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Governos buscam ‘investimento social’ para recuperação de presos

Índices preocupantes de reincidência de detentos, bem como a dificuldade em obter dinheiro público para financiar programas de prevenção de crimes, têm levado Estados Unidos e Grã-Bretanha a testar um modelo financeiro na tentativa de evitar que ex-presidiários voltem para a prisão.

No interior da Inglaterra e no Estado americano de Nova York estão sendo implementados programas-piloto usando financiamento privado, obtido por meio da emissão de Títulos de Impacto Social (TIS, social impact bonds em inglês), também chamados de títulos sociais.

A ideia é aplicar a lógica do mercado financeiro a iniciativas de impacto social: investidores privados compram os títulos do governo destinados a cada projeto, gerando dinheiro para financiar ações de prevenção à reincidência – que por sua vez são implementadas por organizações a serviço do Estado.

Títulos foram emitidos em 2012 para financiar projetos de reinserção de ex-detentos de Rikers Island (EUA) (Foto: AP)Títulos foram emitidos em 2012 para financiar projetos de reinserção de ex-detentos de Rikers Island (EUA) (Foto: AP)

Depois que as ações estiverem em prática, um terceiro agente, independente, avalia seus resultados. Caso elas tenham sido bem-sucedidas, o Estado paga um prêmio em dinheiro aos investidores privados, recompensando seu investimento inicial.

Caso as iniciativas não tenham êxito, os investidores perdem dinheiro – assim como ganhariam ou perderiam na Bolsa de Valores dependendo dos lucros ou prejuízos das empresas das quais têm ações.

‘Quebrar ciclo de reincidência’
A vantagem para o Estado é que ele desembolsa dinheiro apenas se as iniciativas forem bem-sucedidas – no caso, se for notada uma redução na reincidência de crimes pelos ex-detentos que participam dos projetos.

A iniciativa mais recente foi lançada pelo Estado de Nova York em dezembro, quando o Bank of America Merrill Lynch anunciou a captação de US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 31 milhões) para financiar um programa de cinco anos e meio destinado a ajudar 2 mil ex-detentos a conseguir emprego.

A meta, segundo o banco, é “quebrar o ciclo de reincidência entre esse grupo, reduzir os custos de aprendizados e poupar o dinheiro do contribuinte relacionado a gastos judiciais e perdas da vítima do crime”.

O banco lembra que os investidores correm o risco de perder todo o aporte investido caso o programa fracasse, mas agrega que há uma ‘forte tendência entre nossos clientes de buscar investimentos que não apenas tragam lucros, mas também ajudem a trazer mudanças sociais’.

Comparar resultados
O projeto nova-iorquino foi idealizado pela organização britânica Social Finance, que também coordena iniciativa semelhante em curso desde 2010 no presídio de Peterborough, no interior da Inglaterra.

“Tínhamos organizações capazes de fazer um bom trabalho (contra a reincidência de presidiários), mas dificuldade em financiá-las. Daí a ideia de testar o modelo de títulos sociais e comparar os resultados da iniciativa com o restante da Inglaterra”, diz à BBC Brasil Alisa Helbitz, diretora de pesquisas e comunicação da Social Finance.

O projeto britânico conta com cerca de 5 milhões de libras (R$ 19 milhões) obtidos com 17 investidores, entre organizações e fundações – que, segundo Helbitz, se interessaram pela ideia de investir em uma ação social e, ao mesmo tempo, possivelmente receber algum retorno financeiro.

O projeto de Peterborough envolve mil detentos sentenciados a um ano ou menos de prisão. Eles recebem a orientação de mentores ao serem libertados, para ajudá-los a conseguir emprego, moradia e (caso necessário) grupos de apoio contra drogas.

Segundo relatório de 2010 da própria Social Finance, a cada libra (R$ 3,90) investida em programas para prevenir a reincidência em crimes, o governo britânico chega a economizar 10 libras (R$ 39) em custos sociais.

Resultados preliminares divulgados em outubro sugerem uma queda inicial de 12% na frequência de condenações entre ex-detentos de Peterborough, na contramão de um aumento de 11% na reincidência na Grã-Bretanha.

Se os resultados se confirmarem na avaliação oficial – prevista para os próximos meses – e a reincidência cair em ao menos 10% no presídio, os investidores começarão a receber dividendos, pagos pelo governo.

“Ainda não sabemos se isso acontecerá, mas os resultados até agora são otimistas”, afirma Helbitz. “O objetivo é gerar interesse (em torno do projeto) para construir mais programas sociais que sejam flexíveis e foquem a prevenção a longo prazo.”

Um terceiro projeto também em andamento existe desde 2012 na cidade de Nova York, onde quase 50% dos adolescentes que deixam a prisão voltam a ser detidos em menos de um ano.

O programa foca nos detentos de 16 a 18 anos de idade do presídio de Rikers Island e, segundo a prefeitura, prevê ‘educação, treinamento, e aconselhamento para melhorar habilidades pessoais, incluindo a tomada de decisões e a resolução de problemas’.

O projeto, cujos resultados ainda não foram avaliados, foi financiado pelo banco Goldman Sachs, que só terá lucros se a reincidência cair mais de 10%. “Quanto maior o sucesso do programa – ou seja, quanto maior a redução na reincidência -, maiores serão a economia da cidade (com custos sociais) e, portanto, os pagamentos (pelos títulos)”, declarou na época a prefeitura de Nova York.

Aplicável no Brasil?
Programas do tipo poderiam funcionar no Brasil? Aqui, dados do Conselho Nacional de Justiça sugerem que cerca de sete entre cada dez ex-detentos voltam a cometer crimes.

Já há esforços de organizações como o Banco Interamericano de Desenvolvimento em implementar Títulos de Impacto Social em outras áreas no Brasil, para financiar projetos de educação.

Na área de segurança pública, a ideia parece “interessante”, mas só seria viável em pouquíssimos nichos do deficiente sistema carcerário brasileiro, opina à BBC Brasil Rodrigo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, especialista em Análise Social da Violência e Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança.

“A situação dos presídios brasileiros é tão emergencial e a superlotação tão crônica que seria preciso antes superar um patamar mínimo de falta de garantias absolutas no sistema”, opina.

“Além disso, não temos tradição de engajamento da sociedade civil (nessa área). Muitos não querem associar a marca de suas empresas a projetos com a população carcerária; muitas pessoas aceitam a situação caótica dos presídios porque acham que os presos merecem; e o Estado (não se envolve) porque isso não dá voto.”

Ghiringhelli de Azevedo relata que já há esforços isolados de prevenir a reincidência entre presidiários brasileiros e oferecer-lhes empregos durante e depois do cumprimento da pena. Mas, no geral, o sistema é uma “bomba-relógio”, diz.

“Quem entra por crimes menos graves sai de lá com dívidas e compromissos, o que necessariamente significa estar sob alguma facção ilegal. E a geração de renda é uma grande dificuldade para quem perdeu seus vínculos sociais.”

E, assim, é grande a probabilidade de que esse ex-detento volte ao crime, explica.

Fonte G1

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Publicado por em 21 de março de 2014 em Brasil

 

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Spyware suspeito de ter fabricação russa afeta governos da UE e EUA

Um tipo sofisticado de spyware (programa automático de computador) vem infetando sigilosamente centenas de computadores de governos por toda a Europa e nos Estados Unidos, em um dos mais complexos programas de espionagem cibernética descobertos até hoje.

Vários pesquisadores em segurança e funcionários da área de inteligência ocidentais dizem acreditar que o malware, conhecido como “Turla”, é obra do governo russo e está ligado ao mesmo software usado para promover uma violação maciça de dados no Exército dos EUA, descoberto em 2008.

O programa espião também está sendo vinculado a uma enorme operação previamente conhecida de espionagem cibernética mundial, apelidada de Outubro Vermelho, e cujo alvo eram redes de pesquisa nuclear diplomática e militar.

Essas constatações se baseiam na análise das táticas empregadas pelos hackers, bem como indicadores técnicos e as vítimas que eram seu alvo.

“É um malware sofisticado, que está ligado a outras façanhas dos russos, usa criptografia e tem como alvo os governos ocidentais. Tem pegadas russas por toda parte”, disse Jim Lewis, um ex-funcionário do serviço externo dos EUA, agora membro sênior do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington.

No entanto, especialistas em segurança alertam que embora a probabilidade de que o Turla seja russo pareça forte, é impossível confirmar essas suspeitas, a menos que Moscou assuma a responsabilidade. Isto porque os desenvolvedores desses programas geralmente usam técnicas para mascarar a sua identidade.

A ameaça veio à tona nesta semana, após uma empresa alemã antivírus pouco conhecida, a G Data, ter publicado um relatório sobre o vírus, que chamou de Uroburos, o nome codificado que pode ser uma referência ao símbolo grego da serpente que come o próprio rabo.

Especialistas em ataques cibernéticos patrocinados por Estados dizem que os hackers bancados pelo governo da Rússia são conhecidos por serem altamente disciplinados, hábeis em esconder seus rastros, extremamente eficazes em manter o controle de redes infectadas e mais seletivos na escolha de alvos do que os seus homólogos chineses.

“Eles sabem que a maioria das pessoas não quer ter o conhecimento técnico ou a coragem para vencer uma batalha com eles. Quando eles percebem que alguém está em seu encalço, eles ficam inativos”, disse um especialista que ajuda vítimas de pirataria patrocinada por Estados.

Um ex-funcionário do setor de inteligência ocidental comentou: “Eles podem recorrer a alguns programadores e engenheiros de grau muito elevado, incluindo os muitos que trabalham para grupos do crime organizado, mas que também agem como corsários”.

O Escritório Federal de Segurança da Rússia se recusou a comentar o assunto, como também autoridades do Pentágono do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

A BAE Systems Applied Intelligence, da Grã-Bretanha, publicou as conclusões de sua investigação sobre o spyware, que chamou de “cobra”.

A absoluta sofisticação do software, disse a empresa, estava muito além do que anteriormente foi encontrado — embora não tenha atribuído culpa pelo ataque.

“A ameaça … realmente dificulta as coisas em termos do que alvos potenciais, e a comunidade de segurança em geral, têm que fazer para se manter à frente dos ataques cibernéticos”, disse Martin Sutherland, diretor da BAE Systems.

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Publicado por em 11 de março de 2014 em Tecnologia

 

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Relatório foi alerta a governos sobre inação climática, dizem especialistas

Especialistas ouvidos pelo G1 apontam que o relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi um alerta a governos sobre a necessidade de agir com urgência para reduzir as emissões de gases, que provocam o aumento da temperatura global.

Nesta sexta-feira (27), cientistas divulgaram novo relatório que aumenta o grau de certeza em relação à responsabilidade do homem no aquecimento global. O texto afirma que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha aumentado a temperatura global a partir de segunda metade do século passado.

O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para “níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos”.

Quanto às previsões, o IPCC sugere que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa. Além disso, o nível do mar pode subir 82 centímetros nos próximos 87 anos no mesmo cenário.

“Hiato” climático polêmico
Uma das discussões que ocorreram na conferência do IPCC foi referente a um trecho do documento que abordava o “hiato” na mudança climática. Uma “desaceleração” registrada na elevação da temperatura global entre 1998 e 2012, enquanto que no período entre 1951 e 2012 a taxa de aquecimento foi maior, fez críticos alegarem que tal fato alterava a certeza sobre o aumento da temperatura global.

O texto do IPCC considerou que essa desaceleração não significou uma mudança no curso do aquecimento do planeta. Segundo Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e um dos coautores do capítulo divulgado nesta sexta, a mudança apresentada pelo painel foi “positiva” e atribui a redução na taxa de aquecimento à uma variabilidade natural.

“O novo relatório também alerta que não faz sentido pegar diferenças de temperatura em dez anos, logo depois de um forte El Niño [fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos], e tirar conclusões apressadas. Somente prazos mais longos, de 30 a 100 anos, devem seu usados, pois a variabilidade climática interna do sistema climático é muito grande”, explica o especialista.

Um problema real
Segundo Carlos Rittl, coordenador do programa de mudanças e energia do WWF-Brasil, as projeções do IPCC são assustadoras e os dados sobre temperatura e nível do oceano são uma mensagem de que a mudança climática é um “problema real”.

“Temos exemplos, como as chuvas no Vale do Itajaí (SC), o tornado no sul de São Paulo, a seca no Nordeste, que é a mais severa em décadas. A mensagem da ciência é clara: é hora de agir”, explica.

O novo diagnóstico servirá de base para as negociações internacionais sobre o clima que pretendem alcançar um acordo em 2015. Os 195 países participantes querem limitar a 2 °C o aumento da temperatura na comparação com a era pré-industrial.

Se já existiu um tema que pediu mais cooperação, parceria e compromisso diplomático, é este”John Kerry, secretário de Estado americano

Sergio Leitão, diretor de políticas públicas da organização ambiental Greenpeace, considera que o relatório vai preencher uma lacuna deixada após o fracasso da reunião climática de Copenhague, em 2009, e fortalecer as futuras negociações da ONU que vão desenhar um novo tratado do clima para cortar as emissões globais.

“O documento oferece a indicação de que o senso de urgência não deixou de existir e que o tempo político precisa ser acelerado”, explica.

O professor Luis Fernando da Silva, do departamento de engenharia mecânica da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, disse que a “conclusão catastrófica” reforça a ideia de é preciso melhorar a eficiência no setor de energia e de transporte, que queimam muito combustível fóssil, um dos principais vilões da mudança climática.

“A solução é usarmos melhor o que nós temos de energia, como combustíveis derivados de atividades agrícolas. Mas não é possível resolver tudo, é preciso uma mudança de mentalidade, é preciso que questionemos a mentalidade da sociedade”, complementa.

Repercussão pelo mundo
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, agradeceu ao IPCC por sua avaliação regular e imparcial da mudança climática. “’Este novo relatório será essencial para os governos que trabalham para alcançar acordos ambiciosos e legalmente vinculantes sobre a mudança climática em 2015′, completou Ban, em um discurso exibido por vídeo durante a entrevista coletiva de apresentação do texto.

De acordo com Thomas Stocker, vice-presidente do painel de especialistas, é necessário “reduzir substancialmente e de forma duradoura a emissão de gases do efeito estufa”. Ele complementa dizendo que os dados apresentados mostram que a mudança climática provocará novos fenômenos extremos, mas de magnitude ainda desconhecida.

“As ondas de calor acontecerão com mais frequência e durarão mais tempo. Com o aquecimento da Terra, acreditamos que acontecerão mais chuvas nas regiões úmidas e menos nas regiões secas, mas teremos exceções”, disse Stocker durante conferência realizada em Estocolmo, na Suécia.

Para Christiana Figueres, secretária executiva da ONU sobre o clima, os esforços atuais para limitar a mudança climática não são suficientes para inverter a tendência do aumento das emissões de gases do efeito estufa. Ela aponta que os governos têm que adotar medidas imediatas e chegar a um acordo em 2015.

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu à comunidade internacional uma ação forte e uma cooperação maior após a publicação de um relatório alarmista de especialistas da ONU sobre o impacto da mudança climática. “Se já existiu um tema que pediu mais cooperação, parceria e compromisso diplomático, é este”, afirmou Kerry em um comunicado.

IPCC - arte (Foto: G1)

O homem e o clima
As conclusões do novo relatório do IPCC sobre os eventos climáticos

O homem contribuiu para essas mudanças?

Probabilidade de que ocorram mais mudanças até o fim do século 21

Dias mais quentes ou menos dias frios na maioria das áreas terrestres

Provavelmente haverá mais áreas com aumento do que com diminuição. Muito provavelmente na América do Norte central

Aumento da intensidade ou duração das secas

Baixa confiança em escala global

Provável (com média confiança)

Aumento na atividade de ciclones tropicais

Baixa confiança em mudanças de longo prazo*

Mais provável que ocorra do que que não ocorra

* Expressa o nível de confiança dos cientistas, com base nas informações disponíveis e no grau de concordância entre os especialistas a respeito de cada tema

Fonte G1

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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Twitter detalha pedidos de governos sobre contas de usuários

Governo dos EUA foi o que mais pediu informações ao microblog, com 679 pedidos em espaço de 6 meses; Brasil é o segundo país que mais utiliza a rede social

O Twitter liberou um relatório na segunda-feira (2) sobre as informações de usuários que foram requeridas por governos este ano e como a companhia respondeu a isto.

Os dados mostram que o governo dos EUA pediu informações sobre usuários muito mais do que qualquer outro país. Entre 1 de janeiro e 30 de junho, o microblog recebeu de autoridades norte-americanas 679 pedidos de informações relativas a 948 usuários. O Japão veio em segundo lugar, com 98 requisições sobre 147 cadastrados. O Brasil solicitou dados de apenas 10 contas.

A maioria dos usuários do serviço está nos EUA, de acordo com dados publicados em janeiro pela Semiocast. O Japão possui a terceira maior base de usuários, ficando atrás do Brasil. O Twitter notou que algumas solicitações podem ter como alvo os mesmos usuários ou usuários inexistentes.

A empresa forneceu a totalidade ou parte das informações solicitadas em 75% das investigações iniciadas pelo governo dos EUA, e providenciou informações em resposta à metade das solicitações da Holanda e um terço dos pedidos do Japão e da Austrália. Grande parte dos casos tinha ligação com investigações criminais, de acordo com a companhia. O número de pedidos em 2012 já ultrapassou o total de 2011.

Isso provavelmente acontece porque os governos estão cada vez mais buscando, no conteúdo armazenado pelas redes sociais, uma grande quantidade de informações sobre seus usuários que podem ser úteis para a aplicação da lei, disse Eva Galperin, coordenadora de liberdade de expressão internacional na Electronic Frontier Foundation. Os dados, muitas vezes, incluem localização física e afiliações políticas e sociais.

“É realmente uma decisão das empresas se elas vão cumprir ou não com os pedidos de informação, assim elas se tornam árbitros extremamente poderosos que são capazes de censurar”, disse ela.

A EFF dá notas mais altas ao Twitter – em relação a avaliações feitas a outras empresas – quando se trata de ser transparente sobre pedidos do governo e ficar ao lado de seus usuários nos tribunais. Por exemplo, em um caso atual, a companhia resistiu a entregar os dados de um manifestante do Occupy Wall Street. 

Proteger a privacidade do usuário pode ser uma boa estratégia para os negócios, segundo Chris Conley, um advogado de tecnologia e liberdades civis no American Civil Liberties Union of Northern California. O Twitter “reconhece que os usuários usam o microblog não só porque é um grande serviço, mas também porque confiam na empresa”, disse ele.

“Quanto mais você puder mostrar aos usuários que é confiável, fazendo o possível para proteger suas informações, mais provável será que eles continuem confiando e se envolvendo com o seu serviço”, concluiu.

O Google emite periodicamente um relatório semelhante, e disse também que a maioria dos pedidos é originária dos EUA.

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Publicado por em 20 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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Twitter detalha pedidos de governos sobre contas de usuários

Governo dos EUA foi o que mais pediu informações ao microblog, com 679 pedidos em espaço de 6 meses; Brasil é o segundo país que mais utiliza a rede social

O Twitter liberou um relatório na segunda-feira (2) sobre as informações de usuários que foram requeridas por governos este ano e como a companhia respondeu a isto.

Os dados mostram que o governo dos EUA pediu informações sobre usuários muito mais do que qualquer outro país. Entre 1 de janeiro e 30 de junho, o microblog recebeu de autoridades norte-americanas 679 pedidos de informações relativas a 948 usuários. O Japão veio em segundo lugar, com 98 requisições sobre 147 cadastrados. O Brasil solicitou dados de apenas 10 contas.

A maioria dos usuários do serviço está nos EUA, de acordo com dados publicados em janeiro pela Semiocast. O Japão possui a terceira maior base de usuários, ficando atrás do Brasil. O Twitter notou que algumas solicitações podem ter como alvo os mesmos usuários ou usuários inexistentes.

A empresa forneceu a totalidade ou parte das informações solicitadas em 75% das investigações iniciadas pelo governo dos EUA, e providenciou informações em resposta à metade das solicitações da Holanda e um terço dos pedidos do Japão e da Austrália. Grande parte dos casos tinha ligação com investigações criminais, de acordo com a companhia. O número de pedidos em 2012 já ultrapassou o total de 2011.

Isso provavelmente acontece porque os governos estão cada vez mais buscando, no conteúdo armazenado pelas redes sociais, uma grande quantidade de informações sobre seus usuários que podem ser úteis para a aplicação da lei, disse Eva Galperin, coordenadora de liberdade de expressão internacional na Electronic Frontier Foundation. Os dados, muitas vezes, incluem localização física e afiliações políticas e sociais.

“É realmente uma decisão das empresas se elas vão cumprir ou não com os pedidos de informação, assim elas se tornam árbitros extremamente poderosos que são capazes de censurar”, disse ela.

A EFF dá notas mais altas ao Twitter – em relação a avaliações feitas a outras empresas – quando se trata de ser transparente sobre pedidos do governo e ficar ao lado de seus usuários nos tribunais. Por exemplo, em um caso atual, a companhia resistiu a entregar os dados de um manifestante do Occupy Wall Street. 

Proteger a privacidade do usuário pode ser uma boa estratégia para os negócios, segundo Chris Conley, um advogado de tecnologia e liberdades civis no American Civil Liberties Union of Northern California. O Twitter “reconhece que os usuários usam o microblog não só porque é um grande serviço, mas também porque confiam na empresa”, disse ele.

“Quanto mais você puder mostrar aos usuários que é confiável, fazendo o possível para proteger suas informações, mais provável será que eles continuem confiando e se envolvendo com o seu serviço”, concluiu.

O Google emite periodicamente um relatório semelhante, e disse também que a maioria dos pedidos é originária dos EUA.

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Publicado por em 20 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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Governos devem investir mais na captura de criminosos virtuais

Reforçar a ação policial contra crakers é mais importante do que comprar software de segurança cibernética, dizem pesquisadores.

Melhorar a capacidade das agências e a aplicação das leis para capturar os criminosos deve ser a prioridade dos governos quando decidem seus orçamentos de segurança cibernética. Esse é o alerta do professor de engenharia de segurança, Ross Anderson, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Anderson é um dos sete pesquisadores de informática do Reino Unido, Alemanha, Holanda e Estados Unidos que traçaram uma radiografia sobre os custos para combate do cibercrime. O estudo foi encomendado pelo Ministério da Defesa britânico. As conclusões estão em relatório que será apresentado na próxima terça-feira, 26/06, na conferência anual sobre a Economia da Segurança da Informação, que acontecerá em Berlim.

Os pesquisadores dividem os custos de crimes informáticos em prejuízos diretos, perdas indiretas e gastos associados com a defesa contra crimes no futuro.

Os custos de defesa resultam da aquisição de software de segurança cibernética como antivírus e programas de firewal, que oferecem serviços de prevenção de fraude para os consumidores; implementação de sistemas de detecção de fraudes; investigações policiais.

O estudo descobriu que para crimes mais tradicionais, como fraude fiscal e de previdência social, que estão se tornando cada vez comuns com ajuda de computadores, apresentam prejuízos muito maiores, quando comparado os gastos com tecnologias de defesa.

No entanto, o combate de crimes de negação de serviço, ataques, fraudes online, phishing, spam e outros, geram custos muitas vezes maiores do que as perdas reais.

Anderson dá o exemplo das gangue de cibercriminosos de botnet que foram responsável por um terço do tráfego de spam do mundo em 2010. Estima-se que as quadrilhas fizeram menos 3 milhões de dólares com suas operações de spam, enquanto os gastos mundiais para combater mensagens indesejadas foram de cerca de 1 bilhão de dólares.

Há várias razões para esta discrepância. Uma delas tem a ver com a falta de ação policial contra os criminosos, disseram os pesquisadores no relatório. Eles concluiram que os governos devem gastar menos com tecnologias (antivírus, firewalls etc), e mais para apanhar e punir os autores

“Um monte de crimes na internet é praticado por pequenas  gangues”, constata Anderson. Os métodos atuais de lidar com crimes cibernéticos são ineficientes porque muitos policiais acham que é difícil combatê-los”, avalia o especialista em segurança da Universidade de Cambridge

O fato de muitas dessas gangues estarem localizadas em países onde não há legislação para cibercrime não deve ser necessariamente um impedimento para a ação policial. “Há algumas quadrilhas da Rússia e da Ucrânia, que foram presas após pressão do governo britânico.”

Cooperação policial

“A coperação policial não parece ser uma grande prioridade. Se os governos da Grã-Bretanha, Alemanha, França, EUA e de outros países começarem a tratar esse assunto com prioridade mais elevada, a Rússia começará a reprimir essas gangues.”

Os governos ocidentais também podem combater o cibercrime pressionando empresas de cartão de crédito como Visa e MasterCard a proibir bancos de processarem pagamentos para os cibercriminosos. “Por exemplo, quase todos os pagamentos falsos de Viagra passam por apenas três bancos”, afirma Anderson.

O governo dos Estados Unidos já demonstrou a sua capacidade de fazer isso em 2010, quando pressionado pela Visa e MasterCard, bloqueou transações com cartão de crédito do WikiLeaks. “Da mesma forma o sistema bancário pode ser pressionado a interromper processamento de pagamentos para os criminosos.”

Há determinados ciberciminosos que as autoridades policiais têm que punir agressivamente, como por exemplo, as pessoas que escrevem ferramentas de hacking e malware, disse Anderson. A aplicação da lei deve ser a prioridade quando os governos alocam dinheiro para segurança cibernética, diz.

No ano passado, o governo britânico destinou 640 milhões de libras (1 bilhão de dólares) para segurança cibernética. Desse total, 400 milhões de libras foram para a agência de segurança técnica do governo do Reino Unido e apenas cerca de 15 milhões de libras para a polícia, segundo o relatório dos pesquisadores.

“Este é um mau resultado. A polícia deveria ter recebido dezenas de milhões de libras para que pudesse melhorar a segurança forense e as capacidades tecnológicas em geral”, concluí anderson.

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Publicado por em 2 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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