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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Fonte G1

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Publicado por em 9 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Zoológico vai criar guepardos junto com filhote de labrador

Dois filhotes de guepardo que acabaram de chegar ao Zoológico de Dallas, nos Estados Unidos, receberão a companhia de um filhote de labrador. Os irmãos Winspear e Kamau, guepardos que nasceram em 8 de julho, conviverão com o cachorro Amani, de 8 semanas.

Especialistas do zoo consideram que, como labradores costumam ser calmos e fáceis de lidar em locais públicos, Amani pode exercer uma influência “relaxante” para os felinos.

Os guepardos Winspear e Kamau, que nasceram em julho, serão criados com labrador Amani. (Foto: AP Photo/Dallas Zoological Society)Os guepardos Winspear e Kamau, que nasceram em julho, serão criados com labrador Amani. (Foto: AP Photo/Dallas Zoological Society)Labrador Amani, de 8 semanas de idade, deve proporcionar uma influência 'calmante' sobre felinos. (Foto: AP Photo/Dallas Zoological Society)Labrador Amani, de 8 semanas de idade, deve proporcionar uma influência ‘calmante’ sobre felinos. (Foto: AP Photo/Dallas Zoological Society)

Fonte G1

 
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Publicado por em 8 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Fonte G1

 
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Publicado por em 6 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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Fazendeiros da Namíbia ‘reinventam’ cão pastor para afastar guepardos

Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de Gobabis, a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Cão pastor Bonzo conduz rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto da cidade de Gobabis,
a leste da capital da Namíbia, Windhoek , no dia 15 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

Em uma fazenda na Namíbia, o cão pastor Bonzo tem a dupla missão de proteger dos guepardos seu rebanho de cabras e, também, os fazendeiros. Esse pastor-da-anatólia, criado por ambientalistas, conseguiu que os moradores desse país no sul da África deixassem de ver os felinos como inimigos a serem exterminados.

Os cachorros são colocados em um rebanho com algumas poucas semanas de vida, para que possam criar vínculos com os animais de que irão cuidar. Eles vivem o tempo todo com o rebanho, acompanham-no durante o dia e dormem juntos à noite. Sua missão é manter os predadores sempre afastados.

“Os cães protegem o rebanho e, por isso, os fazendeiros não precisam mais matar os predadores”, explica Laurie Marker, diretora do Fundo de Conservação dos Guepardos (Cheetah Conservation Fund, ou CCF), que cria esses cães – originários da Turquia – perto da cidade de Otjiwarongo, no norte da Namíbia.

“É um método não letal de controle de predadores. É ecológico, todo mundo está feliz, é uma abordagem em que todos ganham”, destaca Laurie.

O CCF simplesmente reinventou e adaptou o conceito ancestral namíbio do cão pastor, em particular o pastor-da-anatólia, também chamado “kangal”, um animal conhecido pela força e pela capacidade de suportar temperaturas extremas.

A entidade começou a criar cães pastores quando a diminuição da população de guepardos se tornou alarmante na Namíbia: 10 mil grandes felinos – que equivalem a toda a população mundial atual – foram abatidos ou expulsos de seus territórios nos anos 1980. Nessa época, até mil guepardos eram abatidos por ano, a maioria por fazendeiros que os viam como predadores de gado.

Funcionário Theo Awochab anda com rebanho de cabras na fazenda de Retha Joubert (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Funcionário Theo Awochab anda com rebanho
de cabras na fazenda de Retha Joubert, perto de
Gobabis, na Namíbia (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

A população de guepardos no país chegou ao nível mais baixo, de 2.500 exemplares, em 1986. Desde então, aumentou para cerca de 4 mil, a maior concentração desses animais selvagens em todos o mundo.

Em quase duas décadas, o CCF colocou cerca de 450 cães em diferentes rebanhos e capacitou 3 mil criadores. “Reduzimos a perda de gado de 80% até 100%, seja qual for o predador, quando os fazendeiros têm cães”, diz Laurie.

Atualmente, existe uma lista de espera de dois anos para conseguir um cão pastor, e o programa já se espalhou para países como África do Sul – em breve, deve chegar à Tanzânia.

‘Não são bichos de estimação’
Para Retha Joubert, que cria cabras e ovelhas perto de Gobabis, no leste da Namíbia, tudo mudou com a chegada de Bonzo, há cinco anos. Ela deixou de sentir ansiedade com a chegada da noite e, no ano passado, perdeu apenas um animal, contra 60 em 2008.

A fazendeira agora também tem Nussie, uma cadela de 4 meses que já aprende o ofício saindo com o rebanho diariamente, presa a uma corda. À noite, ela dorme com as cabras.

“(Nussie) Deve se vincular às cabras, ser como uma cabra, é parte de um grupo, e esse é o principal elemento para que proteja os animais”, explica Retha.

Nussie come com cabras (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Nussie, uma cadela de 4 meses, come junto com
as cabras em fazenda (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

“Não são bichos de estimação”, disse sobre seus dois cães. “Eles não têm o direito de serem bichos de estimação!”, reforça.

A presença dos cães e seus latidos geralmente são suficientes para proteger o gado de predadores, que atacam mais os rebanhos sem guarda-costas. Mas, às vezes, é preciso brigar: Bonzo já matou um guepardo jovem e chacais.

Mesmo assim, manter rebanhos na Namíbia é perigoso: o corajoso cão também já foi mordido por serpentes e picado por um escorpião, e agora sofre com um câncer de língua provocado pela exposição constante ao sol.

Além disso, os cães pastores não são adequados para os grandes rebanhos de bois e antílopes de fazendas particulares.

Embora tenha sido para proteger os guepardos que o CCF começou a criar pastores-da-anatólia em 1994, estudos mostram que esses grandes felinos não são necessariamente os principais matadores do gado, apesar da má fama. Uma análise mostrou que apenas 5% dos guepardos já atacaram animais de fazendas.

“Às vezes, (os guepardos) levam o gado”, disse Gail Potgieter, especialista em conflitos entre seres humanos e vida silvestre na Fundação para a Natureza da Namíbia (Namibia Nature Foundation, ou NNF). “Mas dizer que todos os guepardos vão matar o gado para se alimentar é um erro.”

Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, na Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)Guepardo é visto em centro do CCF em Otjiwarongo, Namíbia, no dia 13 de agosto (Foto: Jennifer Bruce/AFP)

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Publicado por em 3 de setembro de 2013 em Tecnologia

 

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