 2013, pelo 22º ano seguido, a Assembleia Geral da ONU condenou o bloqueio, que já é um dos mais longos da história.

Nesta segunda-feira (27), em meio à cerimônia de inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, Dilma classificou como injusto o bloqueio da Casa Branca. Na ocasião, ela ressaltou que, apesar do embargo, o regime dos irmãos Castro gera o terceiro maior volume comercial do Caribe.

Superação das desigualdades
No discurso da cúpula da Celac, Dilma voltou a falar sobre a importância dos mercados latino-americanos e caribenhos em um cenário pós-crise econômica mundial. Na visão da presidente, o atual cenário internacional torna os países do continente mercados “cada vez mais estratégicos”.

“O inicio deste momento de pós-crise que agora vivemos e as turbulências geradas pela redução dos estímulos monetários pelos países desenvolvidos, ou seja, pela saída da crise dos países desenvolvidos, torna o tamanho de nossos mercados cada vez mais estratégicos e coloca no centro dos desafios a nossa capacidade de construir, de articular e de criar entre nós ações concretas de cooperação no âmbito da Celac”, destacou.

Ela também comentou sobre as diferenças econômicas, sociais e culturais da região. De acordo com Dilma, por terem optado por modelos políticos e econômicos “diversos”, as nações da América Latina e do Caribe terão de dialogar respeitosamente entre si e buscar cuidadosamente o consenso.

Copa do Mundo
Ao final de seu pronunciamento aos colegas latino-americanos e caribenhos, a chefe do Executivo convidou todos os representantes dos países do bloco a viajarem ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

“O Brasil receberá a todos os países do mundo e, aqui quero dizer, em especial aos povos latino-americanos e caribenhos, com quem repartimos a maestria do futebol na nossa região, para comparecer à Copa do Mundo. Serão todos muito bem-vindos”, disse.

Fonte G1

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Publicado por em 30 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Maduro muda ministro das Finanças e diz que não haverá desvalorização

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira (15) a saída do ministro das Finanças, Nelson Merentes, além de uma reforma no sistema de controle de divisas e a continuidade da taxa de câmbio nos atuais 6,3 bolívares por dólar durante “todo este ano e por bastante tempo”.

O líder argumentou que as mudanças são em função do plano de desenvolvimento que veio sendo “priorizado” e para “a expansão de um sistema financeiro a serviço da pátria”.

Como parte da reforma ministerial, Maduro ordenou a fusão do Ministério dos Bancos Públicos com o Ministério das Finanças e colocou à frente da nova pasta Marcos Torres, que até agora comandava o primeiro dos Ministérios.

Merentes voltará a dirigir o Banco Central, entidade que presidiu anteriormente, após ter ocupado o Ministério das Finanças desde abril do ano passado.

Na leitura diante do Parlamento de seu relatório de gestão do ano 2013, Maduro anunciou, além disso, a eliminação da Comissão Estatal de Administração de Divisas (Cadivi), que será absorvida pelo novo Centro Nacional de Comércio Exterior.

O objetivo é “reestruturar todos os mecanismos de acesso às divisas para acelerar esses processos complexos”, disse o presidente.

O centro de comércio exterior será liderado pelo até agora ministro do Comércio, Alejandro Flemming.

Na Venezuela existe um sistema de controle de câmbio que deixa nas mãos do Estado o monopólio da gestão e administração das divisas no país, da qual se tem acesso através de um embaraçoso processo administrativo que o setor privado responsabiliza pelos problemas de desabastecimento.

Em resposta aos rumores que sugerem que o governo será obrigado a desvalorizar o bolívar para corrigir desequilíbrios em momentos em que o dólar paralelo ilegal chega a ser dez vezes mais caro que o oficial, Maduro afirmou que a atual taxa de câmbio se manterá.

“Vamos manter o dólar em 6,30 (bolívares) durante todo este ano e durante bastante tempo para frente”, assegurou.

Em vários momentos de seu discurso, Maduro reiterou que o empresariado trava uma guerra econômica contra seu governo, mas expressou sua confiança em tomar a ofensiva para que “nunca mais a burguesia parasitária” volte a ter o poder.

A mensagem anual de Maduro acontece em meio à delicada situação econômica da Venezuela, com uma inflação que fechou 2013 acima de 56% e um desabastecimento crônico dos bens essenciais.

As mudanças ministeriais de hoje complementam as anunciadas na semana passada, quando o líder anunciou reformas em sete pastas: Educação, Educação Superior, Esporte, Juventude, Indústria, Trabalho e Presidência para ‘ajustar’ e ‘melhorar’ o andamento de seu Executivo.

Fonte G1

 
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Publicado por em 16 de janeiro de 2014 em Brasil

 

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Não haverá ação na Síria antes do fim da investigação, diz Reino Unido

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O governo britânico não vai lançar uma ação militar na Síria até que tenha conhecimento dos resultados apresentados pelos especialistas da ONU que investigam, no local, um suposto ataque com armas químicas feito pelo governo sírio, segundo uma moção que deve ser submetida na quinta-feira (30) ao Parlamento britânico.

“O secretário-geral da ONU deve poder comparecer diante do Conselho de Segurança imediatamente após o fim da missão da equipe”, indica o texto, acrescentando que “o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve ter a oportunidade de ter esse esclarecimento e todos os esforços devem ser feitos para obter uma resolução do Conselho de Segurança apoiando uma ação militar antes que uma ação como essa seja tomada”.

“Antes de qualquer envolvimento britânico direto em uma ação como esta, uma outra votação será realizada na Câmara dos Comuns”, indica a moção.

Uma porta-voz de Downing Street confirmou à France Presse que essa votação “não acontecerá antes que os inspetores da ONU consigam fazer seu relatório”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta quarta-feira que os especialistas precisam de quatro dias para concluir seu trabalho no local.

“Em seguida, os especialistas deverão fazer análises científicas. Depois, nós deveremos fazer um relatório ao Conselho de Segurança para que atue da forma que julgar necessário”, disse.

A moção que será submetida na quinta-feira ao Parlamento britânico “lamenta o uso de armas químicas na Síria, no dia 21 de agosto de 2013, pelo regime de Assad, que causou centenas de mortes e deixou milhares de feridos entre os civis sírios”.

Ela “considera que uma forte resposta humanitária é necessária por parte da comunidade internacional e que isso pode, se necessário, requerer uma ação militar que seja legal, proporcional e destinada a salvar vidas, impedindo e dissuadindo o uso de armas químicas na Síria”, ressaltando que essa prática é um “crime de guerra e um crime contra a Humanidade”.

arte síria versão 28.08 (Foto: Arte/G1)

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Publicado por em 31 de agosto de 2013 em Brasil

 

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